A XL Insurance Company Limited foi autorizada pela China Banking and Insurance Regulatory Commission (CBIRC) a alterar a sua licença e passará a charmar-se XL Reinsurance China Company Limited (Axa XL Re China).
A Axa XL Re China esta domiciliada em Xangai e fornecerá resseguro para o segmento de seguros gerais, tornando-se a primeira subsidiária de resseguro de capital estrangeiro a estabelecer-se no país, segundo comunicado.
Com o objetivo de “nos aproximarmos dos clientes e aprofundar os nossos conhecimentos locais, fortalecemos a nossa equipe no país”, disse Ann Chua, responsável para a Ásia na área de resseguros da Axa XL Insurance e Reinsurance, controlada pela Axa XL, uma das maiores resseguradoras P&C (propriedade e danos) do mundo.
A aquisição por R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros) leva a Allianz a uma participação de mercado de cerca de 15% no seguro de Automóvel e a 9% em Ramos Elementares no Brasil, que representa 70% da região
Javier Bernat, CEO da Allianz para a região da América Latina, conversou com o Blog Sonho Seguro sobre a conclusão da aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica, dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em agosto do ano passado. A transação amplia o número de profissionais parceiro, o leque de produtos e serviços e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil, beneficiando o consumidor. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
Como a aquisição das operações da SulAmérica no Brasil se encaixa na estratégia geral do grupo Allianz?
Atuamos em mais de 70 países e afirmo que o Brasil é um importante país para nós. Tanto que fizemos um grande investimento. Certamente um dos maiores na América Latina, que passa a representar 8% dos prêmios emitidos pelo grupo mundialmente. A América Latina é uma região estratégica para nós, principalmente quando olhamos o futuro. Estamos entre os líderes no mundo, em países onde a penetração de seguros já é considerada equilibrada em relação ao PIB. Já a América Latina tem muito ainda a ser conquistada pelo seguro e apostamos num crescimento futuro. Esta aquisição é uma aposta de longo prazo, um movimento estratégico tanto em crescimento de vendas como em resultados. Estamos presentes no Brasil, no México, na Colômbia e na Argentina. A maior operação. Com a aquisição das linhas de ramos elementares da SulAmérica, o Brasil passa a representar 70% dos prêmios da região. Com isso, o grupo Allianz passa a estar colocado entre os 5 maiores do ranking de seguros da América Latina.
Por que comprar operações de seguro de automóvel é interessante para o grupo Allianz se esse é um mercado que só reduz, em âmbito mundial?
O mercado de automóveis é a linha de negócio mais importante em todos os países da América Latina. A curto e médio prazos vemos potencial de crescimento neste segmento. A Allianz, por exemplo, não operava em automóvel com mais de 10 anos e a SulAmérica tem uma carteira importante no segmento até 15 anos com bons resultados diante da expertise que desenvolveu. O mercado de auto no Brasil é o mais relevante e ajuda a desenvolver outros negócios. Vemos oportunidades em aproveitar a base de clientes para ofertar outros produtos, como vida, empresarial, viagem. Mesmo os clientes que optaram por não ter carros continuam buscando solução de seguros e estaremos lá ofertando as soluções futuras que vão precisar. Vamos evoluir, inovar e fazer a diferença para nossos clientes e corretores.
Há interesse do grupo em mais aquisições no Brasil?
A nossa prioridade é fazer a integração da SulAmerica. Temos um desafio grande. Temos uma plano muito detalhado de integração para aproveitar a expertise da SulAmérica, corretores, o talento das equipes. Não compramos uma carteira e sim uma companhia com uma trajetória de 125 anos de sucesso no Brasil. Queremos juntar a experiência internacional da Allianz que pode complementar e ajudar na oferta adequada de produtos e serviços aos brasileiros.
Há outras aquisições do Grupo AZ em curso no mundo?
