Icatu Seguros registra faturamento de R$ 8,4 bilhões em 2020

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Fonte: Icatu

Em um ano extremamente desafiador para o ambiente de negócios, a Icatu Seguros manteve seu histórico de crescimento. Preparada para o cenário de queda de juros – e colhendo frutos dos investimentos em parcerias de longo prazo, novos negócios e projetos de tecnologia e inovação -, a companhia apresentou resultados operacionais robustos em Vida, Previdência e Capitalização. Seu faturamento em 2020 foi de R$ 8,4 bilhões, mantendo ROE (retorno sobre o patrimônio) acima de 20%. 

A companhia atingiu R$ 642 milhões em resultado com operações de seguros, e lucro de R$ 292,4 milhões – o segundo melhor ao longo de sua trajetória. O patrimônio líquido da seguradora chegou a R$ 1,7 bilhão, crescimento de 23% em relação a 2019. 

Entre os fatores que impulsionaram o resultado positivo está o incremento no faturamento de Vida e contribuições em Previdência – o que demonstra que a pandemia de Covid-19 mobilizou as pessoas em torno do planejamento financeiro e da proteção da família. Outro fator foi o crescimento de 51% em Capitalização, impulsionado por uma estratégia de aquisição de carteiras.

“Nosso propósito nunca foi tão necessário para nossa sociedade como nos dias atuais: nós trabalhamos para contribuir com um Brasil em que as pessoas e famílias estejam financeiramente protegidas em todas as fases de suas vidas”, afirma o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel. “Diante de uma vida cada vez mais longeva, os produtos de Previdência tornaram-se indispensáveis para o planejamento do futuro, e agora as pessoas também já percebem o seguro de Vida como um investimento. Associados, esses produtos oferecem uma proteção completa e poderosa, que permite blindagem patrimonial e reequilíbrio diante da vulnerabilidade da vida”, explica Luciano Snel.

A companhia retornou para a sociedade R$ 900 milhões em pagamentos de renda, benefícios e sorteios.  A Icatu começa 2021 – ano em que completa 30 anos de operação – com cerca de 8 milhões de negócios ativos.

A Icatu tem como importante pilar ser uma empresa multicanal para ampliar sua capilaridade pelo país e democratizar o acesso a produtos de proteção e planejamento financeiro. Com o fortalecimento de parcerias estratégicas, a companhia atende milhares de clientes por meio de seus mais de 1.900 funcionários, 38 filiais, e parceiros comerciais como bancos, cooperativas de crédito, plataformas digitais e varejistas, além de sua força consultiva, com mais de 14 mil corretores. 

Valorização dos Corretores: venda consultiva e especializada 

A Icatu entende que o corretor é um parceiro fundamental para acompanhar a jornada dos seus clientes e, por isso, estimula seu papel de consultor no processo de sensibilização, de estímulo à cultura da proteção e na democratização do acesso às soluções de planejamento financeiro existentes no mercado. Durante a pandemia e período de trabalho remoto, a Icatu ampliou seus projetos de capacitação e investiu em ações para facilitar o trabalho dos corretores e aumentar a previsibilidade de seu fluxo de caixa, por exemplo, agilizando a aceitação e implantação de propostas, e a comercialização de produtos de forma online.

A empresa vem aprimorando de forma constante suas ferramentas de suporte às vendas, como forma de contribuir para que seus corretores e novos parceiros tenham autonomia, agilidade e conhecimento – sobretudo de forma mais dinâmica e flexível. Ano passado, por exemplo, a Icatu fez um upgrade tecnológico importante para o Educatu (plataforma online de treinamento gratuito), que agora conta com uma versão desenvolvida e adaptada para mobile, além de aplicativo. 

A companhia também oferece a Casa do Corretor, plataforma virtual da Icatu desenvolvida exclusivamente para esses profissionais, com todas as ferramentas de apoio e orientação comercial necessárias para o dia a dia de sua atividade. Para garantir a evolução contínua da plataforma, a Icatu conta ainda com uma equipe multidisciplinar com conhecimento em Experiência Digital.

Investimentos em tecnologia e inovação

A companhia investiu mais de R$ 120 milhões em tecnologia e inovação, consolidando, por exemplo, projetos de transformação digital e Portal de APIs.

