Inter lança Seguro de Vida no aplicativo

banco inter seguros

Com a atualização, clientes poderão fazer a contratação de forma 100% online e digital, em poucos cliques

Fonte: banco Inter

A versão 9.0 do aplicativo do Inter está chegando com diversas melhorias na usabilidade e experiência do usuário e inclui mais de 10 novos produtos. Entre as novidades, está a opção de contratar seguro de vida pelo app. Outra novidade da área é possibilidade de renovação automática na modalidade seguro auto. Alguns clientes já podem experimentar os lançamentos na versão beta para Android e iOS e a expectativa é que até o início de novembro o app esteja disponível para todos. 

A Plataforma de Proteção Inter, a mais completa do país, terá a contratação do Seguro de Vida de forma 100% digital. São três categorias de planos, cujas coberturas podem ser por morte e acidentes, invalidez permanente, indenização por acidente e indenização por doenças graves. Além de assistência funeral, pet, para animais de estimação, e segunda opinião médica internacional. As indenizações partem de R$ 60 mil até R$2 milhões. 

“A nova versão do aplicativo trará melhorias em todas as áreas. Na Inter Seguros, estamos disponibilizando a modalidade Vida, com uma experiência totalmente inovadora, digital, sem burocracia e letras miúdas, que leva em conta o que realmente importa para o cliente na proteção à sua família e patrimônio.”, diz Paulo Padilha, CEO da Inter Seguros. 

No app, ao acessar a Plataforma de Proteção, os correntistas encontram todos os produtos para cuidar de tudo que importa de verdade. De Previdência a Consórcio, de Auto ao Seguro Pet, já são mais 15 produtos 100% digitais. Quem ainda não é cliente pode baixar o aplicativo na Apple Store ou Play Store, abrir uma conta de forma rápida e segura e acessar todos os benefícios da conta. 

Setor de seguros está atento à inflação, mas o principal é o déficit fiscal

Esse é o resumo da opinião dos participantes do webinar da CNseg, realizado no dia 22

Fonte: CNseg

As recentes notícias relacionadas à pressão de preços, tendo como pano de fundo a longa história do Brasil envolvendo a inflação, acenderam a luz amarela para alguns analistas de mercado em relação à possibilidade de escalada de preços, razão pela qual a CNseg realizou em 22 de outubro mais um webinar da série CNseg Webinars, tendo como tema: “Inflação: há algo com o que se preocupar?” 

O webinar, moderado pelo Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Marcio Coriolano, contou com a participação do Professor de Economia e Decano do Centro de Ciências Sociais da Puc-RJ, Luiz Roberto Cunha; do Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Cruz; da Estrategista-chefe da área de Investimentos da MAG Investimentos, Patrícia Pereira; e da Economista Chefe da Icatu Seguros, Victoria Werneck.  

Brasil e inflação, um caso que vem de longe 

No início do webinar, o Presidente da CNseg lembrou que a inflação só começou a ser debelada no Brasil após 1995, com o Plano Real, beneficiando principalmente os mais pobres, que tinham suas rendas sistematicamente corroídas, mas beneficiando também o setor segurador, pois seus investimentos em garantias de riscos necessitam de um ambiente de estabilidade. Setor que atualmente possui R$ 1 trilhão e 260 bilhões em reservas para garantir os compromissos com seus segurados, representando aproximadamente 27% da dívida pública brasileira. Lembrou o Presidente da CNseg que foi a estabilidade de preços que propiciou salto da proteção dos seguros, hoje atingindo perto de 3,7% do PIB nacional.

O Professor Luiz Roberto Cunha lembrou que o Brasil foi o país que mais sofreu com a inflação na era moderna e apontou para o recente descolamento entre os índices IPCA e IGP-M, como não acontecia há tempos. Segundo ele, a explicação reside na maneira como esses dois índices são compostos, particularmente o IGP-M, que tem o índice de preços no atacado em sua composição, sofrendo variações sazonais. “Somente soja, milho e minério de ferro representam 14% desse percentual”, afirmou. Mas, se por um lado, os alimentos têm pressionado a inflação, o setor de serviços deve fechar o ano com deflação e com o risco de isso se repetir em 2021. Para o professor, a preocupação não é com a inflação, mas com a questão fiscal. 

O impacto da pandemia do déficit público 

Concordando, a Economista Chefe da Icatu Seguros afirmou que o “brutal aumento” do déficit público precisa ser resolvido em espaço médio de tempo para não comprometer a política fiscal do Governo. Déficit público que foi ampliado pelo necessário fornecimento do auxílio emergencial, que alcançou 67 milhões de brasileiros e demandou muito mais recursos que os utilizados no Bolsa Família. “A reforma da Previdência tinha o objetivo de economizar 800 bilhões ao longo de 10 anos, mas só em 2020 gastamos com o auxílio emergencial quase todo esse dinheiro”, afirmou Victoria Werneck. Ainda assim, ela acredita que a inflação deve permanecer dentro da meta nos próximos quatro anos. 

