Previdencia: desigualdade é como colesterol, tem o bom e o ruim

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Segundo Flávio Comim, economista e professor das Universidades de Barcelona e de Cambridge, tem que haver um pouco de desigualdade, como uma forma de incentivo

Fonte: ANSP

Na última terça-feira (6), a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) discutiu o tema “Previdência e Desigualdade Social” em mais uma edição do Café com Seguro. A live foi apresentada pelo diretor de Fóruns Acadêmicos, Edmur de Almeida, que também foi responsável pela coordenação do evento, moderada pelo coordenador da Cátedra de Previdência Complementar Fechada, Sérgio Rangel e também contou com a presença do presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos. O diretor-executivo da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Carlos de Paula; e o superintendente geral da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Devanir Silva, contribuíram com o debate dando suas visões a respeito do tema.

O palestrante Flávio Comim, economista e professor das Universidades de Barcelona e de Cambridge, iniciou sua apresentação citando uma metáfora que diz que a desigualdade é como colesterol, tem o bom e o ruim. “Tem aquela desigualdade que reflete um pouco de incentivo. Tem que haver um pouco de desigualdade, como uma forma de incentivo. Mas tem aquela que é como o mal colesterol, que traz problemas sociais e pode inclusive afetar a qualidade das instituições democráticas”, diz.

Para fazer essa diferenciação, o professor e pesquisador explica que é preciso se perguntar de que desigualdade estamos tratando. Se é de recursos, de renda, de direitos, de bens primários ou de capacitações. Grande parte da discussão está muito ligada à desigualdade de renda. Entretanto, ela é muitas vezes um indicador imperfeito de bem-estar. Pessoas com o mesmo nível de renda às vezes tem nível educacional diferente e convertem essa renda em realizações distintas também. “Eu já entrevistei famílias muito pobres, com o mesmo perfil demográfico e, em uma as crianças estavam saudáveis, e na outra não”, explica.

No Brasil, existem muitas outras desigualdades. E há que se ter muito cuidado quando se olha apenas para a renda e/ou para um único indicador, porque diferentes medidas têm diferentes propriedades estatísticas. De acordo com o palestrante, seu ex-professor na universidade de Cambridge, Gabriel Palma, descobriu que na grande maioria dos países o bolo que fica no meio entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres é muito parecido em todos os países. No Brasil os 10% mais ricos concentram 4.3 vezes mais renda que os 40% mais pobres juntos. “Eu não posso deixar de mencionar um dado muito preocupante. Tirando Catar, o Brasil é o país no qual o ‘1%’ tem mais renda de todo mundo. A gente chega quase a 29% enquanto o Catar, país do Oriente Médio, é 30%. Ou seja, 1% da população tem praticamente um terço da renda”, informa.

Segundo o professor Comim, no que diz respeito a desigualdade de riqueza a coisa piora. Para entender o tema ele sugere uma verificação nos relatórios do Credit Suisse, que mostram que no Brasil está havendo um fenômeno interessante. Os ricos do Brasil têm saído de ativos fixos e adquirido mais ativos financeiros. Eles estão com menos patrimônio físico e a riqueza está se deslocando para ativos financeiros.

“O grau de concentração disso é algo de arrancar os cabelos. O Gini da concentração de riqueza declarada no nosso país é de 0,85. Se consideramos a riqueza não declarada o problema é muito maior. As amostras nacionais de domicílio têm uma deficiência muito grande, pois ela não consegue falar com os ricos. Essa dificuldade é uma dificuldade de sub-representação, principalmente daqueles que estão no 1%”, analisa.

Para o especialista, esse momento não é um bom. É um período de muita concentração. Durante a epidemia o número de bilionários no mundo aumentou e existe uma forte pressão no mundo inteiro para se colocar mais impostos para os mais ricos. Quando se trata de capital humano e educação, no Brasil o problema é que até os mais ricos são piores, nesses quesitos, do que os mais pobres de outros lugares. “Nosso sistema é quase de apartheid educacional. Tem muita coisa dentro do processo educacional brasileiro que vai mal”, reforça.

A projeção do professor e pesquisador é que a população nacional cresça para 230 milhões até 2050, ocasionando mudanças na composição da sociedade. As pessoas estão envelhecendo e isso significa que estamos desperdiçando formação de capital humano. Do ponto de vista da renda, da riqueza e educação, que poderia corrigir as nossas falhas estruturais, esse é um problema muito grave.

Quanto ao futuro, a visão do professor Comim é que o cenário tende a piorar: “A quarta Revolução Industrial – o uso da Inteligência Artificial – deverá afetar as relações de trabalho e de renda; a automação de processos, que já vem ocorrendo é muito poupadora de mão de obra; o ‘machine learning’, por sua vez, está mudando a forma de provisão. E existe ainda o ‘deep learning’ ou cognitive insight’, que diz respeito às máquinas que vão funcionar como se fossem pessoas. As previsões hoje são muito díspares, mas alguma delas indicam que em economias tão complexas como a americana vai haver uma redução de 47% dos postos de trabalho.

