Executivos do mercado segurador mundial temem obrigatoriedade em cobrir perda de lucro por Covid-19

Há também boas notícias. Quase 85% dos entrevistados acreditam que haverá forte demanda por seguro e resseguro diante da conscientização de risco trazida pela pandemia

Pesquisa do portal Artemis em conjunto com a publicação Reinsurance News entrevistou mais de 100 executivos do mercado segurador para sentir as consequências do Covid-19 e como eles pensam em se organizar para enfrentar a crise. Participaram 13 presidentes executivos, 20 diretores de subscrição, 18 diretores operacionais, 40 membros de conselhos de administração, compradores de resseguros, gestores de valores mobiliários ligados a (re)seguros (ILS- insured linked securities), corretores e diversos fornecedores de serviços. Cerca de 50% dos participantes representam Estados Unidos e Europa.

A maior preocupação do setor está na incógnita que paira sobre o seguro de lucros cessantes com a interrupção dos negócios devido ao fechamento forçado do comércio com a imposição do lockdown pelos governos para conter a curva de contaminados pelo Covid-19 e preservar o atendimento hospitalar ao maior número de doentes. Cerca de 40% afirmam estar um pouco preocupado, 32% muito preocupados e 18,5% disseram estar extremamente preocupados.

Cerca de 55% dos entrevistados classificam a diminuição dos investimentos e a saúde dos mercados financeiros com principal ameaça para o setor, em termos do “impacto potencial”. Outro forte impacto para a indústria de seguro mundial é o número de litígios que a situação de pandemia de covid-19 poderá desencadear no setor. 

A linha mais afetada foi a de eventos, com 68,7%, das respostas, seguida pelo seguro viagem, com 67%. Em terceiro lugar vem o seguros de crédito comercial com 41,6% e os ramos de saúde e vida 40,6% das respostas.

Há também boas notícias. Quase 85% dos entrevistados acreditam que haverá forte demanda por seguro e resseguro diante da conscientização de risco trazida pela pandemia.

A única previsão em seguros é que o mundo será outro depois do coronavírus

MAG Seguros, Swiss Re e Allianz afirmam que a indústria de seguros será afetada pela crise, mas, como em outras, se renovará e ficará ainda mais forte com o digital

“Esta crise é democrática”, afirma Nilton Molina, que completa neste mês 84 anos de vida e 61 de casamento. Ambas comemorações sem festa. Apenas na companhia da esposa. ‘Há mais de um mês estamos confinados em casa”, contou o presidente do conselho de administração da MAG Seguros, nova marca da Mongeral Aegon, ao blog Sonho Seguro. 

Segundo ele, em todas as crises, que não essa, há uma perda de renda do pobre. “Nesta, todos perdem. Bilionários, milionários, ricos, classe média, pobres, empresas e governos. Todos sairão prejudicados financeiramente, o que torna essa crise democrática”. 

Outra diferença citada é que esta é a primeira crise, “que eu me lembro”, a mudar o comportamento das pessoas. “É quase uma disrupção. O comportamento das pessoas realmente mudou. A terceira diferença, comparando esta crise com outras, é que nas anteriores se conhecia o motivo, como a de 2001 foi consequência de um ataque terrorista e a de 2008 gerada pelo excesso cometido pelos bancos. “Nesta não conhecemos a doença e as consequências dela. Isso faz uma grande diferença”, avalia.

Particularmente em seguros, a disrupção vem tanto de quem vende como de quem compra. Desde que apareceu o digital, os corretores sentiram-se ameaçados e entenderam que tudo era inimigo e essa onda de digital iria acabar com a profissão deles. E o que esta acontecendo agora? Os corretores descobriram que a tecnologia é a favor deles. “Qual o único capital de um corretor autônomo? É o tempo. Antes da Covid-19 um corretor não conseguia fazer mais do que três visitas pela dificuldade de mobilidade nos grandes centros urbanos. Agora temos corretores que estão fazendo até oito teleconferencias por dia com seus clientes e sentindo uma disposição maior dos consumidores em conversarem sobre o tema seguro”. 

