Evento on-line da AIG Seguros debate casamento e direitos civis LGBTI+

Para celebrar o Mês do Orgulho, grupo de funcionários da seguradora promoveu discussão sobre a conquista da comunidade LGBTI+ aos direitos civis, entre eles de família e sucessórios

Fonte: AIG

Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTI+, comemorado em junho, a AIG Seguros realizou na última quarta-feira, dia 24, um evento virtual para debater as implicações jurídicas do casamento ou união estável e como essas conquistas trouxeram garantias civis à comunidade, principalmente quando o assunto é família e sucessão. O debate foi promovido pelo Diversitas LGBT & Aliados, um dos três grupos de diversidade dentro da AIG Brasil. 

Para falar sobre o tema, a AIG convidou Roseli Saltoratto, advogada especialista em Direito Cível e Societário, para compartilhar com todos os colaboradores da companhia a importância desses direitos que equiparam os relacionamentos homo e heteroafetivos perante a lei. 

“Apesar dos avanços que tivemos nos últimos anos, não há até hoje no Brasil uma legislação específica tratando do casamento homoafetivo. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconheceu o direito ao casamento civil em 2011, enquanto apenas em 2013 o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) permitiu a todos os cartórios realizarem uniões deste tipo. É tudo muito recente e nada impede que haja um retrocesso. Por isso, ainda precisamos evoluir juridicamente para garantir a igualdade para todos”, afirma Roseli. 

Diversidade na AIG 

Com mais de 140 grupos de afinidade espalhados por 54 países em todo o mundo, a AIG tem um posicionamento firme na defesa da diversidade, inclusive na sua liderança global. Recentemente, em reação a atos de racismo, a companhia anunciou a doação de US﹩ 500 mil para instituições globais focadas em medidas antirrascistas. 

No Brasil, além do Diversitas LGBT & Aliados, a AIG possui outros dois grupos: Women@Work (WOW) – Mulheres e Aliados, focado no desenvolvimento profissional para as mulheres e equidade de gênero, e o DÆRC (Diversidade Étnico-Racial Consciente), cujo objetivo é ampliar e fortalecer as oportunidades à população negra, por uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Juntos, os colaboradores da seguradora estão envolvidos em esforços para promover uma cultura inclusiva para todos. Dos 250 funcionários da AIG no Brasil, cerca de 20% (em torno de 50 pessoas) participam ativamente e de forma voluntária de algum grupo de diversidade. 

NotreDame Intermédica compra Grupo Santa Mônica por R$ 233 milhões

Movimento reforça o objetivo da Companhia de dar continuidade a estratégia de crescimento e fortalecimento da Rede Própria em novas praças do Brasil

Fonte: Notredame

O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) anunciou ontem, no final do dia, a celebração de um acordo de compra do Grupo Santa Mônica – maior operador de saúde verticalizado do Centro-Oeste Mineiro – marcando sua entrada com Rede Própria no Estado de Minas Gerais. A transação está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). 

O negócio foi fechado por R$ 233 milhões, incluindo os imóveis dos dois hospitais. Serão pagos R$ 100 milhões à vista, em dinheiro, na data de fechamento da transação, e R$ 133 milhões em seis parcelas iguais e anuais, descontado o endividamento líquido a ser apurado na data de fechamento e abatidas eventuais contingências. Com a conclusão da transação, a companhia passará a deter, de forma indireta, o controle do Grupo Santa Mônica, com 89,9% das quotas da SMV Serviços Médicos Ltda.; 92,0% das quotas do Hospital e Maternidade Santa Mônica S.A.; 75,2% das quotas da Incord – Instituto de Neurologia e do Coração de Divinópolis Ltda.; e 86,1% das quotas do Bioimagem Santa Mônica Ltda.

Fundado em 1993, o Grupo Santa Mônica atua em um agrupamento de municípios com mais de 1,1 milhão de habitantes, sendo destes 340 mil beneficiários de planos de saúde. A região tem forte presença das indústrias siderúrgica e têxtil, além de um relevante mercado local de consumo e serviços, resultado da capilaridade de suas PMEs.  

O Grupo Santa Mônica possui uma carteira com cerca de 41 mil beneficiários na região (88% corporativo), com duas Unidades hospitalares nos municípios de Divinópolis e Nova Serrana, totalizando 265 leitos, sendo 65 de UTI, e mais de 28 mil metros quadrados de área construída. O Santa Mônica conta, ainda, com um parque de imagem completo (com tomografia e ressonância magnética) e laboratório de análises clínicas, além de uma operação própria de serviços de hemodinâmica. Em 2019, apresentou um faturamento de R$ 89 milhões, com sinistralidade de 74%. 

Com esta aquisição, o Grupo NotreDame Intermédica fortalece sua estratégia de aumentar a presença com Rede Própria em diferentes estados, consolidando sua atuação nacional. Este movimento se iniciou em 2019 com a chegada na região Sul, nos estados de Santa Catarina e Paraná, após a compra da Clinipam e, no mês passado, do Hospital do Coração em Balneário Camboriú. O plano de integração prevê relevantes sinergias operacionais e a criação de uma nova Regional da Companhia no Estado de Minas Gerais. “Queremos levar nossa experiência de atendimento verticalizado e focado no acolhimento diferenciado a maior parte da população brasileira, com oportunidades de ganhos operacionais e administrativos, bem como relevante potencial de expansão regional, tanto orgânica quanto inorgânica”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do Grupo NotreDame Intermédica. 

