Brasileiros se protegem mais com seguros e ratificam sua aversão a riscos

Fonte: CNseg

O sentimento de aversão a riscos continua a ampliar a demanda de seguros de danos (materiais e responsabilidade contra terceiros), de benefícios (vida e previdência, principalmente), e a estimular brasileiros a poupar ou fazer filantropia, por meio dos títulos de capitalização. Esse comportamento está espelhado nos últimos números do setor segurador divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, na edição 46 da Conjuntura CNseg.

Nos quatro primeiros meses do ano, o setor de seguros apresentou alta de 15,5% sobre os quatro primeiros meses do ano passado, totalizando R$ 92,7 bilhões neste exercício (sem Saúde e DPVAT). Apenas em abril, com movimentação de R$ 21,5 bilhões, o crescimento foi de 36,8%, comparando-se ao resultado do mesmo mês do ano passado. O desempenho de abril foi puxado pela forte expansão dos planos VGBL, cuja procura cresceu 96,8% sobre o mesmo mês do ano passado. Dada a densidade do VGBL no market share do setor segurador, todos os indicadores melhoraram com seu bom comportamento. Com isso, as provisões técnicas do setor alcançaram a cifra de R$ 1,213 trilhão, crescimento de 8,8% sobre abril de 2020.

Nenhuma atividade econômica apresentou uma expansão tão vigorosa quanto o seguro no comparativo mês contra o mesmo período do ano anterior. Após os 36,8% do setor segurador de alta, aparecem as atividades industriais (34,7%), comércio (10,1%) e serviços (4,5%).

Na base anualizada até abril, o setor segurador já acumula expansão de 6,3%. Um mês antes, até março, a alta acumulada era de 2% e de apenas 0,1% em fevereiro. A taxa mais alta vigorosa agora tem também relação com a base comprimida de abril do ano passado (R$ 15,7 milhões arrecadados; o segundo mês a ser atingido pela pandemia).

Apesar dos números positivos, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, diz que os cenários ainda não permitem expectativas mais assertivas de desempenho do setor no ano. “Mais especificamente, o cenário neste ano corrente dependerá crucialmente do tamanho da taxa de aumento do PIB para abrir espaço à recuperação de ramos de seguros caudatários da produção industrial, agrícola e comercial, que é o caso dos grandes riscos patrimoniais. E dependerá também do incremento da renda pessoal e do emprego, combustíveis da demanda por produtos básicos patrimoniais, cobertura de vida, previdenciários, saúde suplementar e capitalização”, escreve ele, no editorial da Conjuntura CNseg.

No acumulado do ano, os destaques em termos de taxa de expansão foram o segmento de Cobertura de Pessoas (18,5%), seguido por Danos e Responsabilidades (12,4%) e Capitalização (5,3). Todos os ramos tiveram crescimento, mas pelo menos oito foram superlativos: Rural (41,0%); Responsabilidade Civil (35,8%); Transportes (25,8%); Planos VGBL (24,3%); Patrimonial (14,3%); Habitacional (11,7%); Marítimos e Aeronáuticos (11,7%); Seguro de Vida (11,5%).

Em relação à sinistralidade, o segmento de Danos e Responsabilidades, que havia caído de 54,8% no primeiro trimestre de 2020 para 52,5% em 2021, agora no quadrimestre voltou a estreitar-se (52,9% contra 51,6%), influenciada pelo ramo de Automóveis. Já a sinistralidade do ramo Patrimonial, que havia saltado no primeiro trimestre de 44,8% para 70,8% – pela contribuição dos seguros residenciais e condominiais, com maior uso e, consequentemente, aumento da frequência de eventos – também se estreitou na comparação de quadrimestres, embora menos (48,1% contra 66,1%). No segmento de Cobertura de Pessoas, a sinistralidade dos seguros de Vida – Risco continua a agravar-se, de 25,4% para 39,2%, resultado dos eventos pandêmicos, detalha a publicação da CNseg.

