A importância do diálogo na harmonização das relações de consumo foi o tema em destaque do 2º webinar da Semana do Consumidor

 Fonte: CNseg

“A busca por harmonia na relação com os órgãos de defesa do consumidor é um dos valores que prestigiamos muito na CNseg e, há tempos, promovemos ações para fortalecer o diálogo institucional com essas entidades”, afirmou a Diretora-Executiva da CNseg Solange Beatriz Mendes na abertura do webinar “A experiência das demandas do consumidor”, realizado nesta terça-feira, dia 27. 

O encontro, que foi o segundo webinar da série da Semana do Consumidor, contou também com a participação do professor de Direito do Consumidor Ricardo Morishita; da Diretora de Ouvidoria do Grupo Segurador Mapfre, Claudia Wharton; do Presidente da Associação Brasileira de Procons, Filipe Vieira, e do Defensor Público do RJ e Coordenador do NUDECON, Eduardo Tostes, com moderação da Diretora da CNseg. 

Em 2015, afirmou Solange Beatriz Mendes, a CNseg deu início aos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que são encontros com Procons regionais para discutir os problemas nas relações de consumo no setor segurador. Ao todo, já foram realizadas oito edições em todas as regiões do Brasil. O aspecto mais importante desses Colóquios, afirmou ela, “é o enfrentamento dos problemas por meio do diálogo franco, propiciando a construção de uma relação de confiança entre as partes”. 

A importância do diálogo na resolução de conflitos também foi destacada pelo Presidente da Associação Brasileira de Procons, principalmente para resolver os problemas de comunicação que, segundo ele, são os causadores da maioria dos conflitos. “Muitas vezes, as empresas acham que estão fazendo tudo certo, mas a comunicação com o consumidor é que não está indo bem”.

Na ocasião, Filipe Vieira levantou uma questão que muito tem preocupado, tanto o mercado segurador, como os órgãos de defesa do consumidor, que é o da venda de proteção veicular por parte de associações que se colocam como equivalentes às seguradoras, mas “não trabalham com a mesma natureza jurídica do seguro, não seguem as mesmas regras e estão à margem da Lei”.  

A esse respeito, a Diretora da CNseg afirmou que é uma falácia acreditar que há um livre arbítrio por parte das pessoas que buscam essas associações pois, na maioria das vezes, desconhecem os riscos aos quais estão expostas. 

Mas o grande tema do webinar foi mesmo o da busca do diálogo para a harmonização das relações, que também foi abordada pelo Defensor Público do RJ e Coordenador do NUDECON, Eduardo Tostes. Diálogo necessário, segundo ele, para “se compreender o que é razoável em termos de direito para os órgãos de defesa do consumidor e o que é adequado para as empresas”. E, nesse processo, ele destacou a importância da plataforma Consumidor.gov mas, sobretudo, a importância das ouvidorias. “Com transparência e respostas razoáveis, em prazos razoáveis por parte das ouvidorias das empresas, conseguimos reduzir em muito as demandas que chegam aos órgãos de defesa do consumidor e ao judiciário”, afirmou, complementando: “espero que o exemplo de diálogo transparente do setor segurador sirva para outros segmentos econômicos”. 

Como representante da categoria dos ouvidores no webinar, a Diretora de Ouvidoria do Grupo Segurador Mapfre, Claudia Wharton, que também é membro da Comissão de Ouvidoria da CNseg, disse que seu papel é atuar com imparcialidade na resolução dos conflitos, buscando entender os pontos de vista dos clientes, mas também os de toda a cadeia de comercialização do seguro. “Quando um consumidor nos procura, nossa missão é resolver seu problema da melhor forma possível, tentando evitar que essa demanda siga para outras instâncias, mas também temos o papel de buscar entender as causas que originaram esse tipo de problema e trabalhar pela sua mitigação”, afirmou ela. 

Complementando, Solange Beatriz Mendes lembrou que a maior parte das seguradoras já havia instituído voluntariamente suas ouvidorias muito antes delas se tornarem obrigatórias. 

