Motoristas de aplicativo têm acesso facilitado ao seguro de vida com auxílio da tecnologia

seguro de vida

Atentas ao mercado, a startup O2OBOTS e a MAG Seguros disponibilizam seguro de vida exclusivo para motoristas de aplicativo e apostam em crescimento no 1º semestre

Fonte: O2OBOTS

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há hoje, no país, mais de 1,1 milhão de motoristas de aplicativo. Estes profissionais têm esta atividade como única fonte de renda para garantir o sustento familiar. Expostos a diversos riscos no dia a dia de sua atividade, os motoristas estão buscando respaldo em um seguro de vida diferenciado e de fácil contratação que oferece, dentre outras possibilidades, cobertura para perda de renda por incapacidade temporária como medida de proteção.

A inovação é da insurtech O2OBOTS em parceria com a MAG Seguros (antiga Mongeral Aegon), responsáveis por lançar o primeiro seguro de vida com coberturas exclusivas para motoristas de aplicativo do país, vendido por meio do WhatsApp e Facebook Messenger. Já utilizado por grupos de motoristas de aplicativo testados pela startup, agora o seguro começa a ser distribuído para os primeiros 10 mil motoristas pertencentes a aplicativos regionais de mobilidade urbana, concorrentes dos líderes de mercado Uber e 99.

A procura de seguro de vida por motoristas de aplicativos tende a manter-se em alta nos próximos meses ao passo que mais pessoas, assim como na última crise econômica brasileira, devem buscar nesses aplicativos uma possibilidade de ganhar dinheiro diante da redução salarial e da perda de empregos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho a ameaça à força de trabalho atinge hoje mais de 140 milhões de pessoas na América Latina e Caribe. Somente no Brasil a Covid-19 pode deixar 12,6 milhões de pessoas desempregadas e elevar a taxa de desemprego de 12% para 23,8%, conforme estudo do Ibre/FGV.

O interesse pelos seguros de vida individual entre os motoristas de aplicativo surge justamente nesse momento de preocupação e cuidados com o futuro pensando na segurança da família. Na retomada gradual de diferentes setores econômicos, a expectativa é que parte da população prefira o transporte particular e motoristas de aplicativos para evitar o uso de meios de transporte coletivos – ônibus, metrô e trem.

Ainda recente no país, esta modalidade de seguro exclusivo para os motoristas de aplicativo entrou em operação pouco antes do surto de coronavírus numa iniciativa inédita da startup O2OBOTS e a MAG Seguros (antiga Mongeral Aegon), que firmaram parceria no programa de aceleração BNDES Garagem. Juntas, as companhias ensinaram a plataforma de inteligência artificial “Segurobot” a vender online os seguros da MAG pelo WhatsApp e o Facebook Messenger, com foco na proteção individual e familiar deste nicho de profissionais.

A tecnologia lançada pela Insurtech demanda apenas a resposta para duas perguntas – data de nascimento e renda mensal – para a apresentação das cotações de seguro aos usuários e, em caso de contratação, o tempo total estimado de cada operação é de apenas sete minutos, usando o WhatsApp. Para configurar o seguro de vida, a inteligência artificial combina coberturas de perda de renda por incapacidade temporária, doenças graves, internação hospitalar e assistência funeral familiar. O seguro promove também quatro sorteios mensais, cada um no valor de R$ 10 mil, com mensalidades acessíveis.

De acordo com Leonardo Rochadel, CEO da O2OBOTS, o lançamento deste seguro na plataforma ocorreu em momento oportuno: acredita-se que nos próximos cinco anos o mercado segurador deve gerar R$ 95 milhões em prêmios, somente com o nicho de motoristas de aplicativo. “O mercado de seguro de vida está frente a uma das maiores oportunidades dos últimos 200 anos! Nunca a população esteve sujeita a uma mudança de comportamento tão brusca e nunca esteve tão sensível e pensando tanto em proteger a família”, afirma.

“As companhias combinaram coberturas para criar um produto fácil de entender e criaram uma jornada rápida de contratar. As interfaces de conversação foram desenvolvidas e ajustadas para oferecer uma experiência digital enriquecedora para os clientes, contando com o atendimento consultivo de Corretoras de Seguros, integradas na plataforma e credenciadas pela Seguradora”, completa Rochadel sobre a iniciativa.

Inovação – Além do impacto social causado pela ampliação da população com cobertura de seguro de vida, a inovação também demonstra uma contribuição importante à aceleração do processo de digitalização do setor para atender diferentes nichos massificados. Para Luciano Périco, diretor de Afinidades e Novos Negócios da MAG Seguros, o momento agora é de facilitar o acesso aos produtos de proteção. “Buscamos oferecer uma proteção para os motoristas de aplicativos e criamos um seguro fácil de entender e tão rápido de contratar que pode ser feito até com o WhatsApp, especialmente em um momento em que todos estão preocupados em proteger suas famílias”, explica.