Por mais que o mundo mude, sempre haverá um seguro para proteger riscos, afirma CEO da MAPFRE

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Fonte: MAPFRE

“É necessário entender que, o que antes era um risco e uma preocupação, hoje se tornou uma realidade estrutural”. Foi com essa expressão que Francisco Marco Orenes, presidente da MAPFRE Global Risks, durante a abertura da 27ª edição das Jornadas Internacionais Global Risks, lembrou que as mudanças impostas pela pandemia aumentaram exponencialmente o número de trabalhadores em home-office, mas que juntamente com as vantagens vieram os riscos associados, como o aumento de ataques cibernéticos e enfraquecimento de sistemas.

O evento online promovido pela empresa na última semana contou com a participação de mais de 2,5 mil profissionais de 25 países, que acompanharam debates sobre os desafios de empresas latino-americanas no ambiente atual, as tendências do mercado de grandes riscos na Europa, o mercado segurador global e o impacto das catástrofes de médio porte na indústria de grandes riscos.

Durante o evento, os participantes tiveram acesso a exemplos de mudanças que as empresas realizaram ao longo da pandemia para atualizar seus mapas de riscos e estabelecer protocolos e mecanismos de prevenção adaptados às ameaças atuais e que, logicamente, trarão mudanças complexas, mas também interessantes. Para Antônio Huertas, presidente da MAPFRE, as mudanças derivadas da pandemia representam grandes desafios para o setor de seguros, que podem se transformar em oportunidades não só para a indústria, mas também para os consumidores. “Por mais que o mundo mude, sempre haverá respostas das seguradoras para proteção dos ativos de seus clientes”, afirmou.

Além dos riscos derivados da COVID-19, Huertas recordou que também existem outros anteriores que terão um grande impacto no setor: desastres naturais e os associados às mudanças climáticas. Nesse sentido, ele destacou que os eventos relacionados ao Meio Ambiente, em 2020, representaram um impacto de 258 bilhões de dólares no setor de seguros, 26% a mais que a média de todo o século.

De acordo com Jonson Marques de Sousa, diretor de Empresas e Grandes Riscos da MAPFRE Brasil, o principal alerta que o evento deixou é que o seguro tem capacidade para proteger e preparar a sociedade para o futuro. “No pós-pandemia, os modelos de recuperação só serão plenamente bem-sucedidos se forem baseados em parcerias público-privadas, onde empresas, iniciativa pública e organizações supranacionais trabalhem em conjunto”, considera o executivo. Ele acrescenta que os mercados seguradores estão se mostrando solventes e resilientes nessa crise, embora a situação atual tenha voltado para um contexto de condições mais severas.

O conteúdo completo da 27ª Jornadas Internacionais pode ser acessado em:
https://www.mapfreglobalrisks.com/gerencia-riesgos-seguros/xxvii-jornadas-internacionales/

Allianz fortalece apoio ao esporte com patrocínio a atletas e paratletas brasileiros

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Fonte: Allianz

Como forma de ampliar suas iniciativas de apoio ao esporte, a Allianz, seguradora parceira mundial dos Movimentos Olímpico e Paralímpico, acaba de anunciar o patrocínio a cinco atletas e paratletas brasileiros de diferentes modalidades esportivas: Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Bruno Fratus (natação), Cristiane Rozeira (futebol), Jéssica Messali (triathlon) e Vinícius Rodrigues (100 metros rasos). O acordo é válido por um ano.

“O patrocínio possui papel fundamental na carreira do atleta. Encorajar o esporte é um dos propósitos da Allianz, pois é por meio dele que são compartilhados os valores fundamentais de excelência, amizade, inclusão e respeito, unindo as pessoas universalmente”, afirma Eduard Folch, presidente da Allianz Seguros. 

A Allianz tem uma forte presença global e um sólido histórico no ecossistema esportivo no mundo.  A ação mais recente foi a parceria mundial de oito anos (2021-2028) com os Movimentos Olímpico e Paralímpico, anunciada em janeiro. Com isso, a seguradora é uma das 15 empresas no programa mundial “The Olympic Partner” (TOP), a parceria de mais alto nível oferecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). 