Estamos sempre de olho e enxergando as oportunidades que podem aparecer. Não há nenhuma que pode ser comentada neste momento, mas o grupo tem estado muito ativo. Em janeiro, no Reino Unido, a Allianz passou a ocupar a 2ª colocação no mercado local com a conclusão da compra das companhias LV General Insurance Group (LV GIG) da Liverpool Victoria Friendly Society (LVFS), por 1,078 bilhão de libras, e 100% da divisão de Seguros Gerais da Legal & General (L&G GI) por 242 milhões de libras. Também na Espanha investimos numa parceria com o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), na qual a seguradora passa a deter 50% mais uma ação na joint venture por 277 milhões de euros, além de pagar uma quantia variável de até 100 milhões de euros relacionada à consecução de objetivos comerciais e operacionais específicos. O BBVA é um dos maiores bancos da Espanha, com cerca de 2,6 mil agências e possui cerca de 11 milhões de clientes de varejo. E agora no Brasil, uma aquisição de R$ 3,2 bilhões que traz impacto por ser uma das principais aquisições que aconteceu na América Latina.
Há interessante para o grupo nos ramos vida e previdência, apostas dos consultores em crescimento de vendas pelo aumento da percepção de risco que a pandemia Covid-19 trouxe?
Sim, o grupo é um dos maiores gestores do mundo por meio da gestora Pimco, com sede nos EUA. São linhas que vemos oportunidades de crescimento. Particularmente na América Latina é um segmento potencial, que num futuro esta na nossa mira, tão logo finalizarmos a integração com a Sulamerica. Com a queda da Selic, agora em 2,25% ao ano, vemos uma oportunidade de agregar nossa expertise a produtos nestes segmentos com produtos competitivos que trazem beneficios para consumidores e corretores.
Além do investimento de R$ 3,2 bilhões na aquisição, há outros investimentos previstos pelo grupo alemão no Brasil?
Sim, temos muitos investimentos no Brasil, como na consolidação da marca e nos produtos e serviços que ofertamos. Também temos investimentos significativos em tecnologia para facilitar a vida dos nossos parceiros corretores e também em ativos, como o investimentos feito no prédio sede da matriz em Sao Paulo, no Rio de Janeiro e nas sucursais em outros estados para abrigar todos os nossos funcionários. Estamos agora num momento ainda da pandemia, mas em breve voltaremos aos escritórios e eles estarão prontos para receber a todos.
Houve revisão nas projeções para 2020 pós-Covid-19?
Sim, revisamos. Os primeiros resultados publicados. Lucro operacional 11.5 12.5 milhoes de euros. Covid todos os grupos fizeram revisões semelhantes. temos impacto, acompanhando como sair da crise, .
E qual a expectativa dos acionistas com esta aquisição?
Juntar o melhor dos dois mundos: conhecimento do mercado local e expertise da SulAmérica e a fortaleza internacional do Grupo Allianz, que pode trazer muitas novidades já testadas fora para o Brasil. Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais para que nossos corretores possam ofertar um leque maior de produtos e serviços aos seus clientes. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados. O nosso tamanho, como um dos maiores playeres do mundo, nos da oportunidade de investir em tecnologia, em digitalização, em uma oferta simples, com base em análises de dados e uso de inteligência artificial, que nos permite criar o melhor serviço para nossos corretores e clientes.
Por enquanto temos duas companhias, Allianz e SulAmérica Auto. Quando vira uma só companhia?
Temos um plano de integração. O comitê anunciado, para a direção das duas por um mesmo time, não muda nada para o cliente final e corretor. Sobre ter uma companhia só ainda não temos um prazo para comunicar.
A SulAmérica divulgou fato relevante para informar a conclusão da venda das operações de seguro de automóveis e ramos elementares para a Allianz. A transação foi anunciada em 23 de agosto do ano passado e recebeu a autorização da Susep no fim de junho.
Com a conclusão, a Allianz passa a deter e operar as companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares, que até a data estavam funcionando ainda dentro do grupo SulAmérica.
Segundo o documento, “em contrapartida à aquisição, foi pago pelo Grupo Allianz, também nesta data, o preço ajustado de R$ 3,18 bilhões, considerando o patrimônio líquido total das companhias vendidas estimado para o fim de junho de 2020 em R$ 881 milhões, sujeito, ainda, a determinados ajustes residuais previstos no contrato”.
Os recursos, conforme ressalta a SulAmérica, representará resultado não recorrente no lucro líquido da ordem de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre.
O recebimento dos valores pagos pela Allianz vai adicionar de aproximadamente R$ 2,1 bilhões nas disponibilidades da companhia, após as liberações de capital regulatório e custos da transação de compra e venda.
