Estudo da AGCS revela riscos na retomada do setor aéreo no pós-Covid-19

Fonte: AGCS

A súbita parada imposta à indústria da aviação pela crise do Covid-19 atingiu duramente o setor. Em abril de 2020, dois terços da frota mundial de aviação comercial ficaram ociosos, enquanto o tráfego de passageiros caiu 90% em relação ao ano anterior. Hoje, a indústria da aviação está lentamente se recuperando, liderada pelas viagens domésticas. À medida que mais aeronaves retornam aos céus, um novo relatório  de aviação da seguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) destaca alguns dos desafios únicos que as companhias aéreas e aeroportos enfrentam ao reiniciarem suas operações – desde pilotos “enferrujados” até infestações por insetos. Também identifica uma série de maneiras pelas quais o Covid-19 está remodelando o setor, impulsionando mudanças de longo p razo na composição da frota, rotas de voo e demanda de passageiros.

“A imobilização das frotas mundiais durante a pandemia representou um evento sem precedentes para a indústria da aviação”, diz Dave Warfel, Diretor Regional de Aviação da AGCS. “As companhias aéreas têm trabalhado incansavelmente para manter suas frotas e treinar suas tripulações durante este longo período de inatividade e, como seguradoras, temos um grande interesse em trabalhar com elas para entender seus planos de retorno. Os desafios sem dúvida surgirão à medida que a indústria se preparar para decolar novamente. Embora seja difícil prever exatamente em que forma a aviação voltará, uma coisa é certa – ela estará diferente”.

1. Pilotos “enferrujados” e o retorno dos voos turísticos

No início deste ano, dezenas de pilotos relataram, para o Sistema de Relatórios de Segurança da Aviação da NASA, ter cometido erros, tais como levar várias tentativas até conseguirem pousar, citando estarem “enferrujados” como um fator de retorno aos céus. As companhias aéreas (e outros operadores) estão bem conscientes do potencial de “ferrugem” dos pilotos e continuam a tomar medidas para gerenciar e mitigar esses riscos.

As principais companhias aéreas desenvolveram diferentes programas de treinamento para os pilotos voltando ao serviço, dependendo do tempo de ausência. “Em uma época de atividade sem precedentes, é reconfortante saber que os processos de gestão de risco que tornaram as viagens aéreas mais seguras do que qualquer forma de viagem antes da pandemia continuarão a conduzir um ambiente de segurança inigualável no mundo pós-Covid-19”, diz Warfel.

Entretanto, o retorno de voos para destinos turísticos pode levar a um aumento de risco para aeronaves pequenas de lazer, incluindo helicópteros, particularmente se houver um influxo de novos pilotos não familiarizados com as rotas e o terreno. Já houve uma série de acidentes fatais envolvendo voos turísticos nos últimos anos.

2. Incidentes de “raiva aérea” em ascensão

O comportamento indisciplinado dos passageiros é cada vez mais uma preocupação, particularmente nos Estados Unidos. Em um ano típico, há cerca de 150 relatos de transtorno de passageiros em aeronaves. Em junho de 2021 foram 3.000 de acordo com a Administração Federal de Aviação – a maioria envolvendo passageiros recusando-se a usar máscara. O relatório observa que os passageiros indisciplinados podem mais tarde alegar que foram discriminados pela companhia aérea nestes casos, mesmo quando em erro – uma tendência que as seguradoras precisam manter.

3. Riscos das frotas estacionadas

Embora uma grande parte da frota aérea mundial tenha estado – e ainda esteja – estacionada durante o Covid-19, as exposições a perdas não desaparecem. Elas mudam. As frotas estacionadas são expostas a eventos climáticos. Houve numerosos incidentes de aeronaves em terra danificadas por tempestades de granizo e furacões.

O risco de manobras ou incidentes no solo também aumenta, o que pode levar a sinistros dispendiosos. Houve uma série de colisões no início da pandemia, quando os operadores transferiram as aeronaves para instalações de armazenamento. É provável que haja mais incidentes quando as aeronaves forem movimentadas novamente antes de reiniciarem seus voos.

Aeronaves armazenadas normalmente passam por manutenções regulares para garantir um rápido retorno. Entretanto, a aviação nunca viu tantos aviões temporariamente fora de serviço e o relatório observa que as companhias aéreas menores podem enfrentar desafios significativos ao reativar frotas, já que será um processo sem precedentes.

