Porto Seguro lucra R$ 955 milhões no primeiro semestre, alta de 7,9%

Porto Seguro

A Porto Seguro divulgou lucro liquido de R$ 955 milhões no primeiro semestre deste ano, alta de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro ajustado recuou 19,9%, para R$ 716,6 milhões no mesmo período. Somente no segundo trimestre de 2021, o lucro totalizou R$ 659 milhões, sendo R$ 340 milhões proveniente da holding, R$ 103 milhões da vertical financeira e R$ 212 da vertical seguros. Saúde apresentou prejuízo de R$ 1 milhão.

De acordo com nota do balanco publicado, o lucro líquido ajustado na tabela acima considera o reconhecimento dos benefícios relacionados aos projetos vinculados à lei de incentivo à pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica(Lei 11.196/05), que gerou um impacto líquido de R$ 124,6 milhões no resultado do 2T21; o reconhecimento do valor justo no acordo entre a Porto.Pet e a Petlove, que gerou um impacto líquido de R$ 152,6 milhões no resultado do2T21; os benefícios da distribuição de R$ 221,2 milhões de Juros sobre o Capital Próprio (JCP), cujo impacto será contabilizado no resultado do 3T21. Caso o pagamento de JCP tivesse ocorrido no 2T21, o benefício fiscal teria gerado um impacto líquido de R$ 38,7 milhões no resultado do 2T21; e o resultado da transferência da carteira de Alarmes e Videomonitoramento para a ADT Serviços de Monitoramento Ltda realizada no primeiro

Na vertical Seguros, os prêmios e as contribuições de previdência aumentaram 16,9% em relação ao 2T20. Os prêmios do seguro Auto (+18,7% vs. 2T20) foram os que mais contribuíram para esse crescimento, impulsionados principalmente pela Azul, que expandiu 34,1% no trimestre (vs. 2T20). Na consolidação do Auto, houve expansão de 386 mil veículos em relação ao 2T20 e de 126 mil veículos no trimestre (vs. 1T21), ultrapassando 5,6 milhões de veículos segurados, a maior frota segurada da série histórica. Também já está em operação em algumas regiões do País o Bllu, seguro por assinatura da Porto Seguro com preços mais acessíveis e potencial para contribuir com a expansão do mercado através da inclusão de novos clientes. No seguro de Vida (+16,3% vs. 2T20), destaque para o produto Individual, com incremento de 20,6% em relação aos prêmios do 2T20. Os seguros Patrimoniais cresceram 10,0% (vs. 2T20), com expansão em duplo dígito no seguro Empresarial e no Residencial da marca Porto Seguro, além do forte crescimento dos produtos novos, como os seguros de Bikes e de Responsabilidade Civil Profissional.

A vertical Saúde apresentou crescimento de 9,7% nos prêmios e receitas em relação ao 2T20, devido principalmente ao aumento nos prêmios do Saúde Empresarial (+10,4% vs. 2T20), que obteve um aumento de 41,9% no número de empresas seguradas (vs. 2T20). As vidas seguradas avançaram 19,0%, impulsionadas pela aceleração nas vendas do Saúde Empresarial e Odontológico no trimestre. A Porto Seguro está redesenhando todo o modelo de negócios das operações de Saúde, com o objetivo de acelerar a expansão dos negócios através de iniciativas que permitam avançar na oferta de soluções com uso intensivo de análise de dados e informações e inteligência artificial, em plataformas digitais alinhadas às demandas crescentes da população e às novas tendências de atendimento observadas ao redor do mundo.

Na vertical Negócios Financeiros, a receita cresceu 21,0% quando comparada ao 2T20, impulsionada principalmente pelo crescimento do Cartão de Crédito, Financiamento e Consórcio. A carteira de crédito atingiu R$ 11,5 bilhões ao final do trimestre, crescimento de 49,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, e o número de cartões de crédito alcançou 2,6 milhões (+8,0% vs. 2T20). O avanço desta vertical tem sido impulsionado por iniciativas na ampliação de oferta de produtos e serviços, pelo aumento da fidelização dos clientes do Cartão de Crédito e pelo lançamento do Aluguel Essencial, produto de Fiança Locatícia mais ágil, digital e econômico em relação ao produto tradicional. O gerenciamento eficaz da carteira de crédito e as ações para mitigação de risco seguiram contribuindo para a redução da inadimplência (NPL +90 dias), que atingiu 3,9% ao final do 2T21, apresentando melhora pelo quarto trimestre consecutivo e permanecendo abaixo da média da série histórica da Porto Seguro.