Apresentado pela Diretora-Executiva da CNseg como o grande idealizador dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, o professor Ricardo Morishita foi mais um que ressaltou a importância do diálogo, afirmando que é por meio dele que se constrói a confiança. Entretanto, destacou, essa confiança só ocorre quando “nos colocamos vulneráveis e de maneira verdadeira nesse diálogo”. E trazendo essa analogia para os Colóquios, disse que eles só puderam funcionar porque o setor teve a coragem de abordar suas vulnerabilidades nesses encontros.

Já ao fim de sua participação, abordando também a questão da venda da chamada proteção veicular, o professor afirmou que “essas associações de proteção veicular não são seguradoras, muito menos associações e o mal funcionamento dessas organizações pode acabar respingando injustamente na imagem das seguradoras”, concluiu. 

Nesta quarta-feira, dia 28, acontece o último webinar da Semana do Consumidor, tendo como tema “O consumidor do futuro”, também mediado pela Diretora-Executiva da CNseg, Solange Beatriz Mendes e abordando as tendências regulatórias, as novas tecnologias e as mudanças no comportamento dos consumidores com impactos no mercado de seguros. 

Para conferir o vídeo do webinar de ontem no Canal da CNseg no YouTube.

Estudo da Accenture prevê incremento de US$ 1,4 trilhão no setor mundial de seguros até 2025

estudo accenture seguros

A indústria global de seguros crescerá em US$ 1,4 trilhão entre 2020 e 2025, apesar das atuais condições de recessão e dos modelos que apontam risco ascendente. Vale lembrar que mundialmente o setor movimenta vendas acima de U$ 5 trilhões. Para captar uma parte deste crescimento e defender o seu lugar na cadeia de valor dos seguros, players da indústria seguradora devem inovar, adverte o Insurance Revenue Landscape 2025: Innovate for Resilience, relatório de pesquisa divulgada pela Accenture, consultora global de tecnologia e estratégia.

Segundo o estudo, prêmios globais significativos provavelmente serão renovados com novos produtos inovadores e uma mudança na distribuição para canais digitais ou plataformas de terceiros. “As seguradoras não podem contar com taxas de retenção históricas para manter os pools de receita tradicionais. A inovação tanto no produto quanto na distribuição é uma necessidade se uma seguradora deseja defender a receita existente”, afirmam os autores.

Historicamente, as taxas de retenção de clientes oscilam em torno de 85% para a maioria das seguradoras. Com a mudança para canais digitais e plataformas de terceiros, as seguradoras que se recusam a inovar podem ver quedas de receita de quase 5%, estima o estudo.

Uma análise mais aprofundada das mudanças no risco revela novas oportunidades de receita impulsionadas pela inovação, além do crescimento dos produtos de seguro tradicionais. Em jogo estão US$ 200 bilhões em receitas de produtos e serviços habilitados para tecnologia, serviços de valor agregado e monetização de dados e tecnologia.
“As seguradoras precisarão inovar para obter vantagem competitiva neste novo cenário de receita, ao mesmo tempo em que constroem resiliência em seus negócios e portfólios de produtos”, acrescentam os autores.

A indústria se aglutinará em torno de 4 áreas de inovação, afirma a Accenture: Produtos e serviços de saúde/ bem-estar e vida, com U$ 120 bilhões em receitas de produtos e serviços de saúde inteligentes, especialmente para populações em envelhecimento, e produtos de gestão direta de vida e patrimônio. Em segundo lugar, o estudo cita produtos direcionados a riscos com economia, mudança climática e ameaças cibernéticas, com US$ 115 bilhões em receita de produtos e serviços para lidar com novas exposições, como mudanças climáticas, uso de ativos de economia compartilhada e ameaças cibernéticas maiores.

Integração de tecnologia com produtos P&C tradicionais devem movimentar outros US$ 120 bilhões em produtos e serviços que possibilitam automóveis inteligentes, casas inteligentes e manufatura inteligente. E por fim, o estudo cita a tendencia de distribuidores alternativos, com US$ 125 bilhões de trocas de prêmios para novos distribuidores, como grandes tecnologias, fabricantes e insurtechs, e vendas diretas de pequenos seguros comerciais.

