Allianz conclui aquisição das operações da SulAmérica, que recebe R$ 3,3 bilhões

A conclusão da transação posiciona a Allianz como a segunda colocada em seguros de Automóvel e a torna uma das três principais seguradoras em Ramos Elementares no Brasil. A transação leva a Allianz a uma participação de mercado de cerca de 15% no seguro de Automóvel e a 9% em Ramos Elementares no país. 

A Allianz concluiu hoje a aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica (“SulAmérica Auto e Massificados”), dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em 23 de agosto de 2019. A transação amplia a oferta de serviços para clientes e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros). “Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE e Chief Business Transformation Officer responsável pela região de Seguros Ibero-América Latina. 

“Com a compra da SulAmérica Auto e Massificados, conquistamos uma posição de liderança no crescente mercado de Ramos Elementares na maior economia da América do Sul. É também uma grande oportunidade para implantar novas tecnologias e fornecer soluções de maior qualidade para corretores e clientes locais.” 

“Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE

A Allianz não está incorporando somente as linhas de negócios, mas também capital intelectual, sistemas tecnológicos, canais de distribuição e todos os outros ativos e passivos. A expectativa é que a inteligência combinada nas operações de Automóveis e Ramos Elementares promova oportunidades de diversificação de negócios, por meio de cross selling com a nova base de clientes. 

“Hoje nasce uma nova Allianz que combina o melhor dos dois mundos. Em um momento desafiador, profissionais de ambos os lados demonstraram qualidade, profissionalismo e desempenho exemplares nesta operação. Isso permitiu a conclusão da transação antes do prazo, consolidando a marca como referência no país. Agradecemos à SulAmérica por seus esforços ao longo do processo”, diz Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil. “Damos as boas-vindas aos novos colaboradores, corretores e clientes nessa chegada ao Grupo Allianz e agradecemos, em particular, as equipes envolvidas, de ambos os lados, para fazer desta aquisição um sucesso.”

“Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella

Para Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, a conclusão da operação é um marco na história da companhia, que completa 125 anos em 2020. “O interesse da Allianz por esta operação só reforça a força e a qualidade dos nossos serviços, do atendimento e da experiência proporcionados para nossos clientes”, afirma. “É preciso enfatizar que tudo que conquistamos sempre foi por termos colaboradores engajados, comprometidos e competentes, além dos mais de 39 mil corretores de seguros e assessorias, com quem nos relacionamos há muitos anos e são uns dos responsáveis por tornar a SulAmérica desejada e admirada.” 

Com a finalização desta operação, a SulAmérica concentra seus negócios no cuidado com as pessoas. “Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella, referindo-se ao modelo de cuidado em que Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimentos formam uma SulAmérica com opções que se complementam. “Acreditamos que em cada fase da vida as pessoas precisam de proteções diferentes e, por isso, queremos cada vez mais ter uma gama de soluções para que elas possam ter o poder de escolha com autonomia e segurança.” 

O presidente da SulAmérica reforça também que o relacionamento com corretores, assessorias e concessionárias de seguros seguirão da mesma forma. “Nossa maneira de fazer não vai mudar, pelo contrário, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos parceiros, gerando bons negócios para todos. Seguiremos juntos nessa nova jornada que se inicia na SulAmérica”, assegura. Os executivos também ressaltam a atuação da Susep, em tempos de pandemia. “Tanto a Allianz quanto a SulAmérica cumpriram as orientações e regulamentações, em acesso remoto, por meio de processos eficientes estipulados pela autarquia. Portanto, foi possível para nós cobrirmos todas as etapas de um processo complexo, em tempo recorde”, diz Eduard Folch. 

O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira

“O trabalho da Susep durante todo o processo foi essencial para chegarmos até aqui”, completa Portella. A Susep fica muito feliz em verificar que o capital estrangeiro está investindo no setor de seguros brasileiro. “Acredito que temos um enorme potencial de crescimento pela frente e podemos ser parte importante na retomada do crescimento econômico. O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira, superintendente da Susep. 

Sobre a integração de operações

Por meio da transação, a Allianz terá colaboradores e infraestrutura adequada para apoiar sua ambição de crescimento: além da sede em Pinheiros e um edifício no Centro da cidade de São Paulo, a empresa possui um novo escritório no Rio de Janeiro. A nova empresa terá mais de 100 filiais e 30 C.A.S.A – centros automotivos próprios – em todo o país. “Nosso foco está na continuidade dos negócios. Todo o processo de integração será conduzido gradualmente, considerando as melhores práticas de ambas as empresas, com foco total no crescimento sustentável”, explicou Folch. 

