Setor segurador cresce 11% em doze meses até maio, segundo dados da CNseg

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Fonte: CNseg

Na evolução dos últimos 12 meses, o setor de seguros apresentou taxa de crescimento de dois dígitos em maio, alcançando expansão de 11%.  A demanda por seguros, previdência e capitalização registrou forte aumento de 41,1% em maio se comparado ao mesmo mês do ano passado. Com influência do VGBL, no acumulado dos cinco meses do ano, os seguros já avançam 20,1% sobre o mesmo período do ano passado. Repetindo a tendência, a maior contribuição veio do segmento de Cobertura de Pessoas (24,6%), seguido por Danos e Responsabilidades, com 14,7% e Capitalização, que cresceu 7,6%. Esses e outros dados referentes ao desempenho do setor segurador, cuja receita anual de prêmios representa 6,7% do PIB, constam na nova edição da Conjuntura CNseg (nº 48), publicada pela Confederação.

“Esse desempenho setorial em maio (41,1% contra maio de 2020), foi superior ao de outros setores de atividade econômica conforme as recentes Pesquisas Mensais do IBGE para maio: comércio evoluiu 40,9%; indústria 24,1% e serviços, 19,8%. O efeito precaucional contra o risco do coronavírus despertou maior interesse por ramos de seguros com coberturas diretamente correlacionadas à proteção de patrimônios e pecúlios para a família”, afirma o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano. 

Segundo Coriolano, as taxas de crescimento dos primeiros cinco meses do ano foram expressivas sobre o mesmo período de 2020, ainda que este último tenha tido dois meses que não foram afetados pela declaração da pandemia – janeiro e fevereiro.  Essas taxas também reverteram completamente o sinal negativo observado naqueles cinco meses sobre idêntico período do ano de 2019. “A despeito dessa recuperação, em termos agregados, o setor de seguros ainda não conseguiu obter a mesma arrecadação dos últimos cinco meses de 2019 anteriores ao surgimento da pandemia no Brasil, estando o volume de negócios R$ 2 bilhões (2,8%) distante dele.  Exceção feita ao segmento de Danos e Responsabilidades, que já está com movimento além do período pré-pandêmico”, avalia Marcio.

O Presidente da CNseg avalia que, em relação aos demais sete meses de 2021, o desempenho dos agregados da economia brasileira não parece comprometer o ritmo de recuperação de ramos atingidos mais fortemente pela pandemia, “embora projeções firmes dependam do sucesso da vacinação, da estabilidade política e do comportamento futuro da inflação que já acumula 8,4% em 12 meses”.

No editorial da edição 48 da Conjuntura CNseg, Marcio Coriolano afirma: “O cenário até o final deste ano corrente dependerá crucialmente do tamanho da taxa de aumento do PIB para abrir espaço à recuperação de ramos de seguros influenciados pela produção industrial, agrícola e comercial, que é o caso dos grandes riscos patrimoniais. E dependerá também do incremento da renda pessoal e do emprego, combustíveis da demanda por produtos básicos patrimoniais, cobertura de vida, previdenciários, saúde suplementar e capitalização. Na margem (mês contra mês anterior), o comportamento do setor foi positivo: aumento de 14,8% (sem saúde e sem DPVAT). A maioria dos ramos apresentou crescimento, exceto Responsabilidade Civil, Rural e Planos de Vida Tradicionais.”  

Na comparação entre maio e o mesmo mês do ano anterior, que ameniza sazonalidade, informa Coriolano, a arrecadação de R$ 24,7 bilhões sinaliza um progresso recorde, na casa dos dois dígitos altos (41,1% contra 36,8% em abril). O destaque deve ser conferido a ramos de maior densidade setorial em arrecadação absoluta. São eles: Plano de Acumulação VGBL, 67% de contribuição do segmento de Pessoas e crescimento de 71,9%; Planos de Vida Risco, 26% de contribuição do segmento de Pessoas e taxa de 29,6%. No segmento de Danos e Responsabilidades, Automóvel, 43% de contribuição e crescimento de 14,1%; Rural, 11% de contribuição e taxa de 29,9%; Habitacional, 6% de contribuição e taxa de 13,9; Transportes, 5% de contribuição e taxa de 45,2%, e Responsabilidade Civil, 3% de contribuição e taxa de 40,6%.

