“É preciso estar aberto ao aprendizado contínuo para termos longevidade profissional”, afirma Guilherme Perondi

Falar sobre inovação, contar as centenas de ideias que borbulham na cabeça de todos, participar de webinars sobre o tema são ações rotineiras hoje no dia a dia do mercado segurador. A impressão é que o oxigênio do mundo se concentra na inovação, citada como condição sine qua non para a sobrevivência, tanto de empresas como de indivíduos.

Metodologias e tecnologia estão disponíveis para todos os níveis hierárquicos e para todo o ciclo de processos de uma seguradora a um preço, digamos, acessível. O desafio está em realmente transformar as lições em aprendizados na prática. Para ajudar os profissionais do setor que são confrontados com os desafios da  transformação dos modelos de negócio — praticamente quase todos que converso diariamente –, conversei com Guilherme Perondi Neto, diretor executivo responsável pela área comercial e de negócios standard da Swiss Re Corporate Solutions (SRCS) sobre o tema.

Desde 2020, ele lidera uma iniciativa de transformação no companhia  e tem diversos aprendizados pessoais para compartilhar, os quais ele separou em verdades e mitos. “A indústria de seguros ainda vai avançar muito no seu movimento de transformação digital e nós temos a sorte de estarmos participando desse momento. Mas é preciso estar aberto ao aprendizado contínuo para termos longevidade profissional”, afirma o executivo. Acompanhe os principais trechos desta conversa: 

Você liderou uma equipe num processo de transformação do modelo de negócios, que culminou numa nova área da companhia. Comente um pouco sobre isso. 

Em 2020 tive o privilégio e o desafio de liderar uma equipe multidisciplinar em uma iniciativa de transformação na Swiss Re Corporate Solutions no Brasil. A iniciativa era, na verdade, um squad de profissionais super talentosos emprestados de áreas como vendas, tecnologia, subscrição, operações, jurídico, comunicações e marketing unidos pelo objetivo de validar a premissa de que é possível reconfigurar recursos existentes na empresa e, utilizando metodologias ágeis de gestão de projetos, impactar efetivamente o negócio a curto prazo. Quem trabalha ou já trabalhou em uma seguradora de grande porte, em especial multinacionais, certamente entende o desafio para uma equipe pequena ter efetividade em curto prazo considerando as dificuldades que modelos matriciais trazem para colaboração efetiva entre as áreas e autonomia para decidir e implantar novos processos, produtos, sistemas e modelos de negócio. Nos primeiros oito meses tivemos sucesso em desenhar e validar 10 projetos que ajudaram a companhia criar novas competências digitais, otimizar processos, avançar em estratégias de marketing digital, adotar inteligência artificial para melhorar a experiência do corretor e do cliente e implantar um novo modelo de distribuição. A prova de conceito deu certo e a partir deste ano somos uma nova área de negócio da companhia com escopo ampliado, porém mantendo o modelo ágil de trabalho. 

E o que aprendeu nesta experiência? 

Que é uma jornada e não um projeto e a experiência tem servido para validar alguns mitos e verdades que eu trazia, mas também para mudar minha visão sobre outros. 

Uma das verdade é que sem suporte efetivo da liderança, iniciativas transformacionais têm pouca chance de sucesso, não é? 

Líderes de verdade têm uma visão de futuro para empresa, acreditam nela e transpiram seu compromisso para todos colaboradores dando apoio real às equipes que se aceitam o desafio de inovar. E aí que começa a verdadeira transformação e temos sorte de ter essa liderança na companhia aqui no Brasil. Claro que a equipe precisa corresponder com um plano de negócio concreto, e não uma lista de desejos aspiracional. Nenhum projeto de inovação corre como o esperado e nos momentos de incerteza o voto de confiança da liderança é o combustível para a equipe reencontrar o caminho e avançar. 

Outra verdade é que a tecnologia não é o diferencial.

Verdade, atualmente há soluções e ferramentas acessíveis para muitos dos desafios internos, como otimização de processos, ou externos para melhorar a experiência dos clientes. Na minha opinião, não é da tecnologia que vem o caminho para a transformação. O conhecimento efetivo do negócio combinado com a capacidade de ouvir e entender clientes e parceiros de negócio é a chave para “ler” o que precisa ser construído. Então, e somente então, entra a tecnologia como solução.

Você comentou que outra verdade é que a equipe é tudo…

Realmente sem uma equipe alinhada e com autonomia nada anda. Meu conselho é usar toda sua capacidade de influência para montar melhor equipe possível, mesmo que venham  fazer falta à suas áreas de origem por um período. Assegure que os escolhidos compartilham sua visão e aceitem o desafio, inclusive de um potencial fracasso, que faz parte do risco de toda iniciativa nova. Nada substitui o valor de um time competente e com vontade de aprender caminhos novos para eles e para a companhia. Tendo a sorte de liderar um time assim, estimule a colaboração, empodere, dê suporte e visibilidade, transformando a iniciativa em um celeiro de talentos e um lugar seguro para eles explorarem seu potencial.

Outro ponto importante é aceitar o fracasso. É possível?

É importante aceitar desde o início o risco real de falhar  mas daí fazer tudo para evitá-lo. Grandes empresas monitoram de perto as novidades e, mesmo em tempos de home office, novos projetos com visibilidade são sempre assunto para a hora do café. Haverá cobrança implacável, especialmente daqueles que não são entusiastas da iniciativa, mas também daqueles que depositaram esperanças em ver algo novo surgir. Numa iniciativa de inovação, aceitar que as coisas podem não sair como planejado não pode significar “direito garantido de errar”, especialmente em empresas maiores, onde insucessos podem custar caro. Uma iniciativa de inovação que não dá certo gera aprendizados, mas também impacta a autoconfiança equipe e pode gerar resistência para o patrocínio de novas ações. 

