ANS monitora impactos da Covid-19 no setor de planos de saúde

custo da saude

Boletim divulga dados assistenciais e econômico-financeiros de amostra de operadoras e apresenta reflexos da pandemia na saúde suplementar


Fonte: ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lança um boletim informativo com o monitoramento específico que vem realizando junto ao setor de planos de saúde durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19). O material contempla informações assistenciais e econômico-financeiras de uma amostra de operadoras médico-hospitalares que responderam a Requisições de Informações feitas pela ANS, mostrando os impactos da Covid-19 na saúde suplementar. São analisados dados sobre ocupação de leitos, custos de internação, fluxo de caixa das operadoras e inadimplência no setor. O objetivo do Boletim Covid-19 é subsidiar a análise qualificada da Agência Reguladora sobre o tema, contribuindo para a tomada de decisões no enfrentamento da pandemia, bem como apresentar à sociedade informações importantes para a compreensão do cenário no mercado de planos de saúde.

A maior parte das informações apresentadas resulta de dados enviados pelas operadoras de planos de saúde em atendimento a Requisições de Informações feitas pela ANS e de dados extraídos do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), por meio do qual as operadoras encaminham, trimestralmente, suas informações econômico-financeiras. Também foram usados outros dados de envio obrigatório aos sistemas de informação da Reguladora. A solicitação foi encaminhada a 109 operadoras que atendem 80% do total de beneficiários do setor. É importante observar que os dados assistenciais e econômico-financeiros analisados consideram diferentes números de operadoras respondentes, em razão da natureza das informações solicitadas.

Ocupação de leitos – Para monitorar o impacto da pandemia no atendimento assistencial prestado pelos planos de saúde, foram coletadas informações de 45 operadoras que dispõem de rede própria e que fazem parte da amostra selecionada (mencionada acima). O objetivo foi verificar as principais tendências em relação à utilização de serviços de saúde hospitalares, que representaram 32,69% das despesas assistenciais no ano de 2019, frente ao atual contexto da pandemia, e avaliar as implicações diretas no setor de saúde suplementar.

O boletim traz gráficos que mostram a evolução da taxa de ocupação de leitos nos meses de fevereiro, março e abril de 2019 e 2020, comparando-os quanto à evolução da taxa de ocupação de leitos referentes à Covid-19 com demais procedimentos. Há, ainda, informações que mostram o impacto dos custos com internação, verificado pela comparação entre custos médios de internações por Covid-19 e outras internações (clínicas e cirúrgicas), e a evolução do número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) nesse período.

Pelos números compilados é possível verificar que a taxa média da ocupação de leitos nos três meses de 2020 apresentou queda em relação ao mesmo período do ano passado. Já a taxa mensal de ocupação de leitos relativos à Covid-19 em relação a outros procedimentos passou de 9% em fevereiro para 47% em abril. Também houve aumento do número de internações de SARS em relação aos números do ano passado, com curva ascendente também nos meses analisados deste ano. 

Fluxo de caixa e inadimplência – Nos dados econômico-financeiros, foram consideradas informações de 99 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e de 102 operadoras para o estudo de inadimplência (as demais operadoras não submeteram informações no prazo de elaboração desse boletim). Os gráficos trazem informações que mostram movimento de entrada (recebimentos) e saída (pagamentos) de recursos em um dado período – que representa o capital de giro e a liquidez mais imediata das operadoras analisadas; a evolução dos pagamentos efetuados pelas operadoras pela utilização dos serviços de saúde pelos beneficiários (índice de sinistralidade do caixa), antes e após o início da pandemia da Covid-19; e análise da inadimplência, verificada pelo não pagamento de obrigações no prazo estabelecido, observando-se os pagamentos recebidos e os saldos vencidos ou a vencer.

