Lucro da Munich Re recua com indenizações por Covid-19

Perdas somam 800 milhões de euros no trimestre, principalmente com de seguro de cancelamento de eventos

A resseguradora alemã Munich Re informou que seu lucro no primeiro trimestre caiu 65,1%, para 221 milhões de euros. Por ação, o lucro líquido foi de 1,57 euros, queda acentuada em relação aos 4,35 euros do ano anterior.

A empresa disse que as perdas relacionadas ao COVID-19 totalizaram cerca de 800 milhões de euros, principalmente em caso de seguro de cancelamento. O resultado operacional do trimestre caiu de 771 milhões de euros para 397 milhões de euros no ano anterior.

No entanto, os prêmios brutos emitidos aumentaram 6,8% ano a ano, para 14,28 bilhões de euros. A Munich Re afirmou que as renovações de abril apresentaram crescimento de 25,7% e aumento de preços de 3,0%.

Devido às incertezas em curso relacionadas à pandemia do COVID-19, a Munich Re não especificará uma nova meta de lucro para o ano fiscal de 2020 no momento. Anteriormente, a empresa previa lucro para o ano em torno de 2,8 bilhões de euros.
 

Justiça Federal mantém recadastramento de corretores pela Susep

Decisão divulgada hoje pela Justiça Federal do Tocantins nega pedido de liminar contra o recadastramento e indefere pedido de urgência para a análise final

Fonte: Susep

A Justiça Federal do Tocantins negou pedido de liminar contra o recadastramento de corretores. Realizado em um novo sistema, o registro é online e gratuito, foi implementado pela Susep no dia 22 de abril e já cadastrou mais de 15,5 mil profissionais, garantindo o exercício pleno e regular da profissão no momento de pandemia do COVID-19. O recadastramento poderá ser realizado até o dia 31 de julho.

O registro para o exercício da atividade de corretor de seguros voltou a ser obrigatório com a revogação da MP 905/2019. Para garantir agilidade e eficiência no processo para a categoria neste momento, a Susep inovou com a plataforma digital. 

Acesse a decisão proferida pelo juiz titular da Segunda Vara Federal do Tocantins neste PDF

(http://www.susep.gov.br/setores-susep/noticias/Decisa303o%20susep%20corretor%20de%20seguros.pdf/at_download/file).

O sistema – Modernização, funcionalidade e segurança são eixos do novo sistema que conta ainda com o sistema de identificação por meio de foto do corretor portando o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras. A medida garante mais segurança aos processos, com a utilização de algoritmos de reconhecimento de imagens e comparações; isto, além do cruzamento de dados com bases oficiais. O formato também contribui para a viabilização das novas carteiras digitais de habilitação profissional que os corretores cadastrados receberão em breve. 

Canal exclusivo – Os técnicos da autarquia, desde o início do novo processo, seguem dialogando diretamente com os profissionais para fornecer informações e esclarecer dúvidas por meio do canal corretores@susep.gov.br e também com a realização de lives. A autarquia recebeu neste período   6,3 mil mensagens com dúvidas e sugestões de aprimoramento para a ferramenta, sendo que  mais de 80% já foram respondidas. Ao observar que a maioria das questões são comuns, os técnicos da autarquia prepararam uma seção de perguntas e respostas para facilitar a interação dos usuários com a plataforma, além do Manual do Sistema de Registro de Corretores, disponível na área CORRETOR DE SEGUROS do site da Susep, dedicada aos profissionais do setor.

As evoluções promovidas nesta etapa são parte de um conjunto de ações para a modernização do mercado que vêm sendo implementadas pela autarquia.

Campanha de Páscoa da Zurich e Z Zurich Foundation auxilia 25 mil pessoas

Fonte: Zurich

Para minimizar o impacto da disseminação do vírus e contribuir com a higiene pessoal, a Zurich incentivou a doação de produtos de prevenção (sabonete líquido antisséptico, álcool em gel antisséptico e máscara respiratória-n 95) para que as famílias beneficiadas pelas ONGs apoiadas pela seguradora se mantenham protegidos.