Inovar para obter vantagem competitiva com insights baseados em dados pode capacitar a seguradora com uma estratégia de negócios resiliente não é mais uma tendencia e sim uma questão de sobrevivencia, alerta o estudo. “Cada seguradora terá necessidades e clientes exclusivos que exigem uma abordagem exclusiva para construir resiliência de longo prazo. Estamos há um ano na pandemia COVID-19. A experiência prova que os cenários de crise podem atacar rapidamente as empresas que não inovarem”, sentenciam os autores.

Caixa levanta R$ 4,35 bi com IPO da Caixa Seguridade

A Caixa Econômica embolsou pelo menos R$ 4,35 bilhões, nesta terça-feira, no IPO (oferta inicial de ações) do seu braço de seguros e previdência. A Caixa Seguridade vai estrear na Bolsa valendo R$ 29 bilhões, após uma transação que sofreu resistência dos funcionários da Caixa e desconfiança dos fundos de investimento, segundo informam as principais mídias. O banco está abrindo mão de 15% do capital da Caixa Seguridade e vendeu as ações por R$ 9,67, segundo gestores que acompanharam a operação. O valor ficou perto do piso pretendido para o IPO, cujo intervalo indicativo ia de R$ 9,33 a R$ 12,67. Assim, a companhia vai chegar à B3 valendo R$ 9 bilhões menos do que no teto dessa faixa. O valor arrecadado pela Caixa pode subir para R$ 5 bilhões caso os lotes adicional e suplementar de ações também consigam ser vendidos. 

Segundo o Valor, a Caixa atraiu quase 150 mil pessoas físicas. Boa parte corresponde a clientes do varejo ou do private do banco e a colaboradores. Esses investidores ficaram com 55% da oferta, ou R$ 2,752 bilhões, o maior volume já registrado num IPO no país. Até então, o recorde em volume era da BB Seguridade, de 2013, quando pessoas físicas entraram com R$ 1,844 bilhão (16% do total). A oferta também atraiu investidores globais. Entre eles, estariam nomes como Goldman Sachs Asset Management, GIC, Pictet, Wellington e Zimmer, de acordo com outro interlocutor. Os recursos irão integralmente para a Caixa.

Com o IPO, a Caixa se desfaz de pouco mais de 15% do capital da holding de seguros. No ano passado, o plano previa a venda de 25% da e havia a expectativa de que a subsidiária fosse avaliada em R$ 60 bilhões, mais ou menos o dobro do valor atual. Por outro lado, o banco conseguiu implementar as parcerias com seguradoras que vão explorar o balcão da instituição financeira, uma demanda dos investidores. 

CNseg debate “Experiência do Consumidor” em webinar

Em ambiente de alta competitividade, tecnologia e cidadão cada mais empoderado, resolver demandas dos que precisam de proteção securitária faz parte da melhor conduta de toda e qualquer empresa que busca estar em conformidade com as práticas do momento. “A crise epidemiológica e econômica instigou maior concorrência. As empresas precisam ser mais competitivas e atrativas para se manterem ativas nesse ambiente, buscando meios de convergir suas práticas de conduta à vontade do cliente. Todos sabemos que temos consumidores completamente diferentes a partir das últimas recessões econômicas e, agora, ainda mais pelo sofrimento e pela experiência que a pandemia trouxe para todos nós”, comentou o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, que atuou como mediador, após abrir o evento que comemora a Semana do Consumidor, iniciado ontem (26/4).

Assista o vídeo do webinar

Participaram como palestrantes Juliana Oliveira, Secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Rafael Scherre, Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Mauricio Nunes da Silva, Diretor de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde (ANS); Tereza Moreira, Chefe do Serviço das Políticas de Concorrência e Proteção dos Consumidores da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD); e Silas Rivele, Ouvidor da Seguros Unimed e Presidente da Comissão Temática de Ouvidoria da CNseg.

