AXA anuncia a 2ª campanha trimestral do ano

Danielle Titton Fagaraz

Fonte: AXA

A AXA no Brasil iniciou a sua 2ª campanha trimestral do ano! Esse é mais um incentivo aos corretores parceiros, que poderão receber um voucher para utilizar no site das Lojas Americanas . Ao todo, serão distribuídos 50 prêmios até setembro e a pontuação é contabilizada por prêmio emitido e pela diversidade de produtos trabalhada pelo corretor.

“Nós trabalhamos para que os nossos corretores parceiros saibam que vale a pena fazer negócios com a AXA. Queremos que eles se sintam reconhecidos, que cresçam junto com a gente e sejam beneficiados com as nossas campanhas, assim como por todas as ações que desenvolvemos ao longo do ano para estarmos mais próximos e valorizar nossos parceiros”, comenta Danielle Titton Fagaraz, Superintendente de Marketing Estratégico e Planejamento Comercial P&C da AXA no Brasil.

Ainda, o corretor parceiro da seguradora terá mais um benefício: a pontuação obtida no trimestre também é contabilizada para as viagens de incentivo da campanha Top Club, e os destinos desta edição serão Santa Cruz Cabrália, na Bahia, e Atacama, no Chile. A campanha, que faz parte dos benefícios do programa de relacionamento AXA Experience Club, é mais um reconhecimento aos corretores que melhor desempenham durante o ano, oferecendo ainda, comissão extra, condições especiais em produtos e treinamentos especializados.

Insurtech Easy2Life lança seguro de vida por assinatura e se compromete a agregar valor social à sociedade

A insurtech Easy2Life está a mil por hora para vender seguro de vida para todas as classes econômicas: ricos, classe média e menor renda. Até mesmo os vulneráveis terão acesso ao produto de forma gratuita para que possam avançar nas conquistas mesmo se o responsável financeiro falecer ou se acidentar. “O propósito é ressignificar a relação das pessoas com os seguros ao apresentarmos uma experiência de compra sob medida para cada necessidade, em uma jornada digital, sem atritos, transparente e multi-seguradora”, conta Carlos Alberto Trindade Filho.

O executivo dedicou quase quatro décadas da sua vida ao mercado segurador. Foi um dos fundadores e ex-CEO da Icatu Seguros e vice-presidente da SulAmérica nos últimos 15 anos. Mas mesmo antes de estar apto ao trabalho, ele já acompanhava seguro. “Meu avó trabalhava na área comercial da SulAmérica e desde pequeno aprendo sobre este tema”, contou ele ao blog Sonho Seguro. Se juntou a outros pesos pesados do mercado para agregar experiência ao novo. A insurtech tem um time de primeira linha, incluindo Márcio Zebini, anteriormente executivo de marketing e vendas em grandes empresas como TIM e SKY, e Flávia Guerra, ex-superintendente do Sebrae e líder de grandes projetos, como o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O conselho consultivo é integrado por executivos como Hélio Novaes, ex-vice-presidente da SulAmérica, e Ronald Kalfmann, ex-presidente da Scor Resseguradora.

A insurtech nasceu com aportes de capital feitos pelo próprio Trindade, num plano de negócios que prevê R$ 6 milhões em 5 anos. Agora ele busca investidores para captar cerca de R$ 1,5 milhão junto a investidores-anjo e assim financiar a consolidação do projeto, com a aceleração do time de funcionários e do crescimento nos próximos 12 meses. A previsão é ter 10 mil clientes ao final do segundo ano. Depois disso, está na lista uma captação série A, para complementar os R$ 6 milhões, e a Easy2Life se tornar autônoma.

Um dos conceitos do produto é a versatilidade. Não há um “pacote fechado”. Os valores das assinaturas mensais podem ser de apenas R$ 10 ou chegar a valores mais altos, a R$ 700 ou mais. A plataforma digital avalia a necessidade de seguros das pessoas com base em idade, renda, dependentes (filhos e idosos) e faz uma sugestão, que pode ser alterada pelo internauta durante a cotacao no portal. A ideia parece estar agradando. Os números obtidos até agora superam as expectativas iniciais, com mais de 15 mil acessos ao site da empresa, que começou a ser construída no ano passado. Por enquanto, o produto conta com cobertura apenas para morte e assistências como desconto em farmácias e telemedicina. “Aos poucos, vamos acrescentar coberturas como doenças graves, diárias para internação hospitalar entre outras”, adianta.