O projeto, chamado Páscoa em Ação, integra um conjunto de ações sociais da Zurich e Z Zurich Foundation relacionadas ao Coronavírus, e arrecadou R$ 22.375,00 desde lançamento da campanha no início de abril. Ao aderir à ação, os participantes escolheram no site (https://zurichsolidaria.abraceumacausa.com.br) um item de higiene pessoal que tinha um valor correspondente a ser doado.  E, para cada R$ 1,00 arrecadado, a Z Zurich Foundation doou mais R$1,00.

Serão beneficiadas pelos recursos financeiros as famílias assistidas pelas ONGs Somar, GRAACC, Locomotiva, Olga Kos e Hurra! e o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores). Com esta campanha, o objetivo da Zurich e Z Zurich Foundation é auxiliar diretamente 25 mil pessoas.

Artigo: Como ficam os contratos de seguros com exclusão de pandemias?

por Luciana Prado, sócia do Demarest Advogados

Em tempos excepcionais, como o que estamos hoje vivendo, regras e princípios contratuais ganham relevância como forma de endereçar os impactos decorrentes  do Covid-19  nas várias relações negociais.

Nesse cenário, ganham especial atenção as regras contidas nos artigos 421, parágrafo único, e 421-A, III do Código Civil, as quais preveem a excepcionalidade e a limitação da revisão contratual.

Fato é que efetivamente estamos vivendo uma situação excepcional, que permite invocarmos o afastamento desses princípios contratuais em prol da manutenção de um princípio maior trazido pelo nosso ordenamento cível: o princípio da boa-fé, que deve nortear tanto a conclusão quanto a execução de todo e qualquer contrato.

E essa realidade não é diferente quando falamos dos grandes contratos de distribuição de produtos de seguros, capitalização e previdência.

Obviamente tais contratos foram firmados com base em uma perspectiva muito diversa da realidade que estamos enfrentando. As premissas básicas que nortearam a conclusão destes contratos consideravam (quase em sua totalidade) a oferta presencial dos produtos securitários em grandes lojas de varejo e agências bancárias e o crescimento das vendas de tais produtos, aliado a um cenário de recuperação da economia.

Todas as cláusulas contratuais, desde o pagamento de adiantamento ou up fronts, metas e prazos, remuneração, concessão de garantias, investimentos, verbas de marketing, dentre outras, foram elaboradas com base em análises de mercado e premissas macro econômicas fundadas em uma realidade muito distinta da atual, sendo que muitas das disposições então acordadas podem, nesse momento (e durante um prazo que ainda não sabemos ao certo quanto durará), serem difíceis de executar, ou mesmo inexequíveis, e isso se aplica para ambas as partes. 

Imaginemos os valores previstos para investimentos em marketing, que eram pautados em projeções de vendas. A revisão desses montantes é quase certa, tendo em vista que as vendas e metas dificilmente serão alcançadas para se justificar investimentos mais arrojados em um futuro próximo.

O mesmo ocorre com as metas, que obviamente poderão ser revistas, tanto com relação ao racional financeiro quanto em relação à projeção do prazo aplicável para seu atingimento.

Ainda com relação às metas e projeções de venda, importante atentar para os canais de distribuição fixados nos contratos. Muitos deles preveem tão somente canais físicos (lojas, agências bancárias, lotéricas, etc.), sendo que outros incluem a distribuição não presencial ou remota, algumas vezes com metas conjugadas com aquelas relacionadas à venda assim dita física, outras vezes com metas e condições próprias. 

Para aqueles contratos e acordos que ainda não preveem a distribuição de produtos de seguros e previdência por meios remotos, talvez agora seja o momento propício para uma discussão a respeito do tema e inclusão de uma plataforma alternativa de distribuição, sempre observando as normas que regulam o tema, mais especificamente a Resolução CNSP nº. 294, de 6 de setembro de 2013, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. 

Todo esse conjunto de disposições pode ser revisto pelas partes com a finalidade de trazer maior equilíbrio ao contrato e propiciar tanto sua manutenção quanto sua plena execução diante do atual e futuro cenários impactado pelo Covid-19.

