Thinkseg estreia podcast “think about” com o tema “5 pré-requisitos para uma insurtech de sucesso”

Fonte: Thinkseg

Para o consumidor conectado, a consultoria Capgemini lista cinco pré-requisitos essenciais para a venda online de seguros por startups. O tema abordado na live “Think About”, promovida pela Thinkseg, agora, está em podcast para ser ouvido nas principais plataformas, entre elas, Spotify, Deezer, Apple Podcast e Google Podcast. Os episódios serão mensais, com duração de até 30 minutos. 

Pesquisas da consultoria Capgemini mostram o aumento da venda online nos últimos três anos, de 2019 a 2021. Com base nelas, durante o podcast, o vice-presidente (VP) para consultorias em seguros da Capgemini no Brasil, Roberto Ciccone, explica os cinco pré-requisitos para empresas serem bem-sucedidas na venda online de seguros. Faz parte da lista a resposta em tempo real ao cliente; a rápida volta à normalidade após momentos de crises; possibilidade das pessoas pagarem o seguro mediante o uso; personalização de produtos de acordo com o lifestyle do cliente e até prevenção dele e, por fim, poucos cliques na hora de contratar o seguro. 

Segundo o CEO da Thinkseg, Andre Gregori, dentre os cinco pontos apontados pelas pesquisas da Capgemini, o complicado é processar um produto diferente de tudo o que existe até agora. “Apenas mudar a roupagem de um seguro antigo, que passa a ter uma “carinha bonitinha”, não adianta para o consumidor antenado e conectado”. Gregori também aponta que, antes de colocar o seguro na prateleira, tem de ser estudado o retorno do produto para, depois, iniciar o processo de convencimento do mercado e aprovação. 

O VP para seguros da Capgemini explica que as próprias companhias de seguros manifestaram nas pesquisas a dificuldade de estar presente no digital e da instantaneidade exigida no atendimento em tempo real, até pela falta da capacidade de coleta de dados imediatos. 

Durante todo o período de pandemia, entre 2020 e 2021, a pesquisa World Insurance Report, da Capgemini, ouviu 11 mil pessoas no auge da primeira fase da pandemia, entre abril e maio de 2020. O acesso aos canais digitais (sites, chatbot, aplicativo) para a compra de seguros passou de 14% para 25% (durante a pandemia), subindo para 30% após o fim da primeira onda. 

Na faixa etária dos 60 e 50 anos, o percentual de compras de seguro em ambiente 100% online cresceu de 30% para 64%. Entre aqueles com 40 e 30 anos de idade, o percentual passou de 54% para 72%. “A internet passou a ser muito mais uma preferência de compra”, diz Roberto Ciccone. 

Com mais pessoas pesquisando e comprando seguro pela internet, a pesquisa investigou se elas estariam dispostas a contratar seguros em novos formatos, como o “on demand” ou o “pague pelo uso”, em inglês, “Pay Per Use”.  

O interesse pelo seguro “on demand” saiu de 29 para 32%. No entanto, o seguro “pague pelo uso”, em inglês, “pay per use”, passou de 35% para 51%. “Mais da metade dos consumidores estariam, hoje, dispostos a comprar esse tipo de seguro. Deu para perceber, claramente, que a pandemia ajudou isso”, diz Ciccone. “Mostra uma tendência muito clara de personalização que resulta na percepção de justiça. As pessoas esperam que o preço e risco do seguro seja de acordo com o perfil delas, como o já existente nas empresas de consumo de água e de energia”, completa. 

Fundador da Thinkseg, pioneira no seguro “Pay Per Use” no Brasil, o empreendedor Andre Gregori explica que, com a pandemia, as pessoas se voltaram para dentro de seus lares, tiveram de repensar a vida e ficou óbvio que o carro estava parado na garagem e elas tinham de pagar o boleto da seguradora. “Neste momento, a discussão do justo, quando você paga pelo uso e também de que forma é usado, se tornou presente. E o seguro “Pay Per Use”, da Thinkseg, tem uma característica do “liga e desliga”, só que automatizada. Então, começou a fazer sentido o conceito do Pay Per Use quando as pessoas prestaram atenção no orçamento da casa”, diz Gregori. 

