Fundación MAPFRE anuncia semifinalistas brasileiros dos Prêmios à Inovação Social

mapfre

Iniciativa global vai premiar com 90 mil euros soluções com alto potencial de transformação social

Nove projetos brasileiros disputam, em 25 de março, a semifinal brasileira da quarta edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, que reconhece soluções com grande impacto social em 3 categorias: “Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”, “Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável” e “Economia do Envelhecimento: Ageingnomics”

Com a seleção, os nove semifinalistas passam a integrar a Rede INNOVA, uma comunidade criada pela Fundación MAPFRE para troca de conhecimento especializado, apoio mútuo de inovadores do mundo todo e ampliação da colaboração e exposição das ideias inovadoras. Além disso, contam com apoio e orientação para apresentar e desenvolver suas propostas da forma mais eficiente, por meio de mentorias promovidas pela IE University, parceira acadêmica dos Prêmios.         

Dos nove projetos selecionados, três serão escolhidos para representarem o Brasil na grande final mundial, que acontece em maio – quando o projeto ganhador de cada uma das três categorias receberá 30 mil euros. 

Além do Brasil, os Prêmios à Inovação Social têm mais duas semifinais regionais: América Latina e Europa. Este ano, foram recebidas mais de 300 propostas de pesquisadores, empreendedores, cientistas e estudantes de universidades e escolas de negócios. Destes, foram selecionados 27 projetos que participarão das semifinais.

Conheça os semifinalistas brasileiros em cada categoria

Melhora da Saúde e Tecnologia Digital (e-health): inclui projetos capazes de promover a cultura da saúde, que agreguem inovações na pesquisa, prevenção, tratamento ou cuidados dos problemas de saúde ou que ajudem a melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19, entre outros.

·       Clic Health: tecnologia inovadora que permite prever o risco de certas doenças se desenvolverem e se agravarem por meio de algoritmos médicos certificados e inteligência artificial. www.clichealthid.com

·       Predikta: diagnósticos preditivos e triagens em apenas 30 segundos usando inteligência artificial, sem necessidade de contato com o paciente.  www.predikta.health

·       Fleximedical: unidades de saúde móveis e equipadas (como carretas, contêineres, ônibus e vans) que se transformam em locais para exames, consultas e cirurgias, permitindo que comunidades com menos recursos tenham acesso a cuidados de saúde. https://www.fleximedical.com.br/fleximedical/

Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável: focada em soluções para melhorar a segurança no transporte dos grupos mais vulneráveis (como idosos e ciclistas), que promovam sustentabilidade ambiental ligada à cidade (smartcity) ou conectem o veículo com a segurança pública de uma forma inovadora; 

·       Eu Vô: aplicativo que conecta pessoas com mais de 60 anos e com mobilidade reduzida a motoristas treinados para transportá-las e acompanhá-las em consultas médicas, idas ao supermercado e passeios em shoppings, entre outras situações. www.euvo.com.br

·       MeioPasso: produto que ajuda as pessoas com alguma dificuldade de mobilidade a subir e descer escadas ou desníveis, reduzindo problemas de mobilidade. www.meiopasso.com

·       Arejabus: sistema de ventilação híbrido que utiliza o movimento do próprio ônibus para melhorar a sensação térmica e a qualidade do ar para os usuários do transporte coletivo. www.grupoareja.com.br

Economia do Envelhecimento – Ageingnomics: envolve iniciativas para a faixa etária entre 55 e 75 anos, nos âmbitos descritos no fenômeno conhecido como Ageingnomics. Estão incluídas oportunidades em setores como saúde, lazer, mobilidade, educação, finanças, seguros, tecnologia e economia da terceira idade, entre outros. 

·       Yolex: solução que oferece educação digital e conecta experts (todos 55+) a quem deseja se desenvolver profissionalmente com a ajuda de pessoas com mais experiência profissional e conhecimento. www.yolex.com.br

·       NEXTT49+: hub de negócios que apoia o empreendedorismo sênior e promove o desenvolvimento de produtos e serviços para maiores de 50 anos. www.nextt49.com.br

·       LABORA: plataforma que contribui para acelerar a inclusão da diversidade geracional nas empresas, demonstrando que a inclusão eficaz de pessoas com mais de 50 anos funciona e traz bons frutos. www.labora.tech

Confira todos os projetos semifinalistas em https://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/fundacion-mapfre-inovacao-social/projetos-semi-finais-4/

Livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento” já está disponível

O livro “Seguro, Logística e Infraestrutura – Brasil em crescimento”, da editora Almedina, foi lançado nesta segunda-feira. A obra que contou com a colaboração de vários especialistas, como o presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik, e Pedro Ivo Mello, do Ricardo Miranda Advogados.