Na visão da Estrategista-chefe da área de Investimentos da MAG Investimentos, porém, a necessidade de aumento dos gastos não é a única causa de nosso problema fiscal. “Além de gastarmos muito, gastamos muito mal. Educação e Saúde, por exemplo, têm orçamentos enormes, mas a qualidade é péssima”, disse ela, complementando que “a nossa carga tributária não suporta mais aumento de imposto para arcar com a dívida pública, só nos restando a reforma fiscal”. 

Para ajudar na compreensão do comportamento da inflação, ela fez um exercício de decomposição do IPCA, que é ancorado em quatro grupos: alimentação no domicílio, serviços, administrados (preços regulados) e bens industriais. Enquanto os alimentos têm trajetória ascendente de preços, os bens industriais têm trajetória descendente. E segmentando o grupo de bens industriais em bens duráveis, semiduráveis e não duráveis, se observa que os duráveis tiveram grande desaceleração, diferentemente dos outros dois, que permaneceram na média. 

Serviços em baixa e alimentos em alta 

Assim, a conclusão de Patrícia Pereira é de que são os alimentos o vilão da inflação. Segundo ela, o comportamento de alimentos em alta no Brasil é semelhante a outros países da América Latina que cresceram acima da média global, inserindo muita gente nos hábitos de consumo. Para 2021, ela informa que as projeções apontam que a inflação de alimentos deve oscilar de forma sazonal, mas menos pressionada quem em 2020. 

Abordando a inflação relacionada a serviços, Patrícia afirmou que a queda nos preços se deu, principalmente, devido ao isolamento social.

Segundo o Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros, grande parte do que está ocorrendo em relação aos preços pode ser explicado pelas distorções criadas pela pandemia. Por outro lado, a pressão do IGP-M também se relaciona à exportação de commodities e ao boom de consumo chinês. Abordando, particularmente, os impactos no setor segurador, Vinicius Cruz lembrou que temos contratos bastante importantes pagando renda para aposentados que são anteriores a esses índices de inflação, que sofrerão correções bastante significativas e poderão impactar os balanços das seguradoras. Ele também lembrou que a Taxa Selic atravessa um momento de baixa, pois a atividade econômica também está baixa, mas o ritmo da inflação dependerá da política monetária com a volta das atividades. 

O novo marco legal de investimentos do setor 

“O Brasil sempre quis a inflação e os juros em patamar baixo, mas isso coloca um grande desafio para o setor de seguros, obrigando os gestores a buscarem maior rentabilidade de suas aplicações”, concluiu o Presidente da CNseg, lembrando que a Confederação está envolvida em proposta de novo marco legal de investimentos do setor, de modo a permitir melhor combinação entre ativos e passivos dependendo da duração dos contratos.

“Nosso setor tem os investimentos muito concentrados em títulos públicos, mas estamos diversificando ao longo dos anos”, esclareceu Vinicius Cruz, já ao fim dos debates, e, com o olho no consenso de inflação comportada doravante, essa diversificação merece ter novas possibilidades com a revisão da regulamentação proposta para o Banco Central e para a Susep.

ARTIGO: Vulnerabilidade em xeque

por Luciana Bastos é diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros

O avanço do coronavírus em todo o mundo desencadeou um processo de mudança na sociedade, do cenário econômico às relações sociais. O fato de um vírus invisível e desconhecido ter atingido todos os continentes em poucos meses desde seu surgimento, gerando mortes, recessão econômica e tantas outras consequências, vem fazendo com que as pessoas entrem em contato com o risco e a incerteza e reflitam sobre formas de proteção, seja da própria saúde ou da vida financeira.

A pandemia nos lembra que não somos invencíveis e traz à tona nossa vulnerabilidade, algo que é incerto, arriscado e que nos expõe emocionalmente. E esta nova realidade nos obriga a refletir sobre nossas prioridades e a fazer uma pausa para entender se estamos em dia com o nosso planejamento financeiro que guarda relação direta com a saúde e bem-estar da família, em um momento em que as conexões afetivas se intensificaram.

Ao longo de cinco anos, o Laboratório de Inovação da Icatu Seguros realizou pesquisas de profundidade que resultaram em um mapa mental do seguro de vida e aponta os principais motivos que orientam a decisão de contratar ou não um seguro. As entrevistas revelaram que a visão imediatista, o mito do seguro como algo caro, a crença de que nunca será afetado por uma tragédia e a burocracia para contratação são alguns pontos que fazem o consumidor evitar o produto. Já os que optam por contratar, geralmente o fazem porque já viveram uma experiência prévia com pessoas próximas em que puderam comprovar a importância da proteção ou possuem filhos pequenos e um estilo de vida de maior exposição ao risco.