O professor acredita que o mundo em que caminhamos irá se dividir em três grupos de pessoas: as que vão conseguir trabalhar com inteligência artificial; as que as máquinas não conseguem substituir, mas elas não prestam serviços de autovalor agregado; e a terceira categoria e a mais preocupante é a de pessoas que não são empregáveis. “Isso deve aumentar a desigualdade, não apenas de renda, mas também nos espaços mencionados. O rolo compressor da quarta revolução industrial vai passar por cima da gente se nós não abrimos os olhos para as desigualdades que isso pode causar. Isso colocará as pessoas em uma posição de ainda maior vulnerabilidade”, finaliza.

Para o acadêmico Sérgio Rangel, uma questão que envolve a desigualdade, e no Brasil especificamente tem uma face ainda mais perversa, é com relação a longevidade. “Quem tem pouco ou nenhum acesso a planos de saúde, a cuidados e a uma boa alimentação tem uma expectativa de vida muito diferente de quem dispõe desses recursos”, pondera. Um estudo brasileiro realizado há dois anos concluiu que uma pessoa que nasce em um bairro nobre de São Paulo tem uma expectativa de vida ao nascer cerca de 23 anos mais longa do que alguém que nasce em bairros mais pobres localizados na periferia da cidade.

Na opinião do acadêmico Carlos de Paula, que trouxe uma visão sobre Previdência complementar ao debate, atualmente o país vive a ‘Revolução dos excluídos”. “Até a década de 80 éramos vistos pelo mundo como uma nação promissora, que teve um crescimento econômico espetacular. Depois saímos para uma agenda mais social, mas nunca resolvemos esses dois pilares. Não escolhemos um caminho”. Ao longo dos últimos 50/60 anos, ocorreram melhorias nos indicadores nacionais, mas ainda elas estão muito aquém do patamar almejado. Para o acadêmico, os milhares de jovens desempregados, sem perspectiva e com baixa formação, são um grande desafio na atual conjuntura.

No que diz respeito ao setor seguros e previdência, que também tem relação com renda, o executivo chama a atenção para a baixa penetração do produto devido à falta de consciência securitária da população. O seguro de pessoas, por exemplo, representa hoje apenas 6% do PIB nacional. “É fundamental fortalecermos os pilares da educação financeira, fiscal, securitária e previdenciária. As pessoas precisam saber da importância desses fortes instrumentos de proteção social e que eles são sim acessíveis”, destaca.

Assista a live completa no canal da ANSP: https://www.youtube.com/watch?

Segfy lança a campanha “Mês do Corretor”

Com ações de marketing e lives, Outubro contará com diversas novidades na startup curitibana

Fonte: Segfy

A Segfy preparou um mês de Outubro com diversas ações e sorteios em homenagem ao Dia do Corretor de Seguros. O mais bacana é que a campanha abrange a todos da classe e não somente aos que já são clientes da empresa.

Os prêmios vão desde viagens até descontos nas soluções comercializadas pela startup curitibana. O Diretor de Vendas da Segfy, Dielson Haffner, ressalta que ações como essa valorizam o ser humano que trabalha diariamente com as ferramentas oferecidas pela Segfy.

“Nosso objetivo é valorizar o humano. Levar ao corretor de seguros oportunidades que desfrute e lembre da Segfy não somente no ambiente de trabalho. Estamos com um mês bem bacana e cheio de novidades que em breve serão divulgadas em nossos canais oficiais”

Ainda sobre as ações, Dielson comenta que parte delas irá estimular o corretor a ampliar suas vendas e ao final do mês ter benefícios. “Planejamos campanhas que vão estimular as vendas das corretoras que estiverem dispostas a participar. O intuito maior é que os nossos parceiros sintam-se valorizados, afinal, eles são parte da Segfy e cada venda dele é um motivo de felicidade para nós”

Por fim, o “Mês do Corretor” na Segfy ainda contará com lives e webinars sobre o mercado de seguros, novidades e conceitos que possam agregar ao dia a dia dos corretores. Durante essa semana todos os detalhes das promoções e datas das lives serão divulgadas nos canais oficiais da Segfy.

Mês das Crianças: Icatu Seguros promove ações virtuais educativas e lúdicas

Campanha visa valorizar a infância e a importância familiar nesta etapa da vida

Fonte: Icatu Seguros

Em homenagem ao Mês das Crianças e como forma de fortalecer os laços familiares no período de distanciamento, a Icatu Seguros disponibilizará durante este mês vídeos interativos, educativos e lúdicos exclusivos do “Meu Amigãozão” no seu canal do YouTube. Entre os dias 12 e 31 de outubro, toda família poderá aprender se divertindo. Serão três vídeos no formato de clipes musicais com temáticas distintas. Entre elas, por exemplo, a importância dos vínculos e relações de amizade retratadas em brincadeiras para descrever o amigo; diversidade e autoaceitação de forma descontraída, propondo que as crianças se vistam ou se fantasiem do que quiserem e, também, iniciativas que tragam as ‘famosas’ perguntas precedidas de um “mas por quê…?”.
Os vídeos também vão levar mensagens da pedagoga Carolina Sanches, em parceria com a Casa do Saber Rio, sobre a importância de manter a ludicidade e criatividade nas atividades com as crianças, como forma de estimular a expressão e autenticidade na vida adulta.

“Nosso propósito é proteger e assistir financeiramente pessoas e famílias em todas as fases de suas vidas. Queremos gerar conteúdos educacionais relevantes para apoiar a formação das novas gerações”, conta Rafael Caetano, diretor de marketing e canais da Icatu Seguros.

