Wiz firma parceria com o grupo Primavia para oferta de seguros

fusões aquisicoes

Fonte: Wiz

A Wiz Conseg fechou um acordo para a oferta de produtos de seguridade junto à Primavia, rede de concessionárias de automóveis com 26 anos, que representa diversas montadoras e está entre as maiores do grupo Fiat no país. O vínculo das partes é de 10 anos e visa o atendimento aos clientes de mais de 30 lojas em Brasília, Goiás, Bahia, Tocantins e Minas Gerais.

“Vamos aportar tecnologia e estrutura comercial para desenvolver oportunidades de fidelização à Primavia. Quem compra um carro precisa sair protegido, com garantias apropriadas e, sobretudo, contar com um atendimento de excelência. O consumidor deve se sentir amparado e satisfeito com o seguro, que o apoiará em situações de avaria, roubo ou furto do bem adquirido. É construindo histórias de relacionamento duradouras que os negócios evoluem com rentabilidade e perenidade”, enfatiza o diretor-executivo da Wiz Conseg, Alexandre Kalache.   

A Wiz Conseg atua na distribuição de seguros e produtos financeiros para a vertical Auto fora de ambientes bancários. Ao longo dos últimos meses, a unidade de negócio da Wiz Soluções (WIZS3) avançou na fase de implantação de sistemas e do modelo de gestão comercial na Primavia, que se destaca pelas ofertas competitivas em seus produtos e excelência na prestação de serviços. 

A partir de agosto, a Wiz Conseg colocou em prática a comercialização dos produtos de seguridade, com uma atuação omnichannel: presencial, por telefone e no ambiente digital. “A integração do nosso trabalho de vendas com o da Wiz Conseg traz agilidade ao ampliar nossa atuação em seguros para todos os canais de atendimento e, com o aporte de tecnologia e estrutura comercial, consequentemente, traremos ainda mais segurança e tranquilidade para todos os clientes”, afirma José Carlos Dourado de Azevedo, proprietário da Primavia.  

Os trabalhos do time de vendas da Primavia serão integrados com os da Wiz Conseg, inclusive com o apoio de consultores comerciais dedicados a esse projeto, para que haja agilidade e alta qualidade nas tratativas com os clientes.

Taxas globais de resseguro continuarão subindo no próximo ano, avaliam Moody’s e Fitch

Fonte: Reuters

As taxas globais de resseguro devem continuar subindo no próximo ano após vários anos de aumentos, embora o ritmo de aumento possa desacelerar, disseram analistas de classificação na terça-feira. As taxas de resseguro têm aumentado nos últimos anos após desastres naturais como furacões e incêndios florestais, bem como com o impacto da pandemia COVID-19.

“Esperamos que essa tendência (de preços) continue”, disse a analista de crédito de seguros da Moody’s Helena Kingsley-Tomkins em uma coletiva de imprensa, acrescentando que espera aumentos nas taxas na faixa de porcentagem de “dígito baixo a médio” em 2022. As taxas de resseguro para setores afetados por perdas recentes, como cibercriminosa e catástrofes imobiliárias, podem enfrentar aumentos “facilmente de dois dígitos” no próximo ano, disse Robert Mazzuoli, diretor de seguros da Fitch para a Reuters.

As seguradoras e resseguradoras enfrentam o risco de futuras catástrofes naturais, com as mudanças climáticas tornando-as mais difíceis de prever. A Moody’s disse que a demanda por seguro e resseguro também está aumentando à medida que a economia global se recupera. Mas a forte concorrência no setor pode conter os aumentos das taxas, disseram analistas.

A inflação de sinistros significa que as taxas de resseguro ajustadas ao risco, em vez de nominais, podem permanecer estáveis, acrescentou Mazzuoli. Gargalos na cadeia de suprimentos e aumentos nos preços das matérias-primas aumentaram o custo dos reparos.

