Decisões erradas podem prejudicar milhões de beneficiários de planos

Diretora executiva da FenaSaúde alerta para riscos de intervenções na saúde suplementar

Fonte: FenaSaúde

Os planos e seguros de saúde têm demonstrado seus méritos durante a pandemia, ao garantir cuidados e atendimentos aos beneficiários que precisam de atendimento – não apenas para covid-19, mas para as demais doenças. Também se mostram cada vez mais importantes por colaborar com o funcionamento de toda a cadeia de saúde do país, ajudando a desafogar o SUS. Por outro lado, os planos têm sido atingidos por medidas que, no intuito de proteger alguns, podem prejudicar todo o conjunto de usuários.

“Temos que tomar cuidado com iniciativas que são tomadas sem uma avaliação mais completa de suas consequências. No caso da saúde suplementar, algumas decisões miram o individual, o imediato, mas acabam prejudicando o coletivo, comprometem a vida de milhões de pessoas”, afirmou a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, durante a 7ª edição do fórum “A Saúde do Brasil”, realizado pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 27.

A saúde suplementar pode ser vista como uma caixa d’água que irriga todo o sistema de prestadores de serviços de saúde, como hospitais, laboratórios, clínicas, médicos e enfermeiros. Em média, 85% de tudo o que as operadoras arrecadam na forma de mensalidades pagas pelos seus beneficiários são repassados para remunerar os demais elos da cadeia. Isso significa quase R$ 1 bilhão a cada dois dias.

Intervenções mal calculadas podem trazer consequências severas para o equilíbrio deste sistema. “Decisões sobre produtos e tecnologias fora do rol, suspensão de reajustes, ampliação de cobertura sem a devida contrapartida, tudo isso compromete a relação contratual e a sustentabilidade do setor”, disse Vera. Tais interferências podem, ainda, colaborar para provocar a expulsão de usuários. “Essa evasão sempre leva a impacto expressivo no SUS”, completou. 

Ao comentar a recente decisão da ANS que suspendeu os aumentos das mensalidades até dezembro, a diretora executiva lembrou que, de maneira voluntária, as operadoras associadas à FenaSaúde suspenderam todos os aumentos de todos os contratos individuais, coletivos por adesão e de pequenas e médias empresas até 29 vidas por três meses, entre maio e junho. “Agora todos os reajustes estão congelados até o final do ano”.

O setor de saúde suplementar vem se preparando para desafios que já estão surgindo e devem se intensificar no pós-pandemia. Em um cenário de permanência, e até de agravamento, da crise econômica, a FenaSaúde defende novos modelos de coberturas, mais condizentes com a realidade atual do mercado de trabalho, para permitir que novos usuários consigam acessar os planos.

Vera Valente destacou, ainda, que a pandemia acelerou mudanças e deixou aprendizados, como a necessidade de maior foco na atenção primária à saúde e a rápida evolução da telemedicina, conquista que precisa ser preservada quando a modalidade for definitivamente regulamentação a partir de 2021 – a legislação atual só vale enquanto durar o estado de emergência de saúde pública.

“O modelo precisa sair do hospitalocêntrico, ser organizado de outra forma. É bom para o paciente, que não vai ao hospital, e reduz os custos do sistema como um todo”, afirmou Vera. “As pessoas estão vendo como é bom valorizar o autocuidado, ser responsáveis por sua própria saúde. A covid mostrou agravos maiores em pessoas com comorbidades”.

Neste ano, pela primeira vez, o seminário foi realizado em formato virtual, em razão da pandemia. Além de Vera Valente, o painel “Crise Econômica e Transparência” contou com a participação do médico infectologista e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip; do superintendente do HCor, Fernando Torelly; e do professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Gonzalo Vecina. A mediação foi de Mariana Versolato, editora de Ciência e Saúde da Folha de S.Paulo.

Crescimento dos seguros cibernéticos

Aumento foi de 148,7% na arrecadação na comparação mensal entre junho/20 e junho/19

Fonte: CNseg

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os riscos cibernéticos estão entre as mais frequentes ameaças às empresas e pode impactar mais os negócios do que desastres ambientais. Com as restrições impostas pelo governo para conter a disseminação do novo coronavírus e a adoção do regime de teletrabalho por grande parte das empresas, os riscos cibernéticos ficam mais latentes e a busca por proteção contra os seus danos apresenta forte crescimento.

Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o seguro Compreensivo Riscos Cibernéticos registra aumento de 148,7% em sua arrecadação na comparação mensal entre junho/20 e junho/19 – taxa superior a de maio/20, de 53,3%. Desta maneira, o resultado de 2020 para o produto é mais que o dobro daquele observado primeiro semestre de 2019, com crescimento de 115% em sua arrecadação.

O produto é direcionado para pessoas jurídicas, incluindo pequenas e médias empresas. Em relação a coberturas, os pedidos de resgate, no caso de “sequestro de dados” por ransomware, estão amparados pelo seguro, bem como a investigação para entender o que ocorreu e, ainda, outros prejuízos consequentes (tais como: lucros cessantes e despesas operacionais decorrentes da paralisação das atividades das empresas, o que pode ocorrer por conta do ransomware). Além disso, uma vez que os dados de uma empresa foram vazados (e, como consequência, houve a extorsão) podem incorrer custos para tentar recuperar e reparar estes dados. Adicionalmente, podem ocorrer investigações por órgãos reguladores, cujos custos para resposta a tais investigações também se encontram amparados pela apólice contratada, bem como as multas impostas nos processos regulatórios. Caso surjam reclamações judiciais de clientes pelo vazamento de dados, os custos de defesa e de eventuais indenizações também estarão amparados.

IRB consegue R$ 2,2 bi em recursos; sobras serão vendidas em leilão especial

O IRB Brasil RE informou hoje que o processo de aumento do capital social da companhia registrou, até a última segunda-feira (24/08), a subscrição total de 323.506.789 ações, ao preço de emissão de R$ 6,96 cada, somando o valor de R$ 2.241.902.047,77. Ou seja, 97,47% das ações ofertadas na capitalização foram subscritas até o momento. 

Os números foram alcançados após o encerramento do prazo da etapa de subscrição das sobras, que registrou 23.422.932 ações. Nesta sexta-feira (28/08), as 8.383.542 ações que ainda não foram subscritas – 2,53% do total – serão vendidas em leilão especial a ser realizado, às 16h30, na B3. O preço mínimo por ação será R$ 6,93, e os investidores que desejarem participar deverão procurar uma corretora autorizada a operar na B3 para representá-los no leilão.  

No último dia 13, o IRB Brasil RE anunciou o êxito da primeira etapa do processo de capitalização, que havia registrado a subscrição de 300.083.857 ações (90,4%), totalizando R$ 2.079.581.129,01. “O valor subscrito reforça a margem de liquidez regulatória da companhia, que havia sido substancialmente afetada pela desvalorização do real diante do dólar, e viabiliza nossa estratégia de negócios para os próximos anos, por fortalecer a estrutura de capital e melhorar a posição de caixa”, afirma o CEO e presidente do Conselho de Administração do IRB, Antonio Cassio dos Santos. 

Notre Dame Intermédica compra Grupo Medisanitas Brasil em negócio de R$ 1 bilhão

fusões aquisicoes

Medisanitas possui uma carteira de aproximadamente 340 mil beneficiários de planos de saúde

Fonte: Reuters

O grupo Notredame Intermédica fechou acordo para a compra do Grupo Medisanitas Brasil, com o valor da transação fixado em R$ 1 bilhão, de acordo com fato relevante da empresa de saúde nesta quarta-feira.

O preço de aquisição será pago à vista, na data de fechamento da operação, acrescido do caixa líquido, sendo que R$ 100 milhões serão destinados a constituição de uma conta garantia (escrow) para contingências futuras.

Qualicorp tem lucro líquido de R$ 126,7 milhões no 2º trimestre Qualicorp tem lucro líquido de R$ 126,7 milhões no 2º trimestre 

“A transação será paga através de recursos próprios das controladas e linhas de crédito já alinhadas com instituições financeiras”, detalhou a Notre Dame Intermédica.

Segundo a companhia, o preço de aquisição representará um múltiplo implícito estimado de 12,5 vezes Ebitda 2021 quando consideradas as sinergias planejadas para o primeiro ano da operação.

O Grupo Medisanitas Brasil concentra as operações brasileiras do grupo colombiano Keralty (especialistas em saúde integrada com atuação no Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, México, Estados Unidos, Europa, Indonésia e Filipinas).

