Produtores defendem crédito emergencial para suprir falta de seguro rural

Fonte: Agência Senado

O projeto de lei que concede crédito emergencial a produtores rurais que tiveram negada a indenização do seguro rural por eventos climáticos adversos foi debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (5). A audiência pública foi marcada pelas críticas dos produtores rurais aos critérios das seguradoras. Eles também apontaram apoio insuficiente do governo e apoiaram o crédito emergencial proposto.

Autora do pedido da audiência (REQ 41/2025 – CRA), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a aprovação do PL 1.217/2025 e classificou o seguro rural como imprescindível para a estabilidade da cadeia produtiva agrícola.

— No seguro rural, ainda estamos engatinhando no Brasil. Na verdade, nós temos um seguro de crédito, não um seguro de renda, que é o próximo passo que o produtor precisa.

No mesmo sentido, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) cobrou a modernização do seguro rural, enquanto o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lamentou que os produtores atingidos estejam “de joelhos”. Mourão avaliou que o aumento dos eventos climáticos extremos tem deixado muitos agricultores desassistidos. 

— Muitos produtores, mesmo cumprindo todas as exigências técnicas e contratuais, foram surpreendidos pela negativa da cobertura do seguro rural, ficando à margem da política de proteção ao setor.

Autor do PL 1.217/2025, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) definiu que o Congresso tem obrigação de apoiar os produtores rurais em dificuldade. 

Crédito escasso

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Luís Bortolozzo, afirmou que o projeto trata o setor agrícola como merecidamente prioritário. Ele criticou a escassez de crédito e o alto custo do financiamento para o setor, situações que considera agravadas pela falta de seguro.

— Para este ano, a safra de verão está praticamente descoberta de seguro agrícola. Estamos plantando a maior safra da história brasileira sem seguro agrícola, e isso é inadmissível.

Assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Guilherme Augusto Costa Rios também manifestou preocupação com a escassez de gestão de risco da safra e o aumento da restrição de crédito. Rios citou ainda o risco climático.

— Se o La Niña (…) de fato se confirmar, com certeza, em 2026, aqueles índices de inadimplência que vimos vão aumentar consideravelmente, pois o produtor está desprotegido.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Morais Rosa, afirmou que há abusos por parte das seguradoras e disse que o PL 1.217/2025 evita um colapso financeiro dos produtores.

‘Melhores práticas’

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, destacou a limitação de recursos para renegociação de dívidas rurais e pediu uma análise dos motivos pelos quais os produtores atingidos por eventos climáticos não foram indenizados.

— Teríamos que ter uma caracterização melhor da motivação e por que esse seguro não aconteceu, e continuar discutindo se é preciso algo adicional para atender essas categorias de produtores.

Assessor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Sérgio Ferrão também entende que negativas das seguradoras precisam ser analisadas caso a caso, pois há situações de produtores rurais que não adotaram as melhores práticas para evitar danos decorrentes de eventos climáticos.

Seguradoras

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Nogueira Toyama, afirmou que os produtores que se considerem prejudicados por indenizações negadas podem recorrer à Justiça e à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ele defendeu, porém, os requisitos técnicos envolvidos na contratação de seguros. — [Os requisitos] foram estabelecidos para que a gente caminhasse com produtos melhores e que gerasse, para o produtor, uma cobertura adequada.

Seguro de Vida Universal ganha marco regulatório e abre caminho para modernização do mercado

dennys rosini prudential seguro de vida quebra de ossos

Após quase uma década de espera, o mercado segurador brasileiro recebeu com entusiasmo a publicação da Resolução CNSP nº 484/2025, que regulamenta o Seguro de Vida Universal (VU). O novo normativo, divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no Diário Oficial da União de 4 de novembro, tem vigência imediata e substitui a antiga Resolução nº 344/2016, modernizando o arcabouço regulatório do produto.

A medida, que estava prevista no Plano de Regulação 2023/2024, foi aprovada após amplo processo de debate, incluindo duas consultas públicas. Segundo a Susep, o novo texto busca ampliar a flexibilidade operacional, adequar regras ao Marco Legal do Contrato de Seguros (Lei Complementar nº 15.040/2024) e tornar o produto mais compreensível para o consumidor.