Molina conta que a MAG Seguros atingiu 102% da meta de arrecadação em março, sendo 90% de vendas novas. Foi um mês quase normal. Já em abril a situação já mostra queda, dentro do que se espera diante de uma crise sem precedentes. Ele estima que a partir de julho a economia voltará a reagir com a flexibilização do isolamento social. “Ai todos terão de correr atrás para recuperar a perda do segundo trimestre”, diz, projetando uma queda de até 5% no PIB brasileiro para 2020.

Segundo ele, haverá dificuldades, mas ele acredita que 95% das seguradoras sobreviverão. No ramo vida, ele aposta em incremento das vendas em razão da percepção de risco que a pandemia trouxe à população. Em automóvel, apesar da boa noticia sobre a queda de quase 20 pontos percentuais no índice de sinistralidade (pedidos de indenizações versus faturamento), o segmento amarga queda das vendas em razão da crise da indústria automobilística que já perdura nos últimos quatro anos. Em previdência, Molina não espera um saque significativo dos fundos PGBL e VGBL. “As pessoas estão mais educadas financeiramente e sabem diferenciar investimentos de curto prazo e de longo prazo. É certo que haverá saques para fazer frente às necessidades de queda de renda, mas isso faz parte do dia a dia da previdência privada”. 

Quanto a solvência do mercado segurador, Molina também se diz confiante. “Temos um mercado saudável, com reservas significativas. Vai passar. Assim como passaram as outras crises. O PIB recuou quase 7% em dois anos do governo da Dilma Rouseff e o setor de seguros se manteve estável”, dispara Molina. 

Em 2019, a MAG Seguros apurou quase R$ 2 bilhoes em vendas, mudou a marca, lançou programas de aceleração de startups e se prepara para abrir um banco digital com forte investimento em tecnologia. “Em 15 de marco, praticamente toda a companhia trabalhava em homeoffice e esta tudo funcionando direito. Fico estarrecido”, afirmou. 

Swiss Re – A Swiss Re sugere que a atividade econômica global terá uma contração de 1,2% este ano, com o PIB caindo 3% nos EUA e 4,5% na área do euro, segundo estudo divulgado nesta semana. O grupo prevê que a parada parcial da economia permaneça durante a maior parte do segundo trimestre, se novas infecções na Europa e nos EUA atingirem o pico em abril/maio, seguidas por um retorno gradual ao crescimento no terceiro trimestre.

Haegeli: Não devemos subestimar as implicações econômicas e políticas de longo prazo que podem trazer mudanças de paradigma, como a adoção mais rápida da digitalização

A Swiss Re acredita que esta recessão, diferente das outras, seja duas vezes mais profunda do que a crise financeira de 2008, porém será “duas vezes” mais breve. Isso pressupõe que as medidas de contenção para a pandemia sejam bem-sucedidas e permitam saídas escalonadas do lockdown, e que as ações políticas sejam coordenadas em todo o mundo.

“Ainda assim, não devemos subestimar as implicações econômicas e políticas de longo prazo que podem trazer mudanças de paradigma, como a adoção mais rápida da digitalização, um papel maior para os governos e uma monetização da dívida do governo”, disse o economista-chefe do grupo Swiss Re, Jérôme Jean Haegeli.

“Na frente da taxa de juros, esperamos que os rendimentos dos títulos do governo permaneçam baixos e que os bancos centrais limitem os aumentos de rendimentos para acomodar o grande estímulo fiscal, se necessário. Em termos de riscos de médio prazo, acreditamos que a probabilidade de uma ‘estagflação’ aumentou devido a estímulos fiscais sem precedentes e potencial monetização da dívida”. A Swiss Re também disse que o balanço de riscos permanece inclinado para o lado negativo, com uma probabilidade de 25% de uma crise de crédito.