O webinar abordou a evolução do atendimento ao consumidor de seguros desde o seu início, tendo como marco o Código de Defesa do Consumidor, até os dias de hoje. “Trata-se de um período iniciado em 1990, e que agora comemora 30 anos. Podemos afirmar que boas práticas de atendimento, bons resultados de atendimento ao consumidor e a sua fidelização pela dinâmica das empresas expressam-se no crescimento do setor de seguros ao longo das três últimas décadas”, afirmou Marcio Coriolano.


Como exemplo mais recente, o Presidente da CNseg citou a adesão do setor ao portal consumidor.gov, a plataforma que é o canal da administração pública para atuar na solução de problemas em relações de consumo. “O setor é apoiador da plataforma desde sua criação. A maioria das companhias líderes aderiram desde o primeiro momento. Contabilizamos a adesão de 85% do mercado mesmo antes da obrigação formal”, lembrou. 

Marcio Coriolano também ressaltou a importância dos reguladores do setor e das empresas em acompanhar as mudanças da sociedade, citando a flexibilização de normas durante o período de pandemia e a rápida resposta dada pelas seguradoras. “Antes da pandemia, a sociedade já vivia uma fase de grandes avanços tecnológicos, que exerceram influência nas relações de consumo, especialmente pelas modalidades digitais de relacionamento. A pandemia materializou e impulsionou essa transformação digital, anunciando mesmo um novo perfil de consumidor, que afetará também o seguro. Preciso destacar, que em 72 horas após a decretação das restrições de circulação em março de 2020, a maior parte das seguradoras já tinha seus sistemas adaptados para o atendimento virtual, destacou.

Juliana Oliveira, Secretária da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ressaltou que 2020 foi um ano desafiador em vários sentidos com mudanças significativas no comportamento do consumidor com compras online e compartilhamento de dados. “Estamos trabalhando fortemente na proteção desses direitos para garantir ao consumidor uma maior liberdade nas escolhas de seus produtos e serviços, atendendo suas necessidades, sem que ele possa ser colocado em risco”, destacou. Foram mais de 1 milhão de reclamações registradas no portal Consumidor.gov.br no ano passado tiveram atendimento no prazo médio de até 8 dias. Do total, 80% das queixas foram resolvidas, sem precisar avançar para a espera jurídica. “Mesmo assim, ainda precisamos melhorar a experiência que o consumidor com as empresas de todos os segmentos da economia”.

A representante da Senacon, serviço público que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo de forma online, ressaltou ainda que o Brasil tem diferentes tipos de dificuldades, desde um consumidor que já nasceu com a tecnologia como aquele que até hoje tem dificuldades para lidar com ela. “Temos de ser multicanais. As empresas precisam atender a um público diverso e oferecer diferentes canais de comunicação para que os consumidores possam tirar dúvidas ou fazer reclamações”, explicou. “O que nós precisamos garantir é um atendimento rápido e fluido para que o consumidor sinta que o problema dele vai ser resolvido sem que seja necessário seguir para a esfera judicial, algo custoso em vários sentidos para todos os envolvidos”. 

Rafael Scherre, Diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), afirmou que a renovação do arcabouço regulatório do setor desde o ano passado tem cumprido o seu papel de estimular a concorrência entre as companhias e que isso tem ajudado muito a reduzir atritos com consumidores. “Ao lançar produtos olhando para o perfil do consumidor, boa parte das divergências desaparece, e as ouvidorias são estratégias para o tratamento das demandas”.

De acordo com dados apresentados por Scherre, as reclamações de consumidores atendidas pela Susep caíram de 25.207 mil em 2019 para 21.200 em 2020. Automóvel e Vida respondem por 47% das queixas registradas na Susep e Previdência com 20%. “Claro que tem o efeito pandemia nestes números, como com as restrições de circulação que derrubaram as queixas em seguro de carro. Mas, por outro lado, elevaram as dúvidas em relação a seguro de Vida e de Planos de Previdência. Considerando-se o índice de queixas sobre o volume de vendas do setor, o indicador saiu de 0,102 para 0,08. Os dados não consideram DPVAT, Capitalização e Saúde, que está a cargo da ANS.

