WeCare Auto lança serviço com IA e consultoria humana para orientar brasileiros na transição para carros eletrificados

A crescente curiosidade dos brasileiros por veículos híbridos e elétricos acaba de ganhar um novo aliado. A WeCare Auto, empresa especializada em soluções para o ecossistema automotivo, lançou o Plugado, um serviço inédito que combina inteligência artificial e consultoria humana para orientar consumidores e empresas na jornada rumo à mobilidade elétrica.

A plataforma nasce em um momento em que o interesse pelos carros eletrificados cresce rapidamente no país. De acordo com levantamento da PwC, 75% dos brasileiros pretendem trocar seus veículos a combustão por modelos híbridos ou elétricos nos próximos cinco anos. Mas a transição ainda é cercada de dúvidas: segundo o Instituto de Mobilidade Sustentável (2024), 82% dos motoristas afirmam precisar de apoio especializado para entender aspectos como autonomia, infraestrutura de recarga, custo-benefício e manutenção.

“Queremos desmistificar o processo de compra do carro eletrificado. Nosso foco é unir tecnologia e suporte humano para que o consumidor se sinta seguro e bem informado ao fazer essa escolha”, explica Emerson Bernardes, CEO da WeCare Auto.

Por meio de algoritmos próprios, o Plugado analisa o perfil e as necessidades de cada usuário, gerando relatórios personalizados que comparam tecnologias, modelos de veículos, autonomia, benefícios fiscais e ganhos financeiros. O serviço também oferece apoio pós-venda, com uma rede especializada em manutenção e cuidados com veículos eletrificados.

Segundo Marcelo Ferreira, head de Inovação e Produto da companhia, a estratégia de crescimento do Plugado está baseada em parcerias B2B. “O serviço pode ser oferecido por seguradoras, como valor agregado aos clientes de seguro auto, e por montadoras, como uma ferramenta de engajamento e qualificação de leads interessados em eletrificação”, afirma.

Fundada em 2013, a WeCare Auto desenvolve soluções que unem tecnologia, experiência do consumidor e sustentabilidade, e vê no Plugado uma oportunidade de consolidar sua atuação no novo ciclo da mobilidade brasileira — mais limpa, digital e conectada.

O serviço já está disponível no site da empresa: https://www.wecareauto.com.br/plugado

Acrisure anuncia Caio Petrolini como diretor financeiro 

A Acrisure anuncia Caio Petrolini como o novo diretor financeiro de suas operações no Brasil. 
Caio se reportará a Thomaz Menezes, CEO da Acrisure Brasil e head para a América Latina. O novo CFO integrará o comitê executivo da empresa no Brasil, fortalecendo a liderança executiva da Acrisure e apoiando na execução da estratégia de crescimento e inovação no mercado brasileiro.

Com cerca de 20 anos de experiência nos setores financeiro e de seguros, Caio traz um histórico comprovado em impulsionar eficiência, governança e crescimento sustentável – competências que serão fundamentais para a expansão e integração contínuas das operações da Acrisure no Brasil.

Antes de ingressar na Acrisure, atuou como diretor financeiro na Willis Towers Watson Brasil, onde acumulou profunda experiência em planejamento financeiro, controladoria e auditoria. O conhecimento do executivo na gestão de processos de M&A e integrações financeiras apoiará a estratégia de crescimento da Acrisure por meio da inovação e de parcerias estratégicas.

Caio é formado em Ciências Atuariais pela PUC-SP e em Ciências Contábeis pela Trevisan Business School, além de MBA em Gestão pela Fundação Dom Cabral. Possui proficiência em BRGAAP, IFRS e USGAAP, tendo atuado internacionalmente na PwC em Hartford, Estados Unidos, onde participou de auditorias para grandes grupos seguradores, experiência que aprimora sua compreensão do mercado e fortalece as práticas de governança e gestão de riscos da Acrisure na região.

“A mentalidade estratégica e a experiência de Caio em transformação digital, integração financeira e crescimento por meio de fusões e aquisições serão ativos essenciais para apoiar a expansão da Acrisure no Brasil”, afirmou Thomaz Menezes.