Vamos aos mitos. Profissionais mais jovens são mais abertos à mudança. Isso realmente é um mito?

A crença de que profissionais com mais tempo de casa ou mais experientes são mais resistentes à mudança é perigosa. Para mim, nem sempre a idade é a variável determinante para a adesão à mudança; o nível de engajamento é tão relevante quanto. Acho importante conhecer o clima corporativo do momento do projeto; quanto mais baixo, maiores serão os esforços para aceitação de novidades e mudanças. Em qualquer cenário, engaje e incentive a participação de todos envolvidos; todos querem ser parte das mudanças, mas ninguém gosta de se sentir efeito colateral delas.

A agilidade também está na coluna de mito. Como assim? Métodos Ágeis não funcionam melhor em projetos de tecnologia?

Os métodos ágeis surgiram e foram aperfeiçoados pelas áreas de tecnologia da informação das empresas onde são hoje mais maduros e experimentados, mas são muito eficazes para projetos de transformação de negócios. Digitais ou não. O modelo ágil sozinho não faz mágica nem substitui a qualidade das pessoas conduzindo a iniciativa, mas bem aplicado certamente amplifica seu impacto por isso recomendo que todos aprendam com eles o quanto antes. A agilidade de negócios e suas ferramentas, inclusive os quick wins, são muito úteis no processo de mudança.

Você citou a estratégia de Quick Wins. Explique melhor. 

Uma das várias vantagens dos frameworks ágeis é a possibilidade de fazer entregas relevantes para o negócio desde o início da iniciativa, por isso, os Quick Wins, que são oportunidades de avanços concretos em pouco tempo, podem ser bem impactantes. Demonstrar desde cedo como o projeto de inovação acelera o negócio ajuda a construir credibilidade perante a empresa e autoconfiança para a equipe, reduzindo a expectativa enquanto as ações de maior impacto estratégico vão sendo construídas.

Alta das projeções da Selic e da inflação requer atenção dobrada, segundo CNseg

Pedro Simoes CNseg

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central mostrou que os especialistas consultados veem agora a Selic a 5% ao final de 2021 e a 6% em 2022 na mediana das projeções, de 4,50% e 5,50% respectivamente, no levantamento anterior. Segundo Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, a piora da pandemia trouxe pressão extra por mais gastos, inclusive para a Saúde, e riscos de perda de arrecadação com o recuo da atividade, diante das medidas de restrição. “O movimento ousado da autoridade monetária dividiu os analistas, que aumentaram a mediana de suas projeções para a Selic. Era unanimidade que os juros deveriam subir diante da persistência dos choques inflacionários recentes e da gradativa deterioração das expectativas de inflação. No entanto, havia divergências quanto à intensidade do movimento”, comenta. 

Outro ponto de atenção está no câmbio. Segundo Simões, o Banco Central pode estar também reagindo à forte desvalorização do Real. “Juros maiores não necessariamente vão provocar uma valorização do câmbio, que está pressionado por diversas razões, mas o descasamento entre a as expectativas para a economia brasileira e no restante do mundo, cada vez melhores, especialmente com os estímulos fiscal e monetário na economia americana, preocupa justamente por isso: impulsiona os preços das commodities, mas mantém a tendência de um Real desvalorizado, que está na raiz da atual alta da inflação”, afirma. 

As seguradoras, de certa forma, podem ser beneficiadas pelo movimento de alta da Selic e a sinalização de que o Banco Central atua com a independência que lhe foi conferida, com atesta a alta nas ações na bolsa na semana passada, mas, como lembra Simões, “É importante ter em mente que a ação do Banco Central é uma resposta a um cenário macroeconômico menos favorável, de maior incerteza política e fiscal”.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Bradesco Vida e Previdência celebra 40 anos

Data: 01.03.2019 Local: Alphaville, SP Pauta: Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência e novo presidente da CNSEG. Foto: Bitenka

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência, empresa integrante do Grupo Bradesco Seguros, celebrou na sexta-feira, 19 de março, 40 anos de atuação no setor de seguros, com foco na proteção da vida e no planejamento do futuro de seus clientes. “Não foram poucos os desafios enfrentados para chegarmos até aqui. Somos mais do que testemunhas de vários momentos importantes ao longo dessas quatros décadas: fomos atores, que por meio de um trabalho dedicado e cuidados, desenvolvemos muitas soluções em produtos”, afirma carta assinada pelo presidente Jorge Nasser.

A Carta Patente do dia 19 de março de 1981 abria espaço para a construção de uma história de dedicação e respeito aos princípios da missão de servir ao próximo. Hoje, a empresa é considerada referência no mercado pelo pioneirismo e capacidade de desenvolver soluções inovadoras em Planos de Previdência Privada e Seguros de Pessoas, tendo conquistado, ao longo de sua trajetória, os mais importantes prêmios do setor.  

A Bradesco Vida e Previdência foi uma das primeiras seguradoras a comercializar planos PGBL e VGBL, assim como planos de Previdência destinados a jovens. Seu principal diferencial é ter o foco voltado para o cliente, não para o produto, entendendo suas reais necessidades e objetivos, além da solidez, credibilidade e cultura da Organização Bradesco, que traz em seu DNA.  

No segmento de Previdência Privada, a empresa conta com um portfólio de produtos completo e inovador, com opções de fundos de investimento em renda fixa, multimercados e ações, contemplando diversas classes de ativos e perfis de clientes, em trabalho conjunto com a Bradesco Asset Management (BRAM), além da oferta de fundos terceiros, administrados por alguns dos mais renomados gestores do mercado. 

