Em um ano, custo por paciente com Covid-19 em UTI aumenta mais de 52% e se aproxima de R$ 100 mil

vera valente Fenasaude

Fonte: FenaSaúde

Embora as internações por Covid-19 tenham despencado desde o início da campanha de vacinação, o custo por paciente com a doença em uma internação UTI está em patamares máximos na pandemia. É o que aponta estudo da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) a partir de dados coletados com seis operadoras associadas à entidade, que representam 25% do total de beneficiários da saúde suplementar. 

Os custos por internação Covid-19 (UTI), em setembro/20, estavam em R﹩ 63.966 em média, por paciente. Após um ano, esse número saltou para R﹩ 97.328, valor 52,2% a mais. Em relação a agosto/21, os valores de setembro/21 se mostram estáveis, porém, a estabilidade se dá em níveis muito altos. 

Fonte: FenaSaúde (projeção baseada nos dados de seis associadas, que representam 25% dos beneficiários de planos médico-hospitalares) 

“É muito preocupante essa estabilidade dos custos em patamares tão expressivos, os maiores da série histórica e podem trazer consequências para a sustentabilidade do sistema. Além disso, infelizmente, os beneficiários sentirão os reflexos dos custos altos no reajuste do ano que vem”, ressalta a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente.  

A FenaSaúde entende que os dados são reflexo da variação cambial, aumento de custos logísticos e das incertezas na economia brasileira, que refletem na escalada de preços. Mas não é só isso. “Infelizmente, há uma característica comercial brasileira muito comum: depois que os preços aumentam por uma necessidade econômica do momento, passado isso, dificilmente eles voltam a cair”, explica Vera Valente. 

No geral, as despesas das operadoras de saúde deram um salto: de R﹩ 77,580 bilhões, no 1º semestre de 2020, para R﹩ 96,901 bilhões, no mesmo período deste ano, um crescimento de 25%. 

Número de beneficiários em alta 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou recentemente dados relativos aos números de beneficiários de planos de saúde. Em setembro, o setor se manteve em crescimento e totalizou 48.566.216 usuários em planos de assistência médica, número recorde desde abril de 2016. Em planos exclusivamente odontológicos são 28.764.725 beneficiários. 

Em um ano, já são 1.548.701 novos beneficiários de planos médico-hospitalares, um crescimento de 3,3% em relação a setembro de 2020. No comparativo de setembro com agosto, o crescimento foi de 186.773 mil usuários. Já nos planos exclusivamente odontológicos, foi registrado aumento de 2.593.020 beneficiários em um ano – o que representa 9% de crescimento no período – e de 402.609 em um mês (comparativo com agosto). 

O aumento no número de beneficiários de planos de assistência médica em relação a setembro de 2020 foi notado em 25 dos 26 estados brasileiros. Com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que apresentaram, em números absolutos, o maior número de beneficiários. Entre os odontológicos, todas as unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo também São Paulo, Minas Gerais e Paraná os estados com maior crescimento em números absolutos. 

Para a FenaSaúde, entidade que representa os 15 maiores planos do país, é fundamental incentivar esse crescimento, a fim de garantir que mais pessoas tenham acesso à saúde suplementar. E isso passa por mudanças profundas no Marco Legal da saúde suplementar que está em discussão no Congresso Nacional. Entre elas, maior segmentação, com mais modalidades de cobertura; novos modelos de franquias e coparticipação; e mais liberdade para a comercialização de planos individuais, com regras competitivas para preços e reajustes. 

“Outro ponto importante é diversificar e ampliar os tipos de coberturas que podem ser oferecidos, a chamada modulação de produtos, pois hoje são apenas cinco opções, restringindo a criação de opções adequadas para o perfil de cada família ou empresa”, conclui a diretora executiva da FenaSaúde. 

4º Seminário Jurídico destaca importância do seguro para o desenvolvimento econômico e social

Fonte: CNseg

Ao abrir o 4º Seminário Jurídico, o Presidente da revista “Justiça & Cidadania”, Tiago Salles, destacou que o evento – realizado pela publicação e a CNseg, em 29 de novembro – tem por objetivo “aprofundar o diálogo entre magistrados e representantes do setor de seguros, a fim de aprimorar a relação entre as partes”. 

