A trajetória ambígua dos vetores que movimentam a economia e o comportamento do setor de seguros no atual ambiente desafiador são os destaques da nova edição da Conjuntura CNseg nº 51, publicação da Confederação Nacional de Seguros.
Na parte dedicada à conjuntura, observa-se que, depois de um primeiro semestre um pouco melhor que o esperado, há desafios para determinar o comportamento futuro da economia, porque os impactos excepcionais decorrentes da pandemia nas variáveis econômicas têm dificultado os exercícios estatísticos de retirada de fatores sazonais e provocam revisões significativas dos indicadores a cada divulgação. Isso, a exemplo do que ocorreu recentemente com o IBC-Br, indicador de atividades mensal do Banco Central.
Entre os vetores capazes de influenciar o ritmo da economia, figura a oferta de imunizantes para as vacinas. Entende-se que a aceleração da vacinação contra a Covid-19, ainda que os números não sejam ideais, abrandam as restrições às atividades econômicas e alimentam o otimismo do empresariado, assegurando novos investimentos e recuperação – apesar de lenta – do mercado de trabalho.
Esse comportamento animador da confiança, adverte a análise sobre a economia, pode ser afetado na sequência, dado o avanço da variante Delta da Covid-19 e de seu ritmo de contaminação mais acelerado. Apesar dessa ameaça, a probabilidade de novas medidas de bloqueio é pequena, tendo em vista a melhoria da capacidade hospitalar, a falta de ambiente para imposição de restrições mais duras e o esgotamento social com o isolamento.
Há outros fatores de preocupação para a retomada mais efetiva. O risco fiscal, de volta ao radar dos analistas, pode amedrontar os investidores. A fraqueza fiscal afeta sobretudo o câmbio, tornando-o mais volátil e com viés de alta, e contamina a inflação. Este quadro obriga o Copom a ajustar para mais a taxa básica de juros, que este ano pode superar a casa de 8%, anualizado. A política monetária contracionista, por fim, pode ser um fator limitador do potencial de crescimento e manter a taxa de desemprego ainda muito alta.
Apesar da complexidade no plano macroeconômico, o setor de seguros apresenta uma performance bastante positiva no ano, acrescenta a análise publicada na nova Conjuntura. Todos os segmentos apresentaram variação positiva no semestre do ano. O de Danos e Responsabilidades apresentou crescimento de 15,4%; Cobertura de Pessoas, de 23,7%; Capitalização, 8,4%, quando comparados com o primeiro semestre de 2020.
O setor movimentou, em junho, R$ 27,7 bilhões em prêmios de seguros, contribuições de planos de previdência e faturamento de capitalização, sem considerar Saúde Suplementar e DPVAT, um crescimento de 18,8% sobre o mesmo mês do ano anterior. No primeiro semestre de 2021, a arrecadação total do setor ultrapassou R$ 145 bilhões, avançando 19,8% sobre o mesmo período do ano anterior – maior crescimento no primeiro semestre dos últimos cinco anos.
A seguradora Zurich acaba de contar com a chegada de um “novo colaborador”, que representa uma grande mudança em termos de acessibilidade em seus canais digitais. Trata-se do Hugo, um plug-in de tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), presente no site institucional e nos portais da companhia: do cliente/previdência, do corretor e do fornecedor.
A novidade é uma parceria da seguradora junto à Hand Talk, startup que promove a acessibilidade no meio digital através de um tradutor virtual de sites para surdos e deficientes auditivos. Será responsabilidade do Hugo fazer a tradução de textos e imagens para Libras. O plugin também oferece o Leitor de Sites, que realiza a audiodescrição para pessoas cegas ou com dificuldade de visão.
A iniciativa da Zurich junto à Hand Talk tem o potencial de mudar a experiência de uma boa parcela da população com a seguradora. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda, ou seja, não escutam absolutamente nada. Já entre os deficientes visuais, calcula-se que no país sejam mais de 6,5 milhões de indivíduos com baixa visão ou visão subnormal (grande e permanente dificuldade de enxergar), sendo que mais de meio milhão são cegos. O país ainda conta com cerca de 11 milhões de pessoas não alfabetizadas na língua portuguesa.