Mudanças climáticas desafiam a saúde humana e o equilíbrio do setor de seguros


“As mudanças climáticas já são uma questão de saúde pública. Elas afetam o ar, a água, o solo, os alimentos e até a estabilidade emocional das populações”, afirmou a professora Helena Mariko Ueno, da USP, durante o 5º e último workshop da série “Jornada do Setor de Seguros Rumo à COP30”, promovido pela CNseg no dia 15 de outubro, cujo tema foi “O impacto das mudanças climáticas em vida e saúde”. O encontro reuniu especialistas para discutir como o aquecimento global está transformando não apenas o campo da saúde, mas também a gestão de riscos e a sustentabilidade financeira das seguradoras.

Em sua apresentação, Helena Ueno destacou evidências científicas e epidemiológicas que relacionam o desequilíbrio ambiental ao aumento de doenças e à deterioração das condições de vida. Ela explicou que o conceito de “saúde planetária” integra dimensões biológicas, sociais e ambientais, mostrando que o bem-estar humano depende diretamente da integridade dos ecossistemas. “Os desastres geram custos materiais, físicos e mentais. Investir em promoção da saúde significa reduzir gastos na assistência”, afirmou.


A docente chamou atenção também para o aumento das doenças cardiovasculares, respiratórias e infecciosas em razão do calor extremo e da degradação ambiental, além dos efeitos sobre a saúde mental das populações atingidas por eventos climáticos severos.

O atuário e consultor independente Bráulio Melo abordou a perspectiva econômica e financeira das mudanças climáticas, destacando que o fenômeno já impacta diretamente o desempenho das seguradoras. “O clima hoje já está redefinindo os nossos riscos, ele já está influenciando os resultados e o balanço das seguradoras”, afirmou.

Melo lembrou que as perdas globais seguradas por eventos climáticos ultrapassam US$ 120 bilhões por ano, com crescimento anual de até 10%, enquanto cerca de 60% das perdas econômicas continuam sem cobertura de seguro. “O inesperado já passou a fazer parte do cenário possível. Antes era improvável, agora é cada vez mais provável”, completou.

O consultor líder da ERM Brasil, Danilo Gurdos, destacou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma questão distante para o setor de seguros de vida e saúde. Ele citou estudos recentes que mostram o impacto direto do calor extremo, da poluição e de doenças sensíveis ao clima, como dengue e zika, sobre as taxas de mortalidade e morbidade. “A ciência é unânime: as mudanças climáticas deixaram de ser um risco ambiental e passaram a ser determinantes de saúde”, afirmou. Para Gurdos, o setor deve adotar uma cultura de antecipação, usando dados climáticos para agir antes dos sinistros: “Agir antes também é parte da cura. A adaptação em saúde e vida reduz sinistros e salva vidas.”

O sócio da ERM Brasil, Guilherme Teixeira, reforçou a necessidade de integrar o risco climático às estratégias das seguradoras, destacando o papel do seguro na proteção de pessoas e empresas diante da nova realidade ambiental. “Ainda que a gente perceba mudanças já no presente, isso tem um impacto mais de longo prazo nas atividades de subscrição e no papel de prevenção, especialmente quando falamos de vida e saúde”, afirmou.

O gerente de Sustentabilidade da CNseg, Pedro Werneck, ressaltou que a série de webinars teve como objetivo fortalecer o papel do setor na agenda climática global: “Ainda que no curto prazo o impacto das mudanças climáticas em vida e saúde pareça menos material, no longo prazo ele tem um potencial de transformar também a realidade de negócios das empresas.”

Werneck destacou ainda que a CNseg busca incluir o setor de seguros de forma explícita no documento final da COP30, reconhecendo-o como instrumento essencial das finanças climáticas e da adaptação social frente às mudanças do clima. Com o webinar de 15 de outubro, a CNseg concluiu a série “Jornada do Setor de Seguros Rumo à COP30”, reafirmando o compromisso do setor com a construção de uma economia mais sustentável e resiliente.