A Moody’s elevou sua perspectiva sobre as resseguradoras globais de negativa para estável na terça-feira, citando o aumento das taxas de prêmio em meio a uma recuperação econômica global. A Fitch também disse que as perspectivas para o setor estão melhorando devido aos preços mais altos, uma recuperação econômica e menores perdas relacionadas à pandemia.

Liberty Brasil anuncia modelo de trabalho que fomenta a inovação

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Fonte: Liberty

O grupo Liberty Brasil, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anunciou hoje uma reformulação do seu modelo de trabalho: a transformação dos seus espaços em Hubs físicos e o uso do conceito para os demais locais de trabalho remoto, chamados de Hubs digitais. O modelo híbrido foi desenvolvido para acompanhar as transformações constantes do mundo, promover conexões significativas entre os funcionários – no formato físico ou digital – e oferecer maior flexibilidade.

Os funcionários trabalharão nos Hubs físicos da companhia apenas a partir da evolução positiva dos índices do Covid no Brasil. Até lá, continuarão trabalhando dos Hubs digitais. O novo modelo contará com jornadas de trabalho que podem variar de acordo com a rotina de cada equipe – a fim de beneficiar e proporcionar uma maior conexão entre os colaboradores. Os formatos foram definidos a partir da estratégia da companhia, das tendências de mercado e da opinião de seus colaboradores, que expressaram uma preferência por um modelo mais flexível.

O novo formato varia entre três modalidades: a primeira é 100% do tempo em home office (Hubs digitais), com até dois dias por mês presenciais; a segunda é híbrida com dois dias por semana em trabalho presencial, e a terceira é 100% presencial, nos Hubs físicos da Liberty. 

Para o novo momento do grupo, os escritórios estão sendo ressignificados e transformados em espaços colaborativos que unem as pessoas, em um ambiente versátil, propício para inovar e potencializar o senso de comunidade. O novo modelo é uma alavanca para o digital dentro do grupo, pois aproveita do poder das novas tecnologias que ajudam os colaboradores a se conectarem de onde quer que estejam, favorecendo as interações significativas e conectando o físico com o digital por meio de plataformas de comunicação e co-criação.

A sustentabilidade também é um pilar importante do novo modelo de trabalho, pois, com o regime híbrido, o Grupo Liberty Brasil pode minimizar sua emissão de carbono e utilizar melhor os recursos e materiais. A acessibilidade será priorizada neste período de ressignificação, para que todos os funcionários se sintam acolhidos nos Hubs. 

“No último ano e meio, toda a companhia passou por um processo de redescoberta e ressignificação do trabalho, o que fortaleceu ainda mais o nosso propósito. Foi um período de repensar padrões e prioridades, que provou que a nossa operação segue mais unida do que nunca”, observa a CEO do Grupo Liberty Brasil, Patricia Chacon. “Hoje as opções digitais são indispensáveis, e elas se potencializando quando combinadas com espaços físicos que  propiciam a colaboração, inovação, co-criação e fortalecimento de conexões. Por isso, criamos esse modelo personalizado de trabalho, desenhado de acordo com cada função dentro do Grupo Liberty”, completa. 

O modelo também contará com a ajuda dos funcionários, com o programa Acelera Minha Ideia – que visa estimular a co-criação e o intraempreendedorismo por meio de um desafio de inovação para os colaboradores. Este ano, a iniciativa tem como tema o novo modelo de trabalho do Grupo Liberty Brasil e, durante o processo, os colaboradores apresentarão suas ideias e sugestões para complementar o novo formato, que poderão ser implementadas pela companhia.

“Eu acredito que o novo modelo dará ainda mais oportunidade de todos os funcionários se conectarem de onde estiverem. Ele é empático com as necessidades das pessoas no mundo moderno, explorando possibilidades de interações digitais. Esperamos que eles se sintam orgulhosos em trabalhar no Grupo Liberty Brasil, sabendo que estamos dando esse importante passo para ficarmos mais prontos para as mudanças do mundo”, completa Patricia. 

Pandemia gerou lucro para a carteira de seguro automóvel, revela estudo

Conhecer Seguros

O Centro de Pesquisa Acadêmica e Publicações (CPAP), da Conhecer Seguros, acaba de publicar o estudo “Mercado de Seguros Automóveis – Impactos da Pandemia”, realizado pelo especialista Leopoldo Guimarães Barros, que apresenta uma análise dos resultados do segmento nos seis trimestres do período de 2020 e 2021.

Segundo o estudo, o 2º trimestre de 2020, início da pandemia da Covid-19, teve o melhor resultado, principalmente pela queda de sinistralidade. “Os piores resultados foram os do 1º trimestre de 2020, os quais, em princípio, eram, até então, resultados normais do setor”, revela o estudo.

Diante dos indicadores, a análise realizada mostra que o segmento de auto só ganhou com a pandemia, apesar dos menores volumes de prêmios ganhos, que foram compensados “com sobras” pela queda da sinistralidade.

O estudo foi desenvolvido por Leopoldo Guimarães Barros, profissional graduado em Engenharia, com especialização em Administração e Finanças, com mais de 40 anos de experiência em consultoria empresarial, com atuação em grandes seguradoras do mercado brasileiro, como consultor e membro de comitê de auditoria e em empresas de outros segmentos econômicos.

“Fica a dúvida: com a diminuição da pandemia e a consequente maior circulação de veículos, o setor segurará a rentabilidade nos níveis atuais ou voltará aos resultados anteriores?”, questiona o especialista.

Fundación MAPFRE se une à Gastromotiva no combate à fome

Mapfre Seguros Sustentabilidade

Fonte: Mapfre

117 milhões de brasileiros encontraram-se com algum grau de insegurança alimentar no último ano. Desses, 19 milhões vivem em situação de fome desde o início da pandemia (Rede Pessan, 2021). Para contribuir na resolução dessa desafiadora realidade, a Fundación MAPFRE se juntou à Gastromotiva, organização que utiliza a gastronomia como ferramenta de transformação social através dos seus projetos de educação, inclusão, garantia do direito humano à alimentação adequada e combate ao desperdício de alimentos. Durante os próximos dez meses, as duas instituições promoverão uma série de ações visando o combate à fome no Brasil.

A primeira ação em conjunto entre as organizações será a abertura e manutenção de 30 Cozinhas Solidárias da Gastromotiva nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo e Manaus. Conduzidas por cozinheiros sociais – alunos da Gastromotiva, microempreendedores, coletivos e movimentos locais – essas cozinhas irão produzir e distribuir gratuitamente mais de 450 mil refeições para pessoas em situação de insegurança alimentar. Os cozinheiros participarão da Formação em Empreendedorismo e Negócios Sociais da Gastromotiva para seguirem com seus próprios negócios de impacto social após o término do programa. Durante o curso, os alunos contam com uma bolsa-auxílio para acompanharem as aulas 

A parceria ainda contempla ações no Refettorio Gastromotiva com a produção de 135 mil refeições na cozinha do espaço, que serão distribuídas na região central do Rio de Janeiro, a doação de 4.200 cestas básicas para o Banco de Alimentos Gastromotiva e a realização de oficinas de reaproveitamento de alimentos. Ao final dos dez meses, somando todas as ações, o equivalente a mais de 700 mil refeições terão sido distribuídas pelo país. 

“Garantir a segurança alimentar e nutricional da população é combater causas estruturais da pobreza, auxiliando no desenvolvimento da sociedade. Além das ações com a Gastromotiva, essa parceria também oferecerá aos colaboradores da MAPFRE a oportunidade de atuarem como voluntários nesse projeto, para que eles possam se sentir parte dessa mudança social,” analisa Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da Fundácion MAPFRE. 

“Estamos muito felizes e gratos com a nossa parceria com a MAPFRE. Além de ser o primeiro aporte de um parceiro para nossas três frentes de atuação, também contaremos com os colaboradores da empresa colocando a mão na massa como voluntários. Mais do que apoiar a organização, isso significa promover a transformação, começando dentro de casa. E isso tem tudo a ver com os nossos valores”, comenta David Hertz, cofundador e presidente da Gastromotiva. 

Lloyd’s reverte prejuízo e lucra £ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2021

John Neal

O Lloyd’s anunciou hoje lucro agregado de £ 1,4 bilhão no primeiro semestre de 2021 (1º Sem 2020: £400 milhões de prejuízo), impulsionado por um resultado de subscrição substancialmente melhorado de £1 bilhão.

Os prêmios emitidos brutos aumentaram para £20,5 bilhões (1º Sem 2020: £20 bilhões) devido a um aumento nas taxas de prêmios, alta retenção de clientes e novo crescimento pela primeira vez em quatro anos.

Taxas de prêmios aumentaram 9,9%, continuando a trajetória de 15 trimestres consecutivos de movimento de taxa positiva.

O índice combinado de 92,2% (1º Sem 2020: 110,4% e 97,0% excluindo sinistros da COVID-19) é uma sólida melhoria, com redução de 4,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior, excluindo COVID-19.

Segundo nota do grupo, os resultados demonstram a recuperação substancial da lucratividade e do desempenho do Lloyd’s. O Lloyd’s continuou a fornecer suporte significativo aos seus clientes em todo o mundo, pagando £9,4 bilhões de sinistros, incluindo para clientes impactados pela COVID-19, onde 80% dos sinistros notificados até o momento já foram pagos.

As melhorias no índice combinado foram impulsionadas por reduções notáveis tanto no índice de sinistralidade atricionária quanto no índice de despesas, informa o comunicado. O índice de sinistralidade atricionária de 50,5% (1º Sem 2020: 52,6%), representa uma redução de 2,1 pontos percentuais em relação ao índice relatado nos primeiros seis meses de 2020. O índice de despesas de 35,8% (1º Sem 2020: 37,7%) representa uma melhoria de 1,9 ponto percentual e 3,7 pontos percentuais desde 2017. A redução nas despesas operacionais permanece um foco do programa de transformação digital do Lloyd’s.

O Lloyd’s mantém fortes posições de capital e solvência, com recursos líquidos aumentando em £ 2,6 bilhões para £ 36,5 bilhões, reforçando a força excepcional do balanço patrimonial do Lloyd’s com solvência central e índices de solvência do mercado de 218% e 170%, respectivamente (1º Sem 2020: 209% e 147%).

John Neal, CEO do Lloyd’s, disse: “Em um mundo incerto, o Lloyd’s permanece intensamente focado em apoiar nossos clientes quando eles precisam de nós e, no primeiro semestre de 2021, pagamos quase £10 bilhões em sinsitros para ajudar na recuperação de empresas e economias em todo o mundo.”

 “Neste contexto, o Lloyd’s reposicionou com sucesso seu mercado para um crescimento sustentável e lucrativo, conforme evidenciado neste forte conjunto de resultados financeiros. Estou encorajado em ver que o desempenho do mercado melhorou como resultado de nossos esforços contínuos de remediação. Este, assim como nosso balanço patrimonial excepcionalmente forte, traz o desempenho do Lloyd’s em linha com o nosso grupo de pares globais.”

“Juntamente com o desempenho, estamos fazendo grandes avanços em todas as nossas prioridades estratégicas que se concentram em melhorar a cultura no mercado, a transformação digital prevista em nossa estratégia The Future at Lloyd’s e sustentabilidade, clima e inclusão que sustentam nosso propósito.”

 Os principais números divulgados nos resultados do primeiro semestre de 2021 do Lloyd’s são:

 • Prêmios emitidos brutos de £20,5 bilhões (1º Sem 2020: £20,0 bilhões)

• Lucro antes de impostos de £1,4 bilhões (1º Sem 2020: prejuízo de £0,4 bilhões)

• Lucro de subscrição de £1,0 bilhão (1º Sem 2020: perda de £1,3 bilhão)

• Índice combinado de 92,2% (1º Sem 2020: 110,4%, 97,0% excluindo COVID-19)

• Índice combinado subjacente de 85,4% (1º Sem 2020: 89,8%)

• Índice de sinistralidade atricionária de 50,5% (1º Sem 2020: 52,6%)

• Receita líquida de investimento de £0,6 bilhão, retorno de 0,8% (1º Sem 2020: £ 0,9 bilhão, retorno de 1,2%)

• Recursos líquidos de £36,5 bilhões (ano fiscal de 2020: £ 33,9 bilhões)

• Índice de solvência central de 218% (1º Sem 2020: 209%)

Bradesco Seguros oferece trilha de aprendizagem para corretores se aprimorarem como consultores dos clientes

Fonte: Bradesco

Em mais uma iniciativa voltada aos corretores, a Bradesco Seguros oferece uma trilha de aprendizagem exclusiva sobre “Venda Consultiva”. O conteúdo está disponível na Universeg, a plataforma de streaming da seguradora destinada à capacitação dos parceiros de negócios, que pode ser acessada no Portal de Negócios do Corretor. O curso é conduzido por Carlos Cruz, CEO e fundador da BRAVEND, um dos melhores treinadores do país em práticas de vendas, gestão comercial, diagnóstico de equipes e desenvolvimento. 

“Quando o corretor mapeia as diferentes necessidades de proteção de seus clientes – e elas são muito diversas – ele consegue oferecer a melhor solução, direcionar o melhor seguro e cumprir o seu papel como consultor. Desta forma, esse profissional passa a atuar como um especialista, fazendo com que o seu cliente compreenda as necessidades que, muitas vezes, ele nem sabe que tem. Por isso, quanto mais consultivo ele se torna, melhor é”, detalha Cruz, sobre a importância dos conteúdos ofertados para os corretores de seguros. 

A trilha completa de aprendizagem fornece uma jornada com diversas metodologias. Em formato de Websérie, são disponibilizados 8 vídeos, 3 podcasts com simulações de atendimentos comerciais de seguros e 2 enquetes. O “clientecentrismo”, o ciclo da venda de soluções, o mapeamento de oportunidades e dicas de argumentação são alguns dos principais temas disponíveis no curso. 

Para Leonardo de Freitas, Diretor da Organização de Vendas da Bradesco Seguros, a trilha de capacitação demonstra o compromisso da companhia de contribuir para a qualificação dos corretores e apoiá-los no seu desenvolvimento. “Entendo que os corretores estão ampliando sua atuação, deixando de ser especialistas em produtos e se tornando cada vez mais especialistas em clientes, portanto, enxergo-os como verdadeiros consultores. Especialmente neste atual cenário, de profundas transformações de necessidades e hábitos de consumo, a atuação qualificada de nossos parceiros se tornou ainda mais relevante. Por isso, nós, da Bradesco Seguros, temos investido fortemente em diversas soluções para auxiliá-los”, destaca. 

Visão essa que vai ao encontro das perspectivas do palestrante: “Após a pandemia, o cliente se torna mais digital e conectado. E o grande aprendizado que fica é que quanto mais proativo for o profissional e mais conhecimento ele tiver do cliente – suas necessidades e dores, mais ele estará qualificado. As mudanças não param e a forma de impactar o cliente também muda”, finaliza Cruz. 

Capital de ILS retorna ao nível recorde anterior de US$ 97 bilhões, segundo estudo da Aon

Ajudados por um período recorde de emissão de títulos de catástrofe no primeiro semestre de 2021, os níveis alternativos de capital em resseguro, principalmente em formatos de títulos vinculados a seguros (ILS), retornaram ao nível recorde anterior de 2018, quando atingiu o recorde de US$ 97 bilhões, de acordo pesquisa da Aon, divulgada pelo portal Artemis.