“A revisão da regulamentação do seguro de Vida Universal reforça o compromisso contínuo da Susep em ampliar o acesso ao seguro para um número cada vez maior de pessoas, no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Seguro”, afirmou o superintendente Alessandro Octaviani.

A diretora de Organização de Mercado e Regulação de Conduta da autarquia, Jessica Bastos, destacou que o novo texto não apenas aperfeiçoa aspectos técnicos, mas também busca “tornar o produto mais compreensível ao consumidor, já que o seguro de vida universal ainda não é amplamente conhecido no Brasil”.

Flexibilidade e proteção em um só produto

O Seguro de Vida Universal é considerado uma inovação importante na estrutura de proteção financeira, combinando cobertura por morte com flexibilidade de contribuição e possibilidade de acumulação de reservas ao longo do tempo. Ao contrário de planos de previdência, o produto não tem caráter previdenciário nem de investimento, o que abre espaço para um tratamento tributário específico.

De acordo com Dennys Rosini, membro da Comissão de Produtos de Risco da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a resolução representa “um avanço regulatório significativo, capaz de modernizar a oferta de produtos e ampliar o acesso da população à proteção financeira”.

“O Seguro de Vida Universal viabiliza a manutenção da proteção contratada independentemente do momento de vida do segurado, seja em períodos de estabilidade ou de aperto financeiro. É um produto que favorece a saúde financeira e o planejamento de longo prazo”, explicou Rosini.

Estudos da EY (Ernst & Young) de 2023 estimam que o produto pode beneficiar entre 8 e 12 milhões de segurados, alcançando cerca de 24 milhões de pessoas. O impacto econômico esperado é expressivo: entre R$ 11 bilhões e R$ 16 bilhões em prêmios no início da operação e um crescimento anual de 7% nos cinco anos seguintes, com potencial de atingir R$ 21 bilhões em prêmios.

Próximos passos

Embora a resolução tenha vigência imediata, a comercialização do produto ainda depende de dois marcos complementares, como a publicação de uma Circular da Susep detalhando os requisitos operacionais; e a definição do tratamento tributário que garanta segurança jurídica para seguradoras e consumidores.

Superadas essas etapas, o mercado acredita que o Seguro de Vida Universal poderá transformar a forma como os brasileiros contratam proteção, ao oferecer uma solução completa e adaptável à vida moderna. “O setor aguarda confiante a concretização dessa agenda regulatória, pois o produto tem tudo para ser um divisor de águas na proteção financeira do país”, conclui Dennys Rosini.

Novamed: “Meu Doutor Obstetrícia” traz acompanhamento completo e humanizado para gestantes

A Meu Doutor Novamed, rede de clínicas médicas do Grupo Bradesco Seguros, anuncia o lançamento do programa Meu Doutor Obstetrícia, iniciativa dedicada ao cuidado integral e humanizado de gestantes. O programa começou no dia 3 de novembro, disponível inicialmente nas unidades Lapa e Osasco, em São Paulo.

O Meu Doutor Obstetrícia foi criado para acompanhar todas as fases da gestação, com atenção multidisciplinar, garantindo às futuras mães segurança, acolhimento e informação durante todo o processo — do teste positivo ao pós-parto. O atendimento será realizado por uma equipe especializada composta por obstetra, enfermagem obstétrica, nutricionista, psicologia e fisioterapia pélvica.

Além do acompanhamento clínico, as gestantes participantes do programa poderão realizar o parto em uma das maternidades parceiras: Hospital e Maternidade Santa Joana, Santa Maria ou Pro Matre, instituições reconhecidas pela excelência no cuidado materno-infantil.

Para iniciar o pré-natal e integrar o programa, basta agendar uma consulta com obstetra em uma das unidades participantes.

Com o Meu Doutor Obstetrícia, a Meu Doutor Novamed reafirma seu compromisso com a saúde da mulher, oferecendo um atendimento de qualidade, com foco na humanização, no cuidado contínuo e na promoção do bem-estar físico e emocional da mãe e do bebê.