Os dados de 2020, que refletem a pandemia, mostram baixa variação do índice de sinistralidade de caixa e aquém do que observado no último trimestre de 2019. Quando comparados com dados de 2019, percebe-se uma tendência de variação sazonal dos índices do setor. Além disso, a pouca variação também pode ser explicada pela característica do ciclo financeiro do setor, no qual os planos efetuam o pagamento de prestadores semanas após o atendimento médico. Ou seja, as contas pagas até abril podem corresponder a procedimentos relativos aos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano, e ainda podem não ter sido impactadas pela Covid-19. Cabe ressaltar, também, que o possível efeito da queda do número de atendimentos verificados nos dados assistenciais poderá se refletir nos valores de caixa nos próximos meses, caso o cenário seja mantido.


Os dados relativos à inadimplência, por sua vez, também mostram que não houve variação significativa em 2020 no comparativo com 2019, e o índice tem se mantido em 13% nos meses de fevereiro, março e abril de 2020.


O Boletim Covid-19 ficará disponível na página específica sobre Coronavírus no site da ANS

Comportamento de ladrões de veículos muda durante pandemia, constata empresa de rastreamento

Incidência de furto dá um salto de mais de 10 pontos percentuais e sexta e sábado deixam de ser dias mais perigosos

Fonte: Tracker

O Grupo Tracker, maior empresa de rastreamento e localização de veículos do Brasil, que vem fazendo levantamentos quinzenais sobre a incidência de roubo e furto de automóveis, caminhões e motocicletas durante a quarentena da Covid-19, constatou uma mudança de comportamento dos bandidos, na pandemia.

Comparando o modus operandi dos criminosos entre os dias 15 de março e 10 de maio de 2020 com o mesmo período do ano passado, a companhia apurou um aumento de 18% nos furtos, com queda nas abordagens a mão armada. Nestas oito semanas, 58,47% das ocorrências foram roubos e 41,53% furto. No mesmo período de 2019, foram 68,84% de roubos e 31,16% de furtos.

“Como o roubo é um delito de oportunidade, quanto menos exposição de veículos nas ruas, menores as oportunidades de praticar essa modalidade. Por isso, os bandidos acabam optando pelo furto, um delito com uma pena mais branda”, analisa o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa.

Mudança também na preferência do dia da semana para agir. Entre 15 de março e 10 de maio de 2019, de cada 10 eventos, três eram na sexta-feira. Durante a quarentena esse índice caiu para 13,12%. Sábado que registrou 17,07% dos eventos em 2019, durante a quarentena representa 9,04%.

“Não percebemos uma variação significativa nos horários das ocorrências. Durante a pandemia 16% delas são entre 7h e 9h da manhã, 43% entre 10h e 16h, 12% entre 17h e 19h e os outros 29% são entre 20h e 6h da manhã. Nas outras semanas correspondentes de 2019 foram registrados 13% dos roubos e furtos entre 7h e 9h da manhã, 37% entre 10h e 16h, 14% entre 17h e 19h e os 36% restantes entre 20h e 6h da manhã”, conta Correa.

Roubo e furto caíram na última quinzena

O Grupo Tracker manteve o comparativo de roubo e furto de veículo durante a quarentena, comparando quinzenas, e constatou uma ligeira queda de 2,2% nas ocorrências – considerando todas as categorias: leves, pesados e motocicletas – entre 26 de abril e 09 de maio, contra as duas semanas anteriores, de 12 a 25 de abril. 

Pela primeira vez em seis semanas, o número de caminhões roubados e furtados caiu 2,9%, em todo o país. Também tiveram queda os eventos com carros/pick-ups/SUVs (0,8%) e com motocicletas (35,7%). 

No Estado de São Paulo, a queda global (todos os segmentos) foi de 1,71%. Caminhões registraram redução de 4,2% e motos de 46,2%. Mas o segmento carros/pick-up/SUV registrou aumento de ocorrências de 7,7%. 

Já o Estado do Rio de Janeiro registrou alta no índice de roubo e furto pela segunda quinzena consecutiva. A alta global foi de 25,93%. O segmento caminhões permaneceu estável e motos registraram crescimento de 100% nas ocorrências.

