FenaSaúde integra movimento contra aumento do ICMS sobre tratamentos médicos

Cobrança do imposto por São Paulo pode elevar em mais de 20% o custo de produtos para cirurgias e de medicamentos de combate a câncer e Aids, entre outros

Fonte – FenaSaúde

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) participa do movimento Unidos pela Saúde, que reúne nove entidades contra a decisão do governo de São Paulo de aumentar de 0% para 18% o ICMS cobrado do setor de saúde no estado. Lançada nesta segunda-feira (1°/3), a iniciativa chama atenção para o impacto que a tributação terá sobre o atendimento à população. Também ressalta o efeito da medida em todo o país, com provável alta de custos, além do risco de eliminar empregos e de aumentar a demanda pelo SUS.

Planos de saúde são o setor em que os efeitos do aumento de ICMS serão mais visíveis para a população. Isso porque as mensalidades cobradas dos beneficiários refletem toda e qualquer alta das despesas assistenciais, diretamente impactadas pelos tributos. Levantamento realizado pela FenaSaúde estima aumentos de mais de 20% nos preços de diversos itens usados no atendimento de saúde prestado à população (mais detalhes abaixo).

“Num momento crítico da pandemia como o atual, todos que lidamos com saúde deveríamos estar 100% focados na frente de batalha contra a covid. Mas, ironicamente, estamos tendo que lidar, usando uma linguagem médica, com essa verdadeira infecção oportunista que é o aumento absurdo de carga tributária sobre a saúde determinado pelo estado de São Paulo”, resumiu o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, em entrevista coletiva realizada nesta manhã, junto com representantes de todas as nove entidades que integram o movimento Unidos pela Saúde. “Estamos falando de um aumento de 18.000% na carga tributária de vários itens até então isentos e que tiveram suas alíquotas alteradas para 18%.”

A decisão do governo de São Paulo afeta diversos produtos e tratamentos. Materiais e insumos para cirurgias e medicamentos para tratamento de Aids e câncer, por exemplo, perderam a isenção e passam a ser taxados em 18%. Próteses e cadeiras de rodas também passam a ser tributadas, em quase 6%. Até mesmo a compra de seringas e agulhas descartáveis – fundamentais para a imunização contra o novo coronavírus – teve aumento de imposto com a decisão do Executivo paulista.

O impacto da cobrança do ICMS paulista será sentido em todo o Brasil, já que mais de 70% dos dispositivos médicos usados no país saem de São Paulo. É o caso do tubo de plástico para coleta de sangue a vácuo. Fabricado em São Paulo e vendido para todo o Brasil, o produto foi afetado pela decisão do governo paulista, o que deve fazer com que seu preço suba mais de 6%, ainda de acordo com levantamento feito pela FenaSaúde.

Fornecedores de produtos médicos já têm reportado elevações de preços de 18% ou mais. Um provável efeito do aumento dos custos é a migração de beneficiários da saúde suplementar para o SUS, onerando ainda mais o sistema público. “A medida do governo paulista é um verdadeiro tiro no pé, porque essa provável evasão para o sistema público vai gerar ônus para o Estado, anulando o efeito da alta da arrecadação”, avaliou o presidente da FenaSaúde.

Importante ter presente que tributos representaram 4,9% das despesas das operadoras de planos de saúde até o 3° trimestre de 2020, com R$ 7,8 bilhões. A alta do ICMS, portanto, vai elevar ainda mais estes dispêndios, que, mais à frente, serão repassados para as mensalidades cobradas dos beneficiários da saúde suplementar. “Lidamos com a poupança de milhões que nos confiam seus recursos. Se não repassarmos, as operadoras que atendem estas pessoas quebram e param de atender”, alertou Amoroso Lima.

Além da FenaSaúde, fazem parte do movimento Unidos pela Saúde as seguintes entidades: Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde), Abimo (Associação Brasileira das Indústrias Médico, Odontológicos, Hospitalares e de Equipamentos de Laboratório), Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde), Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde) e Sindhosp (Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo).

