Mitsui Sumitomo investe para avançar em riscos corporativos

Mitsui

Mauro Caetano assumiu a direção técnica da seguradora japonesa dentro do período de isolamento social e já traz muitas novidades

O engenheiro Mauro Caetano assumiu a direção técnica da Mitsui Sumitomo Seguros dentro do período de isolamento social determinado pelos governos para conter o avanço da contaminação da Covid-19. “Conhecia algumas pessoas do meu time, mas a maioria fui conhecendo por meio das reuniões virtuais”, conta ele ao blog Sonho Seguro. Ex-diretor de riscos corporativos da AXA, na qual atuou de 2014 até recentemente, o executivo tem uma experiência diversificada atuando em resseguradora como a Odyssey Re, em seguradoras como SulAmérica e HDI e em corretoras de resseguro como a AON Benfield e JLT Re. 

Sua experiência como corretor, cliente e segurador, no mercado local e internacional, atraiu o olhar do grupo japonês, que mira a diversificação de produtos e o crescimento sustentável. “Como já estive nos dois lados do balcão, aprendi que o corretor é o nosso principal cliente e a forma mais simples de agradá-lo é oferecer um atendimento personalizado e um bom produto de seguros para que ele agrade e possa oferecer aos seus clientes produtos sob medida com subscrição técnica, preço justo e atendimento diferenciado quando acontece o sinistro”, comenta. 

Mauro já chega com novidades. Neste semestre, a área corporativa da Mitsui Sumitomo passa a atuar com mais um produto: o seguro garantia. “O garantia complementa nosso portfolio corporativo com riscos patrimoniais, engenharia, operacionais, de responsabilidade civil, transportes e vida. Atuaremos com todas as modalidades, desde a oferta de garantias contratual (performance) até as garantias judicial. Queremos ter a grade de proteção completa para o corretor ofertar ao seus clientes soluções financeiras necessária para que nenhum imprevisto abale o alicerce dos negócios”, reforça o executivo. 

O ramo de energia renovável está entre as prioridades de Caetano. Muitas companhias deixaram de atuar neste nicho, por ser considerado volátil. A expectativa é de que o governo federal e também a iniciativa privada voltem a investir neste segmento vital para a retomada do crescimento do PIB e que gera muitos empregos no mesmo. Nos próximos cinco anos, os projetos de energia solar fotovoltaica já contratados pelo governo federal deverão movimentar R$ 9,5 bilhões em investimentos, conforme estimativa calculada pela Greener, empresa de inteligência de mercado e desenvolvimento de projetos para o setor solar. 

“Já percebemos demanda de empresas de todos os portes que procuram por fontes renováveis de energia com o objetivo de diminuir a emissão de poluentes e economizar recursos. A nossa estratégia é consolidar o crescimento de forma sustentável e no longo prazo. O grupo, um dos maiores do Japão e do mundo e presente em 40 países, tem expertise na aceitação, conhece o potencial de sinistro e isso possibilita construir uma carteira sustentável, estável, mesmo com resultados cíclicos apresentando neste segmento da economia”, afirma. 

Segundo ele, seu desafio é dar continuidade ao que a Mitsui Sumitomo já vinha realizando ao longo dos anos, com foco no treinamento de pessoas, melhorias de eficiência e diversificação de produtos. “A sinergia entre a área comercial e a área técnica é um dos grandes diferenciais da MSS. Os corretores têm acesso a qualquer executivo da nossa Companhia pelo whatsapp e isso agiliza a solução de dúvidas e fortalece o relacionamento. Internamente, o nosso vice-presidente Helio Kinoshita afirma que somos todos um só time. 

As áreas técnicas, de subscrição e comercial estão focadas em soluções que tornem os contratos viáveis ao longo do tempo. “Essa metodologia melhora a eficiência com a redução da burocracia e a transparência dos contratos, evitando assim qualquer problema futuro”, frisa o diretor técnico. 