O Grupo NotreDame Intermédica é, hoje, a maior operadora de saúde do Brasil, com mais de 50 anos de mercado, 6,2 milhões de beneficiários e uma estrutura própria de atendimento que soma 23 hospitais, 87 Centros Clínicos, 14 Unidades de Medicina Preventiva, 11 Unidades de imagem diagnóstica e 62 pontos de coleta NotreLabs, o laboratório de análises clínicas do Grupo. Um dos diferenciais do GNDI é oferecer a melhor experiência ao beneficiário: rapidez nos agendamentos de consultas, atendimento humanizado, medicina preventiva, bem como a gestão eficiente da saúde dos colaboradores das empresas clientes. A compra do Grupo Santa Mônica irá ampliar ainda mais toda essa infraestrutura e agregar valor aos serviços já oferecidos aos beneficiários. 

Apesar do momento atípico e desafiador gerado pela pandemia do Coronavírus, que tem causado uma crise na saúde e na economia, o Grupo NotreDame Intermédica tem mostrado que continua investindo. “Estamos muito confiantes em integrar o Grupo Santa Mônica à nossa estrutura por muitos fatores, em especial, por termos uma grande sinergia no modo verticalizado de operar e nos resultados consistentes que o Grupo tem apresentado. Esta aquisição fortalece o nosso vitorioso modelo de operação verticalizada, que garante nosso crescimento de forma sustentável e segura, além de reforçar o compromisso do GNDI com a sua missão de tornar saúde de qualidade acessível a gerações de brasileiros”, finaliza Irlau Machado Filho. 

IRB entrega às autoridades investigação que mostra informações inverídicas sobre Berkshire Hathaway

Relatórios mostram divulgação intencional de informações falsas e pagamentos realizados de forma indevida. MPF, CVM e Susep já receberam a documentação. A Companhia tomará medidas legais para ser ressarcida dos prejuízos

O IRB Brasil RE informou nesta sexta-feira, 26 de junho, que a investigação independente realizada pela KPMG e pelo escritório Felsberg Advogados sobre a divulgação de informações a respeito da base acionária da companhia foi finalizada. Os investigadores identificaram os responsáveis pela divulgação de informações inverídicas sobre uma suposta participação da Berkshire Hathaway como acionista do IRB Brasil RE. Esses responsáveis são ex-executivos da Companhia, que praticaram atos individuais irregulares, fora de seus mandatos e de seus poderes regulares de gestão.

Em paralelo a esta investigação, a nova diretoria do IRB Brasil RE também realizou apurações internas que mostraram o pagamento indevido de bônus a antigos executivos e colaboradores da Companhia e de empresas controladas, em operações realizadas no exercício de 2019 e 2020. O montante já identificado nessas operações é de cerca de R$ 60 milhões. Além disso, a nova gestão verificou que em fevereiro e março de 2020 foram realizadas operações de recompra de ações da Companhia que ultrapassaram as quantidades autorizadas pelo Conselho de Administração em 2.850.000 ações. Os responsáveis primários por essas irregularidades, que igualmente não se encontram mais nos quadros do IRB Brasil RE, já foram identificados.

Todas essas atividades e operações foram levadas a cabo sem que o Conselho de Administração fosse informado ou as avalizasse, ou seja, à revelia.

“Nós nos dedicamos muito nestas últimas semanas a uma análise abrangente, criteriosa e extremamente rigorosa de todas as operações, ações e decisões tomadas no IRB Brasil RE antes da chegada da nova diretoria, de forma a provermos às autoridades, aos nossos acionistas, ao Conselho de Administração e ao mercado um quadro completo e verdadeiro sobre a Companhia”, diz o presidente do Conselho de Administração e atual diretor-presidente Antonio Cassio dos Santos.

A Companhia já entregou todo o material apurado ao Ministério Público Federal (MPF), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). No MPF, o processo correrá sob segredo de Justiça, e por isso os nomes dos envolvidos e os detalhes dos fatos não podem ser tratados publicamente pelo IRB Brasil RE. A Companhia passará agora a colaborar com as investigações das autoridades competentes e também tomará as devidas providências legais a fim de ser ressarcida de todos os prejuízos que lhe foram causados por condutas irregulares cometidas pelos indivíduos envolvidos.

“Nós temos plena consciência de que há bastante trabalho a ser feito no IRB Brasil RE para que a Companhia recupere a confiança pela qual já prezou até um passado recente”, diz Werner Suffert, Vice-Presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores. “Neste sentido, entregar os resultados dessas investigações e apurações internas às autoridades é um marco.”

Wilson Toneto, Diretor Vice-Presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE, concorda. “Esta é a reafirmação daquilo que esta gestão tem dito desde que assumiu, há algumas semanas: não compactuaremos com quaisquer irregularidades que tenham sido feitas na companhia, em linha com o compromisso que temos com a transparência, a integridade, as melhores práticas de governança e com a busca incessante pela melhoria em nossos processos de compliance”, diz ele.

