Open banking começa em novembro, com seguros e previdência previstos para 2021

open banking seguro

Banco Central e CVM definiram regras. Na ultima fase está prevista a entrada de seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes

Fonte: BC

A regulamentação do Open Banking cria um ambiente propício para o surgimento de novas soluções de serviços inclusivos, competitivos, seguros e customizados ao perfil de clientes. É um passo importante no processo de digitalização do sistema financeiro, promovendo melhor e maior acesso das famílias e empresas aos serviços e produtos financeiros e representa uma das principais ações da agenda BC#.

A nova regulamentação permite, desde que haja prévio consentimento do cliente, o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas, por instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. 

O Open Banking visa permitir a integração de serviços financeiros às diferentes jornadas digitais dos clientes e reduzir a assimetria de informações entre os prestadores de serviços financeiros, favorecendo assim o surgimento de novos modelos de negócios e de novas formas de relacionamento entre instituições e entre essas e seus clientes e parceiros. Nesse contexto, são exemplos de novos serviços que podem ser ofertados: comparadores de produtos e serviços financeiros, de serviços de aconselhamento financeiro, de gestão financeira e de iniciação de transação de pagamento em um ambiente mais familiar e conveniente para os consumidores. 

As premissas do modelo de Open Banking que será implantado no País são de que o cliente pessoa natural ou jurídica é titular dos seus dados pessoais e de que a sua experiência no processo de solicitação de compartilhamento deverá se dar de forma ágil, segura, precisa e conveniente, por meio de canais eletrônicos das instituições.

A partir dessas premissas, os atos normativos aprovados trazem regras a respeito do escopo de dados e serviços abrangidos, das instituições participantes, do consentimento do cliente e de autenticação, da convenção a ser celebrada entre as instituições participantes para definir os padrões técnicos e procedimentos operacionais para implementação do Open Banking. Além disso, dispõe sobre a responsabilidade das instituições, inclusive no que diz respeito à disponibilidade e à performance das interfaces e ao atendimento de demandas de clientes e ao suporte às demais participantes.

A disciplina do Open Banking será implementada de forma faseada, iniciando em 30 de novembro de 2020 e concluindo em outubro de 2021, com base nas seguintes fases:

Fase I: acesso ao público a dados de instituições participantes do Open Banking sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados com contas de depósito à vista ou de poupança, contas de pagamento ou operações de crédito;

Fase II: compartilhamento entre instituições participantes de informações de cadastro de clientes e de representantes, bem como de dados de transações dos clientes acerca dos produtos e serviços relacionados na Fase I;

Fase III: compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento entre instituições participantes, bem como do do serviço de encaminhamento de proposta de operação crédito entre instituição financeiras e correspondentes no País eventualmente contratados para essa finalidade; e

Fase IV: expansão do escopo de dados para abranger, entre outros, operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência complementar aberta, tanto no que diz aos dados acessíveis ao público quanto aos dados de transações compartilhados entre instituições participantes.

AXA no Brasil anuncia mudanças na estrutura

axa Igor

Igor Di Beo passa a acumular as áreas também Comercial e Marketing, antes lideradas por Erika Medici, CEO da companhia desde fevereiro

A AXA no Brasil anunciou alterações em sua estrutura organizacional. Igor Di Beo passa a liderar as áreas Comercial e Marketing, que se somam à estrutura de Subscrição que já era de sua responsabilidade. Assim, o cargo do executivo passa a ser vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing. 

A área de Sinistros, antes sob comando de Igor, foi assumida por Arthur Mitke, promovido a Diretor de Sinistros, reportando-se diretamente para Erika Medici, CEO da AXA no Brasil. 

O escopo de responsabilidades de Sébastien Guidoni e de Alexandre Campos, ambos com reporte direto para a CEO, também foi alterado. Sébastien continua a ser responsável pelas áreas Financeira e de Estratégia e passa a ocupar-se também da frente de Parcerias. Alexandre, por sua vez, acumula os departamentos Jurídico, Compliance e continua na liderança da área de Recursos Humanos.