MetLife cria programa interno de mentoria para colaboradores negros


Fonte: MetLife


A MetLife, a partir de seu Comitê Presença Afro, está iniciando um programa interno de mentoria, liderado por gestores negros para colaboradores negros. Com início no mês de abril, líderes e colaboradores terão encontros voltados a estimular o desenvolvimento e o progresso desses talentos até o nível de gestão dentro da empresa. O objetivo é expandir a cultura inclusiva e relações significativas de trabalho. 

A jornada terá duração de três meses e será dividida em três fases. A primeira será descoberta de talentos; a segunda aspiração, anseios e objetivos dos profissionais na empresa; e a terceira evolução e aplicação dos pontos da mentoria e direcionamento profissional para o crescimento. Durante todo o projeto, os mentores estarão disponíveis para orientar e dar feedbacks aos selecionados. 

O programa conta com autoavaliações periódicas, conteúdos de desenvolvimento de carreira, sessões virtuais com o mentor, feedback sobre o desenvolvimento e uma trilha do MyLearning (Degreed), plataforma interna que permite acesso a conteúdos digitais intuitivos e focados no autodesenvolvimento. Ao todo, serão cinco reuniões, duas vezes por mês, com uma hora de duração cada, em horários combinados entre mentor e mentorado. 

Os participantes também terão algumas responsabilidades: participar plenamente das sessões e atividades, aplicar os aprendizados no dia a dia, expandir recursos de liderança, ter progressos nos cursos virtuais de desenvolvimento e se comprometer com o processo e a organização de sua agenda durante a jornada. Além das reuniões e interações entre os participantes, também está no escopo do programa um encontro informal com o CEO Raphael de Carvalho. 

“Diversidade, equidade e inclusão são premissas na MetLife. Trabalhamos para criar um ambiente aberto e inclusivo, onde todos tenham oportunidades iguais de desenvolvimento. Estamos felizes com este novo projeto, pois a companhia acredita que, de fato, esses programas estimulam o engajamento dos colaboradores e traçam uma perspectiva positiva de projeção de carreira na empresa. Temos vários talentos e vamos desenvolvê-los”, comenta Daniela Dall’Acqua, Diretora de RH da MetLife. 

Além do Comitê Presença Afro, a MetLife conta com os comitês Mulheres de Atitude, GLAM (LGBTQIA+) e MDA (MetLife Diverse Abilities, voltado para Pessoas com Deficiência). Todos se reúnem periodicamente para identificar situações, propor iniciativas e discutir temas de interesse dos funcionários que promovam melhorias na companhia e na sociedade, possibilitando novos olhares e percepções entre trabalhadores e instituição. 

Zurich cria sistema para calcular perdas e mitigar riscos com ataques de hackers

Fernando Saccon

A demanda por seguros para riscos cibernéticos não para de crescer depois que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira entrou em vigor, em 18 de setembro. Mas como calcular o risco? E se o banco de dados usado pela empresa tiver sido comprado de terceiros? O seguro cobre todos os riscos? o que muda com as novas regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep)? “Sim, a Zurich Brasil Seguros está totalmente adequada às determinações do órgão regulador”, conta Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil. Leia como o seguro pode ajudar empresas a mitigar o risco de ataques cibernéticos na entrevista concedida pelo executivo ao blog Sonho Seguro.

As perdas em ataques de hackers são incalculáveis. Como fazer o seguro sem ter previsibilidade? Ou como ter previsibilidade?

O seguro é um dos itens de gestão do risco cibernético; uma estratégia bem-sucedida de gestão passa por conhecer os riscos que se tem internamente. As empresas podem recorrer a metodologias de análise de risco de segurança, como a NIST ou a ISO 27001, por exemplo, ou até a uma análise de impacto de negócio, na qual cada risco organizacional é avaliado quanto à probabilidade de ocorrer e o impacto que poderia causar à companhia. Mas mapear todas essas informações não é sempre é uma tarefa fácil. Pensando nisso, a Zurich, por meio de seus engenheiros especializados em Riscos Cibernéticos, performa junto às empresas uma avaliação de riscos, ajudando-as a identificá-los e propondo melhores práticas de gestão.

O seguro da Zurich, o “Zurich Proteção Digital”, também conta com uma ferramenta bastante efetiva para isso. Trata-se de um aplicativo, o Zurich Risk Advisor (ZRA), que possibilita que sejam feitas avaliações de riscos à distância, em tempo real e em qualquer parte do mundo. Recentemente, o app ZRA foi incrementado com a adição do módulo Self Risk Assessment, totalmente voltado aos riscos cibernéticos, o que o torna ainda mais eficiente para esse tipo de avaliação.