Conheça mais sobre o movimento Unidos pela Saúde no site https://movimentounidospelasaude.org.br/

IMPACTO DO AUMENTO DO ICMS DE SÃO PAULO SOBRE A SAÚDE PRIVADA

ProdutoComo eraComo ficouImpactos nos preços
Fármacos, produtos intermediários e medicamentos para tratamento de AidsIsentoAlíquota de 18%. Caso o medicamento seja genérico, alíquota de 12%Aumento entre 4% e 22%*
Equipamentos e insumos utilizados em cirurgiasIsentoAlíquota de 18%Aumento entre 4% e 22%*
Medicamentos utilizados no tratamento de câncerIsentoAlíquota de 18%. Caso o medicamento seja genérico, alíquota de 12%Aumento entre 4% e 22%*
Venda de cadeira de rodas e prótesesIsentoIsenção parcial. Nova alíquota aproximada de 5,94%Aumento de 5%
Seringas e agulhas descartáveisAlíquota de 12%Alíquota de 13,3%Aumento de 1,5%
Venda de tubos de plástico por fabricante de SP para coleta de sangue a vácuo, com destino a consumidor finalCrédito de 6% sobre o valor da operaçãoCrédito de 4,7% sobre o valor da operaçãoAumento de 6,6%

* A depender da alíquota do produto, nas aquisições pelas instituições não descritas no benefício.

Fonte: FenaSaúde

AXA no Brasil já regula 36% dos sinistros de Condomínio à distância

Fonte: AXA

A Vistoria Remota da AXA no Brasil, que utiliza a câmera do celular do próprio segurado para realizar a vistoria do bem segurado em tempo real e à distância, já representa 36% do total dos sinistros de baixa e média complexidade no produto Condomínio. A ferramenta, que traz celeridade e garante segurança com o suporte qualificado do vistoriador, foi considerada satisfatória e de fácil uso por 100% dos segurados entrevistados em pesquisa realizada pela companhia.

“Queremos facilitar o processo para nossos clientes, sabemos que o momento do sinistro é sensível e entendemos a importância de atuar com agilidade e trazer as respostas da forma mais breve possível quanto à indenização. Aliamos excelência técnica ao relacionamento próximo e de confiança com o cliente e com o corretor, e isso faz toda a diferença” afirma Arthur Mitke, diretor de Sinistros da AXA no Brasil. O executivo reforça, ainda, o interesse da companhia em expandir o uso da ferramenta para outros produtos oferecidos no portfólio, como o Empresarial.

A AXA respondeu rapidamente aos desafios do último ano, e vem colhendo os frutos do investimento em simplificação de processos também na regulação por Fast Track – que viabilizou a redução do prazo de resposta para 5 dias úteis após o recebimento da documentação. No último ano, a companhia registrou um aumento de 35% no volume total de sinistros regulados nesse modelo, considerando os produtos voltados para PMEs, P&C e Transporte.

Susep adia para maio novas medidas de prevenção de lavagem de dinheiro no setor de seguros

Norma estava prevista para entrar em vigor dia 1 de março

Fonte: KMPG

As novas medidas do setor de seguros para prevenção e combate os crimes de crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo foram adiadas para entrar em vigor de 1o. de março para 3 de maio. Os novos requerimentos de governança, procedimentos, controles e monitoramento para pessoas e transações suspeitas foram estabelecidos pela circular 612, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que regula a indústria, e são considerados um marco relevante no avanço do mercado de seguros brasileiro. 

De acordo com a determinação da Susep, as companhias reguladas pelo órgão deverão colocar em prática políticas e processos reforçados levando em consideração o risco e a complexidade dos modelos de negócio. Isso será feito a partir de uma avaliação interna de riscos que identifique e mensure a suscetibilidade de a empresa ter produtos e serviços utilizados para fins da prática de lavagem de dinheiro. 

Segundo o sócio da KPMG, Phelipe Linhares, a partir de agora, as companhias de seguros devem aplicar modelos baseados em risco para gerenciar as iniciativas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, utilizando técnicas para identificar, qualificar, monitorar e reportar os clientes, transações, parceiros, fornecedores e funcionários no início e durante relacionamentos comerciais ou laborais. 