Bradesco Seguros abre os debates sobre impactos das mudanças climáticas no setor segurador

Empoderador da Casa do Seguro – espaço reconhecido como a “Embaixada do Seguro” na COP30 –, o Grupo Bradesco Seguros será a primeira Companhia do setor a discutir os impactos das mudanças climáticas no segmento e trazer provocações sobre como o mercado deve se preparar para atuar diante dos desafios impostos pelo clima.

No dia 10 de novembro, às 10h, sob o mote “Mudanças Climáticas e Saúde: Impactos e Oportunidades para o Setor de Seguros”, a médica e diretora da Bradesco Saúde, Thaís Jorge, e o diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello, debaterão os desafios atuais do setor e como as Companhias podem atuar no aculturamento sobre prevenção, cuidados e na oferta de novas coberturas que estejam aderentes aos potenciais impactos causados pelas mudanças climáticas. O painel contará, ainda com a presença do infectologista Celso Granato e do cientista do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) Paulo Artaxo.

Às 11h, Ney Ferraz, diretor-presidente da Bradesco Auto/RE, e Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência, estarão no segundo painel “Soluções para o clima: iniciativas que impulsionam a adaptação e transição dos nossos segurados”, abordando como as soluções ofertadas pelo setor podem apoiar o processo de adaptação às mudanças climáticas. Também participa deste painel a coordenadora regional associada para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – iniciativa financeira (UNEP-FI), Paula Peirão, que discutirá a taxonomia de negócios sustentáveis e exemplos práticos de soluções já implementadas.

Ambos os painéis contarão com a moderação de Ivani Benazzi, Superintendente de Sustentabilidade do Grupo Segurador.

Já na parte da tarde, Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros, participará como keynote speaker, ao lado de Butch Bacani, head de Seguros do UNEP-FI, do painel “From Rio to Belém: Key milestones since the launch of the UN Principles for Sustainable Insurance during the 2012 Rio+20 Conference”, no qual abordará a evolução da Companhia e do setor ao longo dos últimos anos. E no painel “Building resilient communities in emerging economies”, também no dia 10 à tarde, Bernardo Castello participará do debate ao lado de Hassan El-Shabrawishi, CEO da AXA International Markets e membro do Comitê de Gestão do Grupo; Tomé Pedroso, executivo da Fidelidade Seguros; Sarah Ahmed, assessora do V20; e Juan Carlos Cortés, CEO do ProAgro e presidente da ALASA.

Compromisso com a Sustentabilidade

A Sustentabilidade está posicionada na base dos Direcionadores Estratégicos do grupo segurador de forma transversal. Vale ressaltar que o Grupo Bradesco Seguros foi a primeira seguradora brasileira a aderir aos Princípios para a Sustentabilidade em Seguros (PSIs), em 2012, e desde então vem trabalhando no desenvolvimento de ações e soluções voltadas para a proteção sustentável, a inclusão financeira e a responsabilidade social. Além disso, a companhia fortaleceu o pilar da governança por meio de uma Comissão de Sustentabilidade, composta pelos diretores presidentes das empresas do Grupo Bradesco Seguros, para tomada de decisões estratégicas e operacionais.

Em conformidade com a Resolução nº 473 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a Companhia tem desenvolvido produtos que visam promover benefícios concretos para os segurados e a sociedade.

Um dos exemplos são os Planos de Previdência com Fundos ESG, estruturados com critérios ambientais, sociais e de governança, reforçando o papel da companhia na construção de um mercado financeiro mais ético, transparente e comprometido com o futuro. Há também o Bradesco Microsseguro Residencial, que oferece proteção acessível e completa para o lar com coberturas contra incêndios, eventos naturais, responsabilidade civil familiar, entre outros, ampliando o acesso à proteção e reforçando o bem-estar e a segurança com baixo custo.

Além disso, a Companhia vem promovendo ações complementares para a gestão responsável de resíduos, como o Projeto Sinistro Sustentável. Em parceria com a Ecoassist, a iniciativa viabiliza o descarte ambientalmente correto e a reciclagem de materiais de seguros de automóveis e residenciais. Desde o início do projeto, em 2022, mais de 300 toneladas de resíduos já foram destinadas à reciclagem.

