Série: O que esperar de 2021 – Antonio Trindade, CEO da Chubb Brasil

antonio trindade chubb

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, CEO da Chubb, Antonio Trindade, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Não resta dúvidas de que 2020 está sendo um ano desafiador. Além da pandemia de Covid-19, decretada pela OMS em março, tivemos uma série de ocorrências de grande impacto no Brasil e no mundo. Antes dos incêndios no nosso Pantanal, a Austrália registrou um enorme incêndio florestal no primeiro semestre, que provocou muitos prejuízos. Também tivemos terremotos no Caribe, na Turquia e no México. No Brasil, Minas Gerais foi atingida por fortes chuvas, que arrastaram carros e destruíram propriedades. Mais recentemente, tivemos o ciclone-bomba, na Região Sul do país, e até um tornado em Santa Catarina, em agosto. Evidentemente essas ocorrências afetam os resultados da indústria de seguro como um todo. Por outro lado, esses períodos são fundamentais para ampliar a percepção das pessoas e das empresas a respeito do risco ao qual todos estamos sujeitos. Por consequência, cresce também o reconhecimento à importância do mercado segurador.

A pandemia colocou ainda mais em evidência para as pessoas a importância de proteger suas famílias com uma apólice de seguros de vida e de saúde. Na esfera corporativa, abriu oportunidades para a oferta de seguros a empresas de desenvolvimento de vacinas e medicamentos, com coberturas para ensaios clínicos e testes científicos voltados ao desenvolvimento de tratamentos para essa e outras doenças. A decretação de quarentena, por sua vez, levou milhares de empresas a reformularem o modelo de trabalho de seus profissionais, com boa parte colocada em home office. Isso jogou luz sobre um problema que já era relevante, mas foi potencializado: a questão dos riscos de ataques cibernéticos. Esse certamente será um segmento que continuará a crescer no Brasil e no mundo.

Por outro lado, a maior incidência de eventos catastróficos, como os que citei, reforça a percepção de risco ao patrimônio e a necessidade de contratação de proteção para o mesmo. Com isso, devem ser potencializados segmentos como o de seguros empresariais, para condomínios e residenciais.

Quais as áreas mais afetadas?

As medidas de isolamento para conter a propagação do vírus tiveram grande impacto sobre as indústrias de entretenimento e de turismo. Assim, os ramos de seguros de eventos e de viagens foram bastante atingidos. Também o seguro transporte e todos os diretamente relacionados à atividade econômica foram afetados, mas já dão sinais consistentes de retomada.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor

A pandemia está sendo uma experiência transformadora para todos nós. Quando, do dia para a noite, somos obrigados a mudar nossa forma de trabalho, com pessoas se relacionando a distância, por canais eletrônicos, começamos a dar mais valor ao relacionamento humano. Isso nos dá a certeza de que acertamos quando decidimos investir, ainda em 2019, no aprimoramento da infraestrutura de atendimento ao cliente. Além da adoção de um sistema integrado, no qual podemos identificar o histórico de contatos, seja qual for o canal escolhido pelo segurado, mantivemos o atendimento feito por pessoas. Preferimos ter muito cuidado antes de adotar soluções tecnológicas que tiram a possibilidade de interação com quem é a razão de tudo o que fazemos na companhia. Quando um cliente nos procura, é sempre uma oportunidade para provarmos nosso valor. Seja numa abertura de atendimento a sinistro ou na solução de um problema, porque sabemos que não somos infalíveis, mas estamos empenhados em fazer o melhor. Esse olhar humano, com empatia, dificilmente poderá ser substituído.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Estamos animados com as possibilidades e oportunidades vislumbradas para 2021. Claro, ainda estaremos sob impacto da crise da pandemia, mas a própria conscientização das pessoas e das empresas quanto à importância do seguro já amplia as oportunidades para diversos segmentos.

Também vemos com bons olhos as mudanças regulatórias capitaneadas pela Susep no setor de grandes riscos. O atual ordenamento regulatório foi construído com base nos produtos massificados, onde se parte do princípio de que há uma relação assimétrica entre segurados e seguradoras. Nessa interação, o cliente tem informações e conhecimentos insuficientes e precisa ser protegido e tutelado pela regulação. O problema é que essa mesma visão foi usada para regular a relação do mercado com grandes corporações. A consequência é a impossibilidade de o mercado oferecer as soluções de seguro de que esses grupos necessitam.

