Conseguro 2021: Oportunidades e desafios na infraestrutura de transportes para seguros de grandes riscos

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Fonte: Cnseg

O tema infraestrutura é, de longe, o que conta com imensos desafios e infinitas oportunidades para o mercado segurador. Para criar um ciclo virtuoso aos players envolvidos – entes públicos e privados –, há um grande empenho das agências reguladoras, dos governos e dos especialistas em seguros para colocar em prática normativos atualizados que viabilizem a conclusão do negócio sem longas disputas judiciais.

Esse foi o ponto central do debate do painel “Cabotagem e Rodovia – Infraestrutura para destravar o Brasil”, do qual participaram Paulo Rabello de Castro, economista e Sócio da RC Consultores; Eduardo Nery, Diretor-Geral da ANTAQ; e Renan Essucy Gomes Brandão, Superintendente de Concessão da Infraestrutura da ANTT. 

Segundo Rabello de Castro, o governo, por meio do ministro Tarcisio de Freitas, tem feito esforços para retomar a infraestrutura no Brasil, depois da interrupção com as investigações da Lava Jato, a partir de 2014. “Por conta da pandemia e também de tropeços que ainda acontecem na área econômica, não temos o nível de retomada de investimentos que gostaríamos estar antevendo. Por um lado, os governos federal, estaduais e municipais exercem o papel de protagonistas em áreas de infraestrutura. No entanto, esta área está muito prejudicada pelo esmagamento das despesas correntes obrigatórias”, comentou. 

Do outro, entre privados, que podem ativar investimentos através do processo de licitações, concessões e autorizações, não se sentem seguros para apostar suas fichas em obras de longo prazo, com risco e retorno incertos por dúvidas sobre a capacidade de os governos investirem recursos em projetos milionários em razão da instabilidade política, que afeta a economia, até questões com transparência, agilidade e segurança jurídica dos contratos.

“O cenário de oscilações de taxas de juros é uma das dificuldades na planilha de rentabilização de qualquer investimento de infraestrutura. Assim como a instabilidade internacional, como agora vemos na China. Temos de saber lidar com isso, com a ideia de que se trata de um ciclo que deve demorar até 2 anos. Vamos percorrer uma área de deserto, mas tudo que sobe, baixa”. 

E quando este cenário incerto virar para um momento pleno, a parte regulatória e normativa precisa estar pronta para aguçar o apetite de investidores e dos seguradores para reduzir riscos inerentes aos projetos. Para Rabello, a área de seguros é vital para apoiar os investimentos. Em uma conta básica, valendo-se de estatísticas de investimentos entre 1970, quando foi o ápice de investimentos em infraestrutura com 7,4% do PIB, e entre 2017 e 2021, com 1,9%, seria possível nos próximos anos dobrar a participação de seguros no segmento de grandes riscos para algo próximo de 4%.

“Se considerarmos a grosso modo que infraestrutura comanda cerca de 20% dos R$ 600 bilhões em investimentos previstos, teríamos um acréscimo entre R$ 600 milhões e R$ 900 milhões de prêmios de seguros acrescentados ao valor do mercado atual de garantia”, afirmou. Dessa forma, Rebello sinaliza o interesse das seguradoras pelo segmento. 

Com tal expectativa, as agências reguladoras se debruçam em normas e regras para garantir a entrega das obras, mas que não sejam tão severas a ponto de torná-las apenas um pedaço de papel, sem interessados em participar desta jornada de colocar o Brasil na rota do crescimento com uma infraestrutura de ponta.

Além de regulamentações setoriais em curso, a Lei de Licitações já é uma realidade. Foi sancionada em abril de 2021 e dá um prazo de até 2 anos para que o novo formato de seguro garantia entre em vigor. “Para que ela saia do papel para a prática, é imprescindível a corresponsabilidade absoluta e necessária entre todos para o desenvolvimento do Seguro Garantia como um importante instrumento de mitigação de riscos. Temos um pacote de seguros e não uma modalidade que vai cobrir tudo e qualquer riscos, inclusive ambientais”, afirma o moderador do debate, Roque Junior de Holanda Melo, Vice-presidente da Junto Seguros e presidente da Comissão de Riscos de Crédito e Garantia da FenSeg.