Esse modelo de negócios é principalmente focado em parcerias, seja com associações, fintechs, plataformas financeiras ou empresas. O primeiro produto é um seguro de vida individual no conceito de assinatura no Brasil. Atualmente, estão integradas à plataforma, a MAG Seguros e a SulAmérica Seguros de Vida. O fluxo de pessoas na fase de teste surpreendeu. “Imaginamos ficar só no digital. Mas muitos querem falar com um atendente. Estruturado este modelo híbrido, agora começamos a vender para valer, com campanha de vendas e equipe para contatar as pessoas para ajudá-las a irem até o final do processo”, conta.

Neste mês de julho, Trindade conta que a plataforma registrou 4 mil acessos e este número saltou significativamente desde o dia 19, quando a Livelo, uma das parceiras, iniciou uma campanha”, conta. A Livelo, uma das principais empresas de recompensas do Brasil, pertencente aos grupos Bradesco e Banco do Brasil, gerou um programa de benefícios que garante pontos para clientes a cada mensalidade paga. Cada real pago pode gerar até 10 pontos Livelo. “Eles ganham Pontos Livelo todos os meses para trocar por experiências incríveis, ou cashback”, acrescenta Trindade.

Socialmente responsável

A insurtech já entra na era do ESG, sigla para princípios ambientais, sociais e de governança, que ganhou força neste período de pandemia e sinaliza que veio para ficar. Para cada assinatura efetuada e a cada mensalidade paga, a EASY contribui para que famílias em vulnerabilidade financeira tenham acesso gratuito a um seguro de vida. A iniciativa tem a participação do Instituto da Criança, administrado por Pedro Werneck, que conta com uma rede com mais de 600 instituições sociais. Fundado há 26 anos, o Instituto funciona como uma via de aproximação entre pessoas físicas e jurídicas, assessorando empresas e direcionando recursos financeiros, humanos, materiais e conhecimentos técnicos a fim de promover o desenvolvimento social. A ONG brasileira está ranqueada entre as 500 melhores do mundo, e a 4ª melhor ONG do Brasil, segundo o NG Advisor 2020.

Trindade diz que era um “sonho antigo” criar um modelo diferenciado. Antes de por em prática, ele pesquisou o que havia de novo no mundo e encontrou algumas referências, como a da Anorak.life, companhia que tem como lema oferecer o “caminho mais fácil de se contratar um seguro de vida”, e que recebeu investimentos de vários grandes grupos, inclusive do mercado de seguros, como o Grupo AXA, que liderou aportes de 10 milhões de euros no projeto.

A Easy2Life também conversa com grandes grupos da economia de diversas áreas, com seguradoras e resseguradoras. “A pandemia quebrou tabu de não se falar em seguro de vida. Além disso, o crescimento da educação financeira e o amplo uso da Internet no país alavancam ainda mais o projeto. No pós-pandemia, haverá um novo cenário, muito propício a projetos como o da nossa empresa”, conclui Trindade, radiante em ter um projeto como este neste momento da sua vida e do país.

Zurich: como práticas sustentáveis (ESG) têm ajudado a elevar as vendas de D&O

Fernando Saccon

De que forma o ESG tem ajudado a elevar as vendas de D&O? Pensando neste tema, procurei Fernando Saccon, Superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil, para entender mais a atuação das seguradoras neste seguro que chegou a vender quase R$ 1 bilhão em 2020 no Brasil, alta de 53% em relação a 2019. “Já há algum tempo que temos percebido no Brasil um aumento das atividades investigatórias e regulatórias por parte das autoridades competentes. Soma-se a isso, o ativismo crescente por parte da sociedade para que as empresas sejam mais conscientes e responsáveis em relação aos seus impactos e que sejam também agentes de mudança em um mundo em transformação. Outro componente importante é o aumento no interesse dos investidores em negócios com foco na sustentabilidade do meio-ambiente e boas práticas sociais e de governança (ESG na sigla em inglês)”. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

Obrigada por atender o pedido. Nos conte, como o ESF se insere no seguro D&O?

Nesse cenário, torna-se ainda mais relevante o papel dos executivos das companhias que passa a incluir também a definição das metas ESG das organizações em que atuam em seus KPIs de acompanhamento. Neste sentido, temos visto cada vez maior presença regulatória para tentar padronizar o reporte ESG das companhias, como recente proposta da CVM para incluir os fatores ambientais, sociais e de governança no Formulário de Referência das empresas de capital aberto. Dessa forma, há nitidamente um aumento na possibilidade de as decisões dos gestores das corporações passarem a ser alvo de questionamentos relacionados, por exemplo, ao não atingimento dos indicadores ESG das companhias ou ao não cumprimento das legislações aplicáveis as quais estejam sujeitas.

A importância dos princípios de governança, ambiental e social nos últimos meses já chegou na Justiça?

Cada vez mais as questões ESG têm gerado litígios, como ações judiciais de acionistas contra as empresas e seus executivos, por exemplo, acusando-os de não cumprir compromissos relacionados à agenda ambiental, social e de governança. O escrutínio por parte dos investidores, reguladores, consumidores e da sociedade é cada vez maior e as empresas devem buscar se adequar a esta nova realidade para que se mantenham relevantes e para mitigar os potenciais riscos associados a este contexto. Todas essas demandas podem ter cobertura do D&O. E o aumento crescente da conscientização dessas realidades por parte das empresas tem impactado no aumento das vendas desse tipo de seguro.

O quanto cresceu as vendas do D&O nos quatro primeiros meses do ano? 

As vendas da Zurich para o seguro de D&O cresceram mais de 25% nos quatro primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2020.

Tem dados estatísticos desde o início do D&O no Brasil?

Podemos afirmar que hoje o D&O é um seguro maduro no país, com bom volume de contratações. Entretanto, alguns eventos específicos têm sido grandes responsáveis pelo seu desenvolvimento e crescimento durante os anos. Primeiro, questões relacionadas a operações com derivativos das companhias que causaram grandes sinistros levantaram os primeiros alertas com relação a importância do seguro. Posteriormente, eventos como a Operação Lava Jato e todas as suas consequências deixaram os administradores mais expostos à responsabilização por suas condutas. Por fim, questões relacionadas a ESG e riscos cibernéticos têm sido motivo de grande preocupação recente por parte dos administradores. Todos esses fatores, muitas vezes consolidados em legislação e novos regramentos responsabilizando cada vez mais as condutas dos administradores das empresas, têm potencializado a venda desse produto.

Quais coberturas são mais solicitadas?

A cobertura mais utilizada normalmente se refere a custos de defesa, ou seja, custos com honorários advocatícios para defender o administrador principalmente em questões tributárias, ambientais e regulatórias. Vale ressaltar que o fato do seguro conceder cobertura também para acordos é comumente utilizado em grandes demandas, especialmente ações de classe (class actions) iniciadas contra administradores e empresas com ações negociadas em bolsas de valores nacional e/ou estrangeira, neste último caso muito comum ter ações dessa natureza nos Estados Unidos.

Como o “quase” fim da Lava Jato impacta este seguro tanto em termos de vendas como em regulação dos sinistros que estavam relacionados a investigação?

Desde 2014, com as operações Lava Jato, Zelotes, entre outras, muitos setores foram afetados e diversas empresas tiveram custos incorridos na defesa de seus administradores, diretores, conselheiros, entre outros gestores envolvidos, além também dos acordos realizados nesses processos. Esse novo cenário, criado a partir das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, traz um ambiente desafiador para o seguro D&O, mas também oportunidades para amadurecimento e desenvolvimento do produto no mercado nacional. Com essa decisão, processos terão que se iniciar novamente do zero, podendo gerar novos valores a serem indenizados, mas é importante ressaltar que eventos cometidos com dolo continuarão não sendo passíveis de cobertura securitária.

Quais os principais segmentos da economia que buscam por D&O? 

Não há um segmento específico que se interesse mais ou acabe buscando o seguro de D&O. O mais interessante de todos esses eventos que ajudaram no desenvolvimento do produto é o fato de ter permitido uma maior diversificação da carteira de clientes por parte das seguradoras e uma maior busca das empresas, independentemente do setor e tamanho, pela cobertura securitária

A CVM aplicou R$ 950,5 milhões em multas a infratores do mercado de capitais em 2020. A cifra é 8,7% inferior ao recorde de 2019, quando a autarquia superou a marca de R$ 1 bilhão em penas pecuniárias. Mas devem aumentar, pois foi a pandemia que resultou na queda. O quanto isto impactou o seguro?

Precisamos avaliar de maneira mais profunda quais foram as ações que resultaram nessas multas, bem como agente responsável e se a empresa contratava seguro de D&O à época ou não. Entretanto, considerando que o mercado pratica hoje em dia uma cobertura específica para multas e condenações pecuniárias, entendemos essas cifras como mais um argumento que demonstra a importância do seguro para se proteger de condenações deste tipo de um órgão regulador atuante como a CVM.

Os IPOs seguem um ritmo acelerado. Todos são adeptos da contratação de D&O? Se não, E&O, POSI? Qual o percentual que opta por não comprar seguro?

A Zurich tem procurado equilibrar a exposição do seguro D&O com outras modalidades, diversificando o mix de produtos na carteira. Falo do seguro cyber, cujo risco tem se intensificado com a pandemia, e do seguro POSI, que também é contratado pelas empresas para protegê-las, assim como a seus executivos, contra reclamações relacionadas às ofertas públicas de valores mobiliários. Tais demandas ocorrem em situações como nas de danos causados a investidores em razão da falha das empresas ao prestar informações disponibilizadas no prospecto de suas ofertas públicas, sendo as mais comuns as ofertas iniciais (IPO) e subsequentes (follow on).

Chubb nomeia Marc Poliquin para comandar a área de seguros de danos e responsabilidades na América Latina

Fonte: Chubb

A Chubb nomeou Marc Poliquin para o cargo de vice-presidente sênior e head de Property e Casualty (P&C) para as operações de seguros gerais (COG, pela sigla em inglês) na América Latina. Atualmente, Poliquin é vice-presidente sênior e head de Professional Indemnity na Chubb. Em sua nova função, o executivo será responsável pelo desenvolvimento comercial e de produtos, operações de subscrição e desempenho técnico da linha na região.

Poliquin se reportará a Marcos Gunn, vice-presidente sênior do Grupo Chubb e presidente regional para a América Latina, e a Timothy O’Donnell, vice-presidente do Grupo Chubb e presidente da Divisão de Seguros Comerciais de Property e Casualty, COG. Poliquin substitui Pablo Korze, que deixará a empresa para buscar novas oportunidades.

“Marc tem ampla experiencia para liderar nosso negócio de P&C”, disse Gunn. “Seu histórico e conhecimento em seguros, resseguro e subscrição, somados a sua experiencia na região, o tornam o candidato ideal para a função. Estou ansioso para trabalhar com Marc para continuar expandindo nosso negócio de forma rentável e oferecendo um serviço diferenciado aos nossos clientes”.

“A nomeação de Marc demonstra uma vez mais o compromisso com o desenvolvimento de talentos e a progressão de carreira na Chubb”, disse Juan Luis Ortega, vice-presidente executivo do Grupo Chubb e presidente da Chubb Overseas General Insurance. “Seu alto desempenho em uma série de funções em nossas operações internacionais será um fator decisivo em sua nova função.”

Poliquin tem mais de 27 anos de experiência no setor de seguros. Ingressou na empresa, então chamada ACE, em 2004 e ocupou várias posições de liderança em P&C. Antes de ingressar na Chubb, ocupou diversos cargos na GE Capital. Tem MBA pela Florida International University, bacharelado em Economia pela York University (Toronto, Canadá) e certificação de Gerente de Risco pela McGill University (Montreal, Canadá).

“Em nome da nossa equipe, gostaria de agradecer a Pablo por seus serviços”, disse Gunn.

IRB Brasil Re registra lucro de R$ 9,4 milhões até maio deste ano

IRB Brasil re

O IRB Brasil Re registrou lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões nos cinco primeiros meses de 2021, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira e enviados à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em maio, o lucro líquido foi de R$ 7,5 milhões, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentouresultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

Nos cinco primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 3,3023 bilhões apresentou redução de 7,8%, em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 1,7 bilhão no Brasil (alta de 19,2%) e R$ 1,505 bilhão no exterior (queda de 27,5%). O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2 milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior. “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, afirmou o ressegurador em nota.

Já o prêmio ganho foi de R$ 498,1 milhões, uma redução de 9,0% em relação a maio de 2020. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o prêmio ganho foi de R$ 2,5 bilhões, um decréscimo de 3,2% em relação ao mesmo período de 2020, também por conta da estratégia de re-underwriting.

Nos cinco primeiros meses de 2021, o índice de sinistralidade foi de 75,1%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 1,8 bilhão. Já nos cinco primeiros meses de 2020, o índice de sinistralidade foi de 96,1% ou R$ 2,5 bilhões. O índice de sinistralidade foi de 73,2% em maio de 2021, uma melhora em comparação ao índice de sinistralidade de 126,7% registrado em maio de 2020. A despesa de sinistro em maio de 2021 foi de R$ 364,4 milhões, 47,4% inferior em relação a maio de 2020.