Com a modificação das normas proposta pelo órgão regulador, esse grande cliente corporativo, que tem um grau de conhecimento e de suporte especializado infinitamente maior que o cliente de massificados, poderá negociar e contratar apólices desenhadas especificamente para as suas necessidades, com maior liberdade de negociação com as seguradoras, assim como acontece em outros mercados pelo mundo.

Em massificados, também pretendemos intensificar o fechamento de parcerias para oferta de produtos por meio de canais digitais. O lançamento do Chubb Studio (plataforma global de distribuição de produtos de seguro por meio dos canais digitais de parceiros) foi um grande passo no sentido de ampliar nossa presença nesse tipo de produto e a aceitação está sendo muito positiva.

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Rafael Ramalho assume como diretor de linhas pessoais na Zurich

zurich brasil Rafael Ramalho

Fonte: Zurich

O executivo Rafael Ramalho é o novo diretor de Personal Lines da Zurich no Brasil, área de negócios da companhia especializada em seguros de auto, residencial e condomínio, além de produtos para pequenas e médias empresas. Rafael Ramalho sucede Peter Rebrin, que passou a se dedicar exclusivamente à gestão da AFP Futuro da Bolívia, administradora de fundos de pensão gerenciada pela Zurich.

Com passagens por grandes seguradoras e consultorias internacionais, Rafael atuou nas aréas de precificação, subscrição e finanças destas companhias, bem como desenvolveu projetos de estratégia para grandes empresas do setor financeiro. Sua experiência contribuirá para a expansão dos negócios da Zurich no segmento dePersonal Lines.

Rafael Ramalho é formado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e possui um MBA em estratégia, finanças e marketing pela Northwestern University – Kellogg School of Management, dos Estados Unidos.

Liberty cria descontos e experiências exclusivas em seu clube de vantagens na Black Friday

liberty seguros

O lançamento faz parte do movimento da Liberty no segmento de Vida e as experiências podem ser aproveitadas 100% online

Com a chegada do mês de novembro e a Black Friday se aproximando, a Liberty Seguros elaborou uma série de descontos e experiências exclusivas para clientes, funcionários e corretores em seu clube de benefícios, o +Liberty. Todas as vantagens podem ser utilizadas 100% online, para que os membros cadastrados aproveitem as novidades de forma segura, do conforto de seus lares. 

Pensando em promover o bem-estar e a saúde dos públicos da companhia, a Liberty disponibilizará opções de atividades na plataforma Queima Diária, que traz cerca de 1.100 videoaulas distribuídas em mais de 50 programas. 

Membros do clube ainda terão direito a duas masterclasses com Carol Borba, educadora física com mais de 12 anos de experiência no ramo da saúde corporal e bem-estar. Ambas já estão disponíveis no clube de benefícios e podem ser assistidas a qualquer momento pelos usuários.

Além disso, a companhia irá oferecer 10% de desconto cumulativo no aplicativo Evino, permitindo que os usuários adicionem o cupom ao valor já reduzido de alguns produtos da plataforma por conta da Black Friday, e R$ 20 de desconto em compras acima de cem reais na loja online da Marisa. 

Para  mais informações, acesse o clube  +Liberty via site ou o app Liberty Seguros. 

Youse oferece R$ 150 para cliente que indicar seguro auto durante Black Friday

youse seguros

Até 30 de novembro, dinheiro entra direto na conta do segurado e o desconto para quem recebeu indicação é aplicado na apólice contratada

Na Black Friday deste ano, a Youse, plataforma de venda online de seguros da Caixa Seguradora, traz uma recompensa inédita para o seu programa de indicação. Até 30 de novembro, clientes dos produtos Auto, Vida ou Residencial da insurtech ganham R$ 150 quando uma pessoa de sua rede de relacionamento for indicada e adquirir o seguro para veículo automotivo dentro das regras do programa. O novo cliente recebe o mesmo valor em desconto no pacote de seguro contratado.