Para Carlos Toledo, diretor de Recursos Humanos da Zurich no Brasil, a ferramenta será um diferencial enorme para todos os públicos mencionados, mas sobretudo para os deficientes auditivos. Embora o senso comum desconheça, cerca de 80% deles em todo o mundo têm baixa escolaridade e problemas de alfabetização, segundo a WFD (Federação Mundial dos Surdos, na sigla em inglês). No Brasil, a situação não é diferente, já que a grande maioria dessa população não entende o português ou tem dificuldades para ler e escrever – o que inclui, é claro, dificuldades para entender o que está escrito em um website, por exemplo.
“Libras é a segunda língua oficial brasileira e é o principal ou até o único meio de comunicação para boa parte dessas pessoas”, explica o executivo. “O Hugo é a nossa primeira ação em prol de inclusão de pessoas com deficiências auditivas e visuais em nossos canais digitais. Isso permitirá nos comunicarmos com elas respeitando quem são, sua língua e sua cultura.”
Segundo Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, a ferramenta tem mudado a realidade da comunicação das empresas com diversos públicos na sociedade. “Apenas 1% dos sites brasileiros são considerados acessíveis, realidade que consiste em uma verdadeira barreira de comunicação entre as empresas e os milhões de surdos no país. Nosso trabalho consiste em ajudar a derrubar esses muros”, comenta.
A parceria entre a Zurich e a Hand Talk faz parte do Programa de Diversidade & Inclusão da companhia, que desde 2019 conta com um conselho específico para coordenar de forma centralizada e mais ampla todas as ações de incentivo à diversidade e inclusão, que abrangem iniciativas relacionadas aos temas LGBTQIA+, etnias, gêneros, gerações, diferentes culturas e deficiências.
Curso de Libras para funcionários
A Língua Brasileira de Sinais foi oficializada no Brasil por meio da Lei no 10.436, promulgada em 24 de abril de 2002, data que se tornou o Dia Nacional da Libras e um dia depois do Dia Nacional da Educação de Surdos, segundo o site www.libras.com.br. Considerada uma ferramenta de inclusão social, há cursos superior e de licenciatura de Libras.
Aqui, mais uma vez a Zurich inova, pois promoverá pelo segundo ano o curso da língua para os colaboradores da companhia que tiverem interesse em aprendê-la. Gratuito, o curso tem duração de 4 meses e será ministrado pelo professor Filipe Macedo. A novas turmas iniciarão em agosto.
Experiência digital é uma bandeira da Zurich
A acessibilidade dos canais da Zurich não é apenas uma iniciativa de inclusão de novas comunidades à sociedade, mas também um passo para possibilitar uma nova experiência digital, mais inclusiva e facilitada a todos os públicos da seguradora. Juntos, Hugo e Laiz, assistente virtual da companhia, se unirão para proporcionar um melhor atendimento tanto aos clientes quanto aos parceiros da empresa, segundo Lucía Sarraceno, Superintendente de Canais Digitais e Relacionamento com o Cliente da Zurich.
“Entendemos que a chegada do Hugo se faz muito necessária para a evolução dos nossos canais digitais”, afirma a executiva. “Há cerca de um ano, já havíamos dado um salto com a chegada da Laiz, nossa assistente virtual. Agora, o Hugo vem para dar ainda mais qualidade ao relacionamento com nossos clientes e parceiros e, principalmente, permitir uma comunicação mais inclusiva”, complementa.
A Suhai Seguradora incluirá no portfólio o produto cobertura para terceiros, que inicialmente atenderá as apólices de motocicletas e carros no Estado de São Paulo e até o início do próximo ano já contemplará esses modais do Brasil todo. “A demanda por esse modelo de cobertura é cada vez maior e o nosso propósito é fazer com que todas as pessoas tenham acesso aos seguros, o que quebra os paradigmas antigos sempre aplicados pelo setor”, afirma Fernando Soares, CEO da Suhai Seguradora.
Com o lançamento, a Suhai passa a trabalhar com 4 tipos de coberturas: (1) Roubo e Furto, (2) Roubo e Furto + Perda Total por colisão e danos, (3) Roubo e Furto + Cobertura de Terceiros (=RCF) e (4) Roubo e Furto + Perda Total por colisão e danos + Cobertura de Terceiros (=RCF).
Os clientes da Suhai Seguradora poderão escolher os limites máximos da cobertura de RCF, sendo de R$ 20 mil a R$ 150 mil para danos materiais e corporais e de R$ 10 a R$ 20 mil para danos morais.