Segundo Renan Essucy Gomes Brandão, Superintendente de Concessão da Infraestrutura da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), há previsões de mais de R$ 200 bilhões de investimentos em rodovias. Neste contesto, é muito importante neste contexto que as seguradoras façam parte da equação do risco retorno. “Para isso, vamos precisar de uma legislação adequada aos seguros. É importante que as seguradoras se capacitem para dimensionar os riscos, pois a lei permite que a companhia de seguros assuma a conclusão das obras. Os profissionais do setor precisam entender os riscos destes projetos, que são relevantes e assim estarem qualificados para garantir a entrega da obra, fazendo valer o Seguro Garantia contratado a favor do ente público”.

Eduardo Nery, diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável por regular a infraestrutura portuária, trouxe as perspectivas do setor e como o mercado segurador pode contribuir com o processo de crescimento. Em 2020, a Antaq registrou a movimentação de 1,15 bilhão de toneladas de cargas, mesmo em um contexto de crise, mostrando resiliência e atendendo a sociedade evitando o desabastecimento e exportação. No primeiro semestre de 2021, a agência registrou 591 milhões de toneladas, um crescimento de 9,4% em relação ao primeiro semestre de 2020. Minério de ferro é o principal produto exportado. O transporte do e-commerce também apresentou forte evolução neste período. 

“Atuamos em um segmento com estratégico para o Brasil e de grandes cifras, que precisam de seguros para mitigar riscos. Teremos 9 leilões na B3, com destaque para terminais no Porto de Santos. Certamente será o maior, com R$ 1 bilhão em arrendamento. E os contratos de seguros são importantes. Tanto que já trabalhamos em cláusulas de matriz de riscos muito bem definidas com os riscos que cada uma das partes vai assumir. É uma lista exaustiva, que vem sendo criada com a participação de todos, e mostra o nível de evolução nos produtos e coberturas oferecidos pelas seguradoras”, disse.

Ele cita como exemplos que a arrendatária teria responsabilidades desde os projetos até a variação de câmbio, bem como prejuízos a terceiros e danos ao meio ambiente. Já o poder concedente assumiria riscos como custos recorrentes até o redimensionamento do passivo ambiental. 

“Esse debate confirmou que o cenário macroeconômico local e mundial é de muito desafio, considerando diferentes fatores que podem impactar a economia e sobretudo os gastos públicos, o que traz desafios para infraestrutura. No entanto, tenho um sentimento de otimismo que, com a coordenação de todos, o seguro terá os riscos mitigados para os investimentos públicos e privados. Há vários setores trabalhando com afinco para impulsionar os investimentos em infraestrutura. Há muito a ser feito, como novas leis a serem criadas e reestruturação das vigentes. Mas muito já foi feito para trazer transparência e eficiência, criando assim um ambiente mais atrativo para os investimentos”, finaliza o moderador do painel. 

Conseguro 2021: Multiplicação das mídias é um dos desafios da comunicação

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Fonte: CNseg

“Em publicidade, a busca sempre foi transformar o consumidor em mídia, gratuita e crível, e isso não é uma novidade em função do ambiente online”, afirmou o publicitário Washington Olivetto ao abordar o tema “Os desafios da comunicação em uma sociedade em transformação”, painel que integra a 10ª edição da Conseguro, evento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

Para o publicitário, “em comunicação, se não houver uma grande ideia, nada acontece”. E ressaltou: “A principal mudança é que antes havia um monólogo, mas com a digitalização, o diálogo prevalece; essa grande ideia tem a obrigação de ser grande e única em si, mas não basta ter o tema da mídia considerada prioritária. Ela deve ganhar as características de cada mídia, mesmo sendo a mesma ideia”.

Para abordar os desafios da comunicação em uma sociedade em transformação, a Conseguro – maior evento do mercado segurador nacional – reuniu Olivetto, a antropóloga Hilaine Yaccoub, especializada em antropologia do consumo, e o presidente da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg e diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira. A mediação do encontro foi realizada por Antônio Penteado Mendonça, sócio do Penteado Mendonça e Char Advocacia, também colunista do Estadão.

No painel, Washigton Olivetto destacou também: “A melhor publicidade é aquela que parece não ter autor. Velhinhas italianas conversando em janelas em uma vila em São Paulo formam uma rede social. Da mesma forma, era costume voltar de viagem e reunir os amigos para comer fondue e mostrar as fotos, o que hoje acontece no Instagram. A projeção de imagens continua, os sonhos e anseios não mudaram, mas a forma de comunicar ganhou novos contornos”.