“Os esforços das empresas devem resultar no aumento da eficiência e na identificação, análise e comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de situações atípicas ou suspeitas de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. A Susep adicionou ainda ao texto um requerimento de uma avaliação anual do programa cujos resultados, incluindo medidas de melhorias, devem ser comunicados ao conselho de administração, diretoria e comitê de auditoria”, explica. De forma geral, a nova regulação apresenta uma visão mais madura e aprofundada em linha com as diretrizes do The Financial Action Task Force (FATF GAFI) uma entidade intergovernamental e independente composta por 35 países-membro para desenvolvimento de políticas e proteção do sistema financeiro global contra lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo do qual o Brasil faz parte. 

Qsaúde contrata Camila Dantas como líder de RH

qsaude
15/12/2020 - INAUGURAÇÃO DECIMO ANDAR Q SAUDE - FOTO: GABRIEL REIS www.gabrielreisfoto.com

Com mais de 20 anos de atuação na área, a executiva teve passagens por Braskem e Coca-Cola e liderou grandes projetos de transformação cultural e desenvolvimento organizacional 

Fonte: Qsaúde

A administradora de empresas Camila Dantas, 43 anos, assume como líder de Recursos Humanos do Qsaúde. A executiva atuou por mais de 11 anos na Braskem, onde ocupou, mais recentemente, a posição de diretora de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional. “O Qsaúde é uma empresa nova, mas que já nasce com uma cultura forte, pautada pelo cuidado. Nossa missão é fortalecer esse pilar não só no relacionamento e atendimento ao cliente, como também com cada um de nossos colaboradores. Venho unir minha experiência de mais de 20 anos em Recursos Humanos ao jeito Q: uma marca que promove o acolhimento e é focada no humano e suas necessidades individuais”, afirma. 

Carioca, Camila trabalhou com projetos importantes, especialmente em transformação cultural, desenvolvimento organizacional e formação de lideranças. Na Braskem, por exemplo, esteve diretamente envolvida na criação da área de Diversidade e Inclusão em 2014. Como resultado do trabalho realizado pela área, o percentual de profissionais negros nos programas de estágio passou a ser de 20% e houve crescimento do número de mulheres em posições de liderança. Também foram criadas redes de funcionários focadas em promover diversidade, englobando atividades direcionadas para mulheres, público LGBTQIA+ e raça e etnia. 

Já em transformação cultural, um dos grandes desafios de sua carreira foi a criação do projeto de “Proposta de Valor aos Colaboradores” na Braskem, que visou uma mudança de cultura e na forma de a empresa se relacionar com pessoas. Assim, novos valores foram pensados para atrair e reter profissionais – como a criação de um ambiente que permite a cada um ser o que é, a adoção de práticas para estimular o desenvolvimento e crescimento dos funcionários, e a implementação de políticas com o foco em estimular que estes fossem protagonistas de suas carreiras, além de transformar a experiência dos colaboradores internamente. 

Antes da Braskem, Camila foi coordenadora de Aprendizado e Desenvolvimento da Odebrecht E&C, função na qual liderava iniciativas de treinamento e desenvolvimento para média gerência, educação executiva e por melhorar a eficiência do departamento, com reestruturação das operações e implantação de novos processos. 

Integrou ainda o time de RH da The Coca-Cola Company, onde atuou, no Brasil e na América Latina, com recrutamento, remuneração e treinamento. A executiva foi contratada pela multinacional assim que retornou de um trainee internacional de um ano na Índia, na Litaka Farmacêutica. 

AM Best reafirma rating para Austral Seguradora e Austral Re

A agência global de avaliação de riscos do segmento de seguros AM Best preservou o rating de Força Financeira (FSR) B++ (bom) e o Rating de Crédito de Longo Prazo (ICR de Longo Prazo) de BBB+ para a Austral Seguradora e a Austral Re, operações da Austral Holding. A perspectiva para ambos os ratings foi mantida positiva. 

Na avaliação da agência, essa perspectiva reflete o balanço patrimonial consolidado – caracterizado como muito forte, apesar das incertezas trazidas pela pandemia de Covid-19, e o desempenho operacional e gestão de risco adequado. 