IBDS comemora a vitória da lei de contrato de seguro, mas acompanha com lupa as discussões da revisão do Código Civil

O auditório do MASP e o Teatro Municipal, em São Paulo, são palco nesta semana de um momento simbólico para o mercado de seguros e para o direito brasileiro. O Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) celebra seus 25 anos de fundação, entre os dias 16 e 18, com a sensação de ter concluído um ciclo histórico: a aprovação da nova Lei de Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024), resultado de quase duas décadas de debates, estudos e negociações no Congresso Nacional e com entidades representativas do setor, como a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), justamente aquelas que, no passado, estiveram entre as que mais resistiram à proposta.

“Persistimos. E chegou a vitória. É uma lei moderna, sólida e construída com base no diálogo e na boa-fé”, afirmou Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS, em seu discurso de abertura. Ele lembrou o papel fundamental de entidades como CNseg, Fenacor, IRB(Re), o grupo espanhol Mapfre e resseguradores internacionais que “visitaram cada senador para mostrar que era possível conviver com uma lei de seguros no Brasil, apesar de muitos verem isso como um problema”.

Após longas conversas e defesas, a aprovação da lei foi unânime na Câmara e no Senado e sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Promulgada em dezembro passado, a lei entra em vigor em dezembro de 2025, com pequenos ajustes ainda aguardados na regulamentação a ser anunciada pela Susep, especialmente no que diz respeito ao resseguro. “É uma legislação que traz, entre outros pontos, a consolidação das normas do setor, maior interação e crescimento da tecnologia, no sentido de atender às necessidades do consumidor e da sociedade brasileira”, disse Oliveira em recente evento realizado em Brasília.

Tzirulnik citou a frase “o mundo vai ver uma flor impossível do chão”, trecho da música Sonho Impossível, de Chico Buarque e Ruy Guerra. A letra sintetiza a ideia de superação e esperança, sugerindo que a conquista daquilo que parecia inalcançável é uma vitória coletiva. A imagem da “flor impossível” brotando do chão representava a própria decoração do evento, realizada com um refino totalmente aderente à sustentabilidade.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, autor do Projeto de Lei nº 3.555/2004, que deu origem à nova norma, classificou o resultado como “um exemplo raro de convergência institucional no país”. “Tivemos apoio de forças políticas divergentes, de esquerda e de direita, de juristas, empresários e reguladores. Foi uma vitória da técnica sobre a ideologia”, disse.

Para o jurista Fábio Ulhoa Coelho, professor titular da PUC-SP, o avanço da lei reflete o embate natural entre grupos de interesse. “Toda boa lei suprime privilégios de alguns em benefício da coletividade. E a sociologia mostra que os prejudicados se mobilizam muito mais do que a imensidão dos beneficiados”, observou.

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, reforçou o caráter civilizatório da conquista. “Trata-se de uma proposta de país, que olha para o futuro sem desprezar o passado. A lei, que é fruto de um imenso fruto de diálogos, traz segurança jurídica e prepara o Brasil para uma economia mais sofisticada, baseada em confiança e transparência. É um instrumento de desenvolvimento nacional, um pedacinho do futuro do nosso mercado, que certamente aumentará a confiança e o fluxo de negócios ao proteger a sociedade brasileira.”

Em mensagem enviada ao evento, e secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, ressaltou a importância macroeconômica do novo marco. “Seguimos empenhados em equilibrar as contas públicas, eliminar privilégios e preservar gastos sociais eficientes. Nenhuma lei aprovada neste governo representa tão bem o espírito das reformas microeconômicas quanto a nova Lei de Contrato de Seguro. Nosso mercado convivia com um arcabouço ultrapassado que impedia seu desenvolvimento”.

Um marco em meio à incerteza política

A professora e jurista Judith Martins-Costa, homenageada juntamente com o fotógrafo Sebastião Salgado no primeiro dia do evento, foi um dos nomes mais aplaudidos. “Nada sabia sobre seguros quando fui chamada por Ernesto, em 2002, para pensar uma lei. O que me encantou foi o processo: democrático, refletido, de escuta mútua. Este projeto nos educou. É uma lei que pensa no país, feita para o país”, afirmou.

O texto em discussão tenta reintroduzir regras gerais de seguros dentro do novo Código Civil, o que, na prática, pode esvaziar a eficácia da nova lei, aprovada após 21 anos de tramitação. “A política é imprevisível. Neste governo, que sancionou a lei, o risco é pequeno. Mas, se houver troca de governo, não se pode descartar movimentos de revisão. Política é algo instável em nosso país”, comentou um dos participantes em condição de anonimato.