O apoio aos atletas e paratletas brasileiros faz parte desse movimento e continuará até maio de 2022.  A parceria também inclui seguros de equipamentos, medalhas, Vida, Auto, Residência e Viagem para o atleta e seus familiares.  “Agora que a parceria global da Allianz começou oficialmente, as iniciativas locais estão sendo expandidas, o que fortalece a conexão com os atletas.  A companhia assume um compromisso de longo prazo em cuidar e oferecer confiança no amanhã”, diz Luiz Cartolano, diretor executivo de Marketing, Transformação e Organização da Allianz Seguros. 

Quem são os atletas e paratletas brasileiros patrocinados pela Allianz Brasil 

Ana Marcela Cunha (maratona aquática) – Eleita seis vezes a melhor atleta de águas abertas do mundo. Medalhas de ouro nos 5 e 25km do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2019, em Gwangju. Essas conquistas a tornaram a maior medalhista da história dessa competição. Tem 28 anos, e é natural de Salvador (BA). 

Bruno Fratus (natação) – Referência na prova de 50m nado livre, é considerado um dos nadadores mais rápidos da atualidade. Em 2018, bateu um recorde ao tornar-se o atleta que mais vezes nadou a prova dos 50m livre abaixo dos 22 segundos em todos os tempos. É o atual vice-campeão mundial da prova (2019). Ele também foi medalhista de prata no Campeonato Mundial de 2017. Em 2019, foi campeão pan-americano. E, neste ano, foi o único brasileiro a vencer o Circuito Mare Nostrum. Tem 28 anos, mora nos Estados Unidos e é natural de Macaé (RJ). 

Cristiane Rozeira (futebol) – Atacante da Seleção Brasileira e do Santos FC. Em 2016, tornou-se a maior artilheira de Jogos Olímpicos, independente do gênero, com 14 gols. A jogadora já participou de quatro Olimpíadas e em duas delas foi medalha de prata. Tem 36 anos, e é natural de Osasco (SP). 

Jéssica Messali (triathlon) – Triatleta profissional da seleção Paralímpica de Triathlon. A atleta compete no triatlo, em PTWC, modalidade que vai estrear na Paralimpíada de Tóquio, na categoria feminina. É natural de Jaboticabal (SP) e tem 33 anos. 

Vinícius Rodrigues (100 metros rasos) – Participou pela primeira vez de uma competição paralímpica em 2015 e, em 2019, quebrou o recorde mundial dos 100m rasos da classe T63, para amputados de perna acima do joelho, com o tempo de 11s95. Vinícius é uma das principais esperanças de medalhas para o Brasil na Paralimpíada de Tóquio. Tem 26 anos, e é natural de Rosana (SP).

Sincor-SP é atacado por grupo cibercriminoso

riscos cibernéticos hackers

O portal TecMundo informou ontem que um ransomware do Prometheus supostamente invadiu a rede de dados do Sincor-SP (Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros) e da empresa brasileira de acessórios Chilli Beans. De acordo com Germán Fernández, pesquisador de segurança chileno, os cibercriminosos do Prometheus já colocaram a venda dados das empresas referidas. Como prova, foram publicados supostos prints de tela dos dados internos da Chilli Beans e SINCOR.

O Sincor-SP confirmou. “Houve, de fato, a tentativa de invasão nossos sistemas, entretanto, não temos evidências de que a ação se consolidou.  Todas as medidas técnicas foram tomadas para preservação da segurança dos sistemas do Sincor-SP e, doravante, serão impetrados todos os dispositivos administrativos e judiciais cabíveis.  Oportunamente, traremos a público mais informações”, informa no comunicado.

O Prometheus é um grupo cibercriminoso, supostamente ligado ao famoso grupo REvil, que ataca empresas com ransomware desde fevereiro deste ano. Ainda não se sabe qual o valor exigido para o resgate dos arquivos. A equipe criminosa que implantou o ransomware, em comunicado, afirmou que espera contato das empresas envolvidas para o pagamento.

Ransomware é um tipo de vírus que, quando entra em um computador ou rede, criptografa todos os arquivos presentes e exige uma quantia de pagamento para a liberação. É como um sequestro, porém digital. Normalmente, são exigidas quantias altas em criptomoedas. Recentemente, uma das maiores frigoríficas do mundo, a JBS pagou cerca de US$ 11 milhões para reaver seus arquivos após um ataque de ransomware do REvil em seus sistemas.

