Swiss Re Institute estima recorde em vendas de seguros em 2022: mais de US$ 7 trilhões

O último estudo sigma do Swiss Re Institute prevê que o setor de seguros globais atinja um novo recorde em prêmios globais até meados de 2022, ultrapassando US$ 7 trilhões. Isto vem antes do que a Swiss Re estimou em julho e reflete a crescente conscientização quanto ao risco, aumentando a demanda por proteção e o fortalecimento contínuo do preço de seguros nas linhas comerciais de seguros não-vida.

Veja mais dados mundiais de seguros

A perspectiva do setor de seguros também é apoiada por uma forte recuperação cíclica do choque da COVID-19, mas espera-se que o crescimento econômico desacelere nos próximos dois anos devido a uma crise de preços de energia em desdobramento, problemas prolongados do lado da oferta e riscos de inflação. Suporte estrutural de longo prazo para o crescimento é necessário, como mostra a análise de resiliência do Swiss Re Institute neste relatório sigma.

A mudança climática e a digitalização são tendências significativas que estão moldando a economia mundial e os mercados de seguros. A rápida descarbonização está se tornando imperativa e a abordagem da sociedade para a transição a uma economia verde determinará as perspectivas econômicas. O setor de seguros pode apoiar a transição para uma economia de baixo carbono, não apenas absorvendo perdas por desastres, mas também promovendo investimentos sustentáveis de infraestruturas que ajudam a mitigar o impacto de condições climáticas extremas voláteis.

A adoção de tecnologias digitais não está apenas desempenhando um papel no aumento do crescimento da produtividade global, mas a pesquisa da Swiss Re também descobriu que a pandemia transformou a receptividade dos consumidores para interagir digitalmente com os seguros, apontando para o potencial de crescimento.

“A recuperação econômica que estamos vivendo é cíclica e não estrutural, com resiliência macroeconômica mais fraca hoje do que antes da crise da COVID-19. Como tal, devemos ser tudo menos complacentes. Dada sua capacidade e experiência para absorver riscos, a indústriade seguros é crucial para tornar as sociedades e economias mais resilientes. No entanto, para um crescimento inclusivo e sustentável, todos devem estar a bordo. O “crescimento verde” só é sustentável se for também inclusivo. Temos uma oportunidade única de construir um sistema de mercado melhor. Para isso, todas as partes interessadas deverão aceitar e internalizar os custos da mudança climática, e os formuladores de políticas deverão levar em conta os efeitos distributivos de suas políticas econômicas entre suas populações. Isso ajudará a criar a transição que precisamos para um caminho sustentável rumo a uma economia líquida zero até 2050”, disse Jerome Haegeli, Swiss Re Group Chief Economist.

O estudo sigma do Swiss Re Institute prevê que o crescimento do PIB global será forte em 2021, em 5,6%, diminuindo para 4,1% em 2022 e 3,0% em 2023. A inflação é o risco macroeconômico prevalecente a curto prazo, alimentada pela crise energética e por questões prolongadas do lado da oferta. Espera-se que a pressão de preços seja mais aguda entre os mercados emergentes e no Reino Unido e nos EUA.

A recuperação do mercado reflete a resiliência do setor de seguros

O Swiss Re Institute estima que os prêmios globais de seguro não-vida crescerão 3,3% em 2021, 3,7% em 2022 e 3,3% em 2023. Prevê-se que as taxas de catástrofes de propriedades melhorem em 2022, após um ano de perdas acima da média. Os preços do seguro de responsabilidade civil também devem ser mais fortes no próximo ano devido ao aumento da inflação social, enquanto as linhas pessoais devem se beneficiar dos primeiros sinais de melhoria dos preços do setor de automóveis nos EUA e na Europa. Espera-se que o prêmio do seguro de saúde e médico global aumente, impulsionado pelo crescimento da economia dos EUA e por uma demanda estável do mercado avançado. Espera-se uma forte expansão nos mercados emergentes, com a China projetada para crescer 10% em cada um dos próximos dois anos, em grande parte impulsionada pela forte demanda por seguros médicos, incluindo coberturas de doenças críticas.