O app possibilita uma avaliação rápida, simples e ampla para identificar os riscos nos ativos físicos e de software, assim como os controles de proteção em torno dos recursos organizacionais, sistemas de detecção de segurança cibernética, processos e procedimentos de planejamento de respostas e de recuperação de dados.

Como o cliente pode saber qual a parte do risco que ele pode transferir para seguros e qual ele terá de assumir?

Conhecendo o próprio risco e lançando mão de ferramentas e metodologias respeitadas, fica mais fácil endereçar estrategicamente cada vulnerabilidade para mitigar e endereçar cada risco. A partir desse ponto também é possível definir o apetite que se tem para reter o risco internamente e o apetite de transferência do risco para uma apólice de seguros. Assim, torna-se importante conhecer as soluções e coberturas disponíveis no mercado segurador para o risco cibernético.

Para tal, é preciso avaliar em quais frentes o seguro de risco cibernético atua. Há duas frentes em que o seguro da Zurich age:

  • A primeira frente é sobre questões de responsabilidade civil perante as pessoas afetadas, sejam clientes ou funcionários das empresas, ou instituições que os representem por conta do vazamento indevido de seus dados pessoais. Neste caso, o seguro permite o pagamento dos custos de ação civil, coletivas ou individuais, incluindo advogados, para a defesa da instituição e prejuízos financeiros causados às pessoas afetadas, inclusive danos morais. Já a segunda frente é para o pagamento de custos e despesas para ajudar a empresa a lidar com a crise causada pelo vazamento de dados. Neste caso, há a necessidade de contratar especialistas para determinar a extensão do dano, seja em aspectos contábeis, técnicos ou mesmo de imagem. O objetivo aqui é reduzir os efeitos negativos à reputação da empresa.
  • Dentro da Circular 621, o cyber será incluído em outra cobertura, como incêndio?

O seguro de risco cibernético é um produto específico e segregado; um seguro de proteção de dados que foi concebido para cobrir privacidade, segurança e dependência de dados. Isto significa que todas as coberturas transitam nesse entorno; não, cobrem, portanto, bens materiais, relativos à propriedade.

Como separar os valores de indenização para cada cobertura dentro de uma única apólice para que fique claro ao cliente? 

Hoje as apólices de cyber já respondem com suas indenizações, respeitando as coberturas e seus respectivos limites máximos de indenização ou sublimites por cobertura. Assim, há as coberturas básicas (como, por exemplo, em caso de um vazamento de dados e o cliente processar a empresa por isso, o seguro atuará nessa frente), assim como há as coberturas adicionais. Estas são contratadas pelo cliente de acordo com suas necessidades específicas.

Praticamente todas as empresas compram dados de outras empresas. Se houver vazamento, o seguro cobrirá se os dados foram comprados de terceiros? Se não, isto está claro na apólice?

Aqui é importante lembrar que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) impõe deveres às empresas que coletam dados pessoais. Tanto com relação à finalidade da coleta, uso e compartilhamento e proteção desses dados. Com isso, as empresas devem procurar ferramentas para gerir essa questão de maneira adequada e eficiente, buscando conhecimento e proteções de acordo com a legislação e com cada modelo de negócio.

Uma estratégia bem-sucedida de segurança e privacidade de dados passa por criar a consciência dos riscos dentro da instituição e garantir que haja um engajamento da alta administração para garantir que toda a estratégia seja colocada em prática. Uma companhia pode educar seus funcionários e ter os melhores firewalls e software de detecção de intrusões, mas no final do dia ainda pode ocorrer um incidente que afete sua rede e cause uma violação de dados. No caso de um incidente, é necessário que ela possa, com rapidez, mitigar os danos causados à empresa e às pessoas que tiveram seus dados expostos. 

Nesse sentido, a apólice de seguros inclui coberturas de pagamento de custos e despesas para ajudar a companhia a lidar com a crise causada por esse vazamento de dados e cumprir com suas responsabilidades perante as pessoas físicas atingidas. Nesses casos, há a necessidade de contratar técnicos para determinar a extensão desse dano, especialistas para mitigar as exposições e para auxiliar a empresa a cumprir seu dever de transparência/notificação com relação às pessoas físicas.  O objetivo aqui é reduzir os efeitos negativos do vazamento. 