Para as seguradoras, o risco não é apenas jurídico, mas também financeiro: a adaptação à nova legislação exige investimentos milionários em sistemas, contratos e treinamento, que podem se tornar inúteis caso o Código Civil — em vigor desde 2002 e atualmente em processo de revisão, com a proposta de atualização de mais de 900 artigos e inclusão de 300 novos dispositivos — volte a prevalecer.

Apesar da celebração pelo teor da lei e pelo processo de aprovação, há no ar um tom de atenção. “A lei foi gestada por anos, submetida ao contraditório e ao teste parlamentar. Utiliza a linguagem jurídica com precisão e equilíbrio. É o oposto da proposta de seguros que hoje tenta alterar o Código Civil — redigida às pressas, em linguagem coloquial e sem o Brasil como pano de fundo”, afirmou Judith.

Recorrendo ao escritor português José Saramago, ela destacou a necessidade de garantir a efetividade da norma: “Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça.” Judith então comentou: “os sinos estão tocando. Comemoremos como devemos comemorar esta lei. Louvemos o esforço descomunal do IBDS desde 2001 para dar ao Brasil uma regulamentação voltada à realidade social e aos ditames constitucionais. Peço perdão pela disrupção ao comentar o risco do Código Civil. Os sinos existem. Eles soam. Ouçamos o som dos sinos. Comemoremos, mas não nos esqueçamos dos dotes que estão a soar”.

Nos bastidores, conversas com fontes que estavam na plateia — formada por advogados, magistrados, reguladores, executivos e acadêmicos — transmitiam a impressão de que a luta não terminou. A vitória legislativa foi conquistada, mas a batalha pela eficácia e pela sobrevivência política da nova lei está apenas começando. Há incômodo com o que virá da redação do novo Código Civil, relatado por Rodrigo Pacheco, que tem reiterado à imprensa que “o novo Código Civil será resultado de uma construção coletiva”.

Como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional de 2021 até 2025, Pacheco teve papel decisivo na aprovação da Lei 15.040, garantindo sua unanimidade. Todos concordam que o apoio do governo Lula foi crucial. Caso haja mudança de governo nas eleições de 2026, há um pequeno risco quanto ao futuro tratamento do tema “seguro” no Código Civil — ainda sem prazo definido, mas certamente sujeito a um longo processo, semelhante ao percorrido pela lei proposta por Tzirulnik.

Outro ponto levantado durante o intervalo do almoço foi a judicialização. Há temor de que, com a entrada em vigor da lei, surjam disputas judiciais envolvendo pedidos de indenização relativos a contratos anteriores à validade da 15.040. Um cenário de desconfiança entre os players seria um contrassenso à própria essência do contrato de seguro — a boa-fé. Durante a Conseguro 2025, em maio, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que a nova lei de seguros só deverá ser aplicada a contratos celebrados após sua entrada em vigor.

“Foram 21 anos de luta sem trégua”, relembrou Tzirulnik. “Nesse período, o projeto foi examinado, debatido e aperfeiçoado com a colaboração de inúmeros juristas e profissionais do mercado, brasileiros e estrangeiros. Cabe-nos agora produzir doutrina responsável e construtiva, assim como estimular jurisprudência cuidadosa, ambas livres de atecnia e de subordinação a interesses econômicos — vícios que o IBDS tanto batalhou para corrigir durante o último quarto de século. O importante é que a lei e sua futura regulamentação infralegal melhorarão substancialmente as relações contratuais securitárias no país e conduzirão a um mercado maior e melhor protegido.”

Agenda

O evento também celebrou os 40 anos do escritório ETAD – Ernesto Tzirulnik Advocacia, reconhecido por seu apreço à cultura e pela sofisticação de suas iniciativas. Nesta edição, o projeto cultural “Ceará 202” foi apresentado em 16 de outubro, com show da banda Nave Mãe, legado do compositor e multi-instrumentista Hermeto Pascoal, falecido em setembro.