Prudential do Brasil projeta dobrar o número de corretoras franqueadas em cinco anos

Fonte: Prudential

A Pesquisa de Desempenho do setor de franquias no primeiro trimestre deste ano realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) revela um crescimento expressivo das unidades Home Based (enxutas, que dispensam ponto comercial e com investimento até R$ 105 mil), subindo sua participação de 7,1% para 10,3%.

Por contar com um investimento inicial reduzido, as microfranquias facilitam o acesso de empreendedores ao sistema de franquias. Devido às dificuldades impostas pela pandemia e um mercado de trabalho com recuperação lenta, já há algum tempo o segmento se destaca como alternativa de investimento para muitos profissionais.

De acordo com o último levantamento realizado pela ABF (2020), operam no país 562 redes com modelo de microfranquia, sendo 63% puras (apenas com este modelo) e 37% mistas (com os dois modelos).

É dentro desse segmento de microfranquias que se encontram as franquias da Prudential do Brasil. Com investimento inicial de R$ 30 mil, a marca permite aos seus franqueados que atuem no seu negócio de casa ou em qualquer local desejado. A empresa oferece, no entanto, pontos de apoio que a rede pode utilizar como suporte. Hoje, há pontos nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e, recentemente, foram criados dois pontos no Nordeste, mais especificamente no Recife, totalizando 31 pontos de apoio no país, distribuídos por oito estados.

Validando os dados da ABF, a rede tem ampliado sua atuação em todo o País e registrou 100 novas unidades de franquia no primeiro semestre de 2021. A marca segue com seu plano de expansão de chegar a mais de três mil corretoras franqueadas nos próximos cinco anos, dobrando o tamanho da rede, que hoje conta com mais de 1,5 mil franqueados.

“O mercado de seguros tem um potencial enorme para expansão e crescimento, no Brasil apenas 15% da população economicamente ativa tem seguro de vida. Nos Estados Unidos esse número chega a 70% e no Japão e Coreia, mais de 90%”, afirma Humberto Madeira, Vice-Presidente de Franquias da Prudential do Brasil.

A busca é por investidores que tenham espírito empreendedor, vontade de ter o próprio negócio, que se identifiquem com o modelo de negócio da empresa e com o propósito de proteger vidas. O faturamento médio de uma franquia da Prudential do Brasil fica em torno de R$ 20 mil por mês.

Desde o ano passado, com o início da pandemia tem crescido a contratação de seguros de vida, o que aumentou a participação do segmento no mercado. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) o setor arrecadou R$ 92,7 bilhões nos quatro primeiros meses de 2021, o que corresponde a R$ 12,2 bilhões a mais do que no mesmo período de 2020, representando um crescimento de 15% no primeiro quadrimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020.

Os seguros de pessoas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 54 bilhões este ano, o que representa uma alta de 20,2%, ou R$ 9,1 bilhões, em relação ao primeiro quadrimestre de 2020.

Campanha da Porto Seguro usa bom humor para reforçar portfólio de produtos e serviços

Porto Seguro seguradora

Fonte: Porto Seguro

Muito além de uma seguradora, a Porto Seguro é um verdadeiro ecossistema de produtos e serviços que facilitam o dia a dia e acompanham as pessoas em todos os momentos da vida. E para levar essa mensagem em sua nova campanha institucional, os filmes contam com um personagem que questiona, com bom humor, se a Porto possui todo o universo de produtos, serviços e assistências, gerando situações improváveis, divertidas e criando o jargão que está sempre presente na fala do cliente: “Isso, nem a Porto tem”. 

Com atuação em quatro verticais – Seguros, Saúde, Produtos Financeiros e Serviços –, a Porto oferece coberturas para os imprevistos que podem ocorrer a qualquer momento, como um afastamento do trabalho por acidente; seguro para proteger o celular; carro por assinatura para quem busca ter um veículo novo todos os anos; cartão de crédito, entre tantos outros produtos e serviços. Com esta campanha, a companhia reforça o impacto da marca Porto e de cada uma dessas soluções ao oferecer proteção durante todas as fases da vida de quem busca proteção para si, seus familiares e seus bens. 

“Aliamos entretenimento e humor de qualidade para criar uma linha clara de comunicação entre os produtos Porto, simplificando a vida das pessoas, gerando uma experiência surpreendente, com toda gentileza e humildade que tratamos nossos clientes”, afirma Luiz Arruda, diretor de Marketing da Porto Seguro. “A ideia é construir um personagem provocador e ao mesmo tempo bem humorado, que nos questione a ser sempre melhor. E esse é o nosso maior desafio para evoluirmos a cada dia, focando os nossos esforços no que realmente importa: o cliente e sua família. Queremos transformar realidades cotidianas em grandes momentos”, complementa. 