MAPFRE promove webinar sobre a importância da gestão de riscos nas empresas

Fonte: MAPFRE

A MAPFRE promove no próximo dia 22/04 (quinta-feira), às 15h30, um webinar sobre a importância da gestão de riscos nas corporações. A iniciativa, parte da Jornada MAPFRE Empresas, abordará a importância da gestão de riscos nas companhias no atual cenário do mercado. O evento online contará com a participação de Adriana Thom Zimmermann, gerente de riscos na Risk Consulting Group; Evandro Zequin, gerente de seguros e riscos operacionais na Klabin, e Luciano Ferreira Souto, gerente de subscrição de P&C na Munich Re. Como representantes da MAPFRE, estarão presentes Elvis Luiz Teixeira, gerente de engenharia de Riscos e Jonson Marques de Sousa, diretor técnico de Grandes Riscos. 

Durante o encontro, serão debatidos os principais aspectos envolvidos na gestão e na mitigação de riscos e como a engenharia aporta conhecimento ao negócio. Também estão previstas inserções de ações adotadas na gestão de riscos durante o atual cenário da pandemia de Covid-19. Os assuntos são considerados de interesse por diversas empresas, independentemente do seu porte ou ramo de atuação. 

O webinar Jornada MAPFRE Empresas é gratuito e os interessados podem se inscrever por meio deste link 

ARTIGO: Novo marco regulatório dos seguros de danos – é hora de inovar!

Luciana Prado e Marcia Cicarelli, Sócias da área de Seguros e Resseguros do Demarest Advogados

Para aqueles que militam no setor de seguros há algumas décadas, o caráter disruptivo da nova gestão da SUSEP e a edição da Circular SUSEP nº. 621, de 12 de fevereiro de 2021 (“Circular Massificados”), e da Resolução CNSP nº. 407, de 29 de março de 2021 (“Resolução Grandes Riscos”), novo Marco Regulatório dos Seguros de Danos, trazem uma luz para um futuro muito promissor do mercado de seguros no Brasil. 

Se para nós da geração X, a Circular Massificados traz uma nova forma de pensar o seguro, para a nova geração de consumidores e profissionais, que vê nas start-ups, fintechs e insurtechs o modelo mais próximo de sua realidade hiper conectada a um mundo globalizado, falar de algumas mudanças trazidas pela Circular Massificados poderia até soar um pouco retrógrado, pois muitos deles nos perguntaria: “Mas, por que isso é novidade? Não deveria ter sido sempre assim?”

Fato é que o novo marco regulatório dos Seguros de Danos não é tão somente uma imposição do regulador, mas uma resposta da sociedade às mudanças que esse novo tempo demanda, o que exigirá de todo o mercado uma avaliação criteriosa sobre como cada empresa pretende se posicionar daqui em diante e sobre quais investimentos estão dispostos a fazer para consolidar esse posicionamento.

Revisar as condições contratuais de cada um dos produtos (até em razão do prazo de 180 dias trazido pela Nova Circular para adaptação dos produtos, se necessário) para deixá-las mais claras, objetivas e de fácil entendimento, como prevê a nova norma, não será o suficiente para atender ao espírito da norma. Apesar de confiarem na solidez e solvência do mercado tradicional de seguros, os clientes já demandam produtos e soluções mais eficientes, práticos e adaptáveis à sua realidade e necessidade atuais.

Será necessária realmente uma revisão dos produtos, das coberturas a serem oferecidas de acordo com o perfil e necessidade do cliente, da tecnologia embarcada nesses produtos, da utilização de dados estatísticos para uma precificação adequada, enfim, do olhar mais direcionado para o cliente final.

Não será mais possível falarmos em “segurês” ou “juridiquês” nesse novo mundo tech no qual a nova norma se encaixa. Nesse ponto, a liberdade trazida pelo novo marco regulatório vai permitir ao mercado ser mais criativo e direto com relação àquilo que se pretende ou não cobrir, sem precisar ficar “desdizendo”, via uma condição particular ou especial, aquilo que estava “dito” nas condições gerais mas que, em realidade, não se queria cobrir ou excluir, fonte de dificuldades de interpretação e litigiosidade.