Em 2020, por mais um ano, a gestão da BRAM dos fundos de investimento associados aos planos de Previdência da Bradesco Vida e Previdência foi destaque no tradicional Guia de Previdência Valor/FGV, publicado pelo jornal Valor Econômico com base em um universo de cerca de 600 fundos que recebem recursos de planos P e VGBL. A empresa ficou em primeiro lugar do ranking nas categorias: Melhor Gestora “Geral”, no “Período de 1 Ano”, em “Previdência Balanceados 15-30” e em “Previdência Multimercados”.  

Já no segmento de Seguro de Vida e Acidentes Pessoais, do qual é líder de mercado, a Bradesco Vida e Previdência investe permanentemente no desenvolvimento de produtos personalizáveis e com benefícios que o segurado possa usufruir em vida, em todos os seus estágios: desde a juventude, com o seguro educacional, até a proteção contra a morte e a invalidez, passando pela fase adulta, laborativa e de formação da família, com a proteção da renda e de doenças.  

Vale destacar, também, a grande evolução da empresa no campo da tecnologia e inovação. Em Previdência, o processo de comercialização de planos para pessoa física é 100% digital, sem utilização de papel e dispensando a necessidade de locomoção do cliente, o que se torna ainda mais relevante no atual cenário de restrição de mobilidade. Para tanto, foram ampliados os canais digitais e aplicativos disponíveis aos gerentes para vendas online, incluindo ferramenta específica para mobile e assinatura eletrônica por biometria. Em 2020, cerca de 200 mil propostas de Previdência foram validados pelo aplicativo do Bradesco.  

Em Seguro de Vida, a empresa desenvolveu comodidades como aviso de sinistro, aceite da proposta e assinatura 100% digitais, além de disponibilidade de autosserviço para a realização de alterações no contrato ao longo de sua vigência, incluindo, entre outras, informações sobre beneficiários, endereço, vencimento e forma de pagamento.  

Ao mesmo tempo em que celebra a data especial de seus 40 anos de atuação, a Bradesco Vida e Previdência reafirma o compromisso com ações e iniciativas voltadas a superar os desafios presentes e futuros.  

Pier recebe autorização da Susep para cobrir perda total de automóveis

Fonte: Pier

A Pier amplia sua oferta de serviços e agora também oferece cobertura para caso de perda total do veículo. Autorizada no último dia 18 de março pela Susep, a startup realiza a indenização aos segurados baseado na tabela FIPE. A Pier oferta seguros com assinatura mensal para veículos e usa tecnologia para descomplicar, desburocratizar e consequentemente tornar mais rápidos os processos de pagamento de sinistros. A cobertura é para veículos de no máximo R$ 60 mil e com até 17 anos de fabricação. A opção de incluir a cobertura em caso de perda total, no entanto, será restrita a carros com 10 anos ou menos. 

A Susep autorizou a cobertura nacional e a Pier vai ofertar o serviço para os  20 estados brasileiros onde já oferece serviços de cobertura para o setor automotivo –  SP, RJ, MG, ES, DF, RS, SC, PR, MS, MT, GO, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA. “Iniciamos esse mês já em São Paulo e ainda no primeiro semestre devemos estar com o serviço em todos os estados onde atuamos”, afirma Carlos Colucci, Head de Seguros da Pier.

O preço do seguro varia conforme os riscos em cada estado do país – podendo ficar entre R$ 26,50/mês até R$ 72,70/mês (maior valor inicial). O opcional de perda total deve gerar um valor adicional a partir de R$ 8,75. A maior parte dos clientes da Pier são pessoas que não tinham seguro ainda. No Brasil, vale ressaltar que apenas 30% da frota nacional tem contratado um seguro automotivo.

“Nascemos para atender um público que ainda não era atendido em auto. E, ao nos tornarmos a primeira seguradora digital da Susep no Brasil, agilizamos o processo de desenvolvimento de novos serviços e nosso alcance. Em quatro meses abrimos a opção auto contra perda total, que pode ser adicionada aos produtos de roubo e furto e assistência 24h para Guincho, incluindo o acompanhamento para garantir que o cliente será atendido pelo serviço o mais rápido possível. Continuamos com preços imbatíveis graças a nossa tecnologia robusta que usa uma série de dados e a engenharia de transformá-los em soluções para os consumidores e evitar fraudes de forma consistente”, comenta Colucci. Uma das vantagens da Pier é a utilização de Inteligência Artificial para levar uma experiência única aos seus usuários.

Desde que foi aprovada pela Susep para ser seguradora digital, a Pier dobrou sua base de clientes auto e segue em expansão. “Nossa meta é crescer em dois anos mais de 50 vezes a nossa base de clientes e estar em todas as praças do Brasil o quanto antes”, comenta Colucci. “Oferecemos o melhor fluxo de contratação de seguro auto do mundo. Realizamos a cotação de uma apólice de seguro auto em apenas seis cliques. Isto porque temos uma tecnologia extremamente robusta, com uma capacidade preditiva antifraude muito refinada”, enfatiza Colucci. “Somos a única seguradora a restituir um sinistro auto em apenas 24h, um recorde! Além disso, a Pier é a primeira a ofertar seguro para carros provenientes de leilão”, completa.

O seguro de perda total também será disponibilizado para os carros provenientes de leilão que têm o seguro da Pier. Dos clientes que procuram a Pier, 7% possuem carros oriundos de leilão. Estimativas do mercado demonstram que são comercializados em torno de R$ 1 bilhão de veículos no mercado de leilões. 