Mapfre anuncia queda nos seguros “não vida” contratados no Brasil e Espanha

Fonte: Agência EFE

A crise provocada pelo novo coronavírus fez com que a Mapfre registrasse em abril queda no setor de seguros “não vida” no Brasil e na Espanha, de cerca de 4%, conforme divulgou a própria companhia nesta segunda-feira.As baixas mais significativas diante da pandemia da Covid-19 foram verificadas no braço brasileiro da companhia, nos seguros de veículos, de 32%.

Por outro lado, a matriz indica que, na Espanha, embora tenha ocorrido diminuição nos seguros “não vida” e veículos, houve compensação com aumento nos ramos de seguridade de residências, comunidades e empresas. No Brasil, a emissão de novos seguros em moeda local caiu cerca de 4%, com registro de baixa de 32% para veículos. Por outro lado, a emissão de seguros agrícolas, por riscos industrias e de riscos gerais subiu.

No balanço pela crise do coronavírus, a Mapfre informou que nos Estados Unidos, a emissão de novos seguros para veículos não sofreu variações significativas na comparação com meses anteriores.

No Brasil, a taxa de sinistro em abril no setor de veículos, agências bancárias e seguros de vida, o que por sua vez, foi compensado por um aumento na taxa de acidentes nas agências de risco simples e nos seguros agrícolas.

A situação é semelhante a que aconteceu na Espanha, em que vigoraram regras de confinamento mais rígidas, o que levou a um alto grau de redução nos acidentes de carro, assim como na área de saúde, pelo adiamento de tratamentos e cirurgias não urgentes.

A Mapfre anunciou que adotou medidas de apoio aos colaboradores, clientes e fornecedores, para minimizar os riscos de contágio e, em contrapartida, manter os volumes de atividade nos negócios e a atenção com a qualidade no atendimento ao cliente.

Apenas na Espanha, a companhia divulgou ter apresentado gastos de 27,4 milhões de euros (R$ 172,5 milhões) relacionados com a Covid-19, em grande parte, com seguros para pequenas e médias empresas e autônomos.

Nos Estados Unidos, foi colocado um prática um programa de ajuda financeira aos segurados, que representa 15% do prêmio mensal, em abril e maio, e que terá impacto total de US$ 33 milhões (R$ 192,1 milhões). 

Estudo da Capgemini traz 10 tendências do mercado segurador em 2020

Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros

A maior ameaça as seguradoras tradicionais são as Big Techs. Esta e outras noves tendências constam do Insurance Report 2020 realizado pela consultoria Capgemini, que entrevistou 8 mil clientes de seguros em 22 países, entre eles o Brasil, e 150 executivos seniores de seguros dos principais companhias do setor em 29 mercados que representam as regiões das Américas (América do Norte e América Latina), EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia Pacífico (incluindo o Japão).  

“O ambiente competitivo e em rápida mudança de hoje foi inexoravelmente alterado pela pandemia do COVID-19. A adoção digital entre gerações e o impacto sem precedentes da pandemia são razões convincentes pelas quais as seguradoras estabelecidas precisam transformar seus modelos operacionais”, disse Anirban Bose, CEO da Unidade de Negócios Estratégicos de Serviços Financeiros da Capgemini e membro do Conselho Executivo do Grupo. “O jogo final será se tornar a seguradora que oferece experiências hiper-personalizadas para poder competir de frente com a BigTechs. Tem que haver uma razão para os consumidores optarem por ficar com as seguradoras e a hiper-personalização pode ser essa a razão”.

Com divulgação mundial, o vice-presidente da área de Seguros da Capgemini, Roberto Cicccone, detalhou o estudo nesta manhã trazendo um recorte da pesquisa para o Brasil. A pesquisa constatou que todo mundo é digital desde o início da pandemia no mundo, segundo pesquisa realizada entre janeiro a março deste ano. Ciccone contou que a busca por seguros deu salto de 10%. Antes da quarentena, a procura na web por seguro saúde tinha um percentual de 32% dos entrevistados e pulou para 41% de janeiro a março deste ano. Em saúde, os indicadores de busca mudaram de 35% 45% e de seguros gerais de 34% para 44%. Já no Brasil os números são menores, dada a cultura de se fazer o seguro por meio dos corretores e também por ainda ser baixo o volume de informações divulgadas pelas seguradoras na internet, comentou o consultor.

