Artigo: Uma boa gestão permite manter saudáveis os negócios e os colaboradores

fundador e diretor sócio da DynamicCare Benefícios

Por Leandro Almeida, fundador e diretor sócio da DynamicCare Benefícios

O período pós-pandemia e a flexibilização trazem novos desafios para as empresas. Adaptação de contratos e serviços com clientes e fornecedores, mudanças nos layouts dos escritórios, desenvolvimento de escalas de horários, já que muitos estão optando por mesclar home-office e presencial, curadoria para os colaboradores que ainda estão receosos com a volta ao trabalho ou que sofreram diretamente com a doença… Ou seja, reparar a turbina com o avião no ar!

Uma empresa não deveria ser apenas um local de trabalho, mas sim fonte de informação, de disseminação de valores, de promoção da saúde no seu conceito mais amplo e prevenção de doenças. Só que muitas vezes, não é o que ocorre. Então, quando nos deparamos com uma situação como a atual, precisamos fazer um esforço redobrado para sobreviver com o menos de danos possível: aos negócios e aos colaboradores.

É preciso, cada vez mais, buscar a saúde integral e contínua do trabalhador, entendendo a sua relação intrínseca com a sustentabilidade da empresa onde ele trabalha, porém não esquecendo sua família e o universo social no qual está inserido. Por isso, temos percebido cada vez mais as empresas optando por implantar Programas de Assistência ao Empregado (EAP), que auxiliam os colaboradores e seus dependentes legais a se prepararem e enfrentarem situações diárias ou assuntos mais delicados, de forma mais assertiva através de assistência e orientação especializada.

Uma boa solução de EAP se fixa em quatro pilares: suporte psicológico, social, jurídico e financeiro. Os serviços são oferecidos por uma equipe multiprofissional, formada, por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que devem seguir uma abordagem orientada por protocolos clínicos e alinhada com a cultura e objetivos da empresa. Eu acredito sobretudo em uma visão que seja humanizada e profissional.

Os Programas de Assistência ao Empregado não trazem benefícios apenas aos colaboradores. Eles permitem que as empresas tomem decisões mais efetivas para  minimizar os impactos da saúde emocional na população da empresa e tenham empregados mais focados no trabalho, com diminuição do presenteísmo e do absenteísmo.

Além disso, quando os EAPs “conversam” com as ferramentas de gestão é possível realizar o planejamento da área de benefícios, a escolha do melhor desenho e tomada de decisões estratégicas e de custos. 

O que não se pode perder de vista é que a prevenção de doenças e a promoção da saúde são partes essenciais de todo o processo de gestão. Assim como cuidar de forma holística do colaborador – corpo, mente e seus familiares (o ambiente em que ele está inserido, sobretudo em tempos de home-office). Unir humanização e tecnologia é caminhar para um final feliz – para empresas e colaboradores. 

Inflação permanece no radar, enquanto são esperados novos dados da atividade econômica, avalia CNseg

Pedro Simoes CNseg

Na semana mais curta por conta do feriado nacional, o boletim Focus divulgado na última segunda-feira manteve tendências observadas anteriormente nas projeções para a atividade econômica e inflação, além de sinalizar maior aperto nos juros. Após a divulgação do resultado do IPCA de setembro, a projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 passou de 8,51% para 8,59%. A projeção mediana para a inflação em 2022 foi de 4,14% para 4,17%. “Esses aumentos nas projeções para a inflação aconteceram a despeito do IPCA de setembro (alta de 1,16% no mês) ter vido um pouco abaixo do esperado, sinalizando que as correções correntes se devem a fatores que ainda não foram completamente incorporados às projeções”, comenta o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Além disso, acrescenta Simões, a percepção de alívio na inflação de setembro foi logo mitigada pelo anúncio de um novo reajuste de preços de combustíveis e do gás de cozinha, com impacto estimado de cerca de 0,2p.p. No ano, o IPCA acumula alta de 6,90% e, em 12 meses, passou de 9,68% para 10,25%, que tende a ser o pico da inflação neste ano, pois a partir de outubro começarão a sair do cômputo anualizado as taxas elevadas que foram observadas no 4º trimestre do ano passado. 

“A boa notícia foi a significativa redução do indicador de difusão (que mede o percentual de itens do IPCA que apresentam aumento), que caiu de 71,9% em agosto para 65,0%, estando, no entanto, ainda acima da média histórica”, destaca ele em seu boletim semanal. Nesse contexto, a projeção de mercado para a Selic ao final deste ano permaneceu em 8,25%, mas subiu para 8,75% ao final do ano que vem. “Vale ressaltar que a projeção para inflação em 2023 segue ancorada no centro da meta, de 3,25%, indicando que o mercado acredita que os aumentos de juros serão suficientes para conter o atual processo inflacionário nesse horizonte”, acrescenta. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Planos odontológicos atingem recorde de 28,3 milhões de beneficiários

Fonte: IESS

A contratação de planos odontológicos teve aumento de 2.536.758 vínculos entre agosto de 2020 e agosto de 2021 e atingiu o recorde histórico de 28.315.635 de beneficiários. No intervalo de 12 meses encerrados em agosto deste ano, o setor registrou alta de 9,8% no número de beneficiários, segundo a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 62, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). 

