Diretoria compra operação de seguro viagem da APRIL no Brasil

Sete executivos fecham acordo com a multinacional francesa para a aquisição

Fonte: April

Sete diretores da APRIL Brasil Seguro Viagem anunciaram nesta segunda-feira (29) a compra da operação de seguro viagem da multinacional francesa no mercado brasileiro. O acordo prevê a manutenção da marca e a continuidade dos produtos e serviços da especialista em soluções em seguros e assistências em viagem.

A APRIL Brasil Seguro Viagem está entre as top 3 empresas desta modalidade de seguro no mercado brasileiro e possui mais de 30 anos de experiência. Destaca-se pelos produtos completos e garantidos pela maior seguradora do mundo, a AXA Seguros e, principalmente, pela central de atendimento 24h, que é própria e reconhecida pela excelência dos serviços.

O quadro societário da nova April Brasil Seguro Viagem é formado pelo CEO, Luiz Gustavo da Costa (foto), e pelos diretores Claudia Brito (Comercial), Bruno Venancio (Jurídico e Compliance), Marcelo Galbe (Tecnologia e Inovação), Juliana Paschoa (Financeiro), Juçara Serrano (Operações) e Taís Mahalem (Marketing e Digital). Os novos sócios possuem amplo tempo de atuação na APRIL, alguns com mais de 14 anos, além de profundo know how no mercado segurador e de turismo.

“Em 2019, superamos a marca de meio milhão de seguros emitidos. Agora em 2020, vislumbramos as mudanças do cenário atual do turismo como uma grande oportunidade e fizemos uma oferta à matriz para assumirmos a operação de seguro viagem no mercado brasileiro”, afirma Luiz Gustavo da Costa, CEO da APRIL Brasil Seguro Viagem, acrescentando que as negociações foram concluídas na semana passada.

De acordo com o executivo, a diretoria brasileira acredita na expansão do mercado de seguro viagem no pós-crise. “A aquisição da operação é a maior prova de que acreditamos no negócio e confiamos que temos um time de grandes talentos, que conhecem o mercado profundamente. Entendemos que o cenário pós-pandemia irá trazer uma consciência ainda mais forte sobre a importância de embarcar protegido e isto, certamente, beneficiará o nosso setor. Estivemos muito próximos dos nossos parceiros e clientes desde o início da pandemia e percebemos a força da nossa estrutura, principalmente da Assistência e do Atendimento Comercial, que garantiram segurança e reforçaram a confiança na marca”, acrescenta. 

O CEO revela ainda que não haverá mudanças na operação da empresa no Brasil. A empresa seguirá com o risco coberto pela AXA, com sua central de atendimento própria e com toda a rede de prestadores de serviços internacionais. “Os clientes continuarão a ter os melhores planos e coberturas do mercado, que atendem a todos os perfis de viajantes e diferentes tipos de viagem”, enfatiza.

Sobre o futuro, o executivo revela que o foco se mantém na retomada do turismo nacional e internacional, na gestão e controle de custos e na otimização das operações. Paralelamente a isto, a empresa desenvolve um plano estratégico de inovação e novos produtos.

Desde 2017, a APRIL Brasil Seguro Viagem vem registrando crescimento de 20% ao ano e em 2019 o faturamento foi de R$ 100 milhões, o melhor resultado na década. Além disso, a empresa fez investimentos contínuos em tecnologia nos últimos anos, lançou novos serviços, como a cobertura para assistência pet em viagem, ampliou os canais de atendimento, incluindo o Teleatendimento e a Assistente Virtual Margot, além de ter patrocinado grandes eventos, como a Florida Cup, e participado de dezenas de feiras no setor de turismo.

Susep aprova compra e SulAmérica receberá R$ 3 bilhões da Allianz com a conclusão do negócio

fusões aquisicoes

Com a aprovação prévia da autarquia publicada na sexta-feira, 26, a Allianz se prepara para concluir a operação.

Na última sexta-feira, 26, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) comunicou a autorização prévia para a Allianz adquirir o controle societário da Sul América Seguros de Automóveis e Massificados S.A. (SulAmérica Auto). A partir de agora, a Allianz poderá concretizar a compra, conforme contrato assinado pelas companhias em 22 de agosto de 2019. Na ocasião, foi anunciada a aquisição das operações pela Allianz por R$ 3 bilhões. 

A Susep denomina “aprovação prévia” porque a operação ainda está sujeita ao cumprimento das formalidades legais e condições previstas contratualmente.