Novo posicionamento no mercado

Por meio da transação, a nova Allianz se posicionará como uma empresa mais atraente, com notoriedade no serviço prestado para clientes, corretores e talentos locais. Embora a Allianz já esteja fortemente posicionada nas Linhas Corporativas, após a transação, a companhia se destacará também na oferta de outros produtos, alcançando uma posição de liderança no mercado brasileiro: 

– Automóvel: 2ª maior seguradora de automóveis. 

– Condomínio: 1ª no ranking. 

– Empresas PMEs: mais de 100 mil contratos no portfólio. 

– Residência: com um total de 550 mil imóveis, a empresa conquista cinco posições no ranking do mercado. 

Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados.

Ampliação dos canais de distribuição

Após a aquisição, a capacidade de distribuição da Allianz no Brasil será significativamente ampliada, com acesso a um total de 27 mil corretores, 62 assessorias e parcerias adicionais com instituições financeiras. 

“Atuamos diretamente com corretores que fazem um trabalho incrível para a Allianz. Agora, a SulAmérica Auto e Massificados traz para a empresa sua experiência com as assessorias. Combinar todas as experiências das equipes para expandir nossos canais de distribuição e estar ainda mais próximo de nossos corretores e assessorias é um dos elementos-chave do modelo de negócios. As assessorias agregarão valor aos nossos negócios e já estamos preparando os sistemas da Allianz para oferecer outros produtos, além de Automóvel”, acrescentou o presidente da Allianz Brasil.

Susep inicia consulta pública da norma que permite a emissão de ILS

Com a queda da taxa de juros, esta pode ser uma nova opção de investimento para investidores profissionais e para melhorar a estrutura de custo de captação das seguradoras

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) resolveu ampliar a regulamentação e viabilizar o financiamento por meio de emissão de títulos vinculados a riscos de (res)seguros (ILS – Insurance Linked Securities). Mecanismo comumente adotado em mercados internacionais, o ILS é uma nova alternativa para transferência de riscos de seguros e resseguros.

Nas operações de ILS, a transferência de risco se dá de uma cedente para um ressegurador local de propósito específico (RPE), que financiará a retenção deste risco por meio de emissão de dívida vinculada a riscos de (res)seguros. Este tipo de alternativa para transferência de risco vem ganhando cada vez mais espaço em mercados internacionais.

A Resolução que amplia a regulamentação e viabiliza esta inovação entra em consulta pública a partir de hoje e a sociedade poderá enviar sugestões sobre este avanço, que é mais uma oportunidade para atrair recursos para o país, ampliar as opções do mercado de capitais brasileiro e ainda exportar capacidade de resseguro, trazendo divisas para o país.

A superintendente da Susep explica que entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a redução de riscos e custos de captação para as seguradoras. “Isto possibilitará melhores preços para o consumidor, favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirma. 

Atratividade para o investidor

Sob o ponto de vista do investidor, transparência e segurança estarão garantidas, uma vez que os cedentes que quiserem participar deste tipo de operação deverão ter seus riscos registrados em sistemas de registro homologado pela Susep (SRO). Com o cenário de baixas taxas de juros, como o que estamos vivendo, esta opção de investimento pode representar um novo atrativo para os investidores, sendo uma alternativa para a composição de carteiras. 

O diretor técnico da Susep Eduardo Fraga, que está coordenando as análises para a proposta de implementação desta modalidade no Brasil, explica que, como ocorre em outras jurisdições, “este tipo de instrumento deve ser direcionado para investidores profissionais, não sendo adequado para investidores pessoas físicas diretamente, em virtude da possibilidade de perda de parte do principal investido”.