Na noite seguinte, 17 de outubro, haverá um coquetel no Teatro Cultura Artística, seguido de apresentação de Renato Braz, Andreas e Iohan Kisser, Toninho Ferragutti, Ulisses Rocha, Nelson Ayres, Salomão Soares, Hércules Gomes, Neymar Dias e João Camarero, curador musical da noite. O encerramento, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçará a dimensão institucional da aprovação da Lei 15.040, culminando em um show de Paulinho da Viola — artistas que, segundo a organização, “simbolizam um Brasil que, entre avanços e riscos, tenta equilibrar técnica, política e cultura na construção de seu futuro jurídico”.

Bradesco Seguros anuncia a 18° edição do Fórum da Longevidade 

Amar, aprender, conviver e cuidar do bem-estar são movimentos que realizamos todos os dias e estão presentes em atitudes simples como sorrisos, novidades compartilhadas entre amigos e na caminhada diária que revigora corpo e mente. Com essa perspectiva, o Grupo Bradesco Seguros promove o 18º Fórum da Longevidade que, este ano, contará com o tema Longevidade em Movimento. O evento acontece no Teatro Bradesco, em São Paulo, no dia 21 de outubro (terça-feira), a partir das 14h, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da seguradora no YouTube.

A programação contará com momentos especiais: mediação de Cissa Guimarães e Alexandre Kalache, abertura da atriz Zezé Motta, apresentação de Denise Fraga e Tony Ramos, além da participação da convidada internacional Ashton Applewhite, escritora e palestrante sobre envelhecimento entre outros.  

“Estamos comprometidos em criar oportunidades para informar e chamar atenção sobre a importância de pensarmos a longevidade. O Fórum é um espaço de troca, aprendizado e inspiração, que a cada ano se renova e amplia sua relevância na sociedade. O Grupo Bradesco Seguros tem muito orgulho em contribuir para esse diálogo e reafirmar seu compromisso com o tema”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Segurador.

Outro destaque da edição será o lançamento de um livro que celebra os 80 anos de vida e 50 anos de dedicação exclusiva aos temas relacionados à longevidade e ao envelhecimento populacional do médico gerontólogo Alexandre Kalache, consultor de longevidade do Grupo Bradesco Seguros. Ao final do evento, haverá uma sessão de autógrafos em homenagem à sua trajetória no tema.

Munich Re prevê alta demanda por resseguro na Europa

Screenshot

Em meio a um cenário global cada vez mais incerto — marcado por eventos climáticos extremos, instabilidade geopolítica e inflação persistente — a Munich Re projeta uma manutenção da alta demanda por resseguro na Europa. A resseguradora alemã, uma das maiores do mundo, reafirma sua disposição de oferecer apoio consistente e sustentável aos clientes da região, mesmo em ambientes de mercado desafiadores.

“Em um ambiente cada vez mais incerto, a Munich Re continuará exercendo seu papel de estabilizadora. Seja em riscos climáticos, seja nos efeitos da instabilidade geopolítica e macroeconômica, estaremos ao lado de nossos clientes, oferecendo o suporte forte e sustentável de que precisam”, afirmou Clarisse Kopff, membro do Conselho de Administração responsável por Europa e América Latina.

Nos últimos 11 anos, a Europa registrou as temperaturas mais altas já medidas, o que amplia o risco de secas, enchentes e tempestades de granizo. Somado ao aumento do valor dos ativos segurados e à inflação elevada, o cenário impulsiona a busca por resseguro. Exemplos marcantes são as enchentes no vale do Ahr, na Alemanha, em 2021, que causaram prejuízos segurados de €10,9 bilhões, e o terremoto de Kahramanmaraş, na Turquia, em 2023, com €5,5 bilhões em perdas seguradas — os maiores eventos já registrados em ambos os países.

Desde 2020, a Munich Re vem ampliando sua exposição líquida a riscos de catástrofes naturais, com aumento anual médio de 27% para o cenário de enchentes na Alemanha e de 10% para terremotos na Turquia. “Mesmo em mercados desafiadores, após grandes eventos de perda, continuamos demonstrando compromisso inabalável com os clientes, apoiando a gestão de resultados e aumentando capacidade quando necessário”, afirmou Claudia Strametz, líder da operação da Munich Re na Alemanha e responsável pelo negócio de ciber na Europa. “Isso é possível graças à nossa sólida posição de capital e à melhor diversificação geográfica do setor.”