Ele conta que a pandemia trouxe um novo modelo de relacionamento das empresas com seus públicos alvos. Um dos exemplos é a inspeção de risco. “Implementamos um modelo de auto inspeção, onde o segurado oferece, por meio do corretor, as informações necessárias aos subscritores através do preenchimento de formulários, com fotos anexas. Isso agiliza muito a subscrição, que faz uma avaliação prévia do risco para depois mandar um time de inspeção, caso seja necessário. Este modelo está com ótima aceitação por todos os envolvidos, o que nos fez decidir por manter a auto inspeção, que tem sido eficiente para muitos contratos, no futuro. Assim como as reuniões virtuais têm sido uma solução mais ágil aos problemas do dia a dia” e esta aproximando ainda mais a seguradora do corretor.

Graduado pela Universidade Paulista (Unip), Mauro também ostenta no currículo um MBA pela Fundação Instituto de Administração (FIA) com cursos de extensão pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, a Emlyon Business School, da França, e a Cambridge Judge Business School, do Reino Unido. “A Mitsui Sumitomo, sendo uma empresa global, tem grande espaço para aumentar sua participação nos riscos corporativos e de médio mercado. Estou no lugar certo, na hora certa, pois acredito que o Brasil voltará a crescer já em 2021”, finaliza o diretor, que aguarda com ansiedade o fim da pandemia para encontrar todos pessoalmente. Afinal, num setor como o de seguro, fundamentado pelo relacionamento e boa fé, os relacionamentos pessoais serão sempre cultivados.

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Mercado de seguros tem queda de 3,5% no ano devido à pandemia

Fonte: Agencia Brasil

A arrecadação do mercado segurador brasileiro no primeiro semestre deste ano somou R$ 121,07 bilhões, queda de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. O número exclui o ramo de saúde e o seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (Dpvat).

A redução não foi maior por causa dos planos de previdência privada VGBL (Vida gerador de benefício livre), admitiu, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg), Marcio Coriolano. Com as taxas de juros baixa, os ativos têm volatilidade reduzida, o que torna os planos de previdência mais atrativos, em função de proteção de mais longo prazo que oferecem, indicou o executivo.

No ano passado, o setor fechou com aumento da receita de 12,2%. Apesar disso, a expectativa para 2020 era de expansão a taxas menores, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus. Em janeiro, as médias de crescimento começaram a baixar mas, no primeiro trimestre, houve aumento de 7,8%, ainda sem o efeito da covid-19, porque as medidas de isolamento social só foram decretadas a partir do fim de março.

Marcio Coriolano lembrou que abril foi o pior mês, durante a pandemia, para a economia como um todo, com retração de 21,4% em relação a março, para o mercado de seguros. “Teve um impacto muito forte para o setor segurador”. No mês seguinte, entretanto, o mercado “deu uma reagida”, também principalmente em função dos seguros de previdência VGBL, evoluindo 11,4%. Sem esses planos, teria ocorrido queda de 2,3% em maio.

Mitigação 

Os números de junho revelam crescimento substancial de 32,9%, auxiliado pela expansão de 59,6% dos planos VGBL, sem os quais o aumento no mês teria sido reduzido para 18,3%. Na comparação com junho de 2019, a arrecadação foi de 6,7%. O desempenho de junho contribuiu para mitigar a queda experimentada pelo setor segurador no segundo trimestre do ano, de -13,8%. O destaque, em junho, foi para os segmentos de danos e responsabilidade, com alta de 18,5%, notando-se o início do movimento de recuperação no setor de automóveis, depois de longa paralisação.

Na comparação semestral, o que se percebeu foi uma tendência para “poupança por precaução”, disse o presidente da Cnseg. “A pandemia despertou nas pessoas a necessidade de precaução, de aversão ao risco”. Os seguros foram demandados de forma diferenciada no primeiro semestre de 2020, comparativamente aos primeiros seis meses do ano passado. Os dados da Cnseg mostram crescimento significativo de ramos de menor ponderação relativa, como o marítimo e aeronáutico (+28,4%), rural (+25,2%) e responsabilidade civil (+19,8%). Na análise dos últimos 12 meses encerrados em junho, foi registrada alta de 6,1%.