4. A escassez de pilotos traz riscos

Por estranho que pareça, dado o impacto do Covid-19, a indústria mundial de aviação enfrenta uma escassez de pilotos a médio e longo prazo. O enorme aumento das viagens aéreas pré-pandemia – o crescimento anual de passageiros aéreos só na China foi de 10%+ por ano a partir de 2011 – significava que a demanda dos pilotos já superava a oferta. Mais de 250 mil pilotos serão necessários durante a próxima década.

“Em países menos regulamentados, a escassez pode levar a pilotos operando aeronaves comerciais com qualificações limitadas e baixo tempo de voo em geral”, diz Warfel. “A fadiga também é um risco conhecido entre os pilotos existentes e deve ser gerenciada adequadamente”. Felizmente, há muita experiência e recursos disponíveis para auxiliar as empresas aéreas implementarem sistemas adequados de gerenciamento da fadiga. ”

Algumas companhias aéreas estão construindo suas próprias condutas para pilotos, estabelecendo escolas de voo. Dada a natureza do treinamento, as escolas de pilotagem são propensas a acidentes e sinistros estão se tornando mais caros com o aumento dos valores das aeronaves e o aumento da atividade. Os acidentes de pouso são mais comuns, mas as seguradoras também têm visto perdas totais.

5. A nova geração de aeronaves traz melhorias na segurança, mas custos mais altos

Várias companhias aéreas reduziram suas frotas ou retiraram aeronaves ao longo do último ano, já que a pandemia precipitou uma mudança geracional para aeronaves menores, dado o esperado número reduzido de passageiros em aeronaves no futuro próximo.

“A nova geração de aeronaves traz benefícios em termos de segurança e eficiência”, diz Axel von Frowein, Diretor Regional de Aviação da AGCS. “Entretanto, novos materiais, como compostos, titânio e ligas são mais caros de reparar, resultando em custos mais altos de sinistros”.

6. Desempenho robusto do transporte de carga aéreo: tendência contínua

Embora as viagens de passageiros tenham sido devastadas pela pandemia, outros setores da aviação tiveram um desempenho mais robusto, como os operadores de carga. Em abril de 2021, a região Ásia Pacífico relatou seu melhor mês para carga aérea internacional desde o início da pandemia, graças ao aumento da confiança comercial, comércio eletrônico e congestionamento nos portos marítimos, enquanto a capacidade de carga da América Latina para a América do Norte cresceu quase um terço em maio de 2021 em comparação com o mesmo período de duas semanas em 2019. O relatório espera que a carga aérea continue com seu forte desempenho.

7. Viagens de negócios – boom ou fracasso?

O tráfego de viagens de negócios pré-covid-19 totalizou US$1,5 bilhão por ano ou cerca de 1,7% do PIB global. Com muitas companhias aéreas voltando atrás em suas expectativas a curto prazo, o relatório questiona se esses dias ficaram para trás. Novas formas de colaboração, como as chamadas de vídeo, provaram ser eficazes e mais empresas estão visando reduzir as viagens de negócios para melhorar sua pegada de carbono. Portanto, enquanto se prevê um pico inicial assim que os lockdowns terminarem, muitas empresas aéreas estão se preparando para uma mudança de paradigma de longo prazo nas viagens, com a expectativa de que as viagens de negócios retomem mais lentamente.

No entanto, o que indica um possível aumento é que algumas áreas da aviação executiva se mostraram resilientes durante a pandemia. As empresas que já possuíam aeronaves continuaram a utilizá-las, enquanto muitas que nunca haviam comprado ou fretado uma aeronave antes o fizeram pela primeira vez. Muitas empresas charter prosperaram.

8. Novas rotas se multiplicam na Europa e Ásia-Pacífico

Mais de 1.400 novas rotas aéreas estão programadas para 2021 – mais do dobro das que foram acrescentadas em 2016 – impulsionadas pela Europa (mais de 600) e Ásia Pacífico (mais de 500), com os aeroportos regionais definidos como os principais beneficiários. Somente no mercado doméstico chinês, mais de 200 novas rotas foram acrescentadas – quase o mesmo que nos EUA.

“Este desenvolvimento reflete o desejo da experimentação de algumas companhias em tempos incertos, particularmente as menores”, diz von Frowein. “Novas rotas significam menor congestionamento no espaço aéreo e nos aeroportos, o que pode ter um impacto positivo sobre os riscos, tais como incidentes em terra”. Entretanto, voar em novas rotas pode trazer um ambiente de maior risco. ”

9. Infestações por insetos que afetam a precisão dos instrumentos

Houve uma série de relatos de leituras de velocidade e altitude não confiáveis durante o(s) primeiro(s) voo(s) após algumas aeronaves terem deixado os hangares . Em muitos casos, o problema foi rastreado até ninhos de insetos não detectados dentro dos tubos pitot da aeronave, sensores sensíveis à pressão que alimentam um computador aviônico com dados. Tais incidentes levaram a decolagens rejeitadas e eventos de retorno. O risco de contaminação aumenta se os procedimentos de armazenamento não forem seguidos.