Pesquisa da Assurant busca entender o comportamento dos consumidores em dispositivos tecnológicos

No levantamento, 48% dos entrevistados não adquiriram nenhum serviço de proteção. Deste total, 75% afirmaram não ter feito por falta de conhecimento sobre a oferta, entre outras razões

Fonte: Assurant

O smartphone é o principal aliado da vida conectada dos brasileiros, mas também é um dos responsáveis pelos maiores índices de frustração quando se fala em itens eletrônicos entre os consumidores. Esse foi um dos destaques da Pesquisa “A Década Conectada 2020”, realizada pela primeira vez no Brasil pela Assurant, líder global em produtos e serviços de proteção ligados a vida conectada. Aqui no país foram ouvidos 1.071 adultos acima de 18 anos, além de mais de 5 mil participantes em outros cinco países – Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido e Alemanha. O objetivo foi entender os principais anseios e necessidades dos consumidores em cada localidade, para poder atendê-los de maneira assertiva na oferta de soluções e proteção de seus bens.

O estudo acontece no contexto em que a população está conectada 24 horas por dia e isto mudou completamente as interações humanas, potencializando as relações. Para termos uma ideia, três em cada quatro brasileiros acessam a internet e o principal meio é pelos celulares e smartphones, o que equivale a 134 milhões de pessoas conectadas, de acordo com último levantamento da TIC Domicílios, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Essa ampliação do acesso a tudo e a todos com apenas alguns cliques vêm alterando o comportamento social e o grau de importância desses dispositivos na vida das pessoas. Na pesquisa conduzida pela Assurant no Brasil, o destaque para o smartphone como item mais valorizado pela população, também revelou que 55% dos entrevistados demonstraram já terem tido problemas relacionados à manutenção e performance do dispositivo. Aproximadamente 30% tiveram gastos adicionais relacionados a solução dos problemas nos equipamentos e, além dessas pessoas outros 10% não conseguiram ter o seu problema resolvido apesar de terem despendido alguma quantia para essa finalidade. 


“Nessa jornada do consumidor brasileiro, novas necessidades influenciam a reinvenção das ofertas das organizações. Por isso, ao longo da próxima década, a Assurant continuará a analisar e a compartilhar percepções sobre os comportamentos de compra do consumidor conectado, buscando direcionar esforços em busca de inovações e transformar essas percepções em programas viáveis que aprimoram a experiência dos usuários com a vida conectada”, ressalta Federico Bunge, Presidente da Assurant na América Latina. 

Proteção de smartphones: algo pouco difundido no Brasil

No levantamento, 48% dos entrevistados não adquiriram nenhum serviço de proteção. Deste total, 75% afirmaram não ter feito por falta de conhecimento sobre a oferta, entre outras razões.

“Esse cenário abre oportunidade para oferta de novos serviços. Embora o Brasil ainda tenha baixos índices de adesão a seguros e prevenção de forma geral, a cultura do seguro vem crescendo a cada ano, principalmente pela percepção de comodidade e economia quando eventos inesperados acontecem. No caso dos smartphones, seja para um simples reparo ou até a necessidade de reposição do bem, a conclusão a que se chega é que o custo-benefício é bastante vantajoso, em especial quando oferecido por empresas especializadas e de confiança”, complementa Ricardo Fiuza, Presidente da Assurant no Brasil.

Ao levar em consideração que, de acordo com a pesquisa, a principal preocupação está relacionada à performance dos aparelhos, próximo a 70% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um plano de proteção ou garantia estendida que considere a cobertura de danos ou falhas mecânicas em todos os equipamentos conectados que possuem. Ao mesmo tempo que relataram vulnerabilidades relacionadas ao uso de dados pessoais. Cerca de 50% dos entrevistados afirmaram se preocupar com delitos digitais, como roubo de identidade ou de dados relacionados ao cartão de crédito, por já terem vivenciado tal situação.

“Ao entender seus anseios e temores, buscamos sempre ofertar soluções que tragam mais segurança aos consumidores. Mantemos nosso compromisso com a confidencialidade de informações para garantir os melhores serviços de proteção dos bens, seguindo todos os protocolos de proteção de dados e em linha com todas as determinações dos órgãos reguladores”, complementa Fiuza.

Prudential realiza hacktaon

Jornada reuniu equipes compostas por colaboradores da companhia e teve o objetivo de fomentar novas ideias e projetos nos trilhos da inovação e transformação digital da seguradora

Fonte: Prudential do Brasil

Em linha com o objetivo de lançar novos projetos nos trilhos da inovação e da transformação digital, a seguradora Prudential do Brasil – a maior independente do país no mercado de seguros de pessoas – acaba de realizar sua 1ª edição do Hackaton, termo que vem da junção de ‘hack’ (hackear) e ‘marathon’ (maratona, em inglês). A jornada, que aconteceu de forma virtual nos dias 28 e 29 de agosto pela plataforma Webex, reuniu equipes compostas por cerca de 65 colaboradores da companhia com um propósito em comum: fomentar ideias e novos projetos para agregar valor ao negócio da seguradora. A dinâmica ‘Hackaton’ é muito conhecida no mercado e surgiu com as startups, com o perfil de funcionar como um grande celeiro de ideias tendo o objetivo de entregar um produto final o mais prototipado possível para ser colocado em prática nas empresas.