Marcio Coroliano afirmou que a expectativa para o segundo semestre é de que não haverá taxas de crescimento equivalentes às do ano passado, levando em conta que a circulação não vai voltar de forma plena. Por isso, as taxas daqui para a frente deverão ser menores, abrindo oportunidade para produtos “que cabem no bolso do consumidor”. Ele acredita que o segundo semestre não será fácil. “Será um desafio para a economia como um todo e o setor de segurosnão vai escapar desse desafio”. Os seguros de pessoas vão continuar liderando.

Planos terão de cobrir teste de Covid-19

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu ontem o teste de sorologia para covid-19 na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. Mas a regra só vale para pacientes sintomáticos do novo coronavírus após o oitavo dia do surgimento dos sintomas. A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O procedimento que os planos de saúde terão de cobrir é a pesquisa de anticorpos IgG ou anticorpos totais, exame sorológico para identificar a presença de anticorpos no sangue da pessoa, mas que não é indicado para a fase aguda da infecção, em que pode transmitir a doença. Caso o teste tenha resultado positivo, significa que a pessoa já foi exposta ao vírus em algum momento.

Agora, a norma segue para publicação no Diário Oficial da União e passa a valer a partir desta sexta-feira (14/8). A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência após algumas idas e vindas em decisões sobre o tema. Uma liminar na Justiça já chegou a obrigar os planos de saúde de cobrir o teste sorológico para covid-19, que foi derrubada em julho.

A ANS assegura outros diagnósticos aos beneficiários, como o teste molecular (RT-PCR), indicado para a fase aguda da infecção e é obtido por meio da coleta do material genético do vírus em uma amostra de secreção nasal ou da garganta, coletada com uma espécie de cotonete (swab).

IRB capta R$ 2,08 bi em subscrições de ações

antonio Cassio IRB

Foram subscritas 300 milhões de ações, volume que corresponde a 99% da quantidade mínima estipulada para a operação

O IRB Brasil RE anunciou hoje que o processo de emissão de ações ordinárias para aumento de seu capital social alcançou R$ 2,08 bilhões. Foram subscritas 300.083.857 ações ordinárias, volume que corresponde a cerca de 99% da quantidade mínima estipulada e a 90,4% da quantidade máxima. A primeira rodada de oferta para exercício de preferência se encerrou na quarta, 12. 

“É uma demonstração inequívoca de que o mercado entendeu o propósito do trabalho desta administração, que está atuando sob um rigoroso projeto de governança e transparência”, disse o diretor presidente do IRB, Antonio Cassio dos Santos.

Cem mil acionistas do IRB Brasil RE aproximadamente exerceram o direito de preferência em adquirir ações. Cerca de 70% do valor obtido foi subscrito por acionistas institucionais e os demais 30% por acionistas individuais. “Isso mostra que o interesse veio de uma base pulverizada, é um sinal de que nossa marca segue forte depois do período desafiador pelo qual o IRB passou”, pontuou Santos. 

Em 8 de julho, o IRB Brasil RE anunciou que seu Conselho de Administração havia aprovado o aumento de capital social da companhia por meio de emissão de ações ordinárias. O valor anunciado para a emissão foi de no mínimo R$ 2,1 bilhões – que o ressegurador praticamente alcançou nesta primeira oferta – e no máximo de R$ 2,3 bilhões. Com a oferta das chamadas sobras – cujas regras de participação o IRB deve anunciar em breve ao mercado – o ressegurador deve alcançar o valor máximo. “Vamos chegar ao nosso objetivo de conseguir o total estipulado”, assegura o diretor presidente. 

O resultado apurado nesta quarta, segundo informa o IRB no Fato Relevante, “reforça, os níveis de solvência da companhia e propiciam melhoria nos patamares de reenquadramento regulatório da ‘cobertura’ das Provisões Técnicas, bem como da margem adicional de liquidez, fortalecendo, portanto, a sustentabilidade da estratégia de negócios do IRB Brasil RE”. 

“Como dissemos antes, esta solução garante o futuro da companhia de forma equilibrada, no longo prazo, e este primeiro resultado mostra que fizemos a escolha certa, agora referendada pelo mercado”, concluiu Antonio Cassio. 