Espera-se que os prêmios de vida globais aumentem 3,5% em 2021, 2,9% em 2022 e 2,7% em 2023. Produtos de proteção devem ter uma forte demanda, apoiados por maior conscientização quanto ao risco, recuperação dos seguros em grupo e maior interação digital. Espera-se que os negócios de poupança cresçam moderadamente nos próximos dois anos, refletindo uma leve melhoria nos rendimentos de títulos públicos e uma recuperação no emprego e na renda das famílias. Como a pandemia continua a afetar o setor de seguros de vida, o excesso de mortalidade mostra uma tendência mista. Ao contrário de muitos países europeus, os EUA experienciaram um contínuo

excesso de mortalidade desde o início da pandemia e os benefícios pagos por morte aumentaram no primeiro semestre deste ano. As seguradoras de vida na América Latina têm enfrentado sinistros relacionados à pandemia sem precedentes, já que a região foi atingida de forma particularmente dura pela COVID-19. No Brasil, os sinistros do seguro de vida mais que dobraram em abril de 2021, enquanto a pandemia é o evento mais caro já registrado para a indústria de seguros local no México, totalizando US$ 2,5 bilhões em perdas seguradas em 18 meses até setembro de 2021. Isto supera a perda de US$ 2,4 bilhões do furacão Wilma em 2005.

O aumento da conscientização quanto ao risco está gerando uma demanda mais forte por proteção de seguro. O choque pandêmico destacou o importante papel que o setor de seguros desempenha como um absorvedor de riscos em tempos de crise, fornecendo alívio financeiro às famílias, empresas e governos. Ao mesmo tempo, as disrupções nas cadeias de produção mostram que é necessária uma melhor proteção para melhorar a resiliência da sociedade e o recorde de condições climáticas extremas este ano acrescentam urgência à corrida global para zero emissões líquidas. Os consumidores também estão abertos ao seguro digital e online, e espera-se que cresça rapidamente. Entretanto, o aumento da desigualdade pode exacerbar a inflação social, que é definida como o aumento dos sinistros de seguros impulsionado por grandes custos de litígio.

“As condições de mercado sugerem que a dinâmica positiva de preços continuará em todas as linhas e regiões. O desenvolvimento de sinistros mais elevados, impulsionado pela inflação em todas as linhas de negócios, a inflação social contínua nos EUA e as taxas de juros persistentemente baixas serão os principais fatores para o fortalecimento do preço do mercado”, disse Jerome Haegeli.

Boris Ber assume comando do Sincor-SP, maior sindicato de corretores de seguros do Brasil

Fonte: Comunicação Sincor-SP

Os corretores de seguros associados ao Sincor-SP já têm um novo presidente para os próximos quatro anos. Após apuração das urnas em todos os locais de votação, em 16 de 11, a chapa de Boris Ber foi eleita com 1.726 votos, margem de 87%.

“Este é o resultado de um gesto democrático e de extrema importância para os corretores de seguros. Quero agradecer a todos os corretores pelo apoio, como também aos profissionais que curtiram e acompanharam nosso trabalho, à minha família que esteve sempre comigo e aos valorosos colaboradores do Sincor-SP. Agora, vamos fazer o que é melhor para a categoria e para o nosso mercado diante de tantos desafios”, declarou Boris Ber.

Simone Fávaro, que assume como 1ª vice-presidente, destacou o compromisso de continuar trabalhando pela categoria e apontou sua admiração pela carreira de Boris Ber. “Estou orgulhosa de ser conduzida pelo Boris, um profissional incrivelmente competente e um grande amigo.”

O 2º vice-presidente, Braz Romildo Fernandes, também declarou que a diretoria não irá medir esforços para cumprir as propostas e ideias apresentadas pelos corretores. “Vamos trabalhar para transformar as promessas em realidade em um trabalho conjunto à  categoria”, disse.