Atualmente, há projetos de inovação cooperada com parceiros e equipes multidisciplinares voltados para o desenvolvimento de novas experiências, projetos de cultura de inovação na empresa e pesquisas para diagnóstico e melhorias em produtos e serviços.

“O desafio das seguradoras em todo o mundo tem sido criar novas experiências e ofertas mais simples e intuitivas, em todos os pontos de contato, proporcionando mais conveniência aos clientes, parceiros e corretores”, diz Luciano Snel.

Em 2020, a Icatu inaugurou novos escritórios pelo Brasil e, em abril deste ano, é a vez da matriz ganhar uma casa nova. Muito em linha com sua estratégia ASG, a Icatu vai ocupar um edifício green building, e desenvolveu todo seu projeto para os novos espaços com base em pilares de colaboração e sustentabilidade, contando também com a Certificação LEED ® GOLD. 

Para dar suporte ao crescimento, a seguradora fechou 2020 com a contratação de quase 400 novos funcionários, mesmo durante a pandemia, e pretende continuar crescendo este ano, sobretudo nas áreas de tecnologia. 

Desempenho nos segmentos 

Com o objetivo de atender a todos os perfis de clientes, a Icatu lançou 63 novos fundos – média de mais de um por semana – tornando seu marketplace de Previdência o mais robusto e diversificado do mercado. São 330 fundos e mais de 100 gestores renomados do país. Em Previdência Privada, as provisões técnicas atingiram a marca de R$ 43,5 bilhões de ativos – 10,9% a mais que no ano anterior – e a captação líquida do ano foi de R$ 2,6 bilhões.

No segmento de Vida, a companhia cresceu por meio de parcerias estratégicas e fechou o ano com faturamento de R$ 2,4 bilhões, o que representa um aumento de 13% em relação a 2019. Destaque de crescimento também para o Canal Corretor, com produtos de Vida Individual e voltados para pequenas e médias empresas (PMEs), o que representa um aumento de 25%, se comparado ao ano anterior. 

Em Capitalização, com faturamento na ordem de R$ 2,0 bilhões, foram pagos mais de R$ 75,3 milhões em sorteios pelo país. A Icatu é uma das maiores empresas desse segmento no Brasil, com 8,5% de market share. Em 2020, consolidou a joint venture Rio Grande Capitalização, alcançando R$ 900 milhões em reservas, e se prepara para dar início à joint venture formada no ano passado com a Caixa Seguridade. A partir de abril deste ano, a seguradora passará a oferecer com exclusividade produtos de capitalização que atendam aos diferentes perfis de clientes da Caixa. Os produtos serão distribuídos em todos os canais da Caixa Econômica Federal.

O patrimônio administrado pela Icatu Fundos de Pensão – uma das linhas de negócios da Icatu Seguros, especializado no segmento de administração de planos de previdência complementar – somou R$ 3,7 bilhões. O segmento é responsável pela gestão de cinco planos instituídos e 41 planos do fundo Icatu Multipatrocinado (Icatu FMP), que completa 25 anos este ano. A Icatu Fundos de Pensão possui 100 patrocinadoras e instituidores, além de 88 mil participantes.

Rio Grande 

Maior seguradora de pessoas com matriz no estado do Rio Grande do Sul, a Rio Grande Seguros e Previdência – joint venture entre o Banrisul e a Icatu Seguros – apresentou faturamento de R$ 1,2 bilhão e lucro de R$ 82,3 milhões. Atualmente, a seguradora possui 14,3% de market share do segmento de Vida no estado. 

Icatu Vanguarda 

Gestora de recursos do Grupo Icatu, a Icatu Vanguarda superou R$ 30,8 bilhões em ativos sob administração em 2020, de acordo com o ranking de gestoras da ANBIMA. Esse número representa um aumento de 31% em relação ao ano de 2019. Já a receita da companhia atingiu R$ 91,8 milhões, alcançando um crescimento de 25%. A empresa fechou o ano passado com mais de 53 mil cotistas – alta de 8% em relação a 2019. Destaque para a superação da marca de 150 clientes institucionais. Em 2020, a Icatu Vanguarda manteve o rating MQ1 (Excelente) da Moody’s, reafirmado pela boa performance dos fundos, com filosofia de investimento disciplinada, equipe experiente e solidez do controlador.