“A falta de seguradoras que aceitam esses veículos é um dos motivos que leva 70% da frota nacional a não ter seguro algum. O objetivo da Pier é exatamente suprir essa lacuna deixada pelas seguradoras tradicionais. O mercado potencial da Pier de seguro auto é de mais de 2 milhões de pessoas somente considerando as cidades de São Paulo e de Belo Horizonte, isso sem incluir carros de leilão”, afirma Colucci. 

Seguros SURA fecha parceria com a Nuvemshop

Fonte: Sura

A Seguros SURA, a partir da sua iniciativa Empresas SURA, que visa capacitar e oferecer benefícios para micro, pequenos e médios empreendedores, acaba de firmar parceria com a Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder na América, para beneficiar e capacitar os micros, pequenos e médios empreendedores. 

Atenta à tendência de alta do e-commerce no Brasil e no mundo, a Empresas SURA segue buscando aliados para ajudar empresários frente aos desafios atuais para o desenvolvimento sustentável dos negócios. 

“Identificamos como foco central da nova economia e estilo de vida das pessoas, a necessidade de inovar e digitalizar serviços e produtos garantindo ao consumidor conectividade, segurança e comodidade. Por isso, a Empresas SURA agregou a Nuvemshop ao seu leque de aliados com benefícios exclusivos para os clientes da Seguros SURA”, diz Ricardo Ortega, Líder da Empresas SURA Brasil. 

Os clientes dos seguros Residencial ou Empresarial da Seguros SURA, que quiserem criar a sua loja virtual através da plataforma Nuvemshop, terão acesso a benefícios exclusivos como 30 dias de assinatura grátis + 40% de desconto em alguma adesão e usufruir das vantagens de se ter um e-commerce na Nuvemshop, como o gerenciamento de estoque dos produtos, automatização de vendas por meios de pagamentos seguros, agilidade para envio dos pedidos e suporte de vendas em diferentes canais digitais como Instagram, Facebook e Marketplaces ou até mesmo com a loja física. 

“Estamos muito felizes em nos conectarmos com a Seguros SURA. O nosso propósito é reduzir as barreiras do empreendedorismo para potencializar as histórias de sucesso de centenas de milhares de pessoas. E fechar essa parceria nesse momento complicado da economia mostra que estamos no caminho certo”, afirma Luis Shiguemichi, Head de Marketing de Canais da Nuvemshop. 

A parceria com a Nuvemshop potencializa o compromisso da SURA em fortalecer a conexão com o ecossistema de inovação para criar modelos de negócios colaborativos e flexíveis. 

“Buscamos auxiliar os empreendedores a promover seus produtos ou marcas, seja por meios de canais tradicionais ou digitais, entregando competitividade empresarial e sustentável aos clientes” finaliza Ortega. 

Zurich lança seguro destinado à instalação e montagem de painéis fotovoltaicos

Fonte: Zurich

A Zurich anunciou nesta segunda-feira o lançamento do Zurich4Power. Trata-se de um seguro para instalação e montagem de painéis fotovoltaicos, destinado tanto para os mercados de Geração Distribuída quanto de Geração Centralizada, ambos destinados à produção de energia limpa e renovável. O primeiro engloba os sistemas geralmente instalados em telhados e fachadas de domicílios particulares; o segundo está relacionado aos projetos das empresas e, também, aos leilões governamentais de energia.

O primeiro cliente da Zurich com o Zurich4Power foi a multinacional GreenYellow, que é especialista em oferecer soluções em energia. Por meio da parceria, a Zurich fornece cobertura para os ativos em construção para Geração Distribuída, especificamente para as fazendas de geração solar. Mas a seguradora tem sido procurada para fornecer cobertura em Geração Distribuída nas cidades de todo o país, e em Geração Centralizada, especialmente para o setor de agricultura e áreas afins.

“O Zurich4Power tem cobertura abrangente e inovadora para os riscos relacionados à instalação, montagem e operação de painéis solares, seja para pessoas físicas, seja para empresas – de qualquer porte ou área de atuação. O produto tem como propósito apoiar os clientes, donos do novo equipamento, integradores ou mesmo fabricantes, em seus desafios de sustentabilidade, que é uma bandeira que a Zurich abraça cada vez mais em nível mundial”, conta a diretora comercial de Seguros Corporativos da Zurich no Brasil, Daniela Reia.

Ela explica que a comercialização do Zurich4Power é feita por meio dos canais bancários, com instituições financeiras parceiras da Zurich e, também, pelos corretores. “Os interessados só precisam dispor de um projeto feito por uma empresa especializada, que siga normas de engenharia e de segurança específica, de acordo com a legislação do local da instalação”, esclarece.

A executiva revela que o Zurich4Power se diferencia por combinar coberturas em uma única apólice, tornando desnecessária a contratação de duas ou mais apólices, como ocorre com outros players do mercado segurador. “Para os clientes pessoa física, de Geração Distribuída, há cobertura para Equipamentos e Riscos de Engenharia, ao passo que para os clientes empresa de Geração Centralizada, a apólice cobre os Riscos de Engenharia e Responsabilidade Civil e Transporte”, explica.

O crescimento da energia renovável no Brasil talvez explique o interesse pelo Zurich4Power e a sensibilidade da Zurich em oferecer um produto completo, para empresas e pessoas, justamente num momento em que a demanda se mostra crescente – e cujo potencial é considerável, já que a participação da energia solar na matriz energética do país foi de apenas 1,6% no ano passado, de acordo com Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A título de comparação, a fonte hídrica, predominante, é de 59,9% segundo o órgão, que também informa que em 2020 o país encerrou com 7,5 gigawatts de potência (GW) na matriz energética solar, dos quais 2,2 GW em Geração Distribuída. 