“Este é um momento de muita emoção. Estou ao lado de um time com grande maturidade profissional, que pensa no coletivo e busca construir ações com planejamento e assertividade”, apontou o 2º secretário, Rogério Freeman.

Na ocasião, Boris também agradeceu o apoio e a parceria de Alexandre Camillo, que se afastou recentemente da presidência do Sincor-SP para assumir o cargo de superintendente da Susep. “O Camillo alçou voos mais altos e agora irá representar o mercado na Susep, mas fica aqui registrado o meu agradecimento pela confiança. Estou assumindo o término do mandato dele e sigo no próximo ano com novas ideias e propostas para continuar construindo um futuro de sucesso à nossa profissão”, concluiu.

Boris é corretor de seguros há mais de 40 anos, estava como 1º vice-presidente da gestão de Alexandre Camillo, que ficou a frente da entidade entre 2014 e 2021. É formado em Administração de Empresas pela PUC-SP e apresentador do Programa Seguro, da TV Gazeta. Boris já foi mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) por duas gestões, além de atuar em diversas entidades da comunidade judaica.

Confira a chapa eleita:

Diretoria Executiva

Presidente: BORIS BER

1ª vice-presidente: SIMONE CRISTINA FAVARO MARTINS

2º vice-presidente: BRAZ ROMILDO FERNANDES

1º secretário: MARCOS ABARCA

2º secretário: ROGERIO FREEMAN

1º tesoureiro: EDSON LASSE FECHER

2º tesoureiro: FERNANDO ANTONIO KAUFFMAN ALVAREZ

Suplentes

1º suplente executivo: ARNALDO ODLEVATI JUNIOR

2º suplente executivo: LEONARDO ELIAS MORENO DA SILVA

3º suplente executivo: CLAUDEMIR MACHI

4º suplente executivo: JOAO CARLOS GARRUCHO

5º suplente executivo: NATAL BERGAMO NETO

6º suplente executivo: ARTHUR CICONE JUNIOR

7º suplente executivo: JOSE ROBERTO PLACCO RODRIGUEZ

Conselho Fiscal

1º conselheiro fiscal: MARCO ANTONIO DAMIANI

2º conselheiro fiscal: CARLOS APARECIDO CUNHA

3º conselheiro fiscal: EDUARDO VIDAL PILEGGI

1ª suplente fiscal: LENIRA CASTRO LEAO JOLLO

2º suplente fiscal: CARLOS ALBERTO CAPORALI

3º suplente fiscal: NELSON MARTINS FONTANA

Delegados Fenacor

1º delegado Fenacor: MANUEL DANTAS MATOS

2º delegado Fenacor: BORIS BER

1º suplente delegado Fenacor: JOSE ALVARO ALMEIDA FONSECA

Icatu reduz aplicação de entrada dos fundos de previdência

Fonte: Icatu

Já está em vigor a redução média de 67% do valor de entrada para a contratação dos fundos de previdência da Icatu. A medida impacta toda a grade de distribuição da seguradora que conta atualmente com 129 fundos, entre opções de renda fixa, crédito privado, multimercado e ações. Em alguns casos, a redução chega a 95% dos valores de entrada. 

Com a medida, novas oportunidades se abrem para o investidor – tanto os mais experientes quanto os que estão começando a aplicar em fundos de previdência. “Temos como propósito democratizar o acesso à proteção e planejamento financeiro das famílias brasileiras. A decisão da Icatu vai permitir uma maior diversificação para o investidor com o mesmo valor que antes ele contrataria um ou dois fundos”, afirma o diretor de Produtos de Previdência da Icatu, Henrique Diniz.