Mauricio Nunes da Silva, Diretor de Fiscalização da Agência Nacional de Saúde (ANS), contou que o órgão começou, em 2008, a regular o atendimento ao consumidor por meio de uma plataforma de solução de conflitos, automatizado, com o objetivo de resolver conflitos de forma extrajudicial. “Este canal ajuda a melhorar a regulação da ANS, confere maior legitimidade e transparência na ação do regulador”, afirmou. Em 2020, a ANS recebeu 150 mil reclamações e 270 mil pedidos de informação. “Foram 420 mil demandas recepcionadas em 2020. Desde então vem passando por diversas adaptações, recebendo diversas premiações.

De 2013 a 2020, a taxa de resolutividade vem aumentando, com taxas superiores a 90%, informou. Em 2020, até novembro, foi de 91,7%. “Isso significa que a cada 100 reclamações abertas, 91 foram solucionadas. Com a Covid tivemos um incremento de mais de 20 mil demandas, com índice de solução de 90,4%, sendo queixas sobre testes e exames 92%”, afirmou, citando que a ANS tem vários canais de atendimento, sendo o 0800 responsável por mais de 80% das mais de 50 mil demandas por mês.

Tereza Moreira, Chefe do Serviço das Políticas de Concorrência e Proteção dos Consumidores da UNCTAD, ressaltou que o Brasil tem um papel importante no avanço da relação de consumo da América Latina e também contribui de forma relevante para as discussões internacionais sobre o tema. “Tudo o que é feito aqui, e acompanho bem as discussões, é replicado no mundo. É um país emergente e com uma complexidade incrível com diversos órgãos de defesa do consumidor espalhados na imensa geografia do país”, citou. No entanto, ela chamou a atenção para que o Brasil também preste atenção ao que acontece em outras partes do mundo, onde todos visam retirar os conflitos de consumo da esfera jurídica por meio das câmaras de conciliação. 

Finalizando o evento, Silas Rivele, Ouvidor da Seguros Unimed e Presidente da Comissão Temática de Ouvidoria da CNseg, informou que a central de ouvidoria da CNseg, composta por 85% das 120 seguradoras do setor, atendeu cerca de 150 mil demandas 97% delas foram resolvidas. “Também destaco que elas resultaram em mais de 250 melhorias registradas em processos, produtos, tecnologia, documentação e materiais de divulgação”, ressaltou.

Hoje (27/04) será a vez de discutir “A importância do Diálogo Institucional do Setor de Seguros e o SNDC: Experiências, Avanços e Desafios”, das 11h às 12h30. A mediação será realizada pela Diretora de Relações Institucionais e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, e estão confirmados: o professor de Direito do Consumidor, Ricardo Morishita;  a Diretora de Ouvidoria do Grupo Segurador MAPFRE, Cláudia Wharton; o Presidente da Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil), Filipe Vieira; e o Defensor Público do Rio de Janeiro e Coordenador do Nudecon,  Eduardo Tostes.

Ligeira alta da projeção do PIB reflete aprovação do Orçamento 2021

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

A expectativa para o PIB 2021 divulgada pelos economistas do Boletim Focus nessa semana aumentou pela primeira vez depois de sete semanas consecutivas de queda, passando de 3,04% para 3,09%. Para 2022, a projeção de 2,34% se manteve. Apesar da ligeira alta, a estimativa é quase 11% menor em relação ao maior patamar da projeção revelada pelo Focus neste ano, destaca Priscila Aguiar, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Na semana passada, havia a expectativa de sanção ou veto do orçamento de 2021 do governo federal. Com a sanção pelo Presidente no último dia do prazo, as atenções dessa semana estarão voltadas para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia pelo Senado. “Mas é esperado, também, que o Congresso inicie em maio a análise de uma nova pauta econômica com ações para auxiliar o enfrentamento da pandemia, especialmente para o setor empresarial, com novas medidas de estímulos para a economia”, diz Aguiar. 

Entre as ações, a economista cita a reedição do Pronampe (Programa Nacional de Apoio à Microempresa e Empresas de Pequeno Porte), que visa disponibilizar crédito para pequenas e médias empresas através de financiamentos a juros baixos e regras simplificadas, e do BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), que permite a redução da jornada de trabalho e de salários para trabalhadores do setor privado. 