“O nosso programa de indicação é uma exclusividade no mercado de seguros. Nesta Black Friday, o objetivo é torná-lo ainda mais vantajoso para nossos Yousers e também beneficiar quem confiou na indicação. Por isso, triplicamos o valor da remuneração: de R$ 50 para R$ 150 durante todo o mês de novembro”, diz Thaiza Estevão, diretora de marketing e vendas na Youse. “É uma ação inédita na história do programa e o valor da recompensa pode ser aproveitado da maneira como o cliente quiser, além disso, não há limite de convites”, completa.

Por meio do próprio aplicativo, na aba Clube Youser, o cliente gera o link de convite e o envia para quem quiser. O indicado deve cotar e contratar o Seguro Auto por meio do link enviado pelo amigo. Após a aprovação do novo cliente, dentro das regras do programa, ambos são recompensados: quem indicou recebe o dinheiro direto na conta bancária, e o indicado ganha o desconto no valor total do seguro. O regulamento completo do programa está disponível no site: https://www.youse.com.br/clube-youser/convide-amigos-e-ganhe. O formato é exclusivamente um programa de indicação para quem é cliente e proativamente quer compartilhar os serviços da Youse.

Grupo SURA fortalece criação de valor para as pessoas e empresas

A transformação acelerada dos modelos operacionais, a eficiência, o controle de despesas e receitas permitem um resultado positivo. O Grupo mantém a solvência e a liquidez necessárias diante da conjuntura e antecipou a gestão de fluxo de caixa necessária para 2021

Fonte: SURA

O Grupo SURA e suas filiais Suramericana (Seguros SURA) e SURA Asset Management concentraram seus esforços para transformar e adaptar seus diferentes negócios para continuar gerando valor às pessoas e empresas que confiaram na SURA em meio à pandemia, conscientes do seu papel para a contribuição de diversos programas, soluções, fundos e produtos à recuperação econômica, e na conservação do emprego nos 10 países nos quais está presente. 

“Somos conscientes de que estamos vivendo um ano complexo, atípico e ainda com muitas incertezas pela frente diante da evolução da pandemia, no entanto apresentamos resultados resilientes no terceiro trimestre. Agora, o mais importante é manter o cuidado com os colaboradores da SURA, manter a liquidez e a solvência das companhias para seguir entregando conhecimento, soluções e alternativas que sejam relevantes para as pessoas e as empresas neste momento crucial para a reativação econômica”, explica Gonzalo Perez, presidente do Grupo SURA. 

Nesse sentido, dentro das ações implementadas em 2020, a SURA Asset Management concedeu recentemente diversos fundos de financiamento para entregar liquidez a pequenas e médias empresas. Na mesma linha as operações da Seguros SURA entregaram conhecimento e consultoria especializada em gestão de tendências e riscos para mais de 82.000 PMEs de nove países durante a pandemia. Quanto à prestação de serviços de saúde na Colômbia, mais de 2.300 empregos foram criados, e os pacientes com COVID-19 na SURA registram uma taxa de letalidade que é um quarto da média do país e menos de um terço da taxa global. 

Além disso, as empresas fortaleceram seus modelos operacionais com serviços, acessos e soluções através de canais digitais, que contribuem para a biossegurança dos seus clientes e colaboradores, enquanto aceleram processos de transformação tecnológica que geram eficiências. 

Resultados consolidados em setembro 

As transformações dos negócios durante a pandemia também refletem nos resultados financeiros consolidados do Grupo SURA que são resilientes à conjuntura: as receitas diminuíram 3,3% no terceiro trimestre em relação ao acumulado em setembro de 2019, impulsionadas pelo crescimento de 5,8% nos prêmios emitidos, 2,8% em comissões e apesar da menor rentabilidade de investimento devido à volatilidade do mercado de capitais e a diminuição de receitas pelo método de participação em companhias associadas, como o Bancolombia. 

“Os resultados mostram um crescimento controlado das despesas operacionais de apenas 2,9%, apesar dos impactos da pandemia, ao mesmo tempo que mantém a eficiência e a solidez financeira. Mesmo assim, antecipamos ações para garantir a liquidez necessária para 2021 e compensar os impactos da pandemia nos negócios”, comenta Ricardo Jaramillo, Vice-presidente de Finanças Corporativas do Grupo SURA. 