“Terceiros” são quaisquer pessoas prejudicadas no acidente exceto o segurado, cônjuge, ascendentes, descendentes, irmãos, qualquer pessoa que dependa financeiramente do segurado ou resida com ele e bens de propriedade do segurado que estejam em poder de terceiros.
Haverá uma carteira de oficinas que poderão ser indicadas para atendimento do veículo do terceiro para orçamento e reparos. Ao mesmo tempo, os segurados continuarão contando com atendimentos sempre que isso for necessário. “Nós acreditamos que o atendimento é parte essencial da entrega dos nossos serviços. Além da Suhai levar para o mercado um novo produto, é essencial reforçarmos o nosso compromisso de proporcionar aos segurados um atendimento de excelência e humanizado, aproximando cada vez mais os nossos clientes”, afirma Robson Tricarico, diretor comercial.
A micromobilidade, ou seja, o uso de transportes leves e individuais como bicicletas para trajetos curtos chegou para ficar, e quem quer possuir um equipamento de qualidade para se locomover precisa estar atento às soluções disponíveis no mercado para proteger seu investimento. Na HDI Seguros, os clientes podem contar com a Assistência Bike, disponível dentro do Seguro Residencial oferecido pela companhia, para garantir a segurança do equipamento. Para a semana do Dia Nacional do Ciclista, comemorado em 19 de agosto, a seguradora fez um levantamento e apurou que, no primeiro semestre de 2021, a contratação desse tipo de serviço registrou um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Já em todo o ano de 2020, o aumento foi de aproximadamente 125%.
“Estamos assistindo a uma mudança importante na forma como o brasileiro faz sua jornada diária e como ele está cada vez mais aberto a alternativas que tragam mais comodidade e segurança”, diz Jefferson Silvestrin, Superintendente de Produtos Massificados da HDI Seguros. Ele também observa a chegada de novos perfis que procuram o produto: “Além daqueles que querem uma forma de se locomover diariamente para o trabalho evitando o transporte público, temos o segurado que, para garantir sua saúde e a realização de exercícios diários com segurança, escolheu a bike como forma de atividade física ao ar livre”.
Além da cobertura contra roubo da bicicleta dentro da residência segurada, a empresa também oferece dentro do Seguro Residencial a cobertura específica para Roubo/Furto de Bicicleta Fora da Residência, com limite máximo de indenização de R$ 10 mil por bicicleta, – que garante ao cliente a proteção contra danos ou perdas materiais causadas por roubo ou furto de bikes, inclusive as elétricas, ocorrido fora do local de risco, contemplando também a proteção dos acessórios. Na categoria Completo do Seguro Residencial, a HDI também oferta diversas assistências para o equipamento, como troca de pneus, conserto de corrente e manutenção de freios, além de montagem da bicicleta e remoção inter-hospitalar, em caso de acidente ou agressão em decorrência de roubo.
Muitos comentam que um contrato de seguro é complexo. Isso porque não pesquisaram direito a garantia fidejussória, que entrou no radar das notícias com as investigações da CPI da Covid. Ela foi apresentada pela empresa Precisa Medicamentos para garantir a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin ao Ministério da Saúde. O contrato foi cancelado diante das controvérsias surgidas nos depoimentos dos entrevistados pelos integrantes da comissão de investigação e agora todos querem saber mais sobre a garantia exigida pelo poder público.
O Ministério da Saúde recebeu um documento conhecido como garantia fidejussória no valor de R$ 80,7 milhões, ou 5% do valor do contrato. No entanto, este tipo de garantia não é prevista na nova Lei de Licitação, que permite apenas garantias em dinheiro, carta fiança bancária emitida por bancos fiscalizados pelo Banco Central do Brasil ou seguro garantia por seguradoras reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Dai ficou a dúvida, o que são tais garantias? Até a mídia tem suas dúvidas. A CNN, por exemplo, citou em matéria que se tratava de um seguro garantia. Mas não é, garantem os executivos especialistas consultados.