Na avaliação de Olivetto, na pandemia, dois pontos foram diferenciais em termos de comunicação: entender a necessidade das pessoas e informar. “As empresas que melhor se comportaram foram aquelas que se preocuparam mais com informação do que vendas. Naquele momento, informar era mais importante que persuadir”, destacou.

Em sua participação no painel, Hilaine Yaccoub salientou: “O consumo é um fato social. Antes mesmo do nascimento e até a morte, o consumo está presente de forma prática, simbólica e emocional. E com a profusão das redes sociais, as comunidades digitais servem como canal de recomendações”.

De acordo com a antropóloga, “as pessoas olham para as marcas como se fossem pessoas, esperam posicionamentos, pedidos de desculpas se algo politicamente incorreto foi proferido, mesmo que não seja politicamente incorreto para boa parte da população”. 

Segundo Hilaine, existe também a busca sobre o serviço ser idôneo ou o produto entregar o que promete. “Um consumidor, com um celular na mão, consegue fazer, de forma simples, uma boa recomendação para outros consumidores nas redes”, afirmou. “Não adianta mais muito papo de vendedor. O storytelling, desde a jornada de compras também está mudando. Mas entendo que também não é esse caminho dos influenciadores virando garotos-propaganda”, explicou.

Na avaliação da antropóloga, na comunicação com o público é necessário levar em consideração, entre outros fatores, que “60% da população brasileira é ‘desbancarizada’, e que há um número expressivo de analfabetos funcionais”.

No evento, a abordagem do tema para o universo do seguro foi conduzida por Alexandre Nogueira, presidente da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg, ao contextualizar que o setor tem um desafio muito maior na comunicação, em função de sua amplitude de atuação. “É uma quantidade grande de segmentos que abrange, como seguro de vida, saúde, previdência e capitalização, e cada uma dessas modalidades tem as suas características e seus próprios desafios”, explicou.

Nogueira refletiu também que o seguro faz parte da vida das pessoas em diversos momentos. “Temos produtos e serviços para todo o espectro de atuação de vida das pessoas. A relação de consumo e a relação de proteção da cultura do seguro deve andar lado a lado”, observou.

O presidente da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg reforçou, ainda, que outro desafio é o desconhecimento, por parte da população, dos benefícios do seguro. Porém, segundo ele, o isolamento social ampliou a percepção de risco. “As pessoas refletiram sobre a proteção, estabilidade, continuidade e planejamento para o futuro”, salientou.

O mediador, Antonio Penteado Mendonça, considerou o debate estratégico. “O tema é extremamente relevante porque traz o que está acontecendo no mundo em termos de comunicação e a profunda mudança ao longo dos anos”, avaliou.

Conseguro 2021: Novas regras de liquidez e solvência

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Fonte: CNseg

Neste ano, foi publicado um pacote normativo que traz novidades em relação ao nível de liquidez e apuração da solvência das empresas do setor de seguros, que são: a Resolução CNSP nº 412/2021, a Resolução CNSP nº 416/2021 e a Circular SUSEP Nº 634/21. O assunto foi tema do painel “Gestão do risco de liquidez e qualidade de cobertura do CMR”, da Conseguro 2021, da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. O coordenador de Regulação da Coordenação Geral de Regulação Prudencial da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Gabriel Caldas, afirmou que as mudanças têm o objetivo de estimular a competitividade, eliminando custos regulatórios desnecessários, para gerar redução dos preços e permitir maior incursão dos seguros na vida da população.

O tratamento dado para o risco de liquidez, em sua versão anterior, buscava criar um colchão de ativos líquidos, adicional às provisões técnicas, de forma a minimizar a possibilidade de que as empresas não tivessem ativos financeiros elegíveis para cobrirem suas provisões técnicas. “Ocorre que, para isso, há os ativos garantidores, que são um rol de ativos financeiros, e nós criamos um buffer de liquidez, cuja base de cálculo é o capital de risco, sendo que 20% desse capital teria que ser coberto com ativos líquidos dentro do rol dos ativos garantidores”, destacou.