Em sua participação, o Presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, afirmou que, no plano existencial e no plano do cotidiano, é a solidariedade, por meio do mecanismo do seguro, que compõe nossas respostas às incertezas e aos riscos, ajudando a amenizar as perdas.    

O setor de seguros, segundo o Ministro Humberto Martins, “em seus diferentes modos, tornou-se algo inafastável da vida das pessoas e empresas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do País e para a segurança de vida das pessoas”.  Afirmou, também, que o STJ cumpre com seu papel de dirimir questões que movem as relações entre seguradoras e segurados, preservando o sentido do contrato, tutelando a boa fé e evitando uma tipicidade rígida para trazer soluções viáveis e segurança jurídica para as relações entre seguradoras e segurados.   

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano lembrou do significativo avanço da atividade securitária no Brasil, principalmente nos últimos dez anos, demonstrando a preferência crescente de empresas, famílias e pessoas pela proteção securitária, que já represente cerca de 6,5% no PIB brasileiro.  

“Até por conta dos desafios colocados pelos recentes ciclos econômicos, políticos e sociais do Brasil, que repetem, em escala local, o que se observa a nível global, a solidariedade representada pelo mutualismo, vem exigindo o protagonismo do seguro, exigência expressa pela demanda da sociedade, amplificada pela pandemia do novo coronavírus, que tornou mais visível para população a garantia prestada pelos seguros, revelada pelo vultosíssimo montante de indenizações pagas às vítimas da covid ou a seus beneficiários”, afirmou o Presidente da CNseg. 

Para Coriolano, cada vez mais, “o direito securitário deve se encontrar com as intensas e extensas mudanças dos paradigmas da natureza, das práticas da economia política – tomada esta em seu sentido mais nobre – e com os fundamentos da atividade securitária”. E acrescentou: “sabemos todos do imenso desafio desse encontro de temática do direito e da economia, ainda mais considerando a sensibilidade que ambos têm para o consumidor – seja individual, seja o consumo coletivo. Não é por outra razão a realização deste Seminário, que também agrega especialista das mais variadas formações, todas convergentes para as melhores soluções possíveis em prol de objetivos comuns: o da garantia de acesso aos seguros de modo equânime e sustentável e o da busca do ideal de justiça, que é dar a cada um o que lhe é devido”. 

Entre os temas em discussão no evento, Coriolano destacou: o dever de informação dos seguros coletivos de vida, considerando a dinâmica de relações entre estipulantes e seguradoras; o papel dos núcleos técnicos de apoio ao poder judiciário na desjudicialização das questões relacionadas à saúde suplementar; o critério de correção das dívidas e seus impactos na constituição de reservas técnicas, de patrimônio líquido e de provisões de sinistros do setor de seguros, e o fenômeno do exercício irregular da atividade seguradora pelas chamadas associações de proteção veicular. 

O tema do exercício irregular da atividade seguradora e do chamado “mercado marginal dos seguros”, teve como participantes os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gurgel de Faria (moderador) e Og Marques Fernandes, além do Procurador Geral da Susep, Jezhiel Pena Lima, e do Presidente da Porto Seguro, Roberto Santos. 

Clique aqui e assista à íntegra da abertura do 4º Seminário Jurídico.

D’Or Consultoria lança campanha de Dezembro Vermelho

Informações importantes sobre a AIDS, explicações sobre uso da camisinha masculina e feminina, incentivo à prevenção e aos cuidados médicos são algumas das informações disponíveis no site da empresa, onde também é possível baixar os materiais da campanha: https://dorconsultoria.com.br/portfolio/prevencao-da-aids/

A AIDS é uma doença infecciosa, transmitida pelo vírus HIV. E, mesmo após 40 anos dos primeiros casos relatados diagnosticados, as pessoas ainda negligenciam quando o assunto é a prevenção. Dados do Ministério da Saúde mostram que a cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil. 

“Trouxemos algumas referências visuais na campanha com objetos e vestuários ‘ultrapassados’ para salientar que, ao contrário da estética de décadas passadas, a prevenção e o comportamento sexual seguro por meio do uso de preservativo nunca saem de moda, mesmo com o passar de tantos anos desde o aparecimento da AIDS e demais IST’s”, explica Victor Davi, coordenador de Marketing e Comunicação da D’Or Consultoria.