Qualicorp e SulAmérica anunciam planos de saúde coletivos por adesão inéditos

Além de mais acessíveis, os novos produtos contam com diversas vantagens para o cliente, como desconto para contratação familiar, plano odontológico e serviço de telemedicina

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, e a SulAmérica Saúde anunciaram nesta terça-feira (11), durante uma live exclusiva, o lançamento do novo portfólio de planos de saúde coletivos por adesão.

O novo e inédito portfólio de produtos foi apresentado pelos executivos das duas empresas. Pela Qualicorp, participaram Bruno Blatt, CEO da Companhia, e Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios. Já pela SulAmérica Saúde participaram Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto, e Juliano Tomazela, head técnico de Saúde e Odonto.

Os planos de saúde coletivos por adesão lançados durante o evento possuem diversas novidades e vantagens para clientes e corretores. Além de preços mais competitivos, o usuário que contratar o plano de saúde para um ou mais dependentes terá desconto de 9% na mensalidade de todos os usuários, inclusive do titular do plano. Ou seja, em um ano, o cliente economiza mais de uma mensalidade inteira.

Outra característica do novo portfólio é que, além do plano coletivo por adesão, o produto contempla também plano odontológico (SulAmérica Odonto) e o Saúde na Tela, plataforma de consultas à distância da SulAmérica.

Para Bruno Blatt, o produto tem tudo para ser um campeão de vendas. Durante a live, o executivo frisou que a administradora quer ampliar a oferta de planos de saúde para seus clientes e dar protagonismo ao corretor de seguros. “Trabalhamos intensamente no desenvolvimento de serviços e produtos diferenciados como esse. Nos aproximamos muito de clientes e corretores para ouvir suas demandas e necessidades. Além desse novo portfólio, temos mais de 40 equipes internas trabalhando em uma série de projetos inovadores e disruptivos que devem ser lançados até o final do ano”.

Elton Carluci ressaltou a importância do corretor e informou que a campanha de bonificação para o profissional de vendas não só está mantida, como também deve ser expandida em breve para outras regiões. “A campanha Cyber Bônus, que é a melhor bonificação do país, permanece vigente. Essa iniciativa já está disponível no Rio de Janeiro e em São Paulo, e em breve devemos lançá-la em outras praças”, anunciou o executivo.

De acordo com Raquel Giglio, “trata-se de um dia histórico para essa parceria de longa data com a Qualicorp, em que damos um passo inédito e super inovador”. A executiva da SulAmérica destacou ainda o sucesso da plataforma Saúde na Tela, que foi ampliada durante a pandemia com a regularização da telemedicina e é um dos diferenciais do novo portfólio. O Saúde na Tela pode ser acessado via aplicativo de Saúde da SulAmérica para atendimento médico imediato ou agendamento em mais de 30 especialidades, além de psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Juliano Tomazela explicou os detalhes sobre o novo portfólio e destacou a competitividade do produto. “O corretor vai se surpreender com os preços. É uma tabela 100% nova. Estou certo de que vamos crescer em muitas regiões, inclusive nas praças em que ainda não temos tanta representatividade”, assegurou. 

O corretor e o empreendedorismo 

O evento virtual contou ainda com a participação especial do empresário Flávio Augusto, fundador da escola de inglês Wise Up e proprietário do Orlando City Soccer Club, time de futebol dos Estados Unidos. Flávio contou como se tornou um dos líderes mais admirados do Brasil e o que mais marcou sua trajetória de vendas. “No início da minha carreira, meus maiores concorrentes para usar o telefone público na realização das vendas eram os corretores de plano de saúde”, relembrou.

Para ele, o vendedor está muito próximo da essência do empreendedorismo por também ter um componente de risco muito alto em seu ofício. “Se ele vende, ganha; se não vende, não ganha. O vendedor lida com coragem com essa variável e a encara como oportunidade. Cada ‘não’ recebido é um não a menos perto do seu sim”, afirmou. O empresário também falou sobre a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, frisando que não se pode ter peso na consciência para enxergar oportunidades nesses momentos. 