O Hackaton da Prudential do Brasil contou com algumas etapas, como inscrição de ideias pelos colaboradores, definição de temas a partir dos filtros das propostas recebidas, inscrições dos funcionários nos temas que sentissem mais afinidade e divisão das equipes para a realização dos dois dias de dinâmica. Com um detalhe: foram mais de 24h de trabalho e dedicação ininterruptos, como preza uma boa maratona.

Entre os temas definidos para a realização da dinâmica estavam a Jornada do Cliente, Jornada do Corretor e a Jornada Financeira. O primeiro lugar ficou com a equipe que trabalhou na Jornada do Corretor, a qual elaborou um novo projeto – ainda em segredo – que pretende facilitar e organizar as informações dos corretores franqueados para a rotina de trabalho. O segundo lugar foi ocupado pela equipe da Jornada do Cliente, com uma nova solução digital para ser entregue aos beneficiários das apólices dos seguros de vida, e, fechando o terceiro lugar, a Jornada Financeira, com um projeto para facilitar todas as transações dessa área. As equipes foram premiadas com um ‘Apple Watch’ ou uma ‘Alexa’ para cada integrante.

“Estamos muito orgulhosos com a nossa primeira edição do Hackaton. A experiência traduziu, de maneira simples, o empenho da companhia em inovar e se transformar a partir dos nossos próprios talentos, que são os nossos funcionários. O sentimento visto de integração, de soma e entrega para novas soluções que gerem ainda mais valor para áreas estratégias da empresa nos traz muito orgulho. É a Prudential do futuro sendo construída”, destaca o CIO da empresa, André Schenkel.  

O planejamento para desenvolver o evento envolveu diversas áreas da empresa, como Tecnologia da Informação, Recursos Humanos, Compliance e Marketing, entre outras. Tudo para garantir a qualidade, eficiência e funcionalidade da jornada. “Fizemos questão de seguir todas as regras, normas e o direcionamento da empresa, além de contar com um corpo de jurados de diversas áreas para avaliar os projetos propostos a partir de critérios como usabilidade e inovação”, completa Nubia Barbosa, gerente de Planejamento Estratégico em Tecnologia da Informação.

Para os colaboradores que participaram da primeira edição do evento, a dinâmica trouxe, mais do que qualquer premiação, a oportunidade de aprender ainda mais sobre o negócio da empresa e as diversas áreas que compõem a companhia. “Foi uma experiência bastante enriquecedora, pois tivemos o privilégio de interagir com outros colegas que não fazem parte do mesmo setor e da rotina de trabalho, além de mostrar e desenvolver novas aptidões em prol de um mesmo projeto. Aprendi ainda mais sobre o negócio da companhia e sua operação global”, finaliza Beatriz Caetano, da área de Digital, que integrou a equipe vencedora da 1ª edição do Hackaton da Prudential do Brasil.

Setor de planos de saúde cresce, mas não recupera beneficiários perdidos no auge da pandemia

Jose Cechin IESS

Agosto foi o segundo mês consecutivo de crescimento de vínculos da modalidade médico-hospitalar

Fonte: IESS

O setor de saúde suplementar registrou alta de beneficiários pelo segundo mês consecutivo após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus. Os dados são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Com a leve retomada, o segmento passa a contar com 46,911 milhões de pessoas, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ainda inferior ao registrado no mês de março deste ano, quando ultrapassou a marca dos 47 milhões. 

Entre março e junho de 2020, aproximadamente 364 mil pessoas deixaram de contar com planos de saúde médico-hospitalares, resultado do elevado número de demissões, interrupção de atividades, fechamentos de empresas ou ainda da perda de poder aquisitivo por conta da crise econômica desencadeada pela Covid-19. 

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, é importante ver que o setor está reagindo, mas a análise necessita cautela. “O maior número de beneficiários no setor foi em março deste ano, com 47,087 milhões. Notamos, porém, que o mês de julho de 2020 registrou o maior saldo de vínculos, com aproximadamente 110 mil novas vidas”, comemora. “Essa análise mês a mês, entretanto, exige cuidado porque os números são revistos periodicamente pela agência reguladora”, alerta. O saldo positivo de mais de 187 mil beneficiários entre julho e agosto pode indicar que o mercado brasileiro começa a se estabilizar após o forte impacto da crise. 

Na análise anual, o boletim aponta para a estabilidade do setor. A ligeira queda de 0,1% em 12 meses representa 55,9 mil vínculos a menos. “Esse mercado passa por um ponto fundamental de estabilidade no intervalo anual. Nos próximos meses saberemos como a gradual retomada da economia deve impactar o setor”, afirma Cechin. Ele lembra que o mercado de saúde suplementar tem uma relação direta com o número de empregos formais no País e depende de sua recuperação, especialmente nos setores de indústria, comércio e serviços nos grandes centros urbanos. “Na comparação anual, a principal queda foi registrada pelas autogestões, com redução de 5,6%, e filantropias, com baixa de 0,6%. Os planos coletivos por adesão apresentaram crescimento de 1,6%”, analisa Cechin. 