A desinformação e o preconceito ainda são desafios para a comunidade médica. Por isso, a importância do Dezembro Vermelho, para desmistificar e ampliar o conhecimento da população sobre o tema. 

A camisinha ainda é a forma mais segura e eficaz de prevenção da AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. E, ao contrário do que muitos pensam, homens heterossexuais são o principal grupo afetado pelo HIV no Brasil. Eles representam 49% dos casos, enquanto homossexuais somam 38% e bissexuais 9,1%.

Com o avanço da ciência e do acesso à informação hoje a doença tem tratamento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 40 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV. E, há pelo menos quatro projetos de vacinas contra o vírus em andamento, inclusive o Brasil participa de um dos estudos, o Mosaico, que, atualmente, encontra-se na fase 3, quando são realizados testes em seres humanos.

De acordo com Sérgio Hércules, médico e superintendente de Gestão Médica da D’Or Consultoria, a pessoa que teve contato com o vírus deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível. “Um médico poderá receitar a PEP – Profilaxia Pós-Exposição ao HIV, que deve ser tomada o quanto antes para impedir que o vírus alcance a corrente sanguínea e infecte as células de defesa”, explica.

Além disso, existe a PrEP ou Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, um comprimido que se toma regularmente com o objetivo de prevenir a infecção. É importante procurar um médico e se informar.

Mais informações sobre a campanha Prevenção nunca sai de moda no site https://dorconsultoria.com.br/portfolio/prevencao-da-aids/

Ipiranga e Itaú Seguros dão assistência 24h a veículos de clientes Jet Oil

Fonte: Ipiranga

Os clientes que fizerem a troca de óleo completa em uma unidade Jet Oil, da Ipiranga, vão ganhar assistência 24h da Carro Protegido. O novo serviço conta com a parceria da Itaú Corretora de Seguros e a Tempo Assist, será válido pelo período de seis meses, tempo médio de retorno para realizar um novo check-up no veículo. A troca de óleo completa inclui a troca do filtro e do óleo e o benefício vale para todas as unidades do Jet Oil, uma das maiores franquias de serviços automotivos de todo o Brasil. 

O Jet Oil também oferece um relatório que, além de informar os serviços realizados no veículo e enviar a certificação de assistência 24h, alerta o momento adequado para nova troca de óleo. 

“Superaquecimento e bateria ruim, por exemplo, são dois dos problemas mais comuns enfrentados pelos motoristas, e são imprevistos como esses que os serviços do Jet Oil podem ajudar a previnir. Os clientes vão garantir a manutenção desses e outros itens a qualquer momento, reduzindo os riscos de mal funcionamento do veículo”, explica Marcos Aurélio Moura, Gerente Executivo do Jet Oil.”, explica Marcos Aurélio Moura, Gerente Executivo do Jet Oil. 

Com a parceria da Itaú Corretora de Seguros, o Jet Oil espera atender o público que não tem seguro e precisa estar protegido contra acidentes e panes elétrica, mecânica e seca. 

“Oferecer cada vez mais soluções para os nossos clientes, facilitando e trazendo mais confiança e comodidade é o nosso ideal. Faz parte do posicionamento da Ipiranga ser um posto cada vez mais completo, e o Jet Oil é uma peça fundamental no portfolio de serviços oferecidos. O consumidor já tem no Jet Oil qualidade e a confiabilidade da marca Ipiranga. Agora, junto com a Itaú Corretora de Seguros, terá uma rede com ampla cobertura, em todo o Brasil”, completa Moura. 

Além desse benefício, o consumidor continua ganhando um check-up completo de 15 itens para a melhor performance, limpeza e segurança do veículo. Basta realizar a troca de óleo em qualquer unidade Jet Oil. Os especialistas realizam uma avaliação e apresentam diagnóstico de itens como filtro de óleo, faróis e lanternas, fluído de freio, entre outros. 