Impacto dos sinistros da Covid-19

O relatório também observa que a indústria da aviação tem visto relativamente poucos sinistros diretamente relacionados com a pandemia até o momento. Em um pequeno número de notificações de responsabilidade civil, os passageiros processaram as companhias aéreas por cancelamentos/interrupções.

“A Covid-19 não tem sido um condutor direto de sinistros na aviação durante o ano passado”, diz Cristina Schoen, Diretoras Global de Sinistros na AGCS. “Como resultado da redução significativa nas viagens comerciais de companhias aéreas durante a pandemia, vimos menos notificações de acidentes de aviação do que veríamos durante um ano típico”. Entretanto, o setor de seguros não estava imune a perdas maiores durante o curso da pandemia, com diferentes regiões vendo acidentes trágicos, aterrissagens de emergência e perdas de casco, para citar alguns exemplos. Como as viagens aéreas começam a voltar aos níveis pré-pandêmicos, esperamos que o volume de sinistros aumente de acordo”.

A análise da AGCS de mais de 46.000 sinistros de seguros de aviação de 2016 até o final de 2020 no valor de mais de 14,5 bilhões de euros (17,3 bilhões de dólares) mostra que os incidentes de colisão/acidente representam mais da metade do valor de todos sinistros. Outras causas dispendiosas de perdas incluem defeitos de fabricação/manutenção e quebra de máquinas.

Pandemia arranha reputação do mercado segurador mundial, segundo pesquisa da GlobalData

seguradoras consumidores

Uma sondagem recente da GlobalData, empresa britânica de análise e dados, mostra um declínio na reputação da indústria seguradora a nível mundial, em grande parte como resultado da resposta que os seguros deram à pandemia da Covid-19. De acordo com os resultados do estudo, um terço dos inquiridos considera que as suas opiniões sobre as seguradoras globais se tinham agravado substancialmente devido à pandemia. Globalmente, um total de 41% sentiu que a reputação das seguradoras piorou, enquanto 31% indicou melhoria. “A pandemia tem sido, sem dúvida, uma situação extremamente difícil para as seguradoras. As reclamações em algumas linhas dispararam e muitas linhas tornaram-se difíceis de segurar”, considera Ben Carey-Evans, analista de seguros na GlobalData. “A confiança dos consumidores sempre foi uma questão-chave para as seguradoras. Por conseguinte, não se podem dar ao luxo de permitir mais danos à sua reputação”, acrescentou Carey-Evans.

No Brasil, onde todos os esforços estão na conquista de clientes, os níveis de reclamações estão em patamares baixos e a disposição em atender as necessidades do consumidor em alta. Vamos ver se agora, com tamanha concorrência com a entrada de novos players, o setor realmente avança em número de clientes e penetração per capita de seguros. O jogo está dado. Só falta o governo colocar a política nos trilhos e assim conduzir a economia de forma próspera.

Uma análise da agência Moody’s revela que a pandemia de Covid-19 alterou a perceção que os consumidores (individuais e empresas) têm das seguradoras, colocando ainda mais pressão à indústria para responder a questões consideradas prioritárias nas próximas décadas. A recente disputa entre seguradoras e os segurados sobre lucros cessantes (BI-Business Interruption) relacionada com a Covid-19 realçou o desencontro, colocando o desempenho de muitas seguradoras aquém da expectativa dos seus clientes, traz o portal português ECO. A agencia espera que as seguradoras da região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) se concentrem na inovação de produtos e na proteção contra riscos tais como cibercrime, alterações climáticas e pandemia. Um dos desafios apontados pelos analistas da Moody’s Investors Service é como satisfazer a procura de proteção contra riscos que se tornam mais difíceis de segurar, reduzindo ao mesmo tempo a lacuna de proteção (protection gap) existente entre o risco total e o risco segurado.

Setor de seguros registra 1,3% das queixas recebidas pelo portal consumidor.gov.br

Fonte: CNseg

Artigo publicado no Boxe Relações de Consumo da Conjuntura CNseg, edição nº 45, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras, avalia dados de reclamações do setor de seguros cadastrados no ano passado pela plataforma Consumidor.gov.br e pelos Procons, cadastradas no Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor). O artigo, tomando como base a publicação Boletim Consumidor em Números 2020, que consolida os dados, conclui que o setor segurador permanece entre as atividades com menores números de reclamações registradas.