É preciso entender que o seguro não se torna importante apenas em uma situação extrema. Apesar do seguro ainda estar muito associado à morte, 25% das coberturas existentes atualmente podem ser usadas em vida. Um diagnóstico de uma doença grave, uma invalidez total ou parcial, são acontecimentos que podem afetar diretamente a capacidade do provedor de uma família de gerar renda. Nesses casos, o valor da indenização do seguro pago em vida pode ser usado de diversas formas, mantendo o padrão financeiro existente ou até mesmo para a readaptação da casa, em caso de necessidades especiais.

Outro papel importante do seguro é atuar como um componente no planejamento sucessório. Como ele não é considerado um bem do segurado, seu pagamento é um procedimento rápido e descomplicado. Muitas vezes, parte do valor da indenização é utilizada para arcar com os custos do inventário, sem que a família precise mexer em seus investimentos ou até mesmo realizar empréstimos. Ou seja, o seguro de vida traz uma liquidez financeira para um momento de vida sensível que é o de uma perda familiar.

O aumento da procura pelo seguro de vida é o reflexo do despertar da consciência que este é um instrumento relevante para a reorganização financeira familiar e que cumpre um papel social relevante.  O desafio que teremos como agentes de transformação social será manter essa consciência ativa depois que isso tudo passar. O seguro de vida, como pilar importante, porém não único, de um planejamento financeiro sustentável ganhou ouvintes curiosos e que transformaram sua curiosidade em ação, servindo de exemplo para outros.

A crise do coronavírus vem acelerando esse processo e cabe às empresas estarem preparadas com soluções flexíveis e inovadoras para atender a essas novas demandas, contribuindo para formar um país onde cada vez mais pessoas estejam assistidas e protegidas financeiramente em todas as fases da vida.

Insurtech Pier recebe aporte de US$ 14,5 milhões e se prepara para atuar como operadora digital

Empresa foi aprovada recentemente no sandbox da Susep para ser seguradora digital e capital vai ajudar a empresa a consolidar produto Seguro Auto.

Se nem a perspectiva de queda de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 desanimou os fundadores da Pier, imagina agora que a insurtech foi uma das 11 aprovadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para fazer parte do projeto de Sandbox, programa criado para levar modernização, tecnologias disruptivas e inteligência de dados para o mercado brasileiro de seguros. 

“O mercado de seguros cresce mesmo sem a retomada da economia, pois há muito trabalho a ser feito para melhorar a oferta de produtos aderentes as necessidades do cliente e também para aprimorar a jornada do cliente. E no último dia 19, ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a projeção agora para o PIB é de queda de 4,5%, menos da metade da prevista seis meses antes.”, comemora Igor Mascarenhas, um dos fundadores e CEO da Pier. 

Certamente que com a economia forte, o cenário melhora muito para todos, inclusive para a insurtech que mira uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos próximos anos. “Claro que sonhamos com um IPO, como toda startup sonha. E temos a insurtech Lemonade, a primeira a fazer um. E nos anima olhar para os dados da mais famosa insurtech do mundo e constatarmos que temos um NPS melhor do que o dela”, comenta. 

Vamos por partes. Primeiro quem é a Lemonade e depois o que é NPS. A Lemonade, que conta com investidores como SoftBank, Allianz e Sequoia Capital, é um marco na história das insurtechs em todo o mundo. Após captar mais de US$ 300 milhões, a companhia viu suas ações mais do que dobrarem de valor desde na bolsa americana. Um animo e tanto para as mais de 2 mil insurtechs contabilizadas no mundo, número que não para de crescer com a pandemia. Dados da consultoria ResearchAndMarkets estima que as startups de seguros devem captar US$ 2,7 bilhões em investimentos até 2025. Um avanço e tanto considerando-se os US$ 300 milhões, quando a onda de invocação começou em 2013. 

A Pier acaba de levantar US$ 14,5 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelo fundo de capital de risco monashees com participação nessa rodada outros investidores como Canary, Mercado Livre (por meio do MELI Fund) e BTG Pactual (por meio do boostLAB).  O aporte foi negociado durante pelo menos seis meses entre os investidores e a Pier, que já procurada por dezenas de outros investidores interessados no negócio. O dinheiro captado será usado para expandir a operação da empresa, que tem mais de 15 mil clientes em seu seguro para smartphone e conta uma lista de espera de 100 mil interessados na contratação dos serviços.  

