Por que as joias roubadas do Louvre não tinham seguro?

louvre
Conjunto de joias das rainhas Maria Amélia e Hortênsia em exposição na Galeria Apolo, no Museu do Louvre — Foto: AFP/ STEPHANE DE SAKUTIN

Por Liz Alderman, The New York Times — Paris

Havia tiaras, brincos e colares cravejados de diamantes, safiras e esmeraldas. Mas, quando ladrões invadiram o Museu do Louvre em um ousado assalto no último fim de semana, roubando as joias da coroa pertencentes à Imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III, o que eles levaram era algo inestimável: uma parte do patrimônio da França que jamais poderá ser substituída. Ainda assim, o Louvre estimou o valor do roubo: impressionantes € 88 milhões, ou cerca de R$ 550 milhões. Mas o museu não será indenizado pela perda. Descobriu-se que nenhum dos itens reais estava segurado.

Custo enorme

Quando os ladrões escalaram uma escada mecânica até o segundo andar do Louvre e invadiram a Galeria Apollo, onde as joias reais estavam expostas no domingo, eles, essencialmente, entraram em um prédio do governo que abriga tesouros pertencentes ao Estado francês. 

A maioria dos museus franceses possui seguro, mas o Estado atua como seu próprio segurador nos maiores, incluindo o Louvre. Segundo Nicolas Kaddeche, diretor técnico da Hiscox Assurances France — uma das líderes no mercado de seguros para museus —, nenhum seguro privado foi contratado para as joias ou para qualquer parte das coleções permanentes do Louvre. 

O motivo? Os prêmios de seguro seriam proibitivamente caros — mais altos até que o custo de investir em vigilância e manter uma equipe de segurança, mesmo para o Louvre, que tem até seu próprio corpo de bombeiros interno. 

Como o maior museu do mundo, o Louvre possui um catálogo que inclui, claro, a Mona Lisa, a Vênus de Milo e mais de 35 mil obras de arte em exposição ao longo de 13 quilômetros de corredores — sem contar outras 500 mil peças registradas em seus bancos de dados. 

Segurar obras de arte tão valiosas poderia custar bilhões de euros em prêmios de seguro por ano. Mesmo se o Louvre decidisse segurar partes do museu contra, por exemplo, o risco de incêndio, os valores seriam gigantescos. 

“O Louvre representa uma acumulação excepcional de ativos em um único endereço, o que o torna muito mais difícil de segurar do que um museu menor”, disse Kaddeche. Ele acrescentou que, economicamente, era mais vantajoso para o governo assumir o risco e atuar como seu próprio segurador — o mesmo aconteceu com a Catedral de Notre-Dame. 

https://b97e5859a592486e4d259d4cb1a343bd.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Embora o Louvre tenha um histórico de preocupações com segurança, com orçamentos apertados, os museus sempre vão priorizar melhorar os sistemas de segurança em vez de contratar seguros. 

Peter Keller, diretor-curador do Musée de la Légion d’Honneur em Paris, afirmou que, se os museus quisessem manter os itens realmente seguros, poderiam simplesmente retirá-los de exibição, mas isso seria apenas uma solução temporária. 

“Todo mundo precisa investir mais”, disse ele. “Os criminosos são inovadores, e precisamos reagir e melhorar nossos sistemas de segurança.” 

Roubo no Louvre: museu reabre para visitantes após três dias, e polícia segue em busca de criminosos — Foto: AFP
Roubo no Louvre: museu reabre para visitantes após três dias, e polícia segue em busca de criminosos — Foto: AFP

Tesouros Nacionais 

Na França, dois fatores são cruciais quando se trata de seguro de obras de arte: quem é o dono das obras e onde elas estão expostas. 

O roubo ocorrido no Louvre no domingo envolveu peças adquiridas pelo governo para as coleções nacionais. Isso significa que as joias da coroa estão sob a proteção do código do patrimônio francês, uma lei nacional que proíbe sua venda, doação ou transferência. 

Isso, por sua vez, as coloca fora do escopo dos contratos tradicionais de seguro, segundo Irène Barnouin, diretora de vendas e técnica para arte e clientes privados na WTW France, uma empresa de corretagem. 

Uma situação parecida existe nos Estados Unidos, onde a coleção permanente de museus como o Smithsonian é de propriedade do governo, que é considerado o segurador de última instância. Tesouros nacionais, como a Declaração de Independência, são considerados inestimáveis. Caso ocorra uma catástrofe, o Congresso poderia aprovar um repasse especial para ajudar a cobrir a perda. 

Quando o seguro é necessário

Sempre que alguma obra do Louvre é transportada, um seguro específico é exigido. Tirar uma pintura ou objeto de sua exposição e enviá-lo a outro local é considerado “estruturalmente arriscado”, de acordo com o Ministério da Cultura da França. 

O ministério chegou a cogitar transportar a Mona Lisa para o museu-irmão do Louvre, em Lens, no norte da França, por três meses em 2018. Mas, ao estimar o custo do seguro em quase € 35 milhões, decidiram manter a Mona Lisa em sua vitrine à prova de balas. 

Museus nacionais na França, assim como nos Estados Unidos, também contratam seguro para exposições temporárias realizadas nas próprias dependências. 