“As movimentações refletem nossa política de reconhecimento dos talentos internos, todos com vários anos de casa, e garante que a estratégia da companhia construída em conjunto com este time continue a ser implementada, acelerando nosso crescimento. Temos o desafio de aumentar nossa base de corretores, com um portfólio focado nas necessidades de pequenas e médias empresas, além dos seguros massificados distribuídos através de parcerias com varejistas, instituições financeiras e de serviços. Desejo a todos muito sucesso em suas novas atribuições”, afirma Erika.

O Comitê Executivo da companhia permanece com a mesma formação. Com Erika Medici no comando, o grupo é formado por Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing, Sébastien Guidoni, diretor Financeiro, Estratégia e Parcerias, Alexandre Campos, diretor de Recursos Humanos, Jurídico e Compliance, Fernanda Cortese, diretora de Tecnologia e Operações e Alexander Galli, diretor de Riscos.

Lucro global da Mapfre recua 32% no 1o. trimestre; no Brasil avança 18%

No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros

O lucro líquido da Mapfre nos primeiros três meses deste ano recuou 32%, para 127 milhões de euros. O resultado foi reduzido pelo impacto do terremoto em Porto Rico no início do ano, cujo impacto chega a 54 milhões de euros, e pelos efeitos da tempestade Gloria, na Espanha, com um impacto de 14 milhões de euros. As moedas dos países emergentes também tiveram um impacto negativo, retendo mais de 6 milhões do resultado líquido. Excluindo o impacto desses eventos catastróficos, o resultado ajustado seria acima de 190 milhões de euros, com crescimento superior a 3%.

A receita, por sua vez, ficou em 7,3 bilhões de euros, 4,5% a menos que entre janeiro e março de 2019, e os prêmios caíram 4,7%, para 6 bilhões de euros. Essa queda é explicada principalmente pela depreciação em relação ao euro das principais moedas da América Latina e à lira turca (12%). De fato, a taxas constantes, a redução de receita e prêmios teria sido de 1,6 e 1,5%, respectivamente.

Embora o confinamento decorrente da crise do coronavírus tenha reduzido a contratação de novos seguros, a crise econômica e de saúde ocorreu na Europa e na América, principalmente no mês de abril, de modo que o efeito nas contas do primeiro trimestre será limitado.

No entanto, espera-se um aumento na taxa de sinistralidade nos ramos diretamente relacionados à doença, como saúde, morte e vida. A desaceleração econômica e o confinamento se traduzirão, no curto prazo, em uma redução de sinistros nas linhas de seguro automóvel e geral e, a médio e longo prazo, em uma redução na receita de prêmios.

O índice combinado da Mapfre no final de março era de 100%, aumentando 4,1 pontos. No entanto, o índice combinado da unidade de seguros é de 97,2%, o que representa um aumento de menos de um ponto, apesar do impacto do terremoto em Porto Rico.

A forte queda nas bolsas de valores e a depreciação das moedas em vários países emergentes afetaram o valor dos ativos e do capital do grupo. Assim, os ativos administrados diminuíram 6,9%, para 59,2 bilhões, e os fundos próprios atingiram 7,8 bilhões, 11,2% a menos que em dezembro de 2019.

O índice Solvência II ao final de dezembro de 2019 era de 187%, ante 195% em setembro. É importante ressaltar que tanto a posição de capital quanto a solvência do grupo permanecem excelentes, com exposição limitada ao risco de taxa de juros, dado o alto percentual (56%) de dívida soberana na carteira de investimentos da Mapfre. Os investimentos do grupo atingem 50,2 bilhões de euros, dos quais, além de 56% em dívida soberana, 18% são em renda fixa corporativa e 4% em renda variável.

O grupo também destaca a flexibilidade financeira e altos níveis de liquidez, aspectos que garantem a resiliência da Mapfre na situação atual: a maioria dos ativos financeiros é líquida e a posição de caixa é relevante (mais de 2,7 bilhões e 5% do total de investimentos) e, além disso, existem linhas de crédito disponíveis e financiamento bancário pré-negociado, mas não formalizado.

Brasil – No Brasil, a depreciação do real (16,3%) afeta significativamente a evolução dos prêmios, que caíram 13,3%, para 838 milhões de euros. O lucro, no entanto, aumentou 18%, para 29 milhões de euros, e o índice combinado melhorou 0,4 ponto, para 95%, o que mostra a resiliência dos negócios nessa região.