Esta é, com certeza, a maneira mais alinhada ao principio da boa-fé capaz de dar respostas aos eventuais desequilíbrios contratuais oriundos dessa crise que estamos vivendo e, ainda, a forma mais segura para as partes evitarem demandas futuras, que já se projetam, de acordo com diversos juristas, como discussões cuja resolução será difícil de prever em virtude da ausência de precedentes. 

Assim, antes de se avaliar a existência de cláusulas contratuais que liberem as partes de responsabilidades por inadimplemento, como muito se discute sobre a caracterização ou não de caso fortuito ou força maior, ou antes da tentativa de discussão para se aplicar princípios de direito administrativo às relações contratuais, como se tem ouvido sobre o fato do príncipe, ou até mesmo antes de invocar revisões judiciais ou pedidos de encerramento do pacto baseados na teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva (disposições, diga-se de passagem, distintas e que possuem aplicabilidade também não análogas), cabe partirmos para soluções mais simples e pautadas no princípio macro que rege todas as relações contratuais, qual seja,  o princípio da boa-fé.

Ao final, o que todos pretendem nesse momento é que tudo passe e que possamos, na medida do possível, voltar à normalidade de nossas vidas e de nossos negócios e, para isso, o importante é que não se rompam ou se estressem relações, mas sim que se abram portas para negociá-las, sempre com o intuito de não se aplicar a solução mais gravosa, que é uma resolução contratual com potencial de gerar uma longa discussão judicial ou arbitral. 

Open banking começa em novembro, com seguros e previdência previstos para 2021

open banking seguro

Banco Central e CVM definiram regras. Na ultima fase está prevista a entrada de seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes

Fonte: BC

A regulamentação do Open Banking cria um ambiente propício para o surgimento de novas soluções de serviços inclusivos, competitivos, seguros e customizados ao perfil de clientes. É um passo importante no processo de digitalização do sistema financeiro, promovendo melhor e maior acesso das famílias e empresas aos serviços e produtos financeiros e representa uma das principais ações da agenda BC#.

A nova regulamentação permite, desde que haja prévio consentimento do cliente, o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas, por instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. 

O Open Banking visa permitir a integração de serviços financeiros às diferentes jornadas digitais dos clientes e reduzir a assimetria de informações entre os prestadores de serviços financeiros, favorecendo assim o surgimento de novos modelos de negócios e de novas formas de relacionamento entre instituições e entre essas e seus clientes e parceiros. Nesse contexto, são exemplos de novos serviços que podem ser ofertados: comparadores de produtos e serviços financeiros, de serviços de aconselhamento financeiro, de gestão financeira e de iniciação de transação de pagamento em um ambiente mais familiar e conveniente para os consumidores. 

As premissas do modelo de Open Banking que será implantado no País são de que o cliente pessoa natural ou jurídica é titular dos seus dados pessoais e de que a sua experiência no processo de solicitação de compartilhamento deverá se dar de forma ágil, segura, precisa e conveniente, por meio de canais eletrônicos das instituições.

A partir dessas premissas, os atos normativos aprovados trazem regras a respeito do escopo de dados e serviços abrangidos, das instituições participantes, do consentimento do cliente e de autenticação, da convenção a ser celebrada entre as instituições participantes para definir os padrões técnicos e procedimentos operacionais para implementação do Open Banking. Além disso, dispõe sobre a responsabilidade das instituições, inclusive no que diz respeito à disponibilidade e à performance das interfaces e ao atendimento de demandas de clientes e ao suporte às demais participantes.

A disciplina do Open Banking será implementada de forma faseada, iniciando em 30 de novembro de 2020 e concluindo em outubro de 2021, com base nas seguintes fases:

Fase I: acesso ao público a dados de instituições participantes do Open Banking sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados com contas de depósito à vista ou de poupança, contas de pagamento ou operações de crédito;

Fase II: compartilhamento entre instituições participantes de informações de cadastro de clientes e de representantes, bem como de dados de transações dos clientes acerca dos produtos e serviços relacionados na Fase I;

Fase III: compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento entre instituições participantes, bem como do do serviço de encaminhamento de proposta de operação crédito entre instituição financeiras e correspondentes no País eventualmente contratados para essa finalidade; e

Fase IV: expansão do escopo de dados para abranger, entre outros, operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes.