Reservas – Ontem, o IRB informou ao mercado as possíveis consequências nos resultados da companhia em virtude da publicação da véspera da Circular Susep n° 634, a qual regulamenta resolução que define os parâmetros de cálculo sobre as provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de cobertura das provisões técnicas, capital de risco baseado nos riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado, patrimônio líquido ajustado, capital mínimo requerido, entre outros. Entre as mudanças mais significativas da referida circular que podem trazer consequências para os negócios e para os resultados do IRB Brasil, a empresa destacou a revogação da necessidade da margem de liquidez (20% do Capital de Risco), sendo que as empresas poderão definir internamente mecanismo de gestão e mensuração de risco de liquidez e documentá-lo em política. A referida medida entra em vigor a partir de 1° de dezembro de 2021. Outro destaque foi a possibilidade de redução da necessidade de cobertura das provisões técnicas dos recursos dados em garantia das operações internacionais.

Susep publica normas que regulamentam a implementação do Open Insurance

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução CNSP nº 415/2021 e a Circular Susep nº 635/2021, que dispõem sobre as diretrizes para implementação do Sistema de Seguros Aberto – Open Insurance. Os normativos visam o desenvolvimento do setor, garantindo ao consumidor mais segurança e controle no acesso aos seus dados, ampliando a interoperabilidade no mercado de seguros e a oferta de produtos, bem como aumentando as oportunidades de inovação.  

As normas estabelecem condições para permitir que o consumidor acesse e compartilhe seus dados, quando desejar, com outras seguradoras ou terceiros, de forma segura, ágil, precisa e conveniente. Os dados poderão ser utilizados, para desenvolver novos produtos e serviços que atendam às necessidades atuais e futuras dos consumidores de seguros, previdência e capitalização, além de integrar com o Sistema Financeiro Aberto – Open Finance. 

A superintendente da Susep, Solange Vieira explica que tornar possível que pessoas tenham acesso a serviços financeiros e de seguros, como possibilitará o Open Finance, é transformador para a sociedade. “O seguro possui uma característica ímpar na proteção e no amparo financeiro a pessoas em momentos de fragilidade ou em um evento que possa colocá-las em dificuldade financeira. Para que possa ser cumprida essa finalidade, faz-se necessário que produtos de seguro alcancem a grande massa da população de forma simples, transparente e, acima de tudo, a preços compatíveis”, explica. 

Facilidade para o consumidor 

Inúmeras facilidades poderão surgir para os consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a partir da entrada de produtos de seguros e previdência no novo modelo. Uma das principais facilidades será a consolidação da vida financeira do consumidor, que além das contas mantidas em instituições financeiras ou de pagamentos, operações de crédito e investimentos, contará com a consolidação dos produtos de seguros, previdência ou capitalização adquiridos junto a seguradoras, entidades de previdência complementar aberta ou sociedades de capitalização, facilitando sua organização e seu planejamento. 

Outra funcionalidade é a possibilidade de acesso automatizado e consolidado a canais e redes de atendimento relacionadas aos produtos, a provedores de serviços e às próprias sociedades que comercializam esses itens, incrementando o conhecimento de consumidores a respeito do instrumento seguro, ampliando a percepção sobre vantagens e oportunidades advindas da missão que desempenha.  

O diretor da Susep Eduardo Fraga, explica que podem ser esperadas, ainda, ofertas customizadas ao perfil do consumidor, de forma ágil, no momento adequado e sob seu controle. “No momento de uma necessidade, na ocorrência de algum evento que o seguro se propõe a reparar, pode-se obter mais rapidez na resolução, inclusive com serviços que surpreendam positivamente o consumidor como, por exemplo, o pagamento de indenizações de forma mais ágil, até mesmo automática, diretamente em sua conta”, aponta Fraga. 

Integração de plataformas  

Isso tudo só será possível por meio da integração de plataformas e infraestrutura de tecnologia. O Open Insurance possibilita, junto com o Open Banking, a formação do chamado Open Finance.  

Definido como o compartilhamento padronizado de dados e serviços, o Open Banking já previa produtos de seguros e previdência distribuídos pelo canal bancário dentro de seu escopo. Portanto, a regulamentação do Open Insurance no âmbito do setor de seguros é fundamental para que todas as seguradoras possam participar do Open Finance, permitindo, assim, que seus consumidores possam usufruir de todas as vantagens que estarão disponíveis com o ecossistema, como: acesso variado a um grande número de produtos e serviços, produtos sob medida para o consumidor, transparência, agilidade, respeito a privacidade e segurança. 