“Você, corretor, que experimentou oscilações durante a crise, deve aproveitar, cuidar da mente e se concentrar no seu trabalho. Poder exercer suas tarefas pelo computador e pelo celular é um privilégio. Essa é a hora de aproveitar que o mercado está precisando de soluções e você tem essa solução nas suas mãos”, destacou Flavio.

Grupo Zurich busca preços mais altos para amortecer o impacto do COVID-19

zurich CFO

A explosão do armazém do porto em Beirute na semana passada provavelmente não representaria uma grande perda para a seguradora

Fonte: Reuters

Os negócios de seguro de vida e seguros gerais da Zurich Insurance foram atingidos pela pandemia COVID-19, mas o aumento das taxas de seguro empresarial fornecerá suporte, disse seu diretor financeiro na quinta-feira, quando a empresa divulgou uma queda de 42% no lucro líquido, para US$ 1,18 bilhão, em linha com as previsões. O índice combinado piorou para 99,8% contra 95,1% um ano antes.

As seguradoras foram atingidas em toda a linha por reclamações relacionadas à pandemia, incluindo viagens, lucros cessantes e cancelamento de eventos, além de seguro de vida. “Foram seis meses relativamente extraordinários”, disse o CFO George Quinn. “O desafio não acabou.”

A quinta maior seguradora da Europa disse esperar que os sinistros de seguros relacionados ao COVID-19 no segmento de seguros gerais sejam de US$ 750 milhões para o ano inteiro, o mesmo nível indicado em maio.

O lucro operacional no primeiro semestre caiu 40% para US$ 1,7 bilhão, atingido por pagamentos ligados à pandemia e mercados financeiros mais fracos, mas estava em linha com as previsões dos analistas de US$ 1,69 bilhão.

A empresa disse que o surto de coronavírus reduziu seu lucro operacional em US$ 686 milhões. Quinn disse à Reuters que o impacto sobre o negócio de seguro de vida da seguradora seria de cerca de US$ 120 milhões, com base em sinistros e mudanças de apólices. Além disso, as reivindicações relacionadas a distúrbios civis, principalmente nos Estados Unidos, totalizaram US$ 122 milhões, disse Quinn.

A explosão do armazém do porto em Beirute na semana passada provavelmente não representaria uma grande perda para a seguradora, disse ele.

Segundo a seguradora, as taxas de seguro empresarial subiram 8% nos primeiros seis meses, mas Quinn disse que os aumentos se aceleraram no segundo trimestre e que a tendência era “muito positiva”.


 

Os Impactos da Tesla no Mercado Segurador e as Soluções para os Prêmios Elevados do Seguro D&O

Artigo escrito por Pedro Ivo Mello, sócio do Raphael Miranda Advogados

Além de ter anunciado planos para lançar um seguro sob medida para automóveis com tecnologias avançadas de segurança e coleta de dados[1], o fundador e CEO da Tesla, Elon Musk, decidiu não renovar o seguro D&O deste ano para os diretores da companhia, substituindo-a com a promessa pessoal de uma cobertura supostamente equivalente àquelas oferecidas pelas seguradoras[2].

Conforme pontuado por Kevin LaCroix[3], tal equivalência dificilmente seria alcançada, na medida em que o arranjo cogitado dependeria exclusivamente da capacidade financeira de Musk para honrar com eventuais indenizações. Diversamente do que ocorre com as seguradoras, Musk não conta com a complexa estrutura de gestão de riscos possibilitada pelas grandes resseguradoras e retrocessionárias internacionais. 

Todavia, a decisão de Musk corrobora com a percepção cada vez mais comum de que os prêmios cobrados pelas seguradoras se encontram particularmente elevados, o que se deve ao efetivo aumento da sinistralidade no âmbito do seguro D&O. A atual crise decorrente da pandemia da COVID-19 foi mais um fator que intensificou esse movimento[4].

No Brasil, soma-se à pandemia ao menos três fatores que influenciam no aumento da sinistralidade: (i) a proliferação, nos últimos anos, de múltiplas operações policiais contra desvios de verbas públicas e esquemas de corrupção; (ii) a progressiva responsabilização de diretores e companhias por danos causados ao meio ambiente[5]; e (iii) a crescente possibilidade de acionistas reclamarem indenização contra as próprias companhias, tendência que ganhou corpo com a inédita condenação da Petrobrás, por sentença arbitral, a ressarcir determinados acionistas pelos prejuízos sofridos em razão dos fatos investigados na Operação Lava-Jato[6].