Série “O que mudou com o Covid-19”: Porto Seguro

O blog Sonho Seguro fez um levantamento sobre como as seguradoras têm lidado com as consequências da crise do novo coronavírus. A quinta entrevista desta série foi com Roberto Santos, presidente da Porto Seguro.

Quais as ações de voluntariado das seguradoras em tempos de isolamento (diferente de ações sociais)? 

O voluntariado da Porto Seguro, composto por colaboradores da empresa, está em isolamento desde o início da pandemia como forma de preservá-los e também preservar as pessoas que são atendidas por eles.

Participam de algum grupo de doadores? Quais? Detalhe 

A empresa não está participando de grupo de doadores. Está escolhendo e fazendo suas próprias doações.

Qual a experiência de áreas tradicionalmente fixas no escritório, agora em home office (sinistros, operações, etc)? 

O que orientamos neste momento é que apenas o contato presencial seja encerrado, para a segurança dos nossos colaboradores, parceiros e clientes. Diante disso, seguindo recomendações das autoridades públicas, suspendemos temporariamente o atendimento presencial no Complexo Matriz, Sucursais, Centros Automotivos Porto Seguro e Centros de Atendimento Rápido em São Paulo, capital.  Identificamos a necessidade de proteger nossos colaboradores e colocamos em prática um plano de home office integral para 95% da companhia. A principal questão seria como embarcar a tecnologia para que a operação funcionasse exatamente da mesma maneira. E conseguimos. Não tivemos problemas para essa implementação devido aos investimentos que fizemos em tecnologia nos últimos anos.  Na Porto Seguro mais de 3 mil funcionários da companhia já atuavam em home office integral antes desta pandemia. Todos os serviços permanecem disponíveis. Os serviços de socorro e emergenciais (até mesmo para residências) têm liberação para funcionar normalmente, por isso, estamos atendendo os casos com as devidas precauções.  

Como as empresas estão mantendo a proximidade das equipes e se comunicando em tempos de isolamento com funcionários?

Entre as equipes internas a comunicação tem se dado de maneira direta e nos canais já conhecidos para conferências, para realização de calls, reuniões ou para chamadas rápidas.  Comunicamos, de forma transparente, sobre os nossos esforços no lançamento de iniciativas e a importância de que todos os corretores sigam assistidos, bem como os funcionários e prestadores. Por isso, deixamos espaço para que todos contribuam com sugestões e opiniões. A ideia é mostrar que seguimos atuando normalmente, apesar dessa nova rotina. Quanto a iniciativas para colaborar com a saúde física e mental dos funcionários, fornecemos dicas de home office e saúde mental, para que todos sejam orientados de como lidar com esse momento novo para todos; dicas de ergonomia para que saibam como lidar com a saúde física; dicas de prevenção e cuidados com a saúde, incluindo cuidados para a não propagação do coronavírus. Fizemos palestra para os líderes e uma Live com um médico especialista com informações sobre a doença; intensificamos o canal Serviço Alô Saúde para tirar dúvidas sobre a doença; também temos o programa Fique Bem, que está preparado para dar suporte aos colaboradores e seus familiares que tiverem com problemas ligados à saúde mental e nossos assistentes sociais estão à disposição para dar apoio emocional por telefone.  

E com os Corretores?

Para os corretores a companhia tem atuado em diversas frentes para garantir que as pessoas continuem protegidas, assim como os seus bens. O principal canal de comunicação da Porto Seguro com eles continua sendo a recém-lançada rede social (via Instagram) Corretor é Para Sempre,  o Portal Corretor Online, onde divulgamos as informações mais importantes, notícias e orientações. Além desse, temos outras plataformas e ferramentas de comunicação: ampliação dos serviços oferecidos pelo app do Corretor Online, Porto Educ (plataforma de treinamento da companhia), Corretor 2.0 (ferramenta que ajuda os Corretores a gerenciarem a sua própria carteira de clientes), e PromoDigital (ferramenta online que fornece materiais promocionais personalizados para os Corretores). 

Como minimizar o impacto nas vendas neste momento: campanhas, treinamentos on-line, incentivo de vendas, visitas virtuais. 

Neste momento, adotamos condições especiais para alguns produtos com o objetivo de garantir que as pessoas continuem protegidas, assim como os seus bens. Abaixo os exemplos de iniciativas para beneficiar clientes e corretores, que adotamos para este período agudo da pandemia (abril e maio). 

1 – Por excepcional liberalidade em função da crise, a Porto Seguro decidiu manter os preços do ano anterior nas renovações dos seguros de Automóvel; Residência; Condomínio e Empresarial. 

2 – Implementamos a forma de pagamento de 10x sem juros para os seguros automóvel no cartão de crédito de todas as bandeiras pelo prazo de 30 dias contados a partir de 02/04, somente para renovações do Grupo Porto Seguro; 

3 – Linha de empréstimos com taxas subsidiadas para Corretores cadastrados (capital de giro) de até R$ 30 mil com carência de até 90 dias.  

Também estamos com campanhas de mídia no ar e seguimos com treinamentos online para corretores.

Com o distanciamento, eventos presenciais estão proibidos. Poderão ser online? Se já estão agendados, passar mais detalhes 

Assim como todo o mercado, ainda estamos analisando todas as demandas e possibilidades. O que podemos ressaltar é que por agora o contato presencial foi suspenso temporariamente e recomendamos o uso das tecnologias disponíveis para a realização dos encontros que forem fundamentais. Estão sendo realizadas remotamente palestras, lives, salas virtuais e treinamentos – para corretores e funcionários.  