A resseguradora destaca que os mercados europeus apresentam características heterogêneas e exigem soluções sob medida. “Na Munich Re, ouvimos, entendemos e desenvolvemos soluções personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente e mercado. Nossa presença histórica e profundo conhecimento técnico local nos permitem fazer isso com precisão”, acrescentou Kopff.

A executiva reforça que o relacionamento de longo prazo com os clientes é a base da estratégia da companhia. “Acreditamos que, trabalhando juntos, podemos ser mais eficazes em reduzir o gap de proteção”, completou.

Crescimento e responsabilidade no mercado cibernético

Embora o mercado global de seguros cibernéticos já movimente cerca de €15 bilhões em prêmios, menos de 5% — e possivelmente apenas 1% — dos riscos cibernéticos estão atualmente segurados, segundo Strametz. Estimativas apontam que o cibercrime gera prejuízos econômicos de cerca de US$ 10 trilhões no mundo, afetando especialmente pequenas e médias empresas, que ainda subestimam o risco de ataques hackers.

“A proteção contra riscos cibernéticos é hoje uma necessidade estratégica e também uma responsabilidade social”, destacou Strametz. A Munich Re vem investindo em modelagens avançadas, equipes especializadas e colaboração com parceiros do setor para fortalecer a resiliência cibernética e criar as bases para um mercado sustentável e preparado para o futuro.

A empresa também alerta para riscos subestimados em programas de responsabilidade civil com exposição internacional. Segundo Kopff, empresas europeias podem estar sujeitas a litígios nos Estados Unidos mesmo sem presença relevante naquele país.
“Nestes tempos cada vez mais complexos e arriscados, oferecemos capacidade robusta e conhecimento técnico para permitir crescimento rentável e evitar surpresas. Continuaremos adaptando nossas abordagens conforme cada mercado e buscando sempre um equilíbrio saudável na partilha de riscos”, concluiu a executiva.

Pré-COP Brasil: CNseg integra debates sobre inclusão do seguro para redução de riscos em cidades

O debate sobre como o setor de seguros tem sido diretamente impactado pelos efeitos das mudanças climáticas foi destaque durante o Seminário ‘Resiliência Climática e Redução de Riscos em Cidades Costeiras’, realizado no âmbito da Pré-COP, em Brasília (DF), nesta terça-feira (14). O evento fez parte da última rodada de negociação antes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a ser realizada no próximo mês, em Belém (PA).

Eventos extremos como tempestades, inundações e secas severas estão se tornando mais frequentes e intensos, exigindo novas metodologias de análise, precificação e gestão de riscos. Diante desta realidade, o seguro é uma ferramenta fundamental e desempenha um papel central na construção da resiliência climática, pensando não apenas em proteção, mas também na indução de práticas sustentáveis e na viabilização de investimentos para a transição.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, destacou, durante o encontro, o papel do setor segurador no apoio a cidades e estados em casos de catástrofes climáticas. Ele ressaltou que, ao assumir os riscos aos quais organizações e pessoas estão expostas, o seguro evita que perdas decorrentes de eventos adversos se transformem em crises econômicas prolongadas.

“O orçamento público não está desenhado, nem adaptado para lidar com surpresas. Então, além de o Estado não ter capacidade de absorver esses impactos extemporâneos, o custo disso para países como os nossos é absurdamente elevado. Portanto, é financeira e racionalmente, muito mais inteligente e muito mais lucrativo para o Estado e para a Nação contratar uma apólice de seguro que vai recompor isso. A seguradora não traz só o seguro e a indenização, ela traz junto todo um outro pacote que auxilia os estados, os municípios desses países a desenvolverem as suas políticas”, destacou.

O evento contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho, e representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no Brasil e do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) no Brasil.

A representante da UNDRR, Adriana Campelo, destacou que o setor segurador pode ter um papel importante no país para a redução de risco de desastres, atuando com sua expertise junto a governos subnacionais, como cidades e estados. Ela trouxe dados que ilustram o tamanho do problema causado por catástrofes climáticas. Segundo ela, o Relatório de Avaliação Global sobre Redução do Risco de Desastres 2025 da ONU informa que desastres climáticos somam mais de US$ 202 bilhões em prejuízos no mundo, mas que o custo real pode ser 11 vezes maior, cerca de US$ 2,3 trilhões.