A nova campanha contará com seis filmes, que vão ar a partir do dia 15 de julho, estruturados em fases para alguns dos principais produtos da companhia: seguro automóvel, seguro saúde, cartão de crédito, carro por assinatura, seguro de vida e seguro para celular. Serão veiculados em TV, rádio, mídia out of home (banner,telas digitais e Frontlight)além das redes sociais ao longo dos próximos meses.  

“É para brincar mesmo com o que muita gente nem imagina que a Porto tem. É para mostrar que, quem tem Porto, está seguro em todas as fases da vida. Por isso, recorremos à imaginação para captar as provocações feitas pelo personagem que não acredita que a Porto pode ter tanta coisa como ela de fato tem”, explica Bruno Brux, diretor executivo de Criação da GUT São Paulo. “Os filmes vão retratar essas conversas surreais, com um humor refinado e bem simples, para alcançar o grande público em suas reais necessidades”, afirma. 

Webinar da Swiss Re Corporate Solutions destaca riscos que devem ser mitigados na retomada das operações

Quanto mais conscientes dos riscos, mais preparados para lidar com eles e, consequentemente, menores serão os impactos na sociedade. Está tem sido a filosofia da Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, dedicada a mapear e analisar os riscos mundiais. Um dos estudos dedicados a isso chama-se Sonar. “O Sonar é capaz de identificar riscos novos, mutáveis e não previstos que a indústria de re/seguros e seus clientes precisam ter no radar. Com isso, todos podem ficar à frente dos desafios para tomar decisões sustentáveis e resilientes nos negócios”, comentou Caroline Rodrigues Cabral, economista do Instituto Swiss Re, na abertura do webinar “Retomada das operações suspensas – acidentes maiores à frente?”, realizado em julho.

Em 2013, o risco da disseminação alta de doenças contagiosas constava nos principais riscos emergentes. Em 2015, o estudo trazia o alerta de uma pandemia global que poderia afetar as cadeias de produção e impactar os mercados financeiros. Em 2017, novamente pandemia foi abordado de forma mais enfática, com o questionamento sobre como a sociedade estaria preparada para lidar com ela. “Se tivéssemos nos preparados para a pandemia, listada no Sonar em 2013, 2015 e 2017, não estaríamos onde estamos hoje com a Covid 19”, ressaltou.

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Estamos sentindo os efeitos drásticos desde o final de 2019 até hoje. As bolsas só se recuperaram rapidamente porque tivemos boas notícias de uma vacina em tempo recorde. “Mesmo assim, a perda de PIB global foi de quase 4% em 2020 e já contabilizamos, até julho de 2021, mais de 4 milhões de mortes em todo o mundo. Desde então, vivemos com uma incerteza elevada e enquanto a pandemia continuar, esta história não mudará. O que torna mais evidente que estar ciente dos riscos nos ajuda a se preparar para o futuro”, reforça Caroline

Um dos riscos emergentes, trazidos no Sonar 2021, é “Retomada das operações suspensas – acidentes maiores à frente?”, que foi o tema do webinar. A pandemia trouxe à luz novos riscos e exposições. Empresas de diversos setores foram obrigadas a cortar orçamentos e a reduzir suas operações. E agora, com a retomada das operações, como evitar os riscos de acidentes? 

Fabio Magalhães, Head Risk Engineering Services Americas Swiss Re Corporate Solutions, destacou no webinar a importância de ter um check list antes da retomada em atividades industriais. “Este é um momento crucial, pois é quando costuma ocorrer o maior número de problemas após um período inativo, que podem ocasionar incêndio, explosão e quebra de máquinas”, diz. Segundo ele, cerca de 40% a 50% dos incidentes envolvendo a retomada sucedem durante a partida de equipamentos que ficaram parados por um determinado tempo. Outro dados estatístico relevante citado por Magalhaes é que cerca de 80% a 90% dos grandes sinistros ocorrem por erros humanos.

Por isso é importante que todos os treinamentos e procedimentos sejam revisados antes da retomada da operação, alerta. “Há coisas óbvias, que envolvem bom senso, que precisam ser seguidas, pois um acidente de grande proporção geralmente é causado por uma série conjugada de pequenos eventos”, comenta. A primeira coisa é estar preparado para lidar com pequenos eventos, como avaliar alterações no processo depois da parada. Outra é ter as pessoas chaves responsáveis por operar o equipamento presentes no momento da retomada. “Todos devem também garantir que a manutenção tenha sido mantida mesmo durante a parada”, recomenda.