Segundo Leonardo Rochadel, foi desenhado um modelo de negócios inovador, em conjunto com a seguradora, para viabilizar um mecanismo “indique e ganhe”, que estimula a recomendação do seguro nos grupos de motoristas de aplicativo e recompensa os usuários que indicam com valores financeiros (“cash-back”). Quando as pessoas estão satisfeitas com a proteção, elas promovem para os mais próximos e essa agenda positiva pode ajudar a proteger muitas famílias que dependem dos rendimentos gerados a partir desta atividade.

O executivo da MAG Seguros aponta que a estratégia da seguradora de investir em inovação nos últimos anos já apresenta resultados. O brasileiro mudou o seu comportamento em relação ao seguro de vida e o uso da tecnologia está sendo fundamental para esse novo momento. Com faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2019, a MAG Seguros apresenta um crescimento médio anual de 22% na última década e alcançou um incremento de 17% em receita no primeiro trimestre deste ano.
A O2OBOTS registrou na última semana de abril aumento de 167% no número de pessoas que iniciaram a jornada de contratação de seguro de vida por meio de sua plataforma de inteligência artificial e, em março, teve faturamento 233% superior ao mesmo mês no ano passado.

MAG Live traz perspectivas da economia brasileira na pandemia

MAG Seguros CORONAVIRUS

Debate promovido pela MAG Seguros trata dos impactos econômicos e riscos ficais durante e após o coronavírus 

A nova edição da MAG Live, realizada nesta quarta-feira (10/6), abordou as várias medidas econômicos tomadas pelo Governo durante a pandemia e os riscos fiscais envolvidos. O debate contou com a participação de especialistas reconhecidos no mercado como o Subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Tesouro Nacional, Pedro Jucá Maciel, a Consultora e Doutora em Economia pela USP, Zeina Latif e a estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira. O fórum apresentou as preocupações que a pandemia da Covid-19 tem causado à economia brasileira e os riscos fiscais gerados por ela. 

O Subsecretário Pedro Jucá ressaltou as dificuldades que o país tem enfrentado e a preocupação em investir nas prioridades da sociedade no atual momento. “O Brasil nunca ampliou tanto suas dívidas e recursos para suprir as necessidades dos brasileiros como nesta pandemia. Em 2020, houve um choque nas despesas enquanto as receitas estão caindo. Vamos ter que pagar essa conta no futuro. Esse é o nosso desafio. Não podemos conviver com esse déficit por muito mais tempo”, comentou. 

Jucá reforçou a necessidade de se realizar um reajuste na dívida bruta e nas despesas do país. “O espaço para novas despesas está bastante limitado no Brasil. É importante entendermos que as medidas tomadas para combate à Covid-19 são temporárias e que não podem se tornar fixas. O país, assim como todos os outros emergentes, sairá enfraquecido da pandemia, mas conseguiremos cumprir nosso teto de gastos até o fim desse governo”, revelou o Subsecretário. 

A economista Zeina Latif fez uma análise ampla dos impactos da pandemia sob o ponto de vista econômico. “Estamos falando de uma crise severa, que machuca muito o setor produtivo e não existe volta rápida da economia nesse momento, pois o país sairá muito enfraquecido da pandemia. O setor da indústria é o que mais me preocupa”, sentenciou. “Ter uma ancoragem macroeconômica significa reforçar a necessidade de reformas. As reformas que a gente estava discutindo lá atrás pré-pandmeia se tornaram ainda mais urgentes. Só dá para equilibrar deterioração fiscal de um lado, e garantir ambiente macroeconômico e recuperação, se a gente enxergar que o Governo tem uma agenda de ajuste fiscal e que ele é exequível. Quer dizer, se há condições políticas. Tem plano e tem capacidade de execução. É isso que os mercados monitoram e o que vai ser essencial para a gente avaliar o comportamento da curva de juros lá na frente”, completou 

A respeito das preocupações do mercado financeiro, a estrategista Patrícia Pereira pontuou a importância da prudência. “Quando falamos sobre a melhora substancial do mercado de meados de maio para cá, é importante tratarmos com muita cautela. Conforme Jucá ressaltou, a preocupação do mercado é que as despesas relacionadas às medidas tomadas neste período de pandemia escorreguem para o ano de 2021. Por isso, o mercado vem agindo com cuidado”, finalizou a estrategista. 

Ao encerrar, o Subsecretário ressaltou que o país tem possibilidade de recuperação, ainda que não imediata, mas ela acontecerá de forma equilibrada. “Poucas mudanças podem trazer grandes retornos. Se conseguirmos resolver o setor fiscal e avançarmos na agenda de melhorias de negócios e estabilidade fiscal, o Brasil tem tudo para decolar. Nós temos uma demografia favorável e graças a isso ganhamos uma oportunidade, que não é eterna. Isso nos dá tempo para analisarmos o que deu certo no mundo e tentarmos copiar”, finalizou Jucá. 