Em 2019, por exemplo, as seguradoras captaram R$ 625.865.685,00 de prêmios e pagaram R$ 825.791.123,00 de indenizações, como uma elevadíssima sinistralidade de 152%[7], contra uma sinistralidade, já alta, de 85% em 2018.

Nesse cenário, é possível que as empresas passem a cogitar ao menos quatro soluções para evitar o pagamento de prêmios elevados: (i) a adoção de uma espécie de autosseguro, sem a contratação de apólice D&O, na linha do que foi anunciado por Musk, privilegiando a celebração de acordos de indenidade com seus executivos, recentemente regulados pela CVM[8](ii) a diminuição de coberturas contratadas, abrindo mão especialmente da Cobertura “C”, por elevar significativamente os prêmios; (iii) a previsão de uma robusta Participação Obrigatória do Segurado na apólice, tendo como contrapartida a diminuição do prêmio; e (iv) o uso de seguradoras cativas constituídas como ferramenta de fluxo de caixa para gerir, otimizar e financiar os seus próprios riscos, melhorando a relação entre capacidade de colocação x taxa de prêmio cobrado[9].


[1] https://www.businessinsider.com/elon-musk-tesla-launching-insurance-company-nationwide-hiring-2020-7;https://www.insurancejournal.com/magazines/mag-features/2020/08/10/578302.htm

[2] https://www.insurancejournal.com/news/national/2020/05/01/567042.htm

[3] https://www.dandodiary.com/2020/04/articles/d-o-insurance/in-lieu-of-do-insurance-musk-agrees-to-provide-tesla-with-coverage/

[4] https://www.insurancejournal.com/news/national/2020/04/02/563095.htm

[5] https://www.conjur.com.br/2019-out-19/operacoes-pf-aumentam-procura-seguro-executivos

[6] https://exame.com/exame-in/em-caso-inedito-petrobras-tera-de-indenizar-investidores-por-ma-conduta/

[7] http://www2.susep.gov.br/menuestatistica/SES/principal.aspx

[8] https://www.machadomeyer.com.br/pt/inteligencia-juridica/publicacoes-ij/mercado-de-capitais-ij/cvm-estabelece-regras-para-contratos-de-indenidade

[9] https://www.pwc.com/us/en/industries/insurance/captive-insurance-and-risk-management.html

B3 passa a registrar contratos da Pottencial Seguradora

Edmar Paiva Pottencial

Acordo de prestação de serviços é o primeiro dentro Sistema de Registro de Operações (SRO), desenvolvido pela Susep e que cria a apólice eletrônica no Brasil

B3 passa a realizar, a partir de hoje, o registro eletrônico de contratos e apólices da Pottencial Seguradora, especializada em seguro garantia no Brasil. O acordo é o primeiro do mercado após a criação do Sistema de Registro de Operações (SRO), plataforma desenvolvida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) neste ano.

Um dos objetivos do SRO é implementar a apólice eletrônica no Brasil e acelerar o processo de digitalização dos contratos de seguros, tornando o processo mais ágil, transparente e com custos menores. A B3 é uma das registradoras homologadas pela Susep a atuar dentro do SRO.

“A decisão da Pottencial de escolher a B3 como parceira no registro de suas informações dentro do SRO é uma sinalização importante para o mercado. Estamos muito felizes em iniciar esse trabalho, que deve inaugurar um novo momento para o mercado de seguros brasileiro”, comenta Ícaro Demarchi Araújo Leite, superintendente de Seguros da B3.

“Sermos um dos primeiros a realizar o registro eletrônico das apólices através do SRO, em parceria com a B3, é um orgulho para a Pottencial, uma seguradora jovem, que traz em sua cultura o gosto pelo novo e pelas novas tecnologias, buscando sempre o melhor para os segurados e para a nossa rede de corretores e parceiros”, destaca Edmar Paiva, CFO da Pottencial Seguradora.