“Os novos investimentos nos permitirão multiplicar consideravelmente as nossas vendas de seguro para celular e consolidar o produto do setor automotivo. A Pier possui uma tecnologia imbatível nessa área, oferecemos o melhor fluxo de contratação de seguro auto do mundo. Não existe ninguém, nem as empresas que são referência mundial, que consiga aprovar uma apólice de seguro auto tão rápido quanto nós e de forma tão simples. Isso porque temos uma tecnologia extremamente robusta, com uma capacidade preditiva antifraude muito refinada”, enfatiza Igor Mascarenhas.  O fato é que a tecnologia traz oportunidades que não eram possíveis anteriormente. Inclusive a forma como surgem as startups de sucesso tem mudado muito. 

“Agora, como seguradora digital, há autonomia e aumento do nosso potencial de crescimento, facilitando o desenvolvimento de novos produtos”, explica Colucci


Este é o novo jeito do mundo. Pensa que a Apple surgiu em uma garagem e o Facebook num dormitório de uma universidade. Agora as startups são criadas por pesos pesados que deixaram ou pretendem deixar as seguradoras tradicionais para agregar conhecimento aos jovens que já nasceram com o Ipad na mão. Na Pier, por exemplo, os fundadores estão na casa dos 30 anos. Fundaram a startup em 2018, numa parceria com a seguradora Too Seguros, na venda de celular. Para expandir e entrar no segmento de automóvel, contrataram em junho deste ano o experiente Carlos Colucci, com mais de 20 anos na HDI Seguros, que tem mais de 80% da produção no ramo auto, como diretor responsável para o Sandbox e Head de Seguros.

Aliás, o aporte recebido será usado para crescer  na área de Auto.“Com o novo aporte que recebemos agora vamos expandir o time. Estamos trazendo mais profissionais seniores para o board, com um nível altíssimo de conhecimento, e nossa meta é crescer em dois anos mais de 50 vezes nossa base de clientes”, declara o executivo. O seguro auto da Pier hoje é ofertado para os estados de São Paulo e Minas Gerais. “Até o primeiro semestre de 2021 estaremos operando em todas as praças do Brasil, com seguro por assinatura mensal para auto, atendendo com coberturas que a maioria das seguradoras não oferece, como o seguro de carros oriundos de leilão”, completa Colucci.

A estrutura de capital do grupo é complexa, pois a maior parte dos investimentos vem de fundos de investimentos. Se fosse acionista local, a Pier já seria uma seguradora digital, com exigência de R$ 15 milhões em capital para operar.  Sem o capital local, se juntou a Too Seguros para poder operar e testar seu modelo. Em dois anos de operação, conta com 16 mil clientes de seguro de celular e 500 veículos segurados, com cerca de R$ 5,6 milhões em indenizações pagas. Agora, no Sandbox, para o qual lutou com dados e experiência, a Pier passa a ser uma seguradora digital, com exigência de capital mínimo de R$ 1 milhão, e o IPO é o próximo sonho. 

Antes do sandbox, a Pier precisava de uma seguradora tradicional para subscrever seus riscos, ficando limitada pelas determinações de subscrição de risco da seguradora para ofertar seus seguros. “Agora, como seguradora digital, há autonomia e aumento do nosso potencial de crescimento, facilitando o desenvolvimento de novos produtos”, explica Colucci.

Um exemplo é poder aceitar riscos de carros acima de 15 anos, com base nos dados que já tem armazenados no cérebro da empresa. Segundo ele, o grupo utiliza mais de 6 mil variáveis para calcular o preço do seguro, o que determina controlar o nível de possíveis tentativas de fraudes. “A diferença para as seguradoras tradicionais, é que elas têm os dados, mas não os analisam. Nós somos uma empresa de tecnologia e analisamos todos os dados para ter a melhor precificação para nossos clientes”, afirma Mascarenhas.



“A abertura de inquéritos nos ajudou a inibir a fraude. Os fraudadores se conversam muito. Quando coibimos, as tentativas caem muito”, conta Bárbara Possignolo

A advogada Bárbara Possignolo, responsável pelo jurídico da Pier, conta que a análise de dados dos clientes já permitiu que a insuretech desmantelasse uma quadrilha de fraudadores no Rio de Janeiro. “Praticamente 80% dos pedidos de indenizações são analisados automaticamente pela inteligência de dados . Quando o processo vem para a análise de um especialista, olhamos com mais cuidado. A abertura de dois inquéritos nos ajudou a inibir a fraude. Os fraudadores se conversam muito. Quando coibimos, as tentativas caem muito”, conta.