Artigo: A pandemia e o imperativo do resseguro estatal

Maior crise econômica desde a grande crise de 1929 reabre o debate sobre a necessidade do resseguro público no Brasil

por Ernesto Tzirulnik e Vítor Boaventura*

Nos últimos três anos, a sociedade brasileira assistiu atônita à materialização de grandes riscos. Com frequência assustadora, as enchentes e os deslizamentos de terra assolaram o Brasil. Com os incidentes de Brumadinho e Mariana, nas Minas Gerais, e o misterioso derramamento de óleo na costa brasileira, a figura se completa: a sociedade brasileira vive, no cotidiano, os efeitos da ocorrência de riscos catastróficos. 

Não bastassem os riscos que a recorrência parece condenar à inevitabilidade, atualmente, vivenciamos a materialização de outros riscos, igualmente latentes e recorrentes (pensemos por um momento na dengue e no zika): aqueles decorrentes da situação de pandemia, desta vez do novo coronavírus (SARS-CoV-2). A propagação rápida e a letalidade da COVID-19 (a doença provocada pelo novo coronavírus) ampliaram de maneira substancial a consciência coletiva para esses riscos. Sobretudo porque, no espectro do porvir, seja em decorrência da crise climática ou não, outras pandemias podem acontecer, além de riscos de outras naturezas, com impactos potencialmente tão devastadores quanto aqueles decorrentes da pandemia. Entre os novos riscos que tiram o sono da humanidade estão os cibernéticos e os de terrorismo. 

O impacto da pandemia sobre o convívio cotidiano e a atividade econômica, assim como a citada materialização de riscos catastróficos, como os decorridos de um “cenário de pandemia”, dos riscos cibernéticos e do terrorismo, trazem desafios substanciais a seguradores, resseguradores e retrocessionários. A frequência com que os riscos de grande magnitude têm ocorrido no Brasil, e no mundo, incita o debate aprofundado, e despido de matizes da polarização ideológica, a respeito do financiamento da atividade seguradora e resseguradora, com o objetivo de resguardar o interesse público na regular prestação desses serviços financeiros para a sociedade, sobretudo em ‘tempos tormentosos’, seja para a mitigação das consequências da materialização de um risco, seja para evitar a sua ocorrência. 

O paradigma de que seria possível, através da liberalização econômica do mercado de seguros e resseguros brasileiro, garantir às empresas e indivíduos da sociedade brasileira recursos suficientes para o desenvolver de um modelo funcional de cobertura para todos os riscos que se fizerem necessários, pode estar ameaçado pela profunda recessão global – a maior desde a grande crise de 1929 –, e também pela natureza dos riscos contra os quais a sociedade busca, e progressivamente buscará, proteger-se. 

O mercado de seguros é fortemente regulado, e para cada risco que os seguradores desejarem cobrir, precisam cumprir rígidas regras de solvência. Por exemplo, para cada risco coberto, os seguradores devem proceder provisões técnicas, além de estarem limitados, na sua capacidade de acumulação de um risco isolado, pelo seu chamado ‘patrimônio líquido ajustado’. A alternativa disponível aos seguradores para superarem limitações regulamentares de acumulação de risco é a contratação de ‘resseguro’, que é “o seguro do seguro”. 

No Brasil, até o ano de 2007, havia um monopólio estatal de resseguros, visto como positivo para muitos, com muitas críticas por outros. Independentemente da correição ou equívoco da decisão, naquele ano, o Congresso Nacional e o governo acordaram a liberalização do mercado de resseguros no Brasil: o então monopolista Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) foi privatizado, e o mercado brasileiro encontra-se aberto para a presença de grupos resseguradores nacionais e internacionais. Tudo leva a crer, portanto, que o mercado estaria pronto e fortalecido para enfrentar grande teste de stress.

A pandemia, a crise econômica e a necessidade do seguro

Desde a liberalização, os mercados segurador e ressegurador nacionais se desenvolviam com bastante vigor financeiro, embora tenha-se observado, sobretudo nos chamados “seguros de grandes riscos”, o paulatino achatamento das coberturas, com a depressão do conteúdo dos contratos em desfavor dos segurados. A saúde financeira das empresas promete ser capaz de dar conta de superar a crise causada pela pandemia do novo coronavírus – porém há algumas bandeiras de alerta sendo levantadas. 

Na perspectiva do mercado segurador, o aumento imprevisto de um determinado risco, concentrado em um produto específico de suas carteiras, não é financeiramente relevante. No caso particular da pandemia de COVID-19, contudo, a cada dia se eleva a preocupação, por parte de seguradores e resseguradores em todo o mundo, sobre a possibilidade de serem compelidos a indenizar clientes pelos danos causados pelas ‘consequências pandêmicas’[1], especialmente em relação às coberturas de lucros cessantes, seguros de crédito, e adiamentos e cancelamento de eventos, como grandes torneios esportivos internacionais – caso de Wimbledon[2] e Olimpíadas[3] – e artístico-culturais. 