Na vertical Serviços, as receitas cresceram 24,7% no 2T21 em relação ao 2T20 e 1,7% em comparação ao 1T21, decorrente principalmente da expansão no faturamento do Carro Fácil (+49,8% vs. 2T20), que atingiu 8,1 mil contratos ativos ao final do trimestre e do Reppara!, com aumento de 47,1% nas receitas (vs. 2T20). A vertical Serviços conta com outros produtos por assinatura como o Tech Fácil, que oferece smartphones por assinatura com seguro incluso e benefícios exclusivos.

No consolidado de todos os negócios de seguros, o Índice Combinado atingiu 90,5% no 2T21 (+6,7 p.p. vs. 2T20). O resultado foi o segundo melhor em mais de 10 anos para este período do ano, decorrente principalmente da baixa sinistralidade do Auto (44,1%), favorecida pela melhoria nos modelos de subscrição e precificação de risco, e pela redução nas frequências em função da pandemia.

Além disso, os investimentos realizados ao longo dos últimos anos, sendo R$ 182 milhões apenas nos seis primeiros meses de 2021, destinados em grande parte ao aprimoramento e controle de processos e renovação tecnológica em negócios de alto potencial de crescimento, contribuíram para uma melhora de 3,0 p.p. no índice de despesas administrativas e operacionais nos últimos 5 anos (16,2% no 1S21 vs 19,2% no 1S16).

Dados do segundo trimestre de 2021

O resultado financeiro atingiu R$ 174,1 milhões no trimestre, através de um retorno sobre as aplicações financeiras (ex-previdência) de 2,22% no período (equivalente a 283% do CDI no período). Esse resultado é decorrente principalmente do retorno sobre as alocações em títulos indexados à inflação e em ativos de renda variável.

A Porto Seguro avançou na execução da estratégia de ampliar a autonomia e o foco em cada uma de suas verticais (Seguros, Saúde, Negócios Financeiros e Serviços), através de iniciativas como a alocação de profissionais da área de tecnologia nas unidades de negócio, potencializando o desenvolvimento de soluções que impulsionem o crescimento de cada vertical. Além disso, está em andamento a cisão da operação de assistência (sujeita a aprovação da SUSEP), que está dentro de uma das seguradoras do grupo (Porto Seguro Cia de Seguros Gerais) para uma nova empresa (Porto Seguro Assistência e Serviços S.A.), com o objetivo de alavancar o crescimento da vertical de Serviços através da otimização da gestão e oferta de serviços também para terceiros.

Ainda no campo societário, a Porto Seguro anunciou a aquisição de 50% de participação da Conectcar, do grupo Ultra, através de sua controlada Portoseg S.A., pelo valor de R$ 165 milhões. Os outros 50% das ações da Conectcar pertencem à Redecard, empresa controlada pelo Itaú. A Conectcar é uma das principais empresas do mercado no segmento de pagamentos eletrônicos automáticos em pedágios, estacionamentos, drive thrus e outros serviços. Esta operação potencializa a conexão entre a mobilidade e os diversos serviços financeiros da Porto Seguro, permitindo ampliar e modernizar benefícios existentes, além de fortalecer a estratégia de atração de clientes. Além disso, também foi aprovada pelo CADE a transação envolvendo a transferência da Porto.Pet para a Petlove, onde em contrapartida a Porto Seguro passou a deter 13,5% de participação na Empresa.

Na frente ASG, ênfase para a contribuição da Porto Seguro com a sociedade no enfrentamento da pandemia através de seus produtos e serviços, com destaque para o seguro de Vida, que desde o início da crise sanitária já indenizou mais de 3 mil famílias vítimas de perdas decorrentes do Covid-19, superando R$ 130 milhões em indenizações, e para o seguro Saúde, que deu cobertura para mais de 8,4 mil beneficiários que precisaram ser internados, sendo aproximadamente 6,5 mil em leito comum e 1,9 mil na UTI, além de ter prontamente ter realizado quase 100 mil testes de Covid-19 até junho de 2021.

SulAmérica realiza aporte em fundo de venture capital para investimento em startups de saúde

ricardo botas sulamerica

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica realizará um aporte em um novo fundo de investimentos para alavancar negócios de healthtechs e startups de empreendedores no setor de saúde no Brasil. A SulAmerica continuará investindo, nos próximos 10 anos, no ecossistema de startups com o objetivo de ampliar o acesso e melhorar a saúde no Brasil. A esse movimento, somam-se outros investimentos já feitos em empresas como a Docway – que já realizou mais de 1 milhão de teleconsultas e na qual a SulAmérica tem 85% de participação.