A clara menção à possibilidade de conjugação de coberturas, apesar de não ser algo novo (nos seguros de automóvel, por exemplo, é padrão haver cobertura de danos, pessoas e responsabilidade civil em uma única apólice), abre uma janela de oportunidade criativa para que o mercado monte produtos mais atrativos aos clientes, otimizando custos e facilitando a vida do segurado, que poderá concentrar todas as suas necessidades de cobertura (para casa, carro, outros bens, etc.) em uma única ou poucas apólices. 

Apesar de a Circular Massificados dispor tão somente sobre os seguros de danos, acreditamos que, pelo seu teor, será possível a criação de produtos que cumulem coberturas dos ramos de pessoas com os de danos.

A abertura para maior liberdade na forma de cobrança dos prêmios (em parcela única, periódica, de acordo com a utilização ou de outra forma a ser criada e disposta contratualmente) visa possibilitar justamente a implantação de novos produtos “liga” e desliga” com coberturas intermitentes e outras formas de cobertura não lineares.

E todas essas mudanças não andam sozinhas.

Se para os consumidores em geral a cara do seguro irá mudar, para os contratantes de seguros de grandes riscos[2]a mudança será ainda maior.

A Resolução Grandes Riscos traz uma quebra de paradigma para o setor.

A norma traduz a máxima dos princípios da liberdade contratual e da intervenção mínima do estado presentes em nosso ordenamento jurídico, deixando ao livre critério das partes fixar a forma e as condições em que a contratação do seguro de dará.

Na Resolução Grandes Riscos há apenas a determinação dos princípios a se seguir (boa-fé, transparência, tratamento paritário e estímulo à adoção de soluções alternativas de litígios) e alguns elementos mínimos obrigatórios que o contrato deve detalhar, elementos esses que, diga-se de passagem, são bem característicos de qualquer contratação de seguro (riscos cobertos e excluídos, regras para pagamento de prêmio, limite máximo de cobertura, dentre outros).

Isso abre margem para uma subscrição e precificação dos riscos muito mais detalhada e acertada, já que as partes poderão estabelecer  condições  específicas de forma a delimitar as coberturas necessárias e exclusões aplicáveis. Nesse sentido, o papel do subscritor de risco das seguradoras, do corretor de seguros e do gestor de riscos dos segurados ganha papel fundamental no processo diante do novo modelo.

Outro fator de extrema relevância, é que esses novos produtos, tanto massificados quanto os de grandes riscos, emitidos com base no novo marco regulatório e com novas formatações de cobertura, demandarão novos arranjos em contratos de resseguro, até então também pouco discutidos desde a abertura do mercado brasileiro em 2007. 

A sinergia e o diálogo com o mercado ressegurador será cada vez mais intensa, demandando das partes maior habilidade na negociação dos contratos e discussão das cláusulas e condições do resseguro, além de uma antecipação da participação do ressegurador no processo de contratação, em especial nos resseguros facultativos com cláusulas back to back.

Por parte do regulador, para ampliar a participação do resseguro nesse cenário tão mais detalhado de contratação de seguro, talvez seja o momento de uma abertura para discussão de novos modelos de resseguro ainda não admitidos no Brasil, como o resseguro financeiro, por exemplo.

Percebe-se, por fim, que a Circular Massificados e a Resolução Grandes Riscos vêm em um contexto muito mais amplo e terá que conversar (no melhor conceito da teoria do diálogo das fontes) com as futuras novas normas de meios remotos, de microsseguros e de seguros de responsabilidades (todas em consulta pública) e com outras que o regulador certamente vai colocar à discussão nesse modelo de inovação e vanguarda que tanto era esperado. 

[2] Definidos pela Resolução Grandes Riscos como: (i) seguros de riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais – RNO, global de bancos, aeronáuticos, marítimos e nucleares ou crédito interno e crédito à exportação (quando pessoa jurídica); ou (ii) seguros dos demais ramos, desde que contratados por pessoas jurídicas que apresentem pelo menos uma das seguintes características: a) limite máximo de garantia (LMG) superior a R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais); b) ativo total superior a R$ 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de reais), no exercício imediatamente anterior; ou c) faturamento bruto anual superior a R$ 57.000.000,00 (cinquenta e sete milhões de reais), no exercício imediatamente anterior.

Reguladores europeus estabelecem 27 de julho para acordo entre Aon e Willis

Fonte: Reuters

Os reguladores antitruste da União Europeia prorrogaram até 27 de julho o prazo para sua decisão sobre a oferta de US$ 30 bilhões da Aon PLC pela rival Willis Towers Watson PLC, revelou um documento da Comissão Europeia nesta quarta-feira.