“A Bradesco Seguros está comprometida com a agenda de sustentabilidade e reconhece a importância estratégica da Casa do Seguro e da COP30 como um espaço de diálogo e inovação. Acreditamos no poder do setor em influenciar soluções estruturantes para o futuro melhor do planeta e da sociedade”, ressalta Ivani Benazzi.

Instituto de Longevidade MAG marca presença na COP30

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No dia 11 de novembro, o presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina, participa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, na Casa do Seguro, em Belém, no Pará. O executivo é um dos convidados para o Fórum de Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade. O debate reúne especialistas para discutir como o setor de seguros e previdência pode contribuir para um mundo mais sustentável e preparado para o envelhecimento populacional.

“Com o crescimento mundial da população longeva, se faz necessária a discussão sobre que instrumentos financeiros são capazes de proteger pessoas, comunidades e sistemas produtivos contra riscos cada vez mais complexos. Através de discussões como essas, a ampliação do papel do setor na promoção de uma sociedade mais igualitária e estável em um cenário de incertezas, tem se tornado a chave para um futuro tranquilo”, destaca Molina.

O painel “Seguros, Mudanças Climáticas e a Longevidade” faz parte da programação oficial da COP30, que acontece entre os dias 10 e 21 de novembro e traz nesta edição o papel das finanças e das políticas de adaptação no enfrentamento da crise climática. O encontro reforça a importância da colaboração entre governos, setores privados e a sociedade civil na construção de soluções que contemplem tanto a importância da preservação do meio ambiente, quanto o bem-estar humano. 

Com uma trajetória de mais de seis décadas no mercado segurador, Nilton Molina é uma das principais lideranças nacionais na discussão sobre previdência e envelhecimento ativo. À frente do Instituto de Longevidade MAG, tem promovido estudos, projetos e parcerias que buscam repensar o futuro do trabalho, da aposentadoria e da proteção social no Brasil, conectando esses temas às metas globais da ONU na Agenda 2030 e às demandas de uma sociedade em transformação.

Icatu Seguros abre inscrições para o Programa de Estágio 2026

A Icatu Seguros abriu inscrições para seu Programa de Estágio, com início no 1º semestre de 2026. A companhia, reconhecida 11 vezes como uma das melhores empresas para se trabalhar pelo Great Place to Work (GPTW), além de estar entre as 15 melhores do país para se desenvolver profissionalmente segundo o ranking LinkedIn Top Companies 2025, oferece 15 vagas para atuação na sede da companhia, no centro do Rio de Janeiro.

As oportunidades são destinadas a estudantes dos cursos Administração, Ciências Econômicas, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Design, Direito, Engenharia (Produção, Software, Computação), Estatística, Marketing, Jornalismo, Matemática, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Informação, TI. Podem se inscrever estudantes a partir do segundo período da faculdade e com previsão de formatura a partir de junho de 2027. 

O Programa de Estágio da Icatu Seguros oferece oportunidades de desenvolvimento profissional, interação com diversas áreas e trilha de aprendizagem estruturada, que propicia a construção da carreira para o mercado e dentro da própria companhia. Entre janeiro de 2022 e março de 2025, a Icatu recebeu mais de 280 estagiários; só em 2024, metade dos participantes foi contratada ao final do programa.

Temos um histórico sólido de desenvolvimento e retenção de talentos. Nosso programa é estruturado em diversas etapas, com a participação ativa dos diretores e do presidente da Icatu, o que reforça o quanto valorizamos este processo. Nosso objetivo é atrair estudantes com vontade de crescer, aprender e construir carreira em um ambiente que valoriza a colaboração, a vontade de aprender e o desenvolvimento contínuo”, afirma Simone Grossmann, Diretora de Pessoas e Sustentabilidade da Icatu Seguros.

Sobre o programa – A carga horária é de 30 horas semanais, com modelo híbrido de trabalho – quatro dias presenciais por semana. A bolsa-auxílio é de R$1.500 no primeiro ano e R$1.950 a partir do segundo ano. O programa tem duração de dois anos e oferece benefícios como 13º salário, seguro de vida, plano de saúde e odontológico, Wellhub e horário flexível. O programa oferece ainda uma trilha para desenvolvimento, que inclui, dentre outras oportunidades, bate-papo com o presidente, imersão em outra área e treinamento em ferramentas como Excel e Power bi.