SulAmérica é patrocinadora máster do eFestival Instrumental

sulamerica efestival

Fonte: SulAmérica

Há 20 anos impulsionando a cultura musical brasileira, o eFestival conta nesta edição com a SulAmérica como aliada na missão de apoiar o cenário cultural nacional e dar visibilidade a revelações da música pelo país. O festival digital é dividido entre as categorias Instrumental (patrocínio máster SulAmérica) e Canção (oferecimento SulAmérica), e a novidade é que a parceria traz duas novas subcategorias de participação neste ano: profissionais da saúde e corretores de seguros, além de público geral.

Até o dia 30 de junho, os interessados devem realizar as inscrições pelo site www.efestival.com.br. Profissionais da Saúde e Corretores de Seguros deverão inserir, no ato de sua inscrição, o número do Registro Ativo em sua atividade profissional.

O apoio ao projeto cultural totalmente virtual tem como objetivo preservar a integridade das pessoas e trazer a arte como ferramenta de entretenimento neste momento. A ideia, por meio do paralelo com a Saúde Integral da SulAmérica, é incentivar as pessoas a viverem melhor, equilibrando saúde física, emocional e financeira. O patrocínio ao eFestival é uma forma de respeitar a saúde e o bem-estar das pessoas em um contexto de pandemia, além de promover a saúde emocional por meio da música e possibilitar apoio à saúde financeira de profissionais que trabalham com música e eventos – um dos setores mais afetados – por meio da geração de renda e empregos.

O eFestival é um evento idealizado e realizado pela Dançar Marketing em parceria com o Ministério do Turismo – por meio da Secretaria Especial da Cultura – e do Governo do Estado de São Paulo – via Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Inscrições e etapas de participação
Assim como nas edições anteriores, o projeto acontece ao longo de oito meses, divididos em quatro etapas: inscrições, análise curatorial, votação popular e, por último, premiação.

Durante a primeira etapa, que acontece até o dia 30 de junho, os artistas devem acessar o site do eFestival para conhecer o regulamento das categorias Instrumental e Canção e o passo a passo para se inscrever. As inscrições poderão ser de composições originais ou inéditas – só não poderão ter selo de gravadora musical -, ou interpretações musicais.

Já na segunda etapa, os curadores do projeto e reconhecidos profissionais no meio musical – Carlos Calado e Ruriá Duprat-, em parceria com dois especialistas do júri técnico, irão selecionar os dez finalistas de cada subcategoria, de acordo com critérios de criatividade, originalidade, harmonização, interpretação e voz (este último apenas na categoria Canção). Os selecionados serão divulgados no dia 29 de julho, com votação popular, como terceira etapa, a partir do dia seguinte (30) e que irá até o final de agosto.

E na etapa final de premiação, no dia 15 de setembro serão conhecidos os dez primeiros colocados de cada subcategoria. Cada um receberá sessão de coaching ministrada pelos curadores, e premiação em dinheiro (para os três primeiros de cada subcategoria). Além disso, os primeiros colocados ainda dividirão o palco com importantes nomes da música nacional.

SulAmérica e a cultura
Como parte de suas ações de sustentabilidade, com foco no pilar de Saúde Emocional, a companhia apoia iniciativas culturais e esportivas em todo o país há muitos anos, praticamente durante todos os seus 125 anos de existência. Por meio do programa Circuito SulAmérica Música e Movimento, a companhia aportou, apenas em 2020, mais de R$ 16 milhões em projetos por meio da Lei de Incentivo à Cultura, sendo a seguradora que mais investiu em cultura no ano passado.

A SulAmérica já patrocinou espetáculos que foram sucesso em todo o país, como Tim Maia – Vale Tudo, As Noviças Rebeldes, Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Palavra Cantada, Turma da Mônica – O Show e muitos outros. Por mais de duas décadas, patrocinou o projeto Aquarius, da Orquestra Sinfônica Brasileira, e patrocina a Orquestra Ouro Preto e sua Academia, uma iniciativa que forma e dá bolsas a jovens músicos.