A superintendente da Susep destaca a missão do Open Insurance de proporcionar acesso a esses produtos, em um ambiente onde é mais fácil, simples, ágil e menos custoso o encontro de consumidores, provedores de serviços e as seguradoras. Novas oportunidades surgirão para aquisição de produtos com preços menores e meios de pagamento mais adequados à realidade do consumidor. “É exatamente neste ponto que o sistema de dados abertos de seguros (Open Insurance) entrega resultados valiosos para o país”, aponta Solange Vieira.  

Open Insurance está previsto para ser implementado em fases e de forma paulatina, visando uma melhor organização e previsibilidade do setor. A primeira fase, que contempla o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimentos, deverá iniciar a partir de 15/12/2021. A segunda fase, quando os clientes poderão compartilhar seus dados pessoais, se inicia em 01/09/2022. Por fim, a terceira fase, que prevê a execução de serviços por meio do ecossistema, terá início em 01/12/2022. 

Área exclusiva para informações  

A partir de hoje, estas e outras informações poderão ser encontradas na área do site da Susep dedicada ao Open Insurance, criada com o objetivo de facilitar o acompanhamento dos avanços da iniciativa, dando visibilidade aos benefícios e oportunidades trazidos pelo Sistema de Seguros Aberto. Acesse openinsurance.susep.gov.br, veja a Resolução CNSP nº 415/2021 e a Circular Susep nº 635/2021.

ESSOR Seguros consolida Modelo Digital

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Fonte: Essor Seguros

Desde o início das operações no Brasil, a ESSOR sempre teve a inovação como pilar de atuação, que permitiu à seguradora se tornar líder em segmentos relevantes como o Agrícola e Transportes de Ônibus e obter atuação destacada em seguros de nichos, tais como, Aviação, Embarcações e Qualidade Estrutural.

A partir de 2020, com a criação da área digital, a seguradora impulsionou o processo de transformação, viabilizando melhorias importantes que já trouxeram resultados tangíveis para os corretores e parceiros de negócios.
 
“A ESSOR sempre foi uma companhia voltada para parcerias, com grande conhecimento em viabilizar e ajudar os parceiros a se desenvolverem. Com a tecnologia, melhoramos continuamente os nossos serviços junto aos parceiros e, assim, viabilizamos processos mais eficientes e inovadores”, destaca o executivo Roberto Uhl, Head da área digital.
 
Um dos principais lançamentos da seguradora foi o PlugEssor, plataforma que disponibiliza serviços aos parceiros como APIs, suporte técnico, jurídico, atuarial, de inteligência de mercado entre outros. “Com o PlugEssor, nossos parceiros podem se integrar digitalmente e iniciar as vendas de forma rápida, sem a necessidade de longos e caros projetos de desenvolvimento. Respeitamos a forma com que nosso parceiro distribui seus seguros e nossa solução tem por objetivo fazer a inovação florescer de forma natural e escalável”, destaca Uhl.

Outra novidade é o uso de dados e inteligência de negócios, que permite à ESSOR tomar decisões mais assertivas e compartilhar com os parceiros informações relevantes para auxiliá-los a se desenvolverem. “Hoje utilizamos um grande volume de dados estruturados e não estruturados de bases internas e externas. Assim, podemos gerir nossos produtos de forma mais efetiva e ajudar os parceiros a direcionarem os esforços”, complementa o executivo.
 
O lançamento de produtos em série é destaque. Desde o ano passado, foram lançados seguro para Painéis Fotovoltaicos, Residencial, Bikes, Imobiliário, Riscos de Engenharia e Garantia Digital.  “Temos uma capacidade muito robusta de atuários e subscritores que aliado ao nosso modelo digital, nos permite a criação de produtos de forma serial. Ainda temos outros produtos a serem lançados, ampliando o leque de opções para os corretores e parceiros”, adianta Roberto Uhl.
 
Parceria – Contando com uma rede de 7 mil corretores parceiros, a seguradora vem promovendo melhorias para que a experiência do corretor seja cada vez melhor. Pesquisas com a categoria orientam as melhorias necessárias, como atendimento via Whatsapp e ajustes no Portal do Corretor.  Como o atendimento ao corretor é dentro da área digital, todas as melhorias se dão para assegurar a qualidade do atendimento em uma base que cresce a cada dia.
 