A SulAmérica acrescentou ainda que os recursos serão destinados ao pagamento da aquisição da Paraná Clínicas, à execução do plano de recompra de ações de até 5% das units em circulação, ao pagamento, junto com os resultados apurados do exercício 2020, dos dividendos mínimos sobre o ganho de capital líquido não recorrente, ao pagamento da 7ª emissão de debêntures com vencimento em dezembro de 2020 e reforço do capital de giro da Companhia durante a pandemia e investimentos no plano estratégico, além de constituição de reserva para futuras aquisições nos segmentos de saúde e odonto.
Conforme o fato relevante, os resultados das operações desinvestidas irão ainda constar das demonstrações financeiras da companhia referentes ao segundo trimestre de 2020, como resultados de operação descontinuada.
É o que revela estudo realizado em 15 países sobre o Preparo para a Aposentadoria pelo pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon
O brasileiro ainda tem dificuldade de falar sobre envelhecimento e planejamento financeiro. Levantamento feito em 15 países e coordenado no Brasil pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, a Pesquisa de Preparo para a Aposentadoria se debruça anualmente para entender a expectativa da população na hora de se aposentar. O estudo inédito revela que o brasileiro espera viver em média até os 87 anos, sete anos a mais do que a média global dos países pesquisados em 2019 e aproximadamente 11 anos a mais do que a média de vida brasileira, segundo o IBGE.
Ainda que o Brasil se mostre otimista em relação à longevidade, 46% dos entrevistados afirmam que têm consciência da necessidade de se planejar financeiramente para aposentadoria, mas apenas 18% destes acreditam que estão poupando o suficiente. A maneira como estão economizando também reflete o preparo para um futuro mais seguro: somente 34% das pessoas afirmam ter certeza de que estão guardando o valor correto para a aposentadoria. Já 45% destas informam que possuem, sim, um plano para aposentadoria, mas que não é um plano formal.
A expectativa da população em viver o presente sem pensar no futuro também foi analisada: 48% dos brasileiros estimam que conseguirão metade sua renda proveniente do governo, sob a dependência da previdência social. Em contrapartida, quando questionados sobre quais são suas preocupações em relação à aposentadoria, o topo do ranking é liderado pelo medo de ficar sem dinheiro, representando 50% das respostas dos entrevistados, enquanto perder a independência física é deixado em segundo plano (44%).
Em relação à qualidade de vida, o estudo apontou que os brasileiros esperam que a velhice seja tranquila e saudável: 71% dos entrevistados acreditam que poderão aproveitar o momento para viajar, 63% esperam conseguir aproveitar mais família e amigos e 60% dos entrevistados acreditam que conseguirão aprender e praticar novos hobbies .
A Pesquisa aponta, ainda, que o Brasil ocupa a terceira melhor posição, segundo o Índice de Preparo para a Aposentadoria, atrás de Índia e Estados Unidos. “Isto pode ser explicado, em parte, pelo Pacto Social que vigorou até agora nestes países. Tanto na Índia quanto nos Estados Unidos, os indivíduos têm maior estímulo a formar a sua própria poupança. Já no Brasil, a boa colocação no índice tem como uma das justificativas o modelo histórico de Previdência Social, cuja abrangência e suficiência cobriu boa parte da população até agora”, explica Leandro Palmeira, diretor de Pesquisa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.
Custos com planos de saúde preocupam
Quando abordados sobre a preocupação em manter o estilo de vida ao se aposentar, 37% dos brasileiros se dizem pouco confiantes em preservar a realidade que têm hoje. Em relação à saúde, o dado chama ainda mais atenção, visto que 59% dos entrevistados no Brasil não acreditam que conseguirão custear seus planos de saúde na aposentaria (apenas 16% dos entrevistados acreditam que conseguirão arcar com seus custos de saúde).
“Chama a atenção no estudo que as pessoas preveem a aposentadoria como uma fase ativa e tranquila da vida, enquanto as preocupações com a vida financeira e as despesas futuras não estão alinhadas. A pesquisa apontou que o brasileiro ainda precisa aprender a se planejar para gozar, de fato, de uma velhice tranquila e estável”, conclui Palmeira.
Após concluir uma das maiores aquisições do setor de seguros no país, executivos da Allianz e SulAmérica Auto e Massificados passam a integrar o board da unidade brasileira da seguradora alemã
A Allianz comunica ao mercado o novo Comitê Executivo das operações brasileiras, que é resultado da integração entre Allianz Seguros e SulAmérica Auto e Massificados, empresa adquirida, por R$ 3 bilhões. Com a compra, a Allianz passa a ocupar a segunda posição em Automóvel e a terceira no ranking geral de Ramos Elementares, detendo 9% de market share nesse segmento.