Essa percepção se eleva, e se projeta também sobre o cenário do pós-crise, na medida em que se amplia a compreensão dos impactos das imprescindíveis políticas de isolamento social para contenção da pandemia sobre a atividade econômica do mundo. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, projeta uma recessão global de, pelo menos 3% para o ano de 2020, a maior desde a Grande Depressão[4]. 

Nesse ambiente de elevada pressão, haverá, por parte das empresas, como resultado da assimilação das consequências econômicas e psicológicas da pandemia, uma maior demanda por coberturas mais amplas e completas. Por sua vez, muitos seguradores podem passar a evitar a comercialização de determinadas linhas de coberturas e incluir disposições contratuais com o objetivo de ilidirem-se de responsabilidades decorrentes de circunstâncias de pandemia. 

O pós-pandemia e a recuperação da economia nacional

No mundo pós-pandemia, não é improvável que se observe um desequilíbrio entre a oferta nacional e internacional de resseguro e a demanda dos seguradores locais, que precisariam recorrer a esse serviço para que possam atender às demandas sociais, sobretudo de países periféricos, como o Brasil, por coberturas mais amplas. Nesse contexto, eventual redução da oferta ao mercado segurador nacional – baseado nos resseguradores privados, nacionais e internacionais, desde a mencionada liberalização do mercado de resseguros e quebra do monopólio estatal em 2007 – pode resultar duplamente: i) da profunda recessão global, prevista como a maior desde a grande crise de 1929; ii) da reformulação dos produtos de cobertura, como resposta à novas coberturas por parte dos consumidores, ou para o cumprimento de atos normativos. 

Com efeito, as seguradoras podem enfrentar dificuldade em contratar resseguro, assim inviabilizando coberturas que seriam muito importantes durante a retomada da economia, quando passada a fase mais crítica do isolamento social. 

Quando se constata tão claramente a possibilidade de existir um problema distributivo em um produto revestido de essencialidade para a recuperação da economia nacional e a socialização dos riscos mais sensíveis à humanidade, justifica-se a intervenção regulatória, pelo Estado, apta a reequilibrar a balança e garantir funcionalidade ao produto, à sua distribuição e ao preço. Historicamente, cenários semelhantes justificaram variadas formas de intervenção através de ferramentas de regulação estatal no Brasil e no mundo. 

Algumas vezes, a intervenção se dedica ao desenho institucional para garantir a oferta do produto, sua padronização e a universalização da cobertura, sendo o seguro DPVAT um exemplo salutar. Em outros momentos, o Estado entra em campo para não apenas garantir a oferta, como para subsidiar parte do pagamento das indenizações, de maneira que o mercado segurador não tenha, sozinho, que acumular esse risco, cuja mitigação dos efeitos interessa a toda a sociedade. Um exemplo desta última maneira de intervenção, atualmente, são os seguros rurais – ferramenta crucial para a socialização dos riscos do campo e de atingimento dos objetivos da política agrícola – que tem indenizações subsidiadas em elevados percentuais pelo Estado brasileiro. 

No caso particular dos seguros rurais, cabe destacar, a intervenção do Estado precisou ultrapassar a fronteira normativa para, diretamente através da disponibilização de recursos, financiar esta linha de produtos. Isto se deve ao fato de os seguros rurais oferecerem uma série de riscos econômicos aos seguradores, como a simultaneidade com que ocorrem os sinistros – um evento de estiagem prolongada, por exemplo, provoca a quebra de diversos produtores de uma mesma região – além de custos envolvidos com a capilaridade no território, todos exemplificativos do porquê é inviável manter o equilíbrio entre oferta, demanda, conteúdo e preço do produto sem a intervenção estatal. 

Como os grupos resseguradores podem apresentar padrões estritos de assunção de riscos, e não partilhar do interesse da sociedade em um determinado produto, podem decisivamente influenciar sua comercialização ou a reformulação do seu conteúdo. Não à toa, no dia-a-dia do mercado segurador não é incomum ouvir-se que “quem controla o resseguro controla o seguro”.

Sendo o caso de o mercado segurador padecer do enxugamento dos canais internacionais de recursos em decorrência da depressão econômica, deve o Estado brasileiro pensar em uma solução. Isto porque, novamente, no momento de retomada da economia, durante a necessária reconstrução da indústria nacional, a oferta de seguros assumirá um caráter de essencialidade. 

Nessa hipótese, não se afigura outra possibilidade senão a de o Estado assumir a sua cobertura, seja diretamente, por subsídio ao seguro, seja indiretamente, através da criação de fundos de resseguro para garantir disponibilização de um determinado seguro. Foi isso que se observou, nos Estados Unidos, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, com a aprovação, pelo Congresso americano, do Terrorism Risk Insurance Program (TRIP), recentemente estendido até 2027. 

O TRIP é financiado e administrado diretamente pelo Departamento do Tesouro norte-americano, e garante recursos para a operacionalização de coberturas contra terrorismo. Igualmente, o programa Pool Re foi uma cooperação do estado britânico com a indústria de seguros para garantir cobertura por danos causados por atos terroristas em meados dos anos 1990. Na Alemanha, a solução para a cobertura de danos ligados ao terrorismo foi a Extremus, um produto securitário lastreado por uma garantia estatal, que oferece às empresas proteção contra os grandes riscos relacionados com o terrorismo (incêndio e interrupção das atividades, acima de 25 milhões de euros). 