As novas condições de investimento não têm prazo de validade. Na grade, os fundos qualificados tiveram redução de entrada de R$ 10 mil para R$ 5 mil. Fundos para o participante varejo,  após a redução de entrada, podem ser contratados por R$ 1,5 mil. Ou seja, será possível contratar fundos de consagradas gestoras de investimentos por um valor bem menor do que o praticado antes da medida.

Dados mais recentes da Susep confirmam que, em agosto, a seguradora somava mais de R$44 bilhões em reservas de previdência, uma elevação de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o mercado cresceu 5% no mesmo intervalo. 

Liberty Seguros dá 10 dicas para facilitar a comunicação entre corretor e segurado

liberty seguros

A Liberty Seguros acaba de lançar um treinamento voltado para os corretores parceiros da seguradora, chamado “De Humano para Humano”. O objetivo é tornar as comunicações sobre o mercado de seguros mais simples, aproximando o cliente da companhia e do corretor.

A ideia do treinamento é ajudar os corretores a simplificar o vocabulário e os termos usados pelo mercado para os segurados e potenciais clientes. Com ele, a Liberty Seguros não só aproxima esses públicos da seguradora como, também, promove e reforça o investimento na inclusão ao facilitar o entendimento dos produtos e serviços para todos. A iniciativa chega para se somar ao #LibertyAcessível, projeto focado na necessidade de melhoria nas comunicações da companhia para incluir mudanças no vocabulário do mercado e melhorar a acessibilidade das conversas.

O treinamento é dividido em seis capítulos que desafiam o corretor a desbravar todos os temas que a Liberty considera importantes quando o assunto é comunicação. Confira as 10 dicas da Liberty Seguros para um melhor relacionamento do corretor com segurados:

Se questione sobre o seu público

Antes de comunicar ou informar sobre algum produto, serviço ou contrato, seja falado ou escrito, é importante se questionar sobre a pessoa que vai receber esse conteúdo, qual é o nível de conhecimento sobre seguros. Algumas perguntas básicas podem ajudar a esclarecer o discurso: quem? O quê? Quando? Por quê? Como? 

Use frases curtas

A utilização de frases curtas e objetivas facilitam a comunicação e evitam ruídos desnecessários. Do contrário, a compreensão pode ficar mais difícil e, muito provavelmente, o cliente não conseguirá fixar todas as informações que foram passadas. 

Use voz ativa

A voz ativa passa uma ideia de compromisso e de posicionamento que faz com que o cliente se sinta mais tranquilo e tenha mais confiança. A ordem direta também facilita a compreensão e fixação das informações, colocando sempre o que for mais significativo na frente. A fórmula é: sujeito + verbo + complemento.

Exemplo:

Antes:

Um problema impactou o cliente na data agendada para a instalação do rastreador.

Depois:

O cliente teve um problema na data agendada para a instalação do rastreador.

Use palavras conhecidas

Antes de enviar um material para o cliente ou apresentar um produto ou serviço, é interessante reler e rever o discurso que está sendo produzido, checar se não há palavras complexas que possam ser substituídas, como por exemplo: endosso, congênere, prêmio e etc. Optar por palavras familiares à maioria da população é um bom caminho para uma melhor comunicação. 

Utilize tópicos em textos muito longos 

Quando se deparar com um texto muito longo, a dica é organizar as principais informações em tópicos para não só facilitar o entendimento e a localização do que precisa ser informado como também eliminar repetições desnecessárias. Para elaboração dos tópicos, usar palavras-chave ou informações importantes para o contexto são opções que sempre podem ajudar.

Use ícones para explicação

Ao explicar coberturas e serviços para o segurado, o corretor pode tentar usar quadros que ajudam a entender a relação entre assuntos, condições ou mesmo consequência de ações. Além disso, o uso de ilustrações para tornar a informação mais visual, podem facilitar a memorização e o entendimento. Se não for possível utilizar quadros ou ilustrações, o corretor pode optar por exemplos que demonstrem a utilização da cobertura.