 Com essa revogação do buffer de liquidez, a gestão do risco passa para uma esfera não quantitativa, mas qualificativa, saindo do Pilar 1 para o Pilar 2 de Solvência II. “A política de gestão de risco terá estratégias e diretrizes para a empresa gerir o seu risco de liquidez, de acordo com a avaliação dela mesma da sua capacidade e pagamento, em condições normais ou estressadas”, explicou Caldas.

Essa mudança de paradigma, do quantitativo para o qualitativo, apresentada pela Resolução CNSP nº 416/21, que define o que é o risco de liquidez e determina que sejam previstas nas políticas das empresas a mitigação do efeito de oscilações, como o aumento nas solicitações de cancelamentos, resgate e portabilidade, aumento de sinistralidade e oscilações no fluxo de caixa. “As empresas terão que olhar para si e estabelecer o seu buffer de liquidez, se ele é necessário ou não. Isso incentivará uma política de gestão de risco e gestão de liquidez mais efetivas, e a melhoria do mercado nesse aspecto” defendeu Caldas.

Outra mudança foi a criação de um plano de insuficiência de cobertura. “Havendo uma insuficiência de cobertura por ativos garantidores de até 30%, a SUSEP estabelece um plano de recuperação e, se julgar necessário, uma fiscalização especial. Se isso se agravar com mais de 30% de insuficiência, a empresa está sujeita à direção fiscal e também à continuidade do plano de recuperação, afirmou.

NA PRÁTICA

Para Laurindo Lourenço dos Anjos, presidente da Comissão de Gestão de Risco da CNseg e Gestor de Riscos da Caixa Residencial, a Resolução CNSP nº 416/21, por si só, traz alguns desafios, mas, para as empresas que têm uma gestão eficiente, o novo normativo possibilita diferenciais competitivos.

“A mudança de Pilar 1 para o Pilar 2, do quantitativo para o qualitativo, já traz alguns desafios, mas acredito que todo o mercado a recebeu com bastante entusiasmo, pois isso tira aquelas amarras que potencialmente existiriam ao ter o buffer de liquidez de 20% como única regra possível. Permitiu às empresas que fazem uma gestão bastante segura, com profundidade, serem mais livres para buscarem rentabilidades maiores e, portanto, obterem melhores resultados e diferenciais competitivos]”, declarou ele.

Diretor de Planejamento e Controle da BrasilPrev, Nelson Katz, falou sobre a emissão de dívida subordinada por parte da companhia, iniciada neste ano e prevista pela Resolução CNSP 391/2020. “Basicamente, nós tivemos dois objetivos: diversificar a fonte de capital e o seu custo, pois nós sabíamos que o custo da dívida subordinada seria menor do que o custo de capital próprio que nós temos. Também identificamos que temos uma oportunidade para continuar a ampliar a emissão de dívida subordinada por parte do mercado segurador, o que é atrativo para o mercado de investimentos no Brasil”, afirmou, acrescentando que para a BrasilPrev, a demanda do mercado institucional foi superior à oferta coloca no mercado.

Marcos Spiguel, presidente da Comissão Atuarial da CNseg e Diretor Atuarial da Prudential do Brasil, que fez a moderação do painel, ressaltou que há alguns anos, a margem de solvência era o maior entre 20% do total de prêmios emitidos dos últimos doze meses, ou 33% a média anual do total dos sinistros retidos dos últimos trinta e seis meses. A regra possuía capacidade limitada para refletir o risco suportado nas operações. “Era bem simples e, desde então, a gente vem avançando tanto em normativos de capitais, na categorização de riscos, começamos a falar de patrimônio líquido ajustado e agora estamos discutindo melhores práticas de gestão de risco de liquidez. Sem dúvida nenhuma, é uma constante evolução, a gente sempre percebe que tem algo para ajustar, mas quando olhamos para tudo o que foi feito nesse trabalho, sabemos que o mercado avançou bastante junto à regulação”, avaliou.

Conseguro 2021: Assimetrias entre seguradoras e associações precisam ser resolvidas

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Fonte: CNseg

“As associações de proteção veicular são um fenômeno que está se espalhando por todo o território nacional e que já se contam às centenas”, afirmou o consultor jurídico da Presidência da Confederação Nacional das Seguradoras, Luiz Tavares, que foi mediador do painel “Seguro auto X Proteção veicular”, realizado no segundo dia da Conseguro 2021. Para ele, esse fenômeno é um retrocesso, visto que um modelo de negócio semelhante, as entidades de mutualidades (como as “associações” eram denominadas na época), já havia tentado prosperar no passado, mas não foi adiante, em função dos mesmos problemas das atuais associações de proteção veicular: obrigações assumidas por pessoas físicas no lugar da transferência de riscos para sociedades estruturadas, falta de regras técnicas para amparo das garantias prometidas e de previsão de responsabilidade dos administradores. 