Uma rápida pesquisa no Google traz informações superficiais, por isso é melhor consultar especialistas no tema. A garantia fidejussória, que cresceu fortemente no segmento de empréstimos pessoais e locação de imóveis, não tem um órgão regulador, apesar de ser fornecida com o intuito de dar proteção a um credor. As empresas ou indivíduos que as emitem geralmente não tem balanços financeiros auditados. E uma coisa em comum entre os emissores é ter no nome o sufixo “bank” e um patrimônio na casa do bilhão.
“O contrato de seguro garantia é complexo porque ele é contratado por um tomador de crédito para que o cliente tenha proteção de que aquele contrato será cumprido mesmo se algum risco listado nas cláusulas acontecer”, afirma Pedro Mattosinho, diretor da Fator Seguradora, especializada em seguro garantia. Segundo o especialista, para ofertar a garantia, a equipe técnica da seguradora faz o levantamento financeiro da empresa tomadora do crédito, dos sócios, do objeto do contrato.
Se for para um financiamento, os técnicos avaliam diversas vertentes, desde se o projeto tem bases técnicas para ser concluído até mesmo se a cadeia de fornecedores contratada tem um plano de contenção em caso de algum imprevisto afetar o abastecimento da obra. No caso de fornecimento de vacinas, a seguradora estuda a capacidade de produção, os contratos em carteira, a credibilidade da marca e dos sócios, e, principalmente, o balanço financeiro dos candidatos ao seguro. “Os balanços têm de estar auditados e mesmo assim avaliamos vários outros detalhes, o que nos torna especialistas no assunto”, afirma.
Com base neste estudo de probabilidades, que compõem a subscrição de risco, o negócio é aceito, recusado ou são solicitadas novas garantias e documentos. “Se fechado o negócio, a seguradora cota o resseguro, que é o seguro da seguradora, e se aceito pelo ressegurador, a apólice é emitida. O passo seguinte é registrar a apólice na Susep e contabilizadas as reservas técnicas, com parte do capital da seguradora separado no balanço para garantir o dinheiro reservado para arcar com prejuízos, caso o seguro seja acionado. Se for, a seguradora indeniza o cliente e tem o direito de reaver as garantias apresentadas pelo contratante do seguro”, acrescenta.
Já a garantia fidejussória, a que foi apresentada ao Ministério da Saúde pela Precisa, não tem uma subscrição de risco efetiva. Um detalhe no contrato mostra o quanto incerto será o cliente receber os valores em caso de problemas. “A maioria dos contratos que eu tive a oportunidade de ler traz que a empresa só pagará o valor depois que o beneficiário esgotar todas as chances de recebimento das garantias apresentadas pelo tomador. Ou seja, é o cliente que tem de ir atrás das garantias. E isso pode levar anos em uma discussão amigável. Geralmente o caso vai parar na Justiça. O que significa mais um longo período, ainda mais agora com tantas demandas atrasadas por conta da pandemia”, alerta Mattosinho.
Preocupados com o estrago que a garantia fidejussória pode trazer ao mercado de seguros, assim como o mercado de associações de proteção veicular, que garantem proteção, mas não são seguradoras, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), estuda o tema. “Na realidade, podemos afirmar que embora a nomenclatura possa induzir ao equívoco de equiparação dos institutos, a fiança fidejussória não se assemelha nem ao seguro, tampouco à fiança bancária. E a diferenciação é extremamente relevante para que os segurados e/ou potenciais credores tenham ciência de que a fiança fidejussória definitivamente não traz a mesma segurança que o seguro garantia e a fiança bancária podem proporcionar”, alerta Roque Melo, presidente da Comissão de Riscos de Crédito e Garantia da FenSeg.
Tais empresas, invariavelmente, utilizam-se da expressão “Bank”, o que inevitavelmente leva à confusão por parte do órgão/empresa que deve receber a garantia, acreditando que está recebendo uma garantia emitida por uma instituição financeira”, reforça Melo
Para o setor, explicam os executivos, o risco é de uma competição absolutamente desproporcional, eis que o cumprimento de todas as obrigações impostas pela Susep e Banco Central desde o investimento em pessoas altamente capacitadas; tecnologia de ponta e uma robustez financeira para fazer frente a todas as exigências regulatórias voltadas à solvência do mercado.
Adicionalmente, alegam, o risco também advém do equívoco em se comparar os institutos (Seguro e Fiança Bancária) que não guardam qualquer relação com as afiançadoras. “Tais equívocos ocorrem, também, porque tais empresas, invariavelmente, utilizam-se da expressão “Bank”, o que inevitavelmente leva à confusão por parte do órgão/empresa que deve receber a garantia, acreditando que está recebendo uma garantia emitida por uma instituição financeira”, reforça Melo.