Até que se efetive a compra, as partes continuarão a conduzir seus negócios de forma independente. Nada muda para os clientes, corretores, assessorias e colaboradores de ambas as companhias. 

Sobre a Allianz Seguros

No Brasil há 115 anos, a Allianz Seguros atua em ramos elementares e saúde empresarial e está presente em todo o território nacional por meio de 48 filiais e aproximadamente 15 mil corretores de seguros, que são os principais parceiros de negócios da empresa. A companhia encerrou 2019 com R$ 3,3 bilhões em prêmios emitidos.

Tendo como premissa desenvolver ações de longo prazo, tanto nos seus negócios como no campo social, há 25 anos criou a Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA). Nesse período, a ABA já atendeu mais de 7 mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita (zona Leste de São Paulo), oferecendo atividades complementares à educação formal, como artes, esportes e capacitações tecnológicas e para o mercado de trabalho, no período em que os jovens não estão na escola. 

A seguradora nomeia o Allianz Parque, a arena multiuso mais moderna do País. Desde sua inauguração, em novembro de 2014, já recebeu mais de 7,5 milhões de pessoas.

GPTW Mulher: Icatu Seguros é eleita uma das melhores empresas para a mulher trabalhar

Fonte: Icatu

Especialista em pessoas, a Icatu Seguros, seguradora líder entre as independentes em Vida, Previdência e Capitalização considerando suas linhas de negócio, garantiu uma conquista inédita, sendo premiada como uma das melhores empresas para a mulher trabalhar, segundo o GPTW Mulher. A premiação, que já conta com quatro edições, é uma iniciativa do Great Place to Work Brasil (GPTW Brasil), com o intuito de promover discussões sobre o posicionamento da mulher na sociedade e indica anualmente as 70 empresas com as melhores práticas e iniciativas no tema.  

Com mais de 1.700 funcionários, a Icatu conta com 54% do seu quadro formado por mulheres, das quais 23% estão na alta liderança. Os números refletem a prática de algumas iniciativas para colaborar com a diversidade no ambiente de trabalho e que fizeram a diferença na avaliação. 

Em 2019, a Icatu montou um Comitê de Diversidade e Sustentabilidade formado por alguns líderes de diferentes áreas com o objetivo de participarem como apoiadores do tema. Para potencializar a implantação de ações, também foi criado um Grupo de Diversidade, formado por cinco mulheres no RH, com o propósito de estabelecer indicadores de diversidade e monitorá-los, além de elaborar uma agenda de eventos e campanhas, de forma a garantir diversidade e equidade para todos os funcionários.

A companhia participa ainda como membro do grupo de trabalho de Diversidade e Inclusão da CNseg, que tem o objetivo de entender o universo da diversidade no mercado segurador e promover debates sobre seu papel para a sustentabilidade do negócio de seguros. Ano passado, apoiou a Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), que busca a conscientização da mulher e seu espaço no mercado do trabalho.

Ao longo de todo ano, a empresa promoveu ações voltadas para suas funcionárias, como a campanha de conscientização do Outubro Rosa, com a realização de uma palestra sobre o câncer de mama, transmitida ao vivo para todas os escritórios da Icatu pelo Brasil. Ainda para celebrar a data, em parceria com as Lojas Marisa, participou da ação que presenteou 400 mulheres que passaram por mastectomia com um kit composto por sutiãs, batons e esmaltes, sinalizando a importância da redescoberta da autoestima para essas mulheres. 

“Nos últimos anos fomos reconhecidos cinco vezes seguidas pelo GPTW como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil e agora também pelo GPTW Mulher.  Isso mostra que estamos no caminho certo ao darmos cada vez mais foco para iniciativas de diversidade e equidade de gênero, ouvindo o que nossos funcionários têm a dizer, incentivando o protagonismo feminino no mercado de trabalho e abraçando as diferenças”, afirma Renata Carvalho, gerente de Treinamento e Desenvolvimento da Icatu Seguros. 

Governo desiste de projeto que destinaria R$ 4,25 bilhões do DPVAT para Saúde

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O governo federal desistiu do projeto que obrigava a Seguradora Líder – consórcio que administra o seguro obrigatório de veículos (DPVAT) – a repassar R$ 4,25 bilhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)

O dinheiro seria usado no combate à pandemia da Covid-19. O despacho em que o presidente Jair Bolsonaro solicita ao Congresso a retirada de tramitação do projeto foi publicado nesta sexta-feira (26) no Diário Oficial da União. A proposta (PLP 108/2020) estava em tramitação na Câmara dos Deputados e depois ainda teria que ser votada pelo Senado.