Para se ter uma ideia, em agosto de 2020, 37,8 milhões, ou 80,7%, de beneficiários de planos médico-hospitalares possuíam um plano coletivo. Desses, 83,6% eram do tipo coletivo empresarial e 16,4% do tipo coletivo por adesão. 

A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras. 

MetLife e Banco Original anunciam parceria para venda de seguro de vida e acidentes pessoais

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Os produtos já estão disponíveis para os consumidores;  clientes do banco terão acesso a contratação por meio do aplicativo de maneira simples e 100% digital

Fonte: MetLife

Antenados ao cenário desafiador durante a pandemia e preocupados em proteger cada vez mais as pessoas de forma fácil, simples, segura e digital, a MetLife Brasil e o Banco Original, primeiro banco no Brasil a proporcionar abertura de conta corrente 100% digital, anunciam uma parceria inédita para comercialização de seguro de vida totalmente online e em duas modalidades de contratação: seguro de vida e seguro de acidentes pessoais. 

“A MetLife está em constante transformação digital e, buscando facilitar e aproximar as soluções de proteção financeira às pessoas e ao mercado, fechou essa parceria com o Banco Original ofertando aos clientes uma solução de proteção financeira 100% digital através do aplicativo do banco. Movimentos e parcerias como essa nos possibilitam chegar ao objetivo de levar cada vez mais proteção e cuidado para as pessoas de forma fácil e digital”, afirma Raphael de Carvalho CEO da MetLife Brasil. 

Com a parceria, os clientes do Original poderão contar com produtos inovadores, que podem ser personalizados de acordo com as necessidades deles, e de forma fácil, rápida e totalmente digital, diretamente no app do banco. Além disso, é o único seguro disponível no mercado que não exige que o questionário DPS seja respondido. “No Seguro Vida Protegida, por meio de uma única jornada, o cliente pode em poucos cliques receber a melhor oferta para seu momento de vida, fica transparente para o cliente a proteção que ele está escolhendo e porquê.”, explica Michelle Brito, gerente executiva de seguros do Banco Original.  

Também é possível contratar assistências exclusivas e inéditas oriundas da parceria, que podem ser usadas ainda em vida e que facilitam o dia a dia dos clientes. È o caso do atendimento online do Einstein para teleorientação, por exemplo, um diferencial exclusivo e inédito da parceria com o Banco. “As soluções que oferecemos hoje tem como objetivo trazer tranquilidade para a vida das pessoas, por isso, pensamos, em conjunto com o Banco Original em um pacote de possibilidades de cuidado e segurança que podem ser usados em caso de imprevistos e que protegem o cliente em todos os momentos de sua vida”, completa Raphael. 

“Para o Banco Original, a parceria com MetLife, resultará na disponibilização de produtos e serviços que aliam os conceitos de segurança, bem estar modernidade e comodidade. Com esses dois novos produtos – seguros de vida e de acidentes pessoais – levaremos aos nossos clientes soluções inovadoras em proteção pessoal e familiar, em ambiente totalmente digital”, afirma Marcos Coltri, head de empréstimos e de seguros do Banco Original. 

Coberturas 

– Seguros Vida Protegida 

• Indenização para morte e qualquer causa de clientes pessoa física; 

• Coberturas de morte e qualquer causa titular ou cônjuge, invalidez permanente total por acidente do titular ou cônjuge, diárias por internação hospitalar e diagnóstico de câncer. 

• Serviços de assistência urgência odontológica, consultas online com médicos do Hospital Albert Einstein, assistência funeral individual ou familiar. 

• Sorteios mensais de R$ 5 mil reais. 

– Seguros Acidentes Pessoais 

• Indenização para morte acidental de clientes pessoa física; 

• Coberturas de morte acidental, invalidez permanente total por acidente, diárias por internação hospitalar. 

• Serviços de assistência urgência odontológica e assistência funeral individual ou familiar. 

• Sorteios mensais de R$ 5 mil reais. 

Artigo: Chegou a hora da comunicação Heart-to-Heart

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por Alexandre Nogueira, presidente da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg e diretor de marketing do grupo Bradesco Seguros

Enxergar as tendências e identificar as oportunidades que não estamos percebendo agora, pode ser um importante diferencial neste momento. Muitas pesquisas estão sendo realizadas na tentativa de identificar as mudanças mais significativas de comportamento dos consumidores. Também já existem várias teorias sobre o “amanhã” pós vacina, depois do término do isolamento social. Mas ainda não temos a real noção dos efeitos que a pandemia terá em nossas vidas, pois alguns dos impactos somente poderão ser observados futuramente.

No entanto, algumas afirmações já são possíveis, como, por exemplo, que a pandemia aproximou gerações no que tange ao uso da tecnologia. Ou que, definitivamente, o trabalho em “home office” e o EAD – ensino à distância já fazem parte das nossas realidades. Certamente as adversidades e as necessidades aceleram as mudanças e promovem transformações. E, neste caso, até aproximam gerações. E na comunicação? Qual será a evolução que teremos pela frente ou que já está acontecendo de forma silenciosa?

Este questionamento me faz lembrar de quando estive em Cannes para acompanhar o Festival, em 2018. Assisti muitas palestras e debates que mudaram a minha forma de perceber a comunicação entre as marcas e as pessoas. Na ocasião, existia uma reflexão sobre as evoluções nas relações que estavam sendo experimentadas nos últimos anos. De B2C (business to consumer), para “Human to Human”, visão criada pelo americano Bryan Kramer e divulgada no livro “There is no B2B or B2C: It´s Human to Human“, lançado em 2014.