“A ESSOR é a melhor opção para quem quer distribuir seguros de forma inovadora e escalável. Além da solidez financeira, temos uma estrutura voltada para que nossos parceiros possam empreender no mercado de seguros através de forma digital e utilizando as mais variadas tecnologias disponíveis”, finaliza Roberto Uhl. 

Creditas adquire Minuto Seguros, líder em seguros digitais no Brasil

Com mais de R$250 milhões em prêmios anuais e 160.000 clientes, a Minuto foi a corretora de seguros pioneira na utilização de canais digitais para democratizar o acesso a diferentes tipos de seguros no Brasil. A insurtech conta com uma operação completa que contempla cotação em tempo real com mais de 15 seguradoras parceiras, contratação digital, gestão pós-venda, renovação digital e gestão de sinistros. Conta com um time de 350 colaboradores que vão se integrar à Creditas, que atinge a marca de 2.500 funcionários.

Com a integração da Minuto Seguros, a Creditas passa a oferecer uma solução completa focada nos ativos das pessoas. A operação tem sinergias com os outros três ecossistemas já oferecidos pela empresa, que contemplam carros, imóveis e salário, possibilitando que o cliente gerencie seus ativos em uma única plataforma. A integração fortalece, principalmente, a vertical de carros e vai permitir a contratação, dentro de um mesmo aplicativo, de um pacote completo de serviços: crédito com garantia do veículo, financiamento, compra, venda e troca e agora, o seguro. Da mesma forma, os atuais clientes da Minuto Seguros passam a ter acesso a um pacote completo de produtos e serviços, o que possibilita a redução do custo de crédito e facilita a troca de veículo de forma ágil, digital e integrada.

“A Minuto Seguros tem um significado muito especial para mim. Foi um sonho que se tornou realidade: o de criar uma empresa genuinamente interessada em pessoas, que são seus clientes, colaboradores, seguradoras, parceiros, acionistas e a sociedade. Uma empresa que foi uma das precursoras na revolução tecnológica pela qual a indústria de seguros está passando, induzindo a digitalização do setor. Foi também capaz de ajudar a inclusão financeira no Brasil, trazendo para o mercado clientes que nunca tinham tido uma apólice de seguros. Iniciamos agora um capítulo extremamente promissor, passando a fazer parte da Creditas, uma das mais importantes fintechs do mundo. Estou muito feliz e entusiasmado com a ampliação do sonho”, comenta Marcelo Blay, fundador e CEO da Minuto Seguros, em comunicado.

“Acompanho os movimentos no mercado de seguro digital desde 2012, quando a Minuto Seguros recebeu sua primeira rodada de investimento e sempre fiquei empolgado com a possiblidade de criar uma plataforma completa que juntasse crédito e seguros. O Marcelo Blay é uma referência indiscutível no mercado de seguros e criou uma plataforma digital única que escalou por mais de 10 anos. Agora, no ecossistema da Creditas, a Minuto vai acelerar seu crescimento e mudar a vida de muitos brasileiros. E assim, realizamos nosso sonho de oferecer uma plataforma digital em que os clientes possam fazer tudo o que necessitam para o seu carro: comprar, vender, trocar, financiar, tomar crédito e fazer um seguro. Tudo em um só lugar”, avalia Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas na nota divulgada.

“Estamos animadíssimos com essa junção de forças entre Creditas e Minuto Seguros. A motivação estratégica entre os modelos de negócios é muito óbvia e além de os posicionar como plataforma líder no segmento de Auto, abre uma série de avenidas de crescimento. Mas uma perspectiva ainda mais interessante para a gente que acompanha as duas empresas há tanto tempo, é a combinação das equipes. São dois times brilhantes, com valores muito parecidos, como a paixão pelo que fazem, know-how em seus segmentos, e o comprometimento com a construção de projetos de grande impacto, e ao mesmo tempo, uma complementaridade enorme quanto a experiência. Vai ser uma daquelas sacadas lindas, em que 1+1 dá 5!”, Anderson Thees, sócio-fundador da Redpoint eVentures.

Qualicorp copatrocina documentário sobre 100 anos de participação do Brasil nas Olimpíadas

Fonte: Qualicorp

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, têm início nesta semana – a cerimônia de abertura será realizada na próxima sexta-feira (23). O Brasil, tradicional participante das Olimpíadas, comemora uma importante marca nesta edição: 100 anos desde a primeira participação do País, que aconteceu na cidade de Antuérpia, na Bélgica. 

