Cresce número de clientes em saúde, mas futuro é preocupante, diz IESS

Jose Cechin IESS

Levantamento do IESS mostra boa performance no período de 12 meses, com 47 milhoes de beneficiários

Fonte: IESS

Em março, pela primeira vez no ano, os planos de saúde médico-hospitalares voltaram a superar a marca de 47 milhões de beneficiários em todo o País. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o saldo de mais de 233 mil vínculos no período entre março de 2019 e o mesmo mês deste ano fez com o que setor voltasse a ultrapassar o número, algo não registrado desde dezembro. O que representa um ligeiro aumento de 0,5% no acumulado do ano. 

José Cechin, superintendente executivo do IESS, comemora a marca, mas reforça, que o comportamento para o restante do ano ainda é difícil de ser estimado. “Claro que é uma marca relevante e ficamos felizes em saber que mais brasileiros têm alcançado o sonho de contar com plano de saúde. No entanto, devemos ter cautela com o futuro em função do impacto do novo Coronavírus na economia nacional e na oferta de empregos, que influencia diretamente na posse de um plano privado”, comenta. “Vale lembrar que a quarentena e as ações para minimizar o impacto da COVID-19 começaram em meados de março e os resultados serão registrados nas próximas análises”, alerta. 

A análise mostra que alguns indicadores econômicos já mostram que março foi um mês com os primeiros impactos econômicos da pandemia. A Pesquisa Mensal Industrial, divulgada em maio, apontou que a atividade industrial retraiu 9,1% frente a fevereiro de 2020, sendo a maior queda desde 2018. 

A boa performance ocorreu em diferentes segmentos. No período de 12 meses encerrado em março deste ano, houve incremento de beneficiários em todas as faixas etárias analisadas na publicação. O aumento continua sendo puxado pela faixa de 59 anos ou mais, que registrou crescimento de 1,8%. Entretanto, as faixas de 0 a 18 anos e de 19 a 58 anos também tiveram ligeira melhora de 0,2% e 0,3%, respectivamente. 

Além disso, nenhuma das regiões do País registrou queda no número de beneficiários de planos médico-hospitalares. Com exceção da região Sul, que permaneceu estável, todas as demais tiveram avanço. O destaque fica para o Centro-Oeste, com 1,8% de aumento, o que representa um total de 57,5 mil novos vínculos. Em números absolutos, a região Sudeste teve a melhor performance, com 141,6 mil beneficiários, crescimento de 0,5%. A região Norte ganhou 10,2 mil novos contratos, ou 0,6%, e o Nordeste registrou um leve crescimento de 0,3%, que corresponde a 19,7 mil novos vínculos. 

Segundo a publicação do IESS, o mês de março teve o melhor resultado nos últimos 12 meses, com saldo positivo de mais de 111 mil novas vidas. A boa performance se justifica pela queda no rompimento de contratos com planos de saúde no mês de março, de mais de 100 mil beneficiários em relação aos 4 meses anteriores. 

“Continuaremos atentos às mudanças no cenário brasileiro buscando auxiliar na tomada de decisão. Para superar esse delicado momento, precisaremos de um empenho conjunto da sociedade e dos setores público e privado”, conclui José Cechin. 

Pier faz parceria com a Too Seguros para oferecer apólice de automóvel

Veículos que custam em torno de R$ 30 mil contarão com seguros de cerca de R$ 50 mensais

Fonte: Pier

A Pier, que até entao atuava com a venda de seguro para smartphones, anunciou sua entrada em seguro de carro em uma parceria com Too Seguros. Igor Mascarenhas, Lucas Prado e Rafael Oliveira criaram a Pier, uma empresa de tecnologia que oferece seguros digitais e centrados na experiência do cliente. A insurtech cresceu cerca de 642% nos últimos dois. “Resolvemos olhar para esse mercado automotivo para otimizar os processos e democratizar o acesso, por isso, estamos oferecendo uma solução mais justa e flexível para os consumidores”, explica Lucas Prado, cofundador da Pier.