Este conceito tem sido destacado principalmente nestes meses de pandemia, reforçando a necessidade de adotarmos uma comunicação alinhada às necessidades e anseios da sociedade, estreitando a relação com o consumidor. Trazendo ainda mais empatia e compreensão para as relações. Porém, também existia um insight sobre a oportunidade de criarmos um vínculo ainda mais próximo com as pessoas, trabalhando em uma evolução do formato para uma comunicação “heart-to-heart”, que faz parte do conceito de humanização, com um enfoque ainda mais emocional.

Eu acredito que sim! E você?

Neste momento de tanta incerteza pelo qual estamos passando, em que parecemos estar dentro de uma verdadeira “montanha russa” de sentimentos, este tipo de diálogo pode fazer a diferença no relacionamento com uma empresa. E o que define este tipo de relação?

Se traduzirmos ao pé da letra, heart-to-heart seria algo como de “coração para coração”. Geralmente esta expressão em inglês é usada para falar sobre uma conversa entre duas pessoas. O grande desafio aqui, é conseguir alcançar este tipo de conexão entre marca e consumidor.

Adotar uma conversa sincera, direta, aberta e próxima. Que traga emoção na mensagem e consiga traduzir este sentimento para a pessoa que está vendo, ouvindo ou lendo um conteúdo, é o melhor caminho. Buscando criar até uma ligação emocional. Torna-se fundamental que a comunicação reflita a cultura e as verdades das marcas, transparecendo os valores e propósitos de forma ainda mais transparente.

Para construir este conteúdo, é muito importante observar com precisão o contexto e também considerar as reações, a partir de pesquisas e da prática usual do social listening, que já faz parte da rotina das empresas.

Longe de ser simples, essa é uma missão desafiadora, mas que parece ser mais necessária a cada dia que passa. Gostaria de encerrar este artigo, citando a escritora e poetisa Maya Angelou, falecida há poucos anos, que com sua sabedoria inspirou e certamente continuará a inspirar muitas gerações:

“I´ve learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them fell”. 

A frase me inspirou a escrever este texto e promoveu a reflexão principal que intitula este artigo: Hora da Comunicação Heart-to-Heart?!

Eu acredito que sim! E você?

Instituto de Longevidade lança IDL 2020; veja se sua cidade está preparada para o seu envelhecimento

Instituto Mongeral de Longevidade

Fonte: Instituto de Longevidade

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon que conta com metodologia da Fundação Getulio Vargas, chega à sua segunda edição com 876 municípios analisados, nos quais vivem 160 milhões de brasileiros. A primeira edição, lançada em 2017, analisou 498 cidades.

O objetivo do estudo é apontar, de forma clara e objetiva, os pontos positivos e negativos dessas cidades para que gestores, governantes e representantes da sociedade civil possam pensar em ações efetivas que promovam o aumento da longevidade com qualidade de vida nestas localidades.

Para isso, o IDL 2020 se baseou em 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais. Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações.

Clique aqui para baixar o relatório do IDL 2020

Para o Instituto, o dado é preocupante, visto que a população brasileira passa por um processo de envelhecimento acelerado.

“O papel do IDL é muito além de ser um ranking”, explica Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. “Ele é uma ferramenta prática que contribui diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades, e para que os empresários identifiquem oportunidades de ofertas de produtos e serviços que atendam a essa mesma demanda. Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”.

Cidades mais bem colocadas no IDL 2020

Os resultados foram divididos em duas categorias: cidades grandes – aquelas com mais de 100 mil habitantes – e cidades pequenas – com menos de 100 mil habitantes. Entre as grandes, a edição de 2020 do IDL apontou a estreante São Caetano do Sul (SP) como a mais bem preparada para que sua população viva mais e melhor.

Para o diretor do Instituto, isso não significa que o município não tenha desafios a enfrentar, ou que não possa melhorar ainda mais nos pontos em que teve bom desempenho. “Embora ocupe o primeiro lugar da lista, um ponto de atenção para a cidade é a alta concentração de renda”, completa Noya.

Quer saber como a sua cidade foi classificada segundo o IDL 2020? Clique aqui e descubra.

De acordo com a análise, o município se destacou nas variáveis Bem-estar, Finanças e Habitação. Vale ainda ressaltar seu bom desempenho no indicador de estabelecimentos para o condicionamento físico do município e a baixa incidência de população de baixa renda.

Entre as cidades pequenas, o destaque foi para Adamantina, também no estado de São Paulo. Aliás, dos dez municípios mais bem colocados na edição 2020 do IDL, nove são do estado de São Paulo. De acordo com o IDL 2020, a cidade mereceu o título pela elevada quantidade de profissionais de enfermagem e de psicologia na rede de saúde e também por ser uma das dez localidades com menor frequência de homicídios por armas de fogo na lista dos 596 municípios pequenos.