Ainda que pareça pouco, para se ter uma ideia do que esses 2,2 GW representam, são suficientes para iluminar cerca de 3,7 milhões de domicílios. A entidade acredita que até dezembro de 2021 esse número praticamente se multiplicará por quatro. Os investimentos, tanto em Geração Distribuída quanto Centralizada, somaram R$ 13 milhões no ano passado. A Absolar estima que será de R$ 22,6 bilhões ao final deste ano.

O lançamento do Zurich4Power faz parte de outras iniciativas da Zurich que, como Daniela Reia pontuou acima, está comprometida com a sustentabilidade em âmbito global. Uma dessas promessas foi pactuada em 2017, quando o grupo segurador se engajou em fazer investimentos globais de impacto no valor de US$ 5 bilhões até 2022, montante equivalente à compensação de 5 milhões de emissões de CO2

A empresa é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para nortear o mercado financeiro e de capitais na busca pelo desenvolvimento sustentável. Também assina o Pacto Global, também da ONU, assim como apoia as bandeiras da Iniciativa Brasileira de Finanças Verdes (IBFV), entre outros projetos semelhantes mundo afora.

Imbuída na redução de CO2, a Zurich passou a integrar a Net-Zero Asset Alliance, igualmente da ONU, com o compromisso de zerar suas emissões até 2050. Aliás, a Zurich foi a primeira seguradora a se inscrever no Business Ambition, em junho de 2019, com a meta de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. No mesmo ano, assinou o seu roadmap de 1,5°C, que está intimamente ligado aos seus negócios. 

No ano passado, o grupo figurou no topo do ranking de 2020 do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, efeitos dos muitos esforços da companhia com a sustentabilidade e com seu papel ativo na transição para uma economia mais sustentável.

Artigo: aumento da volatilidade climática: um risco subestimado?

por Nuno Antunes, Managing Director Ibero/Latam na Allianz Global Corporate & Specialty

As mudanças climáticas aumentaram a frequência, intensidade e severidade de eventos extremos, e têm maior impacto nas comunidades vulneráveis. De acordo com o relatório da ONU “Estado dos Serviços Climáticos de 2020” divulgado em outubro de 2020, foram mais de 11.000 desastres naturais nos últimos 50 anos, levando a vida de 2 milhões de pessoas e causando prejuízos econômicos superiores a 3 trilhões de dólares.

A tempestade de inverno que varre o sul dos EUA, vem deixando vários mortos e milhões sem energia. Entre setembro e outubro do ano passado o Brasil foi palco de uma histórica onda calor, com temperaturas superando os 44°C, com perdas milionárias para produtores rurais – especialmente avicultores – reduzindo em 30% a produção nacional de ovos. Estes exemplos de condições climáticas extremas destacam ainda mais a crescente volatilidade do clima. 

As catástrofes naturais (NatCats), tais como tempestades, enchentes, terremotos ou incêndios, ficaram em sexto lugar no Allianz Risk Barometer deste ano e a mudança climática chegou em nono lugar. O relatório anual da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) identifica os principais riscos corporativos para os próximos 12 meses e além, com base no discernimento de mais de 2.700 especialistas em gestão de risco de 92 países e territórios. 

Estes dois riscos devem estar mais acima no radar de risco? Tanto NatCats como a mudança climática perderam posições deste ano, um e dois lugares, respectivamente. As preocupações com os riscos dos entrevistados foram, compreensivelmente, superadas pela pandemia de Covid-19. O vírus representou uma ameaça imediata – tanto para a segurança individual quanto para as empresas, colocando o surto pandêmico no top 3 às custas de outros riscos. A pandemia provavelmente continuará sendo um risco prioritário em 2021 e adiante, até que a vacinação aumente e as empresas possam retornar a um novo normal pós-pandêmico. 

O que a pandemia e a mudança climática têm em comum é que ambas são riscos sistêmicos globais. Entretanto, em comparação com a Covid-19, a mudança climática é uma catástrofe em câmera lenta com muitas causas e efeitos. Embora o vírus possa ter levado inadvertidamente a uma pequena redução nas emissões em 2020 devido a menos tráfego, viagens e atividade industrial, a necessidade de combater e prevenir a mudança climática e o aquecimento global permanece tão alta como sempre, como uma série de marcos recentes indesejáveis vem apontando.

Após o foco na pandemia em 2020, a mudança climática estará de volta à agenda dos conselhos de administração como prioridade em 2021. A mudança climática exigirá que muitas empresas ajustem suas estratégias e modelos de negócios a fim de promover um mundo com baixo teor de carbono. Os gestores de risco precisam estar na vanguarda dessa mudança para avaliar os riscos e oportunidades de transição relacionados às mudanças de mercado e tecnologia, questões de reputação, mudanças políticas e legais ou riscos físicos. Eles têm que ajudar a identificar cenários possíveis ou avaliar o impacto comercial e financeiro que impulsiona a transformação geral de uma empresa de baixo carbono, juntamente com outras partes interessadas.

Não foi há muito tempo que as estratégias ou objetivos relacionados ao clima foram considerados como uma ideia posterior para muitas empresas. No futuro, provavelmente será impossível para as empresas serem bem-sucedidas sem elas. Instituições como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu (BCE) veem a mudança climática como um risco financeiro significativo que poderia até mesmo colocar em risco a estabilidade do mercado financeiro, com cenários de “business as usual” levando a correções súbitas e drásticas aos ativos “supervalorizados” de combustíveis fósseis.