Liberty Seguros lança ‘Vem de Vida’, treinamento para corretores que estão começando ou expandindo a carteira

Vem de Vida Liberty Seguros

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros acaba de anunciar o lançamento do “Vem de Vida”, programa de treinamento para corretores focado em oferecer conteúdo e auxiliar os profissionais que estão iniciando a carreira ou que pretendem expandir suas carteiras de seguro de Vida. O programa será lançado no dia 15 de junho e estará disponível para todos os corretores cadastrados na Liberty. 

Apresentado pela corretora de seguros Antonia Oliveira, que é também empreendedora e faz parte do Conselho de Corretores da Liberty, o programa de capacitação contará com três encontros que vão oferecer conteúdo diversificado para ajudar os profissionais a se destacarem nas vendas. O primeiro encontro será sobre a importância do produto e conscientização, que irá apresentar um case de sucesso da Antonia com a Liberty, mostrar o papel social do corretor e indicar os melhores momentos para ofertar seguros de vida. 

Os dois últimos encontros irão desmistificar alguns mitos de vendas, instruir o caminho para encontrar novos clientes, além de trazer estratégias de sustentação da carteira. Além disso, os corretores que participarem de todos os encontros ganharão pontos extras na campanha ‘Cresça com o Vida’. 

“O diferencial do ‘Vem de Vida’ é trazer um conteúdo assertivo e totalmente alinhado às necessidades a rotina dos corretores, já que teremos uma das nossas parceiras conduzindo esse conteúdo. Esperamos que os participantes possam incorporar os aprendizados do treinamento no seu dia-a-dia de forma simples e crescer seus negócios “, comenta Alexandre Vicente, diretor de seguros de pessoas da Liberty Seguros.

Esta é a mais uma capacitação lançada pela Liberty neste ano focada no segmento de vida. Em abril, a seguradora apresentou o “Acelera com o Vida”, que já está encerrando a primeira turma, com a participação de 55 corretores e já com a segunda etapa marcada para início de julho. Além de oferecer uma jornada de aprendizagem diferente, o primeiro treinamento lançado pela seguradora é uma especialização para corretores que já trabalhavam de alguma forma com os produtos de vida, enquanto o “Vem de Vida” é para todos os tipos de corretores, principalmente para quem quer passar a vender um outro produto além do seguro auto. 

GC do Brasil prevê chegar a R$ 1 bilhão em 2021

GC do Brasil

Fonte: GC do Brasil

O Grupo GC do Brasil espera movimentar R$ 1 bilhão em prêmios em 2021, o que significa um avanço de 16,3% em relação a 2020. “A alta do PIB em 1,2% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao primeiro trimestre de 2020 trouxe melhoras nas expectativas para a economia nacional de forma geral, mesmo em tempos de pandemia”, segundo Jean Fabricio Wolff, diretor financeiro do grupo, que reúne 96 corretoras de seguros. “Se não fôssemos uma corretora, seríamos a 27ª maior com este volume de vendas com base nos números de 2020,”, informa o executivo.

Ele ressalta que o mercado de seguros, segundo dados da Susep, avançou 9,9% nos mesmos comparativos de períodos.  Considerando-se o quadrimestre, o avanço do setor foi ainda maior, chegando a 15,1%. “De fato, o mercado de seguros foi privilegiado em comparação a outros em especial graças a rápida capacidade de comutação do atendimento tradicional em home office sem grandes perdas qualitativas e ao fato de que, mesmo antes da pandemia, já estar procedendo aos ajustes da operação para um cenário de menores ganhos financeiros graças a baixa da Selic”, cita. 

Até mesmo a carteira de auto que parecia fadada a quedas em razão da diminuição das vendas e do uso dos veículos apresentou um crescimento de 2,7% no mesmo período, o que faz supor aumento de preços médios dos seguros compensando perda de itens novos. Wolff, que também é titular da JFW Corretora de Seguros, avalia que o crescimento impactou de forma diferente as corretoras de seguros: “Corretoras muito focadas em produção de revendas de auto claro que tiveram perdas proporcionais as automobilísticas no período, mas a GC não tem este foco e, inclusive, veio há tempos buscando a diversificação de produtos vendidos tendo o auto uma participação hoje de 54%, o que é baixa perto da média de mercado praticada por corretores de seguros”.