AXA no Brasil anuncia mudanças na estrutura

axa Igor

Igor Di Beo passa a acumular as áreas também Comercial e Marketing, antes lideradas por Erika Medici, CEO da companhia desde fevereiro

A AXA no Brasil anunciou alterações em sua estrutura organizacional. Igor Di Beo passa a liderar as áreas Comercial e Marketing, que se somam à estrutura de Subscrição que já era de sua responsabilidade. Assim, o cargo do executivo passa a ser vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing. 

A área de Sinistros, antes sob comando de Igor, foi assumida por Arthur Mitke, promovido a Diretor de Sinistros, reportando-se diretamente para Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. 

O escopo de responsabilidades de Sébastien Guidoni e de Alexandre Campos, ambos com reporte direto para a CEO, também foi alterado. Sébastien continua a ser responsável pelas áreas Financeira e de Estratégia e passa a ocupar-se também da frente de Parcerias. Alexandre, por sua vez, acumula os departamentos Jurídico, Compliance e continua na liderança da área de Recursos Humanos.

“As movimentações refletem nossa política de reconhecimento dos talentos internos, todos com vários anos de casa, e garante que a estratégia da companhia construída em conjunto com este time continue a ser implementada, acelerando nosso crescimento. Temos o desafio de aumentar nossa base de corretores, com um portfólio focado nas necessidades de pequenas e médias empresas, além dos seguros massificados distribuídos através de parcerias com varejistas, instituições financeiras e de serviços. Desejo a todos muito sucesso em suas novas atribuições”, afirma Erika.

O Comitê Executivo da companhia permanece com a mesma formação. Com Erika Medici no comando, o grupo é formado por Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing, Sébastien Guidoni, diretor Financeiro, Estratégia e Parcerias, Alexandre Campos, diretor de Recursos Humanos, Jurídico e Compliance, Fernanda Cortese, diretora de Tecnologia e Operações e Alexander Galli, diretor de Riscos.

Lucro global da Mapfre recua 32% no 1o. trimestre; no Brasil avança 18%

No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros

O lucro líquido da Mapfre nos primeiros três meses deste ano recuou 32%, para 127 milhões de euros. O resultado foi reduzido pelo impacto do terremoto em Porto Rico no início do ano, cujo impacto chega a 54 milhões de euros, e pelos efeitos da tempestade Gloria, na Espanha, com um impacto de 14 milhões de euros. As moedas dos países emergentes também tiveram um impacto negativo, retendo mais de 6 milhões do resultado líquido. Excluindo o impacto desses eventos catastróficos, o resultado ajustado seria acima de 190 milhões de euros, com crescimento superior a 3%.

A receita, por sua vez, ficou em 7,3 bilhões de euros, 4,5% a menos que entre janeiro e março de 2019, e os prêmios caíram 4,7%, para 6 bilhões de euros. Essa queda é explicada principalmente pela depreciação em relação ao euro das principais moedas da América Latina e à lira turca (12%). De fato, a taxas constantes, a redução de receita e prêmios teria sido de 1,6 e 1,5%, respectivamente.

Embora o confinamento decorrente da crise do coronavírus tenha reduzido a contratação de novos seguros, a crise econômica e de saúde ocorreu na Europa e na América, principalmente no mês de abril, de modo que o efeito nas contas do primeiro trimestre será limitado.

No entanto, espera-se um aumento na taxa de sinistralidade nos ramos diretamente relacionados à doença, como saúde, morte e vida. A desaceleração econômica e o confinamento se traduzirão, no curto prazo, em uma redução de sinistros nas linhas de seguro automóvel e geral e, a médio e longo prazo, em uma redução na receita de prêmios.