Na semana passada, o governo federal já havia desistido do regime de urgência para a análise do projeto. A decisão final sobre a retirada da proposta é do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sendo permitido recurso ao Plenário. Enviado à Câmara dos Deputados no dia 23 de abril deste ano, o texto chegou a ter parecer lido no Plenário, mas não foi analisado em razão do encerramento da sessão, horas antes de o governo retirar o pedido de urgência, em 17 de junho.

Valores bilionários

Segundo o projeto, os R$ 4,25 bilhões que iriam para a saúde equivalem a provisões técnicas da seguradora e não comprometeriam indenizações de vítimas de acidentes de trânsito ou despesas administrativas da empresa.

O governo afirma que o consórcio encerrou 2019 com R$ 8,421 bilhões em provisões técnicas – valores em conta para cobrir os sinistros – o que permitiria dar nova destinação a R$ 4,25 bilhões sem comprometer o montante necessário às indenizações e outras despesas.

O projeto estabelece que o valor seria repassado ao SUS em uma única parcela. O dinheiro seria usado no combate à pandemia de covid-19.

Atualmente, a saúde pública já é beneficiada pelo seguro obrigatório. O Fundo Nacional de Saúde (FNS), gestor financeiro do SUS na esfera federal, recebe 45% dos valores arrecadados com os boletos pagos pelos proprietários de veículos a título de seguro obrigatório.

Segunda vez

O PLP 108/2020 é a segunda tentativa do governo Jair Bolsonaro de interferir na arrecadação do DPVAT. A primeira foi a Medida Provisória 904/2019, que extinguia o seguro obrigatório e destinava R$ 3,75 bilhões das provisões técnicas da Seguradora Líder para a Conta Única do Tesouro Nacional. À época, o governou informou que a medida provisória tinha potencial para evitar fraudes no DPVAT, bem como amenizar ou extinguir os elevados custos de supervisão e de regulação.

Publicada em novembro de 2019, a MP 904/2019 acabou suspensa em dezembro por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o que manteve a cobrança do seguro obrigatório em 2020. Como não foi votada pelo Congresso, a MP perdeu a validade.

Em janeiro deste ano, o STF também suspendeu a resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que previa redução dos valores do DPVAT em 2020.

Evento on-line da AIG Seguros debate casamento e direitos civis LGBTI+

Para celebrar o Mês do Orgulho, grupo de funcionários da seguradora promoveu discussão sobre a conquista da comunidade LGBTI+ aos direitos civis, entre eles de família e sucessórios

Fonte: AIG

Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTI+, comemorado em junho, a AIG Seguros realizou na última quarta-feira, dia 24, um evento virtual para debater as implicações jurídicas do casamento ou união estável e como essas conquistas trouxeram garantias civis à comunidade, principalmente quando o assunto é família e sucessão. O debate foi promovido pelo Diversitas LGBT & Aliados, um dos três grupos de diversidade dentro da AIG Brasil. 

Para falar sobre o tema, a AIG convidou Roseli Saltoratto, advogada especialista em Direito Cível e Societário, para compartilhar com todos os colaboradores da companhia a importância desses direitos que equiparam os relacionamentos homo e heteroafetivos perante a lei. 

“Apesar dos avanços que tivemos nos últimos anos, não há até hoje no Brasil uma legislação específica tratando do casamento homoafetivo. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconheceu o direito ao casamento civil em 2011, enquanto apenas em 2013 o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) permitiu a todos os cartórios realizarem uniões deste tipo. É tudo muito recente e nada impede que haja um retrocesso. Por isso, ainda precisamos evoluir juridicamente para garantir a igualdade para todos”, afirma Roseli. 

Diversidade na AIG 

Com mais de 140 grupos de afinidade espalhados por 54 países em todo o mundo, a AIG tem um posicionamento firme na defesa da diversidade, inclusive na sua liderança global. Recentemente, em reação a atos de racismo, a companhia anunciou a doação de US﹩ 500 mil para instituições globais focadas em medidas antirrascistas. 