A obra foi coordenada por Carlos Henrique Abrão (desembargador), Fátima Andrighi (atual ministra do Superior Tribunal de Justiça) Ney Wiedemann Neto (desembargador), Paulo Henrique Lucon (professor de Direito) e Sidnei Agostinho Beneti (ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça).

A colaboração de Ernesto Tzirulnik neste livro foi sobre “A prescrição da pretensão ao pagamento da indenização e capital devidos, com fundamento nos contratos de seguro em geral”. Já Pedro Ivo Mello escreveu o artigo “Noções Fundamentais da Regulação de Sinistros”.

Com custo sugerido de R$ 149, a pré-venda já está disponível no site da editora Almedina: https://www.almedina.com.br/produto/seguro-logistica-e-infraestrutura-brasil-em-crescimento-9260#

AXA lucra € 3,16 bilhões em 2020 e vendas atingem € 96,7 bilhões

“Estou confiante com 2021. A vacinação é muito importante”, diz Thomas Buberl, CEO da AXA

A AXA registrou receita líquida de € 3,16 bilhões (US$ 3,8 bilhões) durante 2020, uma queda de 18% em relação aos € 3,86 bilhões (US$ 4,7 bilhões) em todo o ano de 2019. A receita bruta do grupo durante 2020 chegou a € 96,7 bilhões (US$ 117,5 bilhões), uma queda de 7% em relação aos € 103,5 bilhões (US$ 125,8 bilhões) registrados durante o ano fiscal de 2019.

O índice combinado para o segmento de seguro de danos, conhecido mundialmente por Property & Casulty (P&C), aumentou 3,2 pontos para 99,5%, refletindo em grande parte o impacto dos sinistros COVID-19 e maiores encargos de catástrofe natural na AXA XL. Excluindo os sinistros da COVID-19 de € 1,5 bilhão (US$ 1,8 bilhão), o índice combinado do ano inteiro ficou praticamente estável em 96,4%.

As reclamações por lucro cessante e cancelamento de eventos devido ao novo surto de coronavírus totalizaram € 1,5 bilhão, em linha com uma estimativa anterior. A seguradora afirma que tem 15.000 contratos de lucro cessante na França.

Os ganhos subjacentes (operacionais) do grupo para o ano fiscal de 2020 foram de € 4,3 bilhões ($ 5,2 bilhões), uma queda de 34% em relação aos € 6,5 bilhões (US$ 7,8 bilhões) no ano fiscal de 2019.

“O índice de solvência II da AXA em 31 de dezembro era de 200%, 20 pontos acima de setembro e incluindo +13 pontos da integração da AXA XL no modelo interno do grupo”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA, em um comunicado.

A Axa tinha caixa de € 4,2 bilhões (US$ 5,1 bilhões) no final de dezembro, bem acima de sua meta de € 1 bilhão a € 3 bilhões – um amortecedor que analistas do Credit Suisse dizem que coloca a empresa “de volta na categoria de um dos as principais seguradoras fortemente capitalizadas do setor. ”

Erika: “É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Em sua página no LinkedIn, Erika Medici, CEO da AXA Brasil, comentou: “Nosso CEO global Thomas Buberl divulgou os resultados de 2020 do Grupo AXA e os números mostram resiliência e a solidez da companhia, em um ano particularmente desafiador, no qual o mercado de seguros pode mais uma vez mostrar sua importância para sustentação das economias, continuidade dos negócios e bem-estar da sociedade. Tenho muito orgulho de fazer parte desse Grupo, desta operação, e gostaria de agradecer nossos colaboradores pelo comprometimento e dedicação aos negócios e à segurança de nossos clientes. É uma grande realização profissional e pessoal ver o protagonismo que o Brasil vem assumindo no Grupo, com iniciativas criativas, engajamento das equipes e crescimento.”

Veja o vídeo:

Fusão da Hapvida e NotreDame Intermédica criam a segunda maior em saúde privada, com receita de R$ 18,2 bi

A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%

A Hapvida e a NotreDame Intermédica (GNDI) confirmaram no sábado a fusão entre as duas maiores operadoras de planos de saúde do país. O negócio formará um gigante com mais de 13,6 milhões de usuários de convênios médico e dental e receita combinada de R$ 18,2 bilhões.

A Hapvida passa a ter 53,6% da companhia combinada e a Intermédica, 46,4%. O conselho de administração será composto por nove membros, sendo cinco da Hapvida, dois da Intermédica e dois independentes, informa o Valor com base no comunicado do grupo.