Além do registro de apólices, a B3 está trabalhando, junto ao mercado segurador, para entregar uma plataforma completa de produtos e serviços que auxiliem os participantes no cumprimento de demandas regulatórias e que, do lado do regulador, auxiliem o processo de supervisão e diminuam os custos de observância para o mercado como um todo.

“Estamos confiantes que nossa expertise no registro de ativos para o mercado financeiro e de capitais e a nossa capacidade tecnológica e operacional serão diferenciais para a nossa atuação nesse mercado”, finaliza Ícaro Leite.

D’Or Consultoria inaugura filial em Pernambuco

Rede DO'r

A empresa faz parte do Grupo Rede D’Or São Luiz e se firma como mais novo player do segmento, no Recife

Fonte: DO’R

A D’Or Consultoria é a mais nova empresa especialista em gestão de saúde e benefícios do Recife (PE). Com a filial, a região passa a contar com a presença da corretora que traz o know how de mercado, aliado ao padrão de qualidade e atendimento do Grupo Rede D’Or São Luiz, maior rede de hospitais privados do Brasil.

O evento virtual de inauguração da D’Or PE acontecerá na terça-feira, 18 de agosto, com a participação do CEO da D’Or Consultoria, Bruno Iannuzzi, diretoria nacional e diretoria do Recife. Além disso, contará com duas palestras sobre economia e tecnologia nos tempos atuais e no futuro.

A D’Or Consultoria é uma empresa jovem, mas com uma história robusta. Fundada em 2015 com aposta total em inovação, possui escritórios em São Paulo, capital e interior, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e, agora, Pernambuco.
“O anúncio da inauguração da filial da D’Or Consultoria em Pernambuco, ressalta o nosso compromisso em geração de valor por meio do investimento na economia local. Nossas expectativas são positivas e esperamos crescer nessa praça, em função do grande diferencial de serviços que prestamos, e, assim, consolidar a nossa marca na região”, ressalta Bruno Iannuzzi, CEO da D’Or Consultoria.

A filial de Pernambuco nasceu da oportunidade de compra e associação com a SaudeCorp, cujos sócios Evyo de Mello e Jair Medeiros, serão os responsáveis pela operação na regional. “A sinergia dos princípios das nossas empresas, principalmente, no compromisso da entrega dos serviços aos nossos clientes e o fato de passarmos a pertencer a um grupo da dimensão e compromisso da Rede D’Or São Luiz, foram decisivos para nossa associação”, destaca Evyo de Mello, diretor Executivo da D’Or PE.

As empresas do Recife e região poderão contar com a consultoria na administração adequada de um dos seus maiores custos: o plano de saúde. Os diferenciais da D’Or Consultoria possibilitam menos desperdício de recursos e mais saúde financeira às empresas, com soluções automatizadas baseadas em big data, gestão de saúde com programas a curto, médio e longo prazo, foco total em saúde, comunicação atrativa ao público, entre outras.

Mesmo em tempos conturbados, com cenários desafiadores, a D’Or Consultoria vê o cuidado como grande potencial e reafirma a sua aposta em oportunidades no mercado, sendo a tecnologia uma das principais ferramentas transformadoras dessa realidade.

Cuidado está no DNA da empresa
A D’Or Consultoria disponibiliza serviços que se adaptaram com a nova realidade dos negócios e oferece tecnologias e suporte digital. Um exemplo é o programa Cuid@r, lançado durante o isolamento social. O atendimento 360 cuida do colaborador onde ele estiver, por meio da integração de soluções que combatem os principais oneradores do orçamento em saúde: uso descontrolado e errôneo do benefício, saúde mental e, atualmente, mapeamento e captação de dados relacionados a COVID-19.

“Ainda estamos lidando com um momento de pandemia, é importante ressaltar isso. Com a nossa expertise desenvolvemos serviços que fornecem os melhores dados para lidar com a população de sua empresa neste momento, mesmo em situações de retomada das atividades”, afirma Iannuzzi.