O lucro líquido consolidado do Grupo SURA somou USD 107.3 milhões, 73,4% menor que o acumulado no terceiro trimestre de 2019. 

Desempenho das filiais 

A Suramericana (Seguros SURA – especializada em seguros, tendências e riscos) obteve um crescimento acumulado de 10% até setembro em suas receitas totais, as despesas operacionais aumentaram 6,8% e a as receitas líquidas aumentaram 0,7%, totalizando USD 81.5 milhões. Além da boa dinâmica comercial, se destaca a sustentação do lucro líquido, apesar do maior índice de sinistros particularmente nas soluções de vida, e maiores custos na prestação de serviços de saúde. Isto foi possível, principalmente, pelo controle de despesas não essenciais, e a diversificação de suas receitas, uma vez que as filiais contribuíram com 54% do lucro líquido a partir de setembro. 

A SURA Asset Management (especialista em pensões, poupança, investimento e gestão de ativos) manteve seus rendimentos por comissões, impulsionada em parte pelo negócio voluntário e a diversificação geográfica do negócio de poupança para aposentadoria, que tem demonstrado resiliência diante do aumento do desemprego na região e a redução das taxas regulatórias em alguns países. Dessa forma, compensou parcialmente os rendimentos mais baixos da reserva (Capital regulatório) associado ao negócio de fundos de pensão. As despesas operacionais aumentaram 2,9% e o lucro líquido fechou em USD 69.4 milhões, 56,1% inferior ao acumulado no terceiro trimestre de 2019. Destaca-se o crescimento de 16% dos ativos administrados em poupança voluntária. 

Outros destaques recentes: 

• A S&P Global Ratings manteve a qualificação do Grupo SURA (BBB-) como emissor de dívida local e internacional. A qualificação destaca a capacidade de resposta da organização em meio a um ambiente complexo. 

• A Suramericana (Seguros SURA) é a primeira seguradora de origem latino-americana no segmento Gerais por volume de prêmios emitidos, de acordo com o ranking anual da Fundação Mapfre. 

• A Seguros SURA Colômbia e AFP Integra (Peru) lideraram suas indústrias no ranking Merco Empresas, que avalia a reputação corporativa nos seus respectivos países. 

• O Grupo SURA é uma das cinco companhias do continente reconhecidas com o prêmio Latin Trade IndexAmericas de Sustentabilidade. Também é uma das 15 companhias latino-americanas listadas pela Forbes como uma das melhores empresas empregadoras do mundo. 

• O Grupo SURA também está no Índice Mundial de Sustentabilidade Dow Jones 2020, na segunda posição mundial no setor de Serviços Financeiros Diversos e Mercados de Capitais, com uma qualificação superior a 81%, entre as 17 empresas do setor incluídas no índice global. 

Artigo: como o seguro contra riscos políticos pode ajudar nas finanças da América Latina?

Stuart Barrowcliff

por Stuart Barrowcliff*

Apesar dos frequentes episódios de volatilidade econômica e política, os investidores há muito consideram que a América Latina oferece oportunidades significativas de crescimento no longo prazo em todo o espectro econômico. Vimos o retorno dos peronistas na Argentina; uma virada para a direita no Brasil; protestos políticos na Bolívia, Colômbia e Chile; e a continuação de mais de uma década de deterioração política e econômica na Venezuela. As causas são inúmeras – corrupção, desigualdade de renda, má administração econômica e, mais recentemente, o impacto de pandemias e dos baixos preços do petróleo. No entanto, a região é um mercado importante e continuará a atrair capital de longo prazo, com os projetos de energia renovável tornando-se um foco cada vez mais importante e crítico para a sustentabilidade.

Apesar de um cenário em constante mutação e desacelerações periódicas na economia global, os projetos de energia renovável que podem reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa avançarão no longo prazo. O mundo precisará continuar se concentrando na sustentabilidade e no financiamento das mudanças climáticas. As oportunidades para projetos são onipresentes, mas muitas vezes é necessário um catalisador para mobilizar os recursos necessários – especialmente em mercados emergentes e em desenvolvimento.