A Mapfre Brasil apresentou lucro de 29 milhões de euros (cerca de R﹩ 174 milhões) durante os três primeiros meses de 2020. O crescimento, estimado em 18%, não foi amplamente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que começou a avançar de forma mais intensa no país a partir da segunda quinzena de março. 

Apesar no número positivo, a depreciação em 16,3% da moeda nacional frente ao euro, impactou nos prêmios da companhia, que recuou em 13%, totalizando 838 milhões de euros – ou mais de R﹩ 5 bilhões. Já a taxa combinada melhorou 0,4 pontos, passando para 95%, o que mostra a resiliência do negócio no país. 

Para Fernando Pérez-Serrabona, CEO da Mapfre Brasil, os números reforçam a importância da participação brasileira nos resultados globais da companhia. “O Brasil é o segundo maior mercado da Mapfre fora da Espanha e tem grande potencial de crescimento do setor de seguros. Mesmo em momentos de crise, demonstramos nossa capacidade de transformação e nossa solidez, devolvendo aos nossos clientes e à sociedade a confiança que eles nos depositam”, pontua. 

Negócios – Os prêmios da Unidade de Seguros entre janeiro e março totalizaram 5,09 bilhões de euros (-5,2%), enquanto o lucro atribuível cresceu 10%, atingindo 197 milhões de euros. Na Área Regional da Península Ibérica (Espanha e Portugal), os prêmios foram de 2,4 bilhões de euros, o que representa uma queda de 4,4%, em comparação com uma queda do setor na Espanha de 6,8%. Os efeitos da tempestade Gloria diminuem o benefício desta área regional, que é de 103 milhões de euros, 13,7% a menos, e aumenta a relação combinada em 3,9 pontos, situando-se em 96,5%.

Os negócios na Área Regional Latam Norte cresceram 20%, para 484 milhões de euros. Essa área regional continua mantendo um caminho positivo em termos de rentabilidade e seu lucro aumentou em 74%, para 23 milhões de euros, destacando o bom desempenho do México e dos países da América Central. A relação combinada, entretanto, melhora significativamente (5,3 pontos), situando-se em 90,9%.

Os prêmios da Área Regional da América do Sul foram de 371 milhões de euros, representando uma redução de 6,7%. No entanto, destaca-se a evolução do seu lucro, que aumentou 24,4%, para exceder 13 milhões de euros, com um índice combinado de 97,3%.

Na área regional da América do Norte, os prêmios excederam 510 milhões de euros (-7,3%) no final de março. O lucro, que inclui um ganho de capital líquido de 14 milhões com a venda de um edifício, registrou um aumento de 79%, para 24 milhões de euros, apesar do impacto negativo do terremoto em Porto Rico.

Os prêmios na área regional da Eurásia caíram 10%, para 473 milhões de euros, fortemente impactados pela depreciação da lira turca (12%). Destaca-se a melhora nos resultados na Itália e na Turquia, que se traduz em um lucro de 5 milhões de euros nessa área regional, comparado às perdas de março do ano anterior. As medidas adotadas no âmbito da estratégia de crescimento rentável refletem-se na evolução do índice combinado, que melhora 7 pontos.

Os prêmios da Unidade de Resseguro ao final do primeiro trimestre deste ano eram de 1.064 milhões (-18%), com resultado negativo de 22 milhões de euros devido, entre outros impactos, ao terremoto em Porto Rico. Por outro lado, os prêmios Mapfre Global Risks aumentaram 41,6%, para 349 milhões de euros, e seu resultado negativo de 8 milhões corresponde quase inteiramente ao terremoto em Porto Rico.

Por fim, os prêmios da unidade Assistência caíram 5,6%, para 220 milhões de euros devido ao impacto da paralisação do turismo mundial, e seu resultado (-12 milhões) foi especialmente afetado pela cobertura seguro de viagem também devido ao Covid-19.