“A nova Allianz conta com o melhor de duas seguradoras, já reconhecidamente valorizadas por colaboradores, corretores, clientes e mercado. Para fazer frente aos novos desafios, contamos com novos membros no Comitê Executivo. Esse novo corpo diretivo contribuirá significativamente para alcançarmos a posição de liderança em Ramos Elementares no mercado segurador brasileiro” explica Eduard Folch, presidente da Allianz no país.
Conheça o novo Comitê Executivo
Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil
Andreas Kerl, diretor executivo Financeiro
David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida
Eduardo Dal Ri, diretor executivo Comercial
Karine Barros, diretora executiva de Negócios Corporativos e Saúde
Luis Cartolano, diretor executivo de Marketing
Marco Campos, diretor executivo de RH e Comunicação
A conclusão da transação posiciona a Allianz como a segunda colocada em seguros de Automóvel e a torna uma das três principais seguradoras em Ramos Elementares no Brasil. A transação leva a Allianz a uma participação de mercado de cerca de 15% no seguro de Automóvel e a 9% em Ramos Elementares no país.
A Allianz concluiu hoje a aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica (“SulAmérica Auto e Massificados”), dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em 23 de agosto de 2019. A transação amplia a oferta de serviços para clientes e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros). “Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE e Chief Business Transformation Officer responsável pela região de Seguros Ibero-América Latina.
“Com a compra da SulAmérica Auto e Massificados, conquistamos uma posição de liderança no crescente mercado de Ramos Elementares na maior economia da América do Sul. É também uma grande oportunidade para implantar novas tecnologias e fornecer soluções de maior qualidade para corretores e clientes locais.”
“Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE
A Allianz não está incorporando somente as linhas de negócios, mas também capital intelectual, sistemas tecnológicos, canais de distribuição e todos os outros ativos e passivos. A expectativa é que a inteligência combinada nas operações de Automóveis e Ramos Elementares promova oportunidades de diversificação de negócios, por meio de cross selling com a nova base de clientes.
“Hoje nasce uma nova Allianz que combina o melhor dos dois mundos. Em um momento desafiador, profissionais de ambos os lados demonstraram qualidade, profissionalismo e desempenho exemplares nesta operação. Isso permitiu a conclusão da transação antes do prazo, consolidando a marca como referência no país. Agradecemos à SulAmérica por seus esforços ao longo do processo”, diz Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil. “Damos as boas-vindas aos novos colaboradores, corretores e clientes nessa chegada ao Grupo Allianz e agradecemos, em particular, as equipes envolvidas, de ambos os lados, para fazer desta aquisição um sucesso.”
“Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella
Para Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, a conclusão da operação é um marco na história da companhia, que completa 125 anos em 2020. “O interesse da Allianz por esta operação só reforça a força e a qualidade dos nossos serviços, do atendimento e da experiência proporcionados para nossos clientes”, afirma. “É preciso enfatizar que tudo que conquistamos sempre foi por termos colaboradores engajados, comprometidos e competentes, além dos mais de 39 mil corretores de seguros e assessorias, com quem nos relacionamos há muitos anos e são uns dos responsáveis por tornar a SulAmérica desejada e admirada.”
Com a finalização desta operação, a SulAmérica concentra seus negócios no cuidado com as pessoas. “Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella, referindo-se ao modelo de cuidado em que Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimentos formam uma SulAmérica com opções que se complementam. “Acreditamos que em cada fase da vida as pessoas precisam de proteções diferentes e, por isso, queremos cada vez mais ter uma gama de soluções para que elas possam ter o poder de escolha com autonomia e segurança.”
O presidente da SulAmérica reforça também que o relacionamento com corretores, assessorias e concessionárias de seguros seguirão da mesma forma. “Nossa maneira de fazer não vai mudar, pelo contrário, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos parceiros, gerando bons negócios para todos. Seguiremos juntos nessa nova jornada que se inicia na SulAmérica”, assegura. Os executivos também ressaltam a atuação da Susep, em tempos de pandemia. “Tanto a Allianz quanto a SulAmérica cumpriram as orientações e regulamentações, em acesso remoto, por meio de processos eficientes estipulados pela autarquia. Portanto, foi possível para nós cobrirmos todas as etapas de um processo complexo, em tempo recorde”, diz Eduard Folch.