Enquanto os consumidores estão recorrendo a sites de comparação e sites da empresa para coletar informações sobre apólices, menos de 30% das seguradoras pensam que seus sites são úteis para compartilhar informações sobre apólices e apenas 37% dizem que sites de comparação ajudam a educar os clientes. As seguradoras podem considerar investir em canais on-line que capacitam os clientes a tomar decisões com o clique de um botão. Sem opções de engajamento omnichannel ininterruptas, as seguradoras tradicionais enfrentam perdas: 75% dos clientes trocariam de seguradora se o serviço de apólice não estivesse disponível em todos os canais.

“A forma como as seguradoras devem trabalhar é com a criação de ecossistemas abertos. Os dados do titular da apólice podem ser capturados usando uma variedade de fontes, dentro do âmbito dos regulamentos de privacidade de dados. Ao aderir aos ecossistemas de APIs abertas, as seguradoras poderiam entender melhor quando os consumidores podem precisar de um novo produto”, comentou.

No entanto, compartilhar informações tem sido o grande desafio do mercado segurador no Brasil. Porém, com a regulamentação das apólices eletrônicas em curso pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que esta em fase de escolha de certificadoras, o compartilhamento será automático, uma vez que o órgão regulador e as certificadoras terão acesso aos dados no primeiro passo para o Open Insurance.

Mas tal resistência não vem apenas de seguradoras. Os bancos também reclamam com o Banco Central. Em entrevista para a revista Veja da semana passada, o presidente do Bradesco, Octavio Lazari, comentou sobre a regulamentação do open banking, em que o cliente pode carregar seu histórico bancário de uma instituição para outra. “Não vejo isso como uma questão urgente. Talvez pudesse ficar para o próximo ano”, comentou. Segundo ele, é preciso corrigir assimetrias, porque os bancos pagam 90% dos investimentos para construir histórias, enquanto todos os menores e as fintechs vao usufruir o beneficio sem ter nenhum custo”.

A Susep deve trabalhar com tres certificadores e a previsão é de que o custo para as seguradoras sejam próximo de zero, uma vez que com os dados processados será possível criar muitos outros produtos e serviços. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já deu o sinal verde para a B3 atuar como registradora de operações de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar. Desde 2018 a bolsa tem uma equipe dedicada ao setor e já dispõe desistemas desenvolvidos para atender as demandas das seguradoras.

Outro ponto a ser definido será como as APIs poderão atuar. Uma vez que todas as APIs estão na nuvem, significa que uma seguradora poderá contratar os serviços de prestadores de qualquer ponto do planeta. “Certamente a regulamentação definirá a forma”, disse o consultor ao blog Sonho Seguro. Outra dúvida é se no pós pandemia as operações serão mais locais e menos globais, dependendo dos efeitos causados na economia de cada pais.

Ciccone também acredita num uso maior dos serviços das insurtechs pelas seguradoras. Porém, as novatas sofrem com financiamentos e aporte de capital neste momento da pandemia, com inadimplência em alta e crédito caro. “Elas podem agilizar muito o processo digital das companhias. Se por um lado elas precisam de recursos, por outro as seguradoras precisam agilizar muitos processos para não perderem boa parte de seus clientes para as Big techs”, avaliou.

Veja as 10 principais tendências:

  • Big Techs ameaçam as seguradoras
  • Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros. 
  • Entre os consumidores da Geração X e os consumidores mais velhos, que estão diariamente online e realizam transações móveis, como compras ou pagamentos de contas esse número mais que dobrou, passando de 30% em 2018 para 64% em 2020
  • O apetite pelos seguros ofertados pelas Big Techs está acelerando rapidamente: enquanto apenas 17% dos participantes da pesquisa do World Insurance Report 2016 disseram que considerariam comprar seguro de uma Big Tech, o número mais que dobrou para 36% em 2020.  
  • As seguradoras tradicionais devem apostar na hiper-personalização – oferecer os produtos certos, no momento certo e por meio dos canais certos  
  • Mais de 50% desejam um seguro com base no uso, pois oferece hiper-personalização e valor ao dinheiro, mas apenas metade das seguradoras oferece esse tipo de opção.  
  • Ao agregar ecossistemas de API aberta, as seguradoras poderiam entender melhor os consumidores e quando eles podem precisar de um novo produto, sugere o relatório.
  • Algo como 75% dos clientes afirmaram que trocariam de seguradora se o serviço de apólice não estivesse disponível em todos canais.
  • As Big Techs estão coletando dados em tempo real por meio de assistentes de voz, roupas inteligentes e outros dispositivos de IoT e chatbots interativos, enquanto apenas 38% das seguradoras capturam dados de dispositivos IoT em tempo real e 33% dos dados é por meio de linguagem natural.
  • As seguradoras pioneiras estão aumentando a colaboração com InsurTechs maduras para desenvolver soluções inovadoras.

Rede Lojacorr Consórcios fecha 1º quadrimestre com R$ 10,3 milhões de produção

Meta anual da empresa é de 46 milhões até o final do ano, mesmo com a pandemia

Fonte: Lojacorr

Dados compilados pela Rede Lojacorr Consórcios informam que a empresa fechou o 1º quadrimestre com R$ 10,398 milhões de produção no País. A empresa, administrada pela BR Consórcios, faz parte da Rede Lojacorr, maior rede de corretoras de seguros independentes do Brasil. 

A meta anual está prevista em R$ 46,2 milhões, mesmo com a pandemia. Em 2018, a Lojacorr realizou R$ 28.219.587,05 em vendas de Consórcio, já em 2019 houve um crescimento de 31% com o total de vendas de R$ 37.035.401,33, encerrando o exercício com mais de 700 cotas vendidas, resultado creditado a 220 corretoras da Rede.

De acordo com Geniomar Pereira, diretor Comercial da Rede Lojacorr, estão sendo feitos esforços diários para minimizar os impactos causados pelo coronavírus. O empenho está sendo intenso para potencializar os resultados nesse período de crise econômica. “Estamos conseguindo reverter um cenário de queda na produção, investindo em públicos de poupadores, acreditando no perfil de público usuário do sistema de consórcios”.

A ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios no Brasil divulgou que o impacto no sistema foi sentido mais a partir da segunda quinzena de março. O acumulado trimestral em relação a 2019 registrou alta de 9,7%, com evolução de 653,50 mil (jan-mar/2019) para 717,20 mil (jan-mar/2020).

José Roberto Luppi, diretor comercial da BR Consórcios, parceira da Rede Lojacorr, o sistema de consórcios é um mercado em potencial, inclusive porque em épocas de recessão, pode servir como um dinheiro poupado para outro fim que não o de início do consórcio, ou seja, a carta de crédito pode ser usada como dinheiro na mão. 

De acordo com Luppi, existe hoje, no Brasil, cerca de sete milhões de consorciados (ABAC), sendo que a população ativa no País gira em torno de 100 milhões de habitantes. Isso quer dizer que apenas 7% da população possui algum tipo de consórcio e, mesmo que a modalidade do consórcio já exista há 60 anos, a cultura ainda é desconhecida. “Isso porque o brasileiro continua não poupando e pensando pouco no futuro. A partir do momento em que ele passa a conhecer as vantagens do sistema, passa também a ser um potencial comprador, da mesma forma que o consumidor de seguro”, explica. 

Normalmente, é preciso ter disciplina para poupar recursos e garantir um futuro melhor. “O consórcio é uma ferramenta como um ‘personal trainer’ de suas finanças, pois força a separação de parte do orçamento para uma poupança, garantindo assim um futuro financeiro mais saudável. Ao final, o consorciado estará de posse do tão sonhado bem. Além do que, no caso de imóveis, poderá proporcionar uma renda extra através da locação do imóvel”, exemplifica.