Leia o comentário das projeções dos principais indicadores no Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Receita do setor de títulos de capitalização sobe 2,3% no 1º bimestre, para R$ 3,8 bi

Fenacap

Balanço divulgado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) mostra que o setor de títulos de capitalização, produtos que conjugam soluções de negócios com sorteios, voltou a crescer após dez meses de retração, período que teve o desempenho afetado pela pandemia de Covid-19.

No primeiro bimestre de 2021, a receita atingiu R$ 3,8 bilhões, valor 2,3% superior em relação a igual período do ano passado, quando ainda não haviam sido decretadas as medidas para conter o avanço da doença. Ainda de acordo com as informações da FenaCap, foram entregues R$ 228,7 milhões em prêmios a clientes que tiveram títulos de capitalização contemplados.

Os dados do primeiro bimestre do ano também apontam para queda de 5,4% nos resgates, totalizando R$ 3,1 bilhões, o que contribuiu para a elevação das provisões técnicas – compostas dos recursos de clientes com títulos de capitalização ativos -, que apresentaram alta de 6,2%, chegando a R$ 32,5 bilhões.

“A situação sanitária e econômica reforçou a importância da reserva financeira. Os títulos de capitalização ajudam pessoas e famílias a desenvolver o hábito de guardar dinheiro e oferecem a chance de participação em sorteios ao longo de toda a vigência dos contratos. Em momentos de incertezas, contar com uma reserva financeira traz bem-estar e tranquilidade e isso explica a redução no volume de resgates. Por outro lado, quem precisou lançar mão de recursos para fazer frente a algum tipo de emergência encontrou no título de capitalização um aliado”, observa Marcelo Farinha, presidente da FenaCap.

IRB+Inteligência aponta que seguradoras faturaram R$ 10 bilhões em fevereiro, alta de 13%

irb inteligencia mercado

Fonte: IRB

O mercado segurador registrou faturamento de R$ 10 bilhões em fevereiro, alta de 13,1% comparando com o mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados do Boletim IRB+Mercado, relatório da plataforma IRB+Inteligência, iniciativa do IRB Brasil RE que se baseia nas informações públicas divulgadas pela Susep. O resultado indica continuidade no ritmo de crescimento do setor, o que ocorre há oito meses consecutivos e representa a segunda maior taxa para o mês de fevereiro desde 2015. No total, mais de 70% dos grupos seguradores tiveram crescimento. Já no acumulado do ano (janeiro e fevereiro de 2021), o segmento evoluiu 11,3%, somando R$ 21,1 bilhões. 

A linha de Vida, detentora de 36% do arrecadado e com crescimento constante desde julho de 2020, faturou R$ 3,8 bilhões no segundo mês de 2021, uma variação positiva de 6,8% no comparativo com fevereiro do ano passado. A alta aconteceu devido ao desempenho, principalmente, dos produtos Vida Individual (21,9%), Vida em Grupo (8,2%), Acidentes Pessoais – Coletivo (9,9%) e Prestamista – Coletivo (2,8%). O seguro Auto voltou a ter alta (6%), contabilizando R$ 2,7 bilhões. Em paralelo, a redução das despesas com sinistros ocorridos contribuiu para os resultados das seguradoras que atuam com esse produto, observado pela melhora da taxa de sinistralidade de 64,3% para 59,4% no comparativo do acumulado do ano (janeiro e fevereiro) de 2020 com 2021, respectivamente.  

Como terceiro destaque de fevereiro, o seguro Corporativo de Danos e Responsabilidades (sem Rural, Crédito e Garantia) registou faturamento de R$ 1,9 bilhões, alta de 27,9%. A modalidade teve influência dos produtos Lucros Cessantes (340%) e Petróleo (164,5%). No mesmo segmento, vale ainda destacar a alta de Riscos Cibernéticos (284,6%), reflexo da entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do aumento do trabalho remoto. Já os seguros Individual Contra Danos e Rural totalizaram, separadamente, R$ 903 milhões e R$ 465 milhões, altas de 17,8% e 55,1%. O segmento Crédito e Garantia teve R$ 326 milhões de prêmio emitido, o que representa crescimento de 21,3%.  