No primeiro semestre de 2021, a Aon’s Reinsurance Solutions contabiliza o capital global de resseguro total como tendo atingido um novo máximo de US$ 660 bilhões. Isso aumentou em pouco mais de 1,5% desde o final de 2020, à medida que aumentos de capital adicionais, desempenho positivo e lucros retidos, bem como a expansão do mercado de ILS, aumentaram a base de capital de resseguro global novamente.

O capital de resseguro tradicional cresceu de US$ 556 bilhões no final de 2020 para um novo recorde de US$ 563 bilhões no final de junho de 2021, uma taxa de crescimento de 1,25%. No entanto, o capital de resseguro alternativo e o ILS cresceram mais rapidamente, quase 3,2%, de US$ 94 bilhões no final de 2020, para atingir seu maior recorde de US$ 97 bilhões no final do primeiro semestre do ano.

Artigo: O admirável mundo novo das insurtechs

por Tarcísio Godoy (foto), diretor-geral da ENS, e Samy Hazan, CEO e fundador da Insurtech Brazil e professor da ENS

Risco não é uma preocupação do dia a dia. Logo, a maioria das pessoas não se preocupa em contratar um seguro para proteger sua vida ou seu patrimônio. Normalmente, o corretor de seguros é o profissional que orienta e lembra os clientes, uma vez por ano, da necessidade de se envolverem com sua apólice de seguro para renovar suas coberturas.

Contudo, observamos uma grande transformação no setor de seguros que está apenas começando. O ritmo de adoção de novas tecnologias aumenta exponencialmente. Este enorme mercado que movimenta no Brasil cerca de R$ 500 bilhões por ano está rapidamente abraçando novas tecnologias e novos modelos de negócios, trazendo clientes e milhões de pessoas que ainda hoje apresentam nível de proteção inadequado para os riscos a que estão expostos.

Esses novos entrantes, impulsionados pelas chamadas insurtechs, estão alavancando suas experiências digitais, como chatbots para ajudar a atender às necessidades dos corretores de seguros e clientes, avanços no processamento de linguagem natural (PNL), tecnologias de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) e aprendizado de máquina (ML). Significa que esses chatbots agora são capazes de oferecer experiências e jornadas muito mais suaves, algumas delas 100% digitais, inteligentes e instantâneas para o público em geral.

A comodidade das soluções tecnológicas leva as pessoas a aprovarem suas experiências em plataformas digitais, nas quais com poucos cliques obtêm uma solução imediata. Esperar numa fila de uma central de atendimento não é uma solução imediata. Por essa razão, a indústria de seguros está trazendo mais soluções digitais e automação para acelerar o serviço oferecido ao cliente e reduzir custos operacionais.

Seguindo a tendência atual, brevemente a maioria dos corretores de seguros vai oferecer aos seus clientes soluções digitais de tratamento de sinistros, envolvendo uma experiência mais eficiente que aquela que conhecemos hoje. Espera-se que essa maior satisfação dos clientes fortaleça ainda mais o mercado de seguros e aumente o nível de proteção da sociedade contra riscos de vida e patrimônio.

Dadas as constantes melhorias de Inteligência Artificial (IA), câmeras e supercapacidade de armazenamento, os fabricantes de automóveis conseguirão armazenar mais dados no veículo. Graças ao 5G e às novas versões de Wi-Fi, os dados poderão ser baixados do carro muito rapidamente. O volume de dados também vem crescendo substancialmente. Assim, colaborando com os fabricantes de automóveis e com o consentimento do motorista, as seguradoras serão capazes de obter acesso a gigabytes de dados para cada motorista.

Mas as inovações não param por aí. A grande revolução tem sido o uso intenso das APIs pelas seguradoras e insurtechs. A busca por conectar outros ecossistemas vem aumentando a capacidade digital das seguradoras, gerando uma experiência superior para o usuário do seguro.