Toda esta estrutura de dados se reflete em um indicador muito usado pelas startups quando querem mostrar que são eficientes. O Net Promoter Score (NPS) é uma medida universal da satisfação do cliente e varia de -100 a +100. Para efeito de comparação, as seguradoras tradicionais estão na faixa inferior dessa pontuação, enquanto a Apple, conhecida por suas incríveis pontuações de atendimento ao cliente, 72. “O NPS de nossa equipe é 87, o que mostra que estamos no caminho certo sobre entender a jornada do cliente”, afirma Mascarenhas. “

Colucci conta que “os meninos” conseguem um nível alto de retenção do cliente, “duas vezes acima da média de mercado”, por várias razoes. Entre elas, a insurtech pede apenas três dados para cotar um seguro de carro, ao contrário das tradicionais que chegavam a pedir 30 e agora, com a inovação, pedem pelo menos 15. Ciente conquistado, outra prova de fogo para mante-lo é na hora do “sinistro”, ou seja, que o acidente para o qual comprou cobertura se concretiza. “Pagamos indenizações para clientes com perda no celular em menos de um minuto. Em carro, nosso recorde está em dois dias”, orgulha-se a advogada.

Ao que parece, está tudo no caminho. As regras do sandbox preveem a permanência da insurtech dentro de um ambiente regulatório protegido por três anos. A expectativa da Pier é mudar conceitos operando como uma seguradora do Sandbox. Para isso, tem de conquistar o consumidor brasileiro, que pouco apreço ainda tem pelo seguro. Uma cliente postou nas nossas redes sociais da insurtech que havia adorado o atendimento, mas daria apenas 1 das 5 estrelas, pois parecia muito bom para ser verdade. 

A pandemia acelerou a inovação do mercado de seguros, que veio para ficar como vemos em outros segmentos como meios de pagamentos, bancos e empresas de saúde. A Pier entra em um mercado em que a concorrência está a todo vapor, com investidores de peso, como bigtechs, bancos digitais e varejistas, além de investidores do setor e fora dele. “E nós seremos a insurtech referência na América Latina, como a Lemonade é para o mundo”, afirmam os executivos entrevistados pelo blog Sonho Seguro. 

Elis Moes assume gerência regional da Zurich em Santa Catarina

O estado bateu recorde de arrecadação no primeiro trimestre de 2020, com mais de R$ 2,6 milhões de prêmios e crescimento superior a 8% no período

Fonte: Zurich

A Zurich, uma das maiores seguradoras do mundo e que se diferencia por ser uma companhia multilinha, multisserviço e multicanal, tem nova gerente regional em Santa Catarina. Trata-se de Elisângela Maria da Silva Moes, mais conhecida no mercado segurador como Elis Moes. Ela, que assumiu a Regional SC no canal corretor desde o dia 20 de outubro, responde pelas filiais Blumenau, Chapecó, Joinville e Florianópolis da seguradora, chega para impulsionar ainda mais a presença da Zurich no estado.

Formada em direito pela Universidade Regional de Blumenau, Elis possui um MBA em Gestão Estratégica de Vendas pela Fundação Getulio Vargas. Possui, ainda, especializações em gestão empresarial de médias e grandes empresas com foco em resultados pela Fundação Dom Cabral e pela Fundação Fritz Mueller FFM – PAEX. Também possui vivência na área acadêmica, lecionando na Escola Nacional de Seguros, assim como é palestrante. Antes de ingressar na Zurich, teve passagens pela Áthina Administradora e Corretora de Seguros, Insurance Assessoria, Bergus Corretora de Seguros, Addmakler Corretora de Seguros, Marítima Seguros, Real Seguros, SulAmérica Seguros Gerais e Bradesco Seguros.

“Estamos muito felizes por ter Elis Moes no nosso time. Ela tem quase 30 anos de experiência na área de seguros, com conhecimento em todos os ramos do segmento, mas com expertise maior nos ramos de benefícios, seguros corporativos e seguros massificados. Além disso, tem ampla vivência em Gestão Empresarial com foco no desenvolvimento de equipes e liderança comercial”, comenta o diretor Regional Sul da Zurich e também presidente do Sindicatos das Seguradoras (Sindseg) daquele estado, Waldecyr Schilling.

O executivo fala da importância de Santa Catarina para a Zurich. “O estado bateu recorde de arrecadação no primeiro trimestre de 2020, com mais de R$ 2,6 milhões de prêmios e crescimento superior a 8% no período, com destaque para os seguros de pessoas e danos por responsabilidade. Porém, há espaço para crescer ainda mais, já que o mercado catarinense tem economia plural, com ênfase no setor de serviços e que tem tudo para manter essa dinâmica após a pandemia. A Zurich vê muitas oportunidades no estado”, finaliza.