Swiss Re anuncia redução de carbono para carteira de investimentos

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Swiss Re anunciou hoje novas medidas para apoiar a transição para uma economia zero carbono, abrangendo tanto a gestão de ativos quanto a subscrição, bem como suas próprias operações. “As mudanças climáticas continuam sendo o maior desafio que enfrentamos como sociedade. As apostas são altas e requerem atenção imediata. Associar-se a emissões líquidas zero até 2050 e definir metas climáticas concretas são primeiros passos importantes. O que precisa acontecer agora é ação. Estamos avançando em todas as áreas do nosso negócio para acelerar a transição para o carbono zero“, disse o CEO do Grupo Swiss Re, Christian Mumenthaler.

Como membro fundador da Net-Zero Asset Owner Alliance, organizada pelas Nações Unidas, a Swiss Re se comprometeu a fazer a transição de seu portfólio de investimentos para emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050.

Entre as metas, a Swiss Re anunciou:

  • – Meta de redução da intensidade de carbono para 2025 de 35% para títulos corporativos e carteira de ações listadas; carteira de imóveis diretos já à frente do caminho de 1,5 ° C em 2025.
    – Objetivo de longo prazo de saída dos ativos baseados no carvão para a carteira até 2030.
    – A Swiss Re se envolverá sistematicamente com empresas de portfólio no desenvolvimento de estratégias climáticas como parte de uma estrutura de envolvimento mais ampla.
    – Meta de aumentar os investimentos em infraestrutura renovável e social em US$ 750 milhões. Além disso, meta de expandir a exposição a títulos verdes, sociais e de sustentabilidade para US$ 4 bilhões até o final de 2024 (de US $ 2,6 bilhões no final de 2020).
    – A Swiss Re apresentará um relatório anual sobre o progresso em direção às metas.
    – As metas se baseiam na redução já substancial das intensidades de carbono nos títulos corporativos da Swiss Re e na carteira de ações listadas de cerca de 30% entre 2015 e 2018.

Leia mais detalhes no portal da Swiss Re

Sompo contrata Daniel de Rosa como diretor executivo de TI

Daniel de Rosa - GRUPO SOMPO I

Fonte: Sompo

O Grupo Sompo acaba de contratar Daniel de Rosa como novo diretor executivo de Tecnologia da Informação no Brasil. O executivo, que atua há mais de 30 anos no setor de TI em cargos de liderança em seguradoras, bancos e consultorias de mercado; chega para contribuir com as estratégias de expansão do market share e a abrangência de atuação do grupo segurador no mercado nacional.   

“O Grupo Sompo é reconhecido no mercado por conta dos investimentos em inovação que vem implementando nos anos recentes. Pretendo contribuir para que o grupo continue a desenvolver novas soluções que, além de serem reconhecidas pela inovação, também tragam mais eficiência e incrementem a jornada dos clientes junto à companhia”, destaca Daniel de Rosa.

Daniel de Rosa conta com mais de três décadas de experiência na área de Tecnologia da Informação, com atuação em empresas nacionais e estrangeiras dos setores de Serviços Financeiros, Indústria Automotiva, Pesquisa de Mercado e Consultoria. Liderou gestão global de TI e em áreas multifuncionais como Processos, Operações, Segurança da Informação e Prevenção a Fraudes. Como executivo, liderou processos de estruturação das áreas de TI e Negócios localmente e no exterior, desenvolveu planejamentos estratégicos de TI alinhado à estratégia das companhias, além de comandar migrações de Datacenter, reestruturações de processos de Operações com foco em eficiência e grandes projetos no mercado financeiro e de seguros. É graduado em Ciências da Computação (Universidade São Judas Tadeu). Em entidades representativas, já ocupou a posição de Membro e Presidente do Conselho de Tecnologia da CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) e Coordenador da Febraban no GT de Mensagens do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) do Banco Central do Brasil.