Os executivos também citam a nova lei de licitações, que expressamente aboliu as fianças fidejussórias do rol de garantias possíveis de serem apresentadas para garantir contratos públicos. “Portanto, qualquer órgão público que aceite um fiança fidejussória como forma de garantia à luz da nova lei de licitações está, por consequência, cometendo uma ilegalidade e poderá responder por seus atos nos termos previstos na mesma lei”, afirmam os executivos.
Por meio da FenSeg, o mercado segurador vem dialogando com diversos setores, sobretudo órgãos públicos e a Susep na tentativa de que o assunto seja debatido amplamente e que todos os interessados sejam esclarecidos a respeito das profundas diferenças entre os institutos. Principalmente, para que haja compreensão de que o atual texto da nova Lei de Licitações apenas materializou a necessidade de restringir as formas de garantias contratuais àquelas que, efetivamente, possam garantir o interesse maior do Estado.
“Perante os órgãos públicos, o argumento legal deveria ser suficiente para afastar a aceitação de qualquer forma de garantia não prevista em lei”, argumenta Melo. “Adicionalmente, e como forma de atestar o cumprimento de todos os rígidos requisitos que lhe são impostos, a Susep disponibiliza em seu site um mecanismo simples e fácil para atestar a validade e regularidade de cada garantia emitida pelo mercado segurador, o que tem se mostrado uma ferramenta importante para aferir não apenas a regularidade da garantia emitida, mas também para evitar fraudes no tocante ao próprio documento apresentado”.
Bem, #ficaadica: garantia fidejussória não é seguro.
O ano de 2020 foi atípico para muitos setores da economia, como bares e restaurantes sendo um dos mais afetados. Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 30% dos estabelecimentos fecharam as portas e o faturamento durante todo o período foi de R$ 175 bilhões. Em 2021, a estimativa é de que o setor fature cerca de R$ 215 bilhões – dando sinais de recuperação.
Nos últimos meses, com a flexibilização das restrições e a ampliação dos horários de funcionamento, o setor tem mostrado fôlego para voltar a operar mais próximo da sua antiga normalidade. De acordo com pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas com o Sebrae, o índice de confiança pela retomada do faturamento nos restaurantes chegou a 92.2, apenas um pouco menos do que foi registrado em fevereiro de 2020 (95.1), antes do começo da pandemia do coronavírus.
Proteção para pequenos e médios negócios
O mercado de seguros vem observando essa mudança. Depois do período desafiador vivido no ano passado, pequenos e médios empresários passaram a se preocupar mais com a segurança e proteção dos seus negócios, funcionários e clientes. Prova disso é o expressivo crescimento que a MAPFRE registrou na adesão de seguros para restaurantes na Capital, região metropolitana e no Litoral Sul de São Paulo.
No comparativo entre o primeiro semestre de 2021 com o de 2020, houve um aumento de 270% na contratação de seguros para restaurantes na Capital. No mesmo período, na Grande São Paulo, esse número foi de 500%. O crescimento também se manifestou no litoral Sul (167%) e na região do ABC (100%).
“Os seguros têm se tornado cada vez mais um instrumento eficaz na manutenção dos negócios e na proteção de bens e pessoas. A pandemia e os seus efeitos econômicos devastadores mostraram a importância de se adotar um perfil mais preventivo. O movimento que vemos hoje reflete a preocupação dos empreendedores com as suas empresas e seus públicos – uma tendência que passará a ser adotada com mais frequência a partir de agora”, comenta Sandro Moraes, diretor territorial da MAPFRE para a região metropolitana de São Paulo e Litoral Sul.
As coberturas para bares e restaurantes reúnem proteção contra roubos e furtos, incêndio, danos elétricos, explosão, contaminação ou deterioração de mercadorias, quebra de vidros e equipamentos, e Responsabilidade Civil – que cobre danos que o negócio ou seus funcionários possam causar a terceiros.
“Apesar do futuro ainda incerto, entendemos que quanto mais os proprietários de bares e restaurantes se anteciparem a eventuais problemas que possam surgir, mais estarão preparados para resolvê-los com agilidade e menor impacto financeiro,” complementa o executivo.