Silvio Steinberg, Head Patrimonial & Riscos de Engenharia Brasil, faz os mesmos alertas. “Muitas industrias reduziram o número de pessoas em trabalho. Com a retomada, a principal agenda é priorizar o que precisa ser feito, e certamente o treinamento dos funcionários e a manutenção dos sistemas, principalmente de incêndios. Os clientes têm de garantir que os sistemas de prevenção de incêndio estão funcionamento de forma adequada”.

Rafael Rodrigues, Head Subscrição Standard (Massificados) Brasil, destacou que as principais preocupações dos clientes está em ter uma apólice adequada ao risco. Com a pandemia, hotéis e shoppings, por exemplo, tiveram risco reduzido pelo fechamento ou pelas restrições de circulação. “O corretor teve um papel importante recomendando a redução das coberturas e não o cancelamento das apólices. E agora, com o programa de vacinação avançando, o risco volta a ser considerado novamente com o maior fluxo de pessoas circulando nestes estabelecimentos”, explica. O executivo também destacou que o armazenamento de mercadorias e danos elétricos são pontos importantes para os corretores chamarem a atenção de seus clientes.”

O diferencial da Swiss Re neste momento da retomada está na compreensão da situação do cliente. “Temos engenheiros altamente especializados para solucionar problemas e prover uma cobertura que traga tranquilidade para a retomada das operações”, enfatiza Magalhaes. Segundo ele, uma forma rápida de se obter informações para uma retomada segura seja da indústria como do comércio é acessar o portal da Swiss Re. “Lá é possível encontrar estudos de prevenções para diversos segmentos. Outra forma é contactar algum membro da equipe para que os temas possam ser discutidos caso a caso”.

Assista o webinar na íntegra no portal da Swiss Re Corporate Solutions.

Para mais de 34% dos CEOs do setor segurador, negócios não deverão voltar à normalidade até o ano que vem

fusões seguradoras

Fonte: KPMG


Pouco mais de 34% dos líderes empresariais enxergam um retorno dos negócios à normalidade somente a partir do ano que vem, enquanto o mesmo quantitativo de entrevistados afirmou que as empresas e operações mudaram para sempre com a pandemia. Estas são as principais conclusões da pesquisa “CEO Outlook Pulse 2021”, conduzida pela KPMG com 50 executivos do ramo de seguros, em nove países. 

O levantamento também aponta dados sobre a retomada do crescimento dos negócios, as visões dos líderes do setor sobre a distribuição da vacina, os principais riscos organizacionais e as prioridades de transformação dos negócios no futuro próximo. O estudo revelou ainda que a maioria (90%) dos CEOs deseja garantir a segurança da equipe, solicitando aos funcionários que notifiquem a empresa quando forem vacinados. 

“Observamos que, para os líderes das seguradoras, três fatores serão essenciais para o retorno à normalidade: uma campanha bem sucedida de vacinação em massa, uma queda significativa da infecção por covid-19 nos principais mercados e o estímulo governamental para que os negócios possam voltar a operar novamente”, resume a sócia-líder do segmento de seguros da KPMG, Érika Ramos. 

A confiança dos CEOs do setor segurador no crescimento das empresas, indústrias e países no período de três anos é elevada, mas oposta às perspectivas para a economia global. Segundo a pesquisa, 62% dos líderes de seguradoras estão interessados em efetuar fusões e aquisições no próximo ano, com três principais direcionadores para investimentos no setor. O primeiro consiste em aumentar a participação de mercado; o segundo passa por integrar novas tecnologias para transformar a experiência do cliente e, por fim, desenvolver tecnologias disruptivas que tenham potencial de transformar o modelo operacional das seguradoras. 

Já os riscos ambiental e climático continuam sendo preocupantes para as empresas, com 90% das seguradoras procurando manter os ganhos relacionados à sustentabilidade e à mudança climática obtidos durante a pandemia. Além disso, quase todas (98%) aumentou o foco no componente social das práticas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança). 

O estudo analisou ainda o impacto de longo prazo da pandemia sobre as seguradoras, que deverão focar, principalmente, em tecnologia e na experiência do cliente. A maioria (76%) das empresas do setor pretende utilizar-se da colaboração digital e das ferramentas de comunicação, com o engajamento do cliente feito predominantemente via plataformas digitais e com modelo operacional digitalizado. 