De acordo com os dados abertos do Consumidor.gov.br, “Seguros, Capitalização e Previdência” tiveram 15.641 reclamações cadastradas em 2020. O número representa 1,3% das ocorrências da plataforma, número insuficiente para que o segmento fosse listado entre os mais demandados no Boletim da Senacon. O comportamento se repete na apuração do Sindec: “Seguros (exceto Saúde)” tiveram 26.042 demandas registradas nos Procons, representando 1,3% do total, segundo a publicação da Senacon. 

Embora pouco demandado, o artigo afirma que o setor deve manter o foco na harmonização nas relações de consumo, a partir da formatação de produtos mais adequados e do aprimoramento contínuo dos canais de atendimento. Lembra o texto que tais iniciativas têm sido adotadas e fortalecidas ao longo dos anos mesmo com o número reduzido de reclamações, devido ao entendimento das companhias de que, ainda que pouco demandadas, é necessário evoluir processos para melhorar o tratamento do consumidor.

O Consumidor.gov.br, criado no ano de 2014 como um serviço público para solução alternativa de conflitos de consumo pela internet e de adesão facultativa para os fornecedores, a partir de 2020 foi designado pelo Decreto nº 10.197, de 02 de janeiro, como a plataforma digital oficial da administração pública federal para a autocomposição nas controvérsias em relações de consumo.

Em virtude disso, a Susep publicou sua Circular nº 613, de 11 de setembro de 2020, definindo a adesão obrigatória das seguradoras, entidades abertas de previdência complementar e sociedades de capitalização ao Consumidor.gov.br e o tratamento das reclamações dali advindas pelas Ouvidorias. Cabe registrar que o processamento das demandas via Consumidor.gov.br substituiu a análise individualizada de demandas de consumidores pela Susep existente no extinto Procedimento de Atendimento ao Consumidor (PAC) e que antes da obrigatoriedade, cerca de 95% das companhias supervisionadas pela Susep já eram aderentes à plataforma.

Tokio Marine moderniza e simplifica cotação do seguro automóvel

Fonte: Tokio Marine

Para tornar cada vez mais fácil e intuitivo o caminho entre o consumidor e o seguro, a Tokio Marine lança um novo conceito de cotação para toda a linha de produtos Auto, o Auto+Simples. A partir de agora, a contratação dos produtos pode ser feita de forma muito ágil, com a redução pela metade de informações sobre o veículo e o segurado. 

“Nosso objetivo é desburocratizar e facilitar o entendimento do seguro pelo consumidor final. Com apenas dez informações, o Auto+Simples apresenta as opções mais adequadas ao bolso do Segurado, em poucos segundos. Isso traz mais comodidade ao Corretor e ao Cliente”, explica Marcelo Goldman, Diretor Executivo de Produtos Massificados da Tokio Marine. 

A novidade se deve a um sólido investimento da Companhia em Big Data que, aliado a uma base de análise de mais de 2,2 milhões de veículos segurados, permite que a Seguradora realize uma precificação cada vez mais precisa e adequada às necessidades de cada perfil de consumidor. 

“Temos a terceira maior frota segurada do mercado, o que nos habilita a identificar a necessidade dos nossos Clientes e realizar ofertas assertivas para o fechamento do negócio. A simplificação do processo de contratação é fundamental para atrair novos consumidores e contribui para a disseminação da cultura da proteção no País”, afirma o Diretor.

Além da agilidade de contratação em um só cálculo dos produtos Auto, Auto Clássico, Auto Popular, Auto Roubo, Auto Roubo + Rastreador, Moto, Caminhão e Utilitários de Carga, o Auto +Simples oferece também mais facilidade aos processos de endosso e sinistro. Isso permite que o Corretor economize ainda mais tempo nas atividades operacionais e se dedique nas oportunidades de vendas e ampliação de sua base de Clientes.

Susep homologa CRDC para o registro de operações do mercado de seguros

susep

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) homologou o sistema da registradora CRDC para as operações do Sistema de Registro de Operações (SRO) do mercado de seguros. Junto com a CERC, a CSD e a B3, já são quatro registradoras plenamente qualificadas para operar. 

O SRO tem como objetivo aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações. A expectativa da Susep é de que as seguradoras e a população se beneficiem das sinergias que ocorrerão com outros produtos e serviços a serem desenvolvidos a partir da implementação do Sistema. 