Liberty Seguros está entre as 50 melhores grandes empresas para se trabalhar

Em sua primeira participação, a seguradora ficou em quarto lugar na categoria de instituições financeiras e na 47º colocação no ranking das Grandes Empresas

Fonte: Liberty

Poucos meses depois de receber a certificação do Great Place to Work, empresa de consultoria que reconhece companhias com os melhores ambientes de trabalho ao redor do mundo, a Liberty Seguros comemora mais um reconhecimento da instituição: estar no ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

O resultado positivo para a seguradora, que ficou no quarto lugar na categoria de instituições financeiras e 47º no ranking Grandes Empresas Nacionais, é reflexo do conjunto de iniciativas internas da empresa desenvolvidas com foco no bem-estar, crescimento e desenvolvimento dos funcionários.

Bem-estar como prioridade

Colocar as pessoas em primeiro lugar sempre foi o principal valor da Liberty e, em períodos de crise, como na pandemia de COVID-19, cuidar dos colaboradores se tornou ainda mais indispensável. Além disso, como as jornadas de trabalho consomem a maior parte do dia dos funcionários, a companhia assumiu a responsabilidade de promover iniciativas que proporcionem acolhimento e qualidade de vida a todos que trabalham na seguradora.

Atualmente, a empresa já contabiliza mais de 40 iniciativas em diversas frentes com esse propósito, como a Happy Friday e a licença maternidade e paternidade estendidas, atividades com foco na saúde física e mental como exercícios de Mindfulness e Ginástica Laboral; acompanhamento com psicólogo, nutricionista e médico da família; campanhas de vacinação, Outubro Rosa, Novembro Azul, recursos para incentivar outras formas de mobilidade como o bicicletário na matriz; entre tantas outras.

Frente à pandemia de COVID-19, a companhia realizou uma força-tarefa e, em poucos dias, toda a operação já estava trabalhando remotamente de home office, com ferramentas adequadas e processos digitais para realização normal das atividades. Além disso, a Liberty disponibilizou atendimento de sua equipe médica interna para fornecer orientações na identificação de sintomas e todo apoio e acompanhamento em casos suspeitos e confirmados.

Diversidade e acolhimento

Os temas de diversidade e inclusão são prioritários para a Liberty Seguros, não só no Brasil, mas globalmente. Pensar em pautas que englobem esses assuntos e garantir que as pessoas se sintam acolhidas dentro da companhia, permite que cada funcionário esteja confortável para ser quem é.  

Por isso, a companhia desenvolveu uma área global dedicada exclusivamente para garantir que todas as operações tenham compromissos que assegurem que a empresa está fomentando um ambiente cada vez mais inclusivo. Esse manifesto incentiva que qualquer ação ou decisão no dia a dia de trabalho seja alinhada a área de D&I – seja para criar equipes ou desenvolver produtos, entre outros trabalhos.

“Cuidar das pessoas e garantir que o bem-estar e o equilíbrio de cada um de nossos funcionários são prioridades máximas para a Liberty Seguros, por isso, sermos reconhecidos em rankings como esse do Great Place to Work é tão importante para a companhia. Nós queremos que nossos funcionários se sintam valorizados e motivados a darem o seu melhor, sabendo que todos têm seu espaço e que contribuem com o todo de forma única”, afirma Ademir Marques, Diretor de Recursos Humanos da Liberty Seguros.

5ª edição do SURA Talks destaca as perspectivas e o novo olhar do varejo

Realizada no último dia 15, a live contou com especialistas do mercado para uma conversa sobre a transformação digital acelerada e as mudanças nos hábitos de consumo

Fonte: Seguros SURA

A 5ª edição do SURA Talks, série de lives realizada pela Seguros SURA para apoiar micro, pequenas e médias empresas, abordou as perspectivas e o novo olhar do varejo em um mundo em transformação, onde o comportamento do consumidor muda constantemente e as empresas reinventam o modelo de negócios para entregar experiências em todos os pontos de contato. 

Durante o bate-papo mediado por Cristiano Saab, Vice – Presidente de Canais e Subscrição da Seguros SURA, os convidados James Mattos, Diretor de Vendas e Novos Negócios da Motorola Mobility, e Paula Blini, Gerente de Franchising da Arezzo&Co, compartilharam suas visões sobre a transformação digital acelerada no varejo e as perspectivas para este segmento que, segundo Saab, “é um importante termômetro para entender as mudanças no comportamento do consumidor”. 

De acordo com Paula Blini, a aceleração da transformação digital nada mais é do que a concretização de tendências que já estavam acontecendo há alguns anos. Para ela, o que faz a diferença para as marcas se relacionarem com o consumidor é a humanização, “é a empatia somada à tecnologia, que é um meio. O diferencial da transformação digital é o caminho da humanização e da conexão real com o cliente”. Para passar essa percepção ao consumidor, Blini comentou que “a chave é não focar apenas na comunicação do produto, e sim se conectar com o cliente para saber do que ele gosta e assim construir uma comunicação assertiva sobre o que é importante no seu dia a dia, o que vai muito além do produto”. 