A pandemia de COVID-19 já fez irromper a demanda por uma solução estatal para lidar com a dificuldade de oferta de produtos com a amplitude e conteúdo requeridos pelas empresas nos Estados Unidos, onde já circula, no Congresso Nacional, a minuta do que será o Federal Pandemic Risk Reinsurance Program[5]

A ABGF como alternativa

No Brasil, uma alternativa palatável e de fácil implementação seria dar forma a uma linha de cobertura contra a materialização de grandes riscos relacionados às circunstâncias excepcionais de uma pandemia através da Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF)[6], uma empresa pública cuja finalidade é “administrar fundos garantidores e prestar garantias às operações de riscos diluídos em áreas de grande interesse econômico e social”[7].

No seu nascimento, a ABGF representou uma tentativa de governo e Congresso reverterem as dificuldades enfrentadas por algumas empresas nacionais ao pleitear a cobertura de riscos, que resultaram do afastamento do Estado brasileiro das relações securitárias, de que foi significativa a abertura do mercado de resseguros. Isto ocorreu porque os governos que se sucederam no poder desde a redemocratização do Brasil, seguidamente subestimaram a necessidade da articular seguro, resseguro e políticas de Estado. Nesse período, decisões de política securitária foram tomadas em descompasso com o texto constitucional, tendo sido abandonado por completo o objetivo de se estruturar o sistema financeiro de modo a “promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade” (art. 192, da CF/88). 

Quando existente, essa articulação proporciona ao setor produtivo uma cesta de proteção contra riscos, em processo devidamente orientado, inclusive estrategicamente, como fruto da convergência entre as políticas industrial e securitária: exatamente o que o Brasil precisará no dia seguinte ao crepúsculo da tragédia Covid-19. Como resultado desse ambiente positivo, proporcionado pela articulação entre seguro, resseguro, e políticas de Estado, o apetite por investimentos e a competitividade internacional das nossas empresas ficaria fortalecido. 

A inexistência da articulação, por sua vez, condenou as empresas nacionais ao arbítrio de grupos resseguradores internacionais, seja para a precificação, seja para o pagamento de indenizações. E, para piorar, percebeu-se, com o tempo, que não são as empresas consumidoras de seguros as únicas presas da savana que se tornou o mercado brasileiro nos últimos anos. Também os terceiros beneficiários, caso das populações locais afetadas pelo rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, parecem ficar reféns do apetite financeiro dos resseguradores. E, agora, estão em risco as empresas nacionais diante de uma eventual renitência seguradora no pagamento de indenizações.

Recentemente, a ABGF está a apoiar linhas de seguro de crédito à exportação, e também dedica-se à administração do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR), que justamente tem por objetivo “manter e garantir o equilíbrio das operações do seguro rural no país e atender à cobertura suplementar dos riscos de catástrofe, inerentes à atividade rural”. 

Contudo, a ABGF – instrumento com grande potencial e à disposição do Estado brasileiro – consta no rol de empresas públicas a serem privatizadas pelo governo federal. A opção por vender a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias demonstra pouca sensibilidade da equipe econômica do governo para as questões estratégicas e de interesse nacional ligadas ao setor produtivo. Caso mantida, mesmo durante e após a pandemia, representará a absoluta renúncia ao compromisso de defesa da economia nacional – digna de assustar até mesmo os Chicago oldies[8]

NOTAS

[1] Bueno, Denise. ‘Executivos do mercado segurador mundial temem obrigatoriedade em cobrir perda de lucro por Covid-19’. Sonho Seguro (online). Publicado em 16/04/2020, às 15:50. Disponível em: https://www.sonhoseguro.com.br/2020/04/executivos-do-mercado-segurador-mundial-temem-obrigatoriedade-de-cobrir-perda-de-lucro-por-covid-19/??utm_campaign=onesignal&utm_medium=web&utm_source=push-notification.> último acesso em 21/04/2020

[2] Togoh, Isabel. ‘Report: Wimbledon’s Organizers Set For a $141 Million Payout After Taking Out Pandemic Insurance. Forbes (online). Publicado em 09/04/2020, às 07:17. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/isabeltogoh/2020/04/09/report-wimbledons-organizers-set-for-a-141-million-payout-after-taking-out-pandemic-insurance/#52d7c15a29f6> último acesso em 21/04/2020. 

[3] Zainab, Noor. Cohn, Carolyn. ‘Insurers could lose billions if coronavirus prompts Olympics cancelation’. Reuters – Business News. Publicado em 28/02/2020. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-olympics-2020-coronavirus-insurance/insurers-could-lose-billions-if-coronavirus-prompts-olympics-cancelation-idUSKCN20M1YD > último acesso em 21/04/2020.