Para operar o SRO, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), como determinam as regras aprovadas pela Susep no ano passado. Entre os critérios está a exigência de patrimônio mínimo de R$ 15 milhões e capacidade técnico-administrativa. 

Atualmente, já estão sendo registradas no SRO as operações de seguro garantia e, de forma facultativa, outras operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples. 

Lockton registra alta incidência de Covid-19 nos sinistros de vida da corretora

Fonte: Lockton

Levantamento da corretora norte-americana Lockton, que gerencia programas de seguros para grandes empresas, mostra que dos 468 casos de sinistros de seguro de vida registrados pela companhia, entre o início da pandemia e maio deste ano, 115 foram em decorrência de Covid-19. O número corresponde a 25% das ocorrências no período analisado. O volume de indenizações para as famílias de vítimas da doença somou R$ 11 milhões.  

Em apenas 4 meses,  entre fevereiro e maio deste ano, em decorrência da segunda onda, 48% dos sinistros de seguro de vida apresentados pelos clientes da Lockton foram relativos às vítimas de Covid-19. Diante da elevação da sinistralidade causada pela Covid-19, visualizamos que o mercado tenderá a rever suas precificações e condições.  

Segundo Ricardo Sant’Ana, diretor de benefícios da corretora, o impacto das precificações deverá afetar tanto as renovações das apólices que tiveram a performance de sinistralidade afetada pela Covid, como também para novos negócios. As seguradoras deverão reavaliar internamente os setores mais expostos. “As taxas de seguro de vida deverão subir”, avalia o executivo.  

Segundo Sant’Ana, a Lockton identificou que algumas seguradoras poderão rever suas condições técnicas e até considerar “carências” para eventos de covid-19 para novos contratos. A recomendação da Lockton é ficar bastante atento aos processos de mudança de seguradora para garantir que não haja impactos. “As seguradoras poderão ser menos flexíveis nas renovações e em alguns casos sinalizar contratos com prazos mais dilatados para diluir o risco”, avalia o especialista.   

Fintech Target se une a seguradoras e lança carteira de seguros para caminhoneiros

William-Rego-CEO-da-TARGET-scaled


A Target Meio de Pagamentos, fintech voltada para o mercado logístico, fez parceria com seguradoras e anuncia o lançamento de uma carteira de seguros pensados exclusivamente para caminhoneiros e seus familiares. Homologada pela ANTT para realização de pagamentos de frete e Vale Pedágio Obrigatório, a empresa já oferece uma Conta Digital formatada especialmente para a categoria, com soluções financeiras como pagamentos de contas, cartões pré-pagos, empréstimos pessoais para autônomos, antecipação de recebíveis, além de previdência privada e outros investimentos.

Segundo nota divulgada, o objetivo da fintech, que já conta com mais de 50 mil caminhoneiros, empresas de frete e postos de combustível em sua rede de negócios, é se consolidar como o mais completo marketplace do setor – que hoje tem mais de 1 milhão de clientes em potencial.

A nova linha de produtos, disponível a partir da Target Conta Digital, contará com seguro de vida, seguro contra roubo e furto de caminhão, assistência em saúde, plano odontológico, dentre outros. O projeto é resultado de uma parceria com a Pan Corretora de Seguros, que fez parceria com as seguradoras Suhai (Auto), Too/Mapfre (Vida), Metlife (Odonto) e a empresa de assistência Avus (Saúde). “Os produtos foram pensados nas necessidades específicas do caminhoneiro, levando em conta que ele não tem renda fixa, está sempre em deslocamento, nas estradas, longe da família, se arriscando para levar o sustento para casa”, explica William Rego, CEO da TARGET.

A solução foi pensada para tentar aliviar um problema da classe. De acordo com a última pesquisa de perfil dos caminhoneiros realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT-2019), a idade média dos veículos de autônomos passa de 18 anos, o que dificulta a contratação de seguros ou os torna extremamente caros. O produto lançado pela Target, em parceria com a Suhai, aceita veículos de qualquer idade, marca e modelo, com pagamento de indenizações de até R$ 190 mil em caso de roubo ou furto do veículo.

Já o seguro de vida, inclui indenização por morte natural ou acidental, invalidez e assistência funeral, além de oferecer descontos em consultas médicas pelo programa Cuidando de Você. Poderá, ainda, ajudar e cobrir outros tipos de gastos como financiamentos de imóveis e outros bens, alimentação, custos com educação dos filhos, dependendo do plano contratado. “Uma das grandes preocupações do caminhoneiro autônomo é por algum motivo ficar impossibilitado de levar o sustento para a sua família. E um seguro de vida com planos a partir de R$ 130 podem garantir a tranquilidade que esse profissional precisa para trabalhar e cuidar da sua família”, ressalta Kenji Sabanai, superintendente de crédito e responsável pelo marketplace, acrescentando que o seguro de vida também dá a possibilidade de o caminhoneiro ser premiado em sorteios mensais – como num título de capitalização – com valores entre R$ 4 mil e R$ 13 mil, aproximadamente.

Os valores do serviço de assistência de saúde e odontológica também são um grande diferencial. São quatro modalidades que variam entre R$ 19,90 e R$ 49,90 e incluem serviços como atendimento imediato via telemedicina, descontos em medicamentos, exames e consultas presenciais, além de uma rede com mais de 24 mil médicos espalhados por todo o país. “De acordo com dados da CNT, mais de 85% dos caminhoneiros não têm plano de saúde, e a maioria não faz exames de check up periodicamente (58%), não só por não poder pagar por consultas e exames caros, mas também por falta de tempo”, destaca Kenji.

Os planos são extensivos a familiares e dependentes, e todos os serviços contarão com um consultor para tirar dúvidas e orientar quanto à melhor opção de contrato. A fintech seguirá aumentando a carteira de seguros ao longo de todo o ano de 2021. Dentre os próximos lançamentos já programados, a empresa destaca seguro para colisão, assistência psicológica, seguro residencial com assistência para pequenos reparos, seguro de renda, planos para pagamento de consertos e manutenção preventiva nos caminhões, programas educacionais (cursos profissionalizantes).

“Estamos sempre atentos às necessidades da categoria, sempre buscando soluções para as dores tanto dos caminhoneiros quanto das empresas. O objetivo é reunir na plataforma Target, tudo o que os personagens da cadeia logística precisam para crescer e prosperar com qual idade e segurança em suas operações”, completa o CEO da empresa, William Rego.

Open Banking e Open Insurance são temas do Café com seguro da ANSP

ANSP open insurance

Fonte: ANSP

Na última quarta-feira (29) a Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP realizou o evento “Open Banking e Open Insurance – A visão integrada do Banco Central e Susep”. O webinar foi apresentado pelo presidente da Academia, João Marcelo dos Santos, e teve as participações do Diretor de Regulação do Banco Central do Brasil, Otávio Damaso, e do Diretor e do Chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Ccomunicação da SUSEP, Eduardo Fraga e Leonardo Brasil.

Open Finance

Na abertura, João Marcelo explicou que a compreensão da essência do Open Insurance passa necessariamente pela compreensão do Open Banking. Por sua vez, a compreensão da extensão do Open Banking no Brasil somente se revela plenamente a partir da compreensão do Open Insurance. Por isso a relevância de uma visão integrada do que deve ser tratado em conjunto como Open Finance. João Marcelo disse anda que, no Brasil, provavelmente teremos um Open Finance cuja amplitude e eficiência serão destaque no mundo.

Open Banking

Na visão de Damaso, o Open Banking é um assunto extremamente importante para o desenvolvimento dos mercados financeiro e bancário nos próximos anos, e junto com o Pix, é um dos principais itens da agenda de inovação do Banco Central. Também chamado de Open Finance, ele antevê, nos próximos 10 anos, uma mudança paradigmática no relacionamento do cliente com o mercado financeiro.

Seus dois principais pilares são: reconhecer que o cliente tem a disponibilidade e o controle dos seus dados e a padronização do processo de compartilhamento de dados e dos serviços financeiros. “Além de serem padronizadas, no Open Banking as informações serão transmitidas de forma eletrônica e rápida. Isso nos possibilita entregar serviços cada vez melhores, customizados para diferentes perfis de clientes, os principais beneficiados com essa transformação”, afirmou.

Segundo o Diretor, o Open Banking é um movimento global e tem sido adotado por várias jurisdições. O Reino Unido tem sido um dos principais benchmarks para a sua implementação no Brasil. “Temos um intercâmbio muito grande com os reguladores financeiros e de competição da Inglaterra. Muitas das coisas que estão sendo implementadas aqui no país são um aperfeiçoamento do modelo deles”, revelou.