Lucro das seguradoras recua 47% de janeiro a maio de 2021, mesmo com alta de 19,7% nas vendas do setor

Lucro do mercado segurador sobe para R$ 5,6 bi até maio, segundo Siscorp

O lucro líquido reportado pelas seguradoras no período de janeiro a maio deste ano foi de R$ 3,5 bilhões, uma queda significativa de 47% comparado com os R$ 6,7 bilhões obtidos nos primeiros cinco meses do ano anterior. A redução acontece num período em que as vendas avançaram 19,7%, para R$ 117,4 bilhões, no mesmo período, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp. Segundo o sócio diretor Dawson Henriques, o principal impacto na lucratividade vem do maior volume de indenizações pagas, principalmente no segmento de pessoas, e da queda do resultado financeiro.

Pela primeira vez em anos, a Bradesco Seguros não está no topo do ranking de lucro. Foi superada pelo Banco do Brasil e pela Caixa. Nos primeiros cinco meses deste ano, o lucro da Bradesco foi R$ 648 milhões, uma perda relevante, de 66%, diante de R$ 1,9 bilhão reportado de janeiro a maio de 2020. O Banco do Brasil alçou a liderança do ranking com ganho de R$ 927 milhões, acima dos R$ 832 milhões do mesmo período anterior. A Caixa se manteve em segundo lugar, com ganhos de R$ 820 milhões nos primeiros cinco meses de 2021.

Segundo especialistas, com o resultado do primeiro semestre já dado, as companhias se debruçam nas estratégias para o segundo período do ano para recuperar o resultado e encerrar 2021 com dados mais animadores para a esperada retomada da economia em 2022. Mais detalhes sobre os balanços das companhias serão conhecidos no início de agosto, quando começa a temporada de divulgação dos balanços semestrais, com Bradesco no dia 3, após o fechamento do mercado. O que o dia a dia das divulgações mostra é que a pandemia acentuou a revolução que o setor experimentava nos últimos dois anos com o avanço da tecnologia, com as mudanças no hábito de consumo, com as novas regulamentações e, consequentemente, tudo isso fez com que todos redesenhassem as estratégias para fazer frente a um setor mais inclusivo, em todos os sentidos.

Agronegócios, uma fonte de inspiração para o grupo segurador Allianz

Karine Barros, diretora executiva de Neg. Corp. e Saúde da Allianz Seguros_cred. Túlio Vidal (8)

A cada ano, o agronegócio atrai ainda mais a atenção das seguradoras. Seja para o seguro com subvenção do governo para proteger o investimento do agricultor como também tudo dentro da porteira do campo. Com o avanço da tecnologia para aprimorar a subscrição do risco, bem como mais garantias do apoio do governo, as apostas das seguradoras neste segmento crescem. Ontem, mais um passo. O prêmio do seguro rural entre as despesas que não poderão sofrer cortes no ano que vem foi incluída no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, aprovado nesta quinta-feira no Congresso Nacional e que segue para a sanção.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defende que o papel do seguro rural como instrumento para estabilidade de renda na agropecuária só será plenamente alcançado com a previsibilidade de execução orçamentária. Com a garantia da aplicação dos recursos, as seguradoras podem se preparar e planejar a expansão no país. “A Allianz enxerga o agronegócio como uma das principais alavancas de crescimento econômico e, com isso, oferece produtos e serviços para toda a cadeia relacionada a esse setor. Temos produtos que estão diretamente relacionados ao universo agro, como seguros para Cultivo, Propriedades Rurais e Equipamentos Agrícolas, mas há outras carteiras que, de alguma forma, também suportam essa atividade, como Transportes, Empresas, Vida e Saúde, entre outros”, afirma Karine Barros, diretora executiva de Negócios Corporativos e Saúde da Allianz Seguros, ao blog Sonho Seguro. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Qual o volume de prêmios com seguro Rural subsidiado? 2020 inteiro, primeiro trimestre de 2021 e mesmo período para comparar. 

Em 2020, a Allianz Seguros teve o melhor resultado na carteira de Cultivo dos últimos cinco anos, consequência de um contexto de mercado favorável somado aos investimentos em subscrição para perseguir a excelência técnica. O nosso desempenho positivo, no acumulado dos 12 meses do ano passado, pode ser percebido com o alcance de R$ 120 milhões em Prêmio Emitido Líquido (PEL), crescimento de 25,9% sobre 2019, e por meio do Índice Combinado, de 74,6%, cerca de 13% abaixo da média do mercado, o que confirma a qualidade da nossa subscrição. O primeiro trimestre de 2021 começou aquecido, pela forte valorização do milho no mercado e também por um crescimento importante no número de apólices contratadas. Em relação aos três primeiros meses de 2020, o nosso PEL mais que dobrou e totalizou R$ 58,8 milhões.