Benefícios para o setor de seguros

Sob o ponto de vista do setor de seguros, o custo de capital desta nova dívida deve ser menor que o custo de financiamento por meio de capital próprio (equity), que é uma das fontes tradicionais de financiamento de resseguradores e seguradores. Adicionalmente, a diminuição de custos nesta operação pode trazer uma redução de custos no seguro direto, feito lá na ponta para o segurado

Indicadores econômicos e repercussão em seguros em debate na CNseg

1º Webtec reúne Marcio Coriolano e os economistas Luiz Roberto Cunha e Pedro Simões

Fonte: CNseg

A estreia da série de webinars técnicos da Confederação Nacional das Seguradoras (WebTec), ocorrida nesta quinta-feira, 09, com moderação do presidente da CNseg, Marcio Coriolano; exposição do economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, Pedro Simões, e comentários do economista do professor de Economia e  decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha,  deixou pelo menos uma certeza: não há qualquer garantia de que os sinais de recuperação da atividade econômica, exibidos em maio por vários indicadores locais ou globais, serão contínuos, perenes ou sustentáveis. Entre os propósitos, o webinar técnico teve o objetivo de fornecer novos elementos para posicionamento estratégico do setor de seguros, informou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

 Marcio Coriolano repetiu o prognóstico de um ano difícil para o setor segurador, atividade que está entre os maiores investidores institucionais, com R$ 1,1 trilhão em recursos que garantem os riscos e que representam 25% da dívida pública brasileira. Para ele, a recuperação da economia ocorrerá lentamente, e os segmentos de seguros deverão ter comportamento heterogêneo, acompanhando a retomada da produção, a taxa de ocupação e a renda dos trabalhadores, que, por sua vez, afetam os segmentos de forma diferente. Ainda durante o encontro, Marcio Coriolano, ao destacar a amplitude do seguro em termos de proteção oferecida à sociedade e de investidor institucional, ressaltou que o setor ainda não tem sua relevância plenamente no meio econômico. O setor, acrescentou, cumpre uma missão civilizatória de mitigar riscos e, na sua ocorrência, desonerar atores sociais e econômicos.

O economista Pedro Simões, que palestrou sobre o tema, apresentando amplo e diverso elenco de indicadores, disse acreditar que a flexibilização da quarentena horizontal em todo o mundo deve se consolidar, refletindo-se nos índices a curto prazo. Há uma onda de otimismo global, uma consequência do esgotamento econômico e psicossocial do shutdown, e, em razão disso, um certo consenso de que os processos de isolamento social não ocorrerão na proporção do primeiro semestre do ano. Para ele, os protocolos para evitar a proliferação do contágio e a crença de que a descoberta da vacina para a cura se avizinha estão por trás dessa percepção mais otimista dos mercados globais. De qualquer forma, o número de novos casos amplia-se, mas há um viés de estabilidade ou queda na taxa de óbitos, assinalou.

Entre outros comentários, o economista Luiz Roberto Cunha adiantou que, entre outros riscos, o endividamento público decorrente dos gastos públicos para mitigar os impactos da Covid-19 está no radar de todos os agentes econômicos, porque tem enorme potencial de gerar danos ao bom ambiente de negócios, dadas as fragilidades fiscais do governo.

 Nos Estados Unidos, as despesas emergenciais contribuíram para elevar a poupança interna, algo próximo de 33% atualmente, e, à proporção que haja maior nível de confiança, tais recursos devem ser dirigidos ao consumo. No Brasil, também acredita-se que os recursos destinados a socorrer pessoas em situação de vulnerabilidade e trabalhadores contribuem para alguma reação apresentada em um pequeno grupo de atividades. 

Caixa eleva capital em R$ 425 milhões, para R$ 1,8 bilhão

IPO Caixa Seguridade

Para o ministro Paulo Guedes, o IPO da Caixa Seguridade é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje portaria na qual aprovou deliberações tomadas pelos acionistas de em 27 de abril de 2020, entre elas aumento do capital social em R$ 425 milhões, elevando-o para R$ 1,83 bilhão, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

“Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias”, afirmou o ministro em entrevista ao canal CNN Brasil, na noite de domingo passado. Sem detalhar quais seriam os movimentos para os próximos 90 dias, Guedes citou o exemplo das subsidiárias da Caixa. “Esse ano é um excelente ano para fazer um IPO (abertura de capital) grande de 20 a 50 bilhões. Segundo ele, o IPO da Caixa Seguridade, empresa de venda de seguros e planos de previdência privada, é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora.