Covid-19 – O surgimento do coronavírus foi um antes e um depois nos negócios, seguros e atividades sociais e, desde a segunda quinzena de março, marcou uma situação sem precedentes. Nesse contexto, a Mapfre desenvolveu uma série de medidas que visam garantir a segurança de seus funcionários e colaboradores e garantir a continuidade das operações, mantendo o atendimento aos seus clientes. As ações mais relevantes foram:

Ativação do plano de continuidade de negócios em todos os países e unidades, adaptando-o à singularidade da crise do Covid-19, através do teletrabalho de cerca de 90% dos funcionários em todo o mundo, e manutenção de serviços essenciais (guindastes, oficinas) , reparos domésticos, centros médicos, casas funerárias …)

Avaliação dos riscos decorrentes da crise e adoção de uma estratégia destinada a proteger o balanço patrimonial, principalmente investimentos, e preservar o capital do Grupo, possuindo a liquidez e o financiamento necessários para neutralizar qualquer estresse monetário, principalmente em operações em países emergente.

Mobilização de recursos e transferência de recursos para a economia, através de doações diretas à sociedade e medidas para o segurado, bem como através da concessão de ajuda e financiamento adicional a agentes, fornecedores diretos e clientes, com atenção especial aos trabalhadores independentes e PME. Essas ações são complementadas pelo trabalho social adicional fornecido pela Fundación Mapfre para enfrentar esta crise.

Susep traz novas estatísticas sobre corretores e já contabiliza 14,3 mil inscritos

O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais

A área dedicada aos corretores no site da Superintendência de Seguros Privados (Susep) disponibilizará, a partir de amanhã (5), gráficos com informações estatísticas sobre a categoria. O objetivo é ampliar os benefícios da modernização trazida com a nova plataforma tecnológica e dar condições, por exemplo, ao profissional desta área se “observar” no contexto do setor.

Uma das novidades é a possibilidade de visualizar a distribuição de corretores por estados/regiões do Brasil. Em apenas 10 dias de implementação, o novo sistema já contabiliza mais de 14,3 mil profissionais cadastrados. O estado com maior número de novos registros é São Paulo, com 6.085 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1917 profissionais.

A Susep criou esta plataforma exclusiva para o novo sistema, online e gratuita, para garantir o registro aos profissionais com agilidade e eficiência, após o fim da validade da MP 905/2019, e durante a pandemia do Covid-19. Outro avanço do sistema é que inclui identificação por foto (selfie) portanto o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras, para garantir mais segurança aos processos.

Para acessar as informações sobre seu setor, basta que o profissional acesse o item “CORRETORES” no menu do site da autarquia http://www.susep.gov.br/.

Fenacor – O movimento da Susep tem sido criticado por Armando Vergilio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros ( Fenacor). “Realizamos uma reunião virtual com todos os presidentes de Sindicatos filiados e a decisão foi unânime” revelou o presidente da Federação, Armando Vergilio, ao participar ontem de “live organizada pelo portal CQCS, disse ele. Ele se refere a circular 6061.20 da Susep sobre o recadastramento da categoria, com prazo estipulado até 31 de julho.

“Vamos continuar procurando construir um diálogo com a Susep. Não faz sentido a superintendência simplesmente determinar normas e regras sem o diálogo com o mercado, com os corretores de seguros, de uma forma que não leva em consideração o futuro desse mercado a longo prazo”, destacou ele na live realizada pelo CQCS.

Itaú: lucro do banco recua 43,1% e da seguradora 7,4% no primeiro tri de 2020

A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador

O Itaú divulgou lucro recorrente do primeiro trimestre de 2020 de R$ 3,91 bilhões, queda de 43,1% na comparativo anual. A Itaú Seguridade registrou queda de 7,4% no lucro líquido recorrente do primeiro trimestre de 2020, para R$ 612 milhões, comparado a mesmo período do ano passado, quando contabilizou R$ 656 milhões. A maior carteira da Itaú Seguros é de seguro de vida e prestamista, apólice que garante o crédito em caso de inadimplência do tomador.

O resultado recorrente das operações de seguros, que consistem nos produtos de bancassurance relacionados aos ramos de vida e patrimoniais, seguro de crédito e seguros de terceiros, aumentou 9,2% em comparação com mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é resultado do aumento de prêmios ganhos de seguros prestamista, cartão protegido, de vida e de acidentes pessoais, e de receitas de seguros de terceiros. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento da sinistralidade.

A receita das operações de seguros recuaram de R$ 1,607 bilhão para R$ 1,553 bilhão, devido à redução na margem financeira da previdência e de prêmios ganhos, principalmente pela venda da seguradora no Chile, e por menores vendas de seguros relacionados à crédito.