O aumento dos vínculos no período ocorreu, principalmente, por planos individuais ou familiares (17,5%). As contratações por coletivos empresariais tiveram avanço de 9,5% no intervalo. Em agosto de 2021, 82,5% dos beneficiários de planos exclusivamente odontológicos possuíam um plano coletivo. Desses, 87,2% eram do tipo coletivo empresarial e 12,7% do tipo coletivo por adesão. 

Na análise por faixa etária, o maior avanço foi entre beneficiários acima dos 59 anos (11,9%). Entre os beneficiários de 19 a 58 anos e até 18 anos registraram aumentos de 10% e 8,5%, respectivamente. Em números absolutos, o estado de São Paulo passou a contar com 963.059 novos beneficiários no período analisado. A maior queda ocorreu em Roraima, cuja perda foi de 797 beneficiários. 

No recorte regional, a região Sul impulsionou a média nacional ao apresentar crescimento de 17,9%, puxado pelo desempenho de Santa Catarina, com aumento de 32,7% nos vínculos exclusivamente odontológicos entre agosto de 2020 e agosto de 2021. A região Norte do país teve o segundo maior avanço no intervalo, atingindo a marca de 13,1% devido, principalmente, ao estado do Tocantins (39,4%). 

A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras. Acesse a íntegra aqui: https://bit.ly/3ApphIY

Insurtech Azos lança canal corretor

TQ SÃO PAULO 17.02.2021 Retrato do CEO, Rafael Cló, do CMO, Bernardo Ribeiro e do COO, Renato Farias. FOTO TIAGO QUEIROZ / DIVULGAÇÃO

Fonte: Azos

A insurtech Azos anuncia neste mês o lançamento do seu canal corretor. A empresa de tecnologia se baseou na busca por soluções inovadoras e em condições flexívei para colocar em operação o novo serviço. Com o uso de tecnologia avançada, o corretor poderá alterar formas de pagamento, beneficiários e dados cadastrais de maneira 100% digital, sem qualquer tipo de burocracia, como ocorre geralmente com muitas seguradoras que exigem o preenchimento de papéis e formulários, tudo com foco na experiência do cliente. Mesmo antes de lançar o canal, a Azos já possui 250 corretores na lista de espera.

“Acreditamos que, com as ferramentas adequadas, nossos parceiros terão as melhores condições para exercerem o seu trabalho e cumprirem com sua função social”, diz Bernardo Ribeiro (foto), CMO e sócio fundador da Azos. A plataforma consegue precificar o seguro de um cliente que, por exemplo, tem hipertensão ou diabetes, sem obrigá-lo a realizar exames diversos e, não raro, desnecessários. Em outra frente, a insurtech oferecerá conteúdos exclusivos e treinamentos constantes aos corretores que eventualmente estão com dificuldades em vender ou para aqueles que querem aprimorar técnicas e ampliar as margens.

“Queremos ter um canal corretor forte e atrativo para os nossos parceiros. Com as nossas ferramentas, eles terão apenas que se preocupar em vender. Assim, não precisarão perder tempo com burocracias que consomem tempo e energia”, afirma Mateus Nicolau, diretor de parcerias da Azos, e responsável pelo desenvolvimento do canal corretor da insurtech.”

O executivo conta que o novo serviço foi esboçado com o apoio de corretores que são referências no mercado de seguros. O próprio Nicolau acumulou em sua história o conhecimento dos dois lados da moeda, o que, afirma, foi determinante para sua carreira. Em 2009, quando tinha apenas 21 anos, seu pai, um empresário autônomo, sofreu uma doença e, desde então, passou a viver com um salário-mínimo.

Em 2014, já como corretor, indenizou um dos seus amigos que sofreu um acidente de carro e teve um braço amputado depois de apenas 3 meses da contratação do seguro. “Naquele momento, compreendi de fato o papel do corretor de seguros na sociedade e que eu poderia fazer pelas pessoas aquilo que ninguém fez pelo meu pai”, ressalta Nicolau.

Em operação desde abril, após receber um aporte de R$ 13 milhões da Maya, Kaszek e Propel, a insurtech já ultrapassou mais de R$ 2 bilhões em capital segurado e está presente, atualmente, nas cinco regiões do país, sendo 24 Estados, além do Distrito Federal. Em outra iniciativa rara no mercado, os seguros de vida, invalidez por acidente ou doenças graves podem ser contratadas de modo totalmente independente. As apólices podem ser adquiridas com preços acessíveis, a partir de R$ 5.

No produto de vida ou invalidez por acidente, a cobertura varia entre R$ 20 mil a R$ 2 milhões. A Azos paga 100% do capital segurado se o contratante perder o uso de um membro do corpo, como uma mão, um pé e, até mesmo, o dedo polegar (com metacarpo). Já o seguro de doenças graves, cuja cobertura é de até R$ 500 mil, paga o segurado em vários diagnósticos de câncer, infarto, AVC e outras doenças graves. Os preços variam com as condições de saúde e idade das pessoas.

SulAmérica Investimentos anuncia núcleo de inteligência quantitativa

Fonte: SulAmérica

Uma das maiores assets independentes do mercado financeiro e com 25 anos de história, a SulAmérica Investimentos anunciou a criação de um núcleo de inteligência quantitativa.