Esse é o Radar COVID, que está dentre as soluções que o programa Cuid@r disponibiliza. Além disso, o programa traz: Telemedicina, consulta por vídeo com os melhores especialistas; o Nurseline, uma linha direta para cuidar da saúde dos seus colaboradores, com uma equipe de enfermagem altamente capacitada; e a Telepsicologia, avaliação psicológica digital com níveis de cuidados especializados e individualizados que garantem um direcionamento assertivo e saúde emocional para todos. Tudo com praticidade, atendimento personalizado e qualidade.

Para participar do evento digital de inauguração da D’Or PE, inscreva-se gratuitamente em: http://dorconsultoria.com.br/inscricao/

Serviço | Inauguração D’Or PE
Data: terça-feira, 18 de agosto de 2020
Horário: 17h30
Link para participar: http://dorconsultoria.com.br/inscricao/

Programação:
• Apresentação da D’OR PE

• Palestra: Economia atual e futura
Convidada: Zeina Latif, Doutora em Economia. Uma das maiores referências no mercado financeiro, sendo nomeada uma das mulheres mais influentes do mundo, pela revista Forbes.

• Palestra: Tecnologia atual e futura
Convidado: Silvio Meira, PHD em Computação, professor fundador do C.E.S.A.R, cientista chefe da TDS Company. Um dos nomes mais importantes do país quando o assunto é inovação e empreendedorismo.

• Roda de conversa com os palestrantes

Susep debate regras para emissão de dívida subordinada

susep

Medida para os mercados de seguros e previdência possibilitará a ampliação das fontes de financiamento do setor.

Fonte: Susep

A Susep colocou em consulta pública proposta para permitir e regular a emissão de dívida subordinada nos mercados supervisionados. A medida busca modernizar a regulamentação do mercado brasileiro de seguros e previdência aberta, alinhando o arcabouço doméstico a práticas difundidas nos mercados internacionais e fica aberta para comentários e sugestões até o dia 14 de setembro.

Trata-se de prática comum em mercados internacionais mais desenvolvidos. Na Europa, por exemplo, o mercado de dívida subordinada de seguradoras é superior a 150 bilhões de euros, com destaque para jurisdições como Holanda, França e Reino Unido.

Com a iniciativa, será facultada a emissão de um tipo de instrumento híbrido de capital e dívida, ampliando as fontes de financiamento para o setor. Tendo em vista suas características de subordinação e de absorção de perdas, que conferem maior proteção aos clientes das empresas emissoras, esses instrumentos serão elegíveis para compor o capital regulatório (Patrimônio Líquido Ajustado) das sociedades seguradoras, conforme diretrizes presentes nos próprios Princípios Básicos de Seguros da IAIS (International Association of Insurance Supervisors). 

Ainda, as emissões poderão ser realizadas no mercado local ou em mercados internacionais, ampliando o rol de instrumentos que poderão ser utilizados por investidores estrangeiros com apetite para aplicações em ativos financeiros no país. 

Transparência estimulada

As seguradoras que quiserem utilizar este instrumento deverão ter aderido ao Sistema de Registro de Operações (SRO), proporcionando maior transparência tanto para o supervisor quanto para potenciais investidores de mercado sobre suas operações de seguros. Atualmente, já há 3 registradoras com sistemas homologados e os registros já podem ser realizados de forma voluntária.

A medida que possibilita a utilização de mais um instrumento de captação de recursos e a redução do custo de capital das seguradoras, a partir do surgimento de um novo título que poderá ser negociado no mercado de capitais e, assim, atrair novos perfis de investidores para o mercado de seguros. 

Com base no patrimônio atual do mercado, a medida poderá atrair até R$ 5 bilhões de novas captações para o setor supervisionado pela Susep. A partir de novas captações, as entidades terão nova fonte de financiamento para ampliar sua oferta de produtos, além de investir em inovação e serviços para aprimorar o relacionamento com os clientes, por exemplo.

O Coordenador-Geral de Regulação Prudencial, César Neves, complementa que “este é um dos projetos que a autarquia vem implementando com vistas ao crescimento do setor e ao aumento da concorrência, sem que haja perda da qualidade da solvência das supervisionadas emissoras de dívidas subordinadas.”