A companhia mantém, ainda, parcerias com healthtechs como a Memed, para prescrição médica digital, e uma joint venture com a Sharecare no Brasil, para jornadas de orientação médica telefônica e de programas de gestão de saúde, além de ter adquirido 25% da Órama, plataforma digital de investimentos com destacado crescimento e que tem o propósito de democratizar o acesso a investimentos de qualidade.

“Este investimento no fundo da Aggir Ventures Health faz parte da estratégia da SulAmérica de promover inovação em saúde. Queremos nos posicionar cada vez mais próximos do ecossistema de startups e healthtechs pois acreditamos que a tecnologia viabiliza e acelera nosso propósito de melhorar a vida das pessoas e aumenta nossa eficiência na gestão de saúde integral”, explica o CEO da SulAmérica Ricardo Bottas.

Criado pela Aggir Ventures Health, o fundo de R$100 milhões é o primeiro veículo de venture capital independente focado no setor de saúde do Brasil e reúne um grupo seleto de investidores especializados em saúde e tecnologia. A SulAmérica é uma investidora institucional do fundo.

A criação do fundo tem como objetivo fomentar teses de investimento em diversas verticais, como gestão em saúde, saúde mental, doenças crônicas, telemedicina, senior care, oncologia, oftalmologia, entre outras. A Aggir Ventures tem foco na alavancagem das healthtechs em estágios Seed e Series A e conta com um grupo de especialistas com competências complementares para adotar um modelo de gestão hands-on, aportando capital e experiência nas empresas investidas.

HDI Seguros patrocina etapa da Copa de Tênis Projetos Sociais, democratizando o acesso à competição

HDI Seguros tenis

Fonte: HDI

Participar de torneios oficiais é uma experiência importante para o desenvolvimento de um tenista, porém demanda investimento e nem todos os aspirantes a atleta possuem condições financeiras favoráveis. É por isso que organizações não governamentais (ONGs) que ensinam tênis a jovens em situação de vulnerabilidade social criaram a Copa de Tênis Projetos Sociais, que gera pontos na Federação de Tênis Paulista (FTP) e no Universal Tennis Rating (UTR). A primeira etapa da competição ocorreu em julho e agora, de 20 a 22 de agosto, haverá a segunda etapa, desta vez com inscrições gratuitas promovidas pela HDI Seguros. 

Devem participar 150 jovens de oito ONGs, além do anfitrião, Instituto Primeiro Serviço, que é patrocinado pela HDI Seguros. A competição será realizada na academia Slice Tennis, em Alphaville, Santana de Parnaíba (SP), e estará dividida nas categorias 11, 12, 14, 16, 18 e de 19 a 29 anos; masculino e feminino. Entre as instituições participantes estão o Projeto Bola Dentro, Instituto Próxima Geração, Instituto LaGuz, Projeto Paraty Tennis e Ace para a Vida. Todos os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19 serão adotados. 

“É incrível ver a vontade que essa galera tem para jogar. Queremos com essas ações apoiar o futuro do esporte brasileiro e criar perspectivas de um futuro melhor para esses jovens”, comenta Fabiana Freitas, diretora do Instituto Primeiro Serviço.  

“Acreditamos que a prática esportiva pode mudar a vida das pessoas e que o tênis, assim como outras modalidades, pode trazer mobilidade social. É por isso que decidimos apoiar este que não é um esporte tão óbvio para os brasileiros, mas que tem ganhado a admiração de jovens que sonham com a conquista de seu espaço”, afirma Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros.  

Lançado no início de 2020, o Instituto Primeiro Serviço tem o propósito de promover a inclusão de crianças e adolescentes das comunidades de Paraisópolis e Colombo, e da região de Carapicuíba por meio do tênis. Hoje, atende 45 jovens, entre 14 e 24 anos, todos em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, 17 deles estão na faculdade, graças à bolsa integral paga pelo Instituto. 

Banco ABC Brasil lança corretora de seguros

Fonte: Banco ABC

O Banco ABC Brasil lançou em julho a corretora de seguros. A ABC Corretora está estruturada como uma empresa independente e vai utilizar a estrutura e a expertise do Banco ABC Brasil no atendimento corporativo. “Esta era uma demanda de nossos clientes. Por isso vamos ofertar produtos-chave para que as empresas estruturem suas finanças de uma forma mais adequada, complementando as ofertas que nossa frente de atendimento já faz”, comenta, em nota, o CEO Luiz Antonio de Assumpção Neto.