Conheça o ranking de cidades mais bem colocadas em cada categoria

Grandes cidades

1º lugar – São Caetano do Sul, SP

Estreante no IDL, a cidade é 1º lugar na variável bem-estar, com destaque à proporção de estabelecimentos de atividade de condicionamento físico. O município também está bem ranqueado quando o indicador é a proporção de fisioterapeutas, ocupando o 3º lugar. Do ponto de vista de quantidade de acessos à internet, São Caetano do Sul fica na 2ª posição da lista que analisa 280 municípios classificados como grandes por terem populações superiores a 100 mil habitantes.

2º lugar – Santos, SP

Primeira colocada na edição 2017 do IDL, Santos permanece em posição de destaque, desta vez, em 2º lugar. A cidade, que tem mais de 430 mil habitantes, teve bom desempenho nas variáveis Habitação Finanças e Cultura e Engajamento. No entanto, vale ressaltar como ponto de atenção a elevada frequência de suicídios.

3º lugar – Porto Alegre, RS

Porto Alegre manteve a posição do estudo realizado em 2017, o 3º lugar. A cidade se destaca por ser a segunda melhor na variável Habitação. No quesito Cuidados de Saúde, a terra do churrasco conta com a 6a maior quantidade de profissionais de enfermagem a cada mil habitantes. Outro ponto relevante é que o município apresenta um dos melhores níveis de renda entre idosos. Como ponto de melhoria está, por exemplo, o índice de homicídios por armas de fogo.

4º lugar – São Paulo, SP

De 19º em 2017 ao 4º lugar do ranking em 2020, a maior cidade do Brasil teve um crescimento significativo na lista. No primeiro lugar na variável Finanças, São Paulo tem a maior renda de população idosa do país. Ainda relacionado a este quesito, a terra da garoa ocupa o segundo lugar no indicador carga tributária, que analisa o percentual da receita de origem tributária. Vale ressaltar a importância de melhorar a quantidade de psicólogos e enfermeiros na cidade.

5º lugar – Florianópolis, SC

A Ilha da Magia é uma das 10 cidades analisadas pelo IDL com o menor percentual de população de baixa renda. Florianópolis também se destaca na variável Bem-estar pela boa oferta de estabelecimentos de condicionamento físico e casas de chá, suco e lanchonetes, o que favorece, respectivamente, a saúde do corpo e a socialização. É a cidade do país como mais elevado número de acesso à internet por habitante.

6º lugar – Niterói, RJ

Niterói continua bem posicionada e figurando entre as 10 melhores cidades do ranking. A cidade fluminense se destaca pelo bom desempenho em indicadores relacionados às variáveis Cultura e Engajamento e Bem-estar. No primeiro aspecto, é muito positivo o indicador Acesso à internet Fixa e, no segundo, destaca-se a alta taxa de idosos protegidos pela saúde suplementar. A cidade, no entanto, destaca-se negativamente pela alta concentração de renda.

7º lugar – Rio de Janeiro, RJ

A cidade maravilhosa ocupa o 7º lugar do IDL em neste ano. O município é o segundo melhor do país na variável Finanças, tendo como destaque indicadores como receita tributária e rendimento da população entre 60-69 anos. É uma das cidades com maior número de pessoas idosas com acesso a planos de saúde. A cidade, no entanto, ocupa o 246º lugar na variável Cuidados de Saúde.

8º lugar – Atibaia, SP

Outra estreante no ranking, a cidade de Atibaia já figura entre os dez melhores municípios, com destaque à quantidade de hospitais com unidades de neurocirurgia, baixa frequência de violência sexual, doméstica e tortura; e pelo bom número de locais de atividade de condicionamento físico. Também vale destacar que é a cidade com melhor desempenho na variável Habitação. Já nos pontos de melhoria, é preciso atentar-se, por exemplo, para a taxa de investimento do município e quantidade de leitos do SUS.

9º lugar – Catanduva, SP

Também nova no IDL, Catanduva tem como principais destaques o bom percentual de docentes com curso superior na Educação de Jovens e Adultos, , e a baixa taxa de desocupação de sua população. A cidade encontra na variável Bem-Estar um potencial de melhoria com relação à qualidade de vida de seus habitantes.

10º lugar – Americana, SP

A cidade de Americana, no estado de São Paulo, se destaca na educação pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, além do bom número de psicólogos e estabelecimentos de atividade física. Também vale ressaltar o elevado acesso de internet fixa. Como ponto de melhoria é importante destacar a frequência elevada de acidentes com animais peçonhentos.

Alta do IPCA surpreende e preocupa mercado, diz economista da CNseg

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou queda mais acentuada (-0,64%) no IPCA. O IBGE cita como principal responsável o item plano de saúde (-2,31%)

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira aumentou a previsão do IPCA 2020 para 2,47%, 0,35 p.p. maior do que a mediana da semana passada (2,12%). Para 2021, houve um leve aumento, passando de 3,00 para 3,02%. O blog Sonho Seguro traz o Acompanhamento das Expectativas Econômicas divulgada pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp), da CNseg e conversou com Priscila Aguiar, economista do CEM – Comissão Estudos de Mercado da CNseg, sobre como isso pode afetar o mercado de seguros. Leia abaixo:

Apesar de a inflação mais pressionada despertar uma onda de revisões para cima no índice oficial, a maioria dos economistas acredita no efeito temporário da alta, concentrada nos alimentos e combustíveis. Qual o impacto de uma revisão do índice oficial de inflação para o setor de seguros?