“O grupo Sompo investe em infraestrutura e inovação na área de TI há anos, com foco estratégico em dinamizar negócios e agregar valor no relacionamento com parceiros de negócios e segurados. Daniel de Rosa é um profissional com ampla vivência de mercado e sua chegada traz um olhar mais estratégico na condução dos investimentos que devem ser implementados nos próximos anos”, destaca Alfredo Lalia Neto, CEO do Grupo Sompo no Brasil.

Crescimento do PIB ainda incerto pressiona inflação e aumento de juros, avalia CNseg

pedro simoes, CNSEG

Segundo Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, o agravamento da pandemia no País tem custos diretos, atribuídos às maiores restrições à circulação das pessoas e fechamento total ou parcial de negócios para diminuir o contágio, quanto indiretos, ligados à queda da confiança de empresários e consumidores e também de investidores internacionais, o que tende a manter o câmbio pressionado, dificultando o controle da inflação, mesmo em um cenário de atividade muito fraca. “Isso sem dúvida retarda a recuperação que estávamos observando até o final do ano passado”, comentou ele nesta segunda-feira, após a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. 

O economista afirma que a principal variável para determinar se o segundo trimestre também pode ser comprometido está na única solução possível para resolver simultaneamente as crises sanitária e econômica: a vacinação. “Mesmo que seja difícil acreditar que os gargalos estejam solucionados até lá, se houver indicações disso, alguma confiança já pode ser retomada. Nesse sentido, a decisão de que estados, municípios e até mesmo empresas poderão adquirir doses é positiva”, acrescenta. 

Outro destaque desta semana está na reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), que na quarta feira divulgará como fica a taxa básica de juros da economia, a Selic. A aposta dos analistas que mais acertam é de que a taxa subirá meio ponto percentual, para 2,50% ao ano. “Geralmente associamos aumentos de juros a um cenário mais negativo do ponto de vista de atividade, mas a atual situação é tão excepcional que o aumento nesse momento sinaliza o início de um retorno a alguma normalidade na economia, dado que juros reais negativos não parecem ser compatíveis com um país com o fiscal tão apertado como o nosso, o que se manifesta na nossa taxa de câmbio muito mais depreciada que a de nossos pares emergentes, afetando a inflação”, comenta. 

Do ponto de vista do setor, acrescenta Simões, tal aumento pode ser visto como positivo não apenas porque é o recomendado do ponto de vista macroeconômico, melhorando o ambiente de negócios, como também aumenta a remuneração das grandes reservas técnicas das seguradoras, que totalizam mais de R$ 1,3 trilhão. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

IRB Brasil RE tem novo diretor na Argentina

IRB Brasil RE Argentina

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE anunciou que Facundo Jorge Montenegro vai comandar as operações do ressegurador no escritório de Buenos Aires, na Argentina. Com mais de 40 anos no mercado, a maioria deles dedicados ao setor financeiro e de seguros – principalmente patrimoniais e de pessoas – o novo diretor vai atuar diretamente com a vice-presidente Executiva de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Blazquez Solano. 

“O IRB está entre os dez primeiros resseguradores do mercado argentino. Para ampliar nossa participação, teremos foco no apoio aos clientes, visando a geração de negócios mais rentáveis. Vamos alinhar nossa atuação às necessidades do mercado, criando sinergias e identificando oportunidades de melhoria e inovação”, afirma Facundo, destacando que o escritório atuará no mercado argentino e também no Chile, Paraguai e Uruguai. 

Especialista em Seguros de Danos e Responsabilidades, Facundo atuou como presidente executivo na Companhia de Seguros La Occidental e também na Zurich Seguros, ambas na Venezuela. Teve ainda passagem na Liberty, na Argentina, como diretor técnico de patrimoniais. Recentemente, fazia parte da equipe da Generali Brasil Seguros, na diretoria Técnica, Operacional e de TI, onde permaneceu por dois anos.  

Willis Towers Watson apresenta relatório de tendências dos custos médicos em 2021

custo da saude
  • Fonte: Willis

A Willis Towers Watson, empresa global líder em consultoria, corretagem e soluções, acaba de divulgar os resultados do estudo “Global Medical Trends” que aponta as tendências de evolução dos custos médicos em diversos países para 2021. A pesquisa é realizada todos os anos entre os meses de julho e setembro. Nesta edição, participaram 287 das principais seguradoras no mundo, representando 76 países.