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise, que é publicada mensalmente, está disponível, na íntegra, no site da companhia (www.irbre.com). No mesmo endereço, o IRB oferece ainda o Dashboard IRB+Mercado Segurador, painel dinâmico desenvolvido pelo ressegurador com informações de todo o setor. 

Sompo Seguros contrata Bruno Pereira como diretor financeiro

Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo, acaba e contratar Bruno Rodriguez Pereira como Diretor Executivo Financeiro. Com mais de 20 anos de experiência, o executivo chega para contribuir com a estratégias de negócios estabelecidas para a nova fase da companhia.  Bruno Rodriguez Pereira é Engenheiro de Produção (Univ. Federal Fluminense), com MBA em Gestão Financeira e Atuarial (FIPECAFI/USP).

Iniciou a carreira como auditor em renomadas empresas de consultoria prestando atendimento a companhias seguradoras. Ao longo da carreira, atuou em todas as áreas de finanças e cargos de liderança em grupos seguradores internacionais no Brasil e participou de projetos de Fusões & Aquisições, Reestruturação de Projetos Financeiros, entre outras iniciativas de porte. Entre 2008 e 2011 atuou na Marítima Seguros, uma das companhias que deram origem à marca Sompo Seguros no Brasil.

“É uma honra voltar para um grupo segurador que traz em sua origem a capacidade de inovar para atender à sua missão e propósitos. Atuei numa das empresas que deu origem ao grupo e, agora, passo a integrar o desafio de contribuir com a estratégia de potencializar a capacidade de crescimento da Sompo Seguros no Brasil”, destaca Pereira.“O Bruno é um executivo com amplo conhecimento que construiu sua carreira atuando na transformação do mercado segurador nos 20 anos recentes. Seu know-how será essencial para darmos andamento às decisões estratégicas estabelecidas para o desenvolvimento do planejamento estratégico de negócios da companhia nos próximos anos”, acrescenta Alfredo Lalia Neto, presidente da Sompo Seguros.

Conjuntura CNseg: setor de seguros reage no primeiro bimestre do ano, com alta de 4,5%

Fonte: CNseg

O setor segurador continua a gerar receitas de prêmios voláteis no ano, em virtude dos impactos heterogêneos da pandemia entre ramos e modalidades de seguros. Resultado: no primeiro bimestre de 2021, o setor apresentou crescimento de 4,5% contra o mesmo período de 2020, quando ainda não havia pandemia, decretada em março. “A liderança cabe a Danos e Responsabilidade, com avanço de 12,6%. O segmento de Pessoas sobe pouco, 1,5%, influenciado por virtual estabilidade de planos de acumulação”, assinala o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, em editorial da publicação Conjuntura CNseg nº 41.

Chama a atenção a forte aceleração apresentada por algumas modalidades no acumulado do ano. Quase todos os ramos de seguros observaram avanços, alguns verdadeiramente superlativos. Pelo menos, oito ramos contribuíram para o resultado positivo no ano, que são: Responsabilidade Civil (42,7%); Rural (32,2%); Crédito e Garantias (27,2%); Patrimonial (26,4%); Transportes (20,9%); Habitacional (10,9%); Marítimo e Aeronáuticos (9,9%) e Planos de Vida – Risco (6,3%).

Alguns ramos vêm tendo desempenho tão consistente, principalmente a partir do segundo semestre de 2020, que, mesmo tendo queda em fevereiro sobre janeiro, puxaram a alta do ano. Entre eles, aparecem Marítimos e Aeronáuticos (-35,6%); Responsabilidade Civil (-28,1%); Transportes (-24%); Garantia Estendida (-17,7%); Patrimonial (-6,2%); Automóveis (-5,7%) e Rural (-2,7%). Os Títulos de Capitalização recuaram 3,5%. Os únicos que cresceram foram Crédito e Garantias, com 17,5%, e Planos Tradicionais de Vida, com 3,4%. Os prêmios de fevereiro, de R$ 22 bilhões, registraram queda de 9,9% sobre janeiro, de R$ 24,2 bi.