Em relação ao mesmo período de 2019, o aumento de prêmios ganhos e de receitas de prestação de serviços de seguros de terceiros foram mais que compensados pela menor margem financeira gerencial e pelo aumento de sinistralidade de cartão protegido e de seguros de vida e acidentes pessoais, informa o comunicado que traz os resultados do grupo.

AIG faz provisões para perdas com Covid-19 e lucro recua no trimestre

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19

A American International Group Inc. (AIG) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 1,7 bilhão, ou US$ 1,98 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, comparado a US$ 654 milhões ou US$ 0,75 por ação ordinária diluída, no trimestre do ano anterior, impulsionado principalmente por US$ 3,5 bilhões ganhos de capital realizados líquidos de impostos, em comparação com US$ 446 milhões em perdas de capital realizadas líquidas antes dos impostos no trimestre do ano anterior.

Já o lucro líquido registrou queda de 93% no lucro ajustado trimestralmente, ao reservar dinheiro para cobrir reivindicações relacionadas ao surto de COVID-19, que chamou de a maior perda de catástrofe que o setor já teve. O ganho após impostos ajustada atribuível aos acionistas ordinários da AIG foi de US$ 99 milhões, ou US$ 0,11 por ação ordinária diluída, no primeiro trimestre de 2020, em comparação com US$ 1,4 bilhão ou US$ 1,58 por ação ordinária diluída no trimestre do ano anterior. A redução foi justificada principalmente pela menor receita líquida de investimentos, impulsionada por quedas nos mercados de ações e perdas nos títulos do SAV decorrentes do aumento dos spreads nos mercados de crédito e pelo impacto do COVID-19.
 

A AIG registrou uma perda de subscrição de US$ 87 milhões em seus negócios de seguros gerais no primeiro trimestre, em comparação com um lucro de US$ 179 milhões no ano anterior, principalmente devido a perdas relacionadas a pandemia.

A AIG reservou US$ 419 milhões em perdas por catástrofe na unidade, que incluíram US$ 272 milhões em perdas estimadas relacionadas ao COVID-19, como viagens, crédito comercial e remuneração dos trabalhadores. O restante foi principalmente relacionado ao clima, informou a empresa.

“Acreditamos que o COVID-19 será a maior perda de CAT (catástrofe) que o setor já viu”, disse o CEO da AIG, Brian Duperreault, em comunicado. A receita líquida total de investimentos da AIG, ajustada, caiu US $ 1 bilhão, para US $ 2,7 bilhões, de um ano atrás.

O índice combinado de acidentes gerais de seguros da seguradora – que exclui alterações de perdas incorridas nos últimos anos – foi de 95,5% no trimestre, comparado a 96,1% no ano anterior.

Financiamento para insurtechs cai 54% no 1o. trimestre de 2020

insurtech 2020

O estudo cita que o surto de COVID-19 provavelmente prejudicou a atividade de investimento, mas disse que é “muito cedo para dizer qual o impacto de longo prazo

Mais negócios de insurtech foram concluídos no primeiro trimestre, em comparação com o período do ano anterior, mas o financiamento geral caiu 54%, para US $ 912 milhões, em meio à pandemia de coronavírus, de acordo com o Quarterly InsurTech Briefing de Willis Towers Watson, divulgado segunda-feira.

As 96 transações concluídas no primeiro trimestre marcaram um ganho de 10% em relação ao ano anterior, com a queda no financiamento geral atribuída, em parte, a menos transações relevantes.

O primeiro trimestre de 2020 não registrou rodadas de financiamento de “unicórnios” de US$ 1 bilhão ou mais e apenas uma “mega-rodada” – a edição de US$ 100 milhões da Série D da PolicyGenius, segundo o relatório.

Insurtechs focadas em seguros de bens e responsabilidade civil aumentaram sua participação no financiamento total para 83%, a maior lacuna com financiamento de vida e saúde desde o terceiro trimestre de 2016, informou o relatório. As startups com foco na distribuição de apólices estiveram entre as mais importantes rodadas no primeiro trimestre deste ano.

Das 96 transações realizadas neste trimestre, 75% envolveram insurtechs focadas em seguro gerais, segundo o relatório. Os Estados Unidos responderam por 57% dos negócios do primeiro trimestre, o Reino Unido 11%, o Canadá 6% e a China 5%.