De acordo com o relatório, a tendência é de que a taxa de inflação médica global seja de mais de 8% em 2021. A América Latina é a região que registra as maiores altas com uma projeção de 13,6% em 2021.

Para Walderez Fogarolli, diretora de gestão de saúde da Willis Towers Watson, o cenário de alta nos custos tem como causa principal apostergação dos tratamentos causados pela pandemia, o que pode levar ao agravamento das condições de saúde e a alguns aumentos inesperados de custos, como os de equipamentos de proteção individual.

“No Brasil, a redução significativa na utilização dos recursos de saúde resultou em uma taxa média de 9,4% para 2020, algo que não se via há muito tempo. A tendência é que volte aos dois dígitos em 2021 à medida que a demanda e a utilização aumentem. Entretanto, a taxa média deve ficar em torno de 11,21%, um pouco abaixo dos anos anteriores em função de vários fatores, como a recessão econômica e a introdução da telemedicina”, explica.

A especialista complementa que aprovada como medida temporária para este ano, espera-se que a telemedicina se torne permanente e melhore a utilização e o acesso para alguns, ao mesmo tempo em que ajude a gerenciar os custos. Um outro fator que pode impactar a tendência de custos médicos no país é a revisão periódica que é feita pela ANS nas coberturas mínimas obrigatórias nos planos médicos.

Telemedicina

O estudo também traz dados de como estão as práticas relacionadas à implementação da telemedicina. No mundo, cerca de 50% das seguradoras oferecem o atendimento por telemedicina em todos os planos. Na América Latina, essa parcela é de 46%.

Segundo Walderez Fogarolli, a pandemia tem ajudado a acelerar a implementação da telemedicina em muitos países. No Brasil, por exemplo, onde seguradoras e hospitais já vinham desenvolvendo capacitação e se preparando há algum tempo, a telemedicina foi regulamentada provisoriamente em março de 2020, enquanto vigorar a pandemia. “Essa modalidade pode ser usada como ferramenta para triagem e encaminhamento ao atendimento médico apropriado, facilitando o acesso e diminuindo o tempo de espera e o risco para alguns pacientes”, explica.

Metade das seguradoras da América Latina informou que, atualmente, 10% a 19% dos segurados realizam consultas com médico generalista via telemedicina. A perspectiva, segundo 22% das seguradoras ouvidas, é que até o final de 2021, de 20% a 29% dos segurados usem a telemedicina para estas consultas.

Susep propõe simplificação dos seguros de responsabilidade civil

Solange Vieira Susep

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou, em reunião ordinária do Conselho Diretor, realizada em 04 de março de 2021, a abertura de consulta pública sobre a norma que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de responsabilidade civil, dando continuidade ao processo de simplificação regulatória, flexibilização na elaboração de produtos e estímulo à inovação.  

A minuta de circular prevê a revogação de cinco normas que dispõem sobre o segmento de responsabilidades, inclusive estabelecendo o fim dos planos padronizados do seguro de responsabilidade civil geral, que engessam a oferta de produtos.  

A superintendente da Susep, Solange Vieira, explica que a medida é fundamental para permitir maior competição, viabilizando a oferta de produtos mais adequados às necessidades dos segurados. “Com a maior liberdade para estruturação dos produtos espera-se que as seguradoras elaborem contratos mais simples, objetivos e de fácil entendimento para seus clientes, aumentando a oferta de produtos existentes no mercado”, afirma.  

O novo normativo adequa os seguros de responsabilidade civil aos avanços da norma geral de seguros de danos (Circular Susep nº 621/2021), simplificando as regras específicas do segmento, dando continuidade ao processo de redução das amarras regulatórias, possibilitando a diversificação dos produtos, com o objetivo de expandir a utilização destes seguros para proteção do patrimônio dos cidadãos e das empresas. 

Indenizações a terceiros 

“Neste sentido, a proposta pode agilizar e simplificar, por exemplo, o pagamento de indenizações, pois permite contratos que estabeleçam que a seguradora indenizará diretamente um terceiro sem que o segurado precise desembolsar qualquer valor previamente”, explica Igor Lourenço, diretor técnico da Autarquia.  