A Aon, que anunciou o acordo há um ano para criar a maior corretora de seguros do mundo, à frente da atual número 1 do mundo, a Marsh & McLennan Cos. Inc, ofereceu na sexta-feira passada a venda de ativos em cinco países europeus para resolver as preocupações de concorrência da UE. O órgão antitruste da UE agora está buscando feedback de rivais e clientes antes de decidir se deve exigir mais concessões, limpar ou bloquear o negócio.

A Aon se ofereceu para vender a Willis Re, sua maior concessão, e os benefícios de aposentadoria e consultoria da Willis na Alemanha, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto. Também está preparada para vender as atividades de corretagem de seguros da Willis na França, incluindo a unidade francesa Gras Savoye, bem como na Alemanha, Espanha e Holanda, disseram eles.

Laboratório poderá ser obrigado a ter seguro para dano colateral de vacina contra Covid-19

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Projeto de Lei Complementar (PLP) 6/21 obriga os laboratórios farmacêuticos a contratar seguro para cobrir eventuais danos provocados pelas vacinas contra Covid-19, inclusive morte. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Pela proposta, o seguro será de R$ 40 mil em caso de morte e de até R$ 40 mil em caso de invalidez (total ou parcial). Também está previsto o pagamento de até R$ 5 mil para reembolso à vítima por gastos com medicamentos e hospitais, e R$ 3 mil para cobrir despesas com funeral. As indenizações serão pagas à pessoa vitimada ou seus sucessores.

Autor do projeto, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) disse que a medida é importante para resguardar a população de efeitos colaterais da vacinação contra a Covid-19 e evitar a judicialização da questão. Ele afirma que as vacinas estão sendo desenvolvidas em tempo recorde, o que não permite avaliar adequadamente as reações dos imunizantes no longo prazo.

“Os resultados sobre a segurança desses produtos, embora com baixas frequências de efeitos adversos graves, se mostram válidos pelo tempo em que durou essa fase, ou seja, não há certeza se em um lapso temporal mais longo não haverá relatos de doenças graves”, disse Cherini. “Nossa proposta visa a resguardar a população dos eventuais desdobramentos jurídicos de tal controvérsia.”

Sem cobertura – A proposta do deputado altera a Lei do Seguro Privado e prevê outras regras. Por exemplo, não haverá cobertura se a pessoa vacinada apresentava contraindicação para o recebimento da vacina e omitiu tal informação, ou quando, de qualquer outra forma, agravou seu risco. A cobertura securitária será assegurada pelo prazo mínimo de dez anos, contado da data da distribuição ou da comercialização da vacina contra Covid-19 pelos laboratórios.

Tramitação – O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário da Câmara.

Segurados Allianz Auto têm acesso a rede de oficinas ampliado e vantagens exclusivas de uso

Fonte: Allianz

A Allianz Seguros aumentou sua rede de oficinas referenciadas em todo o Brasil e passa a contar com mais de 1.200 estabelecimentos parceiros, distribuídos por mais de 400 cidades. Com isso, a seguradora amplia a capilaridade e as opções de escolha para o segurado. A Allianz ainda oferece parcelamento da franquia em até três vezes, bem como vantagens diferenciadas em toda a rede. Os benefícios incluem garantia de três anos nos reparos, lavagem e enceramento e diagnóstico de luzes e freios, em situações de reparos autorizados pela companhia, decorrentes de sinistros.

A expansão faz parte do processo de integração das operações de Automóvel e Massificados adquiridas em 2020, que impulsionou a Allianz à segunda colocação em seguros de Automóvel no país (dados Susep/dezembro, 2020). “Nós desenvolvemos um trabalho bem estruturado da unificação das redes de oficinas, preservando a qualidade do atendimento e o relacionamento com os nossos prestadores de serviços. Tudo isso com foco na experiência do cliente e na evolução da sua jornada no momento do sinistro”, avalia Renato Roperto, diretor executivo de Sinistros.

Dentro da rede referenciada, os segurados terão acesso a três tipos de oficinas: Excelência, Ouro e Prata. As categorias variam de acordo com os indicadores de serviços e atendimento aos clientes.

Os clientes Allianz Auto seguem com o direito de escolha quanto à preferência e uso da oficina, sendo consultados no momento da abertura do aviso de sinistro, por telefone ou internet, ou acessando o site da Allianz.