SulAmérica lança novo fundo de previdência de olho nas oportunidades em crédito privado e ESG

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Fonte: SulAmérica

A SulAmérica Investimentos está lançando um novo fundo de previdência com uma carteira composta por ativos de crédito privado de emissores com boas práticas ESG – sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. Trata-se do produto SulAmérica Prev Crédito ESG FI RF CP, que vem reforçar o compromisso da gestora em oferecer aos clientes as melhores oportunidades nos mercados de renda fixa e crédito privado.

O fundo busca superar o CDI a longo prazo, aproveitando oportunidades no mercado de renda fixa por meio da alocação de recursos em debêntures de companhias abertas, títulos de instituições financeiras, CRIs e FIDCs. O produto ainda prioriza a alocação em ativos de emissores alinhados com as melhores práticas ESG e que promovam agendas positivas de desenvolvimento sustentável.

SulAmérica Prev Crédito ESG FI RF CP conta com target de remuneração CDI+0,50% e aporte inicial de R$ 10 mil, com movimentação mínima de R$ 100 e disponibilização para resgate D+8 úteis. A taxa de administração é de 0,90% a.a, sem taxa de performance.

“Este fundo explora a experiência do nosso time de Crédito Privado dentro da SulAmérica Investimentos, combinada a uma análise fundamentalista e uma avaliação dos compromissos com a sustentabilidade dos emissores. É um produto muito interessante para compor a parcela de Previdência dedicada a crédito privado, com a visão de trazer um bom retorno ajustado a risco pelo investimento em companhias comprometidas com seus resultados e também com a sociedade”, afirma a Head de Crédito Privado da asset, Daniela Gamboa.

SulAmérica Prev Crédito ESG FI RF CP já está disponível para portabilidade. A contratação, por sua vez, se dá por meio de um corretor ou corretora de seguros.

Insurtech Azos recebe investimento de R$ 55 milhões para ampliar soluções tecnológicas e desenvolver novos produtos

Fonte: Azos

Especializada na criação e na comercialização de seguros online e por meio de parcerias com corretores, a insurtech Azos recebeu um investimento de R﹩ 55 milhões para ampliar as suas soluções tecnológicas e desenvolver novas linhas de produtos. A rodada de investimento foi liderada pelo fundo Prosus e contou novamente com a participação do Kaszek Ventures, Maya Capital e Propel.

Fundada em 2020, a Azos tem se notabilizado por democratizar o acesso ao seguro de vida no Brasil ao oferecer aos consumidores coberturas que se adaptam às suas necessidades individuais, muitas vezes a um custo menor, e por trazer inovação ao um mercado, cujos principais players, ainda carecem de flexibilidade e transparência por, não raro, obrigarem segurados a pagar um prêmio por seguros que nem sempre desejam ou precisam. A empresa oferece apólices com contratação digital em menos de um dia, na contramão de muitas seguradoras que levam, em média, 10 dias.

“Aproveitando a tecnologia e a ciência de dados para automatizar nosso processo de contratação, oferecemos um produto novo e simplificamos o processo para qualquer pessoa ter acesso ao seguro de vida “, disse o CEO da Azos, Rafael Cló.

Trata-se da segunda captação da startup. Os R﹩ 13 milhões captados em 2020 proporcionaram o início e o desenvolvimento da operação em abril deste ano. Desde então, a insurtech já acumulou R﹩ quase 3 bilhões em capital segurado e, com a segunda rodada de investimento, pavimenta o caminho para crescer mais de cinco vezes em 2022.

A Azos usará o novo investimento para expandir a empresa, aprimorar a tecnologia e lançar novos produtos, assim como ampliar o acesso à educação sobre proteção e planejamento financeiro. Além disso, parte do investimento irá para o portfólio de produtos tanto para os clientes quanto para os corretores parceiros. A empresa tem atualmente uma lista de espera com mais de 500 corretores interessados ​​em se tornarem parceiros de distribuição.

“O novo investimento é condizente com o crescimento que a Azos tem alcançado desde sua entrada no mercado. A expectativa é de crescer ainda mais, permitindo o desenvolvimento de soluções tecnológicas e novas linhas de produtos para nossos parceiros”, acrescenta Cló.