A startup oferece uma interface nos mesmos moldes de seguro para smartphones: os consumidores poderão consultar os valores e contratar a proteção pelo site ou aplicativo, informando apenas o modelo do carro, placa, CEP e CPF. Segundo dados da SUSEP, o mercado de seguro de automóveis é o maior mercado de danos no Brasil. Anualmente são emitidos mais de R$ 30 bilhões de contratos. Além disso, esse setor tem um dos maiores índices de perda na indústria de seguros e cerca de 70% da frota nacional circula sem cobertura, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

A cobertura do seguro para automóveis será mensal e sem carência, ou seja, o cliente terá o carro protegido assim que ativar seu contrato pelo App da Pier. Além disso, o consumidor tem a liberdade de cancelar após a primeira mensalidade, sem nenhum custo. 

A proteção cobre roubos e furtos de carros de passeio, de até R$ 50 mil e com até 15 anos de fabricação e também oferece serviço de assistência 24 horas.”Um veículo que custa em torno de R$ 30 mil, terá um seguro de cerca de R$ 50,00 mensais”, conta Lucas.

Em caso de roubo ou furto, o pedido de reembolso é feito pelo site ou aplicativo, assim como no seguro para celular. Utilizando a mesma tecnologia, a Pier quer repetir os feitos de pagamentos rápidos também para o seguro de carros. “A ideia é evoluir nosso modelo de cobrança até o ponto em que a pessoa pague exatamente pelo seu perfil de risco. Com isso, pretendemos analisar o comportamento dos condutores e ver ser eles transitam em regiões onde o índice de assalto é maior ou se o veículo fica muito tempo estacionado na rua, e aí conseguimos ajustar o preço da mensalidade de acordo com o perfil” explica Prado. Além disso, a startup trabalha para oferecer personalização na precificação conforme os hábitos de cada membro.
 
 A Pier começou a atuação com automóveis em Belo Horizonte e já expandiu para capital paulista e regiões como Osasco, Barueri e ABC. “Decidimos começar testando o piloto na capital mineira, pois BH têm 1,4 milhões de veículos circulando e apenas 26% são segurados – cenário ideal para entender melhor esse novo produto que estamos lançando e então, expandir a proteção para São Paulo”. destaca Prado.

AXA XL lança o Remote Risk Dialogue, uma avaliação de riscos virtual

Em resposta à COVID-19, alguns fabricantes de vestuário começaram a fabricar máscaras, os produtores de bebidas alcoólicas estão produzindo desinfetante para as mãos e alguns fabricantes de eletrodomésticos estão produzindo dispositivos médicos

Fonte: AXA XL

A AXA XL Risk Consulting lançou um novo serviço de avaliação de riscos, o Remote Risk Dialogue, para continuar a avaliar os esforços em prevenção de perdas em várias linhas de negócio no âmbito das restrições da COVID-19. 

Através da utilização de dados obtidos a partir de chamadas telefônicas, ferramentas web e relatórios existentes, o Remote Risk Dialogue permite aos Engenheiros de Riscos da AXA XL executar análises remotas que não se encontram nos programas de prevenção de riscos tradicionais e fornece, aos gestores de risco, subscritores e corretores, uma perspectiva atualizada dos riscos de um cliente. 

No âmbito do novo serviço, Corinne Vitrac, Diretora executiva da AXA XL Risk Consulting, afirmou: “com as restrições impostas na entrega de avaliações e na realização de visitas a clientes globalmente, tivemos de pensar em novas formas de apoiar os clientes na gestão dos seus riscos.” 

“O Remote Risk Dialogue permite-nos continuar a interpretar os dados dos clientes e a avaliar qualquer potencial de novos riscos. Por exemplo, em resposta à COVID-19, alguns fabricantes de vestuário começaram a fabricar máscaras, os produtores de bebidas alcoólicas estão produzindo desinfetante para as mãos e alguns fabricantes de eletrodomésticos estão produzindo dispositivos médicos. Essas mudanças nas operações e na produção trazem à tona novos riscos. Identificar, gerir e mitigar esses riscos é fundamental e é com orgulho que nos mantemos ao lado dos nossos clientes, para apoiá-los a adaptar-se e inovar nestes tempos desafiadores.” 

Além de lançar o Remote Risk Dialogue, a AXA XL Risk Consulting está promovendo webinars para os gestores de risco, com o intuito de debater os riscos que as suas empresas enfrentam e como mitigá-los. Também foi criado um centro de atendimento telefônico para os gestores de risco, quer sejam clientes da seguradora ou utilizem os serviços de consultoria de risco, para discutir as boas práticas de prevenção de perdas. 