 “Tomamos uma decisão acertada em termos de parcerias com seguradoras e seleção de produtos ao darmos foco aos seguros associados ao agronegócio garantindo assim nosso crescimento e rentabilidade bastante acima da média de mercado em 2020.  E esta expectativa se reforça em 2021 com a alta taxa positiva de crescimento do PIB no seguimento agropecuário: 5,7% contra 0,7% na Indústria e 0,4% em Serviços”, afirma. 

Para atuar em seguros agrícolas, a GC do Brasil investiu em parcerias com seguradoras especializadas, em treinamentos e em engenheiros agrônomos que pudessem garantir a qualidade das vendas e do atendimento justo aos sinistros.  “Trata-se de um mercado novo, com alta possibilidade de expansão, mas não massificado. Temos 15% da área plantada coberta, pouco comparado a 90% nos EUA. Com ainda baixa exposição de alta severidade vige um certo risco de anti seleção o que nos obriga a por mão de obra em campo para garantir que nossas parceiras seguradoras tenham resultados e se animem a investir cada vez mais no segmento e na GC do Brasil”, comenta o executivo.

Nem todos os corretores da GC do Brasil são especialistas em seguros agrícolas, mas o interesse vem aumentando e cabe a GC não só prover acordos e treinamentos como formar parceria em sistemas como no caso do E-Campo que está integrado ao sistema comum a todos os corretores da GC. “Em todos os segmentos e produtos nossa proposta de valor aos corretores associados ou que venham a se associar é a mesma do agro: gerar aumento de receita e queda de despesas maximizando o lucro, padronizando processos, assumindo operações que consomem tempo que o corretor poderia dedicar as vendas e garantindo segurança diante dos desafios futuros da profissão”, finaliza Wolff.

Valor das insurtechs europeias avança para € 23 bilhões em 2020, contra € 6 bilhões em 2016

insurtechs estudo

A Dealroom acaba de lançar um relatório sobre o desempenho das insurtechs na Europa. De acordo com o estudo, as insurtechs tiveram pouco investimento em comparação com outros setores como Fintech, Saúde e Mobilidade, mas agora crescem mais rápido. 2021 já é um ano recorde para as insurtechs europeias, com € 1,8 bilhão arrecadados no ano, contra € 1,2 bilhão em 2020
As insurtechs europeias valem agora € 23 bilhões, contra apenas € 6 bilhões em 2016. As tendências futuras do setor incluem seguro integrado, seguro paramétrico, clima, seguro cibernético e ativos intangíveis, bem como ecossistemas de serviços.

Enquanto o seguro de vida e saúde representa 70% do prêmio total subscrito na Europa, as insurtechs no segmento de vida e saúde (L&H) tem investimento insuficiente em comparação com seguros de bens e responsabilidades (P&C). O Reino Unido, a Alemanha e a França atraíram 85% do financiamento total da Insurtech no período 2016-20. Os investidores estratégicos estão cada vez mais adotando as Insurtechs: 40% de todas as rodadas em 2020 e 2021 tiveram a participação de investidores estratégicos. A distribuição atraiu a maior parte do financiamento, mas seguradoras full stack e soluções B2B estão atraindo mais capital agora.

A Europa tem um grande fluxo de unicórnios atuais e futuros, especialmente entre 2015-16, que atraiu a maior parte do financiamento até o momento, mas ainda está para sair. Isso é diferente dos EUA, onde as insurtechs saíram em massa, mas tiveram um desempenho ruim no mercado de ações até agora.

Mitsui Sumitomo é a mais nova apoiadora da Sou Segura

Julia Mitsui Sumitomo

A Mitsui Sumitomo é a mais nova patrocinadora da Sou Segura, a associação de mulheres do mercado segurador. “Estamos orgulhosos de participar deste grupo formado por mulheres e por homens, engajado em uma causa tão relevante para a nossa sociedade. É um tema prioritário para o grupo Mitsui Sumitomo em todo o mundo. Tanto que estamos na 11° posição entre as seguradoras do mundo em adoção das melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês, como são conhecidas internacionalmente). No tema diversidade de gênero, no Brasil já somos 50% 50%, mas queremos avançar mais”, comenta Julia Christensen, Superintendente de Recursos Humanos e Marketing da Mitsui Sumitomo.