Joias insuperáveis

Sem dúvida, o Louvre perdeu muito com o roubo das joias da coroa. Elas são insubstituíveis como símbolo da História francesa, mas o valor do seguro poderia, por exemplo, cobrir a criação de uma nova exibição ou aquisição de outras obras de arte, afirmou Kaddeche. 

Mas, mesmo que o Louvre tivesse recebido os € 88 milhões em indenização, “você jamais teria a mesma peça de volta”, completou Barnouin. “Porque toda a história que esse objeto carrega com ele está perdida.”

Capitalização no Brasil: um mercado em transformação

Por Denis Morais, presidente da FenaCap

O setor de Capitalização tem se mostrado um dos mais resilientes e relevantes do mercado segurador, acumulando quase um século de história e evolução. Presente na vida dos brasileiros há 96 anos, continua expandindo sua atuação ao oferecer soluções inovadoras para indivíduos, empresas e para a própria economia nacional.

Hoje, a Capitalização reúne um conjunto diversificado de soluções, sempre acompanhadas de sorteios, que vão desde a formação de reservas financeiras até instrumentos de garantia em contratos de aluguel, empréstimos e contratações públicas. Também se destaca pelo papel social, por meio da Filantropia Premiável, que apoia instituições beneficentes, e por sua contribuição para empresas, ao impulsionar vendas, promover a fidelização de clientes e a adimplência.

Os números confirmam essa relevância. Em 2024, o setor avançou 6,8% sobre o ano anterior, alcançando R$ 32 bilhões em receitas. E apenas de janeiro a julho de 2025, a arrecadação já somava R$ 19,8 bilhões, um salto de 10,7% frente ao mesmo período de 2024. Resultados que demonstram não apenas a solidez do segmento, mas também sua aderência às novas demandas de mercado e da sociedade.

A representatividade do setor é assegurada pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), criada há 18 anos e que hoje reúne 17 empresas associadas. Com base em um Plano Estratégico para o ciclo 2023–2025, a Federação vem liderando uma agenda de fortalecimento institucional e de expansão de mercado. Esse planejamento foi construído de forma participativa, envolvendo as empresas associadas e um comitê multidisciplinar, e definiu três pilares fundamentais: apoio ao crescimento de mercado, protagonismo institucional e robustez organizacional. Esses pilares guardam um alinhamento estreito com a missão da FenaCap, que é representar institucionalmente as empresas de Capitalização, zelar pela imagem e promover o desenvolvimento do mercado, sempre tendo em vista seu propósito, que é contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

Estudos recentes da entidade indicam que o mercado pode triplicar de tamanho nos próximos anos, alcançando R$ 91 bilhões em arrecadação — cerca de três vezes mais do que os números atuais. A previsão inclui também os montantes anuais de R$ 69 bilhões em resgates e R$ 5,8 bilhões em sorteios, que deverão contribuir para movimentar a economia do país. Esse salto está ancorado em mudanças regulatórias e em novas frentes de atuação, como foi a inclusão dos Títulos de Capitalização no marco legal das garantias de crédito, a sua utilização em licitações públicas e contratações, dentre as quais as Parcerias Público Privadas e as Concessões, além do apoio a milhares de organizações da sociedade civil com impacto social e ambiental. Também estão em pauta a modernização da modalidade Compra-Programada e a realização de sorteios por meios próprios, iniciativas que ampliam a competitividade e a capacidade de atender diferentes públicos e demandas.

Nesse contexto, a FenaCap vem investindo em projetos estruturantes que fortalecem diretamente a capacidade do setor de evoluir de forma consistente. Entre eles: o GlobalCap, que tem levado a experiência brasileira para outros países interessados; o DataCap produzirá estatísticas do mercado mais detalhadas e de forma mais tempestiva; o InovaCap, que tem fomentado a inovação e o desenvolvimento de novos produtos; e o ComuniCap, que busca dar maior visibilidade ao setor junto à sociedade, veículos de comunicação e influenciadores, e o Radar FenaCap, que veio para fortalecer a sistemática de identificação, monitoramento e defesa da sustentabilidade do mercado de Capitalização. Esses esforços institucionalizados permitem que a Capitalização amplie sua relevância ao diversificar suas frentes de atuação e desenvolver soluções que atendem a diferentes demandas da sociedade e do mercado. 

O setor se apresenta hoje como um exemplo de como tradição e inovação podem caminhar juntas. Enquanto mantém sua função histórica de promover disciplina financeira e realização de sonhos, a Capitalização amplia sua relevância de forma abrangente, reforçando sua presença na economia, na sociedade e no desenvolvimento de soluções para diferentes públicos.

Com a força institucional da FenaCap, o alinhamento das associadas em torno de um plano estratégico bem definido e o respaldo de dados e projeções consistentes, a Capitalização está preparada para um novo ciclo de expansão. Mais do que um produto do mercado segurador, afirma-se como um instrumento de desenvolvimento, capaz de combinar segurança, inovação e solidariedade, tanto para pessoas, quanto para empresas. Assim, ao completar quase 100 anos de história no Brasil, o setor reafirma seu compromisso de continuar evoluindo e contribuindo para o crescimento do país.

Tokio Marine amplia carteira de Automóvel e lança Assistência Auto Resolve 

Com o objetivo de oferecer mais uma opção de produto em sua carteira de Seguro Automóvel e diversificar seu amplo portfólio, a Tokio Marine anuncia o lançamento da Assistência Auto Resolve, que oferece diversos serviços sem a necessidade da contratação de um seguro completo tradicional. 

Segundo Arnaldo Bechara, Diretor de Automóvel, Precificação e RD Massificados da Tokio Marine, o novo produto foi desenvolvido como uma alternativa acessível e prática para consumidores que buscam proteção básica. “Somos uma Seguradora multiprodutos, com uma ampla gama de seguros diferenciados que atendem tanto Corretores quanto Clientes com excelência e diversidade. O lançamento da Assistência Auto Resolve marca um avanço estratégico na diversificação do nosso portfólio, alinhada ao compromisso com acessibilidade, agilidade e inovação. Com isso, esperamos atrair cada vez mais novos perfis de Clientes e gerar mais negócio para os Corretores e Assessorias.” comenta o executivo.

Com um ticket médio acessível de aproximadamente R$ 300,00, a Assistência Auto Resolve proporciona praticidade e flexibilidade de contratação via cartão de crédito, com parcelamento em até 6x sem comprometer o limite. O produto contempla um leque diverso de serviços como guincho até 200 km; socorro mecânico no local; transporte alternativo para o Segurado e acompanhantes; hospedagem em caso de impossibilidade de prosseguir viagem; remoção inter-hospitalar e traslado em caso de acidente; chaveiro; substituição de pneu e pane seca com reboque até o posto mais próximo do local do incidente.

“A Tokio Marine tem adotado diversas estratégias para manter sua competitividade em um cenário de margens mais apertadas, como inovar em produtos de entrada, focando em custo-benefício para o Consumidor. Além disso, ampliamos a aceitação de veículos de maior valor e expandimos nossa atuação em produtos mais nichados, como seguros para motos e veículos elétricos”, explica Bechara. 

Além da Assistência Auto Resolve, o portfólio de Automóvel da Tokio Marie contempla os seguros Auto, Auto Clássico, Auto Econômico, Auto Roubo + Rastreador, Caminhão e Moto. 

Bradesco Seguros anuncia o retorno dos “Prêmios Longevidade”

Data: 25.05.2018 Local: Rio de Janeiro, RJ. Cliente: Bradesco Seguros Assunto: Ana Claudia Gonzalez, superintendente marketing do Grupo. Fotógrafo: Julio Bittencourt Assistente: Luiz Michelini

O Grupo Bradesco Seguros está trazendo de volta uma das principais iniciativas do país voltadas à valorização e difusão do tema da longevidade: os Prêmios Longevidade Bradesco Seguros. A novidade, anunciada em primeira mão nesta terça-feira (21), durante o Fórum da Longevidade, receberá inscrições no início de 2026, contemplando as modalidades Jornalismo e Histórias de Vida.

Em sua 10ª edição, o projeto consolida-se como um espaço de reconhecimento e estímulo a iniciativas que inspiram uma sociedade mais preparada para viver mais e melhor – com saúde, bem-estar e segurança financeira. Desde 2006, o Grupo Bradesco Seguros desenvolve uma série de ações estruturadas para promover o envelhecimento ativo e saudável da população brasileira, reforçando seu papel como protagonista no debate sobre longevidade.

“Nosso principal objetivo é difundir para a sociedade brasileira a importância da longevidade em seu conceito mais amplo, valorizando ações que conciliem planejamento financeiro com envelhecimento ativo e saudável. Se vamos viver mais, nada mais lógico do que nos prepararmos para situações que são mais do que previstas”, destaca Alexandre Nogueira, diretor do Grupo Bradesco Seguros.

Com a retomada dos Prêmios Longevidade, a companhia reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade que valoriza o tempo como aliado – e acrescenta vida aos anos, e não apenas anos à vida.

Ana Claudia Frighetto Gonzalez, superintendente sênior do Grupo Segurador, salienta a importância da retomada do projeto. “Os Prêmios da Longevidade sempre tiveram um local especial na nossa programação do Fórum e poder retomar a iniciativa é uma imensa alegria. As inscrições serão abertas em breve e queremos receber histórias inspiradoras”.

A cerimônia de entrega ocorrerá durante o XIX Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, em outubro de 2026, em São Paulo, reunindo especialistas e convidados nacionais e internacionais.

Longevidade em números: o Brasil que vive mais

Os Prêmios voltam em um momento em que o país vive uma profunda transformação demográfica. Em pouco mais de duas décadas, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais praticamente dobrou, passando de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023 – o equivalente a cerca de 33 milhões de brasileiros. Segundo o IBGE, em 2030, haverá mais brasileiros idosos (idade superior a 60 anos) do que crianças.

Em meio a essa transformação demográfica, o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), estudo conduzido pelo Grupo Bradesco Seguros, mostra que o envelhecimento deixou de ser apenas uma questão de tempo e passou a ser uma questão de atitude. Segundo a pesquisa, 97% dos entrevistados têm interesse em adquirir mais conhecimento sobre o tema da Longevidade. Os dados da edição de 2025 ainda revelam os hábitos e a percepção dos brasileiros para viver mais – e melhor:

  • Saúde física e mental: três em cada quatro brasileiros praticam algum tipo de atividade física, mas apenas 36% mantêm uma rotina frequente. A satisfação pessoal é maior entre os mais velhos (56% entre 50+), caindo para 36% entre os jovens de 18 a 29 anos.
  • Hábitos alimentares: embora 78% ainda consumam menos frutas e verduras do que o recomendado pela OMS, há sinais de melhora em outras escolhas alimentares.
  • Prevenção e autocuidado: 77% dizem buscar informações sobre exames preventivos, mas 45% só procuram atendimento médico quando já apresentam sintomas.
  • Planejamento financeiro: 60% dos brasileiros ainda não possuem reserva para aposentadoria, número que sobe para 64% entre adultos de 30 a 49 anos.

“A longevidade é um processo multifatorial, que envolve equilíbrio físico, mental, social e financeiro. O ILP 2025 mostra que o desafio não está apenas no interesse pelo tema, mas em transformar informação em hábito, integrando prevenção e planejamento desde a juventude”, completa Nogueira.

Samplemed e SAS unem forças para revolucionar a subscrição de seguros de vida

Samplemed e SAS

por Denise Bueno

Em um país onde apenas 17% da população possui seguro de vida — sendo menos de 5% em compras espontâneas —, a Samplemed e a SAS anunciaram nesta quarta-feira, em São Paulo, uma parceria estratégica que promete transformar a subscrição e a precificação do seguro de vida e saúde. A iniciativa busca ampliar o acesso à proteção financeira e apoiar as seguradoras com tecnologia, automação e inteligência de dados. O mesmo lançamento foi feito em Las Vegas, na semana passada, e ontem na Alemanha.

O acordo integra as plataformas S360, da Samplemed, e o SAS DAM (Decision and Actuarial Management), criando um ecossistema unificado que conecta a subscrição à precificação, com análises em tempo real e governança de dados. A combinação de inteligência artificial, aprendizado de máquina e dados clínicos estruturados permite automatizar até 80% dos casos de subscrição, correlacionando variáveis médicas, ocupacionais e financeiras com dados sociodemográficos — tudo em um fluxo auditável e transparente.

“Estamos juntando duas empresas com conhecimento profundo de seguros, em uma parceria global. O que a Samplemed faz é diferente e se encaixa perfeitamente nas nossas soluções”, afirmou Ricardo Salama, diretor da SAS para o mercado financeiro e de seguros. “Queremos usar tecnologia para resolver dores reais das seguradoras. É o início de uma jornada que será longa e frutífera para nossas empresas e nossos clientes.”

A Samplemed, com mais de 30 anos de atuação e operações em cinco países, é referência em subscrição de vida e saúde. Criadora da plataforma S360, utilizada por 22 seguradoras — entre elas Zurich, Caixa Vida e Previdência, Icatu e HDI —, a empresa acumula duas décadas de dados de saúde e expertise em análise de risco.

Segundo Sila Kasahaya, CEO da Samplemed, a parceria começou a ser desenvolvida no início de 2025 e já está totalmente integrada. “Estamos lançando essa integração simultaneamente nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. A partir de agora, qualquer seguradora pode contratar a solução combinada. O S360 é a nossa plataforma de subscrição e o SAS DAM é a de precificação e estudos analíticos — juntas, complementam-se perfeitamente”, explicou.

“Essa união é muito importante para nós porque combina a força de uma empresa global de tecnologia em dados com a nossa inteligência em subscrição de saúde. É um verdadeiro ganha-ganha. A SAS leva nossa plataforma a novos mercados, e nós ampliamos o alcance da parceria no Brasil, revisitando nossos clientes e reforçando o ecossistema que criamos com as seguradoras”, completou.

Kasahaya destacou ainda que o modelo de negócios será flexível e adaptado à realidade de cada seguradora: “Trabalhamos com modelos de licenciamento e também por uso, dependendo do volume e do perfil da operação. É uma solução taylor made, ajustada caso a caso.”

Durante a apresentação, Ricardo Saponara, líder de práticas de prevenção de fraudes da SAS na América Latina, destacou o impacto da aliança para o mercado. “É uma parceria que complementa muito bem as duas estruturas. A Samplemed traz uma propriedade intelectual muito forte em aceitação e subscrição, enquanto o SAS conecta dados, aplica inteligência artificial e analytics para uma tarifação mais precisa”, afirmou.

“Combinando as informações das duas plataformas, conseguimos precificar com muito mais exatidão — entender quando o risco deve ser agravado ou pode ter desconto. Isso é essencial para o mercado, que ainda tem uma grande oportunidade de crescimento em seguros de vida no Brasil”, disse Saponara.

Ele ressaltou que a colaboração permitirá às seguradoras oferecer tarifas mais justas, evitando exclusões automáticas de pessoas com comorbidades: “Em vez de simplesmente recusar quem tem alguma doença crônica, conseguimos precificar melhor e incluir esse público, o que é um avanço para o setor.”

O executivo da SAS lembrou ainda que a companhia está expandindo sua presença no segmento de seguros pessoais“Temos uma atuação consolidada em ramos elementares, e agora, com essa parceria, ampliamos nossa presença em vida e saúde, trazendo ganhos diretos para seguradoras e clientes.”

Mário Jorge Pereira, responsável pela área comercial da Samplemed, reforçou o propósito de ampliar o alcance do seguro de vida no Brasil. A complexidade existe do nosso lado, mas o importante é que a jornada do consumidor seja simples. Nosso objetivo é trazer mais pessoas para o mercado de seguros e sair dos 17% que hoje têm algum tipo de proteção. O modelo 360 permite ajustar preços com justiça, gerar ganhos operacionais e fortalecer a estratégia das seguradoras.”

Além das vantagens tecnológicas, a integração reforça o compromisso com a governança de dados e decisões éticas. As plataformas consideram variáveis clínicas, como diabetes e outras condições crônicas, de forma personalizada — analisando comportamentos e estatísticas que podem indicar boa saúde, mesmo em grupos tradicionalmente excluídos.

Com o novo ecossistema S360–SAS, as seguradoras passam a contar com uma solução de ponta a ponta — do onboarding à precificação —, com análise de riscos em tempo real, transparência e inteligência preditiva. “Mais do que uma integração tecnológica, a nossa parceria representa um avanço estratégico para a democratização e modernização do seguro de vida, conectando dados, ciência e propósito para transformar desafios em oportunidades”, finalizou o CEO da Samplemed.

LGPD e os desafios regulatórios do Open Insurance 

Por Alfredo Viana, Superintendente Jurídico da Confederação Nacional das Seguradoras, e Karini Madeira, Superintendente de Acompanhamento Técnico da Confederação Nacional das Seguradoras

O Brasil atravessa um momento decisivo na agenda digital. A União Europeia apresentou a versão preliminar da decisão de adequação que reconhece a LGPD como compatível com a GDPR. Trata-se do processo mais abrangente já realizado pela Comissão Europeia, que projeta o país como referência internacional em privacidade e proteção de dados. Esse reconhecimento cria um ambiente de maior segurança jurídica para o fluxo transfronteiriço de informações, amplia a confiança mútua entre jurisdições e posiciona o Brasil de forma mais competitiva no cenário global.

Esse avanço, entretanto, convive com eventos preocupantes. Os recentes ataques cibernéticos envolvendo intermediários do PIX, no âmbito de Open Finance — como os casos da Sinqia e da C&M Software — revelaram falhas graves de governança e gestão de credenciais, resultando em perdas bilionárias. Ainda que parte dos recursos tenha sido bloqueada rapidamente, a dimensão dos incidentes evidencia como cadeias de fornecedores críticos podem se tornar pontos vulneráveis, capazes de comprometer a resiliência do sistema. 

Do ponto de vista da LGPD, esses incidentes não se limitam a perdas financeiras, mas configuram potenciais violações de segurança da informação que geram obrigações legais específicas. É necessário que as instituições, em cenários de ataques cibernéticos, possuam planos de resposta a incidentes de segurança de dados robustos. Estes planos devem contemplar, de acordo com o Art. 48 da LGPD, a comunicação obrigatória à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares de dados afetados sobre o incidente, detalhando a natureza dos dados comprometidos, as medidas de segurança utilizadas, os riscos e as providências tomadas para mitigar os danos. 

Além disso, a relevância da gestão de fornecedores exige a necessidade de cláusulas contratuais rigorosas com todos os fornecedores críticos e intermediários, especialmente no Open Finance e Open Insurance. Esses contratos, fundamentados nos Arts. 39, 42 e 43 da LGPD, devem definir claramente as responsabilidades de cada agente (controlador e operador). A due diligence jurídica sobre esses terceiros deve ser contínua e aprofundada, para além da simples auditoria técnica.

No setor de seguros, um evento de natureza semelhante poderia ocorrer, com a diferença de que, em vez de movimentações financeiras imediatas, o risco maior estaria no uso indevido ou vazamento de dados pessoais. No ambiente securitário os impactos de um vazamento podem ser silenciosos, acumulativos e de difícil mensuração a curto prazo. Muitas vezes, as consequências de um ataque desse tipo só se manifestam meses ou anos depois, de forma difusa e com efeitos duradouros. Surge, então, o protagonismo dos Relatórios de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (RIPD/DPIA), conforme o Art. 38 da LGPD, além de normas e orientações da ANPD. Esses relatórios são ferramentas essenciais para identificar e mitigar proativamente os riscos associados ao tratamento de dados pessoais em sistemas complexos como o Open Insurance – e outros sistemas “Open” – modelando cenários de vazamento e uso indevido de dados para avaliar os impactos de longo prazo e propor medidas preventivas.

Naquele cenário, em harmonia com o RIPD/DPIA, ganha ainda mais relevância a proteção das credenciais dos clientes. Tanto a gestão das credenciais quanto sistemas de autenticação frágeis ou pouco sofisticados ampliam a superfície de ataque e aumentam a exposição a riscos. Por isso, é essencial investir em mecanismos modernos e robustos de verificação de identidade, capazes não apenas de evitar acessos indevidos, mas também de empoderar o cliente, garantindo a ele maior controle e transparência sobre quando, como e por quem seus dados estão sendo acessados.

É por isso que, no contexto do Open Insurance, o cumprimento rigoroso da LGPD assume papel central. Mais do que atender a uma obrigação legal, trata-se de um requisito essencial para garantir a confiança dos consumidores em um modelo que se baseia justamente no compartilhamento de dados pessoais. A aderência à LGPD oferece não apenas segurança jurídica, mas também diferenciação competitiva para as instituições que demonstrarem compromisso efetivo com a privacidade e a proteção dos dados. Em um ambiente aberto e integrado, a conformidade legal deve caminhar lado a lado com controles tecnológicos e boas práticas de governança, assegurando que a inovação avance sem comprometer direitos fundamentais dos clientes.

É fundamental, portanto, que as instituições abordem os desafios práticos da gestão do consentimento em um ambiente de múltiplos participantes, garantindo que ele seja livre, informado e inequívoco, e que possa ser revogado a qualquer tempo (Art. 8º da LGPD). Isso exige um mapeamento jurídico detalhado dos fluxos de dados, uma arquitetura de consentimento granular que distinga os propósitos de tratamento e a implementação de mecanismos para auditoria e demonstração da base legal para cada operação de tratamento de dados. A atuação de um Encarregado de Dados (DPO) com autonomia e conhecimento jurídico é fundamental neste contexto.

Esse conjunto de fatores reforça a necessidade de estratégias contínuas de monitoramento, inteligência aplicada à detecção de anomalias e auditoria rigorosa sobre terceiros. Modelos abertos e integrados, como o Open Insurance e o Open Finance, exigem não apenas conformidade legal e regulatória, mas também solidez operacional e maturidade em cibersegurança. A confiança dos consumidores, afinal, é um ativo intangível que precisa ser protegido com rigor.

O reconhecimento europeu é um passo histórico e deve ser celebrado. Mas, para que ele se converta em vantagem real, o país precisará transformar o avanço normativo em práticas consistentes de segurança e governança. O futuro do Open Insurance — e da economia digital brasileira — dependerá de como conseguiremos equilibrar inovação, regulação e resiliência, garantindo que os marcos conquistados hoje se traduzam em proteção efetiva e em um mercado mais sólido amanhã.

Patricia Chacon assume como CEO da Porto Seguro em 2026; Rivaldo Leite passa a atuar como consultor

A Porto Seguro comunicou nesta terça-feira (21) mudanças importantes em sua estrutura executiva. A partir de 1º de janeiro de 2026, Patricia Chacon assumirá o cargo de CEO da vertical Porto Seguro, sucedendo Rivaldo Leite, que passa a atuar como consultor estratégico da companhia.

Com mais de dez anos de experiência em posições de liderança no mercado segurador, Patricia ingressou na Porto em dezembro de 2023 como Chief Operating Officer (COO), responsável pelas carteiras de Auto, Patrimonial e Vida. Sua nomeação marca uma nova etapa na estratégia da empresa, que vem reforçando sua governança e ampliando o foco em eficiência operacional, tecnologia e inovação.

Para Rivaldo, este é um momento super especial. “Ao completar 60 anos de idade e 45 de mercado, sendo mais de 40 dedicados a Porto, chegou a hora de abrir espaço para as pessoas que vem desenvolvendo um excelente trabalho na companhia e também de olhar para o horizonte. Sentimento de missão cumprida e em especial a formação de sucessores. Continuarei contribuindo com tudo e com todos, só que em andar e cadeira diferente. Passarei a compor o conselho da Porto Seguro, atuarei como consultor estratégico, sigo como vice presidente da Fenseg e responsável pela operação do Uruguay. Além de ouvido sempre atento as necessidades dos corretores. Enfim, momento de ter uma agenda mais livre para o lado pessoal e continuar contribuindo para o desenvolvimento do mercado”, disse ao Sonho Seguro.

Outras mudanças também foram anunciadas: Marcos Sirelli, que há oito anos ocupa a diretoria de Tecnologia, passa a ser o novo Vice-Presidente de Tecnologia, Dados e Atendimento, consolidando sob sua gestão as áreas de Dados, Canais e Atendimento.

Já Emilio Bentancourt assumirá a diretoria de Governança e Riscos, integrando as duas áreas. Com mais de 11 anos de experiência na Porto, ele já liderou equipes de Riscos, Controles Internos, Compliance, Prevenção a Fraudes e Governança Corporativa.

As alterações reforçam o movimento da Porto em direção a uma estrutura mais integrada, com foco em inovação, tecnologia e gestão de riscos, consolidando sua posição entre as maiores seguradoras do país.

Economia prateada inaugura nova era de crescimento para o seguro de vida, segundo Swiss Re

Screenshot

Até 2050, um em cada quatro habitantes de mercados desenvolvidos terá mais de 65 anos, impulsionando uma “economia prateada” que deve redefinir a base de clientes do setor de seguros de vida. O aumento da expectativa de vida, a queda nas taxas de natalidade e a concentração de riqueza entre aposentados vão alimentar a demanda por produtos que garantam renda, saúde e cuidados de longo prazo.

Segundo o novo relatório sigma da Swiss Re, o envelhecimento populacional exige uma transformação profunda: o seguro de vida deixará de ser apenas uma ferramenta de reposição de renda e proteção familiar para se tornar parte essencial do planejamento patrimonial e do financiamento de cuidados pessoais.

“O impacto da economia prateada sobre o setor vai acelerar, inaugurando uma nova fase de inovação”, afirma Paul Murray, CEO da Swiss Re Life & Health Reinsurance. “Estamos diante de uma geração maior, que vive mais e chega à aposentadoria com mais riqueza do que nunca. Isso abre uma oportunidade para que o seguro redefina sua relevância junto ao público 60+.”

Nos países desenvolvidos, haverá 35% mais pessoas com 65 anos ou mais até 2050 em relação a 2025. Japão e Coreia do Sul já estão na vanguarda do envelhecimento populacional, com mais de 30% dos cidadãos acima dessa faixa etária. Nos Estados Unidos, lares chefiados por pessoas com mais de 55 anos concentram quase US$ 120 trilhões em ativos — o equivalente a quatro vezes o PIB nacional.

Para Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re, a longevidade afeta tanto o lado do risco quanto o dos investimentos das seguradoras. “À medida que as populações envelhecem e começam a consumir suas economias, inflação e juros de longo prazo tendem a subir, o que pode sustentar melhores retornos e rentabilidade para o setor”, avalia.

O relatório destaca que as seguradoras precisarão deslocar o foco da fase de acumulação — quando o consumidor está no auge da vida profissional e busca proteger dependentes — para a fase de desacumulação, em que o desafio é transformar poupança em renda contínua.

Nessa etapa, o objetivo passa a ser garantir fluxo de renda por meio de pensões, previdência privada e anuidades, além de cobertura para cuidados pessoais e médicos. Um aposentado de alta renda que completar 65 anos em 2050 poderá viver, em média, mais 23 anos — tempo suficiente para esgotar economias se não houver mecanismos de renda vitalícia. Produtos de anuidade e fundos de risco compartilhado (risk pooling) ganham força como alternativas para mitigar o risco de longevidade.

O número de pessoas com mais de 80 anos deve crescer 80% na Europa e mais de 120% na América do Norte até 2050, pressionando os sistemas de cuidados de longo prazo, que já consomem mais de 2% do PIB em economias avançadas. Nos EUA, o custo médio de um asilo particular é de US$ 111 mil por ano.

Para suprir a lacuna, seguradoras vêm apostando em produtos que complementam a cobertura estatal ou combinam cuidados de longo prazo com seguros de vida e doenças graves. Na França, esse modelo já soma 1,4 milhão de apólices e mais de 500 milhões de euros em prêmios anuais.

Outro ponto de atenção é o câncer entre idosos. A idade média de diagnóstico é de 67 anos, mas a maioria dos seguros contra doenças críticas expira antes da aposentadoria. Tailândia e Coreia do Sul lançaram coberturas específicas voltadas a esse público, integradas a planos de saúde e anuidades, garantindo proteção financeira e médica num dos períodos mais vulneráveis da vida.

CNP Assurances e Embracon unem forças para criar líder de mercado

Marie-Aude Thépaut CNP

A CNP Consórcio, subsidiária brasileira da francesa CNP Assurances, e a Embracon anunciam a fusão de suas operações para ampliar sua atuação no mercado de consórcios, criando uma gigante no setor. A CNP Assurances é um dos maiores grupos de seguros de pessoas da Europa e da América Latina, com experiência consolidada em consórcios no Brasil. Já a Embracon, com 37 anos de atuação e presença nacional, é reconhecida por sua solidez, inovação e excelência no atendimento.

De acordo com comunicado da empresa, a nova companhia nascerá entre os cinco maiores grupos de consórcio do país e será líder entre as empresas independentes, com uma carteira próxima a 500 mil clientes. O objetivo é impulsionar o crescimento do setor e ampliar o acesso dos brasileiros a soluções financeiras sustentáveis e de longo prazo.

“Ao unir nossa base consolidada à força institucional e à visão de longo prazo da CNP Assurances, criaremos uma plataforma mais ágil, inovadora e preparada para o futuro. Será uma união de legados, com valores, propósito e ambição compartilhados”, afirma Guido Savian Jr., presidente administrativo da Embracon, em nota.

“A integração das duas empresas fortalecerá a nossa atuação e criará uma estrutura comercial sem precedentes, capaz de impulsionar nossos times e consolidar nossa jornada rumo à liderança de mercado”, complementa Juarez Antônio da Silva, presidente comercial da Embracon.

A nova empresa terá escala nacional e vocação transformadora, combinando a expertise local e a capacidade de inovação da Embracon com a experiência internacional, a visão de longo prazo e a excelência em governança da CNP Assurances. Com presença em mais de 90 cidades, perpetuará a marca Embracon e integrará canais diretos, franquias, parcerias white label e soluções digitais, formando um dos ecossistemas de distribuição mais completos do setor.

“Com esta transação, a CNP Assurances reforçará seu compromisso estratégico com o Brasil — segundo maior mercado do Grupo depois da França — e avançará em seu propósito de oferecer soluções financeiras simples, inclusivas e sustentáveis”, afirma Maximiliano Villanueva, CEO da CNP Assurances para a América Latina.

“Este movimento reforça a ambição do Grupo CNP Assurances e de seus acionistas de continuar crescendo na América Latina e de construir no Brasil um polo de excelência e inovação em finanças de longo prazo”, completa Marie-Aude Thépaut, CEO Global da CNP Assurances, em nota.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes.

Brasileiro quer envelhecer bem, mas precisa transformar informação em hábito, mostra pesquisa da Bradesco Seguros

Bradesco Seguros longevidade
Bradesco Seguros longevidade

O Grupo Bradesco Seguros divulgou a nova edição do Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), levantamento realizado pela Edelman, com metodologia desenvolvida em parceria com o Instituto Locomotiva e o gerontólogo Alexandre Kalache. Criado em 2024, o ILP é uma ferramenta inédita que analisa 31 variáveis distribuídas em seis pilares — saúde física, saúde mental, saúde social, saúde ambiental, prevenção e finanças — e oferece um retrato abrangente de como o brasileiro percebe e se prepara para viver mais e melhor.

A rodada de 2025 ouviu 4.400 pessoas de todas as regiões do país, tornando-se a maior base de dados individuais sobre longevidade no Brasil. O estudo registrou uma pontuação média nacional de 61 pontos, o que indica um bom nível de consciência sobre o tema, mas revela desafios importantes na prática cotidiana do envelhecer com qualidade.

“O alto nível de interesse pelo tema mostra que estamos diante de uma sociedade cada vez mais consciente e engajada com a ideia de envelhecer bem. Sabemos que longevidade vai muito além da genética – depende, sobretudo, das escolhas que fazemos ao longo da vida”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.

Screenshot

De acordo com o estudo, 84% dos brasileiros consideram a longevidade uma prioridade, e 78% buscam frequentemente novas habilidades e conhecimentos — índice que sobe para 85% entre os que têm mais de 50 anos. Apesar disso, apenas 36% mantêm uma rotina regular de exercícios físicos de quatro dias ou mais por semana, e 45% só procuram atendimento médico diante de sintomas, revelando um comportamento ainda reativo em relação à prevenção.

O pilar de saúde mental alcançou 56 pontos, um dos mais baixos do indicador, mostrando que o equilíbrio emocional é um desafio sobretudo entre os mais jovens. Em contraste, o grupo 50+ demonstra maior satisfação pessoal e reconhecimento da importância de cuidar da mente: 98% afirmam que a saúde emocional contribui diretamente para a longevidade. “A longevidade é um processo multifatorial, que envolve o equilíbrio físico, mental, social e ambiental. A rodada do ILP de 2025 demonstrou que, apesar do interesse pelo tema, o principal desafio está em transformar informação em hábito, integrando prevenção, propósito e planejamento financeiro desde a juventude”, completa Nogueira.

O pilar financeiro apresentou a menor pontuação média do estudo, com 47 pontos. Mais da metade da população (55%) gasta acima da renda, e dois em cada três brasileiros não possuem reserva para a aposentadoria. Mesmo entre os que têm mais de 50 anos, apenas 41% mantêm algum tipo de fundo previdenciário. Esses resultados evidenciam a dificuldade do brasileiro em conectar o planejamento financeiro ao projeto de uma vida longa e estável. “Identificar avanços e reconhecer lacunas é fundamental para orientar ações consistentes em favor de um envelhecimento saudável e ativo”, diz o executivo.

O levantamento também traz nuances importantes sobre a percepção de bem-estar e autoestima entre os brasileiros. Apenas quatro em cada dez pessoas afirmam sentir-se plenamente bem consigo mesmas – um índice ainda menor entre as mulheres (39%), em comparação aos homens (46%). A satisfação pessoal, no entanto, tende a crescer com a idade: entre os participantes com 50 anos ou mais, 56% dizem estar bastante ou extremamente satisfeitos com quem são, enquanto entre os jovens de 18 a 29 anos esse número cai para 36%. Quando o assunto são os laços sociais, o cenário é mais positivo: 58% dos entrevistados declaram estar satisfeitos com seus relacionamentos pessoais, incluindo amigos, familiares, colegas e conhecidos.

O levantamento também destacou diferenças expressivas entre os estados. São Paulo (64 pontos) e Rio de Janeiro (63 pontos) superaram a média nacional, impulsionados pelos bons índices em saúde física e prevenção — 81% dos paulistas buscam informações sobre exames preventivos e 73% mantêm rotina de exercícios. No outro extremo, o Paraná (59 pontos) apresentou os menores índices, especialmente nos pilares de saúde mental e finanças pessoais.

Para o Grupo Bradesco Seguros, o ILP é mais do que uma pesquisa: é um instrumento de mobilização social. Ao medir comportamentos e percepções, o indicador busca estimular o planejamento da longevidade como prática coletiva — começando pela educação das gerações mais jovens. “Embora o ILP seja, por definição, um indicador pessoal, sua aplicação em larga escala oferece uma visão valiosa sobre como estamos, enquanto sociedade, lidando com os desafios e oportunidades de viver mais e melhor”, conclui Nogueira.