A corretora atua com três linhas de produtos: seguro garantia, prestamista e seguro de vida capital global. O plano de negócios inclui a expansão gradual para outras linhas de seguros mais específicos, incluindo o setor agrícola e outros ramos elementares. A ABC Brasil Corretora atuará de forma independente, mantendo o relacionamento com diversas seguradoras, de forma a oferecer as melhores alternativas aos seus clientes. Adicionalmente ela utilizará a estrutura comercial do ABC Brasil, alavancando seu relacionamento de longa data com milhares de clientes corporativos, e ao mesmo tempo que compartilhará áreas de suporte do ABC Brasil.

“A decisão do ABC Brasil pela entrada no segmento de seguros por meio de uma corretora independente, preenche mais uma forte demanda dos nossos clientes, possibilita a entrada simultânea em diversas linhas de seguros, de forma rápida e sem a necessidade de mobilização de amplas infraestruturas específicas de suporte. Além disso, a ABC Brasil Corretora se posiciona como uma parceira de longo prazo a um diverso grupo de seguradoras, alavancando mais uma frente de captação de receitas com o uso do “balcão” do Banco ABC Brasil na distribuição dos produtos, o que cria uma série de novas possibilidades de negócios para o futuro”, completa Assumpção.

MAG Seguros concluí série de treinamentos dos Facilitadores da Inovação

Fonte: Mag Seguros

Na última semana, a MAG Seguros, companhia de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, concluiu a série de treinamentos dos Facilitadores da Inovação. A iniciativa de formação é uma continuação do desenvolvimento dos colaboradores que passaram pelo Insurtech Innovation Program, programa que busca pensar soluções inovadoras para o setor, desenvolvido em parceria com o IRB Brasil RE e PUC Rio. 

Ao todo ocorreram três encontros, via Teams, com a participação de 13 funcionários, que recebiam materiais de estudo prévio e uma apostila com os principais assuntos abordados. Dentre eles, estão as principais ferramentas e metodologia usadas para o desenvolvimento de soluções inovadoras, técnicas de transmissão de ideias e conhecimento e ideias para multiplicar esses aprendizados para dentro da empresa. 

“Iniciativas como essa são ótimas oportunidades para os colaboradores assumirem ainda mais o papel de agentes inovadores, não só das suas áreas, mas para a companhia como um todo. É muito gratificante ver o crescimento e desenvolvimento dos nossos funcionários. Isso reforça, cada vez mais, o nosso perfil e posicionamento de uma companhia comprometida e com a cultura da inovação e tem esse pilar em seu DNA”, pontua Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da MAG. 

Setor de seguros mantém recuperação consistente no semestre, informa CNseg

marcio Coriolano

Fonte: Agência Brasil

A recuperação do setor segurador vem se mantendo de forma consistente após o início da pandemia do novo coronavírus, no ano passado. Os números do primeiro semestre – sem saúde e sem Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) – divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), confirmam os “bons resultados”. “É uma recuperação muito forte’, afirmou o presidente da entidade, Marcio Coriolano, em entrevista à Agência Brasil.

De janeiro a junho deste ano, o mercado de seguros brasileiro cresceu 19,8%, com arrecadação de R$ 145,1 bilhões, superando a do segundo semestre de 2019, antes da pandemia, que atingiu R$ 144,7 bilhões. Os destaques no semestre foram o segmento de cobertura de pessoas, que inclui vida e previdência, cuja arrecadação evoluiu 23,7%, seguido pelos segmentos de danos e responsabilidades (15,4%) e títulos de capitalização (8,4).

Segundo Coriolano, em danos e responsabilidades, o segmento patrimonial aumentou 20,7%, e de o seguro residencial, que movimentou o mercado, crescimento de 19,1% em relação ao primeiro semestre do ano passado. “É a questão das pessoas estarem em casa, investindo nos imóveis e trazendo junto o seguro.”

O seguro habitacional também teve evolução de 12,5%, procurado por pessoas para compra de material de construção, e o seguro rural (+37,9%), “que foi espetacular”, informou. Ele hamou a atenção também para os planos de risco, no segmento de coberturas de pessoas, que subiram a arrecadação em 16,3% no semestre. Os seguros cobrem morte, invalidez, doença e sobrevivência. Todos tiveram boa alavancagem nos últimos meses de maio e junho.