A captação chega em um momento importante para o mercado segurador brasileiro, que apresentou crescimento consistente em 2021. Nos primeiros sete meses deste ano, o setor de seguros faturou R﹩ 172 bilhões, o que representa um crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, estima-se que apenas 15% da população do país possui seguro de vida.

“O mercado de seguros no Brasil é dominado por poucas empresas. Além disso, o seguro de vida no Brasil teve pouca inovação. Em linha com nossa tese de investimento, para focar em setores da economia onde a tecnologia pode levar a mudanças significativas no comportamento do consumidor e na economia, prevemos que o seguro de vida seja a próxima grande indústria pronta para transformação no Brasil”, comentou Banafsheh Fathieh, Chefe das Américas Investimentos, Prosus Ventures. 

“Acreditamos no potencial da Azos para inovar neste mercado para defender os interesses do consumidor e acreditamos neste time para revolucionar o seguro de vida no Brasil”, acrescenta Fathieh.

Allianz: crescimento robusto e riscos de uma “nova era” pós-Covid para companhias de construção


Fonte: AGCS

O mercado de construção global está definido para um período de forte crescimento pós-Covid-19, impulsionado por gastos governamentais em infraestrutura e pela transição para emissão zero. No entanto, a mudança para edifícios e infraestruturas mais sustentáveis, a melhoria das instalações de energia limpa e a adoção de métodos de construção modernos transformarão o cenário de risco. Esses desafios se somam às cadeias de abastecimento já afetadas, à escassez de materiais e mão de obra e ao aumento dos custos, que há anos apresentam um cenário de margens apertadas para o setor. Um novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Riscos de Construção pós-Covid, explora tendências de risco iminentes e de longo prazo para o segmento.

“A Covid-19 trouxe uma nova era para a indústria da construção”, afirma Yann Dreyer, Líder do Grupo de Prática Global para Construção na equipe global de Energia e Construção da AGCS. “Enquanto os projetos continuaram durante a pandemia e espera-se um crescimento no setor, o ambiente geral mudou fundamentalmente. A indústria enfrenta novos desafios em torno da volatilidade da cadeia de abastecimento e aumento dos custos de materiais, escassez de mão de obra qualificada e maior foco na sustentabilidade. Além disso, a implantação acelerada de estratégias de corte de custos, novas tecnologias e projetos podem resultar na aceleração de riscos para empresas deste mercado e também para  seguradoras. O monitoramento contínuo de riscos e os controles de gestão serão importantes no futuro. Junto com nossos clientes, ajudaremos a gerenciar esses desafios, pois a AGCS está comprometida com a indústria da construção como um setor-alvo chave para nossas iniciativas de crescimento. ”

A forte perspectiva de crescimento para o setor é baseada em uma série de fatores, como o aumento da população em mercados emergentes e investimentos significativos em formas alternativas de energia, como eólica, solar e hidrogênio, bem como em sistemas de armazenamento e transmissão. A mudança para o transporte elétrico exigirá investimentos em novas fábricas de baterias e infraestrutura de carregamento. Não se espera somente que os edifícios melhorem sua pegada de carbono, mas também apresentem melhores defesas costeiras e contra enchentes, além de sistemas de esgoto e de drenagem mais eficientes, especialmente em regiões expostas a catástrofes decorrentes dos eventos climáticos extremos mais frequentes.

Ao mesmo tempo, governos em muitos países estão planejando grandes investimentos públicos em projetos de infraestrutura para estimular a atividade econômica após a crise pandêmica e conduzir a transição para o baixo carbono. Nos Estados Unidos, um pacote de investimento de mais de 1 trilhão de dólares em infraestrutura foi anunciado, contemplando desde pontes e estradas até a banda larga nacional, passando por sistemas de água e energia. Ao mesmo tempo, o país anunciou planos para investir em uma série de grandes projetos em todo o mundo no próximo ano em resposta ao ambicioso Belt And Road Initiative, que pode se estender do Leste Asiático à Europa. Espera-se que quatro países – China, Índia, Estados Unidos e Indonésia respondam por quase 60% do total de crescimento na construção ao longo da próxima década.