Seguro de risco político, seguro de crédito e títulos podem ser este catalisador para o financiamento climático. O desenvolvimento e a construção de fontes de energia renováveis, como solar, eólica e hídrica, apresentam muitos riscos para os investidores, e os riscos concomitantes de financiamento em países emergentes e em desenvolvimento são formidáveis. As ferramentas de mitigação de risco, como seguro de risco político, seguro de crédito e títulos, são flexíveis e podem ser adaptadas para atender a muitas das necessidades de gerenciamento de risco de bancos, fundos de investimento, instituições financeiras de desenvolvimento, agências de crédito à exportação e empresas multinacionais no financiamento de energias renováveis.

Como esses riscos podem afetar um projeto de energia renovável? Durante a fase de planejamento, desenvolvimento ou entrega de um parque de turbinas eólicas, por exemplo, o país anfitrião pode substituir seu governo, alterar seus planos para esse desenvolvimento específico ou mudanças econômicas podem impedir que uma empresa pública de energia elétrica cumpra seu contrato de compra de energia no nível tarifário acordado. Essas ações podem levar à frustração contratual, paralisações, protestos violentos que danificam instalações e muito mais – cortando o retorno esperado para os investidores do projeto.

O risco político e o seguro de crédito podem responder a muitas dessas situações que resultam em perdas que impedem os projetos de alcançar seus planos. Esses tipos de cobertura excluem certos riscos, no entanto. Especificamente, regulamentações e ações governamentais de natureza geral, geralmente são excluídas da cobertura de seguro contra riscos políticos, mas atos seletivos ou discriminatórios seriam cobertos.

Daqui a dez anos é o prazo para os países cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças, os mercados emergentes precisarão de trilhões de dólares em investimentos adicionais para fechar suas lacunas dos ODS. Com altos níveis de dívida pública, o financiamento não endividado, como o investimento direto estrangeiro e o financiamento de ações, será uma fonte importante para o cumprimento dos ODS.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima COP25, em dezembro de 2019, a Organização Latino-Americana de Energia anunciou uma meta de energia renovável de 70% da capacidade elétrica da região até 2030. A Colômbia, que pressionou a meta, propôs como meta nacional que 74% da geração de energia da rede colombiana seja proveniente de fontes renováveis, incluindo fontes renováveis ​​não convencionais, como biocombustíveis. Além da Colômbia, outras nações latino-americanas que aderiram à meta regional são: Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Paraguai e Peru. No final do ano passado, Panamá e Brasil ainda consideravam sua participação.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável, uma organização intergovernamental que promove ações de energias renováveis ​​em todo o mundo, vários dos maiores países da América Latina já estão gerando quantidades significativas de eletricidade por meio de várias fontes renováveis. Brasil, Chile e México, por exemplo, em 2017 geraram juntos mais de 500.000 gigawatts-hora de fontes renováveis, incluindo energia hidrelétrica, energia eólica onshore, biocombustíveis sólidos, solar e geotérmica.

Aproveitar esse momento na geração de energia renovável e cumprir as metas da região exigirá investimentos adicionais substanciais em projetos de energia. Para manter o fluxo de capital em projetos de energia renovável, as partes interessadas precisarão mitigar seus riscos. O risco político e o seguro de crédito podem atenuar muitos desses riscos.

Sobre o autor

Stuart Barrowcliff é vice-presidente e subscritor sênior de risco político global, crédito e seguro de títulos da AXA XL. Ele ingressou na XL Catlin, agora parte da AXA, em 2011. Sua experiência profissional inclui várias funções executivas em outras organizações de seguros e instituições financeiras globais. Possui mestrado em economia internacional e estudos latino-americanos.

Artigo escrito com exclusividade para o blog Sonho Seguro.

