Lucro das seguradoras cai para R$ 3,2 bilhões no 1o. trimestre de 2020

queda do pin

No mesmo período do ano passado, as companhias reportaram lucro de R$ 4,2 bilhões, segundo dados da Susep organizados pela consultoria Siscorp

Com apenas 15 dias dos efeitos das consequências da pandemia, o balanço trimestral consolidado do mercado segurador já mostra um forte impacto no lucro do setor. Segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp, o lucro líquido do primeiro trimestre de 2020 totalizou R$ 3,2 bilhões, R$ 1 bilhão a menos do que os R$ 4,2 bilhões registrados em mesmo período do ano anterior. Entre as 15 primeiras colocadas no ranking atual, apenas Caixa, Allianz, Zurich, Mapfre, Liberty e Assurant registraram crescimento no ganho. 

A Bradesco Seguros, líder do ranking de lucro, registrou queda de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,2 bilhao no acumulado até março deste ano. A queda do lucro líquido consolidado da seguradora em relação ao trimestre anterior e ao primeiro trimestre de 2019 é justificada, em grande parte, pela volatilidade do mercado, que impactou o nosso resultado financeiro, principalmente nas posições de renda variável e multimercado. Além disto, cita o relatório divulgado pelo grupo, o resultado de posições em títulos indexados ao IPCA foi impactado pela redução do indicador quando comparado aos períodos anteriores, informou o grupo na divulgação do balanço no dia 30 de abril. 

O ganho do Banco do Brasil recuou de R$ 688 milhões para R$ 493 milhões no período analisado, o que o fez perder a segunda posição do ranking para a Caixa Seguros, que elevou o lucro liquido de R$ 499 milhões para R$ 574 milhões. Segundo divulgou a BB Seguridade, a queda ocorreu devido à retração do resultado financeiro, influenciada pela redução da Selic e pelas perdas de marcação a mercado nos títulos pré-fixados longos. A alienação da participação acionária na IRB Brasil também influenciou a queda nos números.

Já a Caixa, justificou o aumento do ganho com o crescimento de 64% no resultado financeiro, para R$ 199,1 milhões no primeiro trimestre. Segundo a companhia, a variação se deve principalmente à realização de ganhos decorrentes da venda de títulos públicos pre-fixados em 2020, cujo montante chega a R$ 54 milhões.

Veja o ranking de lucro líquido das seguradoras referente ao primeiro trimestre do ano, elaborado pela Siscorp com base nos dados divulgados ontem pela Susep. 

Latin American Insurance IT Executive Summit premia Icatu Seguros

José Loureiro, da Icatu Seguros, é reconhecido como executivo mais inovador do mercado de seguros no Brasil

A Icatu Seguros foi a premiada brasileira no Latin American Insurance IT Executive Summit, realizado de forma online este ano, devido aos desdobramentos do coronavírus. José Loureiro, diretor executivo de Tecnologia e Projeto da seguradora, recebeu o prêmio Five Stars, um reconhecimento aos executivos de tecnologia mais inovadores do mercado de seguros de cada uma das regiões da América Latina e Caribe. Na categoria Brasil, Loureiro disputou o título com mais três executivos brasileiros do setor.   

A implementação de uma arquitetura orientada a APIs e a consequente transformação do modelo de integração com parceiros, distribuidores e corretores, que deu a vitória à Icatu, faz parte do movimento iniciado há alguns anos pela empresa, com o objetivo de tornar sua operação mais digital. Com essa nova estruturação, a área de Tecnologia da Informação (TI) conseguiu trabalhar com mais agilidade e independência, podendo estruturar novas operações simplesmente conectando serviços, em vez de modificar todo o sistema e aplicativos. 

O investimento em tecnologia e inovação se refletiu também em importantes entregas para os clientes. Recentemente, a seguradora lançou seu novo site institucional e a nova Área do Cliente, com soluções completas de autoatendimento que contribuem para resolver problemas e otimizar o tempo dos usuários. Totalmente integrado às APIs do Portal, o espaço também conta com uma estrutura totalmente hospedada em nuvem. 

“Toda a experiência foi muito rica em aprendizado, mas destaco a importância de alinhar as ações de TI e as iniciativas de áreas como Comercial, Produtos e Marketing, responsáveis pelo negócio, em torno do beneficio que será gerado para parceiros, distribuidores, corretores e clientes. Acredito que essa integração é fundamental para o sucesso de um projeto grandioso como este”, afirma José Loureiro. 

Latin American Insurance IT Executive Summit é realizado anualmente pelas consultorias Celent e Evenet. No evento, analistas e representantes de seguradoras apresentam suas pesquisas mais recentes sobre as últimas tendências de ponta na aplicação de tecnologia para negócios do setor, avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais do mercado de seguros da América Latina. 

Susep coloca em consulta publica norma sobre segmentação de seguradoras

Modelo que visa aplicação proporcional das regras prudenciais. Iniciativa busca redução de custos para o setor de seguros, aumento de eficiência do regulador e benefícios ao consumidor com mais concorrência e melhores preços

A Susep colocou em consulta pública propostas para aplicação proporcional das regras prudenciais, de acordo com o porte e a complexidade das empresas do setor. As medidas sugerem alteração na resolução 321/2015, do CNSP, e na circular Susep 517/2015, para adequação de requisitos como prazo e modelos de envio de informações. Há ainda a redução do capital-base para supervisionadas de menor porte e complexidade, que ficaria entre R$ 3,6 milhões e R$ 8,1 milhões, de acordo com o segmento de cada organização. Com a iniciativa, a autarquia visa promover ganhos de custo operacional para o setor e mais eficiência na supervisão. Isto beneficiará o mercado consumidor de seguros com melhores preços e mais concorrência. 

Este é mais um passo na discussão com a sociedade dos modelos para a segmentação do mercado de seguros e a evolução e modernização do setor no Brasil.

A íntegra do normativo pode ser acessada neste link 

MAG Seguros lança portal de gestão de vida em grupo

Fonte: MAG Seguros

A MAG Seguros lança mais uma ferramenta de apoio ao dia a dia dos corretores. O portal de Seguros Coletivos tem como objetivo ajudar estes profissionais na gestão dos contratos de vida em grupo. “A iniciativa da companhia em lançar esta ferramenta garante ao corretor ainda mais gestão sobre a sua carteira, contribuindo diretamente o seu dia a dia. Tudo isso com autonomia e agilidade. Com este lançamento, reforçamos ainda mais o nosso compromisso firmado de ser a seguradora parceira destes profissionais”, explica Osmar Navarini, diretor Comercial da MAG Seguros. 

Com o Portal de Seguros Coletivos da MAG Seguros será possível realizar ações como a gestão dos contratos, emissão de certificados, realizar abertura de sinistro, verificar informações de faturamento, analisar a base de clientes e abrir chamados específicos para a seguradora, bem como realizar o seu devido acompanhamento. 

“Estamos desenvolvendo cada vez mais recursos e soluções que facilitem a atividade dos corretores e possam ajudar na gestão e geração de mais e melhores negócios”, finaliza Navarini. 

10 medidas para combater crimes cibernéticos durante home office

riscos ciberneticos

Especialistas da AGCS destacam uma série de precauções que podem ajudar colaboradores a combater melhor os desafios cibernéticos que o Covid-19 traz

Fonte: Bloomberg

O coronavírus está mudando a maneira como as pessoas trabalham e interagem. Muitas empresas estão expandindo sua capacidade de trabalho remoto e isso, em alguns casos, acaba por reduzir os padrões de segurança de TI. Como consequência, cibercriminosos e hackers entram em sistemas corporativos que antes estavam protegidos, causando violações de dados, chantagem cibernética e falhas nos sistemas.

De acordo com o Allianz Risk Barometer, uma pesquisa anual com mais de 2.700 especialistas em gerenciamento de riscos em todo o mundo, o risco cibernético já era classificado como a principal ameaça para as empresas em 2020 antes mesmo do surto de coronavírus. Os ataques de BEC (Business Email Compromise) ou ataques de spoofing, que geralmente envolvem e-mails para enganar os colaboradores que acabam revelando informações confidenciais ou valiosas, resultaram em perdas fraudulentas superiores a US$ 20 bilhões desde 2016.

Estima-se que entre 50% e 90% das violações de dados sejam causadas ou incentivadas pelos próprios funcionários, seja por simples erro ou por serem vítimas de phishing ou engenharia social. Infelizmente, o aumento significativo de pessoas trabalhando em casa por causa da pandemia do novo coronavírus e que acessam a rede corporativa com uma conexão de rede virtual privada (VPN), apenas aumenta esses riscos, oferecendo uma oportunidade perfeita para os criminosos cibernéticos, como eventos recentes demonstram muito bem.

Em alguns países, dados mostram que o número de tentativas de ataques cibernéticos aumentou cinco vezes entre meados de fevereiro e meados de março. Em abril, o Google detectou e bloqueou mais de 18 milhões de e-mails de malware e phishing e 240 milhões de mensagens de spam diárias relacionadas à pandemia em uma única semana. No total, a gigante da tecnologia bloqueia mais de 100 milhões de e-mails de phishing por dia.

No boletim de risco: Coronavírus: Mantendo a Cyber Segurança Durante a Pandemia, especialistas da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) apresentam dicas e medidas para combater ataques via internet que se aplicam a todos os dispositivos, incluindo os fornecidos pelas empresas para os colaboradores usarem.

Confira:

1. Manter softwares e navegadores web atualizados;

2. Ativar a proteção contra vírus e firewalls;

3. Ser cada vez mais cauteloso sobre o compartilhamento de dados pessoais;

4. Manter as senhas seguras e alterá-las regularmente. A regra geral: quanto mais longa, melhor;

5. Proteger emails confidenciais com criptografia e ter cuidado com anexos suspeitos, especialmente se o remetente for desconhecido;

6. Fazer backups regulares;

7. Desligar dispositivos inteligentes ativados por voz e cobrir webcams quando não estiverem em uso;

8. Identificar todos os participantes em reuniões online;

9. Fazer logout quando os dispositivos não estiverem mais em uso e mantê-los seguros;

10. Seguir as práticas de segurança para imprimir e manusear documentos confidenciais.

Lucro operacional da Allianz cai 22,2% no 1o. trimestre, para € 2,3 bilhões

A seguradora alemã Allianz informou que o lucro operacional caiu para € 2,304 bilhões (-22,2%), enquanto que o volume de negócios melhorou nos primeiros três meses do ano para € 42,600 bilhões (+ 5,7%). “A turbulência causada pelo COVID-19 nos mercados financeiros e a paralização da economia pioraram notavelmente as condições do setor de Serviços Financeiros”, disse a Allianz ao apresentar o balanço.

A empresa está preparada para superar a crise com um portfólio de negócios bem diversificado e um balanço robusto e considera que alcançou um bom resultado no primeiro trimestre.

O presidente da Allianz, Oliver Bäte, disse que “o primeiro trimestre mostra a força da Allianz nessa situação sem precedentes.” O negócio de seguros gerais reduziu o lucro operacional para € 1,032 bilhão (-29,1%) devido ao aumento das perdas por catástrofes naturais e aos efeitos do COVID-19. Os seguros de Vida e Saúde também pioraram o resultado operacional para € 819 milhões (-25,3%) devido à queda nas margens dos investimentos de capital pelas turbulências nos mercados financeiros e ao aumento dos custos nos EUA, mas a gestão de ativos melhorou até € 679 milhões (+ 18,6%).

A Allianz tinha no primeiro trimestre um índice de capitalização de acordo com os regulamentos de supervisão do Solvência II de 190% (218% no ano anterior e 212% no final de dezembro).

A Allianz eliminou os prognósticos de lucro operacional para 2020 entre € 11,500 e € 12,500 bilhões devido à pandemia e, por enquanto, não fará novas previsões até que possa calcular melhor os efeitos da crise.

Participe do webinar do Lloyd’s of London

lloyds of London

O evento será realizado em inglês, português e espanhol, nos dias 3, 5 e 9 de junho

Quem quiser saber um pouco mais sobre o Lloyd’s of London, que na minha opinião é o mais deslumbrante mercado de seguros, deve se inscrever no webinar que sera realizado em três datas e três línguas. Veja abaixo datas, horários e como se inscrever na nota divulgada:

Nas circunstâncias atuais, e aproveitando as ferramentas de conectividade que todos usamos diariamente, gostaríamos de oferecer a você e aos membros de sua equipe um webinar de uma hora, com o objetivo de explicar “Como funciona o mercado do Lloyd’s “.

As apresentações abrangerão tópicos como a história do Lloyd’s, o que são “Membros”, “Sindicatos”, “Agentes Gestores”, “Coverholders”, a “Cadeia de segurança do Lloyd’s” e as iniciativas atuais do Lloyd’s.

Tendo em vista que a América Latina e Caribe é uma região vasta, você pode escolher o idioma e a data que melhor lhe convier:

Clique aqui para registrar sua opção!

  • Inglês – 3 de junho às 15h:00, horário do leste dos EUA – Palestrante Daniel Revilla
  • Português – 5 de junho às 16h:00, horário de Brasília – Palestrante Marco Castro
  • Espanhol – 9 de junho às 15h:00, horário do leste dos EUA – Palestrantes Yelhis Hernandez e Sebastian Gomez

Covid-19: Temor de recessão global é o que mais preocupa os executivos, revela estudo

zurich estudo

Há grande preocupação também com crises geopolíticas, aprofundamento da crise ambiental, desemprego estrutural e aumento de restrições na circulação de bens e pessoas no pós-Covid

O temor de uma recessão global está no topo de suas preocupações, alerta o estudo “Covid-19 Risks Outlook: Um mapeamento preliminar e suas implicações”, divulgado pela Zurich Insurance Company Ltd, Marsh & McLennan Companies e World Economic Forum. O relatório que avalia os desafios globais nos próximos 18 meses na visão de 350 gestores seniores de risco.

A quebra de empresas, consolidação de indústrias e ruptura em cadeias de suprimentos, os riscos de um aumento de cyber ataques e fraudes de dados, também preocupam os executivos. Há grande preocupação também com crises geopolíticas, aprofundamento da crise ambiental, desemprego estrutural e aumento de restrições na circulação de bens e pessoas no pós-Covid.

Apesar de apontar para um momento de alta sensibilidade, o estudo abre a oportunidade para empresas e governos reavaliarem suas políticas. Conhecendo os riscos, temos a chance de corrigir rotas e criar as condições para a retomada da prosperidade nos próximos anos. Trata-se de uma leitura fundamental para entender o cenário que se avizinha.

Luto

É com profunda consternação e pesar que a diretoria executiva e o conselho consultivo do CVG-RJ comunica o falecimento nesta sexta-feira, dia 22 de maio, do fundador e primeiro presidente do CVG-RJ, Minas Mardirossian.

Profissional dedicado ao mercado de seguros, com notório saber deixa um vasto legado aos que trilham o segmento de Pessoas e Benefícios no Brasil. Ele foi um ferrenho defensor deste mercado, ao qual se dedicava desde 1957, quando começou a trabalhar na área de produção de seguro de vida em grupo na SulAmérica.

Em 65, Minas e o amigo segurador, Carlos Sampaio Salgado, convidaram para um almoço os responsáveis pela área comercial de seguro de vida em grupo das 22 seguradoras que operavam no ramo.  Todos compareceram e o saldo do encontro promovido por eles na Casa Americana, no Centro do Rio, foi a decisão de criar o Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ), pioneiro dos CVGs no país. 

Em 1966, uma nova reunião do grupo foi registrada em ata a fundação do CVG-RJ e aprovado o estatuto do CVG-RJ, sociedade civil sem fins lucrativos. Os participantes elegeram, por aclamação, em chapa única, Minas Mardirossian para a presidência. Tornou-se, o primeiro presidente da instituição.

Para o presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé, a perda de Minas Mardirossian “enluta todo mercado segurador. Todos que tiveram oportunidade de conviver com este verdadeiro ícone do setor lamentam esta perda irreparável para o nosso mercado. Ele deixa um legado memorável. E muitas lições e ensinamentos sobre este setor tão importante de nossa indústria. Além de ser um amigo, colaborador e pessoa humana íntegra, solidária e dedicada, que fará falta no nosso convívio pessoal e profissional”.

Brasilprev anuncia Rodrigo Mucelin como sup. de Gestão Estratégica

Executivo terá como atribuições o planejamento e execução da estratégia da companhia, a gestão dos processos e do portfólio de projetos

Fonte: Brasilprev

Líder de mercado e referência em previdência privada, a Brasilprev anuncia Rodrigo Mucelin como novo superintendente de Gestão Estratégica. Entre suas atribuições estão o planejamento e execução da estratégia da companhia, a gestão de processos e do portfólio de projetos e representação em órgãos como a FenaPrevi, CNSeg e outros.

Formado em Sistemas de Informação e com especialização em Engenharia Econômica pela Universidade da Região de Joinville, Rodrigo possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getúlio Vargas, além de ser certificado CFP (Certified Financial Planner).

Funcionário de carreira do Banco do Brasil, atuou como superintendente responsável pelas áreas de Finanças, Controladoria e Gestão das Participações da BB Seguridade. Foi membro dos Comitês Financeiros da Brasilprev, Brasilcap, Brasilseg e da própria BB Seguridade, do Comitê de Investimentos do IRB Brasil Re e do Comitê de Gestão da Brasildental.