A empresa registrou em 2019 faturamento líquido consolidado de R$ 572 milhões, com sinistralidade caixa (Cash MLR) de 82,3%. O grupo possui uma carteira de aproximadamente 340 mil beneficiários de planos de saúde e 3 mil beneficiários dental, localizados majoritariamente em Minas Gerais.

Além disso, o Grupo Medisanitas Brasil conta com uma rede própria verticalizada no Estado de Minas Gerais que inclui 1 hospital (58 leitos), 1 pronto-socorro autônomo, 5 centros clínicos, 5 laboratórios de análises clínicas, 3 clínicas odontológicas, 1 centro oftalmológico e 1 clínica oncológica.

A conclusão da aquisição está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Tokio Marine cresce 11,6% no primeiro semestre

ferrara Tokio marine

Seguradora emitiu R$3,08 bilhões em Prêmios entre janeiro e junho  

Fonte: Tokio Marine

A Tokio Marine demonstra a força e a resiliência da Companhia no Brasil com os resultados alcançados no primeiro semestre de 2020. Entre janeiro e junho, a Seguradora registrou R$ 3,08 bilhões em Prêmios Emitidos, contra R$ 2,76 bilhões do mesmo período do ano passado. Isso representa um crescimento de 11,6%, um número expressivo diante dos impactos da enorme crise sanitária enfrentada pelo mundo devido ao coronavírus. Segundo a Susep, no mesmo período, o mercado no qual a Tokio atua (sem Previdência, Capitalização e Saúde), apresentou uma pequena queda de 0,5%.   

O bom desempenho pode ser atribuído ao Plano de Continuidade de Negócios (PCN) da companhia, que desde março possibilitou a operação remota da Tokio Marine com os mesmos índices de produção e a mesma qualidade na prestação de Serviços. O PCN foi implementado com o objetivo de preservar a saúde de Colaboradores, Clientes e Parceiros, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos órgãos governamentais. 

“Desde o anúncio de pandemia de Covid-19, nossa prioridade foi manter a saúde do time e dos nossos Corretores e Assessorias, bem como a adaptar as atividades ao distanciamento social para mantermos a geração de negócios e a prestação de serviços aos Clientes. O resultado do semestre mostra que, graças a uma sólida infraestrutura de tecnologia e à cooperação de todas as equipes, conseguimos vencer este grande desafio”, afirma o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara. 

A companhia adotou uma série de ações para os segmentos de Massificados e Produtos Pessoa Jurídica, a fim de flexibilizar os processos e facilitar o dia a dia dos Parceiros e Segurados. Uma das mais importantes foi a indenização sobre os sinistros de Vida decorrentes da contaminação pelo coronavírus. Além disso, a Seguradora intensificou a oferta de serviços digitais, como a realização de inspeções remotas e vistorias on-line em caso de sinistros. “Um fato incontestável que a pandemia evidenciou é que a tecnologia é uma grande aliada do Corretor na expansão dos negócios, uma vez que os conceitos de espaço e limite territorial não existem mais”, complementa Ferrara. 

Entre as conquistas da Tokio Marine no primeiro semestre, um dos destaques também foi o atingimento da marca de 2 milhões de veículos segurados na carteira de Automóvel. São 100 mil itens a mais do que a frota segurada de 2019 e o dobro da frota de seis anos atrás, fruto da adoção de uma estratégia de diversificação do portfólio. Atualmente, a Seguradora tem 10,2% de market share e a terceira maior frota protegida do mercado. 

O presidente da Tokio Marine tem boas perspectivas para o fechamento do ano de 2020, apesar do cenário completamente atípico. “Eu tenho certeza de que sairemos diferentes e mais fortalecidos dessa situação, social e economicamente falando. Este momento vai passar e posso garantir que a Tokio Marine continuará investindo no Brasil e oferecendo soluções de excelência que protejam a Vida e o Patrimônio das Pessoas e Empresas”, conclui o executivo.