O índice de inflação mostra a variação dos preços na economia. Para o setor de seguros, ele é utilizado para tanto para atualizar investimentos como para os contratos de seguros. No caso dos planos de saúde, a inflação médica influencia diretamente o valor dos reajustes. Na divulgação do IPCA de setembro na última sexta-feira, que registrou alta de 0,64% no mês, esse grupo (Saúde e Cuidados Pessoais) apresentou a queda mais acentuada, de -0,64%, no índice, resultado da suspensão dos reajustes dos planos até o final de 2020. O IPCA é utilizado, também nas análises de desempenho do setor. Na atualização dos valores de arrecadação corrigidas pelo índice de inflação é possível avaliar o crescimento real do setor, para cima ou para baixo.

Se as reformas não avançarem, o Copom poderá abandonar o forward guidance, adotado para sinalizar a estabilidade da taxa Selic, enquanto as expectativas não ameaçarem as metas de inflação, informou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em webinar na semana passada. Como isso impacta a avaliação da CNseg sobre os efeitos dos indicadores no mercado de seguros?

A expectativa do setor é de que a economia continue em trajetória de recuperação. Uma retomada de forma mais acentuada da atividade econômica é muito positiva para o setor, pois estimularia o aumento do emprego e da renda, que são fatores importantes. Na ata da última reunião do COPOM, o comitê sinalizou que, com projeções e expectativas de inflação significativamente abaixo da meta, seria validada a sua prescrição futura (forward guidance) de Selic baixa por maior tempo. O avanço das reformas também permitiria ao Banco Central manter a taxa Selic estável.

Segue a íntegra do boletim elaborado pela CNseg:

Com a proximidade das eleições municipais no Brasil e presidenciais nos EUA, as expectativas se mantêm estáveis e os analistas estão com olhar de cautela para os próximos acontecimentos nos cenários políticos e econômicos aqui e no exterior.

A projeção do PIB para 2020, divulgada hoje pelo Relatório Focus do Banco Central, mostra uma pequena redução de 0,01 p.p., passando de -5,03% para -5,02%, após quatro semanas de revisões positivas no indicador de atividade, que amenizaram a previsão de recessão de -6,54% divulgada no relatório no final de junho.

Para 2021, a mediana do PIB se mantém em 3,5% pela 20a semana consecutiva. Em linha com a retomada das atividades econômicas, o Banco Mundial divulgou na última semana a previsão do PIB brasileiro e melhorou consideravelmente sua avaliação. Os analistas do banco confirmam que é possível que o país tenha uma recuperação mais rápida após o tombo que sofreu, fazendo com que a previsão salte de -8% para -5,4%.

Para 2021, também houve melhora e a estimativa é de uma alta de 3%, ante os 2,2% divulgados anteriormente. O relatório cita o efeito multiplicador das ações de transferência de renda na América Latina (no caso brasileiro, o Auxílio Emergencial) permitindo o retorno mais acelerado da atividade econômica e, no Brasil, que a taxa de pobreza estimada ficasse abaixo de seu nível pré-crise pandêmica. Boas notícias também vêm do comércio global, que está retomando as atividades, e a China mostra rápida recuperação com o aumento das exportações e importações.

A divulgação do IPCA de setembro na última sexta-feira, que registrou alta de 0,64% no mês, já era esperada, mas a sua intensidade surpreendeu (em agosto, o índice foi de – 0,24%), sendo o maior resultado para o mês de setembro desde 2003. No acumulado até setembro, o IPCA apresenta alta de 1,34% e em 12 meses, 3,14%.

O grupo que mais pressionou os preços foi o de alimentos, o que está relacionado à alta demanda por refeições em domicílio, sendo o arroz o protagonista entre as maiores variações (17,98%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou queda mais acentuada (-0,64%) no IPCA. O IBGE cita como principal responsável o item plano de saúde (-2,31%), devido à suspensão dos reajustes dos planos até o final de 2020 divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os próximos meses, o aumento das exportações de alimentos, que reduziria a oferta interna, pode vir a pressionar ainda mais os preços.

O Boletim Focus aumentou a previsão do IPCA 2020 para 2,47%, 0,35 p.p. maior do que a mediana da semana passada (2,12%). Para 2021, houve um leve aumento, passando de 3,00 para 3,02%.

A projeção para a taxa de câmbio aumentou em 0,05 p.p. em 2020, de R$/US$ 5,25 para R$/US$ 5,30 e, para 2021, passou de R$/US$ 5,00 para R$/US$ 5,10. A previsão para a taxa Selic em 2020 se mantém estável em 2,00% pela 15a semana consecutiva, e em 2,5% para 2021.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto, divulgada pelo IBGE, mostra que o setor de serviços cresceu 6,1% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, seguindo na trajetória positiva iniciada em maio. No acumulado do ano, o índice continua negativo (-0,9%), mas com intensidade menor que nos meses anteriores. As atividades que apresentaram crescimento mais expressivo em relação a agosto de 2019 foram Móveis e Eletrodomésticos (36,3%) e Material de Construção (24,1%) – terceira alta consecutiva.

Para a próxima semana, aguarda-se a divulgação do IBC-Br (15/10), índice de atividade econômica divulgado pelo Banco Central, que é uma prévia do PIB e tem forte correlação com a atividade do setor de seguros.