O seguro de responsabilidade civil também surpreendeu no semestre, com alta de 37,4%. O presidente da confederação comentou que não é um seguro muito comum no Brasil, mas ganhou proporção grande por conta de processos judiciais, “porque tem muita gente que entra na Justiça contra o fornecedor que não entregou a mercadoria ou por paralisação de atividades, por exemplo”. Os seguros de transporte também tiveram incremento de 34,1% em seis meses.

Expansão

O resultado do ano revela expansão de 12% da arrecadação, similar à do período pré-pandemia, de 2019, sendo 13,1% no segmento de pessoas, 12,3% de danos e responsabilidades e 3,3% dos títulos de capitalização. Marcio Coriolano ressaltou que já a partir de maio do ano passado, o mercado tinha recomeçado a crescer.

“Agora, já estamos comparando com taxas do ano passado que haviam voltado a crescer. O desafio é saber se a demanda por produtos de seguros vai continuar crescendo ou se vai estacionar”. No primeiro caso, a tendência é fechar o ano com dois dígitos. “Todo mundo continua muito preocupado em proteção de seguros. Aí, eu acho que tem tudo para ir para um patamar superior ao que tivemos até agora”. A expectativa é alcançar algo em torno de 12,5%.

“Estamosos, nos últimos três meses, com taxas anualizadas beirando dois dígitos ou superando. É uma tendência de aumento. Acho que chegaremos no segundo semestre com taxa de dois dígitos”, disse. O presidente da CNSeg destacou que o mercado de seguros brasileiro continua crescendo acima de qualquer outro setor da economia.

“Tem um efeito importante aí para a população que está comprando mais seguros do que qualquer outro serviço”. O desempenho de 2021 vai depender ainda da vacinação da população, do comportamento da inflação, que já acumula alta de 8,4% em 12 meses, e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Expectativa

A expectativa é que o segmento de danos e responsabilidades continmuer liderando, com ênfase nos seguros rural, residencial e voltado para empresas, informou o presidente da confederação. No caso dos seguros para pessoas, ele ressaltou que deve ser dada atenção para os seguros VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que são, respectivamente, seguro de pessoa e seguro de previdência. Coriolano acredita que agora, com o aumento da taxa de juros básica Selic, esses seguros passem a ter um fator de competição adicional, que haviam perdido quando a taxa de juros caiu. “Com os juros mais altos, eles passam a ser mais competitivos. É um produto de previdência”, reiterou.

Em relação os títulos de capitalização, o presidente da CNSeg avaliou que a tendência é de recuperação, mas não devem chegar a níveis alcançados em outros anos, pelo fator de competição de outros ativos. “Depende muito do apetite do consumidor. Com juros altos, a capitalização tende a ser beneficiada”, concluiu.

Junho

A análise dos dados de junho mostra que o setor cresceu 18,8%, em comparação ao mesmo mês de 2020, com arrecadação de R$27,7 bilhões. Embora tenha sido um desempenho positivo, ficou abaixo do resultado do mês anterior (41,1%) que sofreu forte influência da baixa arrecadação de maio de 2020 devido ao pico da pandemia da covid-19 no Brasil.

O segmento de danos e responsabilidades evoluiu 18,4% em prêmios, enquanto o de cobertura de pessoas registrou aumento de 19,7% comparativamente a junho do ano passado. Os planos de risco mantiveram o bom resultado apresentado ao longo do ano e cresceram 23,1% sobre junho de 2020.

O seguro viagem, que aumentou 70,4% em relação a junho de 2020, é destaque, embora esse resultado seja parcialmente explicado pela base comprimida daquele ano.

Nos planos de acumulação, a Família VGBL seguiu mostrando resultados positivos, embora menores que os observados nos últimos três meses. Em junho, esse conjunto de planos evoluiu 20,3% em relação ao resultado do ano passado, indicou Marcio Coriolano. Já os títulos de capitalização tiveram incremento de 12,5% sobre o mesmo mês do ano passado. 

Nova plataforma SRO, criada pela Susep, vai integrar dados de seguros de todo o país

Suthub

Fonte: Suthub

O mercado de seguros do Brasil começa, no segundo semestre de 2021, uma nova fase dentro do Sistema de Registro de Operações (SRO), especificamente a criação de uma plataforma integrada de dados na qual deverão ser disponibilizados todos os seguros e operações registradas pelas registradoras no âmbito da interoperabilidade.