O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira
“O trabalho da Susep durante todo o processo foi essencial para chegarmos até aqui”, completa Portella. A Susep fica muito feliz em verificar que o capital estrangeiro está investindo no setor de seguros brasileiro. “Acredito que temos um enorme potencial de crescimento pela frente e podemos ser parte importante na retomada do crescimento econômico. O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira, superintendente da Susep.
Sobre a integração de operações
Por meio da transação, a Allianz terá colaboradores e infraestrutura adequada para apoiar sua ambição de crescimento: além da sede em Pinheiros e um edifício no Centro da cidade de São Paulo, a empresa possui um novo escritório no Rio de Janeiro. A nova empresa terá mais de 100 filiais e 30 C.A.S.A – centros automotivos próprios – em todo o país. “Nosso foco está na continuidade dos negócios. Todo o processo de integração será conduzido gradualmente, considerando as melhores práticas de ambas as empresas, com foco total no crescimento sustentável”, explicou Folch.
Novo posicionamento no mercado
Por meio da transação, a nova Allianz se posicionará como uma empresa mais atraente, com notoriedade no serviço prestado para clientes, corretores e talentos locais. Embora a Allianz já esteja fortemente posicionada nas Linhas Corporativas, após a transação, a companhia se destacará também na oferta de outros produtos, alcançando uma posição de liderança no mercado brasileiro:
– Automóvel: 2ª maior seguradora de automóveis.
– Condomínio: 1ª no ranking.
– Empresas PMEs: mais de 100 mil contratos no portfólio.
– Residência: com um total de 550 mil imóveis, a empresa conquista cinco posições no ranking do mercado.
Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados.
Ampliação dos canais de distribuição
Após a aquisição, a capacidade de distribuição da Allianz no Brasil será significativamente ampliada, com acesso a um total de 27 mil corretores, 62 assessorias e parcerias adicionais com instituições financeiras.
“Atuamos diretamente com corretores que fazem um trabalho incrível para a Allianz. Agora, a SulAmérica Auto e Massificados traz para a empresa sua experiência com as assessorias. Combinar todas as experiências das equipes para expandir nossos canais de distribuição e estar ainda mais próximo de nossos corretores e assessorias é um dos elementos-chave do modelo de negócios. As assessorias agregarão valor aos nossos negócios e já estamos preparando os sistemas da Allianz para oferecer outros produtos, além de Automóvel”, acrescentou o presidente da Allianz Brasil.
Com a queda da taxa de juros, esta pode ser uma nova opção de investimento para investidores profissionais e para melhorar a estrutura de custo de captação das seguradoras
Fonte: Susep
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) resolveu ampliar a regulamentação e viabilizar o financiamento por meio de emissão de títulos vinculados a riscos de (res)seguros (ILS – Insurance Linked Securities). Mecanismo comumente adotado em mercados internacionais, o ILS é uma nova alternativa para transferência de riscos de seguros e resseguros.
Nas operações de ILS, a transferência de risco se dá de uma cedente para um ressegurador local de propósito específico (RPE), que financiará a retenção deste risco por meio de emissão de dívida vinculada a riscos de (res)seguros. Este tipo de alternativa para transferência de risco vem ganhando cada vez mais espaço em mercados internacionais.
A Resolução que amplia a regulamentação e viabiliza esta inovação entra em consulta pública a partir de hoje e a sociedade poderá enviar sugestões sobre este avanço, que é mais uma oportunidade para atrair recursos para o país, ampliar as opções do mercado de capitais brasileiro e ainda exportar capacidade de resseguro, trazendo divisas para o país.
A superintendente da Susep explica que entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a redução de riscos e custos de captação para as seguradoras. “Isto possibilitará melhores preços para o consumidor, favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirma.
Atratividade para o investidor
Sob o ponto de vista do investidor, transparência e segurança estarão garantidas, uma vez que os cedentes que quiserem participar deste tipo de operação deverão ter seus riscos registrados em sistemas de registro homologado pela Susep (SRO). Com o cenário de baixas taxas de juros, como o que estamos vivendo, esta opção de investimento pode representar um novo atrativo para os investidores, sendo uma alternativa para a composição de carteiras.