Etapas do processo seletivo – Os candidatos passarão por quatro etapas eliminatórias (Inscrições, Testes Online, Dinâmicas de Grupo e Painel com Executivos), com participação ativa de diretores e do presidente na seleção final. A admissão está prevista para 16 de março de 2026. As inscrições ficam abertas até 30 de novembro no site  https://trabalheconosco.vagas.com.br/icatu-estagio.

Tokio Marine compensa suas emissões de gases de efeito estufa e conquista o selo Carbon Free

 

Seguindo o seu compromisso com a responsabilidade ambiental e social, a Tokio Marine Seguradora anuncia mais um avanço significativo em sua jornada ESG: a conquista do Selo Carbon Free, que reconhece a compensação de 453 toneladas de CO₂e emitidas pelas operações da Companhia no Brasil ao longo de 2024 nos escopos 1 (emissões próprias) e 2 (emissões indiretas referentes à aquisição de energia elétrica).

A compensação foi realizada por meio do projeto Brazilian Amazon Grouped Forestry, que atua na preservação de mais de 30 mil hectares de floresta na Amazônia Legal, incluindo comunidades dos seringais de Porangaba, Palmares, Potiguar e Katianã, no Acre. Além da proteção ambiental, o projeto promove o desenvolvimento social, beneficiando mais de 770 famílias com acesso à educação, saúde, energia limpa e inclusão digital. Essa ação contribui diretamente para que até 13,7 milhões de toneladas de CO₂ deixem de ser lançadas na atmosfera até 2032, o equivalente às emissões de quase 3 milhões de carros em um ano.

A iniciativa está alinhada ao plano estratégico da Seguradora no Brasil e ao compromisso global do Grupo Tokio Marine com a descarbonização cuja meta é de atingir o Net-Zero, o que reforça o papel da Companhia como agente ativo na transição para uma economia de baixo carbono. A conquista do selo Carbon Free reafirma a Jornada de Descarbonização da Companhia, baseada em três pilares: Medir (medição da pegada de carbono), Compensar (compensação das emissões realizadas) e Reduzir (desenvolvimento de ações para redução das emissões futuras). 

Para o Superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine, André Cordeiro, a conquista do selo é uma prova da responsabilidade contínua da Companhia com o clima, as pessoas e o planeta. “A conquista do Selo Carbon Free é um marco importante na nossa estratégia de sustentabilidade. Ela representa não apenas a compensação das emissões, mas também nosso compromisso com um futuro mais justo, limpo e sustentável para as próximas gerações. Seguiremos firmes em nossa missão de integrar práticas sustentáveis ao negócio, promovendo impacto positivo para o meio ambiente e para a sociedade”, afirma o executivo.

IRB(Re) marca presença na Fides 2025

Representantes do setor de seguros e resseguros de diversos países desembarcam em San José, capital da Costa Rica, para a 39ª Conferência Hemisférica de Seguros da Federação Interamericana de Empresas de Seguros, a Fides, que começa neste domingo (09/11). Patrocinador do evento, o IRB(Re) marcará presença com dez executivos. Liderado pelo vice-presidente de Resseguros, Daniel Castillo, o grupo se prepara para dias de intensa troca, fortalecendo relacionamentos com clientes da América Latina e debatendo os principais desafios do setor. Em entrevista exclusiva, Castillo fala sobre o apetite da empresa diante do mercado internacional e aponta os diferenciais do maior ressegurador do Brasil.

Qual a expectativa do IRB(Re) para a Fides Pura Vida?

As expectativas são as melhores possíveis. Estamos muito animados com esta oportunidade de estarmos reunidos com os líderes dos setores de seguros e resseguros da América Latina. Somos patrocinadores do evento e teremos um espaço exclusivo no local, onde poderemos receber clientes para reuniões, fortalecendo relacionamentos e conexões. Além disso, somos os patrocinadores exclusivos do aplicativo oficial da Fides 2025, marcando nossa presença também no ambiente digital e deixando nossa marca.

Qual a estratégia da companhia para a América Latina?

Estamos voltados para todos os países da América Latina. Apesar de o Brasil continuar sendo nosso principal mercado, crescemos, no segundo trimestre, na América Latina em 32% e nos demais mercados internacionais em 48%. Nossa prioridade é o crescimento com rentabilidade. 

Quais os diferenciais do IRB(Re) em relação a outros resseguradores?

Temos uma equipe dedicada, fluente em espanhol e com conhecimento da região, seus riscos e suas exposições catastróficas. Adotamos práticas diferenciadas para países como Peru, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Bolívia e México, entendendo as diferentes necessidades e oportunidades de cada país. Além disso, temos capacidade e alçada para decidir e apoiar nossos parceiros, oferecendo um serviço de qualidade com muita agilidade.

Como avalia o período de renovações de contratos na América Latina?

Recentemente, renovamos importantes contratos na Argentina, Peru, Colômbia e México. Nesses mesmos países, conseguimos subscrever novos negócios e aumentar a participação em negócios que já estavam em nossa carteira. 

E para o resto do mundo? Quais são os planos?

O mercado global continua sendo analisado, mantemos a estratégia de desenvolver negócios não proporcionais, sem assumir grandes exposições catastróficas gerenciando, assim, nossa carteira de negócios. A ideia é que nossa carteira de P&C internacional alcance rentabilidade similar à que performamos no mercado local. Há um mercado relevante que queremos acessar e, neste ano, nos aprofundamos para conhecer melhor os parceiros e manter um relacionamento sustentável e de longo prazo. 

Qual a expectativa em relação ao crescimento da carteira internacional para os próximos meses?

O negócio internacional requer atenção especial uma vez que apresenta exposições diferentes daquelas que estamos acostumados no Brasil como terremotos, furacões e outros eventos naturais. Em facultativos internacionais, por exemplo, tomamos a decisão de fazer negócios somente em excesso de danos, ou seja, negócios não proporcionais. Nos contratos internacionais, quando há exposição catastrófica, também fazemos negócios de forma não proporcional em capas altas com baixa exposição, diversificando nossa carteira de contratos. 

Qual o perfil da carteira hoje?

Os prêmios retidos pelo IRB(Re) totalizaram R$ 827 milhões no segundo trimestre desse ano. Desse total, R$ 799 milhões se referem à carteira P&C (96,6%) e R$ 28 milhões à Vida (3,4%). Considerando a distribuição geográfica, 64% referem-se a negócios feitos no Brasil, 16% na América Latina e 20% no resto do mundo. Olhando as linhas de negócios, Patrimonial responde por 54% da carteira.

P&C é prioridade, então? Que linhas?

P&C é, hoje, nosso principal negócio, como os números do segundo trimestre demonstraram: Do total do prêmio retido pelo IRB(Re) nos últimos 12 meses, R$ 3,7 bilhões, P&C responde por R$ 3,4 bilhões. A linha Patrimonial merece destaque, tendo atingido R$ 445 milhões em prêmio retido no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024. Mas vale dizer que nossa carteira está equilibrada e podemos crescer em todas as linhas de negócios. Nosso foco está na rentabilidade, bons riscos. Seguimos evoluindo, sempre com foco nos bons negócios e na disciplina de subscrição.

Avanços e desafios do setor de seguros na transição para uma agenda climática

por Felipe Nicola, Diretor de Seguros e Clima & Sustentabilidade da Oliver Wyman   

O setor de seguros é peça central na agenda climática, pois tem a capacidade única de precificar e gerir riscos em diferentes dimensões da transição climática. Isso inclui os riscos climáticos físicos — como enchentes, estiagens e eventos extremos — que exigem adaptação em projetos de infraestrutura, ou modelos inovadores, como seguros paramétricos no agronegócio.

Ao mesmo tempo, o segmento precisa lidar com riscos associados a tecnologias emergentes e de transição, sejam tecnológicos (ex. confiabilidade de novas soluções) ou de adoção e demanda (ex. infraestrutura para veículos elétricos, projetos de geração de biometano). 