No Brasil, além do Diversitas LGBT & Aliados, a AIG possui outros dois grupos: Women@Work (WOW) – Mulheres e Aliados, focado no desenvolvimento profissional para as mulheres e equidade de gênero, e o DÆRC (Diversidade Étnico-Racial Consciente), cujo objetivo é ampliar e fortalecer as oportunidades à população negra, por uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Juntos, os colaboradores da seguradora estão envolvidos em esforços para promover uma cultura inclusiva para todos. Dos 250 funcionários da AIG no Brasil, cerca de 20% (em torno de 50 pessoas) participam ativamente e de forma voluntária de algum grupo de diversidade. 

NotreDame Intermédica compra Grupo Santa Mônica por R$ 233 milhões

Movimento reforça o objetivo da Companhia de dar continuidade a estratégia de crescimento e fortalecimento da Rede Própria em novas praças do Brasil

Fonte: Notredame

O Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) anunciou ontem, no final do dia, a celebração de um acordo de compra do Grupo Santa Mônica – maior operador de saúde verticalizado do Centro-Oeste Mineiro – marcando sua entrada com Rede Própria no Estado de Minas Gerais. A transação está sujeita à aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). 

O negócio foi fechado por R$ 233 milhões, incluindo os imóveis dos dois hospitais. Serão pagos R$ 100 milhões à vista, em dinheiro, na data de fechamento da transação, e R$ 133 milhões em seis parcelas iguais e anuais, descontado o endividamento líquido a ser apurado na data de fechamento e abatidas eventuais contingências. Com a conclusão da transação, a companhia passará a deter, de forma indireta, o controle do Grupo Santa Mônica, com 89,9% das quotas da SMV Serviços Médicos Ltda.; 92,0% das quotas do Hospital e Maternidade Santa Mônica S.A.; 75,2% das quotas da Incord – Instituto de Neurologia e do Coração de Divinópolis Ltda.; e 86,1% das quotas do Bioimagem Santa Mônica Ltda.

Fundado em 1993, o Grupo Santa Mônica atua em um agrupamento de municípios com mais de 1,1 milhão de habitantes, sendo destes 340 mil beneficiários de planos de saúde. A região tem forte presença das indústrias siderúrgica e têxtil, além de um relevante mercado local de consumo e serviços, resultado da capilaridade de suas PMEs.  

O Grupo Santa Mônica possui uma carteira com cerca de 41 mil beneficiários na região (88% corporativo), com duas Unidades hospitalares nos municípios de Divinópolis e Nova Serrana, totalizando 265 leitos, sendo 65 de UTI, e mais de 28 mil metros quadrados de área construída. O Santa Mônica conta, ainda, com um parque de imagem completo (com tomografia e ressonância magnética) e laboratório de análises clínicas, além de uma operação própria de serviços de hemodinâmica. Em 2019, apresentou um faturamento de R$ 89 milhões, com sinistralidade de 74%. 

Com esta aquisição, o Grupo NotreDame Intermédica fortalece sua estratégia de aumentar a presença com Rede Própria em diferentes estados, consolidando sua atuação nacional. Este movimento se iniciou em 2019 com a chegada na região Sul, nos estados de Santa Catarina e Paraná, após a compra da Clinipam e, no mês passado, do Hospital do Coração em Balneário Camboriú. O plano de integração prevê relevantes sinergias operacionais e a criação de uma nova Regional da Companhia no Estado de Minas Gerais. “Queremos levar nossa experiência de atendimento verticalizado e focado no acolhimento diferenciado a maior parte da população brasileira, com oportunidades de ganhos operacionais e administrativos, bem como relevante potencial de expansão regional, tanto orgânica quanto inorgânica”, destaca Irlau Machado Filho, presidente do Grupo NotreDame Intermédica. 

O Grupo NotreDame Intermédica é, hoje, a maior operadora de saúde do Brasil, com mais de 50 anos de mercado, 6,2 milhões de beneficiários e uma estrutura própria de atendimento que soma 23 hospitais, 87 Centros Clínicos, 14 Unidades de Medicina Preventiva, 11 Unidades de imagem diagnóstica e 62 pontos de coleta NotreLabs, o laboratório de análises clínicas do Grupo. Um dos diferenciais do GNDI é oferecer a melhor experiência ao beneficiário: rapidez nos agendamentos de consultas, atendimento humanizado, medicina preventiva, bem como a gestão eficiente da saúde dos colaboradores das empresas clientes. A compra do Grupo Santa Mônica irá ampliar ainda mais toda essa infraestrutura e agregar valor aos serviços já oferecidos aos beneficiários. 