O diretor técnico da Susep Eduardo Fraga, que está coordenando as análises para a proposta de implementação desta modalidade no Brasil, explica que, como ocorre em outras jurisdições, “este tipo de instrumento deve ser direcionado para investidores profissionais, não sendo adequado para investidores pessoas físicas diretamente, em virtude da possibilidade de perda de parte do principal investido”.
Benefícios para o setor de seguros
Sob o ponto de vista do setor de seguros, o custo de capital desta nova dívida deve ser menor que o custo de financiamento por meio de capital próprio (equity), que é uma das fontes tradicionais de financiamento de resseguradores e seguradores. Adicionalmente, a diminuição de custos nesta operação pode trazer uma redução de custos no seguro direto, feito lá na ponta para o segurado
1º Webtec reúne Marcio Coriolano e os economistas Luiz Roberto Cunha e Pedro Simões
Fonte: CNseg
A estreia da série de webinars técnicos da Confederação Nacional das Seguradoras (WebTec), ocorrida nesta quinta-feira, 09, com moderação do presidente da CNseg, Marcio Coriolano; exposição do economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, Pedro Simões, e comentários do economista do professor de Economia e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha, deixou pelo menos uma certeza: não há qualquer garantia de que os sinais de recuperação da atividade econômica, exibidos em maio por vários indicadores locais ou globais, serão contínuos, perenes ou sustentáveis. Entre os propósitos, o webinar técnico teve o objetivo de fornecer novos elementos para posicionamento estratégico do setor de seguros, informou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.
Marcio Coriolano repetiu o prognóstico de um ano difícil para o setor segurador, atividade que está entre os maiores investidores institucionais, com R$ 1,1 trilhão em recursos que garantem os riscos e que representam 25% da dívida pública brasileira. Para ele, a recuperação da economia ocorrerá lentamente, e os segmentos de seguros deverão ter comportamento heterogêneo, acompanhando a retomada da produção, a taxa de ocupação e a renda dos trabalhadores, que, por sua vez, afetam os segmentos de forma diferente. Ainda durante o encontro, Marcio Coriolano, ao destacar a amplitude do seguro em termos de proteção oferecida à sociedade e de investidor institucional, ressaltou que o setor ainda não tem sua relevância plenamente no meio econômico. O setor, acrescentou, cumpre uma missão civilizatória de mitigar riscos e, na sua ocorrência, desonerar atores sociais e econômicos.
O economista Pedro Simões, que palestrou sobre o tema, apresentando amplo e diverso elenco de indicadores, disse acreditar que a flexibilização da quarentena horizontal em todo o mundo deve se consolidar, refletindo-se nos índices a curto prazo. Há uma onda de otimismo global, uma consequência do esgotamento econômico e psicossocial do shutdown, e, em razão disso, um certo consenso de que os processos de isolamento social não ocorrerão na proporção do primeiro semestre do ano. Para ele, os protocolos para evitar a proliferação do contágio e a crença de que a descoberta da vacina para a cura se avizinha estão por trás dessa percepção mais otimista dos mercados globais. De qualquer forma, o número de novos casos amplia-se, mas há um viés de estabilidade ou queda na taxa de óbitos, assinalou.
Entre outros comentários, o economista Luiz Roberto Cunha adiantou que, entre outros riscos, o endividamento público decorrente dos gastos públicos para mitigar os impactos da Covid-19 está no radar de todos os agentes econômicos, porque tem enorme potencial de gerar danos ao bom ambiente de negócios, dadas as fragilidades fiscais do governo.
Nos Estados Unidos, as despesas emergenciais contribuíram para elevar a poupança interna, algo próximo de 33% atualmente, e, à proporção que haja maior nível de confiança, tais recursos devem ser dirigidos ao consumo. No Brasil, também acredita-se que os recursos destinados a socorrer pessoas em situação de vulnerabilidade e trabalhadores contribuem para alguma reação apresentada em um pequeno grupo de atividades.
Para o ministro Paulo Guedes, o IPO da Caixa Seguridade é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje portaria na qual aprovou deliberações tomadas pelos acionistas de em 27 de abril de 2020, entre elas aumento do capital social em R$ 425 milhões, elevando-o para R$ 1,83 bilhão, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
“Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias”, afirmou o ministro em entrevista ao canal CNN Brasil, na noite de domingo passado. Sem detalhar quais seriam os movimentos para os próximos 90 dias, Guedes citou o exemplo das subsidiárias da Caixa. “Esse ano é um excelente ano para fazer um IPO (abertura de capital) grande de 20 a 50 bilhões. Segundo ele, o IPO da Caixa Seguridade, empresa de venda de seguros e planos de previdência privada, é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora.