Pouco a pouco, a dedicação da Mitsui Sumitomo em cuidar das pessoas, um dos três pilares estratégicos do plano 2018/2021, atinge seus objetivos. No início de junho, a seguradora recebeu o selo Great Place to Work (GPTW). Pela primeira vez participando desta certificação, 96% dos respondentes da pesquisa dizem que aqui na Mitsui Sumitomo os colaboradores são bem tratados independentemente de seu gênero. Em cargos de liderança as mulheres se qualificam e avançam. “Somos 3 mulheres e seis homens reportando diretamente ao board e a intenção é ampliar ainda mais”, informa Julia. 

A Mitsui Sumitomo participa de vários programas da associação, inclusive de mentoria. Simone Vizani, presidente da Sou Segura, conta que já estão no segundo ciclo do programa e uma nova turma já está a caminho, tamanha tem sido a procura pelas associadas. São 52 patrocinadoras. Uma marca bastante expressiva, principalmente por ser formada por players de diferentes segmentos de atuação, incluindo seguradoras, resseguradoras, prestadoras de serviços, empresas de tecnologia, grandes corretoras de seguros e bancos digitais com forte presença no mercado de seguro. 

A associação, fundada em 2018, acaba de se reinventar. Com o apoio dos patrocinadores ficou mais fácil criar formas de investir na diversidade e atuar para engajar o público em ações que realmente incentivem o desenvolvimento profissional das mulheres, capacitando-as, destacando os talentos femininos e seus potenciais e elevando a autoconfiança deste público. Em 2021, trocou o tradicional nome de Associação das Mulheres do Mercado de Seguros para Sou Segura. 

“Agora estamos presente em diferentes plataformas digitais como: bate-papos ao vivo, webinars, podcasts, lançamos o programa de mentoria e aumentamos a oferta de artigos escritos por mulheres no espaço “Fala Mulher”, conta Simone. “O nosso foco maior é a incessante busca pela equidade no ambiente corporativo para que as mulheres possam assumir o protagonismo de suas carreiras e chegarem ao topo. Infelizmente, hoje, já na segunda década do século XXI, apesar de sermos maioria no mercado e ocuparmos cargos de liderança, ainda estamos longe de ter a equidade no topo das empresas”. 

Julia reforça o desafio. “Temos muito a avançar ainda no mercado de seguros e sua equidade, claro, mas temos de reconhecer que já trilhamos um caminho incrível num setor tido como tradicional e até pouco tempo atrás totalmente dominado por homens. Hoje já vemos a busca pela igualdade de oportunidades para todas as pessoas – independentemente de gênero, cor, etnia, idade, orientação sexual, origem social, capacidade física ou mental. É um dos nossos compromissos com o respeito aos direitos humanos e a não discriminação”. 

Simone acrescenta que esta é uma bandeira importante de todos. “Realizamos fóruns de discussões e debates sobre a Equidade de Gênero. Discutimos o que é preciso fazer, o que as mulheres precisam e temas recorrentes nesses eventos, que contam com as participações de associadas, estudiosos, instituições, lideranças e CEO´s do mercado para que possamos reverter este quadro o quanto antes”, comenta Simone.

A Sou Segura prepara muitas novidades para este ano. “Teremos o lançamento do clube de vantagens para ofertar benefícios. O nosso site vai publicar também as oportunidades de trabalho no mercado das nossas patrocinadoras de modo exclusivo para a Sou Segura. Lançaremos ainda a cartilha de melhores práticas. Vamos também implementar o Comitê “Juntos por elas” com o objetivo de trazer os homens para a conversa e ampliar as ações em prol da equidade de gênero. Teremos a primeira edição do SUMMIT Sou Segura com muito conteúdo diferenciado, além das palestras e capacitações. No final do ano, haverá ainda nova edição da nossa já tradicional Premiação das empresas e executivas que se destacaram no exercício”, elenca Simone. 