O índice combinado da Mapfre no final de março era de 100%, aumentando 4,1 pontos. No entanto, o índice combinado da unidade de seguros é de 97,2%, o que representa um aumento de menos de um ponto, apesar do impacto do terremoto em Porto Rico.

A forte queda nas bolsas de valores e a depreciação das moedas em vários países emergentes afetaram o valor dos ativos e do capital do grupo. Assim, os ativos administrados diminuíram 6,9%, para 59,2 bilhões, e os fundos próprios atingiram 7,8 bilhões, 11,2% a menos que em dezembro de 2019.

O índice Solvência II ao final de dezembro de 2019 era de 187%, ante 195% em setembro. É importante ressaltar que tanto a posição de capital quanto a solvência do grupo permanecem excelentes, com exposição limitada ao risco de taxa de juros, dado o alto percentual (56%) de dívida soberana na carteira de investimentos da Mapfre. Os investimentos do grupo atingem 50,2 bilhões de euros, dos quais, além de 56% em dívida soberana, 18% são em renda fixa corporativa e 4% em renda variável.

O grupo também destaca a flexibilidade financeira e altos níveis de liquidez, aspectos que garantem a resiliência da Mapfre na situação atual: a maioria dos ativos financeiros é líquida e a posição de caixa é relevante (mais de 2,7 bilhões e 5% do total de investimentos) e, além disso, existem linhas de crédito disponíveis e financiamento bancário pré-negociado, mas não formalizado.

Brasil – No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros, e o índice combinado melhorou 0,4 ponto, para 95%, o que mostra a resiliência dos negócios nessa região.

A Mapfre Brasil apresentou lucro de 29 milhões de euros (cerca de R﹩ 174 milhões) durante os três primeiros meses de 2020. O crescimento, estimado em 18%, não foi amplamente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que começou a avançar de forma mais intensa no país a partir da segunda quinzena de março. 

Apesar no número positivo, a depreciação em 16,3% da moeda nacional frente ao euro, impactou nos prêmios da companhia, que recuou em 13%, totalizando 838 milhões de euros – ou mais de R﹩ 5 bilhões. Já a taxa combinada melhorou 0,4 pontos, passando para 95%, o que mostra a resiliência do negócio no país. 

Para Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, os números reforçam a importância da participação brasileira nos resultados globais da companhia. “O Brasil é o segundo maior mercado da Mapfre fora da Espanha e tem grande potencial de crescimento do setor de seguros. Mesmo em momentos de crise, demonstramos nossa capacidade de transformação e nossa solidez, devolvendo aos nossos clientes e à sociedade a confiança que eles nos depositam”, pontua. 

Negócios – Os prêmios da Unidade de Seguros entre janeiro e março totalizaram 5,09 bilhões de euros (-5,2%), enquanto o lucro atribuível cresceu 10%, atingindo 197 milhões de euros. Na Área Regional da Península Ibérica (Espanha e Portugal), os prêmios foram de 2,4 bilhões de euros, o que representa uma queda de 4,4%, em comparação com uma queda do setor na Espanha de 6,8%. Os efeitos da tempestade Gloria diminuem o benefício desta área regional, que é de 103 milhões de euros, 13,7% a menos, e aumenta a relação combinada em 3,9 pontos, situando-se em 96,5%.

Os negócios na Área Regional Latam Norte cresceram 20%, para 484 milhões de euros. Essa área regional continua mantendo um caminho positivo em termos de rentabilidade e seu lucro aumentou em 74%, para 23 milhões de euros, destacando o bom desempenho do México e dos países da América Central. A relação combinada, entretanto, melhora significativamente (5,3 pontos), situando-se em 90,9%.

Os prêmios da Área Regional da América do Sul foram de 371 milhões de euros, representando uma redução de 6,7%. No entanto, destaca-se a evolução do seu lucro, que aumentou 24,4%, para exceder 13 milhões de euros, com um índice combinado de 97,3%.

Na área regional da América do Norte, os prêmios excederam 510 milhões de euros (-7,3%) no final de março. O lucro, que inclui um ganho de capital líquido de 14 milhões com a venda de um edifício, registrou um aumento de 79%, para 24 milhões de euros, apesar do impacto negativo do terremoto em Porto Rico.