Allianz – O economista-chefe da Allianz, Ludovic Subran, disse em recente entrevista que o mundo será “um lugar diferente” quando a crise do coronavírus passar. “O COVID-19 certamente mudará a forma como vemos os investimentos em saúde, definimos o capitalismo inclusivo, o poder da China, a globalização, a luta contra as mudanças climáticas e talvez como poupamos para os eventos da vida”, citou. 

Ludovic: O mundo será “um lugar diferente” quando a crise do coronavírus passar

O grupo alemão espera uma “recuperação em forma de U” na atividade econômica global no segundo semestre de 2020 e 2021, assumindo que as medidas de contenção de coronavírus sejam bem-sucedidas. No entanto, uma recessão pode ocorrer no próximo ano se houver uma prolongada crise econômica devido a uma crise de saúde de 12 a 18 meses, com possível reinfecção e erros de política cometidos, levando a uma “recuperação em forma de L”.

D’Or Talks: especialista ensina técnicas básicas de cuidado emocional

Em 2ª live sobre saúde mental, especialista mostrou que qualquer pessoa está apta a oferecer cuidado ao outro neste momento de instabilidade emocional. Próxima transmissão será nesta sexta-feira

Fonte: D’Or

De acordo com a psicóloga e sócia-fundadora do Instituto Entrelaços Erika Pallottino, os chamados Primeiros Socorros Emocionais são recursos e possibilidades para cuidar de si e do outro em situações de crise. Na segunda live do D’Or Talks, série lançada pela D’Or Consultoria no Youtube, ela explicou que “neste momento, estamos dizendo sim para nossa saúde e não para a nossa liberdade temporariamente, então apresentamos uma resposta de luto”, disse.

Para lidar com isso, os PSEs têm como conceito fundamental a ideia de que qualquer pessoa pode oferecer cuidado ao outro. “Nem todos precisarão de ajuda profissional, mas todos nós precisamos de cuidado”, ela pontuou. “Basicamente, trata-se de oferecer escuta e acolhimento, seguindo o tripé: cuide de si, cuide do seu time, cuide do outro”, completou a psicóloga.

Durante a transmissão, a especialista e o psiquiatra e médico do trabalho Guilherme Malaquias responderam a diversas perguntas enviadas em tempo real pelos espectadores da live. Entre as principais dúvidas, surgiram questões sobre como identificar sintomas de que uma pessoa precisa de ajuda emocional e como encontrar válvulas de escape para evitar os sentimentos de ansiedade e angústia durante a quarentena.

Por fim, Erika deixou uma importante mensagem sobre como o termo “distanciamento social” deve ser substituído por “distanciamento físico”, e o impacto positivo dessa simples mudança em nossa resposta emocional. O vídeo completo está disponível em www.youtube.com/dorconsultoria.

Próximo encontro – No mesmo endereço, será possível acompanhar a próxima live, nesta sexta-feira, 17 de abril, também às 18h30. O tema “Atividade Física Integrativa” será abordado pelo professor Daniel Sandy, profissional de Educação Física. O objetivo é mostrar recursos saudáveis para equilibrar as ações diárias, gerenciando o estresse e potencializando a mente com estratégias fáceis e altamente eficientes.

D’Or Talks é uma iniciativa da D’Or Consultoria para levar informações relevantes sobre saúde mental aos seus parceiros, clientes, colaboradores e à população em geral durante a pandemia de COVID-19. Toda semana, um especialista diferente irá participar das transmissões ao vivo. Para acompanhar, inscreva-se no canal e ative as notificações.

Artigo: Navegando on-line com segurança durante o surto do COVID-19

Fonte: Zurich

Devido ao surto do COVID-19 e com muitas pessoas trabalhando remotamente, a internet se tornou ainda mais valiosa. Nestes tempos de instabilidade, é importante termos certeza de que estamos usando a internet com segurança! 