Substitua o “segurês”

O mercado de seguros utiliza um vocabulário específico para falar sobre produtos, serviços, cláusulas e outros assuntos. O problema é que muitos não conhecem os termos técnicos e as siglas que são usadas e, portanto, o corretor pode evitar tais termos. Tentar usar sinônimos ou descrever o que o termo quer dizer, podem ser bons recursos para facilitar o entendimento. 

Explique ou use exemplos

No momento de substituir termos do mercado de seguros por palavras mais conhecidas, caso não seja possível fazer essa troca, o corretor pode explicar o que significa determinado assunto ou usar exemplos, como:

Olá, José. Iremos abrir um processo de indenização pelo sinistro do seu veículo, que é o roubo.

Contextualize antes de informar

O corretor poderá ser mais claro com cada segurado, de acordo com o relacionamento dele junto a Liberty Seguros, se começar a comunicação posicionando-o em qual etapa ele se encontra. Por exemplo:

Olá! Está tudo certo com seu seguro, agora você é um cliente Liberty e poderá usar diversos benefícios do seu seguro e contar com todos os canais de atendimento quando precisar.

Chame pelo nome

Para um atendimento humanizado e personalizado, o corretor precisa ter em mente que está falando com outra pessoa do outro lado, não apenas mais um cliente. Por isso, não há necessidade de muita formalidade, é possível aproximar as pessoas ao focar nos vocativos.

O treinamento completo “De Humano Para Humano” já está disponível na Plataforma de Treinamento da Liberty Seguros, exclusiva para parceiros. 

Indicadores recentes reforçam cenário de Selic em elevação em 2022

Pedro Simoes CNseg

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2022 voltou a cair, agora abaixo de 1,00%, percentual em que estava na semana passada, para 0,93%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta terça-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2021, o ponto-médio das expectativas para a expansão do PIB também foi reduzido, pela quinta semana consecutiva, agora de 4,93% para 4,88%. 

O economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, explica que com um quadro de indicadores econômicos aquém do esperado divulgados na semana passada, como a queda das vendas do varejo e dos serviços, as expectativas para o desempenho do PIB no terceiro trimestre se tornam nitidamente mais negativas e, dada a queda entre abril e junho, cresce a probabilidade de termos uma recessão técnica este ano (dois trimestres seguidos de contração). “Ainda estamos saindo de uma forte recessão decorrente do Covid-19, seria particularmente negativo, nesse cenário, entrar em recessão técnica tão cedo”.

Outra notícia desfavorável veio da inflação, destaca Simões. O IPCA de outubro acima das expectativas e qualitativamente desfavorável,  mostrando uma inflação persistente e disseminada entre diversos produtos e serviços. A inflação oficial acelerou de 1,16% em setembro para 1,25% em outubro. “Diante da surpresa relevante no IPCA de outubro, cresceu no mercado a sensação de urgência quanto a uma resposta ainda mais forte do Banco Central para conter as pressões inflacionárias. Não é possível desprezar a possibilidade de um aumento maior que o de 1,50 ponto percentual na Selic em dezembro, como ainda se projeta hoje”, avalia. Na política, destaque para as primeiras tratativas da PEC dos Precatórios no Senado, que podem pesar nas projeções para a próxima semana.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

AXA no Brasil integrará operações de seguros gerais e grandes riscos

ERIKA CEO AXA

A AXA no Brasil anunciou hoje que unificará suas operações de Seguros Gerais (AXA Seguros) e Grandes Riscos (AXA XL Seguros) sob a mesma estrutura empresarial e organizacional, que passará a ser liderada pela CEO Erika Medici. AXA XL Resseguros e Risk Consulting, no entanto, não fazem parte dessa integração e seguem operando de forma independente.

Quando o processo de integração for finalizado, Thisiani Matsumura Martins, atual Country Manager da AXA XL, será nomeada Chief Integration Officer and International Programs. Também ao final do processo, todos os negócios de P&C serão unificados sob a liderança de Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing. 