O setor segurador brasileiro avançou de forma significativa ao incorporar sustentabilidade na regulação prudencial (com a adoção da Circular 666, CNSP 473, ORSA). Ainda assim, sua eficácia depende de implementação consistente, com a adoção de métricas robustas, dados confiáveis e integração plena à estratégia. Nesse sentido:

  • A Circular Susep nº 666/2022 foi um marco ao exigir que seguradoras, resseguradoras e entidades abertas de previdência implementassem políticas de sustentabilidade, gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos (ESG/ASG) e relatórios de sustentabilidade aprovados pela alta administração. Essa norma colocou o tema no centro do sistema de governança e de risco do setor. 
  • Em 2024, a Resolução CNSP nº 473 complementou essa agenda, estabelecendo critérios para classificar produtos de seguros e previdência como “sustentáveis”, criando segurança jurídica para ofertas ESG e reduzindo o risco de greenwashing. 
  • O ORSA (Resolução CNSP nº 416/2021) também reforça a necessidade de incorporar riscos climáticos nos cenários prospectivos de capital e solvência, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais. 

Inovações e práticas em curso 

  • Cresce a adoção de seguros paramétricos, especialmente no agro e em infraestrutura, permitindo indenizações rápidas com base em gatilhos climáticos (chuva, temperatura, vazão de rios), já utilizados em projetos-piloto no Brasil com dados do INMET. 
  • Seguradoras começam a oferecer condições diferenciadas ou descontos vinculados a práticas sustentáveis de clientes (seguros agrícolas vinculados a práticas de baixo carbono; seguros de frotas que incentivam eletrificação) 

Principais desafios atuais 

  • Dados e modelos locais: ainda há defasagem em cat models adaptados à realidade brasileira, especialmente para riscos “secundários” como enchentes urbanas, deslizamentos e incêndios florestais. Como exemplo de modelo adaptado à realidade nacional, a corretora de resseguros Guy Carpenter possui modelo inovador probabilístico de alagamento no Brasil. 
  • Acúmulo e precificação: zonas críticas de risco exigem maior granularidade e mecanismos de agregação dinâmica de exposição. 
  • Capacidade técnica: há necessidade de fortalecer times de modelagem climática e integração com áreas de risco, subscrição e resseguro. 
  • Integração público-privada: falta avançar em mecanismos de redução de riscos ao setor e de definição do papel do governo/cidades em catástrofes ambientais, como já ocorre em outros mercados, para garantir resiliência sistêmica. 

Mitsui Sumitomo celebra 60 anos e inicia novo ciclo global de crescimento


A Mitsui Sumitomo Seguros comemora nesta terça-feira, 4 de novembro, seis décadas de operação no Brasil, em uma celebração que reúne parceiros de negócios e representantes da imprensa em São Paulo. Mais do que uma data simbólica, o marco dos 60 anos — ou Kanreki (還暦), em japonês — representa para o grupo o início de um novo ciclo de vida, em que tradição e inovação se unem para preparar a companhia para o futuro.

O Kanreki é uma das celebrações mais significativas da cultura japonesa, simbolizando o renascimento após o encerramento do ciclo completo do zodíaco oriental, formado por 12 signos e 5 elementos. “Trata-se de um momento de alegria e gratidão, de reconhecer o legado construído e, ao mesmo tempo, de reafirmar o compromisso com o futuro”, explica o CEO Koichi Kawasaki. “Celebramos nossa história e nossa consistência, mas sobretudo abrimos um novo ciclo de inovação, transformação e crescimento.”

Segundo o diretor-geral Luis Nagamine, que assumiu a liderança da Mitsui Sumitomo no Brasil em janeiro de 2024, a companhia vive um movimento de preparação para os próximos anos, acompanhando a transformação global do grupo japonês. “Estamos passando por um novo ciclo de globalização, que vai reposicionar a companhia para as próximas décadas”, afirma.

Internacionalização e sinergia global

O plano global da controladora MS&AD Insurance Group, maior grupo segurador do Japão, prevê a integração de suas duas principais seguradoras — Mitsui Sumitomo Insurance e Aioi Nissay Dowa Insurance — em uma única empresa até 2027. A fusão visa aumentar a eficiência, a rentabilidade e a sinergia operacional em todo o mundo.