Cada player, cada jurisdição tem um objetivo distinto. Alguns olham o enfoque de competição, outros de mais eficiência, outros de inclusão financeira e outros ainda como um processo natural de inovação. Entre as lições aprendidas com outros países e incorporadas ao sistema brasileiro, Damaso destaca o padrão único, definido por autoridade de governança central (Reino Unido), reciprocidade no compartilhamento (Austrália e Índia), padronização de cláusulas contratuais de parcerias comerciais (Cingapura e Hong Kong) e padrões técnicos definidos em ato normativo (México). 

O Brasil incorporou inovações técnicas, tendo em vista o nosso ecossistema bancário, como por exemplo: informações sobre operações de crédito, serviço de encaminhamento de proposta de operação de crédito, escopo de dados mais amplo em fases posteriores (Open Finance) e a participação de todas as instituições, de forma mais ampla.

No Brasil, o Open Banking está sendo implementado de forma gradual em quatro fases. Sua evolução será constante com o desenvolvimento do próprio marcado. “Eu considero que a fase 1 do Open Banking tem sido um verdadeiro sucesso. E ela é a base para tudo o que vai ser oferecido nas demais fases. Como na fase 4 entra o seguro, o investimento e previdência complementar, teremos o que denominamos Open Finance. E essa é uma característica central do arcabouço geral que estamos implementando”, destacou.

Open Insurance

Na opinião de Eduardo Fraga, o fato de a Susep ter uma equipe dedicada ao tema do Open Finance e manter uma agenda de reuniões com o Banco Central demonstra que o conceito foi internalizado. “É um ambiente colaborativo e as fronteiras que no passado delimitavam até onde vai uma indústria e onde começa a outra foram estreitadas, principalmente da perspectiva do cliente”, disse.

Durante sua palestra, o Diretor reforçou algumas características do sistema, como a questão da segurança, o compartilhamento dos dados, o respeito à privacidade dos dados dos clientes, agilidade e a conveniência que essas ferramentas vão promover. Destacou, ainda, o binômio inovação e concorrência, que geram um verdadeiro círculo virtuoso.

“Um ponto que eu gostaria de reforçar é o da inclusão financeira. O acesso que essa ferramenta pode dar às pessoas sub ou desbancarizadas, além das que não são seguradas. Também gostaria de olhar por outro prisma a questão da inclusão financeira e da cidadania financeira”, indicou.

Outro ponto ressaltado por Eduardo foi que todos os compartilhamentos de dados seguem padrões de segurança muito fortes e só ocorrem com consentimento expresso e inequívoco do cliente. Segundo o executivo, o Open Finance não é uma iniciativa isolada na agenda do Banco Central nem da Susep. Ele impede que haja assimetrias no mercado de seguros e beneficia tanto os clientes (empresas e consumidores) que têm acesso a esse canal como também aqueles que não o utilizam.

Segundo Leonardo Brasil, a Susep comunica-se constantemente com os representantes do Banco Central sobre as lições aprendidas com a instituição durante o projeto. “Todas as vezes que temos reuniões com a equipe de tecnologia do Banco Central eu vejo como Brasil aprimorou o conceito do Open Banking em comparação com outros países”, afirmou.

De acordo com Leonardo, a SUSEP juntou-se ao Banco Central e está reutilizando toda a estrutura e o caminho percorrido por ele no projeto do Open Banking para desenvolver o Open Insurance. Assim, é premissa do Open Insurance interoperar com o Banco Central. “Os dois sistemas precisam conversar, até mesmo para encorajar o engajamento dos usuários. Essa conexão facilitará a criação do sistema de Open Finance, ambiente no qual as informações financeiras vão ser compartilhadas dentro de um ecossistema seguro, robusto e moderno”.

Adaptado à nossa realidade, o Open Finance vem com um arcabouço muito robusto e extremamente seguro, que possibilita o compartilhamento de dados bancários e de seguros entre seus participantes. “As características fundamentais do nosso projeto são começar simples, pensar simples e ser um ambiente seguro e padronizado”, concluiu.

Porto Seguro lança seguro de vida com coberturas personalizáveis

Fonte: Porto Seguro

O interesse crescente pelo seguro de vida mostra que a percepção das pessoas sobre proteção está mudando. De acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), a busca pelo produto aumentou 14,6% entre janeiro e março deste ano em relação aos mesmos meses de 2020. Neste mesmo período, a Porto Seguro teve um resultado ainda mais expressivo na contratação do seguro de vida individual, que alavancou 22% em comparação com o 1º trimestre de 2020.  