Reservas da capitalização crescem 2,4% e atingem R$ 31 bi no semestre

Fenacap

Fonte: Fenacap

O mercado de títulos de capitalização registrou um crescimento de 2,4% nas Reservas – recursos acumulados em títulos de capitalização – no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período de 2019, alcançando R$ 31 bilhões. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), com base nas estatísticas da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Na avaliação do presidente da Federação, Marcelo Farinha, alguns fatores contribuíram para a evolução positiva desse indicador e ajudam a compreender a resiliência do setor: “O primeiro é de natureza comportamental, pois a sociedade responde à crise com a busca de segurança”, assinala, acrescentando que a  capitalização – um instrumento de disciplina financeira – permite formar uma reserva e, ao mesmo tempo, participar de sorteios cujas premiações podem mudar a vida das pessoas.
Marcelo Farinha observa, ainda, que a sociedade está mais sensibilizada pelas  causas sociais. “A capitalização responde a essa demanda social com a modalidade de títulos de capitalização Filantropia Premiável”, pontua. Por meio dessa modalidade, os clientes cedem o direito de resgate de suas reservas para instituições filantrópicas. Esses repasses alcançaram R$ 349,7 milhões no período.
O título de capitalização Instrumento de Garantia, por sua vez, funciona como garantia para contratos de crédito e locação de imóveis e, segundo o presidente da FenaCap, atende às exigências dos agentes econômicos que,  em momento de incertezas, tendem a ser mais restritivos em suas contratações, requerendo mais garantias das contrapartes.

No semestre, a arrecadação recuou 7,11%, em comparação ao mesmo período do ano passado,  somando R$ 10,7 bilhões. Os resultados de maio e junho, contudo,  já demonstram uma trajetória de retomada gradual do crescimento. Entre janeiro e junho, foram distribuídos R$ 471,2 milhões em prêmios de sorteios a clientes de todo o país. Somados aos R$ 9,1 bilhões de resgates pagos, a Capitalização injetou na economia quase 10 bilhões nesse período crítico.

“Temos uma visão otimista para o resto do ano, embora não percamos de vista o fato de ainda vivermos uma crise de graves proporções. O título de capitalização é um dos instrumentos mais versáteis do mercado financeiro e em um ambiente de taxa de juros reais potencialmente negativas, passa a ser ainda mais atraente”, destaca Marcelo Farinha.  “ Em essência, as crises escondem oportunidades e é preciso saber identificá-las”, conclui.

Unidade da Alphabet forma parceria com Swiss Re para fornecer seguros a empregadores

Fonte: Reuters

A Verily, divisão de ciências da vida da Alphabet, está fazendo parceria com a resseguradora Swiss Re para lançar uma unidade para fornecer seguro contra prejuízos, um produto financeiro adquirido por empregadores para cobrir custos de saúde inesperados de funcionários.

A subsidiária, Coefficient Insurance Company, será apoiada pelo braço comercial de seguros da Swiss Re, que também está fazendo um investimento minoritário na nova empresa, disse a Verily nesta terça-feira.

“A Coefficient visa reduzir os pontos cegos e fornecer maiores mecanismos de controle de custos para empregadores autofinanciados”, disse o presidente-executivo da Verily, Andy Conrad, em comunicado.

Os acordos de autosseguro são cada vez mais comuns entre os grandes empregadores, que normalmente pagam às seguradoras de saúde para administrar seus benefícios de saúde, mas cobrem eles próprios os seus custos.

A Verily, que antes fazia parte da unidade de pesquisa e desenvolvimento do Google, se uniu a várias empresas farmacêuticas em projetos que vão desde pesquisas sobre robôs cirúrgicos até o desenvolvimento da tecnologia de escaneamento de retina para detecção precoce de algumas doenças oculares.

Rede D’Or contrata bancos para IPO previsto em R$ 15 bilhões, informa O Globo

Fonte: O Globo

A Rede D’Or, maior grupo hospitalar do país, contratou bancos para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e estrear na Bolsa de Valores. Segundo três fontes a par dos planos da companhia carioca, a empresa de Jorge Moll Filho escolheu o Bank of America (BofA) para liderar uma captação inicialmente estimada em cerca de R$ 15 bilhões ainda em 2020. Caso o negócio se concretize, será a maior transação da modalidade, em um ano especialmente movimentado para IPOs. A informação foi antecipada pela coluna Capital, no site do GLOBO.

Segundo as fontes, que preferiram não ser identificadas porque as informações ainda não são públicas, a maior parte da oferta seria do tipo secundária ou seja, sem a emissão de novas ações. Isso permitiria que o fundo de participações americano Carlyle se desfizesse de parte substancial da fatia do grupo que adquiriu em 2015.