O relatório cita que o surto de COVID-19 provavelmente prejudicou a atividade de investimento, mas disse que é “muito cedo para dizer qual o impacto de longo prazo que a pandemia pode ter na nas insurtechs ao redor do mundo. Seria muito fácil sugerir que este é o começo da ladeira descendente.”

“Está claro que o COVID-19 teve um impacto material em investimentos posteriores, e as seguradoras e resseguradoras estão retraidas”, disse Andrew Johnston, chefe global de insurtech na Willis Re. “Apesar da grande porcentagem de queda neste trimestre em comparação com a anterior, ainda estamos vendo uma quantidade enorme de atividade nas rodadas de financiamento em estágio inicial, em um número muito grande de negócios”.

Leia o estudo completo no link acima.

COVID-19: Atendimento registra média de 400 ligações para pedidos do Seguro DPVAT por dia

Ouvidoria DPVAT

Fonte: Seguradora Líder

Com objetivo de garantir que o benefício do Seguro DPVAT continue atendendo às vítimas de acidentes de trânsito durante o período de isolamento social, a Seguradora Líder tem reforçado a utilização do Aplicativo Seguro DPVAT como ferramenta para o envio de pedidos de indenização e também anunciou a Central de Atendimento telefônico como mais um canal para abertura das solicitações de indenização e reembolsos por despesas médicas, conforme a 132ª edição da newsletter Líder Informa. Já são cerca de 400 pedidos cadastrados por dia.

Um dado que chama atenção é que cerca de 80% dos pedidos de indenização realizados por meio da Central de atendimento são analisados e pagos em até 15 dias. Ao entrar em contato com a Central de Atendimento, o beneficiário é orientado pelo atendente sobre as coberturas do Seguro DPVAT e a documentação para dar entrada no pedido de indenização ou de reembolso de despesas médicas (DAMS). Depois de feito um pré-cadastro, o beneficiário deve enviar os documentos por e-mail para finalizar o cadastramento e permitir que a solicitação seja analisada pela Seguradora Líder.

O atendimento está disponível, exclusivamente para as vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, por meio dos telefones 4020-1596, para capitais e Regiões Metropolitanas, e 0800 022 12 04, para outras regiões.

Além da Central telefônica, outro importante canal para que os beneficiários possam dar entrada em seus pedidos, o aplicativo do Seguro DPVAT já foi baixado mais de 191 mil vezes desde seu lançamento e registrou cerca de 14 mil avisos de sinistros.

Procura por seguro de vida aumenta mas venda ainda é tímida

thinkseg

Marketplace de seguros e produtos financeiros Bidu capta o interesse crescente pelo seguro de vida desde o final de março, quando foi decretado o período de quarentena em diferentes partes do País

Fonte“: Thinkseg

Entre março e abril de 2020, a plataforma Bidu, integrante do Grupo Thinkseg, registra o aumento de 150% no número de consultas e cotações de seguro de vida, comparado ao mesmo período, março e abril de 2019. O percentual mostra que o interesse das pessoas pelo seguro de vida mais do que dobrou. A procura continua alta nos primeiros dias de maio.

A demanda pelo seguro de vida no marketplace Bidu coincide com o período de quarentena ou isolamento social, sugerido pela Ministério da Saúde, para que se evite a transmissão exagerada do vírus Covid-19 no País. Em São Paulo, a orientação para a permanência das pessoas dentro de suas casas começou no dia 24 de março e continua até hoje.

“Por volta de 3 milhões de pessoas deixaram de ter plano privado de saúde nos últimos cinco anos. Na falta dele, a indenização do seguro de vida ajuda a iniciar o tratamento de alguma doença grave, quando infelizmente acontece. Acredito que a preocupação com a pandemia tem levado mais gente a consultar e contratar nosso produto de vida por precaução”, avalia o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori. 