A nova área vem para oferecer uma análise sistemática por meio do uso de algoritmos que visam auxiliar as equipes de gestão de multimercados, renda variável, renda fixa e crédito, além da equipe econômica, trazendo uma abordagem quantitativa nos processos e entregando mais dados para a análise dos cenários, ativos e tomada de decisão.

“Estamos em linha com a nossa estratégia de crescimento, investindo de forma contínua em nossa atividade e em busca de retornos consistentes para nossos investidores e parceiros. O núcleo é mais um ponto de fortalecimento da gestora, que segue focada em entregar as melhores opções de investimentos para os nossos clientes”, afirma o vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica, Marcelo Mello.

A área irá se reportar ao CIO e diretor de Investimentos Luís Garcia e será composta pelos profissionais Maurício Irie, Luiz Henrique da Silva e Stephen Yang, com alta experiência em modelos quantitativos no mercado financeiro. Confira o perfil dos três a seguir:

Maurício Irie possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro. Já foi sócio-fundador da Quantco, gestor na Goldman Sachs e atuou com modelos de alocação e gestão de risco na Western Asset. É formado em Engenharia Elétrica pela Poli-USP, pós-graduado em Finanças pelo IBMEC-SP e mestre em Finanças e Economia pela ESSP-FGV. Além da atuação corporativa, é professor de graduação na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nas disciplinas de Gestão de Risco e Derivativos e também atua como professor assistente para o mestrado profissional em Engenharia Financeira.

Luiz Henrique da Silva já atuou com modelos de precificação e risco na MAPS SA, modelos quantitativos e Machine Learning na Quantco e foi gerente de Analytics no Banco Safra. Possui bacharelado em Física pela IFSC-USP, PhD em Física pela University of Wisconsin, em Milwaukee (EUA), e mestrado em Economia com ênfase em Finanças Quantitativas pela ESSP–FGV. É, ainda, professor da FGV, onde ministra aulas de graduação e para o mestrado profissional com ênfase em Data Science.

Stephen Yang já atua em iniciativas quantitativas na SulAmérica Investimentos desde 2020. Teve passagem anterior pela área de tecnologia do banco BTG Pactual. Yang é formado em Engenharia Elétrica com ênfase em Controle e Automação pela Poli-USP.

A SulAmérica Investimentos é uma das maiores assets independentes do Brasil. Fundada em 1996, administra os recursos dos clientes com transparência, rigoroso controle de risco, foco em retornos consistentes e visão de longo prazo. Há 12 anos consecutivos, a SulAmérica conquista a nota máxima na avaliação de gestores de fundos de investimentos da Standard & Poor’s (AMP-1 – Muito forte). O portfólio diversificado traz opções customizadas para cada perfil de cliente e estratégia

Programa AceleraD’Or de Mentoria chega no Dia do Corretor com proposta de acelerar pequenas e médias corretoras

Fonte: D’Or

Um presente ao mercado neste Dia do Corretor. É assim que o time de especialistas do Programa Acelerador de Mentoria enxerga a iniciativa. A oportunidade vem de encontro aos pequenos e médios corretores que tenham por objetivo acelerar o seu negócio.

Projeto patrocinado pela D’Or Consultoria, o programa, que não tem qualquer custo de inscrição e nem para as empresas futuramente selecionadas, conta com um time de especialistas com mais de três décadas no setor e visa auxiliar empresas do mercado nos principais desafios de gestão. E, possivelmente, acelerar algumas delas ao fim do programa.

Bruno Iannuzzi, CEO da D’Or Consultoria e um dos mentores da iniciativa, considera o lançamento um importante posicionamento da empresa junto aos corretores. “Está no DNA do Programa AceleraD’Or de Mentoria promover   o compartilhamento de conhecimento e experiências em um ambiente com profissionais multidisciplinares, que irão ajudar os participantes a alcançarem os objetivos individuais e corporativos de crescimento de forma sustentável. Apostamos nisso com o compromisso de entrega, qualidade, superação de desafios e zelo pela excelência no que fazemos”.

Essa visão é compartilhada por diversos especialistas do movimento, que enxergam, inclusive, a possibilidade de resultados expressivos em curto prazo. “A mentoria é para corretoras que tenham o desejo de acelerar seus negócios, independentemente do ramo de atuação, e que queiram aperfeiçoar a gestão, com novas perspectivas e oportunidades de crescimento”, explica Carlos Oliveira, corretor de seguros há mais de 30 anos, diretor da D’Or Consultoria e responsável pelo Programa AceleraD’Or de Mentoria.

Como participar?

Ao todo, 10 empresas serão selecionadas para o programa e terão, por três meses, o acompanhamento de especialistas que prestarão auxílio para o crescimento do negócio, em networking, exposição e visibilidade das corretoras mentoradas. “Nossa missão é potencializar o mercado de seguros e fomentar pequenas e médias corretoras, em todo Brasil, com o que temos de melhor no segmento de saúde, onde somos líderes de mercado”, afirma Oliveira.

Os interessados devem se inscrever até o dia 12 de novembro. Um comitê avaliará as inscrições e a segunda fase será uma entrevista dos corretores pré-selecionados com o time do AceleraD’Or. Ao fim desta fase é que as 10 empresas serão selecionadas.