A Travelex, especializada em câmbio, fez parceria com a seguradora Assurant para oferecer seguros com assistência Pet e Residencial para clientes da corretora de câmbio. A empresa espera faturar mais de R$ 16 milhões nos próximos cinco anos e aumentar sua receita de produtos adicionais, não relacionados a câmbio, em 45% até o final deste ano. Segundo o comunicado, o portfólio foi idealizado para atender às principais necessidades do dia a dia ou até mesmo dos imprevistos corriqueiros do cliente da Travelex, que já tem uma relação de confiança com a marca.
“Com a pandemia, notamos uma mudança no comportamento dos nossos clientes, que passam mais tempo em casa e tornaram-se muito mais preocupados com a segurança e proteção do seu patrimônio. Os nossos seguros oferecem proteção para quem contrata, para o patrimônio e para pets, independentemente de estar em casa ou em viagem. Sabemos que em breve estaremos seguros para viajar novamente e nós queremos que nossos clientes encontrem tudo o que precisam para se sentirem bem e protegidos”, diz Rogério Rocha, diretor de varejo da Travelex Confidence.
Segundo a empresa, para a idealização do projeto foi feita uma pesquisa com os clientes que revelou a busca por coberturas que sejam simples, acessíveis e que atendam às situações mais corriqueiras do dia a dia, seja em casa, no cuidado com os pets ou até mesmo para ajudar na adaptação de imóveis para garantir acessibilidade a pessoas com limitações de locomoção. Além disso, os viajantes revelaram o desejo por proteções para o smartphone com coberturas em caso de roubo, quebra, ou qualquer outro acidente que possa ocorrer durante a viagem.
Segundo Rocha, a criação dos novos seguros levou em consideração o custo benefício em se pagar um produto com características essenciais e que as pessoas realmente vão utilizar. “Os seguros criados em parceria com a Assurant possuem várias assistências que podem ser utilizadas em diversas situações ao longo do ano e que são uma verdadeira ‘mão na roda’ na hora do sufoco. Tudo isso com preços acessíveis e justos”, completa Rocha. Outra novidade dos seguros é que os clientes Travelex ainda concorrem, mensalmente, a sorteios de R$ 50 mil bruto de IR, de acordo com o plano contratado.
Com essa parceria, a Assurant amplia a rede de atendimento e fortalece a presença tanto no ponto de venda físico, quanto online. “A parceria da Assurant, especialista em seguros com a Travelex que conhece profundamente os clientes resultou em uma solução de seguros em que o benefício e a tranquilidade são superiores ao investimento. Com isso reforçamos o nosso compromisso de proteger o que mais importa para as pessoas”, afirma Marcel Giacon (foto), diretor de Produtos e Digital da Assurant no Brasil.
Os produtos estarão disponíveis em todas as mais de 100 lojas localizadas nos principais shopping centers do País, por meio do e-commerce ou também pela mesa de operações, via telefone, e-mail ou WhatsApp.
A insurtech IZA, aprovada na primeira edição do Sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep), captou R$ 13 milhões em duas rodadas de investimento. A operação foi lançada em abril deste ano, oferecendo um seguro de acidentes pessoais em plataforma mobile e web, com cobertura de R$ 30 mil pelo custo de R$ 1 por dia. O plano integra cinco coberturas decorrentes para serem acessadas em caso de acidentes (atendimento médico, hospitalar e odontológico; incapacidade temporária; invalidez permanente; morte e assistência funeral). O capital será utilizado para reforçar e ampliar canais de distribuição e fechar modelos inovadores de parceria com empresas interessadas em oferecer benefícios para funcionários e prestadores de serviço.
“O valor é usado como uma poupança, na qual o segurado tem autonomia para utilizar a proteção financeira de acordo com a necessidade do seu sinistro”, explica Gabriel de Ségur , CEO e fundador da IZA, em release divulgado. “Nascemos com a ideia de desenvolver uma solução que permitisse proteger o brasileiro que só depende dele para sobreviver. Ou seja, todos que não podem contar com um plano de saúde, que, caso não consigam trabalhar, não têm poupança para tratamento médico adequado. Como trabalhei a vida toda com seguros, vi a oportunidade de lançar produtos mais adequados a essa população, hoje desassistida pelo mercado tradicional”.