Apesar do momento atípico e desafiador gerado pela pandemia do Coronavírus, que tem causado uma crise na saúde e na economia, o Grupo NotreDame Intermédica tem mostrado que continua investindo. “Estamos muito confiantes em integrar o Grupo Santa Mônica à nossa estrutura por muitos fatores, em especial, por termos uma grande sinergia no modo verticalizado de operar e nos resultados consistentes que o Grupo tem apresentado. Esta aquisição fortalece o nosso vitorioso modelo de operação verticalizada, que garante nosso crescimento de forma sustentável e segura, além de reforçar o compromisso do GNDI com a sua missão de tornar saúde de qualidade acessível a gerações de brasileiros”, finaliza Irlau Machado Filho. 

IRB entrega às autoridades investigação que mostra informações inverídicas sobre Berkshire Hathaway

Relatórios mostram divulgação intencional de informações falsas e pagamentos realizados de forma indevida. MPF, CVM e Susep já receberam a documentação. A Companhia tomará medidas legais para ser ressarcida dos prejuízos

O IRB Brasil RE informou nesta sexta-feira, 26 de junho, que a investigação independente realizada pela KPMG e pelo escritório Felsberg Advogados sobre a divulgação de informações a respeito da base acionária da companhia foi finalizada. Os investigadores identificaram os responsáveis pela divulgação de informações inverídicas sobre uma suposta participação da Berkshire Hathaway como acionista do IRB Brasil RE. Esses responsáveis são ex-executivos da Companhia, que praticaram atos individuais irregulares, fora de seus mandatos e de seus poderes regulares de gestão.

Em paralelo a esta investigação, a nova diretoria do IRB Brasil RE também realizou apurações internas que mostraram o pagamento indevido de bônus a antigos executivos e colaboradores da Companhia e de empresas controladas, em operações realizadas no exercício de 2019 e 2020. O montante já identificado nessas operações é de cerca de R$ 60 milhões. Além disso, a nova gestão verificou que em fevereiro e março de 2020 foram realizadas operações de recompra de ações da Companhia que ultrapassaram as quantidades autorizadas pelo Conselho de Administração em 2.850.000 ações. Os responsáveis primários por essas irregularidades, que igualmente não se encontram mais nos quadros do IRB Brasil RE, já foram identificados.

Todas essas atividades e operações foram levadas a cabo sem que o Conselho de Administração fosse informado ou as avalizasse, ou seja, à revelia.

“Nós nos dedicamos muito nestas últimas semanas a uma análise abrangente, criteriosa e extremamente rigorosa de todas as operações, ações e decisões tomadas no IRB Brasil RE antes da chegada da nova diretoria, de forma a provermos às autoridades, aos nossos acionistas, ao Conselho de Administração e ao mercado um quadro completo e verdadeiro sobre a Companhia”, diz o presidente do Conselho de Administração e atual diretor-presidente Antonio Cassio dos Santos.

A Companhia já entregou todo o material apurado ao Ministério Público Federal (MPF), à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). No MPF, o processo correrá sob segredo de Justiça, e por isso os nomes dos envolvidos e os detalhes dos fatos não podem ser tratados publicamente pelo IRB Brasil RE. A Companhia passará agora a colaborar com as investigações das autoridades competentes e também tomará as devidas providências legais a fim de ser ressarcida de todos os prejuízos que lhe foram causados por condutas irregulares cometidas pelos indivíduos envolvidos.

“Nós temos plena consciência de que há bastante trabalho a ser feito no IRB Brasil RE para que a Companhia recupere a confiança pela qual já prezou até um passado recente”, diz Werner Suffert, Vice-Presidente Executivo, Financeiro e de Relações com Investidores. “Neste sentido, entregar os resultados dessas investigações e apurações internas às autoridades é um marco.”

Wilson Toneto, Diretor Vice-Presidente Executivo de Riscos e Conformidade do IRB Brasil RE, concorda. “Esta é a reafirmação daquilo que esta gestão tem dito desde que assumiu, há algumas semanas: não compactuaremos com quaisquer irregularidades que tenham sido feitas na companhia, em linha com o compromisso que temos com a transparência, a integridade, as melhores práticas de governança e com a busca incessante pela melhoria em nossos processos de compliance”, diz ele.

Série “O que mudou com o Covid-19”: Porto Seguro

O blog Sonho Seguro fez um levantamento sobre como as seguradoras têm lidado com as consequências da crise do novo coronavírus. A quinta entrevista desta série foi com Roberto Santos, presidente da Porto Seguro.