As vendas de seguro de vida de março e abril de 2020, comparadas às vendas de março e abril de 2019, aumentaram 340%, informa a empresa, sem citar o número de apólices em carteira. O aumento vem também de um número maior de seguradoras na plataforma ofertando produtos de vida. Além disso, por conta do aumento de consultas em função do Covid-19, o foco neste tipo de produto aumentou, com mais vendas acompanhadas (consultiva). Seguro de vida geralmente tem um prazo mais longo de maturação de vendas, ou seja, da consulta se transformar em venda efetiva. Segundo a Thinkseg, a negociação dura em torno de uma semana para a venda do seguro de vida e o perfil que tem uma conversão mais rápida é o de jovens devido ao custo mais baixo para a idade.

É a cobertura adicional para “doenças graves”, opção encontrada no seguro de vida, que mais tem despertado a atenção das pessoas.  Importante ressaltar que a cobertura de doenças graves – câncer, infarto, insuficiência renal, acidente vascular cerebral (AVC), paralisia, cegueira, mal de parkinson, alzheimer, entre outras – é adicional no seguro de vida. Para ter a cobertura adicional, é necessário contratar antes as coberturas básicas do seguro de vida (acidentes pessoais e morte). Também é preciso cumprir um período de carência para o segurado ter direito à indenização por doença grave. Esse prazo pode variar de 90 a 120 dias, dependendo da seguradora.

Na plataforma Bidu, advogados, médicos e outros profissionais liberais, preocupados com o surto de pandemia, lideram as consultas sobre o seguro de vida com a cobertura de doença grave que inclua males do coronavírus. Foi um movimento rápido das seguradoras no Brasil para incluir a indenização por acidentes e afastamento de doença causada por coronavírus, como embolia pulmonar.  Em determinadas seguradoras, a indenização fica limitada a 30% da renda da pessoa.

A mensalidade do seguro de vida pode variar de R$ 60,00 a R$ 80,00, dependendo da seguradora, se considerada uma pessoa de 35 anos que contrata o valor de R$ 50 mil de indenização para o tratamento de doenças graves, como embolia pulmonar que possa ter sido causada por coronavírus. 

Diante da procura crescente pelo seguro de vida, a plataforma digital Bidu  – integrada às seguradoras  – tem realizado diariamente uma consultoria sobre seguro de vida ao vivo e grátis nas suas redes sociais Youtube e Facebook. Uma especialista da Bidu conversa, diariamente, com os visitantes durante 30 minutos, no “Bidu Descomplica”.

Desde 2017 até hoje, vem ocorrendo um incremento significativo e consistente de seguros para pessoas em relação ao seguro para patrimônio (carro, casa etc). O segmento para pessoas envolve coberturas de proteção para a vida, acidentes pessoais, viagens, doenças graves, auxílio funeral, prestamista, entre outros.

THB Brasil apresenta Enzo Mario Ferracini como VP

Executivo terá como missão estruturar uma equipe especializada na prestação de consultoria de riscos e seguros

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros, apresenta Enzo Mario Ferracini como novo Vice-Presidente Specialty da companhia.

Com mais de 24 anos atuando no mercado de seguros, a maior parte do tempo na equipe comercial de grandes corretoras locais e internacionais, Enzo atuou na liderança de importantes equipes comerciais e no atendimento a clientes corporativos em empresas como Lockton, Interbrok, AON e JLT. 

Na THB o executivo tem a missão de estruturar a nova divisão de Specialty formando um time de experts que será responsável por desenvolver soluções de seguros para setores que demandam maior especialização e conhecimento técnico específico para elaboração de um programa de seguros adequado.

Enzo Mario Ferracini esclarece que a nova divisão de Specialty da THB contará com um time altamente  qualificado e especializado na prestação de consultoria de riscos e seguros e incialmente atendendo a quatro setores: Infraestrutura, Power e Energy; Agronegócio, Alimentos e Bebidas e Varejo; Portos e Logística;  Química e Farma. 

“Cada equipe será liderada por um head da divisão e terão em sua estrutura executivos técnicos e comerciais para atendimento aos clientes de seu setor econômico. Estamos engajados e motivados em montar um time com características de riscos e seguros para cada especialidade”, afirma o executivo. 

Eduardo Lucena, CEO da THB Brasil, destaca a importância da especialização da equipe. “Temos como objetivo com a chegada do Enzo estruturar um time comprometido em atender setores econômicos que exigem maior especialização e profundo conhecimento técnico e operacional de suas particularidades. Prover soluções diferenciadas e assertivas para a atividade de cada cliente é o nosso compromisso. “ explica.