Para atender a demanda, B3, CERC e CSD, as três primeiras registradoras de seguros homologadas pela Susep, criaram uma associação e, ao analisar o mercado, fecharam contrato com a SUTHUB, insurtech pioneira na distribuição digital de seguros. A empresa está desenvolvendo uma plataforma que entregará informações amplas e consolidadas sobre o mercado de seguros e que ficarão ao alcance da superintendência para análise e fiscalização do mercado. Futuramente, a plataforma realizará a entrega de dados das seguradoras diretamente para a Susep, com ganhos de escala e diminuição do custo de observância para o mercado. 

A SUTHUB atua no mercado desde 2017 como uma VAN (Value Added Network) especializada em seguros, interligando canais digitais, meios de pagamento, sistemas de enriquecimento de dados, corretoras, seguradoras e assistências para que as empresas acelerem a implantação de projetos de vendas de seguros de forma 100% digital. 

“É um desafio e uma honra termos sido escolhidos para criar a plataforma de SRO no Brasil. Trabalhar com grandes volumes de dados é o nosso dia a dia desde sempre. Mas, agora, fazer isso em âmbito ainda mais amplo, com o apoio das registradoras e da Susep, é uma missão muito importante, pois sabemos o quanto a plataforma será utilizada pelo órgão fiscalizador e é uma peça importantíssima para o desenvolvimento do mercado e do Open Insurance”, explica Marcos Kenji Watanabe (foto), Chief Data Scientist da SUTHUB.

“A plataforma integrada que está sendo construída pela SUTHUB é um passo importante na próxima fase de entrega do Sistema de Registro de Operações. Contar com a expertise da SUTHUB no mercado vai permitir uma entrega simples, rápida e completa para auxiliar a Susep no seu processo de supervisão do mercado. A plataforma integrada é um marco importante desse processo de digitalização e evolução do mercado de seguros”, afirma Icaro Demarchi Araujo Leite, Superintendente de Produtos de Seguros da B3. 

“O setor de seguros é muito sofisticado e cresce em ritmo acelerado já há alguns anos. Neste contexto, a introdução do SRO pela Susep representa um grande passo na transformação digital do setor, começando pela substituição dos tradicionais mapas de risco por ferramentas de analytics baseadas nos dados do SRO, para supervisão do mercado pela Susep. A atuação de parceiros inovadores e ágeis como a SUTHUB é crucial para que os benefícios trazidos pelo SRO sejam possíveis e se expandam para muito além da substituição de mapas de risco, viabilizando serviços de conectividade e análise de dados, reduzindo riscos, custos e – acima de tudo – promovendo o crescimento sustentável do mercado, com muita segurança,” diz Marcelo Maziero, Chairman e fundador da CERC.

“Contar com a SUTHUB nesse projeto tão importante é muito bom para o SRO. Com conhecimento do mercado de seguros e capacidade técnica, a SUTHUB é o parceiro ideal para apoiar esse projeto de grande relevância, que vai gerar valor para o mercado todo, reduzindo custos e aumentando eficiência”, comenta Daniel Miranda, CFO da CSD.

Lucro da Munich Re avança para € 1,1 bilhão

A resseguradora alemã Munich Re registrou lucro líquido trimestral de € 1,1 bilhão (US$ 1,29 bilhão) em comparação com € 579 milhões um ano antes, impulsionados pelos ganhos nos segmentos de resseguro de propriedades e acidentes (P&C) e vida e saúde (L&H), apesar das perdas contínuas relacionadas à pandemia COVID-19, que chegaram a € 241 milhões. O lucro operacional foi de € 1,55 bilhão, acima dos € 755 milhões no ano anterior. Os prêmios brutos emitidos chegaram a € 14,64 bilhões, em comparação com € 12,83 bilhões, informou a empresa em comunicado.

Para o primeiro semestre do ano, um período em que o lucro geral da Munich Re aumentou para cerca de € 1,7 bilhão, a contribuição do resseguro foi de € 1,4 bilhão para o resultado consolidado. A empresa reiterou que está a caminho de atingir sua meta de lucro líquido de € 2,8 bilhões no ano inteiro, mas disse que pode não ser capaz de cumprir sua meta de lucro inferior de € 400 milhões em seus negócios de resseguro de vida e saúde.

A resseguradora aumentou suas previsões de vendas, com prêmio bruto para o ano inteiro para € 58 bilhões, compreendendo € 40 bilhões para resseguro e € 18 bilhões com a seguradora ERGO.

Os gastos gerais com sinistros para resseguro e na ERGO devem ficar na faixa de milhões de euros em relação a eventos climáticos severos e inundações em várias regiões da Europa.