Para comemorar essa marca, estreou neste mês nos canais SporTV e na Globoplay o documentário “Almanaque dos Esportes: 100 anos do Brasil nas Olimpíadas”. A produção é copatrocinada pela Qualicorp, administradora de planos de saúde coletivos, e resgata a memória olímpica das diferentes modalidades ao longo de 100 anos de história no País, além de contar sobre a primeira Olimpíada realizada no Brasil em 2016.

“Contribuir com a valorização e a promoção da história de um dos maiores eventos esportivos internacionais, ainda mais atrelada ao nosso País, significa muito para nós”, afirma Ricardo Pedro, diretor de Marketing e Comunicação da Qualicorp. “Apoiar projetos como esse, que fomenta a cultura e o esporte, representa mais um caminho na nossa missão de levar bem-estar e qualidade de vida a todos”, finaliza.

A produção, que resgata a memória olímpica e evolução de modalidades, como atletismo, futebol, natação e esgrima, entre outras, começou a ser veiculada no dia 12 de julho nos canais SporTV 1, 2 e 3 e SporTV Play. O conteúdo de 10 episódios será exibido diariamente até quinta-feira, 22, e ficará disponível na Globoplay. 

Saiba mais sobre outros projetos que a Quali apoia, acessando: https://bit.ly/3xFrQGs.

Ataques de hackers levam seguradoras a reavaliar estratégia

Fonte: Bloomberg

Os ataques de hackers vieram um após o outro, semeando o caos em hospitais, paralisando o maior oleoduto dos Estados Unidos, uma gigante do setor de carnes e afetando as operações de centenas de empresas no fim de semana de 4 de julho. Agora, as seguradoras reavaliam o setor cibernético.

Com o aumento das invasões e da demanda por cobertura, o negócio de US$ 3 bilhões de proteção de empresas contra hackers está em um ponto de inflexão. Diante de custos mais altos e maiores riscos, as seguradoras revisam padrões, aumentam preços e reduzem o valor de quanto estão dispostas a pagar depois de um ataque cibernético.

Tornar a cobertura mais restrita pode expor mais empresas a maiores riscos financeiros. As seguradoras reavaliam como lucrar com as políticas cibernéticas em meio a um debate mais amplo sobre quem deve ficar arcar com os custos quando os ataques ocorrerem – como as invasões contra a Colonial Pipeline e a JBS – e quais são os papéis do governo e do setor privado. “Os caminhos do passado não funcionam mais no futuro, mas essa cobertura nunca foi tão necessária”, disse Joshua Motta, cofundador e CEO da seguradora Coalition.

As políticas cibernéticas são relativamente novas no centenário setor de seguros. O segmento teve forte expansão na última década – os prêmios mais que dobraram desde 2015 e totalizaram US$ 3,15 bilhões no ano passado, de acordo com a National Association of Insurance Commissioners. Agora, algumas seguradoras estão mudando de estratégia. A Hiscox decidiu “refinar” seu apetite pelo negócio e se concentrar em clientes menores nos Estados Unidos, disse a empresa do Reino Unido em comunicado.

Ao mesmo tempo, algumas empresas estão cobrando mais por menos cobertura. Clientes pagaram 35% a mais por cobertura cibernética no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a corretora Marsh McLennan.

Perguntas mais difíceis

As seguradoras também alteram os padrões de subscrição para tentar reduzir o risco, de acordo com Tom Reagan, que lidera a prática cibernética da Marsh nos EUA. Isso geralmente inclui exigir que as empresas aumentem suas próprias proteções.

Após um aumento das perdas com ataques de ransomware, a American International Group começou a fazer perguntas mais difíceis às empresas sobre medidas de segurança como parte do processo de subscrição e exigir que os clientes empreguem certas medidas de segurança, disse Tracie Grella, chefe global de seguro cibernético da AIG, em entrevista.

Com o maior escrutínio, as empresas precisam esperar mais para obter cobertura, de acordo com Kristen Peed, diretora de gestão de risco corporativo da CBIZ. “As operadoras estão fazendo muito mais perguntas”, disse Peed. “E está demorando muito mais.”

O seguro cibernético geralmente cobre custos associados a um ataque de hackers, como os recursos para investigar e notificar consumidores de que seus dados foram comprometidos. Também pode cobrir pagamentos de resgate.

Durante anos, as seguradoras tiveram que imaginar os piores cenários e suas consequências, alguns dos quais têm se revelado bastante precisos. Quando a Colonial foi atacada, foi obrigada a paralisar as operações do maior oleoduto de combustíveis dos EUA e pagou US$ 4,4 milhões em resgate aos hackers.