Outro avanço importante é a possibilidade de produtos sem limites predefinidos por cobertura, permitindo-se a utilização de todo o valor contratado para diferentes coberturas ou garantias conforme a necessidade de segurado, conferindo maior flexibilidade aos contratos. 

Além disso, a norma autoriza que as seguradoras paguem indenizações impostas por decisões administrativas do Poder Público, como o TCU por exemplo, o que não é permitido atualmente.  

As linhas de negócio de responsabilidade civil vêm registrando crescimento contínuo nos últimos anos. Entre 2015 até 2020, houve crescimento nominal da ordem de 175%, com o segmento contabilizando total de R$ 2,6 bilhões de prêmios de seguros em 2020. O destaque vem sendo o ramo de responsabilidade civil geral, com cerca de R$ 1,2 bilhões em prêmios subscritos no ano de 2020, seguido dos de responsabilidade civil para diretores e administradores, com R$ 920 milhões.  

Mais acesso ao seguro 

A expectativa também é que as mudanças propostas colaborem com o desenvolvimento e crescimento do setor do Brasil, aumentando o acesso ao seguro. Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que há significativo espaço para crescimento do setor. No final de 2020, os seguros de responsabilidade civil somaram, em prêmios, aproximadamente R$ 2,6 bilhões, o que representa 0,06% do PIB e apenas 3,3% dos prêmios de seguros de danos no Brasil, enquanto, outros países sul-americanos apresentam números superiores. Somente em 2019, Colômbia e Uruguai já registravam prêmios de seguros de danos equivalendo a 0,11% do PIB, e o Equador, 0,07%. Em países mais desenvolvidos, como Austrália, Alemanha e EUA, os números em relação ao PIB foram ainda mais expressivos –  respectivamente 0,31%, 0,34% e 0,63%, ou seja, entre 5 a 10 vezes maior do que o verificado no Brasil. 

A Consulta Pública nº 06/2021 ficará aberta por 30 dias para receber sugestões dos cidadãos. Para acessá-la, clique aqui.

Artigo: Dia do Consumidor, uma data para reflexão de todos

solange cnseg

por Solange Beatriz Palheiro Mendes*

Desde 2015, a Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg promove o “Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros”, realizado em todas as regiões do País.  Oito edições do evento já foram promovidas, reunindo representantes de seguradoras e dos Procons de diversos estados, com o objetivo de discutir problemas e soluções para as queixas mais frequentes dos consumidores referentes ao setor segurador nacional. As questões mais críticas apontadas nos colóquios são posteriormente tratadas nas Comissões Técnicas da CNseg, compostas por representantes de diversas áreas de seguradoras, a fim de que o legado do Colóquio gere entregas efetivas para harmonizar a relação entre consumidor e empresa.

O empoderamento do consumidor é uma prioridade no campo institucional. Assume, na verdade, ares ainda mais estratégicos em um quadro de enormes dificuldades. A educação securitária promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras – por meio das iniciativas que integram o seu Programa de Educação em Seguros, como livretos, estudos, podcasts, publicações e parceria com instituições de ensino – e o diálogo transparente com os órgãos de defesa do consumidor contribuem para disseminar a cultura do seguro. Ao mesmo tempo, delimitam os direitos e deveres das partes que participam de um modelo de negócio regido pelo mutualismo.  

O conceito do mutualismo é basilar e caro para o setor segurador e significa que seus produtos cobrem o que foi acordado contratualmente. Toda vez que o interesse individual se sobrepõe ao coletivo, como ocorre em ações que pleiteiam riscos não contratados, acarreta  aos participantes – consumidores e seguradoras – o ônus de suportarem os prejuízos.

O setor segurador nacional está de portas abertas para incorporar novos consumidores e reduzir vulnerabilidades e enfrentar os riscos, que  nos desafiam com uma frequência acima do imaginado nos últimos tempos, comprometendo, às vezes, patrimônios, bem-estar e qualidade de vida tão arduamente conquistados. 

Estar entre as escolhas do consumidor é motivo de enorme honra  e  responsabilidade, sobretudo em um ano de pandemia e seus danos prolongados, mas não nos deixa na zona de conforto. O Dia do Consumidor é, sem dúvida, um importante incentivo à realização de um balanço do relacionamento entre empresa e cliente. Relação que pode ser sempre aprimorada, em benefício de todos na construção de uma sociedade livre, justa e também mais solidária.

*Solange Beatriz Palheiro Mendes é Diretora-Executiva da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg

Inter Seguros simplifica o mercado e cresce 472% em 2020

paulo padilha banco inter

Fonte: Inter Seguros

Enquanto as vendas gerais de seguros patinaram em 2020, impactadas pela pandemia e a ausência de balcão para realizar operações físicas, o Inter viu sua vertical dedicada ao setor crescer 472%, em comparação a 2019, e atingir a marca de 265 mil vendas. Aliada ao crescimento, a Inter Seguros incorporou novos produtos em seu portfólio e hoje tem a plataforma de proteção mais completa do Brasil, com 16 opções digitais – de seguro para pet à compra de imóvel, até os tradicionais residencial, auto e vida.  

“O mercado de seguros no Brasil é mais um setor que reluta em acordar para a transformação digital e a necessidade de oferecer o que realmente interessa aos clientes”, afirma Paulo Padilha, CEO da Inter Seguros. “Enquanto muitas iniciativas digitais ainda focam em um ou dois produtos tradicionais, e os grandes bancos insistem em empurrar aquilo que o cliente não precisa, o Inter apostou numa plataforma única de oferta de produtos de seguridade”, completa. 

A contratação de seguros no Inter é totalmente digital e sem intermediários, feitas pelo aplicativo, com poucos cliques o cliente escolhe a opção que faz mais sentido para seu momento de vida. A oferta customizada de produtos é feita por meio de algoritmos que entendem cada perfil de cliente, com uso de inteligência artificial, sem a presença de um gerente para empurrar produtos indesejados.  

Enquanto as insurtechs (startups que aliam tecnologia e seguros) atuam com margens apertadas, ou até mesmo negativas, a Inter Seguros é a vertical de negócio com maior margem do Inter, com 89,2% de EBITDA, em valores absolutos o resultado é de R$ 34,2 milhões em 2020. “O desempenho foi acima do esperado, quando nem se sabia sobre os impactos da pandemia, fruto de uma oferta simplificada, assertiva e focada no cliente, aliada à taxa de cancelamento abaixo da média de mercado, o que traz ao nosso modelo negócio resiliência e escala”, conclui Padilha. 

Para chancelar o potencial do modelo de negócio do Inter, a Liberty Seguros, multinacional que, em 2018, celebrou um acordo de R$ 12 milhões, por dez anos de exclusividade, reviu o contrato e ampliou o valor para R$ 368 milhões, por mais quinze anos de parceria. Os recursos poderão ser investidos em novas tecnologias e aquisição de empresas do setor, além de trazer a possibilidade de tornar a oferta global, ampliar a plataforma de seguros para empresas e aumentar o portfólio para a base de correntistas pessoa física

Fator Seguradora anuncia novo diretor executivo comercial

A Fator Seguradora anunciou a chegada de Luiz Antonio da Fonseca como novo diretor executivo comercial. Ele substitui Emerson Bueno, que assumiu a mesma função na EZZE Seguros neste mês. Fonseca tem uma sólida experiência no mercado segurador, ocupando posição de média e alta gestão em empresas líderes como AIG-Unibanco, Itaú-Unibanco, Ace e, mais recentemente, Chubb, onde exercia o cargo de vice-presidente comercial. “Tenho certeza que sua ajuda será fundamental para que possamos alcançar um novo patamar de produção, crescendo de forma rápida e consistente”, comentou Luís Eduardo Assis, CEO da Fator Seguradora. 

Fonseca contou ao blog Sonho Seguro que está muito animado para assumir o cargo na Fator Seguradora, especializada em grandes riscos, garantia, riscos financeiros e de responsabilidades. “Estou muito feliz com a chegada a Fator. Vamos dar continuidade a estratégia de crescimento da companhia. Buscaremos não só a nossa consolidação no mercado de grandes riscos, mas também a criação de novas alternativas para a distribuição de seguros. Vamos trabalhar lado a lado com os corretores de seguros na oferta de soluções diferenciadas para os clientes. Certamente temos pela frente um ano desafiador, mas que traz oportunidades de crescimento e de inovarmos em muitas frentes”.