Além disso, a tecnologia contribui para tornar as coberturas securitárias quase invisíveis aos olhos do usuário. Um carro conectado já pode registrar um sinistro de forma totalmente automática após um acidente, informando a exata velocidade e a forma como o motorista estava conduzindo o seu veículo. Isto sem contar que, com essa hiperconexão das insurtechs, a seguradora já pode calcular o preço do seu seguro de acordo com o seu estilo de direção, tempo e forma de utilização do veículo, levando a uma personalização do preço do seu seguro sem precedentes.

Na linha dos seguros residenciais, outro exemplo clássico, uma casa conectada em rede pode determinar o nível de risco de roubo em tempo real, assim como emitir alertas sobre vazamentos de água, gás e outros tipos de riscos. E, da mesma forma, leva a um preço de renovação do seguro muito mais personalizado e de acordo com o perfil de risco de cada um.

Para o segurado, a hora da verdade é no pagamento do sinistro. Assim, o upload de fotos, vídeos e documentos pessoais pelo celular ou tablets é uma ferramenta cada vez mais utilizada para melhorar uma jornada de sinistros, que hoje já pode ser totalmente digital.

A jornada do sinistro também passa por um processo de maturação digital e crescente automação. Inspeções virtuais guiadas, análise de imagem e metadados, bem como Inteligência Artificial combinados com vastos e robustos bancos de dados do histórico de sinistros, estão levando ao desenvolvimento de algoritmos sofisticados para pagamentos das indenizações, de forma instantânea e em tempo real. O cliente envia fotos ou vídeos das perdas, seus documentos pessoais, tudo pelo celular, e recebe instantaneamente o valor da indenização conforme contratado na apólice.

No campo do seguro de Vida e Saúde, a grande novidade são os programas de bem-estar e saúde oferecidos pelas seguradoras como estratégia para criar maior engajamento com o usuário e gestão do risco da saúde. O cliente compartilha suas informações de saúde e dados de atividade em tempo real, através de dispositivos vestíveis como relógios e outros acessórios. Em troca, recebe premiações e até descontos para seus seguros.

Os seguros paramétricos são outra inovação do setor. Imagine que você está embarcando para o exterior e recebe a notícia do atraso do seu voo. Na hora em que a companhia aérea anunciar o atraso, o valor da indenização da sua apólice de seguro-viagem será pago instantaneamente em função do parâmetro estipulado para o tempo de atraso do seu voo.

Com o boom de insurtechs e novas tecnologias na área de seguros, cresce também a demanda por profissionais qualificados em inovação. Há uma ampla oferta de cursos e programas educacionais, alguns em parceria com universidades no exterior, para aprimorar os conhecimentos em tecnologias disruptivas voltadas para o mercado de seguros. Esses conhecimentos são preciosos na valorização da carreira profissional.

Bem-vindo ao admirável mundo novo da tecnologia no seguro ou das insurtechs! Uma experiência cada vez mais virtual e digital, interações em tempo real, ofertas personalizadas, engajamento 24 horas por dia, proteção e prevenção de riscos, e, ao mesmo tempo, tudo com um toque humano real, na hora que o cliente desejar.

Artemis: Munich Re espera renovações positivas, mas crescimento de prêmios mais lento

munich re torsten jeworrek

O CEO de resseguro da Munich Re, Torsten Jeworrek, contou ao jornalista do portal Artemis que a empresa espera condições de mercado positivas na próxima temporada de renovação, mas disse que é vital que os preços de mercado sustentem os ganhos recentes obtidos para garantir que os riscos sejam adequadamente cobertos. Ao mesmo tempo, a resseguradora espera que o desenvolvimento de prêmios de resseguro de propriedades e acidentes diminua nas principais regiões nos próximos anos.

Graças à recuperação econômica que se instalou após os bloqueios da pandemia COVID-19, mais os aumentos de preços experimentados após o mercado de longo prazo, a Munich Re vê as condições do mercado de resseguro como positivas. O que leva a empresa a projetar crescimento para o mercado de resseguros P&C, ainda que em ritmo mais lento do que o observado nos últimos anos.