[4] Dados extraídos do IMF DataMapper, com previsão atualizada do dia 20/04/2020. Disponível em: https://www.imf.org/external/datamapper/NGDP_RPCH@WEO/OEMDC/ADVEC/WEOWORLD.

[5] Hood, David. Beyoud, Lydia. ‘House Democrats Mull Insurance Program for Virus-Stricken Companies’. Bloomberg Law . Publicado em 09/04/2020. Disponível em: https://maloney.house.gov/media-center/in-the-news/house-democrats-mull-insurance-program-for-virus-stricken-companies > último acesso em 21/04/2020.

[6] E, em igual sentido, replicar-se este modelo para o oferecimento de cobertura contra ataques cibernéticos), e às consequências da materialização dos riscos catastróficos relacionados, sobretudo, com a atividade mineradora, a prospecção de petróleo e gás, entre outros. 

[7] https://www.abgf.gov.br/sobre/quem-somos/

[8] No seu discurso de posse, o Ministro da Economia Paulo Guedes assim declarou: “Nós vamos privatizar, nós vamos descentralizar os recursos para Estados e municípios e nós vamos apoiar a área social porque os Chicago oldies nunca tiveram só essa face da estabilização, do regime fiscal, monetário, câmbio flexível, Banco Central independente. Eles sempre tiveram a outra face também, do capital humano. A importância do investimento em saúde, educação, o voucher educação, o foco de 0 a 9 anos, é aí que o cidadão é formado ou se perde. É o ser humano que é formado de 0 a 9 anos. Então, essa ênfase de 1 lado dos conservadores na família, na importância de uma educação adequada e do lado dos liberais a ideia de investimento massivo em capital humano é transformadora, é libertadora”. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2019/01/Discurso-Paulo-Guedes-1.pdf, na p. 7. Último acesso em 21/04/2020.

* Ernesto Tzirulnik: Advogado, Doutor em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da USP, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro – IBDS, Coordenador da comissão de juristas e técnicos que elaborou o anteprojeto de Lei de Contrato de Seguro (PLC 29/2017).

Vitor Boaventura: Advogado, membro do Instituto Brasileiro do Direito do Seguro – IBDS. Mestre em Regulação pela London School of Economics and Political Science (Reino Unido).

Executivos da Generali Brasil assumem novas funções estratégicas

Fonte: Generali

A Generali Brasil segue focada em sua estratégia de desenvolver suas áreas de negócios para se tornar a melhor seguradora em Massificados e Vida em Grupo do país. Por isso, nos últimos dias, três executivos de carreira assumiram novas posições na companhia: Claudia Papa é a nova Vice-Presidente Comercial e Head de Marketing, Conrado Gordon assume a Diretoria Técnica e Alexandre Muniz, a área de Sinistros.

“Além de explorar novas rotas de crescimento no mercado de massificados, consolidando parcerias estratégicas – com bancos de nicho, telecom e importantes redes de varejo – queremos  liderar a inovação do mercado brasileiro aproveitando a experiência do Grupo para nos tornarmos cada vez mais digitais”, comenta Andrea Crisanaz, CEO da Generali Brasil.

Claudia Papa assume a Vice-Presidência Comercial e é a nova Head de Marketing 

Formada em Marketing, a executiva está na Generali desde 2012 e atua no mercado de seguros há mais de 20 anos. Com larga experiência em diversos países da América Latina, contribuiu para a estruturação e desenvolvimento da área de Massificados para região das Américas e Sul da Europa. Hoje desempenha a função de Vice-Presidente Comercial & Marketing e é responsável pela estratégia de Novos Negócios e pela de Marketing da Generali no Brasil. Claudia tem a missão de tornar a Generali a melhor seguradora em Massificados e Vida em Grupo do país.

Conrado Gordon assume a Diretoria Técnica 

Formado em Administração de Empresas, atua no segmento de seguros há mais de 20 anos. Com passagem pelos maiores grupos seguradores Internacionais, ocupou posições regionais de liderança na América Latina e Caribe. Na Generali desde 2016, contribuiu para a estruturação e desenvolvimento da área de Massificados para região das Américas e Sul da Europa. Nesta nova etapa, Conrado assume como Diretor Técnico, tendo como responsabilidade a estratégia de subscrição e precificação, desenvolvimento de produtos, governança técnica e gestão do portfólio.

Alexandre Muniz, Diretor de TI e Operações, assume também a Diretoria de Sinistros

Alexandre Muniz é mestre em Administração pela EBAPE/FGV e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense. Possui MBA em Gestão de Seguros e Resseguros pela Escola Nacional de Seguros e também atua como professor da pós-graduação em Administração da FGV/RJ. Com mais de 20 anos de experiência profissional, é um executivo que atuou em posições de destaque no mercado brasileiro de seguros e em grandes empresas de consultoria internacionais, especialmente na Europa. Na companhia desde 2018, vem contribuindo decisivamente para a inovação tecnológica e transformação digital da Generali Brasil, em parceria com a Generali Itália. Atualmente, é responsável pelas áreas de Tecnologia, Operações e Sinistros, suportando todos os produtos e canais da empresa.