O professor de Direito do Consumidor, Ricardo Morishita, explicou que, diferentemente dos seguros, as associações têm três grandes características: haver solidariedade entre o grupo, não possuírem fins lucrativos e serem regulamentadas em lei. Entretanto, pontuou Morishita, as associações de proteção veicular possuem fins lucrativos e fazem venda massificada, não podendo, portanto, ser classificadas como associações, assim como também não são seguros. Não surpreende, então, que, contra essas associações, como informou o professor, já existam 356 ações civis públicas, além de entendimentos do STJ e de vários TRF de que a atuação dessas associações no mercado de seguros seja irregular. 

Mas os problemas das associações de proteção veicular não se limitam apenas à ilegalidade. Envolvem, também, graves prejuízos que podem trazer aos consumidores, muitas vezes,  seduzidos pelos preços apresentados. O risco é não receberem as indenizações em caso de sinistro.  

O coordenador geral da Coordenação Geral de Supervisão de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Paulo Roberto Miller Fernandes Vianna, informou que a entidade está atenta ao problema, já tendo entrado com diversas ações civis públicas contra essas associações. Segundo ele, grande parte do crescimento das associações de proteção veicular se deve a dificuldades das seguradoras em atender a uma boa parcela dos proprietários de automóveis, gerada por regras e normas muito engessadas. Essa foi, inclusive, a razão pela qual a Susep publicou a Circular 639, flexibilizando a regulação e, assim, permitindo que as seguradoras possam se tornar mais competitivas na disputa pelos consumidores que buscam essas associações. 

O deputado Federal e presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio, por sua vez, defendeu que, no combate às associações, a Susep fortaleça o papel dos corretores. Ele também afirmou que essas associações se utilizam do livre associativismo para legitimar sua ação, mas isso não as autoriza a entrar em um mercado regulado sem seguir as suas normas. Em função disso, informou, o PLP 518/2018, de sua autoria, que tramita na Câmara dos Deputados, estabelece regras para a atuação das associações, protegendo, assim, os consumidores.  

A diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Lilian Brandão, disse que a principal preocupação do órgão é com o direito à informação, que está diretamente relacionado à liberdade de escolha. Informação que precisa ser sempre correta, acessível e satisfatória, diferentemente do que acontece em relação às associações de proteção veicular, que atraem clientes com pouco entendimento a respeito de seu funcionamento. 

O presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg e diretor da Zurich Brasil Seguros, Walter Eduardo Pereira, destacou que a flexibilização das normas para o seguro de automóveis realizada pela Susep ajudará as seguradoras a criarem novos produtos, que terão potencial de concorrer com os das associações. Ele também destacou o importante papel dos corretores de seguro no esclarecimento dos consumidores sobre as características dos produtos que estão sendo adquiridos, algo que não ocorre nas associações. Por fim, ele disse que o mercado segurador não teme a concorrência, mas ela deve ocorrer com as mesmas regras para todos.  

Por sua vez, a gerente geral do Procon Pernambuco, Danyelle Sena, informou que chegam muitos casos, aos órgãos de defesa dos consumidores, de clientes de associações de proteção veicular que não receberam suas indenizações, conforme o prometido. Segundo ela, isso é particularmente delicado nesses tempos de pandemia, onde a renda das pessoas foi reduzida e o impacto financeiro de um problema desses torna-se ainda maior. Entretanto, à semelhança dos colegas de painel, Danyelle não defende a extinção dessas associações, mas a devida regulação da atividade para que haja um aumento da proteção do consumidor.  