“O Brasil faz parte do grupo de seis países potenciais para crescimento do Grupo AXA fora da Europa. Com a junção de forças entre AXA Seguros e AXA XL Seguros no Brasil, vamos ganhar eficiência operacional e otimizar investimentos, fortalecendo nosso posicionamento de mercado, o que nos possibilitará acessar novas oportunidades de negócios”, afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil.

A companhia tem o objetivo de estar entre as maiores seguradoras do mercado brasileiro, uma referência em Linhas Comerciais, e a união entre AXA Seguros e AXA XL Seguros vai ao encontro dessa visão de longo prazo. “A integração entre times e processos vai propiciar respostas mais rápidas e assertivas aos corretores parceiros, impactando positivamente a relação com nossos clientes”, conclui Erika.

Open Insurance: Susep divulga resolução para sociedades iniciadoras de seguros (SISS)

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje o Resolução CNSP nº 429/2021, que trata do credenciamento e funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance. O normativo visa ampliar as possibilidades de participação da sociedade e do mercado na estruturação dos modelos de atuação dentro do Open Insurance.

Conforme definido na Resolução CNSP nº 415, de 2021, as Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. No modelo implementado, as seguradoras poderão exercer algumas atividades oferecidas pela SISS e também constituir empresa tendo como propósito específico o exercício dessas atividades de iniciação de serviços.

Os corretores e corretoras de seguros também poderão estabelecer parcerias comerciais com as SISS, voltadas para proporcionar ganhos de eficiência e agilidade tanto na contratação das operações, como no atendimento às demandas do consumidor ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos. Além disso, preserva-se a possibilidade de se constituírem ou se transformarem em iniciadoras, na medida em que atendam aos requisitos de capital e segurança cibernética, entre outros estabelecidos na resolução.

O serviço de iniciação de movimentação prestado pelas SISS é destinado à experiência do cliente e deve ser por ele ordenado. Isso inclui a iniciação de procedimentos relacionados à contratação de seguro, de plano de previdência complementar aberta ou de título de capitalização, endosso, resgate ou portabilidade de plano de previdência ou de capitalização, pagamento de sorteio, aviso de sinistro, entre outros.

“As SISS são um componente fundamental do Open Insurance que, em conjunto com os demais integrantes do mercado de seguros, trarão mais inovação e eficiência para o setor a partir das novas soluções de tecnologia e de uso de dados compartilhados que serão responsáveis pelo surgimento de novos serviços e produtos que melhor se adequem às necessidades dos consumidores”, explica o Diretor da Susep, Vinícius Brandi.

As Sociedades Iniciadoras deverão ter requisitos financeiros como patrimônio líquido superior a R$ 1.000.000,00, seguir regras de governança, de sigilo de dados e informações, além de segurança cibernética, semelhantes às exigidas para as sociedades seguradoras e atreladas à Lei Geral de Proteção de Dados, assim como cumprir exigências específicas de conduta voltadas para assegurar o adequado tratamento aos clientes.

A norma estabelece sanções e penalidades para hipóteses de descumprimento das regras do Open Insurance pelas SISS, com a previsão de multas que podem chegar a R$ 1.000.000,00.

No ambiente Open todas as seguradoras que desejarem poderão apresentar seus preços a partir das informações autorizadas pelo cliente, as quais poderão contar com dados trazidos da plataforma integrada do Open Finance.

Open Insurance

O Open Insurance consiste basicamente em um ambiente que possibilita o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas. A operacionalização deste compartilhamento é atingida por meio do estabelecimento de padrões tecnológicos. O compartilhamento tem como objetivo ser totalmente voltado para atender os interesses do consumidor de forma segura, ágil, precisa, transparente e conveniente, respeitando a privacidade dos dados e, acima de tudo, a vontade expressa e inequívoca do cliente.