Os prêmios na área regional da Eurásia caíram 10%, para 473 milhões de euros, fortemente impactados pela depreciação da lira turca (12%). Destaca-se a melhora nos resultados na Itália e na Turquia, que se traduz em um lucro de 5 milhões de euros nessa área regional, comparado às perdas de março do ano anterior. As medidas adotadas no âmbito da estratégia de crescimento rentável refletem-se na evolução do índice combinado, que melhora 7 pontos.

Os prêmios da Unidade de Resseguro ao final do primeiro trimestre deste ano eram de 1.064 milhões (-18%), com resultado negativo de 22 milhões de euros devido, entre outros impactos, ao terremoto em Porto Rico. Por outro lado, os prêmios Mapfre Global Risks aumentaram 41,6%, para 349 milhões de euros, e seu resultado negativo de 8 milhões corresponde quase inteiramente ao terremoto em Porto Rico.

Por fim, os prêmios da unidade Assistência caíram 5,6%, para 220 milhões de euros devido ao impacto da paralisação do turismo mundial, e seu resultado (-12 milhões) foi especialmente afetado pela cobertura seguro de viagem também devido ao Covid-19.

Covid-19 – O surgimento do coronavírus foi um antes e um depois nos negócios, seguros e atividades sociais e, desde a segunda quinzena de março, marcou uma situação sem precedentes. Nesse contexto, a Mapfre desenvolveu uma série de medidas que visam garantir a segurança de seus funcionários e colaboradores e garantir a continuidade das operações, mantendo o atendimento aos seus clientes. As ações mais relevantes foram:

Ativação do plano de continuidade de negócios em todos os países e unidades, adaptando-o à singularidade da crise do Covid-19, através do teletrabalho de cerca de 90% dos funcionários em todo o mundo, e manutenção de serviços essenciais (guindastes, oficinas) , reparos domésticos, centros médicos, casas funerárias …)

Avaliação dos riscos decorrentes da crise e adoção de uma estratégia destinada a proteger o balanço patrimonial, principalmente investimentos, e preservar o capital do Grupo, possuindo a liquidez e o financiamento necessários para neutralizar qualquer estresse monetário, principalmente em operações em países emergente.

Mobilização de recursos e transferência de recursos para a economia, através de doações diretas à sociedade e medidas para o segurado, bem como através da concessão de ajuda e financiamento adicional a agentes, fornecedores diretos e clientes, com atenção especial aos trabalhadores independentes e PME. Essas ações são complementadas pelo trabalho social adicional fornecido pela Fundación Mapfre para enfrentar esta crise.

Susep traz novas estatísticas sobre corretores e já contabiliza 14,3 mil inscritos

O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais

A área dedicada aos corretores no site da Superintendência de Seguros Privados (Susep) disponibilizará, a partir de amanhã (5), gráficos com informações estatísticas sobre a categoria. O objetivo é ampliar os benefícios da modernização trazida com a nova plataforma tecnológica e dar condições, por exemplo, ao profissional desta área se “observar” no contexto do setor.

Uma das novidades é a possibilidade de visualizar a distribuição de corretores por estados/regiões do Brasil. Em apenas 10 dias de implementação, o novo sistema já contabiliza mais de 14,3 mil profissionais cadastrados. O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais.

A Susep criou esta plataforma exclusiva para o novo sistema, online e gratuita, para garantir o registro aos profissionais com agilidade e eficiência, após o fim da validade da MP 905/2019, e durante a pandemia do Covid-19. Outro avanço do sistema é que inclui identificação por foto (selfie) portanto o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras, para garantir mais segurança aos processos.

Para acessar as informações sobre seu setor, basta que o profissional acesse o item “CORRETORES” no menu do site da autarquia http://www.susep.gov.br/.

Fenacor – O movimento da Susep tem sido criticado por Armando Vergilio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros ( Fenacor). “Realizamos uma reunião virtual com todos os presidentes de Sindicatos filiados e a decisão foi unânime” revelou o presidente da Federação, Armando Vergilio, ao participar ontem de “live organizada pelo portal CQCS, disse ele. Ele se refere a circular 6061.20 da Susep sobre o recadastramento da categoria, com prazo estipulado até 31 de julho.