 
Que tipo de ações acreditam que o governo poderia endereçar para ajudar o setor segurador? 

Entendemos que o Governo deveria olhar para o mercado segurador com mais carinho e atenção, face a importância da nossa função de proteção para a sociedade. Em todo mundo, a Industria de Seguros exerce papel preponderante na economia dos países. Uma agenda constante de comunicação e de maior proximidade seria muito bem-vinda.

Diante das dificuldades sociais, há alguma ação junto a clientes para mitigar riscos de desordem social?

Entre as principais dificuldades desse momento, entendemos que as pessoas precisam de soluções práticas que ajudem a resolver algumas questões sem sair de casa para evitar aglomerações nas ruas. Para ajudar, estamos nos movimentando para estar presente no dia a dia das pessoas com produtos de serviços e condições especiais que tornem essas soluções cada vez mais acessíveis e, assim, colaboramos para que as pessoas continuem em casa mesmo diante de um imprevisto. Neste momento, as pessoas querem ter a certeza de que podem confiar e contar com as marcas no qual tem algum tipo de vínculo. E para apoiar os nossos clientes e estabelecer essa comunicação, estamos concentrando nossos esforços em diversas frentes, investindo no diálogo, priorizando o atendimento humanizado e ainda, reforçando o uso dos canais digitais. 

Há recomendações sobre os riscos de retomada das atividades? Quais? 

O risco é que a contaminação continue crescendo após a flexibilização, por isso é importante continuar colocando em prática as orientações transmitidas pelas autoridades públicas de modo a preservar a saúde de nossos públicos.

A crise abre oportunidades. Há interesse em aquisições que possam surgir no pós covid? 

Formado por 27 empresas que atuam nos mais diversos ramos, o grupo Porto Seguro está sempre atento às movimentações, consolidações, tendências e oportunidades surgidas nos mercados em que atua.  Estamos otimistas especialmente com o segundo semestre, no qual o setor deve ampliar a atuação em diversos segmentos de não seguro. Vamos lançar novas coberturas, produtos na área de serviços e sustentáveis, para atender diversas demandas de clientes e também do mercado. A Porto Seguro é uma empresa consolidada e isso nos dá segurança para enfrentar esse cenário e todos os seus reflexos, e também estudarmos futuros riscos. Inevitavelmente a economia será impactada pela pandemia. Temos a segurança para enfrentar esse momento, mas também nos proporciona olhar para o agora com calma e estudarmos futuros riscos. Entendemos que ainda é muito cedo para falarmos com precisão sobre os reflexos, logo estamos apontando tendências iniciais.

Victoria Werneck traz cenário econômico do Brasil e no mundo em live da Icatu Seguros

Trazendo sua análise mensal do cenário econômico e um panorama futuro, a convidada da live da Icatu Seguros desta quinta-feira, 25, foi a economista-chefe da seguradora, Victoria Werneck. O avanço de um mês desde sua última análise trouxe algumas mudanças, um pouco mais positivas, no cenário geral da economia com a relação a pandemia. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o PIB anualizado caiu 5% no primeiro trimestre, o último dado de atividade econômica surpreendeu de forma positiva. De acordo com dado divulgado nesta quinta-feira, 25, as encomendas de bem duráveis subiram 15,8% em maio, superando a previsão de aumento de 9,8 %. No cenário mundial, a injeção de dinheiro feita pelos Bancos Centrais do G10 na economia desde meados de janeiro – US$ 6 trilhões até então – vem garantindo a liquidez para a compra de ativos.

Porém ainda lidamos com muitas incertezas pela frente. O fato da descoberta e uso de uma vacina ou até mesmo medicamento eficaz ainda estar distante, faz com que medidas de distanciamento social se tornem necessárias por um tempo indeterminado. “Teremos sim a volta das atividades, mas dentro de uma nova normalidade, pois sabemos muito pouco sobre o comportamento do vírus após o relaxamento das medidas de isolamento”, explica Victoria. 

Diferente da maioria dos países que realizaram medidas de lockdown, após 90 dias da centésima morte registrada, o índice de óbitos no Brasil referente à Covid-19 continua subindo. O PIB do país vinha crescendo de forma sustentada, mas ao final de 2019 já estava 3,1 % abaixo do pico do primeiro trimestre de 2014. Já no primeiro trimestre de de 2020 despencou a uma taxa anualizada de 6%. A expectativa do mercado é que o PIB encolha 6,5 em 2020. 

Embora os dados da indústria ainda sejam ruins, considerando o atualizado de abril, indicativos mais recentes mostram leves sinais de melhora. A confiança do empresário industrial já cresceu em junho comparando com maio, assim como o índice de confiança do consumidor. 

“Como a crise nos pegou ainda em março, os resultados consolidados do segundo trimestre, que ainda não temos, serão os piores. Ainda assim não acredito que será uma crise profunda por muito tempo. Será acentuada, mas acredito no início da recuperação a partir do final do ano”, conclui Victoria. 