Outra realidade de mercado é apresentada na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, métrica ainda mais importante de aferição do desempenho. A receita de fevereiro último foi 5,5% superior ao mesmo mês de 2020, mês que antecedeu a decretação da pandemia e de bom desempenho. Nesse caso, o desempenho positivo foi,  novamente, influenciado pelo segmento de Danos e Responsabilidades, com alta de 14,9%, enquanto o segmento de Cobertura de Pessoas avançou 1,5% e os Títulos de Capitalização tiveram receitas aumentadas em 6,6%. 

Conjuntura CNseg ressalta ainda que o desempenho favorável guarda forte relação com o comportamento dos ramos de maior densidade de market share, como  Automóveis, cuja receita somou R$ 2,68 bilhões no mês e alta de 7,4% sobre o segundo mês de 2020; Planos de Vida Risco (R$ 3,74 bilhões e crescimento de 7,3%); Patrimonial (R$ 1,35 bilhão no mês e taxa extraordinária de 38,1%); Rural (R$ 429 milhões e crescimento elevado de 43,9%); Habitacional (R$ 399 milhões e taxa de 10,7%); Transportes (R$ 275 milhões e taxa de 25,6%). “Todos esses – fora Automóveis – são ramos que tiveram desempenho consistente no ano de 2020 e em janeiro deste ano, revelando as preferências prioritárias dos consumidores: proteção da vida, proteção e investimento nas residências, mobilidade das cargas transportadas”, concluiu Marcio Coriolano

Fundación MAPFRE destinará 120 mil euros a projetos e iniciativas de caráter social

Fonte: MAPFRE

Estão abertas as inscrições para os Prêmios Sociais da Fundación MAPFRE. Com o objetivo de reconhecer iniciativas e instituições de destaque internacional que promovam a melhoria da sociedade, a premiação distribuirá 120 mil euros aos selecionados (30 mil euros por categoria). As inscrições vão até 31 de maio.”Em um cenário tão desafiador, consideramos ainda mais necessário apoiar e reconhecer as pessoas, projetos e entidades que, com sua dedicação e esforço, nos ajudam a caminhar para uma sociedade mais solidária e humana”, afirma Fernando Pérez-Serrabona, representante da Fundación MAPFRE no Brasil. “Sentimo-nos privilegiados como incentivadores de ações que valorizam a vida”, destaca. 

Confira as categorias:

“Prêmio por toda uma vida profissional José Manuel Martínez Martínez” reconhece aqueles que dedicam sua trajetória para melhorar a vida de outras pessoas. Para atribuir esse prêmio, o júri avaliará a história profissional e pessoal do(a) candidato(a), bem como seu apoio a causas solidárias. 

“Prêmio à melhor entidade por sua trajetória” reconhece o trabalho de instituições que realizaram ações relevantes e de grande impacto nas frentes social, cultural, de segurança no trânsito, prevenção de acidentes e promoção da saúde. Nesta categoria, o júri avaliará a eficácia dos projetos e seu grau de inovação e de aplicação em grande escala ao longo da história da entidade. 

“Prêmio ao melhor projeto ou iniciativa por seu impacto social” tem o olhar voltado a iniciativas diferenciadas que contribuam para melhorar substancialmente a vida de muitas pessoas. O júri irá avaliar a relevância, o grau de inovação e a originalidade do projeto, bem como a capacidade de ampliá-lo ao maior número de países. 

As inscrições das categorias acima podem ser realizadas em 
http://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/fundacion-mapfre/

“X Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán” identificará trabalhos científicos que contribuam para ampliar a atividade seguradora na sociedade e conduzam à estabilidade econômica e à solidariedade por meio da segurança e da previdência social. 

Este prêmio tem parâmetros específicos, que podem ser consultados em: 
http://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/bolsas-de-auxilio/bolsas-auxilios/julio-castelo-matran/