Atenta ao desejo das pessoas de protegerem a si e a sua família e, principalmente, de contar com um seguro que atenda às necessidades específicas de cada fase da vida, a Porto Seguro lança o Vida do Seu Jeito, um seguro de vida personalizável que permite a contratação de coberturas variadas de maneira independente. Com isso, além de ofertar um seguro adequado para o perfil e o momento de seus clientes, os corretores ganham mais liberdade e flexibilidade para escolher, junto com o segurado, o valor das coberturas de cada uma das proteções selecionadas. 

“Todos nós temos um jeito único de viver e trouxemos essa realidade para o seguro de vida. Com isso, o corretor consegue escolher as coberturas mais adequadas para o momento de vida do seu cliente. Afinal, não são as pessoas que precisam se adaptar às condições do seguro, é o seguro que precisa se adequar as necessidades das pessoas”, resume Carlos Eduardo Gondim, diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro. “Esta é mais uma maneira de sermos cada vez mais um porto seguro para todos. Quem tem Porto, também tem um jeito único de contratar e se proteger”, completa. 

O novo produto conta com um leque mais amplo de oportunidades na oferta, com novas coberturas independentes para uma venda mais consultiva.  Entretanto, para facilitar o trabalho do corretor, a ferramenta já apresenta três opções iniciais de ofertas, mas que podem ser amplamente personalizadas.   

Além disso, os profissionais têm acesso a um novo sistema de contratação, mais fácil, rápido e intuitivo para preenchimento das propostas. O processo de orçamento, transmissão e aceitação do seguro é realizado de forma 100% digital no Corretor Online, com capitais de até R$ 10 milhões. O preenchimento da Declaração de Saúde também passa a ser oferecido através de um formulário inteligente totalmente online enviado para o cliente, ou através de uma entrevista virtual com um profissional de saúde, dependendo do capital segurado, o que gera maior agilidade no processo de emissão da apólice e deixa o Corretor livre para as vendas.  

Para os clientes 

No Vida do Seu Jeito, as coberturas de IPA (Invalidez Permanente Total ou Parcial Por Acidente) e IFPD (Invalidez Funcional Permanente Total Por Doença) podem ser contratadas de forma independente, sem a necessidade de inclusão da cobertura de morte.  Da mesma forma, as coberturas de Diária Por Incapacidade Temporária e de Doenças Graves agora podem ser adquiridas com a contratação de qualquer tipo de cobertura de morte, ou apenas com a adesão da IPA e da IFPD, conforme o interesse do cliente frente às suas necessidades. Uma nova cobertura de diagnóstico de câncer (incluindo câncer de mama e de colo do útero) também foi inserida e pode ser contratada tanto pelas mulheres quanto pelos homens. 

Os clientes ainda contam com serviço de telemedicina ilimitado e gratuito, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, que disponibiliza orientação médica à distância. 

MAPFRE lança seguro de cargas para pequenas e médias transportadoras

Carlos Polizio MAPFRE

Fonte: MAPFRE

Atenta às necessidades das pequenas e médias transportadoras e embarcadores, principalmente neste período em que o trânsito de cargas tem se intensificado no Brasil, a MAPFRE anuncia o lançamento do “MAPFRE Cargo Light”, um seguro para empresas que possuem até R$ 200 mil em mercadorias embarcadas. “Para que pequenas e médias empresas possam ser mais competitivas, disponibilizamos um produto com operação simples, preço acessível, limites de cobertura adequados à realidade das PME´s e compatível a diversos tipos de carga”, informa Carlos Polizio, superintendente de Seguros Aéreo, Casco e Transporte da MAPFRE. 

O executivo alerta que algumas mercadorias possuem aderência imediata ao produto. “Com os indicadores de crescimento econômico divulgados recentemente e o volume de negócios que temos observado, compreendemos que os setores de máquinas e equipamentos industriais e de construção em geral estarão com maior necessidade de distribuição em nosso País e são itens de excelente aceitação no MAPFRE Cargo Light”, afirma.

Cálculos e cotações mais rápidos

O MAPFRE Cargo Light possui um sistema operacional único, mais rápido e eficaz, com regras de gerenciamento adequadas para o tipo e volume de mercadoria embarcada, para cálculo e elaboração de cotações e propostas de seguro para as modalidades RCTRC (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga) mais DC (Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga) e de Transporte Nacional (seguro contratado pelo dono da mercadoria e não pela transportadora). Há ainda a possibilidade de se adicionarem coberturas para operações de carga, descarga e içamento; viagem com percurso complementar fluvial; extensão ao valor dos impostos suspensos; danos ambientais decorrentes de acidente com veículo transportador; mercadorias em devolução ou reenviadas; e riscos de greves.