A mentoria será on-line, mas, com o retorno presencial, haverá a possibilidade de que as corretoras participantes usufruam dos escritórios da D’Or Consultoria em sete capitais do Brasil e vivenciem de perto as oportunidades de negócio com os mentores/especialistas do programa.

Para realizar a inscrição no AceleraD’Or, é pré-requisito ser uma corretora pessoa jurídica, devidamente registrada.

Saiba mais em aceleradormentoria.com.br e inscreva-se.

Sobre o Programa AceleraD’Or de Mentoria|

Projeto patrocinado pela D’Or Consultoria, empresa de corretagem do Grupo Rede D’Or São Luiz. Fundada em 2015 com aposta total em inovação, a D’Or Consultoria está presente em sete Estados: SP (capital e interior), RJ (capital e Niterói), BA. MG, PE, DF e PR, atende a mais de 3 mil clientes, com 2,2 milhões de vidas administradas, movimentando um valor superior a R$ 3,5 bilhões em prêmio ao ano junto às maiores seguradoras/operadoras de saúde do mercado.

Corretor é o parceiro estratégico da Zurich e, no centro de tudo, está o cliente

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

Amparar e proteger pessoas, dando orientações precisas sobre as proteções que elas precisam. Essa nobre missão é cumprida todos os dias pelo corretor de seguros. Esse papel ficou ainda mais patente durante a pandemia, quando esse profissional precisou se reinventar para manter seu legado de orientação, respeitado o distanciamento físico sem, contudo, abrir mão da proximidade. Desta forma, manteve-se ativo junto aos clientes, algo fundamental no processo de continuidade dos negócios da Zurich.

“O corretor de seguros é e sempre foi um importante pilar estratégico para a Zurich. Ele soube se adaptar à nova realidade que se impunha e encontrou meios para continuar a oferecer a melhor consultoria de risco possível, mantendo-se atento ao ciclo de vida do cliente, entendendo aquilo que ele precisava também em um momento desafiador”, conta do Diretor Executivo de Distribuição da Zurich no Brasil, Marcio Benevides. “E assim continua até hoje, garantindo um processo contínuo de gestão das necessidades e buscando a melhor proposta de cobertura, de olho nas oportunidades”.

O executivo revela que foi muito importante para a Zurich atestar que os investimentos que vinham sendo feitos em tecnologia seriam vitais para manter o nível normal de funcionamento dos negócios. Desta forma, a companhia pôde oferecer suporte de alto nível a corretores e clientes durante a quarentena, com canais digitais gratuitos, treinamentos online, incentivo de vendas e visitas virtuais. 

  • Foi criado o Serviço de Help Desk para clientes, corretores e seus colaboradores (Canal de Atendimento 0800) para solucionar problemas com a informática e internet.
  • Com todos os serviços disponíveis 24 horas para auxiliar nas propostas comerciais, cotações e atendimento aos segurados, o Portal do Corretor possibilitou reduzir em até 30% o tempo para concluir todos os procedimentos.
  • Jornada digital ampliada – Para os clientes pessoa física: foi implementada a vistoria prévia digital, a vistoria de sinistro digital de Auto e Patrimonial (empresas e residencial) e a assistente virtual Laiz. Para os clientes corporativos foi reforçado o uso do App Zurich Risk Advisor, para autoavaliações de riscos in loco ou colaboração remota para compartilhamento de dados em tempo real, bem como o Zurich Risk Room, que permite avaliação de mais de 70 riscos.

A Zurich é a seguradora que comissiona o corretor no menor tempo nos casos de pagamento com cartão de crédito nos seguros de vida individual e auto: 48 horas após a emissão da apólice, enquanto a média do setor ultrapassa 30 dias. Aliás, a Zurich anunciou novidades recentes, uma delas no seguro auto.

Conta o executivo: “Estendemos de 10 para até 12 vezes sem juros o pagamento do prêmio do seguro auto no cartão de crédito, o que na prática o transforma em um seguro mensal. E o recém-lançado portal de Seguro Garantia, que tem foco na gestão de apólices, atende corretores, clientes e a nossa rede comercial da empresa, além de oferecer diversas funcionalidades de maneira simples e ágil, como cotação em poucos cliques e emissão online, consulta de condições de tomadores e emissão de relatórios. Isso amplia o leque de atuação do corretor, que pode diversificar a sua carteira com diferentes tipos de seguro”, finaliza.

Contato com natureza reduz problemas de saúde e gera economia que pode chegar a US$ 60 bi, revela estudo da Swiss Re

Swiss Re estudos

Fonte: Swiss Re

O Swiss Re Institute divulgou o estudo ‘Biodiversidade e benefícios para a saúde humana’, que aborda como o tempo gasto na natureza pode ser valioso para o bem-estar físico e mental. A correlação é significativa: considerando que passar mais tempo em espaços verdes ou florestas reduza os problemas de saúde mental em 1% até 2030, a economia global anual seria de US$ 60 bilhões. Já para as doenças cardiovasculares, o mesmo cenário resultaria em uma economia global de US$ 10 bilhões por ano. 