A Caixa Seguridade iniciou o ano de 2020 com duas novas parcerias estratégicas, dando continuidade ao processo competitivo para reestruturação da operação de seguros iniciado em 2019. No dia 06 de janeiro, foi firmado acordo de associação com a Tokio Marine Seguradora, para os ramos de seguros Habitacional e Residencial, e no dia 20 de janeiro, com a Icatu, para o ramo Capitalização.

As associações contemplam a formação de novas sociedades, que explorarão por 20 anos os respectivos ramos na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal. Os acordos preveem o repasse para a CAIXA de R$ 1,52 bilhão, pela Tokio Marine, e R$ 180 milhões, pela Icatu. As novas companhias terão gestão e governança compartilhada entre os sócios de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista. A Caixa Seguridade será remunerada com as despesas totais de comercialização por produto em valores pré-definidos, além de uma taxa de performance atrelada ao desempenho anual em volume e lucratividade.

No primeiro trimestre de 2020, a companhia acumulou R$ 413,9 milhões de lucro líquido recorrente, registrando crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2019, com 34,8% de ROE e 84% de Margem Líquida.

Veja a íntegra da portaria:

Portaria nº 392, de 12 de junho de 2020

O COORDENADOR-GERAL DE REGIMES ESPECIAIS E AUTORIZAÇÕES DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da competência delegada pela Superintendente da Susep, por meio da Portaria nº 7.346, de 25 de abril de 2019, tendo em vista o disposto na alínea “a” do artigo 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e o que consta do processo Susep nº 15414.606746/2020-99, resolve:

Art. 1º Aprovar as seguintes deliberações tomadas pelos acionistas de CAIXA SEGURADORA S.A., CNPJ nº 34.020.354/0001-10, com sede na cidade de Brasília – DF, nas assembleias gerais ordinária e extraordinária realizadas cumulativamente em 27 de abril de 2020:

I – eleição de membros do conselho fiscal;

II – aumento do capital social em R$ 425.000.000,00, elevando-o para R$ 1.835.000.000,00, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal; e

III – reforma e consolidação do estatuto social.

Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS AUGUSTO PINTO FILHO

Chubb estima perdas de US$ 1,1 bilhão no 2. tri por Covid-19

Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior

Fonte: Chubb

A Chubb Limited anunciou estimativas líquidas globais de perdas por catástrofe para o segundo trimestre de 2020 de US$ 1,510 bilhão após os impostos. Essas estimativas incluem perdas pandêmicas globais do COVID-19 de US$ 1,157 bilhão, e outras perdas de catástrofes naturais de US$ 249 milhões, principalmente atribuíveis a eventos climáticos graves nos Estados Unidos. As perdas com COVID-19 representam a melhor estimativa da empresa de perdas com seguros finais resultantes diretamente da pandemia e consequentes crises econômicas.

A estimativa de perda antes dos impostos COVID-19 compreende perdas curtas de US$ 605 milhões geradas principalmente por produtos de lucro cessante relacionados a imóveis comerciais e de entretenimento e produtos de acidentes e saúde (A&H), incluindo produtos de seguro de viagem; perdas de US$ 553 milhões relacionadas a produtos de seguro de responsabilidade civil, incluindo responsabilidade profissional (diretores e executivos, práticas de emprego, responsabilidade profissional, etc.), remuneração de trabalhadores e outros produtos relacionados a responsabilidade; e perdas de US $ 107 milhões relacionadas a exposições de crédito de seguros, incluindo garantia, risco político e crédito comercial.

Substancialmente, todas as perdas de produtos de seguros relacionados a passivos e créditos são classificadas como reservas incorridas, mas não reportadas (IBNR). A estimativa de perda também inclui uma provisão de US$ 100 milhões do IBNR para compensar a incerteza adicional nas estimativas em torno das apólices de seguros corporativos, acidentes e exposições relacionadas a crédito, devido a esse evento sem precedentes.

Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior. Essas estimativas de perdas por catástrofe são líquidas de resseguro, incluem prêmios de reintegração e compreendem perdas geradas pelos riscos comerciais e pessoais da empresa e acidentes, negócios de A&H e de seguro de vida, bem como suas operações de resseguro globalmente.