2. E indenizações?

O Índice de Sinistralidade da carteira de Cultivo diminuiu 15 pontos percentuais de 2019 para 2020, passando de 66% para 51%. O indicador está relacionado a registros de sinistros pontuais, em decorrência, principalmente, de eventos climáticos.

Quais os Estados e culturas em que mais atua?

Os nossos negócios estão concentrados especialmente nos complexos agrícolas, como São Paulo, Minas Gerais e nos estados das regiões Sul e Centro-Oeste. A participação desses territórios em nossa operação está muito em linha com as suas vocações para o agronegócio; níveis de produtividade; por vezes, economia essencialmente agrícola; e também disponibilidade de subvenções estaduais, nos casos de São Paulo e Paraná. Em relação à atuação nas lavouras, nós trabalhamos com seguro para uma cultura específica, cuja vigência garante a proteção contra eventos climáticos, desde o plantio até a colheita. Dessa forma, além de atendermos as mais tradicionais, como soja, milho e trigo, também oferecemos seguro a outros tipos de culturas mais localizadas ou restritas a períodos mais específicos por região, como o arroz e cevada, entre outros.

O que há de novo na oferta do seguro Rural com subsídio?

Para segundo semestre de 2021, está previsto o lançamento do produto Granizo Frutas e Hortaliças, com coberturas para novas culturas, em especial tomate e uva.

A tecnologia trouxe quais avanços?

Para 2021, estamos investindo em recursos e funcionalidades que vão gerar maior competitividade a nossa oferta, aumentando a conveniência aos nossos parceiros de negócios e disponibilizando produtos cada vez mais adequados ao produtor rural. Além disso, estamos aplicando o uso de ferramentas via satélite para a expansão e seleção de risco e maior agilidade na regulação de sinistros.Uma outra novidade, que tem sido muito bem aceita pelo mercado, é que, desde o ano passado, oferecemos a possibilidade de conectar os sistemas dos nossos corretores diretamente ao da Allianz, através da nossa plataforma, dando muito mais agilidade à venda e ao acompanhamento das informações.

Além do seguro subsidiado, quais outros negócios o Agronegócios traz para a sua empresa? Produtores compram seguro sem ser subsidiado?

A Allianz enxerga o agronegócio como uma das principais alavancas de crescimento econômico e, com isso, oferece produtos e serviços para toda a cadeia relacionada a esse setor. Temos produtos que estão diretamente relacionados ao universo agro, como seguros para Cultivo, Propriedades Rurais e Equipamentos Agrícolas, mas há outras carteiras que, de alguma forma, também suportam essa atividade, como Transportes, Empresas, Vida e Saúde, entre outros. No que diz respeito ao subsídio, o único seguro que conta com esse benefício é o Cultivo, tanto em esfera federal quanto estadual, nos estados de São Paulo e do Paraná. Em 2019, o crescimento desse mercado foi de 21,3%, já em 2020, com quase o dobro de subvenção federal, o aumento foi de 40,7%. Ainda que haja forte relação com o subsídio, é importante destacar os enormes avanços, em termos de produtos e serviços, ofertados pelas seguradoras e uma maior preocupação tanto do produtor rural quanto dos agentes financeiros, que buscam cada vez mais no seguro agrícola um mitigador de risco, independentemente da subvenção.

E o seguro paramétrico, vai entrar mesmo com subsídio? Sua empresa se prepara para atuar com ele? Qual o estágio atual?

O seguro paramétrico nas modalidades agrícola, florestas, pecuário e aquícola foi incluído nas regras do Programa de Subvenção Rural (PSR), de 2021. A Allianz está monitorando a aceitação desse tipo de seguro entre os produtores no Brasil e observando as principais necessidades que surgirão no mercado local. Enquanto no Brasil, estamos em fase de estudo, esta oferta faz parte do portfólio do Grupo Allianz em outros países, ou seja, temos uma grande expertise no tema, mas precisamos primeiro entender a necessidade local, para pensar em uma oferta que seja interessante para o nosso mercado.

Fundación MAPFRE abre inscrições para bolsas-auxílio de incentivo à pesquisa científica

A Fundación MAPFRE acredita na transformação social por meio do conhecimento. Por isso, todos os anos, abre seu programa de bolsas de Auxílio à Pesquisa Ignácio H. Larramendi. Podem inscrever-se, até o dia 11 de outubro, pesquisadores ou equipes de pesquisa que possuam iniciativas voltadas à promoção da saúde ou à cultura do seguro e previdência social. 