A Caixa Seguridade iniciou o ano de 2020 com duas novas parcerias estratégicas, dando continuidade ao processo competitivo para reestruturação da operação de seguros iniciado em 2019. No dia 06 de janeiro, foi firmado acordo de associação com a Tokio Marine Seguradora, para os ramos de seguros Habitacional e Residencial, e no dia 20 de janeiro, com a Icatu, para o ramo Capitalização.
As associações contemplam a formação de novas sociedades, que explorarão por 20 anos os respectivos ramos na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal. Os acordos preveem o repasse para a CAIXA de R$ 1,52 bilhão, pela Tokio Marine, e R$ 180 milhões, pela Icatu. As novas companhias terão gestão e governança compartilhada entre os sócios de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista. A Caixa Seguridade será remunerada com as despesas totais de comercialização por produto em valores pré-definidos, além de uma taxa de performance atrelada ao desempenho anual em volume e lucratividade.
No primeiro trimestre de 2020, a companhia acumulou R$ 413,9 milhões de lucro líquido recorrente, registrando crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2019, com 34,8% de ROE e 84% de Margem Líquida.
Veja a íntegra da portaria:
Portaria nº 392, de 12 de junho de 2020
O COORDENADOR-GERAL DE REGIMES ESPECIAIS E AUTORIZAÇÕES DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da competência delegada pela Superintendente da Susep, por meio da Portaria nº 7.346, de 25 de abril de 2019, tendo em vista o disposto na alínea “a” do artigo 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e o que consta do processo Susep nº 15414.606746/2020-99, resolve:
Art. 1º Aprovar as seguintes deliberações tomadas pelos acionistas de CAIXA SEGURADORA S.A., CNPJ nº 34.020.354/0001-10, com sede na cidade de Brasília – DF, nas assembleias gerais ordinária e extraordinária realizadas cumulativamente em 27 de abril de 2020:
I – eleição de membros do conselho fiscal;
II – aumento do capital social em R$ 425.000.000,00, elevando-o para R$ 1.835.000.000,00, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal; e
III – reforma e consolidação do estatuto social.
Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior
Fonte: Chubb
A Chubb Limited anunciou estimativas líquidas globais de perdas por catástrofe para o segundo trimestre de 2020 de US$ 1,510 bilhão após os impostos. Essas estimativas incluem perdas pandêmicas globais do COVID-19 de US$ 1,157 bilhão, e outras perdas de catástrofes naturais de US$ 249 milhões, principalmente atribuíveis a eventos climáticos graves nos Estados Unidos. As perdas com COVID-19 representam a melhor estimativa da empresa de perdas com seguros finais resultantes diretamente da pandemia e consequentes crises econômicas.
A estimativa de perda antes dos impostos COVID-19 compreende perdas curtas de US$ 605 milhões geradas principalmente por produtos de lucro cessante relacionados a imóveis comerciais e de entretenimento e produtos de acidentes e saúde (A&H), incluindo produtos de seguro de viagem; perdas de US$ 553 milhões relacionadas a produtos de seguro de responsabilidade civil, incluindo responsabilidade profissional (diretores e executivos, práticas de emprego, responsabilidade profissional, etc.), remuneração de trabalhadores e outros produtos relacionados a responsabilidade; e perdas de US $ 107 milhões relacionadas a exposições de crédito de seguros, incluindo garantia, risco político e crédito comercial.
Substancialmente, todas as perdas de produtos de seguros relacionados a passivos e créditos são classificadas como reservas incorridas, mas não reportadas (IBNR). A estimativa de perda também inclui uma provisão de US$ 100 milhões do IBNR para compensar a incerteza adicional nas estimativas em torno das apólices de seguros corporativos, acidentes e exposições relacionadas a crédito, devido a esse evento sem precedentes.
Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior. Essas estimativas de perdas por catástrofe são líquidas de resseguro, incluem prêmios de reintegração e compreendem perdas geradas pelos riscos comerciais e pessoais da empresa e acidentes, negócios de A&H e de seguro de vida, bem como suas operações de resseguro globalmente.
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