Professor Diogo Robaina destaca a importância da educação financeira na Conversa com o Especialista

Ao iniciar seu planejamento, tenha em mente os objetivos e as metas que pretende alcançar, sempre divididos em curto, médio, longo e muito longo prazo

Fonte: Icatu 

O professor Diogo Robaina foi o convidado da live desta quinta-feira, realizada pela Icatu Seguros em seu canal do YouTube. Diogo, que dá aulas na CASA DO SABER RIO e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou ao público de forma direta e muito simples a importância da educação financeira em todas as fases da vida e deu dicas importantes para que as pessoas passem a organizar melhor o orçamento e consequentemente tomem melhores decisões. Especialista em pessoas, a Icatu apoia iniciativas ligadas ao incentivo da cultura e do conhecimento e é uma das patrocinadoras da CASA DO SABER RIO. 

Segundo o Relatório de Economia Bancária do Banco Central, o Brasil conta hoje com cerca de 4,6 milhões de endividados que devem mais do que podem pagar a instituições financeiras. Muito dessa realidade pode ser evitada com um acompanhamento constante das finanças, mesmo que de forma simples, que ajude a pessoa a entender como está gastando seu dinheiro. 

Para Diogo, elementos como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos são itens que fazem parte da rotina financeira da maioria das famílias e antes de começar qualquer planejamento é importante entender de que forma eles comprometem o orçamento doméstico. 

Ao iniciar seu planejamento, tenha em mente os objetivos e as metas que pretende alcançar, sempre divididos em curto, médio, longo e muito longo prazo.

Após essa definição, é hora de colocar o que foi planejado em prática, sempre avaliando os resultados apresentados. “Não espere até ter uma quantia específica para se planejar financeiramente. O importante é começar, mesmo com pouco”, afirma Diogo. 

Para ajudar a desenvolver a disciplina na hora dos gastos, Diogo aconselha um importante indicador para a tomada de decisão de compra: calcular o preço do item de acordo com sua hora de trabalho. “Quando eu olho para algo que quero comprar e sei quantas horas de trabalho aquilo representa para mim, é mais fácil avaliar se vale realmente a pena. Para descobrir o número, basta dividir o seu salário por 200”, ensina. 

O uso de planilhas financeiras e aplicativos também é visto como um aliado para ajudar na organização. Com essa ajuda é possível separar os gastos por centros de custo, como alimentação, educação, saúde, moradia, lazer, o que permite uma visão importante de como o dinheiro é gasto e onde é possível fazer ajustes e reduções. Para não se perder nos valores, vale seguir uma regra simples: 40% do orçamento destinado para gastos fixos, 30% para gastos variáveis e os outros 30% para reserva e investimentos. 

Para quem está endividado, Diogo sugere uma lista de todas as dívidas, buscar soluções viáveis de renegociação e começar o pagamento a partir das contas com maiores taxas de juros. Nesse caso o foco inicial é quitar as pendências, para depois começar a poupar. 

“O desequilíbrio financeiro afeta muito nosso lado emocional, portanto é importante falarmos sobre educação financeira desde cedo, com nossos filhos, na nossa casa. É algo que precisa fazer parte da rotina dos brasileiros”, conclui.

Para conferir o conteúdo completo, acesse

Podcast AIG Play discute a conscientização ambiental das empresas e a prevenção de riscos

Especialistas em Riscos Ambientais da AIG discutem o impacto dos danos ambientais a empresas de diferentes segmentos e quais as medidas de prevenção mais adequadas

Fonte: AIG

Está no ar o mais novo episódio do Negócio Seguro AIG Play , um canal de podcasts com conteúdos exclusivos sobre os riscos nos negócios, com uma linguagem fácil e direta, sempre com a presença de especialistas nos temas abordados. A conversa mais recente é sobre a importância de programas de prevenção a riscos ambientais nas empresas de diferentes setores e algumas dicas para colocar em prática planos para uma resposta ágil a incidentes que possam acerretar em poluição ao meio ambiente. O podcast pode ser acessado e ouvido diretamente pelo blog Negócio Seguro AIG ou pelas plataformas de podcast Anchor e Spotify ,  Apple Podcasts , Google Podcasts , Castbox , Overcast e Breaker .  