Para isso, James destacou que o ponto fundamental é aumentar o valor do serviço ou produto para o consumidor de forma progressiva. “Pequenas mudanças em processos e no olhar para o comportamento do consumidor podem fazer grande diferença no negócio, pois as pessoas vão continuar a experimentar novos modelos de consumo e as empresas devem acompanhar esses movimentos”. Como exemplo, James comentou que boa parte da população que comprou pela primeira vez no e-commerce nos últimos meses “experimentou produtos e serviços diferentes no ambiente digital e quem entendeu o valor da tecnologia em benefício próprio, certamente continuará nessa realidade conectada”. 

Diante disso, os executivos enfatizaram que ações orientadas para que o consumidor se sinta acolhido, independente se estiver no ambiente físico ou digital, é um dos caminhos para a comunicação transparente e assertiva desta nova era. 

A 5ª edição do SURA Talks está disponível no canal do Youtube da Seguros SURA Brasil. O projeto é resultado da iniciativa Empresas SURA, ecossistema de conhecimento com orientação gratuita para aumentar a competitividade das MPMEs. 

Desafios à frente, mas expansão é oportunidade para o setor segurador

cnseg Marcio Coriolano

Em webinar, Marcio Coriolano prevê alta de até 4% neste ano e possibilidade de voltar a crescer mais a partir de 2021

Fonte: CNseg

A arrecadação do setor segurador, mais uma vez resiliente diante de um PIB negativo, deverá fechar 2020 em alta entre 3,5% e 4% e poder voltar à casa de dois dígitos em 2021, se o PIB confirmar a trajetória positiva no próximo ano, com expansão projetada de mais de 3,4%. O prognóstico foi feito pelo Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, ao participar do webinar “Expectativas e desafios para o setor de seguros no pós-pandemia”, realizado pelo Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindseg N/NE) nesta quarta-feira, 21, ao lado dos Presidentes do Sindseg N/NE, Ronaldo Dalcin, e do Sindseg BA/SE/TO, Alexandro Barbosa. 

“Vamos sair ainda maiores do que quando entramos na pandemia”, destacou Marcio Coriolano. Os números positivos do setor, porém, não tornarão menos complexa a tarefa de levar mais proteção aos segurados nos próximos anos, reconheceu ele, ao lembrar que ainda há gargalos de conhecimento sobre a importância do setor segurador, além de limitações geradas pela renda da população, pela trajetória da recuperação econômica e pelo índice de desemprego.  

A desaceleração econômica ocorrida prejudica o setor para atingir o seu potencial de crescimento, mas não o impede de atingir taxas mais altas de expansão. Nesse sentido, ele destacou o comportamento de 2019 (PIB cresceu 1,1% no período, e inflação inferior a 4%), quando o setor obteve um crescimento de mais de 12,2% sobre o exercício imediatamente anterior.  Na opinião do Presidente da CNseg, esse desempenho tem relação direta com a maior penetração dos seguros nos últimos 10 anos e com o progressivo reconhecimento do seguro como um instrumento efetivo de proteção. “Estamos constantemente rompendo barreiras, apresentando taxas de crescimento acima da inflação ou do PIB na última década”, afirmou ele, deixando claro, porém, que ainda há enormes faixas de público e de negócios sem a assistência do seguro, gerando muitas oportunidades novas.

Marcio Coriolano observou que o atual governo tem dado contribuições importantes para garantir tração ao crescimento futuro do setor, destacando avanços no seu marco regulatório, como o sandbox regulatório e regras de proporcionalidade de solvência de acordo com o tamanho das seguradoras. Disse que um fator importante para a modernização do marco regulatório dos seguros tem sido o alinhamento estreito da Susep com o Ministério da Economia. 

A seu ver, há um claro movimento no sentido de que o seguro seja um dos pilares do crescimento sustentado da economia. Em consequência, abrem-se novas possibilidades de expansão do mercado. Dessa agenda, participam tanto a recente reforma da Previdência Social, o novo marco do saneamento e até a perspectiva de privatização do seguro de Acidentes do Trabalho. A cada passo conquistado pelos seguros privados, criam-se condições de desonerar os cidadãos dos impostos que pagam para ter coberturas insuficientes, acrescentou Marcio Coriolano.