Não está claro, porém, quanto cada sócio venderia no IPO. Atualmente, a família Moll controla a Rede D’Or, detendo uma fatia de quase 60%. Além do Carlyle, também é sócio o GIC, fundo soberano de Cingapura.

De acordo com as fontes, além do Bank of America, também participarão da oferta o Bradesco BBI, o BTG Pactual e a XP Investimentos. O Bradesco tem um relacionamento comercial com o grupo hospitalar há anos, enquanto o BTG Pactual foi acionista relevante da Rede D’Or até 2015.

A expectativa é que a operação ocorra entre o fim de novembro e o início de dezembro, permitindo que a companhia apresente aos potenciais investidores dados operacionais relativos ao terceiro trimestre do ano. Esse cronograma também tem a vantagem de prever a oferta após as eleições americanas, evento que terá influência direta sobre as condições do mercado.

Caso esse prazo não seja cumprido, a janela seguinte viria em fevereiro. Deve ajudar no processo o fato de a Rede D’Or já ter registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2019.

Os detalhes da oferta são preliminares e podem mudar de acordo com as condições de mercado, ponderaram as fontes. Procurados, Rede D’Or e Bank of America não quiseram comentar a informação.

LUCRO DE MAIS DE R$1 BI

O IPO da Rede D’Or é aguardado há anos pelos investidores. De acordo com as fontes, a operação tem potencial para fazer com que a rede de hospitais privados estreie na Bolsa valendo cerca de R$ 100 bilhões.

A Rede D’Or opera 45 hospitais próprios em Rio, São Paulo, Pernambuco, Brasília, Maranhão, Bahia e Sergipe, somando 7,3 mil leitos. O Instituto D’Or, que pertence ao grupo, participa dos testes da vacina de Oxford para o coronavírus no Brasil. O grupo fechou o ano passado com lucro líquido consolidado de R$ 1,2 bilhão e receita líquida de R$ 13,3 bilhões. A dívida líquida encerrou 2019 em R$ 9,9 bilhões.

COVID-19 faz lacuna global de proteção de seguro atingir novo recorde

A resiliência do seguro contra três riscos principais – mortalidade, gastos com saúde e catástrofes naturais – enfraqueceu em 2019, mostram os índices. A lacuna de proteção global combinada para os três perigos é calculada como atingindo um novo máximo de US$ 1,24 trilhão

A pandemia COVID-19 deve reduzir a resiliência macroeconômica global em cerca de 20% em 2020 em relação aos níveis de 2019, à medida que os pacotes de estímulo esgotam os amortecedores fiscais e monetários dos países em todo o mundo. De acordo com os últimos índices anuais de resiliência do Swiss Re Institute, o Reino Unido, o Japão e os Estados Unidos terão as maiores quedas de resiliência entre as principais economias. Suíça, Finlândia e Canadá continuam sendo os três países mais resilientes do mundo, refletindo sua força econômica abrangente contra crises futuras. O Brasil está em vigésimo lugar neste ranking.

A resiliência econômica global se manteve em 2019 em comparação com 2018, mas o mundo entrou na crise COVID-19 com menos capacidade de absorção de choques do que antes da crise financeira global de 2008-09, a última grande desaceleração econômica. O Índice de Resiliência Macroeconômica (E-RI) do Swiss Re Institute para o mundo ficou em 0,62 em 2019, contra 0,61 em 2018. O valor do índice mundial cai para 0,5 na estimativa inicial para 2020, que visa captar o impacto do estímulo fiscal e monetário em resposta ao COVID-19 na resiliência econômica.

“A resposta de estímulo fiscal e monetário ao COVID-19 foi fundamental para amortecer o impacto econômico dos bloqueios ordenados pelo governo”, disse Jerome Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo da Swiss Re. “No entanto, a realidade dos gastos em tempo de guerra é que eles deixam muito menos espaço para futuras manobras políticas. Além do mais, o principal risco da política econômica é que essas medidas temporárias do governo sejam desafiadoras demais para se desfazer e se tornarem permanentes, deixando as economias dependentes de estímulo. O foco na reposição da resiliência por meio do restabelecimento de amortecedores fiscais e monetários, por meio de reformas estruturais para melhorar as perspectivas de crescimento de longo prazo, será fundamental.”