“Por isso, dentro das recomendações de trabalho da UNDRR, está buscar o conjunto de instrumentos financeiros com o qual se pode trabalhar. Debater junto ao Ministério e municípios um menu de instrumentos de mitigação climática, e nestes se destacam os seguros. Então, assim, pensaremos em seguros para as cidades, seguros paramétricos e demais instrumentos de seguro que podem auxiliar cidades e estados”, ressaltou.

Importância do seguro para infraestrutura das cidades

  • No Brasil, 55% da população vive a menos de 150 km da costa, e essas regiões concentram 40% do PIB nacional.
  • As indenizações oriundas de apólices de seguros contratadas podem garantir a retomada das atividades, a recomposição de renda e prevenir rupturas em cadeias produtivas e serviços essenciais. Isso significa que, após a ocorrência de um evento adverso, a reconstrução é feita com base em padrões mais seguros, resilientes e sustentáveis.
  • A função do seguro é especialmente relevante diante do aumento do nível do mar — um risco climático físico e crônico.
  • Sem proteção adequada, esses riscos de longo prazo podem comprometer a economia, a infraestrutura e o bem-estar das pessoas, além de interromper serviços essenciais e fluxos comerciais fundamentais para o país.

Ciência de dados e IA ampliam acesso ao seguro de vida no Brasil, afirma gerente da Samplemed

A Samplemed, que celebra 35 anos de atuação e presença em cinco países, consolidou-se como referência em soluções tecnológicas para subscrição de riscos em seguros de vida e saúde. Com cerca de um milhão de processamentos por ano, a companhia aposta em ciência de dados e inteligência artificial para apoiar seguradoras na seleção de riscos, ampliar o acesso ao seguro de vida e fortalecer a sustentabilidade das carteiras.

Em entrevista ao Sonho Seguro, Rafael Moraes, gerente de dados da empresa, detalha como a evolução da área de ciência de dados, criada em 2020, tem permitido inovar em produtos, democratizar o seguro de vida e criar ferramentas que equilibram automação e análise humana. Ele também fala sobre os cuidados com a LGPD, o impacto dos estudos de experiência na precificação e a forma como a inteligência artificial está transformando a função do subscritor.

Nos últimos anos a Samplemed estruturou um departamento de ciência de dados robusto. Como essa evolução mudou a forma de subscrever seguros de vida e quais ganhos concretos trouxe para seguradoras e clientes?

A criação em abril de 2020 da área de ciência de dados na Samplemed ocorre concomitantemente à entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso influenciou profundamente nossos processos e escolhas no uso de dados para subscrição. Passamos a oferecer modelos preditivos capazes de quantificar riscos antes desconhecidos em seguros massificados e de menor capital segurado, nos quais exames médicos ou entrevistas poderiam inviabilizar a contratação. Criamos produtos de dados adaptados ao apetite de risco das seguradoras, melhorando indicadores operacionais e financeiros e estimulando a inovação.

Os modelos de machine learning têm permitido avaliar riscos de maneira mais ágil e em seguros de menor capital segurado. De que forma esses modelos ajudam a ampliar o acesso ao seguro de vida no Brasil?

A ampliação do acesso ao seguro de vida é um desafio de todo o setor. Os modelos preditivos, por serem acessíveis e altamente precisos, viabilizam a avaliação de riscos personalizados conforme a realidade da seguradora e as informações disponíveis no momento da proposta. Isso permite precificar de forma adequada e tornar os produtos acessíveis a uma parcela maior da população, ajudando as companhias a manter carteiras saudáveis e cumprir sua função social.

Com a implementação do Data Warehouse em conformidade com a LGPD, quais são os principais desafios e oportunidades na utilização de dados anonimizados para gerar insights confiáveis sem comprometer a privacidade dos proponentes?