O Presidente da CNseg comentou que a pandemia afetou o comportamento de ramos e modalidades de seguros de maneira heterogênea, já que a crise de mobilidade que veio como combate à propagação do vírus atingiu de maneira diversa os setores econômicos. Ainda assim, alguns ramos de seguros, depois de abril e maio – os meses mais agudos de queda da economia -, reagiram mais rapidamente, como os seguros Rural, Vida, Residencial e Habitacional. A despeito de números, acrescentou Marcio Coriolano, o importante é que o seguro atinge cada vez mais pessoas, confirma sua solidez financeira, com a manutenção de indenizações na casa dos bilhões, cumprindo o papel de proteger pessoas e negócios, além de ser um dos maiores investidores institucionais, com seus R$ 1,2 trilhão em ativos garantidores, o que representa 27% da dívida pública do País.

Seguradora Líder lança projetos com UOL e R7 para reforçar o conhecimento sobre o Seguro DPVAT

Fonte: Líder

Administradora do Seguro DPVAT, a Seguradora Líder lança, esta semana, dois espaços dedicados nos portais de notícia UOL e R7 para levar ainda mais conhecimento sobre o Seguro para a população. Os projetos têm como objetivo reiterar a importância do DPVAT diante do cenário do trânsito brasileiro e, também, mostrar como a população pode ter acesso ao Seguro, que protege mais de 211 milhões de brasileiros.

Além de esclarecer dúvidas sobre coberturas, valores, documentações, prazos e canais de atendimento, as páginas apresentam, também, todo o processo de transformação vivido pelo Seguro nos últimos anos, incluindo os investimentos em tecnologia, seja para ampliar os pontos de atendimento, para dar mais celeridade aos processos ou no combate às fraudes, e como essas ações impactam positivamente a vida dos beneficiários.

Entre os dez países com mais óbitos registrados em acidentes de trânsito ao redor do mundo, o Brasil perde uma vida a cada 15 minutos para as ruas, avenidas, estradas e rodovias. O Seguro DPVAT atua para reparar parte dos danos para as vítimas de acidentes de trânsito e suas famílias. Para ficar por dentro das informações divulgadas, acesse as páginas do UOL e do R7.

Susep mudará solvência do setor a partir de janeiro

susep

Medida implementará a supervisão do risco de liquidez baseada nas características de cada entidade e pode liberar R$ 6,5 bilhões em junho de 2020

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou em consulta pública propostas de resolução e de circular que estabelecem nova abordagem para gestão do risco de liquidez das entidades supervisionadas e regulamentam a apuração do requisito de qualidade do patrimônio de solvência que garante o capital mínimo requerido para funcionamento. 

Atualmente, toda supervisionada deve possuir um montante fixo de ativos extremamente líquidos adicional à necessidade de cobertura das provisões técnicas correspondente a 20% do seu capital de risco. O valor total desse montante, denominado buffer de liquidez, era de cerca de R$ 6,5 bilhões em junho de 2020. 

Segundo o Diretor Técnico Vinícius Brandi, “a proposta, em linha com as melhores práticas internacionais, determina que a definição desses ativos líquidos passe a guardar relação com a estrutura de gestão de risco de liquidez das entidades e suas exposições a cada tipo de risco.” As supervisionadas, deste modo, precisarão definir estratégias e diretrizes relativas à gestão do risco de liquidez, em condições normais ou de estresse, o que inclui medidas para contornar eventuais situações de dificuldade. 

Adicionalmente, visando a manutenção da solvabilidade dos mercados e a convergência com a regulamentação internacional, em particular com a estrutura regulatória Europeia (Diretiva Solvência II), a proposta prevê a fixação de regras para apuração do requisito de qualidade do patrimônio de solvência (patrimônio líquido ajustado – PLA) para a devida cobertura do capital mínimo requerido. Assim, são definidos três níveis de PLA, com base nas características de disponibilidade e de subordinação de seus elementos na absorção de perdas. 

Considerando o disposto no art. 89 do Decreto-Lei 73/1966, propõe-se, ainda, a implementação do Plano de Regularização de Cobertura, em substituição ao atual Plano de Regularização de Liquidez, que será requerido para recompor a situação das entidades quando houver insuficiência de ativo garantidor em relação ao montante de provisões técnicas.  

Por fim, são propostos ajustes específicos no cômputo do PLA e a vedação de remuneração do capital próprio e o aumento da remuneração de diretores, quando as entidades apresentarem problemas de solvência. 

O Coordenador-Geral de Regulação Prudencial, César Neves, acredita que “as mudanças propostas representam redução dos custos regulatórios, em linha com os objetivos estabelecidos pela Susep, com aumento da qualidade na supervisão do risco de liquidez”. “As alterações representam maior flexibilidade na alocação dos ativos das supervisionadas com boa gestão, o que possibilitará o desenvolvimento e inovação do setor” complementa.