Todos perdem com a inadimplência, diz Vera Valente, da FenaSaúde

vera valente Fenasaude

Fonte: FenaSaúde

Em webinar patrocinado pela empresa Bionexo, nesta terça-feira, 5/5, a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, cobrou novas formas de atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) durante a pandemia da covid-19. 

Para ela, a agência não deveria ter imposto a exigência de contemplar inadimplentes como contrapartida ao acesso, pelas operadoras de planos de saúde, às reservas e provisões mantidas pelas empresas. 

“Qualquer exigência que venha do órgão regulador tem de considerar o contexto de crise decorrente da pandemia. Colocar a questão da inadimplência como contrapartida [ao acesso às reservas] é um risco que o sistema não pode suportar”, afirmou Vera. 

Para a representante da FenaSaúde, o desconhecimento sobre como funciona a saúde suplementar tem sido bastante prejudicial, não apenas ao setor, mas a toda cadeia de produção da saúde. Um exemplo disso são as muitas iniciativas legislativas que buscam endossar a postergação de pagamentos pelos beneficiados. 

“O que parece ser simpático, na verdade, é catastrófico. O sistema é interconectado. Se você interrompe o fluxo de pagamentos também é interrompida a irrigação para os prestadores, como médicos, enfermeiros, hospitais e laboratórios, num momento em que todo mundo precisa receber e continuar atuando a pleno vapor”, disse. 

Com o tema “Aprendizados da pandemia que ajudam a agir no presente e a pensar o futuro da saúde suplementar”, o webinar teve mediação de Fernando Torelly (CEO do H-Cor) e Ary Ribeiro (CEO do Hospital Sabará). Além de Vera, participaram do debate Rodrigo Guerra (CEO da Central Unimed) e Rodrigo Aguiar (diretor da ANS). A curadoria foi de Maurício Barbosa, fundador da Bionexo. 

“Se esse não é um momento extremo, qual será?”, questionou Guerra, da Unimed, ao comentar a decisão da ANS sobre as provisões. “Respeitosamente, faço um apelo para a ANS revisitar o tema”, sugeriu. 

O diretor da ANS admitiu que o órgão regulador não é historicamente habituado a adotar medidas extremas e urgentes. Para Aguiar, a questão é que faltam informações e é sempre arriscado tomar decisões no curto prazo. Ele garantiu, porém, que a agência está atenta às necessidades dos novos tempos de pandemia: “Agiremos de forma urgente porque o momento requer celeridade”.

Europ Assistance fecha parceria com Carrefour

A Europ Assistance Brasil passa a oferecer seus serviços na plataforma Carrefour Seguro e Serviços. Criado pela Corretora de Seguros do Carrefour, o site visa facilitar o acesso do consumidor a serviços de proteção para todos os seus bens, como a contratação de uma assistência para residência, viagem, celular, entre outros. A iniciativa conta com a parceria de diversas empresas, ficando a cargo da EABR as soluções para as carteiras Auto e Moto.

Os pacotes oferecidos dão direito aos clientes acionarem serviços como guincho, chaveiro, troca de pneu, troca de bateria, entre outros, de acordo com o que for previamente contratado. A plataforma surge para que aqueles que não têm como arcar com outros tipos de proteção possam contratar serviços que tragam mais tranquilidade ao seu dia a dia, sem pesar no bolso. “Se o cliente precisar acionar um guincho de emergência, por exemplo, ao invés de pagar um valor alto de uma vez só pelo serviço, através da plataforma, poderá pagar em pequenas parcelas mensais e acionar o serviço quando precisar”, explica Rogério Guandalini, diretor Comercial e Marketing da EABR e CEABS Serviços, uma empresa do grupo Europ Assistance. 

Para Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefour, instituição responsável pela corretora, a chegada da EABR traz novas opções e facilidade para o consumidor. “O foco do trabalho está na busca incessante por soluções que levem praticidade para os nossos clientes, seja em termos de inovação, tecnologia ou serviços. E, neste sentido, a parceria com o grupo Europ Assistance vem exatamente ao encontro do que queremos oferecer”, afirma. 