Devemos estar cientes que há muitos tipos de malware, como os vírus, spyware, adware e ransomware, que podem infectar o computador. Contudo, tomar as medidas certas pode minimizar o risco de você ser uma vítima e tornar a navegação pela internet muito mais segura. 

Os navegadores de Internet mais populares oferecem alguma proteção 

Os navegadores de internet mais populares são: Internet Explorer, Firefox, Google Chrome e Safari. Todos eles oferecem programas, configurações, atualizações e outras funções que ajudam a proteger as vulnerabilidades e alertam sobre possíveis ameaças. Além disso, disponibilizam a instalação de um software para ajudar ainda mais a segurança do seu navegador de internet, como o Spybot Search & Destroy, Web of Trust e o Symantec Endpoint Protection. 

Orientações gerais para tornar sua navegação mais segura na Internet:  

  • Entre apenas em sites seguros, por exemplo, endereços que começam com “https://”. O “s” significa que ele é proveniente de um “nível seguro” – em outras palavras, de uma página que codifica os seus dados. 
  • Não confie apenas na navegação privada/anônima: Isso não impede que alguém monitore a sua atividade on-line, muito menos oculta completamente sua identidade. O seu administrador de rede e o seu fornecedor de serviços de Internet ainda conseguem identificá-lo, por exemplo. 
  • Tente utilizar outras ferramentas de busca: O DuckDuckGo é um bom exemplo de um site que não grava endereços IP e não utiliza cookies, nem mesmo transmite informações de referência para os sites que você visitar. Você também pode dar uma olhada no StartPage que funciona de forma semelhante. 
  • Considere utilizar uma rede privada virtual (VPN): A utilização de uma VPN durante a navegação aumenta consideravelmente a segurança. Embora eles sejam normalmente utilizados pelas empresas, vários serviços de VPN podem ser adquiridos para serem utilizados em dispositivos pessoais. 
  • Utilize diferentes navegadores para diferentes atividades: Se algum malware quiser atacar você comprometendo um navegador da internet que você utiliza, ele ainda não conseguirá transitar de um navegador da internet para outro. Então, por exemplo, você pode utilizar o Firefox para sites de navegação em geral e de compras, como a Amazon, e o Safari/Google para sites que não requerem informações sensíveis, como música em streaming ou sites de informação como a Wikipédia. Assim, você pode ter um browser dedicado, como o Internet Explorer, apenas para informações confidenciais e para gerenciar sua conta bancária online, por exemplo. 

AIG lança canal de podcast para auxiliar empreendedor a gerir melhor os riscos de seu negócio

podcast aig

Com conteúdos exclusivos, novo formato marca o aniversário do blog Negócio Seguro AIG

Fonte: AIG

O blog Negócio Seguro AIG completa um ano em 22 de abril. E, para marcar essa data, a seguradora está lançando o Negócio Seguro AIG Play, um canal de podcasts que irá trazer mensalmente conteúdos exclusivos sobre os riscos nos negócios, com uma linguagem fácil e direta, sempre com a presença de especialistas nos temas abordados. A novidade já está disponível dentro do próprio blog e também nas plataformas de podcast Anchor e Spotify. Em breve, os usuários poderão baixar os conteúdos na Apple Podcasts, Google Podcasts, Castbox, Overcast e Breaker.

Os dois primeiros episódios falam sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), com participações de Tiago Lino, especialista em riscos cibernéticos da AIG, Lídice Xavier, head jurídica da Idwall, e Gustavo Artese, sócio na Viseu Advogados, Secretário Geral da Associação Brasileira de Direito da Tecnologia da Informação e das Comunicações e membro da Itechlaw (International Technology Law Association). 

“O objetivo do blog é levar mais informação sobre os riscos nos negócios, em uma linguagem simplificada, com foco maior na contribuição do seguro como investimento e parte do planejamento empresarial em diferentes segmentos. Com a forma de se consumir conteúdo qualificado se modificando, nossas histórias também precisam ser ainda mais inovadoras, por isso, então, o lançamento desse novo formato é uma evolução dentro da nossa plataforma que busca constantemente oferecer um conteúdo de qualidade para os leitores”, afirma Lúcio Mocsányi, superintendente de marketing e comunicação da AIG no Brasil.

Em um ano no ar, o blog Negócio Seguro AIG publicou 55 histórias inéditas sobre diversos riscos e já teve mais de 17 mil usuários únicos acessando o seu conteúdo, com um total de 40 mil páginas visualizadas até hoje.

CEO da Chubb faz parte do grupo de empresários que auxilia Trump a reabrir comércio

ceo chubb

O presidente Donald Trump anunciou na última terça-feira que cerca de 200 executivos, acadêmicos e especialistas formarão “Grandes Grupos da Indústria de Renascimento Econômico Americano” para ajudar a economia dos EUA a se recuperar do surto de coronavírus. Representando o mercado segurador está Even Greenberg, CEO da Chubb.

Em teleconferência, os executivos de vários segmentos, disseram ao presidente Trump que testes expandidos de coronavírus e medidas apropriadas de distanciamento social são cruciais para reabrir a economia.
“Acho que todos tinham em comum a noção de protocolos de teste e de distanciamento social que são essenciais para a segurança e confiança da flexibilização da quarentena”, disse Greenberg à Fox Business Network. “Essa foi provavelmente a principal recomendação do grupo ao presidente”, disse ele.

Trump deve divulgar novas orientações para os estados sobre como eles podem começar a reabrir o comércio e relaxar as diretrizes de distanciamento social, se for seguro fazê-lo.

Veja o vídeo no link

Na quinta-feira, dia 17, depois de ouvir o grupo de empresários, Donald Trump afirmou que os estados terão autonomia para decidir sobre o momento de relaxamento das medidas de distanciamento social, embora, na sua opinião, 29 deles já cumpririam os requisitos para iniciar o processo. Após cogitar recentemente a data de 1° de maio como marco de reabertura do país, o presidente americano preferiu não se comprometer ontem com nenhum prazo específico, embora tenha dito que “estamos adiantado.”. As diretrizes divulgadas pela Casa Branca exigem um período de 14 dias de queda em novos casos de Covid-19 para começar a abertura, que será feita em três etapas. “Não vamos abrir tudo de uma vez”, disse Trump.

Apenas seis catástrofes naturais nos últimos 50 anos superam o número de vítimas do Covid-19

Apenas seis catástrofes naturais superam o número de vítimas feitas pelo coronavírus tendo como base 1970 para cá, segundo estudo Sigma, da Swiss Re. Em 1970, por exemplo, desastres naturais catastróficos devastaram duas nações: o Grande Terremoto no Peru, que resultou em 70.000 mortes, e seis meses depois o Ciclone Bhola, em Bangladesh, que custou cerca de 300.000 vidas, tornando-o desastre natural mais mortes de todos os tempos. As catástrofes feitas pelos homens acumulam número de mortos abaixo de 10 mil.

O Covid-19, segundo boletim até 13 de maio, já acumula 118.854 mortes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Mitsui Sumitomo Seguros registra alta de 48% nas vendas no 1o. trimestre

Apesar do bom desempenho, a companhia prevê um desafio grande, com futuro incerto no que diz respeito a dimensão dos impactos do COVID-19 nos negócios

A Mitsui Sumitomo Seguros fechou o primeiro trimestre de 2020 com R$ 153 milhões de prêmios emitidos. O valor supera as metas que a companhia havia estabelecido, apresentando um crescimento de 48% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O índice de sinistralidade no período foi de 60%, apresentando uma redução de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. A taxa foi impactada pelas fortes chuvas ocorridas em janeiro e Fevereiro.

O vice-presidente da Mitsui Sumitomo Seguros, Helio Kinoshita, observa que no primeiro trimestre a companhia apresentou um desempenho excepcional superando as metas, mas prevê um desafio grande, ainda muito incerto no que diz respeito a dimensão dos impactos do COVID-19 nos negócios.

“Será o período que sentiremos a crise impactando a nossa produção negativamente, mesmo com a possível redução da quantidade de sinistros. Estamos monitorando os índices de inadimplência diariamente, pois face às dificuldades financeiras das empresas e indivíduos, este monitoramento se faz necessário para equalizarmos esta situação aos corretores e clientes”, conta.

Para enfrentar os desafios que a pandemia impõe, a Mitsui Sumitomo Seguros estará focada no Renova Fácil, uma ferramenta que agiliza o processo de renovação dos seguros de Automóvel, Residência e Empresa. O objetivo é manter as condições de aceitação, sem necessidade de vistoria ou inspeção, manutenção do prêmio igual ou inferior ao da vigência anterior e sem a necessidade operacional por parte da Corretora, e ainda, com pagamento em 10 vezes sem juros.

#naodemita – O grupo japonês também aderiu ao movimento #nãodemita, criado para tentar reduzir os efeitos da crise, se comprometendo a não demitir durante o período da pandemia causada pelo COVID-19.“Quero retribuir o comprometimento e toda a dedicação que está sendo comprovada no dia a dia do trabalho remoto pelos nossos colaboradores”, afirma Kinoshita.

O executivo garante que o quadro de funcionários será mantido e não estão sendo medidos esforços para que a Mitsui Sumitomo Seguros continue focada em atender aos clientes, com total profissionalismo, e mantendo o valor integridade nas relações com parceiros, sejam funcionários, familiares, fornecedores, corretores e segurados.

A seguradora reitera que esta situação deva ser olhada de maneira positiva: “Devemos considerar esta realidade e enxergar como podemos transformar esse momento de crise em oportunidades, para tornar nossos negócios ainda mais competitivos”.

CNseg traz estudo com principais medidas adotadas por seguradoras

Diante de uma crise sem igual, diferente de tantas outras já vivenciadas pelo mercado segurador mundial, as seguradoras não são capazes de mudar a direção do vento, mas podem ajudar a atravessar a turbulência. Essa é a principal mensagem apresentada na nova edição da Conjuntura CNseg  – publicação da Confederação Nacional das Seguradoras –, que apresenta as principais medidas adotadas pelas seguradoras nacionais e estrangeiras diante dos impactos da pandemia do novo coronavírus.  

No caso brasileiro, a publicação aponta um duplo impacto decorrente da pandemia: no desempenho operacional das seguradoras e na gestão dos seus riscos. “Apesar disso, o mercado permanece resiliente e capaz de responder prontamente aos desafios impostos pelo cenário surpreendente e multifacetado produzido pelo novo vírus”, ressalta o estudo. Tem sido uma rotina diária divulgar as ações das seguradoras que vão desde doações a sociedade até a adesão ao movimento #naodemita, que visa garantir os empregos por um período de tempo, como Porto Seguro, HDI, Bradesco, SulAmérica entre tantas outras. 

Em relação ao impacto sobre os produtos em si, de acordo com a publicação, somente será possível “começar a traçar um panorama completo com a divulgação dos dados de março do setor de seguros, e mais meses adiante, o que só deverá ocorrer a partir de junho, tendo em vista a flexibilização dos prazos de envio das informações de fevereiro e março anunciada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep)”.  

Entretanto, conforme abordado no editorial do presidente da CNseg, Marcio Coriolano, na Conjuntura CNseg 18, edição recentemente publicada, é possível inferir que, de uma forma geral, todos os segmentos do setor deverão sofrer impactos por conta da pandemia. “Os prognósticos são desfavoráveis a médio prazo”, ele observa. 

No plano operacional, a medida mais relevante é a adoção dos Planos de Continuidade de Negócios (PCN), permitindo cuidar da saúde dos colaboradores e, ao mesmo tempo, manter os serviços sem prejuízo a seus clientes. Os elevados investimentos na conversão digital das seguradoras, diz a Conjuntura CNseg, explicam o atendimento via canais digitais a clientes e parceiros de negócios e o bem-sucedido trabalho remoto (home office). 

“Tenho ficado estarrecido de ver como tudo tem funcionado normalmente com 100% da equipe em homeoffice”, comentou Nilton Molina, presidente do conselho da MAG Seguros, ao blog Sonho Seguro. O mesmo tem sido dito por outros presidentes de companhias, como Vinicius Albernaz, da Bradesco Seguros, Murilo Reidel, da HDI, Gabriel Portella, da SulAmérica, Edson Franco, da Zurich Seguros, Roberto Costa, da Porto Seguros, entre tantos outros. 

A situação atual reflete o que o estudo “Panorama Digital do Setor Segurador”, realizado pela Comissão de Inteligência de Mercado da Confederação em 2018, já sinalizava. 97,3% das empresas consultadas afirmaram dispor de projeto de transformação digital, com destaque para ações voltadas aos clientes. O resultado disso é que podem ser realizados hoje, de forma remota: liquidação de sinistro, reembolsos, resgate, sorteios, pagamento de benefícios, cobrança, cancelamentos, aquisição de produtos e prestação de serviços de assistência. 

A Conjuntura CNseg ainda detalha as regras de aceitação de riscos e explica as razões de pandemias e epidemias, que são fatos raros e de difícil precificação, não disporem de coberturas específicas. Ainda assim, dá ciência de que parte do mercado, dada a gravidade da crise sanitária, passou a acolher os riscos decorrentes da pandemia nos seguros de benefícios – como Saúde Suplementar e Vida. Além disso, enumera diversos produtos dos segmentos de Danos e Responsabilidades e Seguros Pessoais que terão desvio na sinistralidade, em razão de situações ocasionadas indiretamente pela pandemia.

A publicação também faz um retrato atualizado das consequências da pandemia no mercado mundial de seguros, demonstrando o alinhamento das seguradoras brasileiras com as melhores práticas. Ela detalha as medidas emergenciais adotadas pelo governo, avaliando-as positivamente no sentido de procurar atenuar os impactos do choque. Uma ação que busca manter as perspectivas de famílias e empresas no terreno positivo, criando uma ponte para o futuro, fundamental para a confiança na economia. A publicação reúne as medianas de projeção do mercado para juros, inflação e dólar, com os dois primeiros com indicações de baixa e o câmbio bastante volátil.  A publicação ratifica a previsão de PIB negativo em 2020 e provável recuperação em 2021, mas com alta muito discreta.

Molina, da MAG Seguros, tem em mente uma queda de 5% do PIB para este ano. “Mas estou totalmente convicto de que a partir de julho o país deve retomar ao normal e as empresas terão de correr atras para tentar recuperar as perdas de março a junho. Será um ano difícil, mas vai passar, como vimos em todas as outras crises passadas”, comentou. 

Mundo – Em recente comunicado, a Global Federation of Insurance Associations (GFIA) afirmou que reconhece que os bancos centrais, governos e organizações internacionais apresentaram propostas visando flexibilidade em relação a alguns requisitos regulatórios e de coleta de dados. Como os governos ao redor do mundo implementam medidas de resposta a emergências, a GFIA pede que considerem os seguintes pontos: 

A estabilidade financeira continuada do setor de seguros é vital. Sem ela, as seguradoras não poderão continuar a responder à crise ou honrar suas obrigações para com os clientes sob as políticas existentes. “Nossa indústria está comprometida em ajudar os governos a atender às necessidades financeiras de cidadãos e empresas. No entanto, onde a cobertura de pandemias e outras causas de perda não foi incluída nas apólices existentes ou refletida nos pagamentos de prêmios, exigir que as seguradoras cubram essas perdas retroativamente poderia ameaçar seriamente a estabilidade do setor de seguros global”, ressalta. 

Eventos como incêndios, acidentes de automóvel e catástrofes naturais cobertas pelo seguro não param, mesmo durante uma pandemia. E vale lembrar que a temporada de furacões nos EUA, que causam perdas significativas, só começa em agosto. Ao mesmo tempo, as seguradoras gerenciam sua força financeira para cumprir as promessas e garantias feitas aos clientes, estejam elas relacionadas à pandemia ou não. Dessa forma, alterar retroativamente os termos das políticas não seria uma maneira apropriada de lidar com os impactos financeiros em larga escala da pandemia do COVID-19.

Allianz Seguros doa mais de 20 toneladas de alimentos e itens de higiene e limpeza

A ação ajudará cerca de mil famílias que são atendidas pela Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA)

Fonte: Allianz

Pensando em apoiar as famílias atendidas pela Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA), que tem como propósito desenvolver e capacitar crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social, a Allianz Seguros preparou uma força-tarefa para doar cestas básicas e itens de higiene pessoal e limpeza aos moradores da comunidade Santa Rita, na Zona Leste de São Paulo. A iniciativa da seguradora, que apoia a campanha da ABA ‘Eu me importo com você’, tem como objetivo demonstrar o sentimento de empatia para a condição de vida das crianças, adolescentes e adultos moradores da Comunidade Santa Rita e ampará-los, suprindo necessidades básicas provenientes desse período de quarentena em decorrência do coronavírus.

“Diariamente, a ABA oferece atividades complementares ao ensino formal a crianças e adolescentes provenientes de 50 escolas públicas do distrito de Cangaíba e região. Sabemos que grande parte dos provedores dessas famílias são autônomos, microempreendedores ou pessoas que trabalham no comércio local. Estamos falando de um público que está sendo gravemente afetado pelo isolamento social. Em um momento tão delicado como este, não podemos deixar de nos solidarizar e assistir as famílias dessas crianças e adolescentes que, por suas condições, estão em exposição e risco. A Allianz está junto à Comunidade Santa Rita há 25 anos, prezando pela vida e o bem-estar dos moradores, e, agora, não seria diferente”, afirma Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros.

A Allianz doa 23 toneladas, que somam mais de 30 mil itens de alimentos, higiene pessoal e limpeza às famílias, que serão distribuídos a partir desta quarta-feira, 15 de abril. Para garantir a segurança de quem doa e recebe as cestas básicas, a equipe da ABA está sendo instruída por um médico infectologista e seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. As entregas serão realizadas pela equipe de colaboradores da ABA e ex-alunos voluntários, paramentados com equipamentos de proteção, como luvas, máscaras e viseiras faciais, de forma organizada e comunicadas previamente pela Associação. Para evitar aglomerações, haverá demarcações com 1,5m de distância e a entrega ocorrerá em diferentes dias, tendo como base a ordem alfabética das crianças, adolescentes, adultos e terceira idade atendidos.

“Nós atendemos mais de 900 pessoas na ABA, estamos sempre juntos, trocando vivências. Parar com as atividades diárias, em um período de incertezas, é algo muito difícil para os dois lados. Foi extremamente emocionante quando ligamos às famílias para falar sobre a campanha e a doação. A receptividade e o agradecimento pelo gesto transpareceram a afetividade da ação ‘Eu me importo com você’, criada especialmente para o período de distanciamento social”, explica Rose Oliveira, diretora da ABA.

A Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz, que atende crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, adultos e a terceira idade, suspendeu as atividades em decorrência do coronavírus no dia 13 de março. A entidade, que já formou e capacitou mais de 7 mil moradores, voltará às atividades assim que acabar a quarentena estabelecida pelo Governo do Estado de São Paulo.