“Indexar” a resiliência e medir o quanto a sociedade está preparada para enfrentar riscos crescentes pode ajudar os formuladores de políticas a reduzir a exposição a desafios como economia em desaceleração, aumento da dívida nacional, mudança climática e pressão sobre os recursos naturais.

A resiliência do seguro contra três riscos principais – mortalidade, gastos com saúde e catástrofes naturais – enfraqueceu em 2019, mostram os índices. A lacuna de proteção global combinada para os três perigos é calculada como atingindo um novo máximo de US$ 1,24 trilhão.

Globalmente, a resiliência à mortalidade foi a que mais diminuiu, impulsionada pelo aumento da lacuna de proteção à mortalidade na região da Ásia-Pacífico, onde a lacuna de proteção da China se expandiu devido ao rápido crescimento da dívida das famílias.

A resiliência em saúde ficou estável, apesar de alguma deterioração nos mercados emergentes. A lacuna global de proteção à saúde aumentou em mais de 5%, para US $ 588 bilhões. A resiliência a catástrofes naturais foi a mais baixa das três áreas de risco.

O Swiss Re Institute espera que as lacunas de proteção à saúde e mortalidade aumentem à medida que as famílias enfrentam menores rendimentos, maiores custos de saúde e as consequências financeiras de perder um ganha-pão como resultado da pandemia.

“A crescente lacuna de proteção global é uma grande oportunidade para as seguradoras cumprirem seu papel como absorvedores de risco e melhorar a resiliência social”, disse Haegeli. “Em tempos de crise, as famílias precisam de proteção contra riscos. O seguro é uma ferramenta fundamental para ajudar as famílias a reduzir sua vulnerabilidade financeira em ambientes turbulentos.”

No ano passado, o Swiss Re Institute lançou seu Índice de Resiliência Macroeconômica, classificando os países em relação a um amplo espectro de variáveis ​​para oferecer uma avaliação muito mais holística da saúde econômica do que apenas o produto interno bruto. O Swiss Re Institute também desenvolveu índices de resiliência de seguro para avaliar como o seguro ajuda indivíduos, famílias e organizações a resistir a cenários de choque em três áreas principais: catástrofes naturais, mortalidade e saúde.

Argo aposta na venda de seguros para bikes, que tem demanda aquecida

Fonte: Argo

Segundo dados da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), entre junho e julho, as vendas de bicicletas no Brasil cresceram 118% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os modelos mais procurados são as chamadas “bicicletas de entrada”, que custam entre R$ 800 e R$ 2 mil, normalmente utilizadas para transporte, lazer e exercícios físicos de baixo impacto.

Nos modelos mais caros, a demanda também se repete. De acordo com uma pesquisa feita com mais de 2,2 mil ciclistas de montanha, pela Ciclotrilhas Floripa, cerca de 80% deles devem comprar uma nova bicicleta nos próximos dois anos. Os modelos preferidos dessa categoria custam entre R$ 2 mil e R$ 15 mil.

Com base em todo esse cenário, a Argo Seguros estima um crescimento de até 40% na venda de seguros. “Por sermos especializados nesse segmento, conseguimos formatar novos produtos, como o Bike Mulher, especialmente criado para as ciclistas, além dos acordos com fabricantes e lojas de bicicletas, por exemplo. Assim, já estamos sentindo os efeitos dessa demanda, o que deve aumentar nesse segundo semestre”, afirma Vanessa Oliveira, Head de Consumer Lines.

A seguradora, que oferece proteção para uma ampla gama de bicicletas – desde as mais simples até as de alto valor agregado com modificações, além das bikes elétricas -, deve lançar em breve uma solução para os modelos mais básicos, com valores abaixo de R$ 1.500. A ideia é justamente oferecer um produto para atender ao público que hoje está optando pela bicicleta como forma de transporte e gostaria de contar com uma proteção. As coberturas protegem contra roubos, acidentes e danos contra terceiros.

“A Argo Seguros apoia fortemente o aumento da utilização de bicicletas como meio de transporte, pois isso traz um grande benefício para saúde, assim como para o meio ambiente. Ressaltamos que, como líderes deste mercado, nossa visão é de atender o maior público possível de maneira focada em relação às suas demandas. Isso vem de encontro com o objetivo da empresa de seguir conhecida como a melhor seguradora de bikes do mercado, principalmente quando falamos do momento da indenização”, concluiu Newton Queiroz, CEO e presidente da Argo Seguros.