Icatu realiza última etapa da campanha Rota das Vendas de 2021

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Fonte: Icatu

A Icatu vai premiar os corretores que baterem metas nas vendas de Seguros de Vida e coberturas de Risco de Previdência, na 4ª e última edição do ano da campanha Rota das Vendas. Nesta edição, que entrou em vigor no dia 1º de setembro, e segue até o dia 31 de dezembro, quem superar seus próprios resultados poderá conquistar diversos prêmios. Com destaque para os melhores do ranking, novidade desta edição, que poderão resgatar prêmios extras como Moto Scooter Elétrica, Iphone 12, Bicicleta Elétrica Motorizada, entre outros.

Durante a campanha, quanto mais o corretor vender, mais ele acumulará pontos para resgatar prêmios, que poderão ser escolhidos na Plataforma de Campanhas, até o dia 31 de março de 2022. Poderão participar os corretores parceiros da Icatu que comercializarem os produtos individuais de Seguro de Vida (Essencial, Equilíbrio e Horizonte) e coberturas de Risco de Previdência durante o prazo de vigência regular.

A meta da campanha está dividida em faixas de atingimento, onde o corretor pode alcançar pontos, de acordo com a faixa de produção. Ao longo da campanha, para cada faixa de produção atingida, o participante acumula os pontos correspondentes. “Os corretores são essenciais para o nosso negócio e sabemos a importância de incentivar e valorizar constantemente nossos parceiros. Com os corretores, construímos relações duradouras, de mútua cooperação”, afirma o vice-presidente corporativo da companhia, Alexandre Vilardi. 

Como novidade para esta edição, haverá a premiação extra, que consiste em um ranking nacional dos cinco corretores com maior pontuação, de acordo com os critérios de elegibilidade. Eles poderão resgatar os prêmios sugeridos na Plataforma de Campanhas.

Para saber mais sobre a campanha Rota das Vendas, acesse: www.icatuseguros.com.br/casadocorretor/

BMS Re lança operação no Brasil tendo como CEO José Leão

José Leão, CEO of BMS Re

A BMS Re, corretora especializada de resseguros, anuncia a constituição da BMS Brasil Corretora de Resseguros Ltda (“BMS Re Brasil”), com sede em São Paulo. A confirmação da licença da BMS Re Brasil foi publicada no Diário Oficial da União em 27 de setembro.

José Leão, CEO da BMS Re no Brasil, e Judi Newsam, presidente, conduzirão a nova operação reportando ao Aidan Pope, CEO e Presidente Executivo da BMS América Latina e Caribe, baseado em Miami. A BMS Re Brasil atuará em serviços de resseguro facultativo bem como contratos automáticos, com suporte direto dos escritórios do Grupo em Miami, Londres e demais.

Newsam possui experiência no mercado de resseguro da América Latina, tendo sido anteriormente presidente e CEO da Guy Carpenter no Brasil, onde liderou a operação dos dois escritórios da empresa, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Previamente, trabalhou para a Benfield no Brasil como chefe de escritório. Judi iniciou sua carreira trabalhando no mercado londrino.

Leão tem atuado no setor de resseguros por mais de uma década e ingressa na BMS Re após sua função mais recente como vice-presidente da Guy Carpenter Brasil. Antes disso, ele trabalhou como subscritor no IRB Re. Leão tem trabalhado no apoio ao desenvolvimento do mercado local por meio do uso de sua experiência global e capacitação técnica.

“Estabelecer uma nova operação no Brasil é um grande passo para a BMS e BMS Re. É um elemento-chave na nossa estratégia de crescimento na região da América Latina, perfeitamente alinhada com o modelo “hub and spoke” adotado pela BMS para crescimento internacional. Nossa iniciativa tem tido uma resposta positiva das companhias brasileiras, que buscam uma alternativa forte e independente aos corretores atuais. Tenho plena convicção de que nossa nova equipe no Brasil, apoiada pelos colegas de Miami e Londres, continuará crescendo cada vez mais. Temos um plano de contratação que será implementado progressivamente neste ano e durante 2022”, comentou Nick Cook, CEO da BMS, em comunicado.

“Judi e eu estamos muito satisfeitos por abrir novos caminhos para a BMS Re em um dos maiores mercados de seguro e resseguro da América Latina. A BMS Re tem uma excelente reputação por suas capacidades analíticas e atuariais e estamos entusiasmados em trazer essas habilidades para o mercado brasileiro. Apresentaremos aos nossos parceiros, as qualidades que fizeram da BMS Re uma das corretoras de resseguros com crescimento mais rápido do mundo, uma combinação de agilidade, capacitação técnica, e excelentes valores culturais, para o benefício de nossos clientes no Brasil”, acrescentou Leão.