Mônica Machado, Especialista da AIG em Riscos Ambientais, e Katiuscia Brandão, da área de Sinistros Ambientais da AIG, convidam Marco Ferreira, Diretor Técnico na Sustenseg, para debater a conscientização de risco ambiental nas empresas, as exigências das regulamentações vigentes no país e exemplos práticos de contenção e remediação de danos, que podem ser pelo tombamento de cargas próximas a áreas protegidas, poluição acidental em corpos hídricos e no ar etc. “Na minha experiência de ajudar as empresas a avaliar sua exposição ao risco ambiental, pude observar situações em que incidentes não só causaram dano direto ao meio ambiente, como a poluição de rios ou emissão de gases poluentes na atmosfera, mas que geraram prejuízos enormes às empresas pela falta de agilidade na reparação da área afetada e desconhecimento quanto às regras de fiscalização e plano de ação”, conta Mônica. 

Durante a conversa, eles também abordam a importância da prevenção no dia a dia do negócio, uma vez que o risco ambiental está presente nos mais diversos segmentos da indústria e serviços; e empresas e seus administradores são responsáveis por eventuais danos, criminalmente. “Desde as grandes indústrias até operações mais simples, a exemplo de um prédio comercial que possui em seu subsolo tanque de combustível para aquecimento de caldeiras, ao setor de serviços, como hospitais, hotéis, que podem gerar impactos ambientais, em todos esses segmentos, a gestão do risco ambiental é fundamental”, completa Mônica. 

O objetivo do blog Negócio Seguro AIG e dos podcasts Negócio Seguro AIG Play é levar mais informação sobre os riscos nos negócios, em uma linguagem simplificada, com foco maior na contribuição do seguro como investimento e parte do planejamento empresarial em diferentes segmentos. Confira também os episódios Negócio Seguro AIG Play sobre gestão de riscos cibernéticos e a Lei Geral de Proteção de Dados, e dicas a empresas interessadas em expandir suas operações para além das fronteiras nacionais. 

Pandemia acelera consenso em torno de mudanças na saúde

Fonte: FenaSaúde

A pandemia causada pelo novo coronavírus está ajudando a acelerar mudanças que há muito tempo vinham sendo ensaiadas na saúde e que agora se mostram ainda mais necessárias.

É o caso da maior interação entre os sistemas público e privado, da necessidade de atualização das regras que regem a saúde suplementar e da transição para modelos baseados na geração de valor para os pacientes, com maior foco em prevenção e atenção primária.

Estas foram algumas das conclusões do webinar “Covid-19: Os desafios da saúde em tempos de pandemia”, promovido nesta quarta-feira (8/7) pelo Real Hospital Português, de Recife.

“Chegamos à conclusão de que temos muito a ganhar agindo juntos e não separados. Precisamos estar unidos na luta por mudanças e avanços. Isso vai ser benéfico para a sociedade como um todo: usuários, prestadores e SUS. Com a pandemia, saúde pública e suplementar estão cada vez mais conectadas”, disse Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde, durante o webinar.

Ela ressaltou que a pandemia reforça a importância da complementaridade entre os sistemas público e privado de saúde, assim como da união dos agentes do setor em busca de soluções e respostas à nova realidade. Isso se mostra ainda mais premente diante das dificuldades econômicas que advirão das restrições causadas pela covid-19.

Neste sentido, um dos maiores desafios para a sociedade como um todo será encarar um contexto econômico completamente diferente nos próximos meses e anos, com queda da atividade e alta do desemprego, e os efeitos disso sobre a assistência à saúde. Entre as respostas, estão mudanças regulatórias que facilitem e ampliem o acesso de mais pessoas a planos e seguros de saúde privados.

“Está cada vez mais claro que um dos nossos desafios é desenvolver modelos que nos permitam ampliar acesso e trazer mais pessoas para a saúde suplementar, o que é bom para os usuários, bom para os prestadores e bom também para o SUS. Cada vez mais, temos que buscar alternativas que dependam menos do emprego formal”.

Os debatedores do webinar ressaltaram a importância das operadoras de planos e seguros privados como setor que irriga toda a cadeia de saúde, garantindo o bom funcionamento da assistência e a remuneração dos prestadores. 

“Manter esta rede saudável e funcionando bem é bom para todos: beneficiários, SUS e prestadores. As operadoras têm reiterado seu empenho para que esta cadeia mantenha-se forte e atuante”, destacou Vera.

Um dos riscos para a continuidade dos atendimentos está na “pandemia de projetos de lei e decisões judiciais” que ameaça interferir no funcionamento do setor – em muitos casos, em função da falta de entendimento mais claro sobre como funciona o sistema. “Muitas destas propostas versam sobre inadimplência, anistiando o não pagamento. A questão é: como pagar a rede de prestadores numa situação assim?”