Sua estruturação veio concomitante aos avanços do Open Banking e espera-se que até o final de 2022 o Open Banking e o Open Insurance se integrem no modelo de Open Finance, propiciando ao consumidor condições mais favoráveis de inclusão social por meio de maior acesso aos produtos financeiros disponíveis no mercado, sejam eles bancários ou de seguro.

Cabe destacar que um dos grandes objetivos do Open Finance no país é a promoção da cidadania financeira, por meio da ampliação do alcance de serviços financeiros e securitários, atingindo o maior número possível de pessoas e, desta forma, impulsionar o desenvolvimento do país.

Christian Mumenthaler, CEO da Swiss Re, assume como presidente da Geneva Association

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Geneva Association, considerada o “think tank” do mercado segurador mundial, tem novo comando. Christian Mumenthaler, CEO da Swiss Re, foi nomeado o novo presidente da organização. Christian Mumenthaler, que é vice-presidente desde novembro de 2019, sucede o presidente Charles Brindamour, CEO da Intact Financial, que permanece no conselho. Lee Yuan Siong, CEO e presidente da AIA, foi nomeado vice-presidente e Amanda Blanc, CEO da Aviva, foi eleita como um novo membro do Conselho na Assembleia Estatutária da Associação.

“Sinto-me privilegiado por assumir este papel em um momento tão crucial para nossa indústria e sociedade em geral, conforme as resseguradoras se mobilizam para enfrentar imensos desafios, nomeadamente as alterações climáticas e as sequelas do COVID-19. Agradeço a Charles Brindamour por sua notável liderança nos últimos três anos. Sob sua presidência, a Geneva Association se transformou profundamente. Por meio de seu rico portfólio de atividades de pesquisa e diálogo, a organização dá uma contribuição essencial para o debate sobre o fortalecimento da resiliência do mundo aos riscos globais. Estou ansioso para aumentar ainda mais o impacto que temos para todas as nossas partes interessadas.”

Marcio Coriolano defende financiamento à saúde em debate do FIS21

Um dos últimos painéis do FIS 21, encerrado nesta sexta-feira (12) e promovido pela Iniciativa FIS, reuniu o Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano; o professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, José Marcio Camargo; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, e a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania- SC).

Eles participaram do painel virtual “Melhorando o acesso à Saúde com a retomada econômica”. Marcio Coriolano moderou os debates e, já de início, apresentou o financiamento à saúde como uma das questões centrais para ampliar o acesso da população aos serviços médico-hospitalares.

Ele lembrou que o longo período de recessão da economia (de 2015 a 2019, seguido de desequilíbrio fiscal persistente agora agravado com a pandemia) representa um entrave para viabilizar a utilização crescente das redes pública ou privada, ainda que tenham formas de custeio diferentes.

No caso do serviço público, quando os recursos acabam, formam-se as filas que são injustas socialmente. No privado, que não admite filas, há o desafio de compatibilizar custos da medicina com a capacidade de pagamento de quem compra, assinalou Marcio Coriolano, lembrando que, além da trajetória positiva do PIB, a gestão eficiente de recursos sempre escassos para a saúde é outra premissa importante.

A deputada Carmen Zanotto reconheceu que a escassez de recursos é desafiante para viabilizar o acesso aos serviços de saúde por parcelas da população. O orçamento público destinado à pasta de Saúde para 2022, na casa de R$ 150 bilhões, é insuficiente para custear novos casos de doenças crônicas ou tratamentos represados durante a pandemia nas redes públicas, além de terapias de baixa e média complexidade. Para ela, a retomada econômica é fundamental para ampliar recursos orçamentários à saúde, além de ser a porta de saída, via novas ocupações, para aqueles que tiveram de migrar para o atendimento público, em virtude da perda de emprego ou renda durante a pandemia. 