AXA no Brasil oferece trilha exclusiva sobre Marketing Digital para corretores

AXA Seguros

Fonte: AXA

A seguradora AXA no Brasil finalizou hoje uma trilha de conteúdos sobre Marketing Digital ministrada por Edney Souza, conhecido como Interney, que ofereceu a corretores parceiros dicas e aprendizados sobre como estabelecer uma presença digital forte e, ainda, como utilizar a jornada do funil de vendas para atrair e fidelizar clientes. A ação é parte dos benefícios do Clube de Experiências AXA, programa de relacionamento da companhia, e inaugura o calendário de atividades para comemoração do Mês do Corretor.

“Nosso objetivo é, cada vez mais, oferecer conteúdos que vão além dos seguros e dos produtos, contribuindo para o desenvolvimento profissional do corretor e para o crescimento dos seus negócios. A escolha do Edney para estes encontros foi, justamente, porque a aplicação do marketing digital e a presença ativa nas redes sociais tem sido uma das principais demandas do mercado, e o corretor pode explorar muitas possibilidades e ferramentas” comenta Danielle Titton Fagaraz, Superintendente de Marketing e Estratégico e Planejamento Comercial P&C da AXA no Brasil. A executiva conta ainda que os participantes do evento serão os primeiros a receber, com exclusividade, um E-book sobre Jornada Digital para Corretores, que, em outubro, também será disponibilizado para todos os demais interessados.

Durante a trilha, os convidados puderam aprimorar a aplicação do marketing digital no dia a dia dos negócios, sempre com uma cultura de Foco no Cliente, analisando conceitos como Proposta de Valor, Storytelling (técnica de contar histórias atrativas), a importância das etapas de Conversão e Retenção e, ainda, o conceito de Experiência do Cliente.

PASI cria nova área de Ativação de Clientes e anuncia novo gerente comercial

Mateus Ribeiro - Gerente Comercial do PASI

Fonte: PASI

O Seguro PASI criou a área de Ativação de Clientes com o intuito de agregar os trabalhos desenvolvidos pelo departamento comercial da companhia e também atender necessidades específicas de Corretores parceiros. A área faz parte das ações inovadoras que o seguro vem desenvolvendo a partir das novas demandas do mercado, que tem como foco a melhoria dos processos, experiência do cliente e dos corretores.

“A Área de Ativação de Clientes será responsável pelo suporte, consultoria e acompanhamento de novos negócios específicos e resgate de clientes junto aos corretores parceiros. Sua atuação está voltada diretamente para prospecção direcionada pelas entidades parceiras, negociações estratégicas e suporte comercial para corretores nos fechamentos de novos clientes que estiverem dentro do escopo de atuação da área”, afirma  Mateus Ribeiro, novo gerente comercial do PASI. A nova área terá diversas frentes de atuação, cujo foco é levar ao cliente a mensagem e o propósito da empresa de forma mais personalizada, evidenciando seus diferenciais e exclusividades. “Dentre os trabalhos realizados, está a identificação e mapeamento dos corretores ligados às empresas que eventualmente buscam o PASI através dos canais de atendimento ou dos leads captados através dos canais digitais” ressalta Mateus. 

Além disso, a área contará com o apoio de outras equipes, a depender das estratégias e atuações. Os departamentos de SIP – Suporte Integrado PASI, Relações Institucionais e Marketing, por exemplo, deverão ser grandes parceiros da área, a fim de definir estratégias de atuação para fomento e maior alcance das empresas vinculadas aos parceiros do PASI e diversos segmentos de atuação. Além da equipe interna, a área também contará com o trabalho integrado junto aos Corretores e Entidades Parceiras do PASI.

 Novo Gerente Comercial

O PASI também anunciou Mateus Ribeiro, profissional que já possui 10 anos de carreira na empresa, como novo Gerente Comercial. Mateus já atuou no SIP e traz consigo toda essa experiência de relacionamento e atendimento para sua nova gestão. Ele é graduado em administração de empresas e iniciou no mercado de trabalho através do PASI, passando por diversas áreas da Companhia. 

O executivo contou que é um privilégio  fazer parte do time há tantos anos e acompanhar de perto essa transformação da empresa. “Após quase dois anos de muitos desafios e muita dedicação na área comercial, receber essa notícia foi extremamente gratificante. Me sinto muito honrado por ter a oportunidade de crescer e participar cada vez mais ativamente do crescimento do PASI. Uma empresa que realmente valoriza o colaborador e nos proporciona muitas oportunidades de crescimento”, pontuou.

Os Corretores poderão contar com todo o apoio do novo Gerente. Ele frisou que irá auxiliar os corretores nas negociações e buscará sempre a melhor solução através dos produtos PASI. “Darei todo apoio e suporte necessário aos corretores, para que possam construir carteiras perenes e sustentáveis junto ao PASI, desenvolvendo cada vez mais o time interno para ampliar ainda mais essa tão importante rede de suporte”, finalizou o novo gerente.

Zul+, insurtech 180° e Tokio Marine se unem para lançar seguro intermitente

O Zul+, app que viabiliza pagamento e compra de créditos de estacionamento rotativo e de diversos outros serviços automotivos, em parceria com a insurtech 180° Seguros lançam o seguro com cobertura intermitente, segundo release divulgado. Com contratação 100% digital e para uso imediato, o Seguro Zul+ é garantido pela Tokio Marine Seguradora e inclui cobertura de roubo ou furto de itens como smartphones, carteira, óculos e cosméticos, por exemplo, ao custo de R﹩ 0,49 por hora, garantindo indenização máxima de R﹩1 mil.

Disponível, primeiramente, para o público de Curitiba, o Seguro Zul+ é ativado somente no período em que o carro estiver estacionado na área do EstaR (Estacionamento Regulamentado) protegendo, imediatamente, os pertences deixados no veículo. “Conseguimos enxergar uma oportunidade e um formato inexplorado que tinha tudo a ver com o que o Zul gostaria de ofertar para seus clientes. A partir daí, desenvolvemos esse seguro intermitente que, na prática, pode ser ‘ligado e desligado’ pelo usuário, sendo cobrado e validado apenas quando o carro estiver precisando, de fato, de proteção”, explica o CEO e sócio fundador da 180° Seguros, Mauro Levi D’Ancona. 

O que pensa o Sonho Seguro: o valor de indenização máxima é baixo se considerado o custo de um smartphone ou de um óculos de grau. Ainda mais se for multifocal. Se o carro esta em um estacionamento, este é responsável pelo roubo/furto ocorrido. As empresas poderiam melhorar este produto para que ele realmente atenda a expectativa do consumidor.

Parceria com a Órama Investimentos amplia as pontuações no PRA Super Campeões

PRA SulAmerica Barcelona

Fonte: SulAmérica

Em parceria com a Órama Investimentos, a SulAmérica trouxe novas formas para aumentar a pontuação e o crescimento dos corretores participantes do PRA Super Campeões. Serão somados 10 pontos ao corretor que indicar a plataforma para abertura de novas contas na Órama, e mais três pontos a cada R$1.000,00 aplicados nela. Além disso, se o corretor tiver feito o treinamento de consultores IndicaSAS, receberá mais 50 pontos. 

A Órama foi uma das empresas pioneiras a oferecer investimento digital no Brasil e foi premiada pela Amazon Web Services como uma das empresas mais inovadoras em serviços financeiros. Na área financeira, a SulAmérica detém 25% da Órama, plataforma digital de investimentos.  

O PRA Super Campeões tem vigência do primeiro ao último dia útil de 2021 e terá duas rodadas. A etapa intermediária irá considerar a pontuação de janeiro até o último dia útil de setembro e sorteará carros 0 km entre os melhores colocados de cada região. Já a rodada final soma os resultados de todo o ano e premia os corretores que obtiveram as melhores pontuações com a viagem para Barcelona. 

Pra Super Campões 2021 – Uma das principais novidades da edição deste ano é o aumento no número de premiações: de seis para 11 carros 0km, e de 52 para 87 premiados na viagem internacional. Os corretores irão competir de acordo com porte e região do país. O PRA Super Campeões 2021 traz, ainda, uma nova premiação para reconhecimento das assessorias de seguros, com direito a cinco vagas na viagem internacional. 

O regulamento completo da campanha, com todos os detalhes sobre elegibilidade, pontuação e prêmios, já está disponível no site: portal.sulamericaseguros.com.br/pracorretor/