Too Seguros escolhe CDS como registradora do SRO

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i4PRO viabilizou a plataforma de registro que valida as informações extraídas do sistema operacional

A Too Seguros, que tem como acionistas BTG Pactual e CAIXA, escolheu a CSD como registradora para o sistema de registro de operações (SRO) Release conta que foi desenvolvida uma plataforma de registro que valida as informações extraídas do sistema operacional i4PRO. Ela concilia os dados entre essa plataforma e a registradora, e permite o gerenciamento das operações, com um dashboard que exibe o volume de apólices emitidas, LMG médio, prêmios pagos e entre outros. “Criamos um sistema de gestão de dados que valida as informações extraídas do I4PRO para que cheguem até a CSD, a registradora escolhida, sem divergências!” explica Roberto Ferraz, Superintendente de Operações da Too. A Too Seguros também é a parceria da insurtech Pier, que participa do sandbox regulatório da Susep.

Angela Assis assume comando da BrasilPrev

Brasilprev, Ângela Beatriz de Assis.

Ela estará à frente de uma empresa com mais de R$ 300 bilhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 3,5 bilhões

A diretora comercial e de marketing da Brasilprev, Ângela Assis, foi escolhida como presidente da companhia. Será a primeira mulher no cargo na história da empresa, fundada em 1993, e que concentra os negócios de previdência privada do Banco do Brasil. A nomeação de Assis ao posto mais alto da Brasilprev está em linha com a promessa do novo presidente do BB, André Brandão, de valorizar a diversidade e a equidade de gênero na instituição. Ela estará à frente de uma empresa com mais de R$ 300 bilhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 3,5 bilhões, informa a Agência Estado.

Série: O que esperar de 2021 – Erika Medici, CEO da AXA Brasil

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Erika Medici, CEO da AXA Brasil, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Com certeza está sendo um ano desafiador. É até difícil comparar com qualquer outro ano…Todos tivemos de nos reinventar, mudar ou adaptar planos e, nesse sentido, novas oportunidades surgiram. Aceleramos alguns processos de digitalização e estamos colhendo os frutos. Posso dizer, com orgulho, que estamos entregando o resultado, e nos beneficiando de ter linhas de negócios complementares. A venda de seguro no varejo foi mais impactada do que a distribuição de P&C junto aos corretores, mas isso nos trouxe aprendizados, uma visão mais ampla e sofisticada da operação de Parcerias, com uma estratégia de explorar novos ecossistemas, modelos mais digitais. Nessa linha, lançamos, em outubro, o microsseguro Cuidar Mais, que democratiza a cobertura de Doenças Graves e Invalidez, com um pacote de serviços de saúde, como consultas de telemedicina disponíveis 24 horas por dia. Fizemos isso junto ao varejo, mas nossa intenção é ampliar o alcance da solução.

Qual o impacto da pandemia na empresa? Quais as áreas mais afetadas?

Mesmo com a retração em alguns mercados, estamos cumprindo nossas metas e temos rentabilidade. A área de Parcerias foi mais impactada, em especial pelo varejo, em que o ponto de venda físico desempenha um papel importante na oferta e na conversão da venda de produtos financeiros e seguros. O lado positivo dessa mesma moeda é que passamos a operar num modelo de venda digital no varejo, com uma implantação em tempo recorde, e buscamos novos ecossistemas – como fintechs e empresas de tecnologia, olhando novas possibilidades de negócio em setores mais resilientes.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? De um exemplo prático. 

A jornada do cliente passou a ser totalmente digital, e o principal desafio foi sermos capazes de fazer parte dessa jornada. Citando dois exemplos práticos: Com a Paketá, que oferece consignado a empresas parceiras, modelamos uma jornada conjunta para inserir o seguro prestamista no processo decisório do empréstimo. Com a Pernambucanas, inserimos o seguro no e-commerce e estamos aptos a distribuir por whatsapp e lançamos o Cuidar Mais. Essa solução não resolve todas as demandas de saúde das famílias, mas endereça uma parte importante das necessidades básicas de atendimento, com qualidade, rapidez e segurança, a baixo custo e amplitude de acesso, o que é fundamental, tendo em vista a dimensão do Brasil. Temos uma oportunidade enorme de inclusão social com esse produto, o que é ainda mais relevante num cenário de pandemia. 

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021 ?