Além de Vera Valente, participaram do webinar o diretor médico do Real Hospital Português, Cristiano Hecksher; o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini; o juiz Luiz Mario Moutinho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, e a advogada Angélica Carlini, diretora da Carlini Sociedade de Advogados. O webinar foi moderado pela superintendente do Real Hospital Português, Jaquelinne Lira.

Entre outros temas, os debatedores também abordaram os riscos da judicialização na saúde, em que decisões isoladas acabam funcionando como “regulações anômalas” que deturpam direitos e deveres; a necessidade de transição para novos modelos de remuneração baseados na geração de valor para os pacientes; além da maior ênfase na prevenção e na atenção primária que deve advir a partir dos efeitos da pandemia na assistência à saúde.

AXA no Brasil tem plano de contingência para a região Sul do país

Até o momento, dos sinistros comunicados à seguradora, houve maior incidência nos ramos de Condomínio (55%), Empresarial (32%) e Property (12%)

Fonte: AXA

Após o “ciclone bomba” que atingiu a região Sul do Brasil, afetando 171 cidades, a AXA implementou rapidamente um plano de contingência para atender e apoiar corretores e segurados. Com mais de 80 bases de atendimento na região, a companhia orientou todos os prestadores, preparando-os para deslocar vistoriadores de bases vizinhas caso necessário, além de reforçar a atuação da Vistoria Remota para agilizar os processos e garantir o atendimento do segurado. Para condomínios, a seguradora disponibiliza ainda assistência 24 horas para serviços emergenciais.

“Estamos trabalhando de forma conjunta com as áreas de prestadores de serviços, riscos, e  comercial para garantir uma atuação integrada e que garanta o bom atendimento do segurado e do corretor por quaisquer meios que ele venha a nos acessar. Com reportes diários, as equipes estão preparadas para orientar clientes e responder rapidamente às ocorrências, mitigando as perdas” afirma Arthur Mitke, diretor de Sinistros da AXA no Brasil.

Até o momento, dos sinistros comunicados à seguradora, houve maior incidência nos ramos de Condomínio (55%), Empresarial (32%) e Property (12%). “A interação entre os times e a troca constante de informação contribui para que possamos atender à todos, priorizando os clientes afetados e a indenização dos prejuízos com total agilidade. Mobilizamos nossos especialistas e parceiros para atender os corretores e os clientes e permitir que retomem seus negócios e atividades o quanto antes”, diz Antonio Viana, superintendente Comercial da região Sul (foto).

Valor: Santander moderniza área de seguros

À frente do projeto está Marcelo Labuto, ex-presidente do Banco do Brasil, que tem passagem pela BB Seguridade

Fonte: Valor Econômico

O Valor Econômico informa que o Santander Brasil vai investir RS 90 milhões nos próximos três anos para reformular a área de seguros, operada no país e na América Latina via uma joint venture com a suíça Zurich. À frente do projeto está Marcelo Labuto, ex-presidente do Banco do Brasil, que tem passagem pela BB Seguridade e que chegou ao Santander em abril para a diretoria de varejo, mas logo se deparou com os escritórios vazios devido à quarentena.

Ao seu lado na empreitada de reformular a área de seguros está Felipe Bottino, que antes era executivo-chefe da Pi, a plataforma de investimentos do banco. “O Santander entende que o setor de seguros é uma grande oportunidade, porque tem uma complementariedade muito grande com o negócio bancário”, afirma Labuto ao Valor, em sua primeira entrevista desde que chegou ao banco. “A grande questão, no entanto, é que a instituição financeira tem uma base de clientes fantástica, mas que é carente de negócios de seguros.”

Para Victor Schabbel, analista do Bradesco BBI, o acordo com a Zurich é bastante benéfico para o Santander, que recebe boas comissões, mas não tem o risco de subscrição dos seguros. “É de fato um acordo que deixou o Santander exposto a um business atrativo e ‘capital light’”, comenta. Em relatório recente, a consultoria Eleven apontou que o Santander ainda tem a menor participação da receita de seguros entre os grandes bancos, mas lembra que no fim de 2018 a instituição lançou com a HDI uma plataforma digital para o seguro auto.