Para a edição de 2021, a Fundación MAPFRE está disponibilizando bolsas-auxílio de até 30 mil euros a projetos relacionados à saúde, como prevenção da obesidade, promoção da atividade física, gestão de saúde, longevidade, entre outros. Já iniciativas voltadas às áreas de seguro e previdência social (economia do envelhecimento) poderão receber até 15 mil euros. 

O programa de bolsas de Auxílio à Pesquisa Ignácio H. Larramendi recebe inscrições de todo o mundo e os projetos podem ser enviados em português, espanhol e inglês. 

Para mais informações sobre os formulários de inscrição e as regras do programa, os interessados devem acessar o link

Programa Inova da Sabemi está com inscrições abertas

sabemi 50 anos

Fonte: Sabemi

A Sabemi, uma das principais seguradoras do Brasil, está selecionando candidatos para o recém-lançado Inova, Programa de Inovação Aberta e Disruptiva, que busca conectar startups às estratégias de negócio da companhia. Empresas de diversos segmentos podem realizar a inscrição, como fintechs, insurtechs, edtechs voltadas para a educação financeira, startups focadas em soluções como bots, ERP para vendas, soluções inbound de marketing digital, por exemplo. 

Para se candidatar ao programa, as startups devem preencher o formulário de inscrição no site da Sabemi e preparar um pitch de 10 minutos para o Speed Dating, evento virtual para apresentação das startups. Haverá uma série de encontros, sendo que a próxima edição do Speed Dating ocorre dia 15 de julho. 

A iniciativa tem por objetivo possibilitar trocas que promovam inovação e projetos disruptivos, de modo a alavancar o crescimento das startups e, ao mesmo tempo, fortalecer os objetivos de médio e longo prazo da Sabemi. Inspirado no conceito da inovação aberta, o programa busca agregar valor à seguradora, trazendo a inquietude de promover inovações no negócio. O Inova é estruturado a partir de quatro pilares centrais: eficiência operacional, aumento de receita, melhor experiência do cliente e otimização e personalização da oferta de produtos. 

“A Sabemi é uma empresa sólida, com quase 50 anos de mercado, mas tem alma de startup. O programa Inova faz parte da esteira de transformações que iniciamos em 2020 na companhia para estarmos sempre alinhados ao mercado e às inovações do mundo digital”, explica Marcia Ferla, Head de Marketing da empresa. 

Por isso, o Inova tem o olhar voltado às startups, modelos de negócio em constante crescimento no Brasil. De acordo com dados divulgados na pesquisa Inside Venture Capital, da Distrito, empresa de inovação aberta, as startups brasileiras receberam 3,2 bilhões de dólares, ou seja, cerca de R$ 16,25 bilhões em investimentos, somente nos cinco primeiros meses de 2021. 

Ebix conquista clientes com solução para venda digital de seguro de vida e previdência

O avanço das parcerias das seguradoras com canais de vendas, sejam corretores, gestoras, fintechs e marketplaces está a todo vapor. Muito se fala quem fechou parceria com quem, mas pouco se conta sobre as empresas de tecnologia que impulsionam a transformação da indústria de seguros, permitido que tantos acordos aconteçam. 

O anúncio mais recente veio da Genial Investimentos. Em maio, a corretora lançou o marketplace de Vida e Previdência, que iniciou as operações, via parceiros, com produtos de previdência da IcatuSulAmérica e Zurich, e de vida da Omint. Agora, estão sendo integradas à plataforma, Porto Seguro e Mapfre com previdência e Icatu, que já atua com previdencia há 3 anos, entra agora com produtos de seguro de vida. Em uma próxima etapa, os produtos de previdência serão oferecidos diretamente aos clientes da Genial. “Estamos muito confiantes com o potencial de crescimento com o meio digital. Serão produtos tailor made, desenhados para atender a necessidade dos clientes de proteger patrimônio e a capacidade de geração de renda da família”, comentou Sérgio Schwartz, responsável pela área de Seguros & Previdência da Genial Investimentos, ao fazer o lançamento da plataforma digital. 