Viva Previdência tem resultados positivos, apesar da forte instabilidade nos mercados financeiros

Fonte: Viva Previdência

A Fundação Viva de Previdência, Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC), obteve resultados financeiros acima da expectativa nos primeiros cinco meses do ano, apesar da instabilidade nos mercados, principalmente a partir de março, com a paralisação da economia em função da pandemia da Covid-19. A Viva Previdência tem um patrimônio de cerca de R$ 3 bilhões e uma carteira de aproximadamente de 50 mil clientes em todo o país.

Embora os principais planos da Viva tenham obtido rentabilidade ligeiramente negativa no período, os números foram superiores aos resultados no mercado de ações, onde a fundação tem pouco mais de 17% de seus investimentos. Enquanto o Ibovespa registrou queda de 24,4% de janeiro a maio, o plano Viva de Previdência e Pecúlio, o maior da fundação, com quase 49 mil participantes, caiu apenas 1,74% no período. Em 12 meses, de junho de 2019 e maio de 2020, o rendimento foi positivo em 5,09%.

Já a rentabilidade do plano Viva Empresarial foi negativa em 4,42% nos primeiros cinco meses, mas manteve-se positiva em 3,98% em 12 meses. O plano Viva Futuro, o mais novo da entidade, teve ganho de 1,33% de janeiro a maio e ainda não tem um histórico de 12 meses.

Segundo Silas Devai Jr., diretor-presidente da Viva Previdência, “o resultado, diante do quadro de incertezas e instabilidade nos primeiro cinco meses, foi satisfatório e mostra a correção na atual política de investimentos da fundação”. Ele acredita que será preciso esperar ainda os próximos meses, a retomada da economia e o fim da pandemia, para ficar mais claro como se comportarão os investimentos da Viva Previdência no segundo semestre e em todo o ano.

THB Brasil anuncia nova superintendente de Portos & Logística

Simone THB

Simone Ramos junta-se ao time de Specialty recentemente montado pela corretora

Fonte: THB

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros apresenta Simone Ramos como superintendente de Portos & Logística dentro da divisão de Specialty. Simone chega com a missão de desenvolver a área com uma equipe altamente especializada e entregar soluções diferenciadas a todos os clientes do segmento. 

A executiva possui sólida experiência na área, com mais de 20 anos no mercado de seguros, tendo atuado inicialmente na área comercial de seguradoras e depois firmado a sua trajetória comercial e de gestão de risco em grandes corretoras tais como Lockton, Galcorr e Marsh. 

“Entender os riscos que envolvem uma operação portuária e logística envolvendo exigências contratuais e legislação, requer acima de tudo conhecimento e planejamento para identificar e mitigar possíveis perdas. É uma atividade de alta complexidade. O grande desafio será o de trazer inovação, otimizar as negociações com o mercado segurador e ressegurador e implantar boas práticas para o mercado”, diz a executiva e coautora do livro Mulheres de Seguros.

A THB é uma empresa do Grupo AmWINS especialista em corretagem internacional de seguros e gerenciamento de risco. Desde o início da sua parceria com a AmWINS em 2012, a empresa dobrou o valor dos seus prêmios anuais. Sediada em Londres, a THB atende clientes e mercados de todo o mundo com escritórios espalhados por diversos países.

Susep simplifica estoque regulatório com revogação de 159 normas

susep

Ação agiliza trabalho de supervisão e garante mais clareza à sociedade na compreensão sobre regras em vigor

Fonte: Susep

Com a aprovação na última sexta, dia 6, 159 normas do setor de seguros foram revogadas. É o resultado do esforço mantido pelas equipes da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para promover a adequação do seu arcabouço normativo, em cumprimento ao Decreto nº 10.139/2019, que dispõe sobre a revisão e a consolidação dos atos normativos inferiores a decreto editados por órgãos e entidades da administração pública federal, o chamado “revisaço”.

A equipe da Susep cumpriu a meta de atualização no prazo original, 29 de maio de 2020, apesar da extensão promovida em função do cenário de pandemia e trabalho remoto. A avaliação interna é que o resultado do esforço conjunto trará benefícios de agilidade e eficiência ao trabalho, oferecendo mais clareza na compreensão da sociedade sobre o conjunto de normas em vigor, afastando atos desatualizados, tacitamente revogados ou com efeitos exauridos no tempo. Uma das etapas do processo foi a aprovação pelo Conselho de Seguros Privados (CNSP).

Icatu lança nova plataforma de campanhas de vendas

Fonte: Icatu

Com o objetivo de aprimorar a forma de premiação e tornar a comunicação de suas campanhas de vendas mais integrada, a Icatu acaba de lançar uma nova plataforma online, unificando informações e funcionalidades de todas as ações de vendas da seguradora para os corretores em um só lugar. 