A contratação é feita 100% online, sem intermediários, de forma simples, rápida e intuitiva; ao longo do processo, o cliente pode adicionar outros tipos de proteção às opções padrão que são oferecidas – como carro reserva, motorista amigo etc – de acordo com o segmento, Auto ou Moto. São até cinco serviços que podem gerar um combo com o que mais se aplica às suas necessidades. Além disso, todo cliente Carrefour conta com um benefício adicional de 100 km à sua contratação de guincho, condição oferecida apenas àqueles que compram no site. 

Receitas da AXA avançam 4% no primeiro trimestre, para € 31,7 bilhões

A AXA divulgou sua receita bruta total de € 31,7 bilhões, queda de 9% em relação aos € 35 bilhões do ano passado. Em bases comparáveis, as receitas aumentaram 4% ano a ano. “O grupo teve um bom desempenho no primeiro trimestre de 2020”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA. “As receitas aumentaram 4%, mais uma vez com crescimento em todas as linhas de negócios e regiões, suportadas principalmente por um forte ambiente de preços nas linhas comerciais da P&C”.

As receitas totais aumentaram 4% com o crescimento em todas as linhas de negócios, com seguros gerais (+ 3%), impulsionado pelas linhas comerciais (+ 5%), principalmente devido a efeitos positivos de preços; Saúde (+ 8%), com crescimento em todas as geografias; Vida e Poupança (+ 4%).

As receitas de seguros gerais internacionalmente aumentaram 2%, para € 1,1 bilhão, impulsionadas principalmente pelas linhas comerciais, com efeito positivos dos preços na Colômbia em seguros gerais e na Turquia, parcialmente compensados ​​pela perda de um grande contrato no Brasil.

O executivo ressalta que o balanço da AXA permanece resiliente a essas condições voláteis do mercado, com um índice de solvência II em 182% e, após o pagamento da dívida subordinada de 1,3 bilhão de euros em abril, o mecanismo de endividamento da AXA foi reduzido para menos de 28%.

“A crise do Covid-19 criou desafios de saúde, econômicos e financeiros sem precedentes. A prioridade da AXA tem sido proteger a segurança de nossos 160.000 funcionários e parceiros e permitir que eles, assim como nossos distribuidores, continuem fornecendo serviços ininterruptos aos nossos 108 milhões de clientes. Medidas excepcionais foram implementadas para ajudar nossos clientes mais impactados, principalmente as PME”, comenta em nota.

A AXA também alavancou suas redes médicas e serviços de teleconsulta para seus clientes, apoiando respostas médicas nas regiões em que opera. Contribuímos com fundos de solidariedade para apoiar profissionais de saúde, pesquisas, empresas afetadas e recuperação econômica. A AXA iniciou discussões com colegas e autoridades públicas para garantir melhor os riscos futuros à saúde.

Embora as reivindicações relacionadas ao Covid-19 notificadas em março sejam limitadas e as implicações da crise permaneçam incertas nesta fase, acreditamos que os efeitos da crise do Covid-19 terão um impacto em nos ganhos em 2020. “Estamos confiantes em nossa estratégia e sua execução, e a necessidade de cobertura de seguro aprimorada em nossos segmentos preferenciais confirma nosso potencial de crescimento pós-crise. Nos preparamos para um fim seguro e progressivo dos bloqueios globais”, finalizou.

Lucro da Munich Re recua com indenizações por Covid-19

Perdas somam 800 milhões de euros no trimestre, principalmente com de seguro de cancelamento de eventos

A resseguradora alemã Munich Re informou que seu lucro no primeiro trimestre caiu 65,1%, para 221 milhões de euros. Por ação, o lucro líquido foi de 1,57 euros, queda acentuada em relação aos 4,35 euros do ano anterior.

A empresa disse que as perdas relacionadas ao COVID-19 totalizaram cerca de 800 milhões de euros, principalmente em caso de seguro de cancelamento. O resultado operacional do trimestre caiu de 771 milhões de euros para 397 milhões de euros no ano anterior.

No entanto, os prêmios brutos emitidos aumentaram 6,8% ano a ano, para 14,28 bilhões de euros. A Munich Re afirmou que as renovações de abril apresentaram crescimento de 25,7% e aumento de preços de 3,0%.

Devido às incertezas em curso relacionadas à pandemia do COVID-19, a Munich Re não especificará uma nova meta de lucro para o ano fiscal de 2020 no momento. Anteriormente, a empresa previa lucro para o ano em torno de 2,8 bilhões de euros.
 

Justiça Federal mantém recadastramento de corretores pela Susep

Decisão divulgada hoje pela Justiça Federal do Tocantins nega pedido de liminar contra o recadastramento e indefere pedido de urgência para a análise final

Fonte: Susep

A Justiça Federal do Tocantins negou pedido de liminar contra o recadastramento de corretores. Realizado em um novo sistema, o registro é online e gratuito, foi implementado pela Susep no dia 22 de abril e já cadastrou mais de 15,5 mil profissionais, garantindo o exercício pleno e regular da profissão no momento de pandemia do COVID-19. O recadastramento poderá ser realizado até o dia 31 de julho.

O registro para o exercício da atividade de corretor de seguros voltou a ser obrigatório com a revogação da MP 905/2019. Para garantir agilidade e eficiência no processo para a categoria neste momento, a Susep inovou com a plataforma digital. 

Acesse a decisão proferida pelo juiz titular da Segunda Vara Federal do Tocantins neste PDF

(http://www.susep.gov.br/setores-susep/noticias/Decisa303o%20susep%20corretor%20de%20seguros.pdf/at_download/file).

O sistema – Modernização, funcionalidade e segurança são eixos do novo sistema que conta ainda com o sistema de identificação por meio de foto do corretor portando o documento utilizado na hora de realizar o cadastro, a exemplo das medidas mais atuais adotadas por empresas de tecnologia e instituições financeiras. A medida garante mais segurança aos processos, com a utilização de algoritmos de reconhecimento de imagens e comparações; isto, além do cruzamento de dados com bases oficiais. O formato também contribui para a viabilização das novas carteiras digitais de habilitação profissional que os corretores cadastrados receberão em breve. 

Canal exclusivo – Os técnicos da autarquia, desde o início do novo processo, seguem dialogando diretamente com os profissionais para fornecer informações e esclarecer dúvidas por meio do canal corretores@susep.gov.br e também com a realização de lives. A autarquia recebeu neste período   6,3 mil mensagens com dúvidas e sugestões de aprimoramento para a ferramenta, sendo que  mais de 80% já foram respondidas. Ao observar que a maioria das questões são comuns, os técnicos da autarquia prepararam uma seção de perguntas e respostas para facilitar a interação dos usuários com a plataforma, além do Manual do Sistema de Registro de Corretores, disponível na área CORRETOR DE SEGUROS do site da Susep, dedicada aos profissionais do setor.

As evoluções promovidas nesta etapa são parte de um conjunto de ações para a modernização do mercado que vêm sendo implementadas pela autarquia.

Campanha de Páscoa da Zurich e Z Zurich Foundation auxilia 25 mil pessoas

Fonte: Zurich

Para minimizar o impacto da disseminação do vírus e contribuir com a higiene pessoal, a Zurich incentivou a doação de produtos de prevenção (sabonete líquido antisséptico, álcool em gel antisséptico e máscara respiratória-n 95) para que as famílias beneficiadas pelas ONGs apoiadas pela seguradora se mantenham protegidos.

O projeto, chamado Páscoa em Ação, integra um conjunto de ações sociais da Zurich e Z Zurich Foundation relacionadas ao Coronavírus, e arrecadou R$ 22.375,00 desde lançamento da campanha no início de abril. Ao aderir à ação, os participantes escolheram no site (https://zurichsolidaria.abraceumacausa.com.br) um item de higiene pessoal que tinha um valor correspondente a ser doado.  E, para cada R$ 1,00 arrecadado, a Z Zurich Foundation doou mais R$1,00.

Serão beneficiadas pelos recursos financeiros as famílias assistidas pelas ONGs Somar, GRAACC, Locomotiva, Olga Kos e Hurra! e o IPPE (Instituto de Pesquisas e Projetos Empreendedores). Com esta campanha, o objetivo da Zurich e Z Zurich Foundation é auxiliar diretamente 25 mil pessoas.

Artigo: Como ficam os contratos de seguros com exclusão de pandemias?

por Luciana Prado, sócia do Demarest Advogados

Em tempos excepcionais, como o que estamos hoje vivendo, regras e princípios contratuais ganham relevância como forma de endereçar os impactos decorrentes  do Covid-19  nas várias relações negociais.

Nesse cenário, ganham especial atenção as regras contidas nos artigos 421, parágrafo único, e 421-A, III do Código Civil, as quais preveem a excepcionalidade e a limitação da revisão contratual.

Fato é que efetivamente estamos vivendo uma situação excepcional, que permite invocarmos o afastamento desses princípios contratuais em prol da manutenção de um princípio maior trazido pelo nosso ordenamento cível: o princípio da boa-fé, que deve nortear tanto a conclusão quanto a execução de todo e qualquer contrato.

E essa realidade não é diferente quando falamos dos grandes contratos de distribuição de produtos de seguros, capitalização e previdência.

Obviamente tais contratos foram firmados com base em uma perspectiva muito diversa da realidade que estamos enfrentando. As premissas básicas que nortearam a conclusão destes contratos consideravam (quase em sua totalidade) a oferta presencial dos produtos securitários em grandes lojas de varejo e agências bancárias e o crescimento das vendas de tais produtos, aliado a um cenário de recuperação da economia.

Todas as cláusulas contratuais, desde o pagamento de adiantamento ou up fronts, metas e prazos, remuneração, concessão de garantias, investimentos, verbas de marketing, dentre outras, foram elaboradas com base em análises de mercado e premissas macro econômicas fundadas em uma realidade muito distinta da atual, sendo que muitas das disposições então acordadas podem, nesse momento (e durante um prazo que ainda não sabemos ao certo quanto durará), serem difíceis de executar, ou mesmo inexequíveis, e isso se aplica para ambas as partes. 

Imaginemos os valores previstos para investimentos em marketing, que eram pautados em projeções de vendas. A revisão desses montantes é quase certa, tendo em vista que as vendas e metas dificilmente serão alcançadas para se justificar investimentos mais arrojados em um futuro próximo.

O mesmo ocorre com as metas, que obviamente poderão ser revistas, tanto com relação ao racional financeiro quanto em relação à projeção do prazo aplicável para seu atingimento.

Ainda com relação às metas e projeções de venda, importante atentar para os canais de distribuição fixados nos contratos. Muitos deles preveem tão somente canais físicos (lojas, agências bancárias, lotéricas, etc.), sendo que outros incluem a distribuição não presencial ou remota, algumas vezes com metas conjugadas com aquelas relacionadas à venda assim dita física, outras vezes com metas e condições próprias. 

Para aqueles contratos e acordos que ainda não preveem a distribuição de produtos de seguros e previdência por meios remotos, talvez agora seja o momento propício para uma discussão a respeito do tema e inclusão de uma plataforma alternativa de distribuição, sempre observando as normas que regulam o tema, mais especificamente a Resolução CNSP nº. 294, de 6 de setembro de 2013, bem como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. 

Todo esse conjunto de disposições pode ser revisto pelas partes com a finalidade de trazer maior equilíbrio ao contrato e propiciar tanto sua manutenção quanto sua plena execução diante do atual e futuro cenários impactado pelo Covid-19.

Esta é, com certeza, a maneira mais alinhada ao principio da boa-fé capaz de dar respostas aos eventuais desequilíbrios contratuais oriundos dessa crise que estamos vivendo e, ainda, a forma mais segura para as partes evitarem demandas futuras, que já se projetam, de acordo com diversos juristas, como discussões cuja resolução será difícil de prever em virtude da ausência de precedentes. 

Assim, antes de se avaliar a existência de cláusulas contratuais que liberem as partes de responsabilidades por inadimplemento, como muito se discute sobre a caracterização ou não de caso fortuito ou força maior, ou antes da tentativa de discussão para se aplicar princípios de direito administrativo às relações contratuais, como se tem ouvido sobre o fato do príncipe, ou até mesmo antes de invocar revisões judiciais ou pedidos de encerramento do pacto baseados na teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva (disposições, diga-se de passagem, distintas e que possuem aplicabilidade também não análogas), cabe partirmos para soluções mais simples e pautadas no princípio macro que rege todas as relações contratuais, qual seja,  o princípio da boa-fé.

Ao final, o que todos pretendem nesse momento é que tudo passe e que possamos, na medida do possível, voltar à normalidade de nossas vidas e de nossos negócios e, para isso, o importante é que não se rompam ou se estressem relações, mas sim que se abram portas para negociá-las, sempre com o intuito de não se aplicar a solução mais gravosa, que é uma resolução contratual com potencial de gerar uma longa discussão judicial ou arbitral.