Rodrigo Paes Leme, superintendente de Previdência da MAPFRE, afirma que em decorrência do período pandêmico, os consumidores têm priorizado a contratação de produtos e serviços de forma mais ágil e simples. “Essa experiência não é diferente para os corretores e distribuidores de seguros. A plataforma Ebix já está em atividade há quase dois anos na operação de previdência da MAPFRE e tem otimizado os processos internos, gerando clareza na contratação e uma experiência mais assertiva ao corretor e confortável ao cliente final”, comenta.

Boa parte das parcerias conta com as soluções criadas pela Ebix, líder global em tecnologia de seguros, com um leque de soluções prontas e comprovadas para todas as áreas de negócio da indústria global de seguros. Entre seus clientes, pesos pesados como Bradesco SegurosMAPFREXP/DM10Icatu entre outros. “A solução Ebix Life Exchange foi a primeira do mercado criada para facilitar o fluxo de contratação e geração de novos negócios entre seguradoras e corretoras, com um processo totalmente eletrônico, padronizado e simplificado”, conta Mario Nogueira, vice-presidente senior e responsável pela Ebix Latin America. 

A plataforma digital oferece desde diversos serviços, como a configuração dos produtos, contratação de novos seguros de vida, planos e fundos de previdência com e sem cobertura de risco, pedidos de portabilidade, geração da proposta e assinatura eletrônica. Além disso, inclui a declaração pessoal de saúde digital, integração online com os sistemas legados de cada seguradora, com acompanhamento detalhado do processo de portabilidade e subscrição de proposta de seguro de vida, relatórios, consultas gerenciais, entre outras funcionalidades.

Nogueira explica que a solução Ebix Life Exchange é utilizada por seguradoras que disponibilizam a seus parceiros e distribuidores uma solução extremamente configurável e ágil para geração de novos negócios. Para aqueles que necessitam de uma versão exclusiva, tem também.” A Ebix disponibiliza também uma versão exclusiva já utilizada por distribuidores que, através da solução, se integram e ofertam produtos de múltiplas seguradoras e que encontram na solução uma interface única para a venda digital desses produtos a seus clientes”, informa. 

Na Genial Investimentos, a plataforma escolhida foi a Ebix Life Exchange como marketplace de Vida e Previdência. A solução foi desenhada para atender a rede de parceiros comerciais B2B como corretores, consultores, agentes autônomos e assessores financeiros. Há, ainda, a intenção de disponibilizar a venda direta ao consumidor final num futuro bem próximo, focando no mercado B2C. 

A Ebix também já previu, no desenho das soluções ofertadas, conceitos em definição pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para implantação do Open Insurance, previsto para dezembro, sendo a quarta fase do Open Banking que começou em julho deste ano. A partir de todas as fases implementadas, o Banco Central passa a chamar o modelo de Open Finance, que é quando entram os dados pessoais e a possibilidade de usar o ecossistema para prestar serviços. 

Para se ter uma dimensão da transformação dos serviços financeiros,os bancos investiram R$ 25,7 bilhões em tecnologia no ano passado, crescimento de 8% em relação a 2019, segundo pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária feita pela consultoria Deloitte e divulgada no CIAB, evento de tecnologia bancária promovido pela Febraban, federação dos bancos no final de junho. Segundo o levantamento, mais da metade das transações bancárias são feitas por celular e o Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central, já representa 30% das operações de pagamento no país. 

Tal tendência já é nítida em seguros, com clientes optando por compras online. Com o Open Insurance, uma pessoa poderá compartilhar seu histórico de apólices, mostrando seu bom desempenho, para conseguir um preço melhor quando adquirir um seguro, segundo explicou Eduardo Fraga, diretor da Susep, em sua apresentação no CIAB. “Tais conceitos já foram implantados pela EBIX na arquitetura desenvolvida na Plataforma, para integração online com as seguradoras e disponibilização de API´s para conexões de diversas formas”, acrescenta Nogueira. 

Outro ponto de destaque salientado pela Ebix é o fato de a plataforma permitir igualmente o acesso por múltiplos canais de distribuição, seguindo o conceito “white label”, ou seja, sempre respeitando a identidade visual determinada para cada acesso. Através desse sistema, é possível disponibilizar aos clientes, de forma simplificada, Online & Real Time a solicitação de serviços relacionados aos seus produtos, independente da seguradora em questão, objetivando gerar facilidade e transparência na relação com o cliente. 

Assim como Schwartz, da Genial Investimentos, os executivos de seguros têm buscado as soluções Ebix para disponibilizar uma experiência diferenciada aos parceiros de negócios e seus clientes, com simplificação e transparência dos processos. E é esta experiência que determinará quem serão as companhias do futuro.