Quais as ações de voluntariado das seguradoras em tempos de isolamento (diferente de ações sociais)? 

O voluntariado da Porto Seguro, composto por colaboradores da empresa, está em isolamento desde o início da pandemia como forma de preservá-los e também preservar as pessoas que são atendidas por eles.

Participam de algum grupo de doadores? Quais? Detalhe 

A empresa não está participando de grupo de doadores. Está escolhendo e fazendo suas próprias doações.

Qual a experiência de áreas tradicionalmente fixas no escritório, agora em home office (sinistros, operações, etc)? 

O que orientamos neste momento é que apenas o contato presencial seja encerrado, para a segurança dos nossos colaboradores, parceiros e clientes. Diante disso, seguindo recomendações das autoridades públicas, suspendemos temporariamente o atendimento presencial no Complexo Matriz, Sucursais, Centros Automotivos Porto Seguro e Centros de Atendimento Rápido em São Paulo, capital.  Identificamos a necessidade de proteger nossos colaboradores e colocamos em prática um plano de home office integral para 95% da companhia. A principal questão seria como embarcar a tecnologia para que a operação funcionasse exatamente da mesma maneira. E conseguimos. Não tivemos problemas para essa implementação devido aos investimentos que fizemos em tecnologia nos últimos anos.  Na Porto Seguro mais de 3 mil funcionários da companhia já atuavam em home office integral antes desta pandemia. Todos os serviços permanecem disponíveis. Os serviços de socorro e emergenciais (até mesmo para residências) têm liberação para funcionar normalmente, por isso, estamos atendendo os casos com as devidas precauções.  

Como as empresas estão mantendo a proximidade das equipes e se comunicando em tempos de isolamento com funcionários?

Entre as equipes internas a comunicação tem se dado de maneira direta e nos canais já conhecidos para conferências, para realização de calls, reuniões ou para chamadas rápidas.  Comunicamos, de forma transparente, sobre os nossos esforços no lançamento de iniciativas e a importância de que todos os corretores sigam assistidos, bem como os funcionários e prestadores. Por isso, deixamos espaço para que todos contribuam com sugestões e opiniões. A ideia é mostrar que seguimos atuando normalmente, apesar dessa nova rotina. Quanto a iniciativas para colaborar com a saúde física e mental dos funcionários, fornecemos dicas de home office e saúde mental, para que todos sejam orientados de como lidar com esse momento novo para todos; dicas de ergonomia para que saibam como lidar com a saúde física; dicas de prevenção e cuidados com a saúde, incluindo cuidados para a não propagação do coronavírus. Fizemos palestra para os líderes e uma Live com um médico especialista com informações sobre a doença; intensificamos o canal Serviço Alô Saúde para tirar dúvidas sobre a doença; também temos o programa Fique Bem, que está preparado para dar suporte aos colaboradores e seus familiares que tiverem com problemas ligados à saúde mental e nossos assistentes sociais estão à disposição para dar apoio emocional por telefone.  

E com os Corretores?

Para os corretores a companhia tem atuado em diversas frentes para garantir que as pessoas continuem protegidas, assim como os seus bens. O principal canal de comunicação da Porto Seguro com eles continua sendo a recém-lançada rede social (via Instagram) Corretor é Para Sempre,  o Portal Corretor Online, onde divulgamos as informações mais importantes, notícias e orientações. Além desse, temos outras plataformas e ferramentas de comunicação: ampliação dos serviços oferecidos pelo app do Corretor Online, Porto Educ (plataforma de treinamento da companhia), Corretor 2.0 (ferramenta que ajuda os Corretores a gerenciarem a sua própria carteira de clientes), e PromoDigital (ferramenta online que fornece materiais promocionais personalizados para os Corretores). 

Como minimizar o impacto nas vendas neste momento: campanhas, treinamentos on-line, incentivo de vendas, visitas virtuais. 

Neste momento, adotamos condições especiais para alguns produtos com o objetivo de garantir que as pessoas continuem protegidas, assim como os seus bens. Abaixo os exemplos de iniciativas para beneficiar clientes e corretores, que adotamos para este período agudo da pandemia (abril e maio). 

1 – Por excepcional liberalidade em função da crise, a Porto Seguro decidiu manter os preços do ano anterior nas renovações dos seguros de Automóvel; Residência; Condomínio e Empresarial. 