“Vamos continuar procurando construir um diálogo com a Susep. Não faz sentido a superintendência simplesmente determinar normas e regras sem o diálogo com o mercado, com os corretores de seguros, de uma forma que não leva em consideração o futuro desse mercado a longo prazo”, destacou ele na live realizada pelo CQCS.

Itaú: lucro do banco recua 43,1% e da seguradora 7,4% no primeiro tri de 2020

A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador

O Itaú divulgou lucro recorrente do primeiro trimestre de 2020 de R$ 3,91 bilhões, queda de 43,1% na comparativo anual. A Itaú Seguridade registrou queda de 7,4% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre de 2020, para R$ 612 milhões, comparado a mesmo período do ano passado, quando contabilizou R$ 656 milhões. A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador.

O resultado recorrente das operações de seguros, que consistem nos produtos de bancassurance relacionados aos ramos de vida e patrimoniais, seguro de crédito e seguros de terceiros, aumentou 9,2% em comparação com mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é resultado do aumento de prêmios ganhos de seguros prestamista, cartão protegido, de vida e de acidentes pessoais, e de receitas de seguros de terceiros. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento da sinistralidade.

A receita das operações de seguros recuaram de R$ 1,607 bilhão para R$ 1,553 bilhão, devido à redução na margem financeira da previdência e de prêmios ganhos, principalmente pela venda da seguradora no Chile, e por menores vendas de seguros relacionados à crédito.

Em relação ao mesmo período de 2019, o aumento de prêmios ganhos e de receitas de prestação de serviços de seguros de terceiros foram mais que compensados pela menor margem financeira gerencial e pelo aumento de sinistralidade de cartão protegido e de seguros de vida e acidentes pessoais, informa o comunicado que traz os resultados do grupo.

AIG faz provisões para perdas com Covid-19 e lucro recua no trimestre

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19

A American International Group Inc. (AIG) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 1,7 bilhão, ou US$ 1,98 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, comparado a US$ 654 milhões ou US$ 0,75 por ação ordinária diluída, no trimestre do ano anterior, impulsionado principalmente por US$ 3,5 bilhões ganhos de capital realizados líquidos de impostos, em comparação com US$ 446 milhões em perdas de capital realizadas líquidas antes dos impostos no trimestre do ano anterior.

Já o lucro líquido registrou queda de 93% no lucro ajustado trimestralmente, ao reservar dinheiro para cobrir reivindicações relacionadas ao surto de COVID-19, que chamou de a maior perda de catástrofe que o setor já teve. O ganho após impostos ajustada atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 99 milhões, ou US$ 0,11 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, em comparação com US$ 1,4 bilhão ou US$ 1,58 por ação ordinária diluída no trimestre do ano anterior. A redução foi justificada principalmente pela menor receita líquida de investimentos, impulsionada por quedas nos mercados de ações e perdas nos títulos do SAV decorrentes do aumento dos spreads nos mercados de crédito e pelo impacto do COVID-19.
 

A AIG registrou uma perda de subscrição de US$ 87 milhões em seus negócios de seguros gerais no primeiro trimestre, em comparação com um lucro de US$ 179 milhões no ano anterior, principalmente devido a perdas relacionadas a pandemia.

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19, como viagens, crédito comercial e remuneração dos trabalhadores. O restante foi principalmente relacionado ao clima, informou a empresa.

“Acreditamos que o COVID-19 será a maior perda de CAT (catástrofe) que o setor já viu”, disse o CEO da AIG, Brian Duperreault, em comunicado. A receita líquida total de investimentos da AIG, ajustada, caiu US $ 1 bilhão, para US $ 2,7 bilhões, de um ano atrás.

O índice combinado de acidentes gerais de seguros da seguradora – que exclui alterações de perdas incorridas nos últimos anos – foi de 95,5% no trimestre, comparado a 96,1% no ano anterior.