Depois há uma série de outros fatores que estão aumentando a pressão sobre as empresas para que elas estejam mais conscientes sobre o clima: funcionários cada vez mais engajados e interessados em saber que seu empregador está fazendo a coisa certa ambientalmente; investidores institucionais, tais como fundos de pensão e gestores de ativos, pressionando por medidas concretas para proteger o clima, como metas de redução de CO2 ou a saída da indústria do carvão; grupos de acionistas garantindo que as questões climáticas estejam no centro das reuniões gerais; e possíveis apoiadores que buscam mais informações granulares do que nunca sobre estratégias relacionadas ao clima.

Então quais são as exposições de risco mais significativas que o impacto da mudança climática cria para as empresas? De acordo com os entrevistados do Allianz Risk Barometer, o impacto da perda física é a exposição mais significativa que a mudança climática cria para as empresas, seguida por seu impacto nas cadeias de abastecimento, clientes e comunidades. 

Além do impacto da perda física dos danos causados por catástrofes naturais ou eventos climáticos extremos aos bens e propriedades comerciais, há também uma crescente preocupação sobre como o aumento da temperatura global ou maiores riscos de inundação em locais-chave poderiam afetar significativamente as operações, instalações, força de trabalho e comunidades e como planejar tais cenários. 

O aumento do risco regulamentar e legal também é uma preocupação, particularmente para os setores com altas emissões de carbono, mas também em outros segmentos. Mudanças políticas, novos esquemas de tributação, exigências de relatórios e métricas de sustentabilidade estão chegando. Por exemplo, o Acordo Verde Europeu visa tornar a Europa o primeiro continente neutro ao clima até 2050 e compreende uma Estratégia Financeira Sustentável Renovada. Na América Latina, ainda que os principais países estejam revisando suas políticas ambientais e as metas apresentadas no Acordo de Paris, a Costa Rica destaca-se em cumprir com as metas de aumento de temperatura. Portanto, as empresas têm que se preparar e ser capazes de se adaptar rapidamente.

A ameaça de litígio também está evoluindo. Casos de mudança climática visando “grandes emissores de carbono” já foram trazidos em mais de 30 países, com a maioria nos EUA. Mas a ciência da atribuição do clima abre a perspectiva de ação legal ligando eventos individuais à mudança climática e responsabilizando as empresas. Notadamente, um agricultor intentou uma ação contra a empresa de energia alemã RWE por sua contribuição para as emissões e potenciais danos a sua propriedade em Huaraz, Peru.

Uma repressão à “lavagem verde” – onde as empresas fornecem informações enganosas para apresentar uma imagem pública mais responsável do ponto de vista ambiental – por parte dos reguladores também poderia estar na pauta para o futuro, junto com a Força Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima; gestores europeus e a Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio nos EUA, todos analisando a questão.

Como resultado, a mudança climática não deve ser classificada apenas como um risco de reputação, mas também como um risco legal/governamental. Os conselhos de administração das empresas têm o dever vital de assegurar uma sólida responsabilidade corporativa com relatórios e due diligence.

O investimento em preparação, mitigação e resiliência é crucial. Os riscos e oportunidades climáticas específicas da empresa devem ser identificados primeiro, por exemplo, utilizando análises e ferramentas e tecnologia baseadas em cenários, tais como modelos de catástrofes e mapas de risco. Estes podem ajudar a desenvolver uma estratégia climática que pode ser implementada com medidas apropriadas, tais como mudanças no modelo de negócios, novas combinações de portfólio ou investimentos em habilidades e tecnologias, se necessário. Tais mudanças também podem constituir oportunidades do ponto de vista comercial, já que a transição de energia traz novos produtos e mercados de venda.

Em janeiro, setor de seguros cresce 3,6% contra 2020 e mantém desempenho heterogêneo

Fonte: CNseg

De acordo com o editorial que integra a edição 39 da Conjuntura CNseg, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, o setor arrecadou R$ 24,4 bilhões em prêmios em janeiro último. Na comparação com o mesmo mês de 2020, a métrica mais adequada de aferir a tendência, o setor apresentou evolução de 3,6% em janeiro de 2021. Foi um crescimento importante, porque se deu sobre uma base alta, já que em janeiro de 2020 o crescimento foi de 17,6, em relação ao mesmo mês do ano anterior. “O primeiro trimestre deste ano sozinho não será capaz de indicar a capacidade de recuperação setorial. Os efeitos econômicos e de expectativas da PEC Emergencial serão decisivos”, ressalta Marcio Coriolano em seu editorial.

As maiores contribuições partiram do segmento de Danos e Responsabilidades, com alta de 10,4% sobre janeiro de 2020, ao passo que o segmento de Cobertura de Pessoas avançou 1,4%. Os Títulos de Capitalização tiveram receitas reduzidas em 1,5%. Em termos de arrecadação absoluta, os destaques do mês foram Planos de Vida Risco (R$ 3,7 bi no mês, crescimento de 5,3%); Patrimonial (R$ 1,4 bi no mês, 17,1% maior); Rural (R$ 442 milhões, incremento de 22,5%); Habitacional (R$ 404 milhões, 11%); Transportes (R$ 363 milhões, 17,5%); e Marítimos e Aeronáuticos (R$ 124 milhões, 90,8%).

“Todos eles são ramos que tiveram desempenho consistente no ano de 2020, revelando as preferências prioritárias dos consumidores em torno de proteção da vida, proteção e investimento nas residências, mobilidade das cargas transportadas”, observa Marcio Coriolano. Na ótica de 12 meses móveis (até janeiro 2021 sobre até janeiro de 2020) , a taxa situou-se em 0,3% de alta.