O relatório enfoca na saúde mental e nas doenças cardiovasculares, mas também no impacto da exposição à poluição do ar, calor e ruído. Ele usa dados de custos de saúde para estimar a economia potencial que poderia ser alcançada com a incorporação de mais elementos relacionados à natureza em ambientes urbanos e examina como essas mudanças podem estar associadas ao seguro de saúde e de propriedade. 

A poluição do ar é uma preocupação de saúde global; e áreas urbanas com mais árvores têm melhor qualidade do ar. Um estudo dos EUA sugeriu que a cobertura de árvores nos EUA removeu 17,4 milhões de toneladas de poluentes em 2010, o que equivale a uma economia de saúde de US $ 6,8 bilhões. As árvores também refrescam as cidades no verão e oferecem espaço para relaxamento. Eles contribuem para prevenir a mortalidade induzida pelo calor, problemas respiratórios e transtornos mentais e podem ser ressegurados contra condições climáticas extremas. 

– Em 2050, prevê-se que mais de dois terços da população mundial viverão em áreas urbanas. Hoje, muitas pessoas têm acesso limitado a espaços verdes e estão experimentando os efeitos nocivos da poluição atmosférica e sonora em áreas urbanas e periféricas. Como mostra este relatório, aumentar a biodiversidade ao criar mais parques e plantar mais árvores beneficia claramente a saúde de todos. Para a indústria de resseguros, será importante padronizar a forma como medimos os benefícios do tempo gasto na natureza para explicar melhor os efeitos positivos na saúde e, assim, desenvolver soluções de seguro relacionadas”, diz Oliver Schelske, do Swiss Re Institute Natural Assets & ESG Research Lead. 

A mortalidade relacionada a altas temperaturas está aumentando em todo o mundo devido às mudanças climáticas e ondas de calor mais frequentes. Cidades com boa vegetação lidam melhor com o calor. Um estudo sugeriu que a temperatura do ar durante as ondas de calor em Londres é até 4°C mais fria em uma faixa de 400 metros de parques. 

– Os benefícios da melhoria da saúde humana devido ao tempo passado na natureza para a sociedade e economia global são indiscutíveis. Se, por um lado, o isolamento por causa do Covid-19 foi importante para controlar a doença, por outro podemos ver como ficar longe da natureza e do ar-livre impacta no bem-estar. Devemos, portanto, considerar nossos ambientes verdes algo tão valiosos quanto os ativos privados ou públicos. A indústria de resseguros pode desempenhar um papel na habilitação e proteção de ambientes verdes, como garantir florestas urbanas ou telhados verdes. “, diz Christoph Nabholz, diretor de pesquisa do Swiss Re Institute. 

A publicação ‘Biodiversidade e os benefícios para a saúde humana’ alinha-se com os ‘The Big Six’ Lifestyle Factors da Swiss Re, uma iniciativa para desenvolver uma compreensão baseada em evidências de como o estilo de vida e os fatores clínicos interagem entre si e afetam a saúde das pessoas. Esses fatores incluem bem-estar mental, atividade física, ambiente, sono, nutrição e uso de substâncias. A Swiss Re está incorporando essas descobertas no Life Guide, seu principal guia de subscrição de vida e saúde. 

Sabemi seleciona startups e empresas de todo o Brasil para parcerias em programa de inovação aberta

Fonte: Sabemi

A Sabemi, uma das principais seguradoras do Brasil, segue selecionando candidatos para o Inova, Programa de Inovação Aberta e Disruptiva, lançado neste ano. A iniciativa já atraiu 20 startups e empresas com soluções diferenciadas e digitais em áreas como finanças, gestão e serviços. 

Para participar do programa as interessadas devem preencher o formulário de inscrição no site da Sabemi e se preparar para o Speed Dating, evento online que terá um total de 30 minutos entre apresentação e debates. O encontro mais recente ocorreu em 14 de setembro e o próximo está previsto para o final de novembro. 

Empresas inovadoras, em geral, podem realizar a inscrição, como fintechs, insurtechs, edtechs voltadas para a educação financeira, startups focadas em soluções como bots, ERP para vendas e soluções inbound de marketing digital, entre outros segmentos. A iniciativa tem por objetivo possibilitar trocas que promovam inovação e projetos disruptivos, de modo a alavancar o crescimento das empresas e, ao mesmo tempo, fortalecer os objetivos de médio e longo prazo da Sabemi. 

Inspirado no conceito da inovação aberta, o programa busca agregar valor à seguradora, trazendo a inquietude de promover inovações no negócio. O Inova é estruturado a partir de quatro pilares centrais: eficiência operacional, aumento de receita, melhor experiência do cliente e otimização e personalização da oferta de produtos. 

“A Sabemi é uma empresa sólida, com quase 50 anos de mercado, mas tem alma de startup. O programa Inova faz parte da esteira de transformações que iniciamos em 2020 na companhia para estarmos sempre alinhados ao mercado e às inovações do mundo digital”, explica Marcia Ferla, Head de Marketing da empresa. 

Executivos abordam Open Insurance e desafios do setor de seguros com as novas regulamentações

seguradores e porta vozes do setor

Em recentes entrevistas realizadas pela jornalista Denise Bueno nos últimos 30 dias, ela perguntou a alguns dos principais porta-vozes do setor: “Como vê o Open Insurance e quais os desafios e ações para se adaptar as novas regulamentações?“.

Diante da vocação de todos em disseminar uma cultura sobre o mercado de seguros, compartilho com todos um resumo das respostas:

Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros

A questão do Open Insurance deve ser vista sob a ótica de dois pilares. O primeiro pilar refere-se à governança, ou seja, como assegurar a proteção e o bom uso dos dados e informações dos nossos clientes para efeitos comerciais. Esse é um ponto de atenção fundamental para que se possa operar na plenitude no novo modelo. O segundo pilar diz respeito às oportunidades que o Open Insurance certamente trará, como uma experiência facilitada para o cliente, maior acesso a dados e informações e possibilidade de seguradoras e corretores criarem produtos mais adequados para atender as necessidades dos segurados.Por enquanto, ainda não se consegue visualizar o verdadeiro alcance dessas normas, que ainda não foram totalmente concluídas. Somente quando elas estiverem em vigência é que haverá um pouco mais de clareza para os parceiros de negócios sobre como o processo ocorrerá. Há uma preocupação de que talvez o legislador não tenha contemplado integralmente na norma a figura do corretor, na proporção da sua relevância. Em resumo, portanto, nós, do Grupo Bradesco Seguros, entendemos que se deva reforçar a questão da governança e, ao mesmo tempo, absorver as oportunidades que esse novo mundo nos apresenta. 

Roberto Santos, CEO da Porto Seguros

A Porto Seguro sempre teve a inovação em seu DNA e hoje realiza uma série de inciativas que apontam para o uso cada vez mais intenso da tecnologia. A empresa vê com bons olhos as novas regulamentações lançadas pela Susep com o objetivo de aumentar a inclusão securitária – tema essencial para o setor. Em relação ao open insurance, no entanto, acreditamos que ainda são necessários ajustes estruturais na proposta.

Rodrigo Caramez,  quando ainda era presidente da Brasilseg

Vemos o Open Insurance como uma grande oportunidade proporcionada por nosso regulador, a Susep. Tudo que venha para trazer mais simplicidade e transparência, aumentando o controle e visibilidade aos clientes finais, contribui para a disseminação da cultura de seguros que tanto buscamos. Estamos fazendo nossa lição de casa, e os investimentos realizados pela Brasilseg na digitalização e conectividade das estruturas da companhia, em complemento aos da BB Seguridade e Banco do Brasil, nos colocam em linha com o que vem por aí. Agora, com as etapas de implementação claramente estabelecidas, podemos acelerar ainda mais o passo. Estamos, por exemplo, focados em oferecer uma experiência e serviços diferenciados ao produtor rural, que conta com nossa plataforma digital Broto, onde encontra, em um só lugar, tudo o que ele precisa para cuidar do seu negócio, em todas as etapas da cadeia produtiva, mitigando riscos e aumentando a produtividade.

Edson Franco, CEO da Zurich Brasil

Considero que é preciso um debate mais amplo e profundo sobre a implementação do Open Insurance. Há uma comparação com o que é feito no setor bancário, mas vale a pena lembrar que o segmento bancário não é intermediário, mas o seguro sim. Nós já promovemos o Open Insurance, principalmente no Varejo. Essa concorrência que tanto se fala já existe entre as seguradoras. Queremos criar um novo ambiente, do ponto de vista mais tecnológico, mas não precisamos criar novos agentes de intermediação nesse processo.

O princípio é nobre. Somos defensores da livre concorrência. Recebemos de braços abertos as transformações que estimulam a concorrência. Mas temos de ser prudentes. Sandbox é um modelo interessante. Não inibe novas ideias. Deixa que as insurtechs germinem em um ambiente controlado e conforme crescem terão de aderir ao modelo do setor, com solvência. As regras existem para proteger o consumidor. Faz reservas e tem provisões para que os direitos do cliente sejam garantidos. Esses princípios não podem ser abandonados. Não pode contemporizar, ser complacente com modelos que não tenham o mesmo nível de proteção ao consumidor.  

Sou 100% favorável a concorrência com regras simétricas, como estabeleceu a Susep ao criar os diferentes níveis de seguradoras, conhecido pelos 5 S, S1 S2 ….S5. Outra coisa é prudência com segurança de informação. A livre concorrência e acesso a informação com princípios de proteção de dados do consumidor vão além das questões legais.

Também me preocupa a atenção ao risco cibernético. Temos de ter um modelo robusto de proteção, com a autorização do cliente, uma vez que as regras dão a capacidade de qualquer ente que esteja autorizado a acessar os dados. Sem isso, podemos ter um problema grande. Temos visto centenas de milhões de dados de contribuintes e cidadãos sendo roubados por hackers. Empresas grandes, com bom nível de proteção cibernética, sendo atacadas. Se não tiver modelo operacional robusto, pode criar um modelo frágil e favorecer a ação deste tipo de crime. E por fim, acredito que os prazos de implementação não parecem compatíveis para a construção de um modelo robusto para endereçar todas essas questões. 