Com o espaço virtual, também entra no ar a nova Rota das Vendas, campanha que vai de 01/06 a 31/08, com premiação por atingimento de metas, que funciona como um incentivo para a performance da campanha anual Antonio Carlos de Almeida Braga.

Batendo as metas, os corretores acumulam pontos e podem trocar por prêmios do catálogo da nova ferramenta de campanhas, que funcionará com um marketplace. Além disso, os profissionais poderão consultar mecânicas, regulamentos, rankings, extrato de pontos e todas as informações das campanhas que participam em um só lugar. O acesso à plataforma é feito pela Casa do Corretor de forma integrada, através de um único login. 

“Esse novo formato digital traz diversas vantagens para os participantes das campanhas. Eles poderão contar com uma maior variedade de prêmios a sua escolha, acumular pontos de uma ação de vendas para outra e acompanhar seu desempenho de forma mais ágil, o que passa a ser uma motivação a mais para bater novas metas”, explica Alexandre Vilardi, vice-presidente corporativo da Icatu Seguros. 

Fides alerta sobre riscos de medidas negativas nos países ibero-americanos

Entidade afirma que alterar o contrato de seguros pode
comprometer a sustentabilidade do setor 


Fonte: CNseg

Em novo comunicado da Federación Interamericana de Empresas de Seguros (Fides) sobre a Covid-19, a entidade que representa o setor de seguros ibero-americano identifica ações nos mercados regionais que alteram os contratos de seguros e afetam a solvência e estabilidade das seguradoras, colocando, inclusive, sua sustentabilidade em sério risco.

A Fides refere-se a medidas que impõem a redução de prêmios no ramo de Automóvel ou em outros ramos durante a vigência dos contratos, dada à queda da frequência de sinistros decorrente da quarentena, e mesmo o pagamento de riscos retroativos ou não contratados por empresas e pessoas em diversas modalidades, em especial no seguro de lucros cessantes. 

Segundo a Fides, na maioria dos países, muitas seguradoras estão cobrindo voluntariamente os impactos do novo coronavírus em apólices de saúde, apesar de serem excluídas da cobertura. A Federação observa, também, que “houve alta inadimplência do pagamento de prêmios pelo segurado, razão pela qual as seguradoras concederam voluntariamente, na maioria delas, um refinanciamento para o pagamento de prêmios, aumentando ainda mais o impacto econômico para o seu equilíbrio financeiro”.

A entidade considera que o estabelecimento de cobertura retroativa, ou previsões destinadas ao estabelecimento de qualquer esquema de descontos de prêmio não acordados nos contratos de seguro ou nas leis aplicáveis ​​de cada país representa uma violação do contrato de seguro e da segurança jurídica e o estado de direito que deve ser respeitado em todos os países.

Outra questão levantada pelo comunicado se refere à importância das seguradoras como “investidores institucionais em todos os países em que operam e que a crise econômica gerada pela pandemia causou uma queda significativa nos valores dos investimentos em renda fixa e variável das empresas, causando-lhes perdas financeiras significativas”.

O comunicado conclui que “terminada a crise, será o momento oportuno para trabalhar em conjunto com o setor público na busca de novas coberturas e outras medidas que permitam uma melhor transferência de riscos, como os que enfrentaremos no futuro. Nesse momento, teremos mais informações e estatísticas que nos permitirão tomar decisões melhores e mais apropriadas”.

A íntegra do comunicado está disponível no portal da CNseg

MAG Seguros patrocina live “A força do amor” na próxima sexta-feira

Fonte: MAG Seguros

A MAG Seguros, empresa especializada em seguro de vida e previdência com 185 anos de atuação ininterrupta no Brasil, é patrocinadora da Live A Força do Amor, que será realizada pelo cantor Daniel e pelo grupo Roupa Nova. O show em celebração ao Dia dos Namorados acontece na próxima sexta-feira, às 19h e será transmitido pelo YouTube dos artistas. 

“As Lives se tornaram um fenômeno de público no Brasil. Percebemos que esta é uma grande oportunidade para gerar ainda mais visibilidade e contribuir para a consolidação da nossa nova marca junto à sociedade”, explica Nuno David, Chief Marketing Officer da MAG Seguros. 

Durante as duas horas previstas da Live, a seguradora realizará ativações de marca e reforçará a importância do seguro de vida no planejamento financeiro das pessoas. A MAG Seguros também oferecerá dois meses de orientação médica por telefone aos espectadores que realizarem a contratação de seguro diretamente na página criada para a ação. 

“Esta é uma forma de contribuirmos para o planejamento financeiro das pessoas e para a sua prevenção por meio da telessaúde. A maioria dos brasileiros não conta com planos de saúde e podem, desta forma, ter acesso à orientação médica sem a necessidade de sair de casa”, finaliza David. 

Serviço: 

Live ‘A força do Amor’ – Daniel e Roupa Nova 

Data: 12 de junho, sexta-feira 

Horário: a partir das 19h 

Transmissão: Youtube.com/danieloficial e Youtube.com/grupornoficial