Qualicorp compra carteira de clientes da Clube Care

A aquisição, conduzida de forma totalmente digital, contempla planos coletivos por adesão operados pela Assim Saúde e reforça a atuação da Companhia no Rio de Janeiro

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp anuncia a compra de carteira de cerca de 14 mil clientes da administradora de benefícios Clube Care, referente ao segmento Coletivo por Adesão e operada pelo Grupo Assim Saúde, que atua na capital fluminense e Grande Rio de Janeiro. 

Com investimento de R$ 20 milhões, o objetivo da Qualicorp é reforçar sua presença regionalmente e ampliar o portfólio de planos de saúde. “Com a aquisição, nós queremos fortalecer cada vez mais a atuação da Companhia, com oferta de produtos de qualidade e mais acessíveis para diferentes segmentos da população”, destaca Bruno Blatt, CEO da Qualicorp.

O processo foi realizado de forma totalmente digital, incluindo a prospecção, as negociações, a due diligence, o fechamento do acordo e as assinaturas do contrato. “Pela primeira vez na história da Qualicorp realizamos uma transação desse porte sem nenhuma interação presencial. As equipes envolvidas conduziram todas as etapas de maneira online”, ressalta o executivo. Além de seguro, esse formato trouxe mais agilidade para concluir a operação.

Recentemente, a Qualicorp firmou uma parceria com a operadora Assim Saúde para comercialização de planos de saúde do segmento Adesão, voltados a profissionais do comércio, profissionais liberais, servidores públicos e estudantes. A Assim Saúde é uma das operadoras que mais crescem no país, tendo registrado expansão de 95% em sua carteira de clientes do segmento Coletivo por Adesão em 2019. 

“A nossa missão é viabilizar o acesso da população à saúde privada. A parceria com a Assim Saúde reforça a oferta de planos de saúde aos moradores do Rio de Janeiro. Entre as 16 milhões de pessoas que moram no Estado do Rio de Janeiro, apenas 5,36 milhões têm um plano de saúde particular”, completa Bruno Blatt.

A iniciativa reafirma, também, a estratégia de crescimento da Qualicorp. De acordo com Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios, “um dos pilares da Companhia é o crescimento por meio de fusões e aquisições (M&A). Por isso, estamos sempre atentos ao mercado. Outro caminho que a Qualicorp aposta é a expansão orgânica. Nessa frente, estamos nos aproximando cada vez mais do corretor e trabalhando no desenvolvimento de novos produtos, além de reforçar nossa política de regionalização”.

A compra de carteira da administradora de benefícios Clube Care soma-se às 1,2 milhão de vidas que a Qualicorp possui em seu portfólio na categoria Adesão médico-hospitalar, que representa aproximadamente 92% do faturamento da empresa.

Pandemia reafirma o potencial das insurtechs, segundo Henrique Volpi

O mercado de seguros tem se transformado durante a crise do COVID-19. As insurtechs saem na frente para oferecer ofertas personalizadas e mais assertivas.

Fonte: Kakau

O setor de seguros não tem a fama de ser inovador. Porém, aos poucos, este mito está caindo por terra, muito principalmente por causa das insurtechs: startups que se dedicam a integrar seguros e novas tecnologias. Elas vieram para promover a desburocratização dos serviços, simplificando a vida dos clientes e propondo um modelo inovador de negócios. 

Segundo o relatório da Willis Towers Watson, o investimento em insurtechs atingiu US$ 6,7 bilhões Estados Unidos ao longo de 2019. E o aumento da penetração de startups no setor de seguros apresenta um desafio para as seguradoras tradicionais. Além disso, espera-se que o setor de seguros seja tecnologicamente revolucionado nos próximos 5 a 10 anos.

No Brasil a Superintendência de Seguros Privados (Susep) já entendeu o potencial das insurtechs, tanto que vem discutindo, desde 2019, a realização de um sandbox regulatório. 

“O termo refere-se à flexibilização de normas regulatórias vigentes, com o objetivo de permitir que empresas de tecnologia desenvolvam novos serviços sem desrespeitar as regras vigentes”, explica Henrique Volpi, co-fundador e sócio da Kakau Seguros. Lançado em março deste ano, a decisão foi postergada por conta da pandemia. E ainda não há uma data certa para a sua retomada.

Inclusive o coronavírus tem sido responsável pela aceleração do processo de transformação tecnológica no setor, tornando cada vez mais possível o avanço dos seguros digitais. 

“A palavra de ordem agora é inovar para não perder vendas! Dessa maneira ganham espaço as plataformas de atendimento, como também a possibilidade de pesquisar as mais diversas ofertas e valores, fechando o negócio online mesmo”, comenta o executivo.

Além de tornar o ecossistema de seguros mais acessível ao cliente a oferta digital também promete acelerar três tendências:

1- Popularização de tecnologias disruptivas 

“Já é realidade entrar em contato com uma central de atendimento e conversar com naturalidade com um robô dotado de inteligência artificial”, conta Volpi. Outras tecnologias que se popularizarão são a Internet das Coisas (IoT), telemática e Big Data, entre outras.

2- Transformação na maneira de vender e consumir seguros

Em agosto de 2019, a Susep aprovou a regulamentação dos seguros intermitentes, o que possibilitou o oferecimento de apólices acionadas de acordo com a conveniência do consumidor. “Isso significa que os seguros podem ser consumidos como um serviço, uma assinatura, por dia, hora ou mesmo pedalada, podendo ser pausado quando se desejar”, explica o executivo. 