Patricia Chacon, CEO da Liberty Seguros Brasil 

Open Insurance ainda está em fase embrionária, estamos ativamente discutindo junto ao mercado os impactos e as possibilidades que ele trará para o setor de seguros, além das regulamentações que estão em processo de construção a partir da experiência do open banking. A Liberty Seguros está, entretanto, aberta às mudanças e possibilidades que o Open Insurance e atenta às implicações do modelo na vida dos nossos clientes e parceiros, que fazem uma parte integral da estratégia de sucesso da companhia.

José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine

Acredito que a intenção da Susep ao propor o Open Insurance é muito digna porque proporciona ao Cliente mais clareza e transparência quanto aos produtos e serviços oferecidos pelas Seguradoras. O consumidor passa a ter mais poder em mãos para optar pela compra do que julgue ser a melhor solução para suas demandas. Isso deve provocar mais competitividade no mercado e, consequentemente, a evolução da nossa indústria no País, o que é muito positivo. Ao mesmo tempo, ainda há muitas incógnitas e uma, em especial, nos causa bastante preocupação: qual será o papel do Corretor nesse processo? A Tokio Marine, por exemplo, é uma seguradora cujo principal canal de distribuição é o Corretor de Seguros e nós não vislumbramos a exclusão desse profissional em nenhuma das nossas iniciativas, ao contrário. Queremos, cada vez mais, contar com a consultoria dos nossos Corretores, que estão na linha de frente com os Clientes, para desenvolver soluções customizadas e adequadas às novas solicitações da sociedade. Além disso, questões como respeito ao modelo de negócios e estratégias de precificação das Companhias de seguros são fatores desafiadores e que devem ser pontos fundamentais de discussão sobre que modelo de Open Insurance será adotado no Brasil.Estamos participando ativamente das discussões com a Susep e tenho certeza de que chegaremos a um modelo que satisfaça todos os players da cadeia. 

Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros

Como já é de conhecimento do mercado, no Brasil, o open insurance é uma iniciativa da própria indústria. Assim, temos orgulho em estar entre as marcas que aderiram a esse movimento, que é liderado pela organização internacional Open Insurance Initiative (Opin). Dessa forma, entendemos ser uma iniciativa muito importante para o mercado global de seguros, uma vez que vai criar padrões para que seguradoras, resseguradoras, corretoras e insurtechs conectem-se e partilhem dados entre si. Como disse acima, trabalhamos intensamente, nos últimos anos, em digitalização de processos e desenvolvimento de novos produtos, esse viés digital e inovador nos permite uma flexibilidade para implementar eventuais novos sistemas e nos adequarmos e estarmos em conformidade com as novas regulamentações.

Eduardo Domeque, diretor de Seguros do Itaú Unibanco

Nossa expectativa para o Open Insurance é termos um mercado mais integrado, competitivo e eficiente pelo uso de tecnologia e dados compartilhado, que fará o setor de seguros ofertar produtos cada vez mais customizados e assertivos aos clientes. Além disso, teremos um cenário com maior competição, algo que também beneficiará o cliente final. Acreditamos em uma grande evolução do sistema, permitindo maior acesso da população aos serviços financeiros e de seguros. Uma nova dinâmica se iniciará com os clientes tendo maior consciência e gestão de seus dados, além de um maior número de ofertas e possibilidade de comparativos. A implantação do Open Insurance está sendo discutida pelas seguradoras do mercado e um dos principais objetivos é padronizar os dados que serão fornecidos aos consumidores, permitindo assim a comparação. O principal desafio será adaptar alguns sistemas antigos aos modelos compartilhamento de dados e serviços.

Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing da AXA no Brasil

O mercado tem um grande desafio pela frente e, para nós, não é diferente. Neste momento estamos revisitando nossas estratégias de integração tecnológica (APIs) e temos um comitê de discussão em relação ao Open Insurance. Dentro da agenda prioritária de TI, trouxemos uma executiva de tecnologia do mercado de Telecom, muito avançado na visão cliente – ela chegou com a missão de trazer um novo olhar para a experiência do usuário, o que está intimamente ligado às tendências de mercado.

Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg)

Cito dois aspectos. As seguradoras estão preocupadas. As novas regulamentações e o Open Insurance demandam um envolvimento muito grande de várias pessoas de porte relevante dentro das companhias, como produtos, compliance, segurança da informação, jurídica. Temos 7 grupos de trabalhos na CNseg para discutir os diversos impactos do Open Insurance. No meio de tudo isso que estamos vivendo, tentando sair de uma pandemia, de um ciclo de taxa de juros baixa, competição danada, grande necessidade de baixar custo. Principal preocupação. Se envolver num momento que elas procuram resultado para sair do período difícil.

A segunda questão que nos traz preocupação é que a Susep ainda não definiu quais as informações de produtos que as seguradoras terão de colocar no ar. Até agora, apenas garantia está no SRO. E isso demanda tempo e recursos, ambos escassos com tantas mudanças. Temos de treinar muitos líderes para garantir que tudo vai sair como previsto, principalmente no que diz respeito a segurança de dados dos nossos clientes. 

Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg)

O setor passa por grandes transformações. “2021 tem sido um ano intenso, principalmente no ambiente regulatório. Muitas mudanças. Todas positivas, em via de regra. Seguradoras estão menos amarradas para criar produtos. Mas é preciso levar em consideração tanto os prazos com os recursos financeiros necessários para viabilizar tantas mudanças. A ideia de ampliar a oferta e baratear os produtos é valida, mas não sei quando ela vai maturar”, pondera, vislumbrando um mercado segurador intenso nos próximos anos em todos os segmentos. 

Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap)

O Sistema de Seguros Abertos (Open Insurance) está inserido no contexto mundial de inovação trazida pelo Open Finance e pelo Open Banking – dentro das premissas de que o digital conecta o mundo todo e de que o cliente é o legítimo proprietário de seus dados cadastrais. Este é um movimento que veio para ficar e (em tese) tende a beneficiar os atores do sistema: a indústria – pelo favorecimento da inovação, da ação colaborativa, pela perspectiva de ganho de eficiência e novos modelos de negócios;  O ente supervisor – em função do acesso a dados de operações como preço, sinistros, características… em tempo real, o que se traduz em eficiência e qualidade da ação supervisora; e principalmente o Consumidor – pela maior comparabilidade de produtos e serviços, acesso a produtos mais adequados às suas necessidades e preços mais competitivos. 

O Open Insurance muda a dinâmica atual: o cliente passa a ter controle sobre seus dados e surge a sociedade iniciadora, entidade auxiliar (não supervisionada pela Susep) a quem cabe a gerir todo o processo no âmbito do sistema. Embora represente uma evolução natural, o Opin desperta algumas preocupações na indústria: a exiguidade de prazo para implementação (primeira fase em 15/12), principalmente ao se considerar que a norma que rege o tema somente foi publicada em 21/07 e que essa transformação ocorre simultaneamente a outros movimentos regulatórios que também exigem atenção e energia e investimentos pelas Companhias reguladas pela Susep. Somente no primeiro semestre de 2021 foram colocadas em audiência 25 consultas públicas.

Outra preocupação diz respeito à segurança das informações trocadas no âmbito do Opin, lembrando que os dados pertencem ao cliente e que a LGPD impõe extremo rigor na proteção de dados. Enfim, evoluir de um sistema de APIs abertas para a mentalidade de “seguradora aberta” requer rígido controle regulatório, tempo, investimento e preparo, sobretudo para questões relacionadas à segurança das informações dos clientes. O sucesso da abertura do mercado vai exigir esforço coletivo de uma ampla gama de partes interessadas: empresas do setor, consumidores e desenvolvedores de tecnologia.

Cassio Gama Amaral Sócio do Mattos Filho Advogados

O Open Insurance, nesse contexto, a reboque do open banking e convergindo para o macro ambiente do open finance, nos parece o ecossistema ideal para equilibrar, amortecer e tirar o melhor da histórica tensão entre, de um lado, o liberalismo, a flexibilização e a autonomia contratuais e, de outro lado, a necessária intervenção estatal nos domínios econômicos e privados, tendo em vista a esperada redução da assimetria informacional que historicamente vem embaraçando o avanço dos seguros no Brasil.

Érika Ramos, sócia-líder do segmento de Seguros da KPMG no Brasil

Este cenário, conjuntamente, possibilita que os consumidores de produtos e serviços de seguros sejam os principais beneficiados de um ecossistema seguro, ágil, preciso e conveniente para o compartilhamento padronizado de dados, previsto na LGPD e demais legislações que tratam do sigilo de operações financeiras e serviços.  Além de acelerar ainda mais os temas de competitividade, transparência e promoção da inclusão financeira.

Como benefícios/ oportunidades podemos citar:

  • incentivo a inovação, a promoção da inclusão financeira/seguros, promoção da livre iniciativa, aumento de oferta e concorrência;
  • Interoperabilidade com Open Banking – trazendo mais agilidade, conveniência e segurança. Além da integração com serviços financeiros, o que cria oportunidades para novos modelos de negócios. 
  • Iniciação de serviços relacionados à seguros e previdência de forma digital – iniciação de serviços como aviso de sinistros, portabilidade de previdência, etc., de maneira simplificada via uma plataforma digital única e centralizada.
  • Definição de plano estratégico das seguradoras para ações de defesa e ataque quando Openinsurance estiver pronto para ações transacionais – venda de produtos / Exploração dos novos potenciais de negócio alinhados ao perfil dos clientes;
  • Comparadores, Marketplaces e agregadores de dados – soluções para comparação de produtos de diversas seguradoras em um só local de forma que os clientes consigam selecionar a melhor escolha. Além de agregação de dados de diferentes instituições, incluindo produtos de seguros, de previdência complementar e capitalização. 

Entre os desafios tem-se:

  • Integrar os sistemas legados (extração de informações) para conectar aos APP/API que é a forma de interatividade no Openinsurance;
  • Integração de todas as informações que envolvem o segurado (cadastro, informação de apólice, sinistro, situação financeira do seguro) que muitas vezes estão em sistemas distintos para que sejam concatenadas para alimentar o Opensinsurance (desafio de concatenação bem como acerca da qualidade das informações);
  • Definição dos parâmetros e gestão de dados (consentimento/UX-User Experience), privacidade e segurança da informação;
  • Gestão do ambiente de governança e a configuração da intermediação, o papel consultivo do Corretor de Seguros neste processo e também dos parceiros de negócios.