Trabalhamos com informações extremamente sensíveis, como dados financeiros e de saúde. Por isso, todo o processo de subscrição passa pela anonimização irreversível dos dados. Usamos apenas perfis estatísticos para a criação de produtos, enquanto informações pessoais são descartadas já na etapa de extração e transformação. Assim, conseguimos garantir compliance regulatório no Brasil e no exterior, preservando a privacidade e focando na inovação.

A Samplemed já utiliza IA, inclusive reconhecimento de imagem e LLMs como a VIDA. Como essas tecnologias vão transformar o papel do subscritor humano e o equilíbrio entre automação e análise especializada?

A inteligência artificial é uma aliada, não uma substituta. Os modelos generativos têm capacidade de síntese e análise que ajudam a propor soluções complexas, mas o olhar crítico do subscritor humano é indispensável. Cada vida importa, e a decisão final precisa ser multifacetada. Nossa proposta é que a IA complemente a análise, aumentando assertividade e precisão sem eliminar o fator humano.

Os estudos de experiência que medem impacto da subscrição em mortalidade e persistência são apontados como “solução ouro”. Quais aprendizados esses estudos têm trazido para a precificação e a sustentabilidade das carteiras de seguro de vida?

Métricas tradicionais como sinistralidade e índice combinado não permitem identificar o impacto de fatores individuais, como estilo de vida ou condições clínicas. Por isso desenvolvemos os estudos de experiência, baseados na metodologia da Society of Actuaries (SOA). Eles quantificam o impacto de variáveis como profissão, saúde ou geografia na mortalidade, invalidez e persistência das apólices. Essas análises oferecem base científica para ajustes de preços e reservas, apoiando a sustentabilidade das carteiras de seguro de vida.

Apresentado por BB Seguros, “Tim Maia – Vale Tudo, musical” estreia em São Paulo

O Teatro Claro MAIS SP recebe, a partir de 16 de outubro, uma nova temporada de Tim Maia – Vale Tudo, o Musical, obra que revisita a trajetória de um dos maiores artistas da música brasileira. Com roteiro de Nelson Motta, baseado no livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia, o espetáculo retorna aos palcos com uma montagem renovada, curadoria de Carmelo Maia e direção geral de Pedro Brício.
 

Apresentado pela BB Seguros, a nova versão resgata a força e o talento de Tim Maia, desde a juventude no Rio de Janeiro até a consagração nacional, passando pelas amizades com nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina e Jorge Ben. Com linguagem moderna, ritmo vibrante e direção musical de Carlos Bauzys e Diego Salles, o espetáculo transforma o palco em uma celebração sonora com mais de 20 sucessos, entre eles “Azul da Cor do Mar”, “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Vale Tudo”, “Gostava Tanto de Você” e “Acenda o Farol”.
 

O elenco reúne intérpretes que representam diferentes fases e vozes da trajetória do artista, com destaque para Thór Junior no papel principal e Dennis Pinheiro como alternante de Tim Maia e intérprete de Jorge Ben. Também integram a montagem Jow Black, Davi Fields, Fernando Rubro, Joyce Cosmo, Ariane Souza, Leilane Teles, Vinícius Loyola, Vanessa Mello, Elá Marinho, Moira Osório, Aline Cunha, Cezar Rocafi e Estêvão Souz. A produção geral é assinada por Adriana Del Claro, nome de destaque no teatro musical brasileiro.
 

Para Andréa Gama, Superintendente Executiva de Marketing da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, o patrocínio reforça o propósito da companhia em conectar pessoas à cultura e valorizar a memória afetiva da música brasileira. “A história de Tim Maia traduz com intensidade o que há de mais genuíno na arte brasileira, diversidade, autenticidade e emoção. Apoiar este espetáculo é reconhecer o poder transformador da cultura e ampliar o acesso do público a obras que fazem parte da nossa identidade. É um orgulho contribuir para que novas gerações se aproximem desse legado musical tão vivo e inspirador”, comenta. 
 

A nova temporada do musical se soma ao histórico de patrocínio da BB Seguros a manifestações artísticas: desde 2012, a companhia já patrocinou 127 projetos culturais, beneficiando mais de 20 milhões de pessoas. No teatro, figuram entre as produções patrocinadas Beetlejuice, Nossa História com Chico Buarque, Tom Jobim Musical e Uma Babá Quase Perfeita.