Em relação a dezembro de 2020, a arrecadação de janeiro registrou queda de 20,6%. O resultado negativo é atribuído ao desempenho formidável daquele mês, e, agora, queda de prêmios no segmento de Cobertura de Pessoas (-27,3%),  decorrente da contração de 31,9% dos Planos de Acumulação – PGBL e VGBL. Em dezembro, esses planos de acumulação tiveram um desempenho superlativo, puxando a receita do setor para cima, ao superar 69% sobre o mês imediatamente anterior.  

 Os ramos que mais cresceram foram Marítimos e Aeronáuticos, Rural, Patrimonial e Responsabilidade Civil, com 60,5%, 18,7%, 13,4% e 10,2%, respectivamente. Outros ramos afetaram o desempenho geral. Destaques negativos foram Crédito e Garantias (-31,3%), Automóvel (- 19,3%) e Garantia Estendida (- 15,7%).

Aumento do CLSS vai pressionar lucratividade de seguradoras, avalia Fitch

Fonte: Valor Economico

A Fitch Ratings avalia que o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incide sobre a receita de instituições financeiras, pode pressionar os índices de lucratividade do setor de seguros no Brasil. Para a agência de classificação de riscos, “o impacto será administrável para a maioria das seguradoras, apesar da variedade de níveis de capitalização”. A Fitch estima que o impacto sobre o lucro do setor ficará entre 4% e 5% negativos. Nos cálculos da agência, os principais índices de lucratividade, Retorno Médio sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) e Retorno Médio dos Ativos (ROAA), sofrerão um impacto entre 0,5% e 1,7% e entre 0,04% e 0,5%, respectivamente. A alíquota da CSLL do setor de seguros vai subir de 15% para 20% até o final de 2021 e voltar a 15% em 2022. A mudança foi anunciada pelo governo federal no início de março e deve entrar em vigor em julho.

Artigo: Transformação Digital e Transformação Atuarial

austral seguradora

por Virlei Laranja, Coordenador Atuarial e Business Intelligence na Austral Seguradora

Mudanças constantes e imprevisíveis, disrupção em produtos, metodologias ágeis, economia digital, aprendizado de máquina e inteligência artificial. Como tantas transformações afetam as áreas atuariais das seguradoras?

Toda essa velocidade reimagina empregos e está transformando profissões na relação humanos e máquinas que precisam trabalhar lado a lado. Sinergia e eficiência aparecem cada vez mais como necessidades pela alta demanda por produtos e experiências de uso que atendam às expectativas de clientes e parceiros. Além disso, temos ainda como desafio, a evolução dos requisitos regulatórios globais e locais que exigem implementações estruturais.

As perspectivas são animadoras. Para um mundo em evolução acelerada, surge a expressão “Atuário Exponencial”, para se adaptar ao futuro do trabalho e tecnologias. A automatização chega para reduzir esforços das rotinas e trazer uma abordagem mais estratégica com foco na tomada de decisão e na geração de valor real. 

Estamos falando de um alinhamento completo das necessidades dos stakeholders, características dos produtos, canais de distribuição, preço do seguro, utilização, gestão de passivos e ativos financeiros, segurança e governança corporativa. Tudo isso, para o cliente, em um planejamento de negócios em longo prazo. O termo também vem sendo utilizado pela entidade americana globalmente reconhecida em atividades educacionais e de pesquisa mais representativa da classe, o Society of Actuaries [SOA], membro do International Actuarial Association [IAA], e busca manter elevado padrão profissional de práticas e observa as principais tendências em mensuração e gestão de riscos.

É um novo rumo para fazer mais, para ser mais, utilizando habilidades técnicas e experiência no entendimento profundo associando análises e métricas de ponta a ponta na gestão de riscos.

A integração entre ferramentas ou o desenvolvimento de sistemas dedicados estão robotizando um conjunto de tarefas atuariais, a capacitação passa a ser holística para refletir, criar e analisar sensibilidades e sentimentos do mundo real que a inteligência artificial não será capaz de reproduzir considerando questões como complexidade, ética, privacidade e custos. 

A exigência se volta para sofisticação cognitiva, comunicação e conhecimento de negócios. Atuários e empresas assumem compromissos necessários para captar e atender novas demandas, fornecendo insights e fazendo a ponte entre tecnologia e estratégia.

Automatizar os processos e atividades atuariais irá permitir maior participação como estrategista de negócios, aproveitando habilidades analíticas e preditivas para gerar insights de negócios, uma ponte entre ciência, tecnologia e estratégia corporativa. Atuários estarão mais livres para alavancar suas características e competências em relações duradouras, com comunicação, pensamento crítico, ceticismo e criatividade. E, assim, operar em seu pleno potencial, ajudando as empresas a atingirem as metas estabelecidas. A abordagem impulsionará o desempenho das equipes de trabalho e ajuda a manter a vantagem competitiva no mercado.

Por outro lado, no mercado brasileiro, as companhias de seguros estão enfrentando interrupções em um ritmo sem precedentes para quitar demandas de curto prazo, por falta de planejamento ou na pior das hipóteses por não ser entendida como prioridade de investimento em pessoas com as características mencionadas. As oportunidades de otimização se encontram justamente em macro atividades como consolidar e tratar fontes diversas de dados, processos, templates de cálculo e conexão com softwares de tratamento, e melhorias de áreas correlatas

É preciso focar em respostas, observar qualidade, somente realizar análises com objetivo definido e aplicar visão holística para redução máxima de re-trebalho. Ser mais ativo na busca por eficiência irá permitir melhor liderança do atuário em demandas por adaptação como as normas internacionais de contabilização, IFRS 17 (International Financial Reporting Standard), Principle-Based Reserving (PBR) e US GAAP Targeted Improvements. 