Apesar de acesso à saúde ser uma prioridade, o economista José Marcio Camargo discorda da estratégia de romper o teto de gastos públicos para financiá-la em parte. A seu ver, o ideal é que se ampliem os limites constitucionais à saúde, hoje na casa de 10% do Orçamento, desde que com cortes equivalentes em outras áreas. Romper o teto de gastos gera inflação persistente, encarece o financiamento da dívida pública e a carga tributária, afirmou ele.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, relatou algumas das ações adotadas pelo governo de São Paulo, consideradas assertivas para que este ano São Paulo apresente uma taxa de crescimento de 7,3% do PIB. Entre outras, gastos maiores com Ciência e Tecnologia, ampliação do número de leitos públicos estaduais, de 3,5 mil para os atuais 92 mil de UTIs, uma reforma administrativa para reduzir despesas e assegurar mais recursos à saúde e combate às desigualdades ampliadas pela pandemia.

Criada para conectar e unir as maiores lideranças, empresas e associações da cadeia da saúde, tanto do setor público, do privado e da academia, a Iniciativa FIS é uma entidade sem fins lucrativos, voltada a ajudar, de maneira colaborativa, a transformar a saúde no País, a partir de discussões sobre os principais pilares do setor, desde acesso aos serviços, passando por inovação, modelos assistenciais, chegando a pesquisas e regulação.

MAG Seguros discute parcerias com universidades e startups

Fonte: MAG Seguros

Na última semana a MAG Seguros realizou mais uma live ampliando o debate sobre iniciativas inovadoras. Na noite de quinta-feira (11), Rafael Nasser, coordenador da PUC-Rio; Cátia Tarabal, superintendente de Produtos e Inteligência de Mercado da MAG Seguros; e Rafael Rosas, diretor da WinSocial, discutiram o tema “Como empresas privadas podem se beneficiar da parceria com universidades”. A mediação foi realizada por Renata Loyola, superintendente de Gestão da Inovação da MAG Seguros. 

Os benefícios dessas relações, para os participantes, é que existe um grande potencial de se descobrir novos talentos, além de aliar conhecimento teórico para apoiar novos projetos e soluções, principalmente com a visão de alguém fora do negócio. “Na universidade há o espaço de experimentação e o contato com tecnologias emergentes”, disse Rosas. “Há a possibilidade da tentativa e do erro em um ambiente seguro, o que é muito valioso para a busca de novos processos e projetos. E não há margem para erro nas empresas”, disse o diretor.

Do lado do ganho para a academia, as empresas contribuem com a visão de quem conhece muito bem o seu setor, tem um know-how prático e a vivência do dia a dia que a universidade desconhece. “As empresas podem mostrar quais são os desafios e onde é necessário inovar de acordo com suas práticas”, explicou Nasser. “E o aluno pode ter uma experiencia mais interessante quando falamos da sua formação, um lado mais prático em que podem vivenciar um desafio concreto e galgar um resultado factível de negócio para a empresa”, completa o coordenador. 

Insurtechs e a Inovação Aberta também foram temas amplamente discutidos. Ambas as iniciativas também visam criar um espaço seguro para experimentação, aliado a programas para todos os atores envolvidos criarem juntos, inovando pelo processo sistemático em busca de resultados de valor para o mercado segurador. “Acaba sendo também uma jornada de aprendizado para os colaboradores”, contou Cátia. “Entre as vantagens de participar de um programa assim para as empresas, existe a sinergia que o programa traz, a troca de experiencias, a integração. Acadêmicos conseguem ver a aplicabilidade da sua teoria, e os profissionais aprendem a olhar o todo. No fim, são todos olhando para as dores e gaps do setor, e para as atividades fins em busca de soluções e inovações. E todos participam da ideação, prototipação e co-criação desses processos”, diz a superintendente. 

Na discussão, ficou clara a necessidade de o processo de inovação estar inserido no DNA das empresas e conectado com os ecossistemas que estão inseridos, sem o medo do erro nas etapas do desenvolvimento dos aperfeiçoamentos. “A inovação não é uma ideia, inovação é um processo”, sintetizou Rosas. “Saia da zona de conforto”, aconselhou Nasser.