Cinco estratégicas para o setor de seguros no mundo pós-crise

A PwC identificou alguns pontos considerados prioritários e que podem ajudar o setor de seguros a emergir da crise mais forte do que antes

Fonte: PwC Brasil

A COVID-19 mudou o mundo em questão de semanas. Conforme os meses passam, o foco das seguradoras se volta para o período pós-quarentena. Quando os governos iniciarem a flexibilização das restrições, o setor terá que preparar as companhias para a retomada das operações neste cenário de “novo normal”. Isso engloba determinar os impactos provocados pela pandemia nos médio e longo prazos e repensar as estratégias.

A resposta a estas questões exigirá análises e dependerá da própria natureza das seguradoras. A PwC identificou alguns pontos considerados prioritários e que podem ajudar o setor de seguros a emergir da crise mais forte do que antes, independentemente da linha de negócios oferecida aos clientes.

A pandemia aumentou a urgência destas ações como forma de manter a competitividade e a relevância no mercado. “A COVID-19 antecipou o futuro. Os planos que estavam previstos para daqui a cinco anos, foram antecipados para agora. Todo o mercado teve que se adaptar e não foi diferente com as seguradoras”, diz Carlos Matta, sócio da PwC Brasil e líder do setor de seguros.

São elas:

1) Realinhar a estrutura de custos e focar na produtividade – Desde a crise global de 2008, a maioria das seguradoras buscou reduzir custos, embora nem sempre com resultados positivos. Com a crise da COVID-19, o foco deve ser a eficiência e a produtividade. Para isso, é necessário pensar a médio e longo prazo, certificando que eventuais economias de curto prazo – como reduzir gastos ou interromper investimentos – não prejudiquem a capacidade de se operar e grande escala no futuro.

2) Impulsionar a transformação digital de forma a criar uma seguradora altamente digital – Embora a maior parte das seguradoras já tenha iniciado um processo de transformação digital, as operações na indústria vêm sendo ainda guiadas por um excesso de processos e pessoas, fluxo de trabalhos manuais, tecnologia fragmentada e dificuldades em aproveitar ao máximo as informações disponíveis (BIG Data). A criação e implantação de uma agenda digital tornará a seguradora mais ágil e adaptada aos novos tempos como foco relevante na experiência dos clientes de forma superior – com vendas ativadas digitalmente, envolvimento online real time com o consumidor e mais agilidade e satisfação dos segurados na resolução de sinistros.

3) Criar novos fluxos de receita – Após a pandemia, é provável que o cenário seja de competição por uma parcela maior em um mercado eventualmente reduzido e altamente competitivo, bem como carteiras menores de consumidores e empresas. Com isso, encontrar novas oportunidades de gerar receita torna-se crucial para crescimento. Um caminho é pensar em produtos e serviços que reflitam as necessidades que vêm se desenhando hoje. Alguns exemplos: seguro baseado em uso, maior proteção contra perda laboral, riscos financeiros, além de segurança cibernética para exercer o trabalho remoto inevitável e que será aplicado daqui para frente de forma relevante.

4) Preparar sua força de trabalho para o novo mundo – A quarentena forçada pela COVID-19 obrigou as empresas a reavaliarem seus processos e formas de trabalhar. Em quaisquer dos cenários do “novo normal”, é necessário garantir que os profissionais tenham as habilidades adequadas e vontade de abraçar as mudanças do mundo digital. O isolamento demonstrou que as empresas que já contavam com um processo de transformação digital em desenvolvimento saíram em vantagem em meio à crise. Assim, é necessário pensar não apenas num possível aprimoramento, mas sim em um processo complexo e holístico de upskilling digital, promovendo o desenvolvimento de habilidades e competências voltadas para o trabalho e o investimento em um ambiente de aprendizagem constante. Esta iniciativa exige comprometimento significativo por parte de todas as áreas envolvidas – a começar pelas lideranças das companhias.

5) Reforçar a eficiência do capital e da marca – Após as tensões imediatas de capital e liquidez provocadas pela crise, será importante manter o foco na gestão do impacto do gerenciamento de capital de longo prazo (com taxas de juro mais baixas), custo de hedge mais elevados, maior volatilidade e inadimplência do mercado e eventual aumento das taxas de impostos.

“Com a perspectiva de uma recessão global, a possível recuperação da economia se torna mais difícil e as perspectivas de crescimento são menores. Com a pandemia, é essencial atuar de forma rápida, correta e humanitária, demonstrando agilidade, empatia e habilidade em resolver as questões se colocando no lugar do outro, a fim de atrair novos clientes e fidelizar os antigos. Nesse novo mundo, um serviço lento, burocrático e impessoal não terá lugar”, conclui Carlos Matta.

Fórum do sandbox gera 40 respostas aos comentários recebidos

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Questões abordaram temas relacionados ao edital do Sandbox

Fonte: Susep

O Fórum do Sandbox Regulatório chegou a um total de 40 perguntas respondidas pelas equipes técnicas da Superintendência de Seguros Privados (Susep) durante o período de abertura à participação – de 4 a 8 de maio. As questões abordaram diversos temas relacionados ao edital, como: atendimento, etapas do sandbox, riscos e projeções financeiras. É possível consultar as respostas e os depoimentos sobre a iniciativa por meio do endereço https://www.sandbox.susep.gov.br/.

A Susep promoveu o fórum para esclarecimento de dúvidas sobre o Sandbox Regulatório, que constitui um ambiente regulatório experimental, no qual as companhias participantes possuem, por um prazo determinado, condições especiais, limitadas e exclusivas para operar.

O Edital do Sandbox está suspenso devido à pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19) e o estado de calamidade pública estabelecido no país. A nova data de vigência do edital será informada oportunamente, de acordo com os desdobramentos de cenários que a autarquia segue monitorando.

D’Or Consultoria cria quiz sobre o Coronavírus

Questionário já teve mais de 300 mil acessos e tem como objetivo ajudar no combate à doença por meio da informação

Fonte: D’Or

A D’Or Consultoria uniu informação e entretenimento ao criar o quiz “Fato ou Fake?” sobre o Coronavírus. Com a chamada “E se as chances de contrair o novo coronavírus forem inversamente proporcionais ao seu conhecimento sobre ele?”, a empresa convida as pessoas a responderem a 20 afirmações sobre a COVID-19 e descobrirem se estão se protegendo contra a doença da forma adequada.

O quiz está fazendo tanto sucesso que já teve mais de 300 mil acessos e lidera o ranking de questionários desse tipo sobre Coronavírus no Google. “Essa é mais uma das iniciativas da D’Or Consultoria para levar informação interativa e de qualidade para a população. A ideia é utilizar o conhecimento como forma de auxiliar na prevenção contra a doença”, afirma o CEO da empresa, Bruno Iannuzzi.

Todas as afirmações são relacionadas a hábitos do dia a dia que devem ser adotados durante a pandemia. A cada resposta a que o usuário responde com “fato” ou “fake”,  há uma mensagem indicando se ele acertou ou não, seguida por uma explicação mais detalhada sobre a situação. 

Acesse em: www.dorconsultoria.com.br/coronavirus/quiz

Susep amplia acesso ao app da carteira de corretor Susep para Iphone

A partir de hoje o aplicativo “Corretores Susep” está disponível também para download via aparelhos com sistema operacional iOS. A inovação é parte do novo sistema de registro da Susep, que já reúne 24.740 profissionais

Fonte: Susep

Usuários de aparelhos com sistema operacional iOS, da Apple, já podem obter o app CORRETORES SUSEP para realizar o registro de corretor e obter a carteira digital pelo celular. A facilidade, que coloca o registro “na palma da mão” dos profissionais da área, foi lançada na última terça, inicialmente para usuários do sistema Android. A inovação é parte do novo sistema de registro da Susep, que já reúne 24.740 profissionais.

A autarquia investiu em tecnologia de ponta, segurança da informação e na experiência do usuário para agilizar a vida do corretor de seguros neste momento de desafio da pandemia. Assim, os profissionais podem fazer seu cadastro no celular, checar e compartilhar suas informações com clientes, além de ter à mão um canal direto com o órgão supervisor. Tudo de forma simples, online e gratuita.

A carteira de habilitação digital da Susep viabilizará a identificação dos profissionais cadastrados na autarquia, com foto e o número do registro e será mais uma opção para manter o corretor diretamente conectado com a Susep. O aplicativo abre caminho para outras facilidades que a Susep pretende garantir por meio da tecnologia, como acesso a notícias, informações atualizadas e pesquisas de opinião, que podem ser operacionalizados com o aplicativo.

Conexão – De acordo com o chefe do Departamento de Tecnologia da Informação da Susep, Leonardo Brasil, o app CORRETORES SUSEP também será uma ferramenta de conexão entre o corretor e o consumidor, seja para confirmação do registro do corretor na autarquia ou mesmo para funcionar como um cartão de visitas. “Haverá um QR Code exclusivo à disposição dos profissionais que pode conectá-lo a seus contatos, além de outros processos de identificação digital no futuro”, diz.

Terão direito à habilitação digital da Susep os profissionais em situação regular no novo sistema de registro da Susep. O cadastro é gratuito e pode ser feito através do link. O recadastramento pode ser feito até o dia 31 de julho. A autarquia disponibilizou também um canal direto para dúvidas e sugestões de aprimoramentos: corretores@susep.gov.br.

A nova identidade digital do corretor de seguros é parte de um processo de modernização que a Susep vem implementando em todo o setor. Com esta iniciativa, evitam-se também os custos da emissão de um documento físico, além de permitir agilidade no envio e manutenção das habilitações para os corretores cadastrados.

Thiago Tristão assume a MDS RE

Objetivo é desenvolver e implementar soluções inovadoras de seguro e resseguro 

O Grupo MDS e a MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anunciam Thiago Tristão como novo CEO da MDS Re.  

A MDS RE é uma empresa do Grupo MDS especializada no desenvolvimento e negociação de soluções em Resseguro. A marca opera em países como Brasil, Portugal e África. Além de ser o único Lloyd’s Broker lusófono, é reconhecida por seu completo modelo de atuação, que abrange desde a concepção do programa de transferência de riscos até a colocação dos mesmos. A empresa, que oferece suporte aos clientes, consultoria customizada e colocação de resseguro para riscos tradicionais e emergentes, tem se mostrado fundamental para a integralização dos maiores riscos do Grupo, sobretudo nas carteiras de Property, Liability e Marine.  

O posicionamento de Tristão à frente da empresa permitirá ampliar ainda mais os negócios e a competitividade da marca, oferecendo soluções melhores e mais diversificadas aos clientes. Além do comando da MDS Re, o executivo também permanece como Vice-Presidente de Riscos Corporativos da MDS Brasil. “Este é um novo desafio, e nós da MDS Re estamos preparados para gerir todas as necessidades e requisitos de nossos clientes no que diz respeito a resseguro. Temos trabalhado com os principais mercados globais e atuamos na resolução de quaisquer colocações de riscos/demandas”, diz o executivo.  

Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Thiago acumula mais de 20 anos de carreira, com sólido conhecimento nos Ramos Elementares e de Resseguros. O profissional tem passagem por alguns dos principais grupos seguradores do mundo e experiência em atividades relacionadas a planejamento estratégico, relacionamento com clientes e parceiros comerciais e geração de clima organizacional em altos patamares. 

“Temos certeza de que Thiago vai cumprir muito bem a missão de desenvolver e implementar soluções inovadoras de seguro e resseguro e trazer ainda mais valor à empresa. Acreditamos no enorme potencial de crescimento do mercado de resseguros e nas possibilidades que esse segmento proporciona ao cliente final”, afirma José Manuel Dias da Fonseca, CEO Global da MDS, que destaca a experiência de Thiago na condução dos negócios. “A capacidade técnica da equipe, somada ao aumento do apetite de riscos das seguradoras no Brasil, abre precedente para um aumento contínuo do número de negócios e justifica o reforço da estrutura da marca”, conclui o líder.