Vamos seguir nossa trajetória de aceleração do crescimento, ampliando nossa participação no médio mercado (P&C e Transportes) e nos aproximando mais dos negócios de pequeno porte – seguros empresariais, comércios e serviços, Condomínio e Transportes. No segmento de Parcerias, vamos expandir as operações para novos ecossistemas, algo que se mostrou muito relevante em 2020.  Continuamos aprofundando os benefícios da aceleração de vários serviços digitais implantados em 2020, como a vistoria remota (através de app) ou por drone para produtos empresariais, condomínio e transportes. Também vamos ganhar tração em novos produtos que estão sendo lançados este ano, com características e benefícios muito aderentes ao momento, incluindo serviços de telemedicina, por exemplo.

E para o setor?

O setor como um todo passou pelo tão falado empurrão tecnológico causado pela pandemia. E acredito que a tendência deva ser expandir isso, fortalecer, utilizar mais dados e processos digitais para ofertas mais aderentes ao canal e ao perfil do consumidor. Temos adiante uma grande oportunidade no mercado segurador, em um momento que a percepção sobre os riscos aumentou. 

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Presidente da CNseg participa de webinar da Susep no dia 25

Evento é uma das ações integrantes da 7ª Semana ENEF, que acontece entre 23 e 29 de novembro

Fonte: CNseg

O Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, participa em 25 de novembro de webinar organizado pela Susep, tendo como tema “O papel do regulador e do setor de seguros em tempos de crise”. 

O webinar, que é uma das ações da Superintendência de Seguros Gerais dentro da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada entre 23 e 29 de novembro, contará também com a participação do Coordenador-Geral de Consultoria Técnica e Sanções Administrativas do DPDC/SENACON, Leonardo Albuquerque Marques; e do Diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Rafael Scherre; sendo moderado por Marcia Cicarelli, sócia da Demarest, consultoria em seguros e resseguros.  

A CNseg, a exemplo de anos anteriores, também participará ativamente da 7ª Semana ENEF promovendo uma série de iniciativas como podcasts com especialistas indicados pelas Federações associadas sobre Seguro de Automóveis, Seguro Residencial, Seguro de Garantia Estendida, Seguro de Vida, Seguro de Acidentes Pessoais, Planos e Seguros de Saúde e Títulos de Capitalização, com orientações sobre o que se deve saber antes da contratação de cada um desses produtos.    

Também ocorrerá a apresentação de um vídeo sobre o Guia de Acesso do Consumidor às Empresas de Seguros e um quiz para as pessoas medirem seu grau de conhecimento sobre educação em seguros. A atualização da publicação Glossário de Seguros, e parcerias com instituições de ensino, como a realizada entre a CNseg e o Ibmec para a criação de uma disciplina de educação securitária nos cursos de graduação da instituição, também fazem parte do Programa de Educação em Seguros.  

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, explica que todas essas ações fazem parte do Programa de Educação em Seguros, lançado em 2016 pela Confederação. “A iniciativa visa apresentar propósitos específicos do seguro, ressaltando suas diferenças e atributos em relação aos produtos e serviços financeiros. E ainda familiarizar não só consumidores com os seus principais conceitos, mas também todos os outros pares da cadeia, incluindo-se aí representantes dos Três Poderes- Executivo, Legislativo e Judiciário-, para que todos entendam melhor sobre os produtos e serviços proporcionados pelo setor e a relevância do seguro para o País”, ressalta.    

A educação, acrescenta a Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, consta das iniciativas mais relevantes no campo institucional do setor de seguros, que detém em ativos o equivalente a 27% da dívida pública brasileira, sendo um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico.

“No  entanto, o consumo per capita de seguros, além de estar entre os menores do mundo, é concentrado entre as classes mais elevadas ou intermediárias da pirâmide social. Embora a renda seja um limitador, o desconhecimento de coberturas para todos os estratos sociais e o rótulo de que o seguro é caro deixam parcelas significativas da população sem proteção adequada. Nesse sentido, a educação em seguros é um importante instrumento para quebrar barreiras do desconhecimento e torná-lo mais inclusivo, contribuindo gradualmente para superar a participação de 6,7% do PIB, atualmente”, observa.

Mais informações sobre o Programa de Educação em Seguros em:  educacaoemseguro.cnseg.org.br