Resiliência global enfraquece e aumenta a lacuna de seguros, revela estudo da Swiss Re

Swiss Re estudos

A resiliência global enfraqueceu significativamente devido à crise COVID-19, com o Índice de Resiliência Macroeconômica caindo de 0,54 para 0,44 em 2019. Isso foi impulsionado por níveis extraordinários de estímulo fiscal em mercados avançados para amortecer o golpe econômico da pandemia. Por exemplo, em janeiro de 2021, tanto os EUA quanto o Reino Unido alocaram cerca de 30% de seu PIB para gastos e suporte de liquidez para suas economias, revela o mais recente estudo do Swiss Re Institute.

Consequentemente, os níveis de dívida do governo nas economias avançadas aumentaram em mais de 16%, o maior aumento anual desde a virada do século. Esses aumentos foram acomodados por uma política monetária muito frouxa, que manteve um controle sobre os custos do serviço da dívida.

Com uma forte recuperação econômica em 2021, o Swiss Re Institute prevê que a resiliência macroeconômica global se fortaleça, principalmente impulsionada pelas economias avançadas, mas não espera um retorno aos níveis pré-pandêmicos este ano. As reformas estruturais devem permanecer uma prioridade para construir perspectivas de crescimento de longo prazo e restaurar a resiliência macroeconômica.

O crescimento em países com níveis mais elevados de resiliência macroeconômica pré-pandemia, como a Suíça e a Noruega, foi mais forte durante a recessão global do que em outros, como a Espanha e a Grécia. Suíça, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Holanda são os países economicamente mais resilientes, enquanto México, África do Sul, Brasil, Turquia e Grécia são os menos resilientes.

“Nosso estudo mostra claramente que a resiliência econômica compensa. As regiões avançadas se beneficiaram de níveis mais fortes de resiliência macroeconômica e de seguro de saúde do que suas contrapartes emergentes. No entanto, para restaurar a resiliência macroeconômica e impulsionar crescimento, são necessárias profundas reformas estruturais”, disse Jérôme Haegeli, Economista-chefe do Grupo Swiss Re, em comunicado.

Espera-se que a resiliência global do seguro se fortaleça em 2021, sustentada pela crescente conscientização sobre o risco. Para muitas pessoas, a experiência do COVID-19 destacou a importância das coberturas de proteção contra riscos. A lacuna de proteção mundial combinada para riscos de saúde, mortalidade e catástrofes naturais atingiu um novo máximo de cerca de US$ 1,4 trilhão em 2020 em meio à crise pandêmica.

O Índice de Resiliência em Saúde SRI global enfraqueceu ligeiramente em 2020. Os mercados emergentes com menor resiliência em saúde eram os mais vulneráveis. A lacuna global de proteção à saúde aumentou para US$ 747 bilhões em 2020, 63% dos quais derivados de mercados emergentes.

A resiliência à mortalidade enfraqueceu devido à queda nos ativos financeiros e ao aumento da dívida das famílias em meio à crise pandêmica. O Índice de Resiliência de Mortalidade SRI global caiu de 47,5 em 2019 para 45,8 em 2020. A resiliência global a catástrofes naturais permanece a mais baixa de todas, com o índice global sendo de 24% em 2020, o que significa que 76% dessas necessidades de proteção em todo o mundo não têm seguro.

“A pandemia global acentuou o fosso entre ricos e pobres. Ela revelou a necessidade de os governos se concentrarem na reconstrução e na promoção da coesão social. A igualdade social – e, em seu cerne, a criação de oportunidades iguais para todos – será uma característica definidora de um mundo mais resiliente. A lacuna global de proteção de seguro atingiu um novo máximo de US$ 1,4 trilhão. Fechar essa lacuna apoiaria a estabilidade econômica de longo prazo e aumentaria a capacidade da sociedade de absorver choques. Tornar o seguro mais amplamente disponível e acessível será essencial. Mas as resseguradoras e os líderes empresariais e governamentais devem fazer da resiliência uma prioridade compartilhada.”