2 – Implementamos a forma de pagamento de 10x sem juros para os seguros automóvel no cartão de crédito de todas as bandeiras pelo prazo de 30 dias contados a partir de 02/04, somente para renovações do Grupo Porto Seguro; 

3 – Linha de empréstimos com taxas subsidiadas para Corretores cadastrados (capital de giro) de até R$ 30 mil com carência de até 90 dias.  

Também estamos com campanhas de mídia no ar e seguimos com treinamentos online para corretores.

Com o distanciamento, eventos presenciais estão proibidos. Poderão ser online? Se já estão agendados, passar mais detalhes 

Assim como todo o mercado, ainda estamos analisando todas as demandas e possibilidades. O que podemos ressaltar é que por agora o contato presencial foi suspenso temporariamente e recomendamos o uso das tecnologias disponíveis para a realização dos encontros que forem fundamentais. Estão sendo realizadas remotamente palestras, lives, salas virtuais e treinamentos – para corretores e funcionários.  

 
Que tipo de ações acreditam que o governo poderia endereçar para ajudar o setor segurador? 

Entendemos que o Governo deveria olhar para o mercado segurador com mais carinho e atenção, face a importância da nossa função de proteção para a sociedade. Em todo mundo, a Industria de Seguros exerce papel preponderante na economia dos países. Uma agenda constante de comunicação e de maior proximidade seria muito bem-vinda.

Diante das dificuldades sociais, há alguma ação junto a clientes para mitigar riscos de desordem social?

Entre as principais dificuldades desse momento, entendemos que as pessoas precisam de soluções práticas que ajudem a resolver algumas questões sem sair de casa para evitar aglomerações nas ruas. Para ajudar, estamos nos movimentando para estar presente no dia a dia das pessoas com produtos de serviços e condições especiais que tornem essas soluções cada vez mais acessíveis e, assim, colaboramos para que as pessoas continuem em casa mesmo diante de um imprevisto. Neste momento, as pessoas querem ter a certeza de que podem confiar e contar com as marcas no qual tem algum tipo de vínculo. E para apoiar os nossos clientes e estabelecer essa comunicação, estamos concentrando nossos esforços em diversas frentes, investindo no diálogo, priorizando o atendimento humanizado e ainda, reforçando o uso dos canais digitais. 

Há recomendações sobre os riscos de retomada das atividades? Quais? 

O risco é que a contaminação continue crescendo após a flexibilização, por isso é importante continuar colocando em prática as orientações transmitidas pelas autoridades públicas de modo a preservar a saúde de nossos públicos.

A crise abre oportunidades. Há interesse em aquisições que possam surgir no pós covid? 

Formado por 27 empresas que atuam nos mais diversos ramos, o grupo Porto Seguro está sempre atento às movimentações, consolidações, tendências e oportunidades surgidas nos mercados em que atua.  Estamos otimistas especialmente com o segundo semestre, no qual o setor deve ampliar a atuação em diversos segmentos de não seguro. Vamos lançar novas coberturas, produtos na área de serviços e sustentáveis, para atender diversas demandas de clientes e também do mercado. A Porto Seguro é uma empresa consolidada e isso nos dá segurança para enfrentar esse cenário e todos os seus reflexos, e também estudarmos futuros riscos. Inevitavelmente a economia será impactada pela pandemia. Temos a segurança para enfrentar esse momento, mas também nos proporciona olhar para o agora com calma e estudarmos futuros riscos. Entendemos que ainda é muito cedo para falarmos com precisão sobre os reflexos, logo estamos apontando tendências iniciais.

Victoria Werneck traz cenário econômico do Brasil e no mundo em live da Icatu Seguros

Trazendo sua análise mensal do cenário econômico e um panorama futuro, a convidada da live da Icatu Seguros desta quinta-feira, 25, foi a economista-chefe da seguradora, Victoria Werneck. O avanço de um mês desde sua última análise trouxe algumas mudanças, um pouco mais positivas, no cenário geral da economia com a relação a pandemia. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o PIB anualizado caiu 5% no primeiro trimestre, o último dado de atividade econômica surpreendeu de forma positiva. De acordo com dado divulgado nesta quinta-feira, 25, as encomendas de bem duráveis subiram 15,8% em maio, superando a previsão de aumento de 9,8 %. No cenário mundial, a injeção de dinheiro feita pelos Bancos Centrais do G10 na economia desde meados de janeiro – US$ 6 trilhões até então – vem garantindo a liquidez para a compra de ativos.