Transformação digital impulsiona ratings de seguradoras, afirma Fitch

A transformação digital é uma tendência importante que a Fitch Ratings identificou como impulsionadora dos ratings de instituições financeiras no médio (dois a cinco anos) e longo prazo (além de cinco anos). A tecnologia transformou muitos setores, incluindo seguros. A Fitch percebeu um ecossistema crescente de empresas na América Latina que estão inovando nas operações de seguros tradicionais, usando a transformação digital.

As seguradoras precisarão se adaptar a um mundo cada vez mais digital se quiserem evitar o risco de novos participantes do mercado, ou Insurtechs, assumirem posições de liderança de longo prazo graças às vantagens de preço e agilidade de suas plataformas de tecnologia, afirma no estudo “As seguradoras da América Latina se adaptam à Era Digital”, publicado em abril de 2021.

A implantação de um modelo operacional digital será um pré-requisito para o sucesso no mercado segurador latino-americano nos próximos anos. Isso exigirá um investimento significativamente maior em infraestrutura e tecnologia inovadora. Isso também pode representar uma oportunidade para as seguradoras digitais, livres de sistemas legados, entrarem no mercado, afirmam os autores.

A Fitch acredita que a transformação digital das seguradoras latino-americanas está mais avançada no gerenciamento de vendas e foi acelerada pela pandemia porque as seguradoras tiveram que distribuir seus produtos digitalmente, incluindo assinaturas digitais. Os clientes estão cada vez mais exigindo que os produtos de seguro estejam disponíveis online, tenham clareza de preços, facilidade de uso e a capacidade de se adaptar automaticamente às suas necessidades em constante mudança. No longo prazo, a Fitch espera que os produtos de seguro sejam vendidos principalmente digitalmente, enquanto a distribuição tradicional do agente se concentrará em soluções de seguro mais complexas.

À medida que a transformação digital se acelera, também aumentará a necessidade de as seguradoras empregarem Big Data e inteligência artificial. As seguradoras confiarão cada vez mais no Big Data para melhorar a subscrição e fornecer taxas individualizadas. Os seguros de automóveis com telemática e os seguros de saúde com rastreadores portáteis de saúde são exemplos das atuais aplicações de Big Data. Além disso, a inteligência artificial será aproveitada para aumentar a adaptabilidade das ofertas de produtos e também para ajudar a prevenir e gerenciar sinistros.

De uma perspectiva de classificação de crédito, o sucesso ou fracasso da InsurTech para uma seguradora irá, em última análise, considerar dois dos principais fatores de crédito na metodologia de classificação de seguros da Fitch: perfil de negócios e desempenho financeiro. O sucesso ou a falha da tecnologia podem afetar as subcategorias do perfil de negócios, como serviços e recursos de distribuição, escala operacional, variedade de ofertas de produtos e muito mais. Além disso, os frutos dos investimentos em tecnologia devem ficar evidentes em algum ponto dos índices de Desempenho Financeiro.

Por fim, na opinião da Fitch, o desenvolvimento de uma estrutura regulatória será a chave para o desenvolvimento de um ambiente de inovação saudável. Os reguladores enfrentam um desafio muito complexo na criação de regras porque devem equilibrar a promoção da inovação, a concorrência e o bem-estar dos segurados e das seguradoras.

Venda de barcos cresce na pandemia e impulsiona setor de seguros, afirma CEO da ESSOR Seguros

Enquanto muitos adaptam a casa para home office, outros preferem trabalhar no mar e compram barcos. Assim como a venda de seguro residencial, o de embarcações também cresceu durante a pandemia, ao contrário de segmentos como automóveis ou riscos empresariais. A ESSOR Seguros, especializada neste seleto nicho de barcos e motos aquáticas, dobrou suas vendas de seguros em 2020 e cresce a dois dígitos no primeiro trimestre de 2021. “Muitas pessoas deixaram de viajar para o exterior neste período pelas restrições de mobilidade e decidiram comprar barco, que passou a ser uma ilha segura nestes tempos de pandemia”, comenta Fabio Pinho, CEO da seguradora.  