O governo japonês vem incentivando o desinvestimento em setores fora do core business de seguros, redirecionando capital para novas oportunidades internacionais. “A estratégia do grupo agora é direcionar os investimentos que eram feitos nas empresas japonesas não ligadas a seguros (participações estratégicas), para alocar este capital às oportunidades dentro do nosso negócio, mas fora do Japão. O investimento de US$ 3,8 bilhões na Berkley nos Estados Unidos reflete essa visão estratégica” explica Nagamine.

De acordo com Carlos Eduardo Silvestre, diretor de Gestão de Negócios & Relacionamento da Mitsui Sumitomo Seguros, que esteve recentemente no Japão para treinamentos, o grupo japonês vem redesenhando sua estrutura para que a área internacional assuma papel de protagonismo. “Hoje, 60% das receitas ainda vêm do Japão e 40% do exterior, mas a meta é inverter essa proporção até 2030. Isso mostra o quanto a companhia está comprometida em se tornar verdadeiramente global”, destaca.

Nos Estados Unidos, o grupo já vem expandindo sua atuação de forma expressiva. Até poucos anos atrás, o grupo atendia principalmente empresas japonesas, mas hoje a operação se abriu para grandes players corporativos globais, com crescimento orgânico e contratações de talentos locais profissionais reconhecidos globalmente.

A companhia também vem aprofundando o intercâmbio com a MS-Amlin, um dos principais sindicatos do Lloyd’s of London, um dos maiores mercados de seguros do mundo, aproveitando a experiência global em seguros de property para geração de energia e construção e lançar novos produtos no Brasil, além de trazer mais capacidade ao mercado brasileiros para estes setores. “Estamos integrando o que há de melhor do grupo para tornar a Mitsui Sumitomo numa seguradora realmente global” em cada país, fortalecendo o DNA global da empresa”, reforça Nagamine.

Nagamine ressalta que o Brasil é peça estratégica nesse plano. “Temos crescido de forma consistente e sustentável, ampliando nossa base local de clientes corporativos. O país está pronto para receber novas linhas e tecnologias globais, principalmente em cyber, D&O e E&O, em parceria com os times internacionais da Mitsui.Nosso objetivo é diversificar a base e crescer de forma sustentável. Estamos investindo em sistemas modernos que automatizam processos e ampliam a capacidade de resposta aos corretores”, afirma.

O novo portal de corretores, lançado em 2025, com tecnologia de ponta para emissão online de apólices de garantia e transporte. “Em poucos meses, já observamos aumento expressivo na produtividade e na emissão de novos negócios”, diz o executivo. “Agora o corretor tem muito mais autonomia, deste a cotação até a emissão da apólice. Futuramente estará incluída toda a jornada de sinistros. Em poucos meses, já observamos aumento expressivo na produtividade e na emissão de novos negócios”, diz o executivo.

Além disso, a seguradora implementa soluções de inteligência artificial que automatizam a leitura e interpretação de documentos, otimizando o trabalho dos subscritores. “Com isso, conseguimos cotar 25% mais propostas e ampliar em mais de 90% o volume de negócios novos de property”, destaca Nagamine. “Eliminamos o ‘não aceito’ por falta de tempo e passamos a oferecer respostas mais rápidas e precisas aos clientes de nossos corretores.”

Inovação em resiliência climática

Outro eixo estratégico da Mitsui Sumitomo no Brasil é a resiliência climática. A companhia testa ferramentas de monitoramento que emitem alertas individualizados para clientes com base ao seu endereço, permitindo ao cliente tomar medidas de prevenção de perdas como retirada de mercadoria das partes mais baixas, além de melhorar precificar melhor riscos de danos da natureza (como alagamento e vendaval) e oferecer coberturas mais adequadas.

“A ideia é evoluir para um modelo sustentável, no qual possamos ampliar a oferta de seguros climáticos e contribuir para a prevenção de desastres”, explica Nagamine. “Estamos ajudando entidades do setor, como a Confederação de Seguradoras, a CNseg, e o Sindicato de Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP) a desenvolver soluções que deixem um legado positivo para a sociedade.”