Juntas, as duas companhias tornam-se uma das maiores operadoras de saúde do mundo com modelo verticalizado, apoiado em uma rede própria de hospitais, clínicas e laboratórios. Ao todo, o grupo combinado vai contar com 84 hospitais, 280 clínicas e 257 unidades de medicina diagnóstica no país.

A transação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de análise da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Após negociações que duraram pouco mais de um mês e meio, a GNDI conseguiu melhorar o prêmio pago por suas ações, na relação de troca da fusão. A oferta inicial era de 10% e ficou acordado no fechamento da transação em 15%.

“A relação de troca considera o preço médio ponderado por volume das ações da GNDI e da Hapvida na B3 no período dos 20 dias de negociação imediatamente anteriores ao dia 21 de dezembro de 2020, acrescido de um prêmio de 15% sobre o preço médio de cotação das ações da GNDI no mercado”, informa comunicado emitido nesta madrugada. Esse era o ponto mais difícil do acordo.

Insurtech Coover recebe autorização da Susep para atuar no Sandbox

coover insurtech

Seguradora digital inicia sua operação com capital de R$ 1 milhão e licença para atuar no segmento de animais

A insurtech Coover Seguradora recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar dentro do Sandbox pelo tempo determinado de 36 meses. Em ambiente regulatório experimental, a insurtech vai investir R$ 1 milhão para comercializar seguros de danos, no segmento específico de seguro para animais.

Dos 11 projetos que foram habilitados a participar do Sandbox Regulatório, a Komus desistiu e sete foram aprovadas. Além da Coover, Simple2u, da MAG Seguros, ThinkSeg, de Andre Gregori, Flix, de Luis Felipe Barranco, Pier, de Igor Mascarenhas, Emotion e Stone, empresa de meios de pagamentos que se destacou nos últimos anos, já estão a todo vapor no desenvolvimento dos projetos.

Com as autorizações da Susep, a expectativa é que, em breve, as empresas iniciem suas operações e comercializem novos produtos. Os seguros a serem oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado. 

Em seu portal, a Coover informa que nasceu com o objetivo de levar mais segurança e estabilidade econômica à milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde a maior parte da população não possui qualquer proteção contra acidentes e perdas repentinas.

“Nossa iniciativa, Coover, na verdade nasceu como “Mutual.Life“, uma insurtech com a missão de resgatar os princípios e o papel social do mutualismo. Como Mutual Life, os acionistas afirmavam que o grande diferencial da empresa era ser uma plataforma que permite pessoas físicas se organizarem e criarem alternativas mais baratas, mais eficientes e mais confiáveis que os seguros convencionais através da organização de grupos de ajuda mútua, completamente autônomos e desintermediados através da tecnologia Blockchain, com suas políticas e regras de governança distribuída programadas em Smart Contracts cujas ações são aprovadas unicamente pelo voto dos participantes, sem a possibilidade de influência da Mutual.Life nem de qualquer associação ou seguradora.

Eles afirmam no portal ainda em construção, que “há muitos desafios pela frente, mas já nascemos como uma seguradora 100% digital, moderna, pronta para se adaptar rapidamente e para escalar toda a operação à medida em que nossa proposta de valor seja validada e nossos produtos demonstrem aceitação no mercado”, informa.

Munich Re encerra 2020 com lucro no mundo e no Brasil

Vendas no Brasil avançam 18%, puxadas por auto e rural

O grupo de resseguros alemão Munich Re espera que o lucro líquido se recupere este ano, depois de cair mais da metade em 2020, à medida que a crise do coronavírus ajudou a levar os sinistros a um pico de quase uma década.

“Apesar dos enormes desafios colocados pelo COVID-19, a Munich Re fechou 2020 com lucro”, disse o presidente-executivo Joachim Wenning. O lucro líquido de 1,211 bilhão de euros se compara com 2,707 bilhões de euros um ano antes.

As principais perdas em 2020 com vírus e catástrofes naturais totalizaram 4,689 bilhões de euros (US$ 5,71 bilhões), o maior nível desde 2011, quando a empresa teve que fazer pagamentos por um tsunami no Japão, grandes terremotos na Nova Zelândia e a explosão do Deepwater Horizon plataforma de petróleo. As reivindicações relacionadas à pandemia sozinhas totalizaram mais de 3,4 bilhões de euros.

A Munich Re disse que espera que o lucro se recupere para 2,8 bilhões de euros em 2021 e que não oferecerá mais seguro contra eventos cancelados devido a pandemias. O setor de seguros tem enfrentado grandes reivindicações da pandemia, como eventos cancelados e eventos adiados, incluindo as Olimpíadas, bem como perdas com furacões e incêndios florestais nos Estados Unidos.

Brasil – Apesar dos inúmeros desafios de 2020, a Munich Re continuou com foco no crescimento sustentável, atingindo também maior diversificação de carteira. O prêmio ganho cresceu 18% em relação ao exercício anterior, totalizando R$ 918,376 milhões (R$ 777,308 milhões em 2019), com destaque para os ramos auto e rural, que cresceram 65% e 72%, respectivamente. O lucro líquido recuou para R$ 21 milhões, comparado aos R$ 37 milhões de 2019.

A sinistralidade mostrou-se estável em 2020. O índice do exercício foi de 81% (79% em 2019), aplicando os mesmos critérios prudentes na constituição das provisões técnicas adotados pelo grupo Munich Re ao redor do mundo. A sinistralidade observada nos contratos aceitos é refletida no resultado de retrocessão cedida, com a qual nos protegemos de grandes perdas.

Em 2020, não houve impactos materiais causados pela pandemia de COVID-19. As despesas administrativas foram de R$ 46 milhões (R$ 42 milhões em 2019), alinhadas com o planejamento interno da resseguradora e com o crescimento dos prêmios ganhos.

As posições de patrimônio líquido permanecem sólidas, com métricas de solvência bastante confortáveis, o que contribui para a solidez da companhia localmente para enfrentar crises como a vivenciada recentemente devido à pandemia de COVID-19 com segurança, confiança e estabilidade. O grupo ressalta no balanço que as posições de capital e retrocessão são lastreados inteiramente na força financeira do grupo Munich Re, um dos grupos resseguradores mais sólidos do planeta.

“Graças à estratégia de proteção cambial, o grupo informa que não teve impactos negativos decorrentes da desvalorização da moeda, uma vez que esse tipo de investimento é feito inteiramente para compensar movimentos de câmbio ocorridos em nossas obrigações assumidas em moeda estrangeira”, informou Rodrigo Belloube, presidente da Munich Re Brasil.

A redução da taxa SELIC para 2% em 2020 refletiu também em redução da curva dos investimentos prefixados, em que a Munich Re investe a maior parte dos seus ativos. Esta redução na curva aumentou o valor de mercado das aplicações prefixadas, trazendo um desafio para a melhor alocação destes recursos quando do momento de reinvestimento, devido ao cenário de juros baixos. As aplicações financeiras atingiram o saldo de R$ 1,251 bilhão em 2020 (R$ 1,196 bilhão em 2019).

A Munich Re acredita que o momento atual servirá como catalisador de uma profunda transformação cultural que impulsionará a penetração dos seguros no Brasil. Nesse sentido, a crise vem acompanhada também de grandes oportunidades para o mercado.

A Munich Re enxerga no mercado local um grande potencial, uma vez que enquanto no Brasil a penetração do seguro veicular é de 25%, nos Estados Unidos é de 96%. No seguro residencial, os percentuais são de 14% e de 96% respectivamente. O seguro rural, tão fundamental para o desenvolvimento sustentável do nosso agronegócio, apresenta uma fotografia similar. Outras modalidades emergentes de seguro como, por exemplo, o seguro contra riscos cibernéticos, possui penetração ainda mais inexpressiva.

A Munich Re está atenta a este momento único e assume a corresponsabilidade de impulsionar essa transformação, ajudando na criação do futuro do mercado segurador brasileiro junto aos seus parceiros de negócio. Equipes no Brasil são dedicadas integralmente à criação e desenvolvimento de soluções digitais inovadoras, com parceiros tecnológicos nas mais variadas indústrias. Nossa missão é ajudar na construção das soluções de gestão de risco do presente e do futuro, tornando nossa sociedade mais protegida e mais resiliente para que possa empreender e progredir.

Relatório da ONU propõe abordagem integrada para gerenciar riscos futuros das mudanças climáticas

Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros da CNseg de 2019, 58,8% das empresas presentes no Brasil já consideram as mudanças climáticas na avaliação da exposição de suas carteiras e no desenvolvimento de produtos e serviços

Fonte: CNseg

Um relatório que propõe abordagem integrada para gerenciar os riscos futuros das mudanças climáticas no setor segurador acaba de ser produzido pela Organização das Nações Unidas, com a colaboração de 22 grandes grupos seguradores e resseguradores globais, que respondem por mais de 10% do volume mundial de prêmios e US$ 6 trilhões em ativos sob gestão.

O trabalho reúne 107 páginas e busca testar as recomendações da Força-Tarefa do Conselho de Estabilidade Financeira sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TFCD).  Envolve aspectos físicos relacionados ao clima, riscos de transição e contencioso de forma integrada com foco na análise de cenários.

Segundo relatório final dos Princípios para a Iniciativa de Seguros Sustentáveis (PSI) do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEF-FI), há um nível de sofisticação analítica entre as categorias de risco climático, ramos de seguro e setores econômicos. O estudo afirma que as mudanças climáticas apresentam não apenas riscos negativos, mas também oportunidades positivas para desenvolver novos produtos de seguro e expandir os existentes com um cenário de riscos em mudança.

O levantamento, embora inovador, ainda é preliminar para desenvolver uma metodologia para avaliar o risco de litígios relacionados às mudanças climáticas, abrangendo custos potenciais, multas e penalidades, processos judiciais de executivos, impactos na avaliação e classificações de crédito, segurado reclamações e exclusões entre o segurado e a seguradora. Mas é um passo relevante, porque simboliza o início da jornada internacional do setor de seguros sobre o gerenciamento de riscos climáticos.

Segundo o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros da CNseg de 2019, 58,8% das empresas presentes no Brasil já consideram as mudanças climáticas na avaliação da exposição de suas carteiras e no desenvolvimento de produtos e serviços, e 62,5% creem que as mudanças climáticas serão integradas plenamente em sua governança, estratégia, gestão de riscos e metas e indicadores nos próximos 5 anos.

Artigo: Por que o mercado de seguros valoriza tanto a Tecnologia da Informação?

icatu vida

por Patricia Gargiulo, Superintendente de TI da Icatu Seguros

Presente na vida de todos, das mais simples às mais complexas operações cotidianas, a área de Tecnologia da Informação (TI) ainda é pouco compreendida por muitos, talvez pela complexidade que envolve. Ela permite desde o simples uso de smartphones e seus aplicativos, postagens em redes sociais, o pagamento com cartão de débito ou crédito, até a verificação de estoques, a contabilidade em tempo real de compra e venda, transações com ações, aplicações financeiras e avaliações do comportamento de uma pessoa assim como o acompanhamento de sua condição física através de sensores.

Trabalhando em TI há mais de três décadas, sempre tive dificuldade de explicar, por exemplo, para a minha mãe, as diversas disciplinas de TI que estão por trás de resultados aparentemente simples, mas que exigem ações complexas e atualizações constantes. Por isso, dois vídeos recentes fizeram tanto sucesso em redes sociais, sendo que um deles reflete em seu texto o que um profissional de TI vivência no seu dia a dia.

Todo dia você acorda e já está desatualizado, não importa o quanto você estude porque já vão ter 10 pessoas com a metade da sua idade que estão anos luz à sua frente. E apesar de você tentar fazer o seu melhor, o que acontece?  Dá pau, dá bug, e os feedbacks são sempre que “não é o suficiente”.  Sempre a culpa é do “sistema”.

O segundo, representa muito bem a forma como a maior parte das demandas chegam para TI:

– Qual o sabor do pastel que o senhor quer?

– Estou com pressa, só tenho 5 minutos, mas vai fritando aí que ainda vou decidir e daqui a pouco eu te falo.

Brincadeiras à parte, TI é uma carreira emocionante e sempre desafiadora.  Temos a possibilidade de entregar produtos e automatizar serviços importantes e alguns imprescindíveis para o dia a dia de todos, podendo ser utilizados por diversos países e indústrias. Seja nas áreas de humanas, saúde, prestação de serviços ou tecnológicas, ser um profissional de TI nos dá a certeza de que deixaremos um legado que contribui para o desenvolvimento e o progresso.

No mercado de seguros, independente do ramo, temos um leque de oportunidades para colocar a TI como o início, meio e fim para se viabilizar o negócio.

Existem duas áreas dentro da TI que não são tão lembradas pelos usuários, mas que são fundamentais para sustentar o negócio: infraestrutura e segurança da informação.  A importância destas áreas é ímpar e elas estão sempre trabalhando à frente das solicitações de demandas do nosso dia a dia. Ferramentas de comunicação, telecom, nuvem, hiperconvergência, SD-WAN não são soluções colocadas no ar de um dia para noite em uma empresa com anos de mercado, sólida e madura tecnologicamente. Estas áreas estão sempre alguns anos à frente das demais para conseguirem suportar um aumento de volume e/ou fusões e aquisições. Em paralelo, a área de arquitetura de software e solução precisa trabalhar também com esta pegada de olhar para o futuro para garantir a escalabilidade, desacoplamento e atualizações tecnológicas tão necessárias no desenvolvimento deste novo mundo. 

As arquiteturas corporativas e de integração são imprescindíveis para que a TI e a estratégia do negócio caminhem juntos, viabilizando negócios entre empresas de verticais distintas e desacoplando o que deve ser desacoplado.  Quem já não ouviu falar de APIs?  A API não nasce repentinamente. É preciso definir a estratégia, selecionar o fornecedor do portal, desenhar todo o modelo canônico, conhecer bem o negócio, definir as métricas e monitoração, para finalmente ter a sua prateleira repleta de informações que poderão ser consumidas como serviços prestados pela sua própria empresa ou pelos seus próprios clientes.

Trabalhar com métodos ágeis, com governança e suportado por uma tecnologia é o que temos de melhor hoje. Eu, que fiz o curso da Rational em 1995, RUP, velho método cascata, e também a certificação do Kanbam em 2018, sei que a transparência, rapidez na identificação do ponto do problema, acompanhamento do fluxo são incomparáveis neste mundo de mudanças constantes que vivemos. 

Não dá para trocar o recheio do pastel enquanto se está atendendo a uma demanda, pois, por vezes você não tem o ingrediente e ainda vai ter que pesquisar para ver onde compra, custo, aderência, integrações, antes de utilizá-lo. A cada término de fritura, você até pode colocar um novo pastel, já com o recheio correto, mas o tempo para que o profissional prepare esse novo pastel é inevitável, saudável em alguns cenários, mas precisa ser levado em consideração. Do contrário, com certeza a qualidade ficará prejudicada.

Enfim, para que suas entregas sejam consistentes e escaláveis, é preciso ter reaproveitamento, governança, sólidos alicerces, empatia e comprometimento com o seu cliente e com a empresa. Se você tiver vários grupos de pessoas desenvolvendo a mesma coisa, em linguagens e tecnologias diferentes, apenas com o objetivo de entregar mais rápido, seu negócio não ficará no ar por muito tempo. O custo vai disparar, a sustentação ficará inviável, o conhecimento vai estar na cabeça de cada profissional – e, como falei anteriormente, eles são cada vez mais novos, excelentes e movidos a desafios. O conhecimento tem que ser corporativo, da empresa; é preciso experimentar e inovar. Isso tem que fazer parte do nosso DNA.

Na Icatu, trabalhamos com todos os conceitos e tecnologias de ponta.  Nosso conselho administrativo e principais executivos da empresa não medem esforços e investimentos para oferecermos o melhor serviço para nossos clientes, parceiros e corretores.  Utilizamos em infraestrutura o conceito de nuvem, virtualização e hiperconvergência, em desenvolvimento e arquitetura APIs, desacoplamento e em alguns casos microsserviço, mantemos nossos ambientes atualizados em termos de versões de banco de dados e linguagens de programação, utilizamos os métodos ágeis para execução das nossas demandas.  Temos o Icatu Ágil, realizado anualmente e aberto para todo o mercado onde trocamos experiências com palestras de profissionais do mercado e profissionais da própria empresa.  O Icatu Techmonth é um evento mais técnico, também anual, realizado com a participação de fornecedores e consultorias que estão aderentes à nossa jornada e também por profissionais nossos que têm muito a compartilhar e divulgar.

Enfim, sempre ouvimos que o mercado segurador é tradicional e fortemente regulado, mas isto não atrapalha em nada a criatividade, inovação e atualização tecnológica.  Pelo contrário, desafia para que cada vez mais sigamos fortes na governança e transparência, flexibilização e habilidade em dosar as entregas comerciais, legais e técnicas. 

Os desafios da distribuição de seguros pós-Covid foi tema do debate do CVG-RJ

Fonte: CVJ-RJ

O CVG-RJ realizou, nesta quarta-feira (24 de fevereiro), evento
internacional “Os Desafios da Distribuição de Seguros pós-Covid no Brasil e
na Europa”, que foi transmitido pelo canal do CVG-RJ no Youtube e contou com as participações de um destacado especialista do mercado europeu, o advogado e corretor de seguros espanhol César García González, delegado da Associação Profissional de Mediadores de Seguros (APROMES-Portugal); e de dois dos mais experientes líderes do setor, no Brasil, os presidentes do Conselho de Administração da MAG Seguros e do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, Nilton Molina, e do Sincor-RJ, Henrique Brandão. 

Coube ao presidente e ao vice-presidente do CVG-RJ, Octávio Perissé e Enio
Miraglia, a mediação do encontro. “A nossa intenção foi traçar um paralelo
entre os mercados da Europa e do Brasil no que se refere à distribuição de
seguros”, revelou Perissé, que anunciou ainda a intenção de promover novo
evento no mesmo formato, para abordar a questão da longevidade. “Vou
conversar com o Molina a respeito”, adiantou.

Já Enio Miraglia frisou que o evento propiciou “uma aula”, permitindo a
quem assistiu ao vivo ou ainda verá no canal do CVG-RJ ficar ainda mais
enriquecido em termos de informações. “Foi um encontro maravilhoso em que fizemos um intercâmbio entre Brasil e Europa. Temos isso na nossa bagagem, agora”, observou.

Mercado Europeu – Apresentado como a grande atração do evento, César García González destacou que o cenário atual na Europa, provocado pela pandemia, tem muitas semelhanças com a crise financeira e social de 2007/2008, provocando o aumento do desemprego e a queda do PIB. Contudo, ressaltou que a crise de 2020, ao contrário daquela, “ainda não é estrutural”. Ainda assim, alertou que, “se não atuarmos de forma certa”, esta crise não será temporária e também pode vir a ser estrutural.

Gonzáles revelou que, neste contexto, o mercado de seguros registra queda
no faturamento e do percentual de renovação nas apólices. “Os seguros de
vida e de fundos de investimentos são os grandes perdedores. Há resgate de
investimentos para pagar contas e não há mais dinheiro sendo investido em
fundos”, explicou. Em contrapartida, o “grande vencedor” é o ramo saúde,
pois as pessoas têm agora, mais conhecimento sobre a importância da saúde suplementar, e querem contratar um plano, mas não vão ao médico, o que aumenta a receita do setor e reduz os sinistros.

O especialista apontou ainda a ocorrência de uma “tormenta perfeita”, em
que a pandemia coincide com a implementação de mudanças obrigatórias nas diretrizes para a distribuição de seguros na Europa e o avanço da Brexit
(saída do Reino Unido da União Europeia), neste caso, especialmente pelo
fato de Londres sediar o Lloyds, que tem forte influência sobre os rumos do
mercado de seguros e de resseguros no continente.

Assim, ao conviver concomitantemente com os efeitos da pandemia, a
necessária adaptação às novas regras para distribuição e às mudanças
causadas pelo Brexit, o setor precisou se “reinventar”. Essa necessidade
levou o mercado a realizar fortes investimentos na digitalização. “Foi feito
em três ou cinco meses o que seria desenvolvido em cinco ou 10 anos”, afirmou.

A transformação digital trouxe um desafio maior, que é a necessidade de
humanizar o processo de relacionamento com os clientes algo que, de acordo com ele, tem peso maior para os latinos, que sempre priorizaram o
atendimento pessoal.

O novo contexto obriga corretores e agentes do mercado europeu a
direcionarem o foco de sua atuação para a manutenção das carteiras de
negócios, pois há dificuldades imensas para prospectar e atrair novos
clientes. “As seguradoras têm planos para reduzir os valores e facilitar o
pagamento dos prêmios, com o objetivo de ajudarem o corretor a, pelo menos, manter a carteira. Mas, a verdade é que o seguro, como um bolo, precisa de uma boa massa para crescer”, alertou.

Gonzáles disse ainda que a pergunta atual não é saber se a distribuição
terá futuro, mas “se nós estaremos nesse futuro”. Ele citou ainda a importância que as plataformas (assessorias) de seguros
poderiam ter para ajudar o pequeno corretor. Mas, ressalvou que, ao
contrário do que ocorre no Brasil, esse segmento ainda é incipiente no
mercado europeu, com a exceção da França. Na visão dele, esse instrumento não funciona no mercado europeu em razão da baixa densidade populacional e territórios menores. Mas, revelou que as plataformas começam a surgir em algumas regiões como nas áreas mais isoladas e despovoadas de Portugal.

Molina – Já Nilton Molina frisou que a pandemia trouxe para a sociedade a
evidência do risco para a vida, o patrimônio e os negócios. “No seguro de
vida, o mercado inteiro nunca teria recursos para fazer uma campanha como uma grande emissora de televisão fez durante a pandemia, com notícias diárias sobre o risco da morte, abrindo os olhos da sociedade”, acentuou.

Segundo ele, há muito espaço para o setor avançar, até porque, considerando apenas os “seguros tradicionais” (vida e ramos elementares), o mercado pouco avançou nos últimos 25 anos. “Entre 1996 e 2019, a participação dos seguros tradicionais no PIB passou de 1,42% para 1,68%. Então, o mercado não saiu do lugar”, pontuou Molina, para quem o seguro saúde e os planos de acumulação não integram “o mercado tradicional de seguros”.

Na visão dele, cenário, que aparenta ser ruim, pode, na verdade, mostrar um enorme potencial para crescimento e que ainda “está tudo por fazer”. Nesse contexto, Molina observou que o foco deve ser direcionado para o seguro de indivíduos, até pelo fato de, no mundo inteiro, o processo digital ter empoderado o consumidor, que foi “colocado no comando do processo de distribuição”, algo potencializado pela pandemia. “Aconteceu algo
extraordinário. Nossos corretores de vida, acostumados em vendas
presenciais, aprenderam, durante a pandemia, a vender o presencial remoto. Antes, fazia duas entrevistas por dia. Hoje, faz seis. Isso é muito
importante para o corretor, cujo principal capital é o tempo”, asseverou.

Ele advertiu, contudo, que o corretor agora precisa ser ainda mais hábil do
que já era, pois se não tiver capacidade e conhecimento na venda remota, o
cliente simplesmente aperta um botão e o deleta. Molina pontuou ainda que o novo cenário também obriga as seguradoras a reduzirem custos administrativos e também de distribuição. Mas, ressalvou que isso não significa cortar os ganhos do distribuidor, mas, sim, ganhar em eficiência e produtividade. “Não queremos reduzir os ganhos da distribuição, mas reduzir os custos da distribuição. Esse é o grande desafio”, acrescentou.

Para ele, ainda é rara no Brasil a figura do corretor especialista em gente
e que sabe explorar toda a capacidade de atender a todas as necessidades do indivíduo. “O corretor de vida, não vende planos de saúde. O de auto, não vende propriedade. Isso precisa mudar. O corretor tem os clientes, não pode ser mais especialista em produtos, tem que ser especialista em gente”, sugeriu.

Brandão – Por sua vez, Henrique Brandão comentou que há um processo global de desintermediação que afeta todos os setores da economia. “Estamos vivendo o maior desafio da história de distribuição do mundo, que inclui a definição pela sociedade entre a relação humana e a relação tecnológica. Há o sentimento que tudo é tecnologia e que o ser humano deixou de ser prioritário. Mas, quanto mais vejo tecnologia, mais certeza tenho da sobrevivência da intermediação. As pessoas querem outras pessoas do outro lado para fazer algo”, enfatizou.

Ele fez uma correlação do momento atual com o início da entrada dos bancos no mercado de seguros. O presidente do Sincor-RJ relembrou ter dito na época que o corretor não apenas resistiria como iria crescer muito mais. “Havia 20 mil corretores de seguros. Hoje, somos 100 mil. Os bancos nos ajudaram a fazer a massa. Hoje, o mundo está vivendo impacto da generalização ou especialização. As seguradoras entenderam a importância da trilogia perfeita, envolvendo cliente, corretor e as companhias. Isso beneficia a todos os envolvidos”, asseverou.

Por fim, ele admitiu que há um grande impacto decorrente da pandemia, seja na reavaliação dos processo de intermediação e a venda direta. Assim,
Brandão considera inevitável a revisão do processo de distribuição. Mas,
assegurou que, seja qual for o resultado desse processo, o corretor irá
resistir. “Já disse muitas vezes e repito: nós, corretores, somos semelhantes às baratas, pois podemos resistir até à bomba atômica”, concluiu.

ESSOR Seguros registra crescimento de 9% em prêmios emitidos e 16% de lucro líquido em 2020

Temos a certeza que 2021 será ainda mais desafiador que o ano passado e precisamos buscar continuamente soluções e melhorias operacionais, diz CEO

Mesmo em um ano atípico como foi 2020, a ESSOR Seguros teve um crescimento de 9% nos prêmios emitidos, fruto do fortalecimento dos produtos atuais e lançamentos de novos produtos e tecnologia.  O lucro líquido teve um aumento de 16% no ano passado e a seguradora apresentou um excelente índice combinado, que segundo informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisadas pela consultoria Siscorp, se classificou como a 8ª melhor seguradora em termos de lucratividade no país.

“Estamos muito orgulhosos dos números divulgados, pois reflete o esforço de todos os nossos colaboradores e parceiros estratégicos da Seguradora, junto aos corretores de seguros. Temos a certeza que 2021 será ainda mais desafiador que o ano passado e precisamos estar focados em buscar continuamente soluções e melhorias operacionais, otimizando assim o retorno de cada produto”, afirma Fabio Pinho, CEO da ESSOR.