O relatório destaca a capacidade de geração interna de capital das empresas e a capitalização ajustada ao risco, medida pelo Best’s Capital Adequacy Ratio (BCAR), que se encontra atualmente no nível mais forte, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, dia 26 de fevereiro. A agência de risco também observa que a aquisição da Terra Brasis pela Austral Re, em 2019, contribuiu para a criação de uma carteira de negócios mais diversificada e uma melhor distribuição geográfica do risco.  

A análise também destaca a construção de presença da Austral Re no mercado da América Latina, com atuação predominante nos segmentos de energia, garantia financeira, marítimos, aviação e transporte, e vida. 

Fundación MAPFRE anuncia semifinalistas brasileiros dos Prêmios à Inovação Social

mapfre

Iniciativa global vai premiar com 90 mil euros soluções com alto potencial de transformação social

Nove projetos brasileiros disputam, em 25 de março, a semifinal brasileira da quarta edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, que reconhece soluções com grande impacto social em 3 categorias: “Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”, “Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável” e “Economia do Envelhecimento: Ageingnomics”

Com a seleção, os nove semifinalistas passam a integrar a Rede INNOVA, uma comunidade criada pela Fundación MAPFRE para troca de conhecimento especializado, apoio mútuo de inovadores do mundo todo e ampliação da colaboração e exposição das ideias inovadoras. Além disso, contam com apoio e orientação para apresentar e desenvolver suas propostas da forma mais eficiente, por meio de mentorias promovidas pela IE University, parceira acadêmica dos Prêmios.         

Dos nove projetos selecionados, três serão escolhidos para representarem o Brasil na grande final mundial, que acontece em maio – quando o projeto ganhador de cada uma das três categorias receberá 30 mil euros. 

Além do Brasil, os Prêmios à Inovação Social têm mais duas semifinais regionais: América Latina e Europa. Este ano, foram recebidas mais de 300 propostas de pesquisadores, empreendedores, cientistas e estudantes de universidades e escolas de negócios. Destes, foram selecionados 27 projetos que participarão das semifinais.

Conheça os semifinalistas brasileiros em cada categoria

Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-health): inclui projetos capazes de promover a cultura da saúde, que agreguem inovações na pesquisa, prevenção, tratamento ou cuidados dos problemas de saúde ou que ajudem a melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19, entre outros.

·       Clic Health: tecnologia inovadora que permite prever o risco de certas doenças se desenvolverem e se agravarem por meio de algoritmos médicos certificados e inteligência artificial. www.clichealthid.com

·       Predikta: diagnósticos preditivos e triagens em apenas 30 segundos usando inteligência artificial, sem necessidade de contato com o paciente.  www.predikta.health

·       Fleximedical: unidades de saúde móveis e equipadas (como carretas, contêineres, ônibus e vans) que se transformam em locais para exames, consultas e cirurgias, permitindo que comunidades com menos recursos tenham acesso a cuidados de saúde. https://www.fleximedical.com.br/fleximedical/

Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável: focada em soluções para melhorar a segurança no transporte dos grupos mais vulneráveis (como idosos e ciclistas), que promovam sustentabilidade ambiental ligada à cidade (smartcity) ou conectem o veículo com a segurança pública de uma forma inovadora; 

·       Eu Vô: aplicativo que conecta pessoas com mais de 60 anos e com mobilidade reduzida a motoristas treinados para transportá-las e acompanhá-las em consultas médicas, idas ao supermercado e passeios em shoppings, entre outras situações. www.euvo.com.br

·       MeioPasso: produto que ajuda as pessoas com alguma dificuldade de mobilidade a subir e descer escadas ou desníveis, reduzindo problemas de mobilidade. www.meiopasso.com

·       Arejabus: sistema de ventilação híbrido que utiliza o movimento do próprio ônibus para melhorar a sensação térmica e a qualidade do ar para os usuários do transporte coletivo. www.grupoareja.com.br

Economia do Envelhecimento – Ageingnomics: envolve iniciativas para a faixa etária entre 55 e 75 anos, nos âmbitos descritos no fenômeno conhecido como Ageingnomics. Estão incluídas oportunidades em setores como saúde, lazer, mobilidade, educação, finanças, seguros, tecnologia e economia da terceira idade, entre outros. 

·       Yolex: solução que oferece educação digital e conecta experts (todos 55+) a quem deseja se desenvolver profissionalmente com a ajuda de pessoas com mais experiência profissional e conhecimento. www.yolex.com.br

·       NEXTT49+: hub de negócios que apoia o empreendedorismo sênior e promove o desenvolvimento de produtos e serviços para maiores de 50 anos. www.nextt49.com.br

·       LABORA: plataforma que contribui para acelerar a inclusão da diversidade geracional nas empresas, demonstrando que a inclusão eficaz de pessoas com mais de 50 anos funciona e traz bons frutos. www.labora.tech

Confira todos os projetos semifinalistas em https://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/fundacion-mapfre-inovacao-social/projetos-semi-finais-4/

Livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento” já está disponível

O livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento”, da editora Almedina, foi lançado nesta segunda-feira. A obra que contou com a colaboração de vários especialistas, como o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik, e Pedro Ivo Mello, do Ricardo Miranda Advogados.

A obra foi coordenada por Carlos Henrique Abrão (desembargador), Fátima Andrighi (atual ministra do Superior Tribunal de Justiça) Ney Wiedemann Neto (desembargador), Paulo Henrique Lucon (professor de Direito) e Sidnei Agostinho Beneti (ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça).

A colaboração de Ernesto Tzirulnik neste livro foi sobre “A prescrição da pretensão ao pagamento da indenização e capital devidos, com fundamento nos contratos de seguro em geral”. Já Pedro Ivo Mello escreveu o artigo “Noções Fundamentais da Regulação de Sinistros”.

Com custo sugerido de R$ 149, a pré-venda já está disponível no site da editora Almedina: https://www.almedina.com.br/produto/seguro-logistica-e-infraestrutura-brasil-em-crescimento-9260#

AXA lucra € 3,16 bilhões em 2020 e vendas atingem € 96,7 bilhões

“Estou confiante com 2021. A vacinação é muito importante”, diz Thomas Buberl, CEO da AXA

A AXA registrou receita líquida de € 3,16 bilhões (US$ 3,8 bilhões) durante 2020, uma queda de 18% em relação aos € 3,86 bilhões (US$ 4,7 bilhões) em todo o ano de 2019. A receita bruta do grupo durante 2020 chegou a € 96,7 bilhões (US$ 117,5 bilhões), uma queda de 7% em relação aos € 103,5 bilhões (US$ 125,8 bilhões) registrados durante o ano fiscal de 2019.

O índice combinado para o segmento de seguro de danos, conhecido mundialmente por Property & Casulty (P&C), aumentou 3,2 pontos para 99,5%, refletindo em grande parte o impacto dos sinistros COVID-19 e maiores encargos de catástrofe natural na AXA XL. Excluindo os sinistros da COVID-19 de € 1,5 bilhão (US$ 1,8 bilhão), o índice combinado do ano inteiro ficou praticamente estável em 96,4%.

As reclamações por lucro cessante e cancelamento de eventos devido ao novo surto de coronavírus totalizaram € 1,5 bilhão, em linha com uma estimativa anterior. A seguradora afirma que tem 15.000 contratos de lucro cessante na França.

Os ganhos subjacentes (operacionais) do grupo para o ano fiscal de 2020 foram de € 4,3 bilhões ($ 5,2 bilhões), uma queda de 34% em relação aos € 6,5 bilhões (US$ 7,8 bilhões) no ano fiscal de 2019.

“O índice de solvência II da AXA em 31 de dezembro era de 200%, 20 pontos acima de setembro e incluindo +13 pontos da integração da AXA XL no modelo interno do grupo”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA, em um comunicado.

A Axa tinha caixa de € 4,2 bilhões (US$ 5,1 bilhões) no final de dezembro, bem acima de sua meta de € 1 bilhão a € 3 bilhões – um amortecedor que analistas do Credit Suisse dizem que coloca a empresa “de volta na categoria de um dos as principais seguradoras fortemente capitalizadas do setor. ”

Erika: “É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Em sua página no LinkedIn, Erika Medici, CEO da AXA Brasil, comentou: “Nosso CEO global Thomas Buberl divulgou os resultados de 2020 do Grupo AXA e os números mostram resiliência e a solidez da companhia, em um ano particularmente desafiador, no qual o mercado de seguros pode mais uma vez mostrar sua importância para sustentação das economias, continuidade dos negócios e bem-estar da sociedade. Tenho muito orgulho de fazer parte desse Grupo, desta operação, e gostaria de agradecer nossos colaboradores pelo comprometimento e dedicação aos negócios e à segurança de nossos clientes. É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Veja o vídeo:

Fusão da Hapvida e NotreDame Intermédica criam a segunda maior em saúde privada, com receita de R$ 18,2 bi

A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%

A Hapvida e a NotreDame Intermédica (GNDI) confirmaram no sábado a fusão entre as duas maiores operadoras de planos de saúde do país. O negócio formará um gigante com mais de 13,6 milhões de usuários de convênios médico e dental e receita combinada de R$ 18,2 bilhões.

A Hapvida passa a ter 53,6% da companhia combinada e a Intermédica, 46,4%. O conselho de administração será composto por nove membros, sendo cinco da Hapvida, dois da Intermédica e dois independentes, informa o Valor com base no comunicado do grupo.

Juntas, as duas companhias tornam-se uma das maiores operadoras de saúde do mundo com modelo verticalizado, apoiado em uma rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios. Ao todo, o grupo combinado vai contar com 84 hospitais, 280 clínicas e 257 unidades de medicina diagnóstica no país.

A transação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de análise da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Após negociações que duraram pouco mais de um mês e meio, a GNDI conseguiu melhorar o prêmio pago por suas ações, na relação de troca da fusão. A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%.

“A relação de troca considera o preço médio ponderado por volume das ações da GNDI e da Hapvida na B3 no período dos 20 dias de negociação imediatamente anteriores ao dia 21 de dezembro de 2020, acrescido de um prêmio de 15% sobre o preço médio de cotação das ações da GNDI no mercado”, informa comunicado emitido nesta madrugada. Esse era o ponto mais difícil do acordo.

Insurtech Coover recebe autorização da Susep para atuar no Sandbox

coover insurtech

Seguradora digital inicia sua operação com capital de R$ 1 milhão e licença para atuar no segmento de animais

A insurtech Coover Seguradora recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar dentro do Sandbox pelo tempo determinado de 36 meses. Em ambiente regulatório experimental, a insurtech vai investir R$ 1 milhão para comercializar seguros de danos, no segmento específico de seguro para animais.

Dos 11 projetos que foram habilitados a participar do Sandbox Regulatório, a Komus desistiu e sete foram aprovadas. Além da Coover, Simple2u, da MAG Seguros, ThinkSeg, de Andre Gregori, Flix, de Luis Felipe Barranco, Pier, de Igor Mascarenhas, Emotion e Stone, empresa de meios de pagamentos que se destacou nos últimos anos, já estão a todo vapor no desenvolvimento dos projetos.

Com as autorizações da Susep, a expectativa é que, em breve, as empresas iniciem suas operações e comercializem novos produtos. Os seguros a serem oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado. 

Em seu portal, a Coover informa que nasceu com o objetivo de levar mais segurança e estabilidade econômica à milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde a maior parte da população não possui qualquer proteção contra acidentes e perdas repentinas.

“Nossa iniciativa, Coover, na verdade nasceu como “Mutual.Life“, uma insurtech com a missão de resgatar os princípios e o papel social do mutualismo. Como Mutual Life, os acionistas afirmavam que o grande diferencial da empresa era ser uma plataforma que permite pessoas físicas se organizarem e criarem alternativas mais baratas, mais eficientes e mais confiáveis que os seguros convencionais através da organização de grupos de ajuda mútua, completamente autônomos e desintermediados através da tecnologia Blockchain, com suas políticas e regras de governança distribuída programadas em Smart Contracts cujas ações são aprovadas unicamente pelo voto dos participantes, sem a possibilidade de influência da Mutual.Life nem de qualquer associação ou seguradora.

Eles afirmam no portal ainda em construção, que “há muitos desafios pela frente, mas já nascemos como uma seguradora 100% digital, moderna, pronta para se adaptar rapidamente e para escalar toda a operação à medida em que nossa proposta de valor seja validada e nossos produtos demonstrem aceitação no mercado”, informa.