Porém ainda lidamos com muitas incertezas pela frente. O fato da descoberta e uso de uma vacina ou até mesmo medicamento eficaz ainda estar distante, faz com que medidas de distanciamento social se tornem necessárias por um tempo indeterminado. “Teremos sim a volta das atividades, mas dentro de uma nova normalidade, pois sabemos muito pouco sobre o comportamento do vírus após o relaxamento das medidas de isolamento”, explica Victoria. 

Diferente da maioria dos países que realizaram medidas de lockdown, após 90 dias da centésima morte registrada, o índice de óbitos no Brasil referente à Covid-19 continua subindo. O PIB do país vinha crescendo de forma sustentada, mas ao final de 2019 já estava 3,1 % abaixo do pico do primeiro trimestre de 2014. Já no primeiro trimestre de de 2020 despencou a uma taxa anualizada de 6%. A expectativa do mercado é que o PIB encolha 6,5 em 2020. 

Embora os dados da indústria ainda sejam ruins, considerando o atualizado de abril, indicativos mais recentes mostram leves sinais de melhora. A confiança do empresário industrial já cresceu em junho comparando com maio, assim como o índice de confiança do consumidor. 

“Como a crise nos pegou ainda em março, os resultados consolidados do segundo trimestre, que ainda não temos, serão os piores. Ainda assim não acredito que será uma crise profunda por muito tempo. Será acentuada, mas acredito no início da recuperação a partir do final do ano”, conclui Victoria. 

Qualicorp compra carteira de clientes da Clube Care

A aquisição, conduzida de forma totalmente digital, contempla planos coletivos por adesão operados pela Assim Saúde e reforça a atuação da Companhia no Rio de Janeiro

Fonte: Qualicorp

A Qualicorp anuncia a compra de carteira de cerca de 14 mil clientes da administradora de benefícios Clube Care, referente ao segmento Coletivo por Adesão e operada pelo Grupo Assim Saúde, que atua na capital fluminense e Grande Rio de Janeiro. 

Com investimento de R$ 20 milhões, o objetivo da Qualicorp é reforçar sua presença regionalmente e ampliar o portfólio de planos de saúde. “Com a aquisição, nós queremos fortalecer cada vez mais a atuação da Companhia, com oferta de produtos de qualidade e mais acessíveis para diferentes segmentos da população”, destaca Bruno Blatt, CEO da Qualicorp.

O processo foi realizado de forma totalmente digital, incluindo a prospecção, as negociações, a due diligence, o fechamento do acordo e as assinaturas do contrato. “Pela primeira vez na história da Qualicorp realizamos uma transação desse porte sem nenhuma interação presencial. As equipes envolvidas conduziram todas as etapas de maneira online”, ressalta o executivo. Além de seguro, esse formato trouxe mais agilidade para concluir a operação.

Recentemente, a Qualicorp firmou uma parceria com a operadora Assim Saúde para comercialização de planos de saúde do segmento Adesão, voltados a profissionais do comércio, profissionais liberais, servidores públicos e estudantes. A Assim Saúde é uma das operadoras que mais crescem no país, tendo registrado expansão de 95% em sua carteira de clientes do segmento Coletivo por Adesão em 2019. 

“A nossa missão é viabilizar o acesso da população à saúde privada. A parceria com a Assim Saúde reforça a oferta de planos de saúde aos moradores do Rio de Janeiro. Entre as 16 milhões de pessoas que moram no Estado do Rio de Janeiro, apenas 5,36 milhões têm um plano de saúde particular”, completa Bruno Blatt.

A iniciativa reafirma, também, a estratégia de crescimento da Qualicorp. De acordo com Elton Carluci, vice-presidente Comercial, de Inovação e Novos Negócios, “um dos pilares da Companhia é o crescimento por meio de fusões e aquisições (M&A). Por isso, estamos sempre atentos ao mercado. Outro caminho que a Qualicorp aposta é a expansão orgânica. Nessa frente, estamos nos aproximando cada vez mais do corretor e trabalhando no desenvolvimento de novos produtos, além de reforçar nossa política de regionalização”.

A compra de carteira da administradora de benefícios Clube Care soma-se às 1,2 milhão de vidas que a Qualicorp possui em seu portfólio na categoria Adesão médico-hospitalar, que representa aproximadamente 92% do faturamento da empresa.