As perdas com a pandemia ficaram acima das expectativas no resseguro L&H para Munich Re, impactando o resultado trimestral em € 140 milhões. “Estes foram dominados pelos desenvolvimentos na Índia e África do Sul e pela tendência decrescente nas despesas antecipadas para coberturas de mortalidade nos Estados Unidos. Além dos impactos do COVID-19, o segundo trimestre foi bem no geral, principalmente devido aos aumentos retroativos no prêmio para o negócio australiano de invalidez e um efeito único positivo referente a um grande tratado de resseguro da América do Norte ”, explica a empresa.

Para o segmento de P&C, a expectativa de perda pandêmica permanece a mesma, o que significa que a Munich Re aumentou sua expectativa de perda da COVID-19 para seu negócio de resseguro como um todo para € 700 milhões dos € 500 milhões anteriores.

Relatório do IPCC sinaliza a gravidade das mudanças climáticas

estudo IPCC

Os cientistas do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU) quantificaram em um relatório o aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos ligados às mudanças climáticas. “Este relatório reflete esforços extraordinários em circunstâncias excepcionais”, disse Hoesung Lee, presidente do IPCC. “As inovações neste relatório e os avanços na ciência do clima que ele reflete fornecem uma contribuição inestimável para as negociações e tomadas de decisão sobre o clima.”

O documento, que apresenta as bases da ciência física do clima, foi divulgado nesta segunda-feira (9), assinado por 234 autores de 65 países. O relatório do Grupo de Trabalho I é a primeira parte do Sexto Relatório de Avaliação do IPCC (AR6), que será concluído em 2022.

Aquecimento mais rápido

A ciência climática já previa nas últimas décadas o aumento de eventos extremos, como tempestades, enchentes, furacões, ciclones, secas prolongadas e ondas de calor. Agora, com modelos computacionais mais modernos, passou a ser possível atribuir o grau de influência das mudanças climáticas nesses eventos, calculando-se quantas vezes mais frequentes e mais intensos eles se tornam em função do aquecimento global.

No horizonte, a projeção é de que o aquecimento do planeta provoque em diferentes partes uma “ruptura social”. Mas em todos os cenários para o século 21, as conclusões apontam para a mesma direção: serão os mais pobres e vulneráveis quem pagarão um preço mais elevado pela transformação climática.

O relatório mostra que as emissões de gases de efeito estufa das atividades humanas são responsáveis ​​por aproximadamente 1,1 ° C de aquecimento desde 1850-1900, e conclui que, em média, nos próximos 20 anos, a temperatura global deverá atingir ou ultrapassar 1,5 ° C de aquecimento. Esta avaliação é baseada em conjuntos de dados observacionais aprimorados para avaliar o aquecimento histórico, bem como o progresso na compreensão científica da resposta do sistema climático às emissões de gases de efeito estufa causadas pelo homem.

“É praticamente certo que o nível médio global do mar continuará a subir ao longo do século 21, com uma provável elevação de 0,28-0,55 m (no cenário menos pessimista) e 0,63-1,02 m (no cenário mais pessimista) em relação à média de 1995-2014”, diz. No caso da Amazônia, o rascunho do informe inclui a floresta entre os pontos do planeta que poderão caminhar para um “ponto de ruptura”.

O levantamento constata ainda que as concentrações atmosféricas de CO2, metano e N2O são mais altas do que em qualquer momento em pelo menos 800 mil anos, e as atuais concentrações de CO2 não foram experimentadas por pelo menos 2 milhões de anos. A certeza dos cientistas é que o aquecimento é uma realidade e os eventos climáticos extremos vão se multiplicar pelo século 21, mesmo que a comunidade internacional consiga neutralizar as emissões de CO2.

O estudo fala do impacto na segurança alimentar, com risco de fome em 2050 para até 80 milhoes de pessoas. Prevê a expansão de terras secas até 2100” e aumento da concorrência por terra, energia e água através da intensificação da produção de alimentos.

O IPCC ainda alerta que, sem adaptação, as mortes causadas pelas inundações aumentarão globalmente em cerca de 130% em comparação ao período entre 1976-2005, num cenário de aquecimento de 2°C. Mas, ao mesmo tempo, a insegurança hídrica causada pela escassez de água aumentará, afetando potencialmente 170 milhões de pessoas. “Em cenários de maior risco, projeta-se que as cidades sejam negativamente afetadas por secas de até 20 vezes mais até 2100”, alerta.