Para atender a demandas crescentes, ao mesmo tempo em que atuam estrategicamente nos negócios, os líderes esperam mais de suas equipes atuariais, e aqueles que complementam sua função atuarial com automação e inteligência artificial [IA] estarão melhor posicionados para atender seus objetivos. Uma pesquisa da Delloite US, menciona que 17% dos executivos globais relatam que estão prontos para gerenciar equipes com pessoas, robôs e IA trabalhando em conjunto.

De forma isolada, adotar novas tecnologias ou desenvolver novos processos não seria suficiente. Líderes atuariais devem reformular o foco da profissão, ajustando suas prioridades e responsabilidades para ser mais atuante na tomada de decisões estratégicas e na comunicação clara de seus estudos, recomendações e acompanhamento contínuo de decisões baseadas em dados. Ao mesmo tempo que empresas devem fornecer os recursos e treinamentos para potencializar essa evolução.

Atualmente, atuários são reconhecidos como principais contribuintes de insights de negócios na indústria de seguros devido ao entendimento de riscos e analíticos, mas precisarão remover sobrecargas manuais por algoritmos do tipo máquina, inclusive contribuindo no desenvolvimento de sistemas e arquitetura de dados. Estes avanços já estão ocorrendo e permitem implementar melhorias e fazer a adaptação de escopo para o natural aumento de relevância em funções estratégicas diretamente ligadas ao resultado da companhia.

O setor de seguros, para alcançar esse desenvolvimento, precisa se conectar melhor com seus colaboradores para criar células sociais diversas com acúmulo de conhecimento e aplicação objetiva. Uma estratégia inteligente e inovadora para tirar proveito máximo da tecnologia irá mudar as atividades dos trabalhadores para algo cada vez menos repetitivo e mais motivador, através da união da produtividade humana e da máquina. 

A prática é interessante também para as áreas de recursos humanos, visto que a equipe entende e percebe a sensação de conectividade com os colegas de trabalho e com a empresa. O relacionamento também passa pelo trabalho conjunto de talentos atuariais com funcionários tradicionais. Sendo ao mesmo tempo, uma postura inclusiva, gratificante e significativa para a sociedade.

À medida que as companhias transitam para o futuro do trabalho busca-se a estratégia de implementação de melhorias para reimaginar e redesenhar o fluxo de trabalhos atuariais. Uma abordagem possível é combinar uma estrutura mínima do entregável principal da área, por exemplo, o fechamento das reservas, com a técnica de pixelagem do projeto, e em seguida de cada uma das atividades associadas. O objetivo da célula de trabalho é decompor em nível granular para identificar alvos de automação com uso das tecnologias disponíveis. 

Posteriormente, o conjunto de atividades específicas é recomposto através do agendamento de rotinas, liberando tempo para que os atuários se concentrem somente na interpretação de indicadores e geração de propostas para obteção de valor. A cada decisão tomada, a técnica de aprendizado de máquina, realizará recomendações cada vez mais assertivas sobre provisionamento e autoexplicabilidade de variações importantes para gestores e administração.

São possíveis nesse contexto sessões de brainstorming colaborativo para redefinição de regras e compilar uma lista de prioridades de processos, seleção com base em revisão pelo gestor, e acompanhamento semanal de andamento das melhorias. Dependendo do processo, espera-se redução de 80% a 90% no tempo de execução. Trabalhos integrados revelam que os erros de processo em atividades lógicas são humanos, seja em aplicações manuais ou com entendimentos equivocados sobre o que o sistema deveria fazer. O mais satisfatório aqui é revelar sem desconforto que errar é humano, e não há problema nisso. Desde a psicologia, é sabido que ao assumir nossas reais deficiências, conseguimos obter os caminhos da mudança,  e aprenderemos a direcionar a tecnologia para onde ela é necessária, na construção do melhor relacionamento homem e máquina.

Existe então a oportunidade de passar mais tempo como estrategistas de negócios e oferecer observações céticas e críticas para o C Level, podendo trazer contribuições de otimização de retorno aos acionistas, insights de como maximizar o ganho sobre o capital e apresentará estudos mais detalhados de mercado orientando áreas de produtos, comercial, subscrição, sinistros entre outras.

Para atuários e empresas, o tempo para a mudança é agora. Alvos básicos se iniciam com a facilitação da coleta e preparação de dados, progridem para prioritários como computação e análise, melhoria de relatórios com uso de ferramentas de B.I. e geração de insights a partir de dados e comunicação com a administração.

A transformação começa com a mudança de mentalidade de líderes de dados para líderes de negócios. Líderes de números para recomendações efetivamente estratégicas.

Para fazer esse salto, os atuários devem abandonar velhas rotinas e atuar ativamente na melhoria de processos internos e associados potencializando suas habilidades atuariais, não somente as tarefas tradicionais. 

Há desafios importantes para interações com vender e resultados; definir métricas sobre concorrentes, produtos e canais de distribuição; identificar efeitos na rentabilidade, capacidade de avaliação geral de todos os custos e receitas da operação de seguros para maximizar resultados entrando em novos mercados com preço certos e momento oportuno.

O Atuário Exponencial poderá ser capaz de gerar insights únicos para conduzir decisões estratégicas, se entender o valor de associar cada vez mais conhecimento técnico e conhecimento de negócios. Se fizer, gerará efeito catalisador nos mais altos níveis das empresas sabendo utilizar as consequências da “Transformação Digital” para nortear a “Transformação Atuaria”. Os profissionais que abraçarem essa mudança irão elevar suas capacidades e fortalecer seu valor em suas organizações.