A venda de barcos novos e usados está aquecida no Brasil e no exterior e é um comportamento que traz reflexos para toda a cadeia náutica, inclusive seguros. Além de visível o aumento de embarcações de passeio na costa brasileira, alguns números evidenciam o crescimento. Segundo a organização do evento virtual Bombarco Show, que acontece entre 16 e 19 de abril, são esperados mais de 60 mil acessos, o dobro de público em relação à edição anterior. Dados do setor marítimo informam que o Brasil tem cerca e 900 mil barcos de lazer navegando e cresceu 20% no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e Implementos. 

Além do lazer seguro em tempos de isolamento social com a pandemia, as restrições de viagens internacionais e a diferença cambial foram alguns dos fatores que impulsionaram o mercado náutico como forma de lazer seguro com a família, argumenta o corretor Fábio Fiori Avellar, proprietário da corretora Brancante Corretora de Seguros, uma das poucas especializadas em embarcações e que está há mais de 25 anos neste mercado. “Muitos clientes comentam que passaram uma vida inteira se programando para comprar um barco quando se aposentassem e com a pandemia decidiram antecipar o sonho”.

Segundo Pedro Simões, especialista da ESSOR em embarcações, o mercado náutico oscila muito com a entrada e saída de seguradoras. “Este é um mercado específico e é preciso ter muita experiência para fazer uma subscrição de risco adequada. É preciso ser especialista e ter programas de gerenciamento e mitigação para oferecer aos clientes a assessoria e a tranquilidade que eles buscam ao comprar um seguro”, acrescenta. 

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), as vendas de seguros para embarcações, incluindo o risco de responsabilidade civil, ultrapassou R$ 346 milhões em 2020, 62% acima dos R$ 215 milhões de 2019. “Nestes números estão incluídos outros ramos, como barcos de pescas, por exemplo, o que distorce a estatística de barcos de passeio. O que sabemos, com base nos dados nossos e dos concorrentes, é que seguro para barco de passeio registrou crescimento de 20% em 2020”, informou. São cerca de 10 companhias que atuam no segmento náutico como um todo. 

A ESSOR atua no segmento de embarcação de recreio há 4 anos e vem se especializando ano a ano. Segundo os executivos, as coberturas são praticamente padronizadas entre as seguradoras do setor. “O que diferencia a ESSOR é a subscrição detalhada para não ter problemas na hora da indenização. Algumas seguradoras limitam dar cobertura pela idade da embarcação. Nós não. Avaliamos caso a caso. E nos diferenciamos ainda pela agilidade no atendimento ao cliente, que tem uma resposta em até 48 horas para cotações, por termos investido em um sistema operacional digitalizado”, afirma Simões. 

Avellar acrescenta que poucos clientes sabem o valor do barco, que oscila com a oferta e demanda e com o câmbio. “Não é como seguro automóvel, que tem uma tabela Fipe para guiar os preços. Em embarcações de recreio o preço tem de ser balizado por um especialista, pois oscila com a conservação, variação cambial e modificações feitas pelos proprietários”, explica. 

O histórico do proprietário é tão importante quanto o da embarcação na hora de calcular o preço do seguro. Segundo ele, a média de uso de um barco de passeio gira entre 50 a 70 horas por ano. No entanto, com a pandemia muitos barcos passaram a ser compartilhados, o que elevou substancialmente o número de horas navegadas e o risco de acidentes. “Além do maior período de uso, há outros condutores da embarcação e isto tem de estar bem claro no contrato. Seguradora que não conhece o segmento, nem percebe essas mudanças e acaba assustada com o volume de acidentes e pedidos de indenizações e deixa o setor”, ressalta Simões. 

Apesar de todos os riscos de sair de barco por aí, não são todos que têm seguro. Em média, o custo para manter um barco oscila entre 10% a 20% do preço de aquisição, considerando-se marina, manutenção, combustível e seguro. Segundo os especialistas, o preço do seguro gira em torno de 0,5% e 2% do valor do barco. “É o menor custo considerando todos os custos de manutenção da embarcação”, acrescenta Avellar.  

Apesar do custo e da recessão econômica brasileira, Pinho avisa: “Há fila de espera nos estaleiros para pessoas que querem aproveitar a temporada de verão 2021/2022. E nós estamos atentos a este movimento, com produtos que visam proteger o proprietário não só de riscos para a sua embarcação como também de danos que acidentalmente possa causar a terceiros”, finaliza o CEO da ESSOR, que estima manter o ritmo de crescimento em dois dígitos em 2021, aproveitando o bom momento do setor e por ter investido em especialistas neste segmento.