Outro resultado previsto é o aumento de doenças não transmissíveis e infecciosas, incluindo doenças transmitidas por vetores, doenças transmitidas pela água e por alimentos. “As doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos são projetadas para se expandir para latitudes e altitudes mais elevadas”, apontaram os cientistas, indicando uma migração de doenças até agora restritas aos trópicos. “O risco de dengue crescerá e seu alcance será espalhados na América do Norte, Ásia, Europa e África subsaariana, colocando potencialmente outras 2,25 bilhões de pessoas em risco”, destacam.

“As mudanças climáticas provavelmente aumentarão a capacidade vetorial da malária e a infecção em partes da África Sub-Sahariana, África Oriental e Austral, Ásia e América do Sul. Doenças infecciosas ligadas à pobreza se tornarão mais severas, assim como a intensidade de febres hemorrágicas como ébola”, aponta.

Para milhões de pessoas pelo planeta, a transformação do clima será traduzido em miséria e fuga de suas próprias terras. Desde 2008, uma média de 12,8 milhões de pessoas são desalojadas anualmente por desastres naturais, sendo as tempestades e enchentes os dois maiores motores.

Num dos cenários trabalhados pelo IPCC, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza poderá ser incrementada em 132 milhões em relação aos atuais 700 milhões que já se encontram nessas condições. Como resultado, as “futuras mudanças climáticas podem aumentam o deslocamento forçado”. “Mesmo com as mudanças climáticas atuais e moderadas, as pessoas vulneráveis experimentarão uma maior erosão de sua segurança de subsistência que pode interagir com crises humanitárias, como o deslocamento e a migração forçada e conflito violento, e levam a pontos de ruptura social”, alertam.

Mas não se trata apenas de temperatura. A mudança climática está trazendo várias mudanças diferentes em diferentes regiões – que irão aumentar com o aquecimento adicional. Isso inclui mudanças na umidade e seca, nos ventos, neve e gelo, áreas costeiras e oceanos. Por exemplo:

– As mudanças climáticas estão intensificando o ciclo da água. Isso traz chuvas mais intensas e inundações associadas, bem como secas mais intensas em muitas regiões.

– A mudança climática está afetando os padrões de precipitação. Em altas latitudes, é provável que a precipitação aumente, enquanto se prevê que diminua em grandes partes das regiões subtropicais. Esperam-se mudanças na precipitação das monções, que variam de acordo com a região.

– As áreas costeiras verão o aumento contínuo do nível do mar ao longo do século 21, contribuindo para inundações costeiras mais frequentes e severas em áreas baixas e erosão costeira. Eventos extremos ao nível do mar, que anteriormente ocorriam uma vez a cada 100 anos, poderiam acontecer todos os anos até o final deste século.

– O aquecimento adicional ampliará o degelo do permafrost e a perda da cobertura de neve sazonal, o derretimento das geleiras e mantos de gelo e a perda do gelo do mar Ártico no verão.

– Mudanças no oceano, incluindo aquecimento, ondas de calor marinhas mais frequentes, acidificação dos oceanos e níveis reduzidos de oxigênio, foram claramente associadas à influência humana.

  • Essas mudanças afetam os ecossistemas oceânicos e as pessoas que dependem deles e continuarão pelo menos até o final deste século. Para as cidades, alguns aspectos da mudança climática podem ser amplificados, incluindo o calor (já que as áreas urbanas são geralmente mais quentes do que seus arredores), enchentes devido a eventos de forte precipitação e aumento do nível do mar nas cidades costeiras

“Este relatório é uma verificação da realidade”, disse Valérie Masson-Delmotte do Grupo de Trabalho I do IPCC. “Agora temos uma imagem muito mais clara do clima do passado, presente e futuro, o que é essencial para entender para onde estamos indo, o que pode ser feito e como podemos nos preparar.”

Diversidade nas seguradoras

Solange_Beatriz_CNseg

A nova edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros, produzido pela Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, revela que 90,5% das empresas participantes do levantamento adotam práticas de promoção da diversidade e não discriminação. A publicação, que será lançada durante a CONSEGURO – maior evento do segmento no país e que será realizado de 27/09 a 01/10 em formato virtual – aponta ainda que 63,2% das seguradoras criaram um Comitê de Diversidade com ações que são relatadas diretamente para as principais lideranças das empresas.

Outro dado da pesquisa aponta que 68,4% das seguradoras monitoram os indicadores de diversidade do quadro de funcionários. “Essas iniciativas são essenciais para garantir que as seguradoras sejam efetivamente inclusivas, reforçando que a cultura da diversidade e não-discriminação é um valor fundamental para o setor segurador”, afirma Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg.