Porto Seguro compra 74,6% da fintech Atar

Porto Seguro Atar

A Porto Seguro assinou um acordo para a aquisição de 74,6% da Atar, fintech que desenvolve soluções de Banking as a Service (BaaS) e infraestrutura bancária para empresas. O valor da transação não foi divulgado.

“A Atar passará a integrar o ecossistema Porto Seguro, reforçando a sua estratégia de aceleração da transformação para o mercado digital”, diz o comunicado. Segundo a companhia, a aquisição tem como objetivo “consolidar a participação da empresa no segmento de serviços financeiros, com a aquisição de uma instituição de pagamentos capaz de desenvolver soluções digitais de maneira ágil, eficiente e escalável, incluindo a conta digital”, destacou a companhia em comunicado à imprensa.

A Atar continuará como uma empresa independente e sua operação permanece em Santa Catarina, bem como alguns sócios continuam no negócio. A negociação já foi concluída e a Porto Seguro também irá aportar um valor adicional para o desenvolvimento de novos serviços e a ampliação da plataforma de soluções de pagamento da Atar.

Foto: divulgação Katia Benini, Rafael Trisotto, Orland Purim Junior e Mike Allan.

Liberty Seguros destaca a importância do seguro empresarial para pequenas e médias empresas

Mario Cavalcanti Liberty

Fonte: Liberty

Durante a pandemia da COVID-19, o país passou por diversas mudanças, tanto em setores da economia quanto em hábitos de consumo da sociedade. Um segmento que registrou crescimento exponencial no último ano foi o de PMEs, que somou mais de 600 mil empresas abertas em 2020. De acordo com o Sebrae, o número de novos empreendimentos registrados nos quatro primeiros meses de 2021 corresponde a 25% do total aberto no ano passado.

Dentro do montante de PMEs, alguns exemplos de negócios populares em 2020 foram comércio de vestuários e acessórios, fornecimento de alimentos para consumo domiciliar, trabalhos de alvenaria e cabeleireiro.

Um aspecto indispensável para a sustentabilidade dos negócios das PMEs é o seguro empresarial, que atualmente é oferecido em diversos formatos, com coberturas específicas para cada frente de atuação. Ter um seguro desse tipo é importante pois, geralmente, pequenas e médias empresas não contam com departamentos responsáveis por gestão de riscos ou reservas financeiras destinadas a possíveis incidentes. Com os seguros empresariais, os empreendedores podem ficar tranquilos em relação à solução de problemas com agilidade e segurança.

A Liberty Seguros oferece um portfólio completo de seguros para empresas como Liberty RC Fácil, Liberty Responsabilidade Civil, Liberty Prestação de Serviços, Liberty Auto Perfil, Caminhão e Liberty Comércio e Serviços. Cada produto tem uma proposta ampla de coberturas, como por exemplo orientação jurídica, danos causados a terceiros, além de proteção contra riscos específicos de cada ramo, como a cobertura de equipamentos de consultórios médicos e odontológicos, danos elétricos em restaurantes, responsabilidade civil para escolas – que pode se estender para a cobertura de passeios e viagens dos alunos -, serviços para home office, entre outras.

No Liberty Comércio e Serviços, a seguradora oferece um pacote de coberturas personalizadas para tipos variados de comércios, como buffets, cafeterias, escolas, escritórios, hotéis e pousadas, floriculturas, lavanderias, pet shops e muito mais. Para proprietários de floriculturas, por exemplo, o Liberty Floriculturas proporciona coberturas para despesas como danos na preparação de eventos, deterioração de flores por paralisação na câmara fria ou roubo de arranjos florais em trânsito.

Já para pequenos negócios em segmentos como alimentício, têxtil, hoteleiro, de telecomunicações, restaurantes e bares, a companhia oferece o Liberty Responsabilidade Civil, que cobre danos morais ou materiais causados a terceiros dentro das empresas ou local de prestação de serviços, entre outros.

No cenário atual de isolamento social, em que muitas pessoas passaram a trabalhar de suas casas, também há opções para os que lideram empresas no home office. Mesmo sem um estabelecimento físico que demande um seguro empresarial, clientes podem contratar um seguro residencial com coberturas diferenciadas voltadas para o trabalho remoto, como a perda de renda por incêndio na residência. 

“É extremamente importante oferecer soluções que atendam às necessidades das PMEs, pois é um segmento que conquista cada vez mais representatividade na economia brasileira”, afirma o diretor de massificados da Liberty Seguros, Mario Cavalcante. “Imprevistos acontecem nos empreendimentos e, nestes casos, ter um seguro empresarial como os que a Liberty oferece é o primeiro passo para que as PMEs se consolidem e possam ter tranquilidade para cuidar de pontos estratégicos do negócio”, completa o executivo.

Atenção do mercado segue na questão energética global e sinais do BC para a Selic, avalia CNseg

Pedro Simoes CNseg

A semana começa novamente com grande volatilidade nos mercados. O economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, comenta algumas das razões em sua análise do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 4. “O dia foi bastante negativo nas bolsas da Ásia – com a suspensão da negociação das ações da chinesa Evergrande, cuja crise de endividamento sacudiu os mercados há duas semanas – que já enfrenta uma crise energética severa em sua maior economia, a China, com riscos de atingir também a Índia, segundo país mais populoso do mundo”. 

Outra razão relevante no radar do mercado financeiro é que a crise energética também afeta a Europa, às vésperas do inverno, quando aumenta a demanda por energia. “O mau-humor dos mercados, que se reflete na valorização do dólar em todo mundo – e também por aqui, mesmo que o Real já esteja mais desvalorizado em relação ao dólar do que seus pares – também é reflexo do temor de que a economia global enfrente um período de inflação mais alta, associada a um crescimento bem mais baixo que o esperado no pós-pandemia”, analisa Simões. 

Neste contexto de tanta incerteza, os analistas mantiveram estáveis suas projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano e no próximo, após várias semanas de revisões negativas. A projeção para o crescimento do PIB em 2021 permaneceu em 5,04%, enquanto a projeção mediana para 2022 ficou em 1,57%. As projeções para o ano que vem apresentam grande dispersão, com analistas projetando crescimento próximo a 3%, enquanto outros projetam crescimento próximo a zero. “Vale destacar que essas projeções de crescimento abaixo de 1% para o ano que vem podem ser consideradas pessimistas, já que, com hipóteses razoáveis para o PIB no terceiro e quarto trimestres deste ano, um crescimento da ordem de 0,5% em 2022 representaria crescimento de praticamente 0% ao longo do período”. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Nelson de Souza assume a presidência da Brasilcap

FOnte: BrasilCap

A Brasilcap tem um novo presidente, que chega ao cargo com grandes desafios. Nelson de Souza assumiu na sexta-feira (dia 1º) o comando da empresa de capitalização da BB Seguros. Com larga experiência no setor financeiro, Souza acumula passagens de destaque em instituições de peso, com resultados históricos. Foi presidente da Caixa Econômica Federal e também do Banco do Nordeste e do Banco Desenvolve SP. Ocupou ainda a presidência do Conselho de Administração do Banco de Brasília (2020) e do Banco Pan (2018-19).

Nelson de Souza tem como objetivo levar a Brasilcap à liderança do mercado de capitalização, sem abrir mão da rentabilidade. Com o marco regulatório de 2018, o segmento passou a ser cada vez mais versátil e dinâmico. Souza pretende aproveitar essa oportunidade para intensificar a atuação em outras modalidades de capitalização, além do modelo tradicional.

“O mercado vive um novo momento de grandes transformações. Além de estarmos alinhados com as melhores práticas, devemos ser protagonistas dessas transformações. A Brasilcap tem credibilidade e uma marca muito forte. Nosso objetivo é alcançar os melhores resultados da história. Por isso, vamos focar de forma contundente nos nossos clientes; é imperativo irmos além do balcão do BB. É hora de explorar ainda mais o mar aberto e conquistar novos mercados”, explica.

A nova gestão será focada em pessoas. Nelson de Souza vai trabalhar em sintonia com os mais de 200 colaboradores da Brasilcap para retomar a liderança de mercado. “Acredito no trabalho em equipes e na comunicação eficaz. Essa parceria é fundamental quando falamos em melhorar os indicadores de rentabilidade e de produtividade. O objetivo é engajar os colaboradores nesse desafio. Afinal, o nosso propósito é fazer a diferença na vida das pessoas e da sociedade”, ressalta.

A busca pela inovação é outro ponto focal da nova gestão. Segundo Nelson de Souza, o foco nos canais digitais de relacionamento e nas tecnologias disruptivas será intensificado. “Precisamos falar com o público jovem, que é altamente conectado e dialoga pelas redes sociais. Daí a importância de um modelo digital de negócios forte, capaz de aumentar o número de clientes e se relacionar cada vez melhor com cada um deles”, ressalta.

Perfil. Nascido em São Paulo, Nelson de Souza mudou-se ainda jovem para o Piauí, onde iniciou sua carreira profissional. O primeiro trabalho foi como jovem aprendiz no Banco do Brasil, em 1974, na cidade de Parnaíba. “Estou voltando à minha primeira casa”, celebra. Cinco anos depois, foi aprovado em concurso público na Caixa Econômica Federal, onde assumiu diversos cargos executivos até chegar à presidência do banco. 

Nelson é graduado em Psicologia e Letras, com MBA em Administração e Marketing pelo Instituto de Estudos Empresariais do Rio de Janeiro. A sua formação inclui também Consultoria Empresarial pela Universidade de Brasília (UnB).

Nos últimos anos, Nelson de Souza teve papel de destaque à frente de grandes instituições financeiras, com resultados expressivos no período, como CEO do Banco do Nordeste (2014) e também em sua gestão como presidente da Caixa Econômica Federal (2018). De 2019 a 2021, esteve no comando do Banco Desenvolve SP, que apresentou resultados recordes por três anos consecutivos.

São Paulo encerra ciclo de eventos do Fórum de Oportunidades

Fonte: Sincor-SP

Finalizando o ciclo do Fórum de Oportunidades – Papo com Presidentes, os corretores de seguros de São Paulo (Região 1) receberam o evento na quinta-feira (30/09). Além do talk show com presidentes das seguradoras, o evento traz uma feira de negócios interativa, com diversas atrações e novidades.

O VP e Regional SP Centro, Braz Fernandes recebeu os diretores Edmar Fornazzari (SP Oeste), José Rossatto (SP Leste), Márcio Silva (SP Sul) e Luis Alberto D’Almenery  (SP Norte) para a abertura do evento. “Agradecer aos corretores que estão participando, dedicando tempo para ouvir as oportunidades do setor”, destacou Braz.

Para Rossatto, o Fórum é de extrema importância para a categoria. “Tenho certeza que vamos ter um excelente evento com muita informação”. Representando Marco Antônio Cabral, Luis destacou o conteúdo: “estamos aqui para aprender e nos desenvolver”. Edmar complementou: “espero que vocês consigam aproveitar o conteúdo debatido entre os presidentes”. Já Márcio ressaltou a organização do Sincor-SP: “O Fórum foi preparado com dedicação e muito conteúdo para o corretor de seguros”. 

O 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber, mediou o talk show com presidentes, que recebeu Alexandre Camillo (Sincor-SP), Ivan Gontijo (Bradesco Seguros), Luciano Snel (Icatu Seguros) e Roberto Santos (Porto Seguro). 

Sobre o seguro de vida, Luciano revelou que o setor já pagou R$ 4 bilhões em indenizações decorrentes da covid-19. “Nesse período, o brasileiro descobriu que a vida é frágil e começou a se interessar mais pelo seguro. Quebrou-se o tabu de falar sobre morte e isso traz à tona o papel social do seguro, como principal agente de estabilização econômica no País”.

O presidente da Bradesco Seguros concordou e acrescentou: “o seguro passou a ser um produto de desejo para a sociedade. As pessoas passaram a olhar o próximo de uma maneira diferenciada, e isso é o verdadeiro conceito do seguro, o mutualismo”. Gontijo ainda ressaltou o papel do corretor: “É preciso que o corretor se convença da sua importância e relevância para atender melhor o consumidor, através do seu conhecimento técnico e do seu relacionamento com as seguradoras”. 

Roberto Santos falou sobre a capacitação do corretor e o papel do digital para atender um novo perfil de consumidor. “A capacitação passa além do conhecimento técnico, tem que entender e saber utilizar as ferramentas disponíveis. Há alguns anos atrás, o digital era visto como uma ameaça para os corretores. E a pandemia comprovou que não. O corretor se adaptou às tecnologias para auxiliar a população”, completou. 

Camillo ressaltou o papel do Sincor-SP diante das transformações digitais impostas pela pandemia. “O Sincor-SP também estava preparado para o momento. Produzimos as revoluções e reformas necessárias, como a transformação das Regionais para uma infraestrutura digital, além das constantes orientações e qualificações aos corretores de seguros, por meio das nossas plataformas digitais e dos eventos, como o Fórum, por exemplo”, completou. 

Durante o evento, os corretores Eduardo Vidal Pileggi, Octavio Ferrucio Possedente e Fatima Regina de Souza Miguel foram premiados com um voucher da Brooksfield no valor de R$ 2.000, da Americanas no valor de R$ 2.000 e R$ 2.500, oferecidos pela Bradesco, Icatu e Porto Seguro, respectivamente. Já o Sincor-SP premiou Marisa Gomes Damasco Nascimento com um kit home office, composto por cadeira, webcam, fone de ouvido e ring light.

História da MAG Seguros na Biblioteca da Universidade de Cambridge

Fonte> MAG

Desde a semana passada, a história da MAG Seguros, que, também, narra o início da previdência no Brasil e sua evolução, está disponível para consulta e pesquisa na Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, cujo catálogo de obras digitalizadas possui mais de seis séculos de existência e oito milhões de volumes. 

Fundada há mais de 800 anos, Cambridge é uma das mais conceituadas e tradicionais universidades do mundo. Por lá passaram notáveis como Isaac Newton e Stephen Hawking, Charles Darwin e Bertrand Russel, dentre tantos. 

Dada a sua importância na história do desenvolvimento social da humanidade, as Atas de Diretoria da MAG Seguros foram reconhecidas em outubro de 2017 pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade. Nelas estão registrados os primeiros movimentos para a criação da previdência social no Brasil, ainda no tempo do Império, e o seu desenvolvimento ao longo dos séculos XIX e XX. 

O acordo de parceria foi firmado pela área de Memória da MAG Seguros e a Drª. Mel Bach, Chefe de Coleções e Contatos Acadêmicos da Biblioteca da Universidade. 

Zurich oferece apoio psicológico para seus 1,5 mil colaboradores pela plataforma Psicologia Viva

Carlos Toledo

Fonte: Zurich

Com a decretação da pandemia e a implantação do trabalho remoto, que mudou radicalmente a dinâmica do dia a dia profissional das pessoas, a necessidade de cuidar da saúde mental e emocional dos funcionários ganhou ainda mais relevância para as empresas preocupadas com o bem-estar de seus colaboradores. É o caso da Zurich, que está lançando mais uma iniciativa nesse sentido, através da parceria com a Mercer Marsh Benefícios e a Psicologia Viva, maior plataforma de atendimento psicológico online da América Latina.

Através da plataforma digital, a Zurich oferecerá, de maneira mais ampla, atendimento psicológico para os 1.500 funcionários da empresa no Brasil (que carinhosamente se tratam internamente como “zurichers”) – e que é extensiva aos seus dependentes. Desta forma, todos têm acesso à terapia online de forma fácil e segura, independente de onde estiverem.

O benefício tem a marca da facilidade: os colaboradores e seus dependentes podem utilizar a plataforma sem a necessidade de encaminhamento médico para agendar atendimento. São duas sessões por mês custeadas pela Zurich, mas se houver a necessidade de aumentar esse número, os funcionários podem fazê-lo através de pagamento à parte. Para os dependentes, o valor não é custeado pela empresa, mas pode ser pago diretamente ao parceiro.

O Psicologia Viva é parte de um programa maior da empresa, chamado Equilíbrio Z, que, de forma resumida, é um conjunto de ações de saúde que visam a cuidar da saúde e bem-estar dos zurichers. “A intenção é criar uma rede de apoio e atendimento para os zurichers e, também, seus dependentes. Nós sempre reconhecemos a importância de dar suporte ao funcionário em sua saúde geral. Acreditamos que Psicologia Viva ajudará na qualidade de vida”, comenta o Diretor Executivo de Recursos Humanos da Zurich no Brasil, Carlos Toledo.

Em junho, a Zurich já havia lançado o aplicativo Equilíbrio Z, que é homônimo ao programa e reúne todas as suas ações e vantagens, com o objetivo de auxiliar os funcionários da Zurich, assim como seus familiares, a integrarem gestão de saúde, bem-estar e qualidade de vida em uma só plataforma.

Com o app, funcionários, seus cônjuges e filhos maiores de 18 anos têm à disposição ferramentas como: protocolos de avaliação de sua saúde física e emocional, com questionários validados por especialistas; acesso a conteúdo personalizado, com base nas metas de saúde de cada usuário; histórico de saúde, com possibilidade de inclusão de calendário vacinal e resultados de exames já realizados; e encaminhamento ao portal das operadoras de saúde, para agendamento de consulta. Todas as informações concedidas pelo usuário são sigilosas.

Saúde e bem-estar dos funcionários é cada vez mais prioritário

No amplo espectro de ações que se enquadram na categoria de valorização dos funcionários, mantê-los bem e saudáveis em todas as esferas deve ser uma prioridade.

Para Carlos Toledo, Diretor Executivo de Recursos Humanos da Zurich no Brasil (foto), esta é mais que uma opinião pessoal; é um fato atestado por diversos especialistas mundo afora, como discutiu o documento Futuro do trabalho e, mais recentemente, “Moldando um futuro de trabalho melhor: Percepções do mercado global e local”, ambos fruto de uma parceria entre a Zurich e a Universidade de Oxford.

“Como revelaram os papers, funcionários em empresas de todo o mundo esperam que seus empregadores participem mais de seu bem-estar geral. Estes têm um grande ‘dever de cuidar’, especialmente após a Covid-19, que reestruturou o mundo do trabalho, como observaram os entrevistados para o relatório. E, por conta dos impactos da pandemia, quando precisam de apoio, as pessoas passaram a recorrer às suas empresas – e elas estão certas”, observa.

Para Carlos, os funcionários são o bem mais valioso das companhias e ele têm o direito de esperar que sejam cuidados. “Considerar as pessoas apenas como uma força de trabalho é algo do passado. O equilíbrio de vida, que considera aspectos físicos, mentais e financeiros, deve ser apoiado como um todo, e isto deve ser feito como prioridade na corporação – algo que é bom para as duas partes envolvidas: dessa forma, num ambiente de menos estresse, ambas prosperam”, conclui.

Conseguro 2021: Ministro do STJ defende a autorregulação para evitar a judicialização

conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

Os desafios impostos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao mercado de seguros foram destaques do painel “LGPD, conversa com o Judiciário”, realizado em 01/10, que teve a presença do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva. Participaram, ainda, deste painel da Conseguro, o evento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg para o setor, a diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, e o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Vinicius Brandi. A mediação foi de Glauce Carvalhal, superintendente Jurídica da CNseg. 

Glauce Carvalhal abriu o painel destacando que os desafios são imensos e que a nova lei representa uma mudança de paradigma. Para ela, a LGPD dá uma dimensão pública ao direito à privacidade e intimidade. A proteção de dados é uma dimensão da cidadania. Para o setor de seguros a proteção de dados é essencial, visto que a informação é insumo da atividade.

“Os dados são essenciais para que o segurador possa fazer uma análise adequada do risco, precificá-lo e tornar a sua atividade sustentável. Mas alertou que o setor faz distinção dos dados com vistas a correta precificarão do risco, mas não realiza discriminaçãoque é vedada pela LGDP.

Já Ricardo Cueva defendeu a importância do modelo de tutela dos direitos individuais. “A própria LGPD traz um novo conceito de incidência normativa. O seu modelo inspirador é o Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa. Nós continuamos a nos fundar no modelo de tutela dos direitos individuais, essenciais para que o sistema tenha força e eficácia, temas fundamentais para que alcancemos uma proteção de dados efetiva. É, também, um cuidado grande com o modelo de incidência normativo baseado na gestão de risco”.

Cueva elogiou a atuação da CNseg e sugeriu a criação de um código de conduta para o setor segurador. “A Confederação já tem um excelente guia de boas práticas, resultado de um trabalho longo, profundo e detalhado de diálogo com as empresas de seguros. Mas ainda não tem as mesmas características dos programas setoriais, como o código de conduta alemão, por exemplo”, acrescentou.

Por fim, o ministro sugeriu que a autoridade de proteção de dados e a Susep cooperem de maneira mais intensa. Uma maior proximidade contribuirá para que programas se tornem uma realidade, com caráter vinculante e sanções aplicáveis. Assim, será possível caminhar para a autorregulação, de modo que o papel do poder Judiciário, de controle da legalidade e da obediência da LGPD, seja reduzido a uma questão secundária. Isso também contribuirá para evitar a judicialização, o que implica na decisão pelos reguladores setoriais e pela autoridade de proteção de dados. Por sua vez, Glauce comentou que a possibilidade da autorregulação sempre a motivou. “Foi dado meio passo com o nosso manual. É o início do caminho, para uma autorregulação”, disse.

Segundo Vinicius Brandi, diretor da Susep, a informação é matéria prima do mercado de seguros, e é a informação que permitirá o mercado lidar com as incertezas.  Para que a relação contratual seja eficiente para a economia como um todo e com preços sejam definidos de maneira justa e compatível com os ricos do contratante, é preciso lidar com a questão da simetria informacional. “Assim, podemos conseguir um mercado com mais coberturas e acesso a um número maior de pessoas”, disse. 

Miriam Wimmer destacou que vê com bons olhos o mecanismo da elaboração de códigos de conduta e guia de boas práticas pelos setores, e parabenizou a CNseg pela elaboração de um guia de boas práticas como um primeiro esforço nesse sentido. O setor de seguros é talvez um dos campos mais complexos da aplicação da LGPD, pois, é baseado nas incertezas e avaliação de riscos para fins de precificação. Assim, Miriam propôs que o tema de seleção de riscos no setor de seguros talvez pudesse ser enquadrado em um debate mais amplo sobre personalização, preços, conteúdos personalizados, e algoritmos que oferecem possibilidade de personalização, não apenas a luz dos princípios associados a personalidade humana, como dignidade da pessoa humana, igualdade e isonomia, mas também compaginando com os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência que também são invocados pela LGPD.

A LGPD não veda a formação de perfis, mas indica uma série mecanismos de proteção ao titular, por exemplo: revisão de decisões automatizadas, direito a explicação dos critérios e procedimentos para as decisões automatizadas observado sempre o segredo comercial e industrial.

Miriam, concluiu, alertando que “estamos em um momento singular, em que entra em vigor uma legislação nova, complexa, transversal e que gera impactos em todos os setores da economia e setores do poder público, e temos a oportunidade e o privilégio juntamente de construir juntos essas interpretações, e entender os limites e possibilidades trazidos pela LGPD quando aplicada a setores específicos e sempre levando em consideração a necessidade de interpretação harmonizada, sistemática do ordenamento jurídico reconhecendo que também existem também as normas setoriais que incidem sobre essas atividades, e assim temos um grande desafio e oportunidade de fortalecer esses diálogos institucionais”. 

O painel pode ser assistido na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=TGDfsFAd0EM

GP investimento compra Argo Seguros, informa o Valor

fusões aquisicoes

A GP Investimentos acaba de fechar a aquisição da Argo Seguros, uma das cinco maiores seguradoras de transportes e responsabilidade civil profissional, os famosos D&O e E&O. A companhia está pagando cerca de R$ 160 milhões pela operação brasileira, um prêmio de 33 pontos percentuais sobre o valor patrimonial da subsidiária da Argo. Leia o texto completo do Pipeline, site de negócios, do Valor Econômico.

Susep inicia consulta pública sobre funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro no âmbito do Open Insurance

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou consulta pública para tratar do credenciamento e funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance. O objetivo da consulta pública, que permanece aberta até o final do mês, é ampliar as possibilidades de participação da sociedade e do mercado na estruturação dos modelos de atuação dentro do Open Insurance.  

No modelo proposto, as seguradoras poderão exercer algumas atividades oferecidas pela SISS e também constituir empresa tendo como propósito específico o exercício dessas atividades de iniciação de serviços. Os corretores e corretoras de seguros também poderão constituir ou se transformar em iniciadoras, na medida em que atendam aos requisitos de capital e segurança cibernética, entre outros estabelecidos na resolução. 

Em complementação à Resolução CNSP nº 415, de 2021, a minuta colocada em consulta pública indica que as Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. Adicionalmente, deverão ter a prestação de serviço de iniciação de movimentação no Open Insurance como objeto social exclusivo ou ser uma instituição iniciadora de transação de pagamento devidamente autorizada, nos termos da regulamentação do Open Banking.   

A proposta considera ainda que o chamado serviço de iniciação de movimentação é destinado à experiência do cliente e deve ser ordenado pelo cliente. Isso inclui a iniciação de procedimentos relacionados à contratação de seguro, de plano de previdência complementar aberta ou de título de capitalização, endosso, resgate ou portabilidade de plano de previdência ou de capitalização, pagamento de sorteio, aviso de sinistro, entre outros. 

“As SISS funcionarão como elemento adicional a contribuir para a expansão e ganho de eficiência do mercado de seguros. As SISS também acrescentarão conveniência e valor à experiência do consumidor de seguros, a partir do conhecimento de seus dados históricos. Tudo baseado no emprego intensivo de tecnologia, inovação e, claro, no conhecimento circunstanciado – e consentido –  de seus dados”, explica o Diretor da Susep, Vinícius Brandi.   

As Sociedades Iniciadoras deverão ter requisitos financeiros como um patrimônio líquido superior a um milhão de reais, seguir regras de governança, de sigilo de dados e informações, além de segurança cibernética, semelhantes às exigidas para as sociedades seguradoras e atreladas à Lei Geral de Proteção de Dados, assim como, cumprir exigências específicas de conduta quanto ao relacionamento com os clientes.   

A norma estabelece sanções e penalidades para hipóteses de descumprimento das regras do Open Insurance pelas Sociedades Iniciadoras, com a previsão de multas que podem chegar a R$ 600.000,00 por infração.  

A superintendente da Susep, Solange Vieira, acredita que as mudanças trarão grandes vantagens aos diversos atores do mercado: seguradoras, corretores e consumidor. “A SISS aparece no ambiente Open como um prestador de serviço que, há muito, vem sendo utilizado pelo mercado de seguros – as Insurtechs. A grande diferença é que a SISS é obrigada a operar em um ambiente “aberto” e interligar todos os atores, sem restrições ou escolhas”, explica.  

No ambiente Open todas as seguradoras que desejarem poderão apresentar seus preços a partir das informações autorizadas pelo cliente, as quais poderão contar com dados trazidos da plataforma integrada do Open Finance

Open Insurance 

Open Insurance consiste basicamente em um ambiente que possibilita o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas. A operacionalização deste compartilhamento é atingida por meio do estabelecimento de padrões tecnológicos. O compartilhamento tem como objetivo ser totalmente voltado para atender os interesses do consumidor de forma segura, ágil, precisa, transparente e conveniente, respeitando a privacidade dos dados e, acima de tudo, a vontade expressa e inequívoca do cliente.  

Sua estruturação veio concomitante aos avanços do Open Banking e espera-se que até o final de 2022 o Open Banking e o Open Insurance se integrem em um modelo de Open Finance, propiciando ao consumidor condições mais favoráveis de inclusão social, através do maior acesso aos produtos financeiros disponíveis no mercado, sejam eles bancários ou de seguro.  

Cabe destacar que um dos grandes objetivos do Open Finance no país é a promoção da cidadania financeira, por meio da ampliação do alcance de serviços financeiros e securitários, atingindo o maior número possível de pessoas, e desta forma impulsionando o desenvolvimento social do país.  “É importante lembrar que seguro é proteção e queremos que todos os cidadãos possam ter seu seguro.”, destaca Solange Vieira.