Ao lado de Gabriel, completam o trio Amanda Senedesi e Amanda Nespatti. Os três se uniram para transpor barreiras que limitavam inovações tecnológicas e democratização do acesso à diversidade de coberturas. Desenvolveram, então, um modelo de seguro disruptivo, capaz de se adequar e atender uma demanda de profissionais autônomos e de empresas de prestação de serviço, até então à margem dos grandes players. “Possuímos um sistema capaz de personalizar o produto conforme a necessidade de cada cliente, principalmente de empresas. A IZA consegue fazer a proteção no formato intermitente, ou seja, por um dia, por algumas horas, durante uma entrega ou prestação de serviços, dependendo do segmento em que o cliente trabalha”, afirma em nota.
Para atender às novas demandas do mercado, o Seguro PASI criou recentemente o Departamento de Produtos e anunciou Bárbara Capurucho como gerente da nova área. A executiva atua na empresa há 12 anos. “A idealização do Departamento de Produtos surgiu a partir da necessidade de desenvolvimento e oferta de novos produtos, parcerias, novas assistências para agregar aos seguros já existentes e também visando a melhoria e digitalização dos processos do PASI”, ressaltou Bárbara.
Formada em Publicidade e Propaganda, com MBA em Marketing Estratégico com Ênfase em Branding, Bárbara atuava no departamento de marketing da companhia e pontuou que é gratificante fazer parte desse time, pois são notórios os impactos positivos nas famílias dos segurados. “Um departamento estratégico e inovador tem tudo a ver com este novo momento do PASI e estou muito animada para tirar do papel os projetos que temos em mente”, explicou a executiva.
Focado na melhoria de processos, serviços e oferta de novas soluções para o mercado, o departamento de Produtos irá prezar pela agilidade, aprimoramento de qualidade e inovação. “Sempre atento às novidades e tendências, o Departamento de Produtos atuará também em novos canais de distribuição, modernização de processos e novas parcerias. Pela complexidade e velocidade das mudanças no mercado, houve a necessidade de uma área com foco em aprimoramento e inovação”, destacou Bárbara.
O novo departamento é integrado com todos as outras áreas da companhia, uma vez que as entregas realizadas são o resultado de um trabalho conjunto e sinérgico entre as equipes. O primeiro produto que o departamento está trazendo para o mercado é um novo seguro de contratação imediata. Para os corretores, Bárbara garante que podem esperar novidades em breve, já que há produtos em fase final de aprovação para lançamento no mercado.
A Icatu busca profissionais no mercado para atuar na área de Tecnologia da Informação (TI) da companhia. São cerca de 80 vagas disponíveis para contratação imediata, em cargos como Desenvolvedor; Analista de Sistemas; Analista de Segurança da Informação; Arquiteto de Software, entre outras funções em diversos níveis de experiência para atuação em todo o Brasil – inclusive com vagas em home office. As inscrições já estão abertas.
As novas contratações dão suporte ao processo de transformação digital que vem sendo estruturado na companhia, que conta hoje com 1,9 mil profissionais. Nos últimos cinco anos, a Icatu fez investimentos de aproximadamente R$ 400 milhões nesta pasta. E, para 2021, além das novas vagas, a previsão de investimento gira em torno de R$190 milhões, contemplando 16 novos projetos. “A Icatu está ainda mais focada em desenvolver soluções mais simples e intuitivas – a partir da inovação e da tecnologia. Para isso, além das competências técnicas, buscamos profissionais versáteis, com atitude proativa e colaborativa, com paixão por inovação”, afirma a executiva.
Em ritmo acelerado de contratação, a empresa digitalizou as etapas da admissão: os novos funcionários só precisam estar presentes fisicamente no exame médico, última etapa do processo seletivo. “Percebemos que este novo modelo é bastante positivo para a experiência do candidato e agiliza o processo de seleção e contratação sem deixar de lado a confiabilidade”, destaca Camila Asenjo, diretora de Pessoas da Icatu.
A Icatu foi eleita por seis vezes consecutivas pela consultoria GPTW como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Entre os benefícios, a companhia oferece assistência médica e odontológica; vale alimentação, refeição e transporte; previdência complementar; seguro de vida e de acidentes pessoais; auxílio creche ou babá; bônus de curto prazo (PLRL) e programas de treinamento.
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