A empresa prevê que o mercado de resseguros cresça cerca de 3% ao ano (corrigido pela inflação) até 2023, com previsão de crescimento do mercado primário de seguros na mesma taxa. Para o resseguro, porém, isso representa uma desaceleração no crescimento de uma taxa de 6% no período de 2018 a 2020, com expansão para desacelerar na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico, de acordo com a resseguradora.

Por outro lado, espera-se que o crescimento do prêmio de resseguro de P&C acelere para a África, Oriente Médio e América Latina nos próximos anos. Falando durante uma coletiva de imprensa no dia 7, Torsten Jeworrek deu mais detalhes sobre o que uma das maiores resseguradoras do mundo espera para o próximo ano.

Jeworrek explicou que, “No mercado de resseguro tradicional, vemos um ambiente estável contínuo”. Mas depois do ano recente de perdas por catástrofes, inflação social, pandemia, outros eventos de perdas causadas pelo homem e a ameaça de risco climático sempre presente, Jeworrek acredita que o mercado precisa proteger seus ganhos de preço. “Estamos convencidos de que o ambiente de mercado é positivo, mas é absolutamente necessário mantermos esse nível de preço, caso contrário, acharemos difícil cobrir esses riscos no futuro”, explicou.

Ele disse ainda que a Munich Re espera que as renovações de resseguro em janeiro de 2022 sejam amplamente positivas. “O ambiente do mercado leva a uma expectativa de que as taxas devem ficar ou melhorar ainda mais, essa é uma declaração global”, disse Jeworrek.

Ele disse que as recentes perdas por catástrofes, como as enchentes na Europa, o furacão Ida e os incêndios florestais em curso na Califórnia, irão adicionar pressão sobre as linhas de propriedade e negócios com risco de catástrofe. “Isso levará a mais melhorias, especialmente no negócio de propriedades, o negócio de catástrofes”, explicou ele.

Acrescentando: “Este quadro não é homogêneo em todo o mundo, mas esperamos pelo menos estabilização, senão melhora nos preços”. Especificamente sobre o negócio de resseguro de catástrofes imobiliárias na Europa, à luz das inundações recentes, Jeworrek disse que “o preço do gato na Europa foi estável, na melhor das hipóteses, nos últimos cinco, seis, sete anos ou mais, um pouco diferente de outros mercados em todo o mundo. Agora temos um evento aqui naquele mercado e com certeza vai levar a uma reconsideração de preços.

“Ainda temos que nos atualizar como indústria na modelagem de perigos secundários, como incêndios florestais, enchentes e outros”, explicou ele. Acrescentando que, “com a inflação social nos Estados Unidos, muitos dos participantes do mercado em nosso setor tiveram que lidar com questões de reservas porque a inflação social acelerou e foi inesperada. Isso se estabilizou um pouco, mas não temos certeza de como o coronavírus pode afetar isso nos próximos anos. ”

Portanto, ainda há questões a serem observadas e ganhos de preço que provavelmente serão necessários, para garantir que o mercado de resseguro esteja cobrindo seus custos de perdas, custo de capital, despesas e para fornecer uma margem no longo prazo. No lado do capital alternativo do mercado de resseguro, Jeworrek também forneceu alguns comentários, dizendo que, na visão dos resseguradores, “o capital alternativo está estável em um nível de cerca de US $ 100 bilhões, incluindo capital aprisionado”.

Mas ele observou que os desafios enfrentados no resseguro afetaram a confiança dos investidores em títulos vinculados a seguros (ILS). “Quando você pergunta à comunidade de investidores, esse aumento de perdas e perigos não modelados levaram a algum tipo de reconsideração do modelo de negócios e requisitos de retorno mais elevados”, disse Jeworrek. “Por causa do imobilizado de capital, devido aos eventos dos últimos anos, há um apetite maior por investimentos líquidos, como títulos de catástrofe e menos apetite por produtos menos líquidos que eram mais populares nos últimos anos.”