3- Melhor análise de riscos

Um dos principais desafios é buscar maneiras de se adaptar às novas demandas dos clientes para atendê-los. E uma melhor análise de riscos já tem sido colocada em prática. “A partir da instalação de aplicativos que avaliam a maneira como uma pessoa dirige é possível dar descontos para quem oferece riscos menores” pontua.  

Insurtechs vão conquistar uma fatia maior do mercado

Segundo a PWC, 3 entre cada 4 seguradoras acreditam que parte de seu negócio corre o risco por causa das insurtechs. “As insurtechs, por serem mais enxutas, conseguem se movimentar e atender às necessidades do cliente com mais rapidez do que uma seguradora tradicional. Isso traz uma diferenciação que levará a conquistar uma fatia ainda maior do mercado de seguros nos próximos anos”, prevê Volpi. 

MAG Live: perspectivas e investimentos em relação à previdência complementar

Debate promovido pela MAG Investimentos trata sobre os impactos e tendências econômicas e financeiras do atual cenário

Fonte: MAG Seguros

A nova edição da MAG Live, realizada nesta quinta-feira (25/6), abordou o tema ‘Previdência Complementar como Alavanca para Investimento’. Participam do debate o Subsecretário de Previdência Complementar do Ministério da Economia, Paulo Valle, o Diretor- Presidente da Abrapp e diretor da MAG Fundos de Pensão, Luís Ricardo Marcondes e a estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira. 

O fórum teve como objetivo informar o público sobre as principais notícias do cenário político e econômico, para que os investidores se tornem protagonistas do seu próprio futuro. 

O subsecretário Paulo Valle abriu o fórum comentando sobre a implementação da reforma da Previdência em estados e municípios. “Começamos o processo para que os entes façam a sua previdência. Atualmente, há 19 em funcionamento e quase 30 em processo de instituição destes regimes. Nesse momento, estamos muito mais focados na divulgação do guia de orientações, que tem o objetivo de ser o facilitador desse processo”, afirmou o Subsecretário sobre a criação do guia que contou com a colaboração da MAG Investimentos. 

“Como teremos eleições municipais esse ano, acreditamos que qualquer decisão deve ser tomada depois do pleito. A partir do ano que vem, acreditamos ser possível acelerar esse processo de instituição”, complementou. 

Valle sinalizou ainda que estados e municípios devem se planejar para a instituição da previdência. “Temos uma preocupação muito grande com o custo. Por meio do CNPC – Conselho Nacional de Previdência Complementar -, criamos alguns parâmetros, incentivamos que o ente se integre aos poucos. O ideal é aderir ao plano primeiro, depois pensar em um plano exclusivo e só então buscar a criação de uma entidade. É de grande importância esse processo de consolidação para garantir o custo menor para os participantes”, afirmou. 

Luís Ricardo Marcondes, ressaltou a perspectiva para a Previdência complementar no Brasil. “Temos uma grande janela de oportunidades, um momento histórico com a necessária Reforma da Previdência. A longevidade está aí e, dentro desse cenário, as pessoas precisam ter qualidade de vida. Quando atingirem a idade da aposentadoria, certamente vão viver mais e com menos. A previdência complementar se coloca para atender uma demanda reprimida”, disse. 

Marcondes avaliou ainda o cenário atual. “O sistema vinha no seu melhor momento pré-pandemia, evoluiu demais e se aprimorou nos últimos anos. Agora vivemos outra janela de oportunidade com a pandemia. O que as pessoas querem é proteção, assistencialismo, solidariedade. E isso está no nosso DNA”, concluiu. 

Em relação às preocupações do mercado financeiro e suas perspectivas, a estrategista Patrícia Pereira trouxe um contexto educativo sobre a diferença entre Fundos de Mercado e Previdência Complementar. Ela reforçou que a Renda Fixa é uma categoria de investimento e não a previdência, ressaltando a importância de entender o que cada um é antes de investir e a tabela que deve ser seguida neste investimento. 

A estrategista ainda mencionou a importância e os benefícios que o investimento traz. “Investir em previdência privada tem o incentivo tributário de 12% no pagamento de imposto de renda. Caso o participante tenha acesso a planos de benefícios patrocinados pelo seu empregador, terá o benefício da contrapartida deste. Em relação a benefícios, o produto previdência não acaba na acumulação. O plano sucessório faz com que a previdência não entre em inventários, para o caso de morte do titular, a previdência vai automaticamente para os herdeiros do título, sem a necessidade de aguardar pela burocracia”, explicou . 

Ao final, o subsecretário pontuou a importância do CRP – Certificado de Regularidade Previdenciária – para a fiscalização e controle da previdência. Com a Lei de Responsabilidade Previdenciária, todos os entes precisarão estar em dia com seu CRP para realizarem operações junto à União. “Estamos muito focados na agenda de fortalecimento do setor de previdência no Brasil. E mediante a concorrência entre esses mais de trezentos entes, com certeza isso irá refletir em benefício para o participante e fortalecer ainda mais essa agenda”, disse Valle. 

Para encerrar, Luís Ricardo lembrou a importância do momento atual para o mercado brasileiro e no mundo. “No cenário atual em que o mundo vive, o setor privado será o grande protagonista do crescimento econômico brasileiro. Precisamos nesse cenário buscar incentivos tributários e fiscais,” concluiu. 

CNseg completa 69 anos

Uma trajetória que acompanha o progresso do País

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, a entidade de representação máxima do setor segurador brasileiro, comemora nesta quinta-feira, 25, seu 69º ano de fundação. Nasceu como Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Fenaseg) em 25 de junho de 1951, em meio a enormes transformações ocorridas no País e como resposta ao espírito desenvolvimentista da época. A década de 50 foi marcada por grandes transformações. O ano de 1951, abriga o surgimento, por exemplo, da Lei Afonso Arinos, pioneira contra o racismo no Brasil. Em 1952, foi criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (atual BNDES).  No ano seguinte, é fundada a Petrobras. Já em 1954, ganhava destaque a atuação do setor segurador no meio rural, com a constituição da Companhia Nacional de Seguro Agrícola (CNSA). 

Para atender uma necessidade de atualização do modelo de representação, a partir de 2008, a Fenaseg passou a ser o braço sindical e a CNseg foi criada para ser o braço associativo. O papel primordial da CNseg é atuar nacionalmente, em nome dos interesses das Federações segmentadas (FenSeg, FenaPrevi, FenaCap e FenaSaúde), que representam empresas de Seguros, Previdência Privada Complementar Aberta e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.  Sua missão é contribuir para o desenvolvimento do sistema de seguros privados, representar suas associadas e disseminar a cultura do seguro, concorrendo para o progresso do País. Hoje o setor de seguros é líder em arrecadação de prêmios na América Latina e ocupa o 16º lugar no ranking mundial. Além disso, o setor acumula ativos que equivalem a 25% da dívida pública brasileira.

Ao longo de sua história, a Confederação fomentou debates sobre temas como tarifa de seguro contra incêndio (1969), seguro de vida (1977) e muitos outros tópicos pertinentes para as seguradoras, os consumidores e o País. O Centro de Documentação e Memória do Mercado Segurador (CEDOM) da CNseg (cnseg.org.br) apresenta mais informações sobre a trajetória da CNseg. 

Corretor deverá informar valor da comissão ao consumidor de seguros

Rafael Scherre. Susep

A partir de 1º de julho será obrigatório ter esta informação no contrato, sem caráter punitivo. A Susep vê este período como educacional

Poucos consumidores sabem quanto pagam de comissão aos vendedores no mercado financeiro, como em seguros e corretoras de investimentos. Já impostos todos estão mais conscientes depois de tantas campanhas educativas nos últimos anos. Corretores de imóveis também, pois a divulgação nos contratos de compra e venda passou a ser padronizado e obrigatória.

No mercado financeiro, o tema “conflito de interesse entre intermediários e consumidores” está na pauta do dia. Em seguros, a resolução 382, divulgada em março deste ano pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), entra em vigor a partir do dia 1º de julho. A norma estabelece princípios a serem observados pelas seguradoras e intermediários no que se refere ao relacionamento com o cliente. Armando Vergílio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), anunciou que solicitou a suspensão do início da vigência da regra da Susep. “Protocolamos ofícios solicitando formalmente que essa resolução não entre em vigor durante a vigência da pandemia”, revelou Vergilio em uma live realizada no último dia 24.

Já as corretoras de investimentos, que atuam com agentes autônomos, parecem querer antecipar uma regra semelhante ainda em discussão na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diante da briga explícita iniciada na última terça-feira entre Itaú Unibanco e XP Investimentos, que por sinal são sócios. O Itaú veiculou um comercial dizendo que há um conflito de interesses na função de assessor de investimentos, uma vez que as corretoras “pagam comissão para seus assessores de acordo com os investimentos feitos pelos clientes”. Para alcançar a nossa missão, contamos com mais de 7.000 assessores independentes, que trabalham incansavelmente para trazer as melhores oportunidades para os investidores”, defende o CEO da XP, Guilherme Benchimol, em suas redes sociais.

Em nota, a Associação Brasileira de Agentes Autônomos de Investimentos (ABAAI) afirmou repudiar a propaganda veiculada pelo Itau “injuriando o trabalho de mais de 12 mil profissionais certificados e credenciados”. Também em nota, a Associação das Corretoras (ABAAI) afirmou que o papel dos agentes autônomos de investimento é fundamental para o crescimento da base de investidores no mercado de capitais e um elo vital entre investidores e produtos e serviços disponíveis.

Apesar de corretoras de seguros e corretoras de títulos mobiliários terem muitas diferenças regulatórias, de responsabilidade e de atuação, o tema é o mesmo: a transparência com o cliente, que precisa saber o quanto paga pela consultoria prestada, segundo estabelecem os reguladores locais e mundiais. Em contratos corporativos este tema é ultrapassado. Os clientes negociam este valor. O problema esta nos contratos do varejo, principalmente em seguros de carro, residência, vida, pequenos comércios.

Divulgar o valor da comissão causa muitas discussões em grupos de WhatsApp, comunidades de corretores no Facebook e também nas lives e webinars realizados pelo setor. O principal tema das perguntas aos seguradores é: vocês vão divulgar a comissão na apólice? Em um webinar promovido pela CNseg, a confederação das seguradoras, o presidente Marcio Coriolano informou que as seguradoras nao sao obrigadas a nada. “Quem será obrigado a falar para o cliente quando cobra de comissão é o corretor”, explicou. Mas esclareceu que “certamente a Susep poderá pressionar as seguradoras para ter a certeza de que seus vendedores estao cumprindo as regras”.

Diante de tanta polêmica nos grupos de corretores, que ainda não entendem como deverão proceder a partir da semana que vem, o blog Sonho Seguro foi perguntar para a Susep. Rafael Scherre, diretor de Supervisão de Conduta, explicou que a resolução tem o principio de trazer um tratamento adequado ao cliente. Ela se baseia em princípios internacionais, como o conceito suitability, já implementado nos bancos em relação a investimentos, bem como institucionalizar o ambiente de governança e princípios de transparência que estão explícitos nas regras exigidas pelos normativas da defesa do consumidor.

A Susep, por exemplo, faz parte da International Association of Insurance Supervisors (IAIS), uma organização voluntária de definição de padrões, orientada por membros, supervisores e reguladores de seguros de mais de 190 jurisdições em mais de 140 países. O que lá é definido, geralmente passa a ser adotado pelos países com elevado grau de confiabilidade para investidores.

Em março, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou uma espécie de guia sobre as melhores práticas de governança corporativa que devem ser adotadas pelas empresas. “Há um tópico somente com recomendações sobre intermediários e abertura de informações para evitar conflitos de interesse e assim beneficiar o consumidor”, ressalta. “Não se trata de gostar ou não da mudança. Ela é uma exigência de órgãos reguladores ligados ao consumo no Brasil e no mundo”, explicou Scherre.

Mas como será então a tal da divulgação?, questionam os corretores. A norma não estabelece se tem de ser percentual ou o valor nominal. Diz apenas que tem de divulgar a remuneração do intermediário antes da aquisição. “O Código de Defesa do Consumidor determina que o consumidor tenha mais informações antes de comprar”, reforça a Susep. “Como isso será feito faz parte das negociações entre seguradoras e corretores. Mas iremos observar se a regra esta sendo cumprida”, enfatizou Scherre.

Seguradoras e corretores queriam um tempo maior para adaptar sistemas. Depois de muitas conversas com todos do mercado, a Susep combinou com as instituições que até o final do ano será um período educativo, com a norma em vigor. “Será uma supervisão de forma orientativa. Sem multas ou cliente oculto para saber que a norma está sendo cumprida”, informou.

A Resolução, além das sanções já previstas em outras normativas, traz que o descumprimento dos parâmetros de adequação de tratamento ao cliente trazidos por ela poderão resultar em sanções de R$ 10 mil a R$ 500 mil. Mas essas multas só serão aplicadas após o período educativo. “O objetivo da norma é transformar a cultura. Com corretores e seguradoras atentos a cumprir esta transparência com o consumidor, a punição passa a ser inexistente”, argumenta.

Em 2019, o setor registrou cerca de R$ 25 bilhões pagos em comissão. Uma média de 20% por negociação. Há muitas contestações destes números. Mas, com a adoção do Sistema de Apolice Online, previsto pela Susep para breve, esta informação poderá ser acompanhada de forma online e contrato por contrato, segundo estimam especialistas que acompanham a construção do sistema.

A Susep também iniciou neste ano o cadastramento dos corretores de seguros. Dos 100 mil computados pela Fenacor, cerca de 48 mil já se cadastraram no sistema.

Desregulamentação – A Susep iniciou ontem um ciclo de reuniões virtuais com supervisores e organismos internacionais do setor de seguros. O objetivo é buscar alinhamento com práticas internacionais que estimulem a livre competição e uma regulação mais eficiente e moderna para o Brasil, tratando inclusive de questões relacionadas ao enfrentamento do Covid-19, para avançar nos processos de evolução do mercado nacional.

A agenda conduzida pela superintendente Solange Vieira e os diretores técnicos da autarquia foi iniciada com a chefe do secretariado do Comitê de Seguros e Previdência da OCDE, Mamiko Yokoi-Arai. Um dos destaques da conversa foi  a desregulamentação do setor, principalmente em grandes riscos.  As próximas reuniões devem acontecer ao longo do mês de julho e envolverão a EIOPA (Europa), NAIC (EUA) e Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Suíça, e os estados de Nova Iorque, Califórnia e Texas.

Anbima – Hoje, a ANBIMA, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais que representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, divulgou um manifesto em que defende o aprimoramento das regras que norteiam as atividades do consultor e do agente autônomo. Para este último, pregamos a multipreposição, que permitiria que ele possa trabalhar com mais de uma instituição financeira caso queira. “Também defendemos a transparência ao investidor, seja na abertura das informações quanto à remuneração dos agentes autônomos, dos consultores e demais profissionais de distribuição das instituições financeiras. A transparência também deve alcançar os custos envolvidos nas operações. Acreditamos na transparência como norte para a atuação das instituições, especialmente no relacionamento com o cliente – é esse o posicionamento que a ANBIMA persegue na construção das regras de autorregulação e nas propostas de aprimoramento à regulação”, diz o texto.