Lado negativo do boom da construção
O boom esperado traz benefícios porém, desafios específicos. No médio prazo, aumentos repentinos na demanda podem colocar as cadeias de abastecimento sob pressão adicional e exacerbar a escassez existente de materiais e mão de obra qualificada, excedendo tanto cronograma quanto custos. Além disso, muitos no setor podem precisar acelerar a implementação de medidas de eficiência e controle de custos se as margens de lucro tiverem sido impactadas pela Covid-19, o que muitas vezes pode prejudicar os níveis de qualidade e manutenção e aumentar a suscetibilidade a erros. A análise da AGCS mostra que defeitos de projeto e mão de obra ineficaz são uma das principais causas de perdas de construção e engenharia, respondendo por cerca de 20% do valor de quase 30.000 sinistros da indústria examinados entre 2016 e o final de 2020.

A sustentabilidade aprimorada e o foco em zero emissão influenciarão fortemente o cenário de risco tradicional no setor de construção. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os edifícios e a indústria da construção são responsáveis por 38% de todas as emissões de dióxido de carbono relacionadas com a energia. Para reduzí-las, as edificações existentes precisarão ser reformadas e reaproveitadas. Além disso, novos materiais e métodos de construção precisarão ser introduzidos no mercado em períodos de tempo relativamente curtos. Isso aumentará o risco de defeitos ou ainda, incorrer em consequências inesperadas para a segurança, meio ambiente ou saúde. Por exemplo, como um material sustentável e de baixo custo, o uso de madeira na construção tem aumentado nos últimos anos. No entanto, isso tem implicações para riscos de danos por fogo e água. A análise de sinistros da AGCS mostra que os incidentes de incêndio e explosão já representam mais de um quarto (26%) do valor dos sinistros de construção e engenharia nos últimos cinco anos – a causa de perda mais cara.

Aumentando a escala de energia limpa – riscos renováveis
A expansão da energia limpa também traz novos riscos. Os projetos eólicos offshore estão crescendo em tamanho, movendo-se mais longe no mar e em águas mais profundas, o que significa que os custos associados a atrasos ou reparos estão aumentando. Os parques eólicos offshore, bem como os projetos eólicos e solares onshore, também podem ser expostos a perdas em série. Uma falha de projeto ou fabricação em uma turbina, por exemplo, pode impactar muitos projetos. Também houve grandes sinistros de fundações defeituosas em parques solares e fazendas. Os reparos em cabos submarinos, que pesam milhares de toneladas e exigem a instalação de navios especiais, podem levar mais de um ano. Uma estação conversora offshore sozinha pode custar até US $ 1,5 bilhão, comparável a uma plataforma de petróleo. Um incêndio ou explosão envolvendo um conversor, como visto recentemente na China, pode resultar em perda total.

“Enormes investimentos em energia verde significarão valores maiores em risco, enquanto a rápida adoção de tecnologia de protótipo, métodos de construção e materiais exigirá uma cooperação estreita entre subscrição, sinistros e engenharia de risco interna, bem como entre seguradoras e seus clientes”. diz Olivier Daussin, Líder de Subscrição de Construção da Equipe Global de Energia e Construção da AGCS.

Os dois lados da construção modular
Em última análise, a construção moderna e os métodos de produção têm o potencial de transformar radicalmente o mercado, transferindo mais riscos para fora do local e incorporando um maior uso de tecnologia. A construção modular, em particular, fornece muitas vantagens como gestão de qualidade controlada factory-based, menos desperdício na construção, um cronograma diminuído pela metade em comparação com os métodos tradicionais e menos disrupção no ambiente circundante. No entanto, também levanta preocupações de risco sobre cenários de perda repetitiva. “Há um risco maior de perdas em série com métodos modulares e pré-fabricados, pois a mesma peça pode ser usada em vários projetos antes que uma falha seja descoberta”, explica Daussin.

A escassez de mão de obra qualificada na indústria da construção provavelmente aumentará a tendência para a fabricação e automação. Ao mesmo tempo, a digitalização da construção cria exposições cibernéticas contra as quais as empresas de engenharia e construção precisam fortalecer suas defesas. Hoje, as inúmeras partes envolvidas em um canteiro de obras estão interconectadas por meio de várias plataformas de TI compartilhadas, o que aumenta sua vulnerabilidade. Os riscos cibernéticos podem variar de tentativas maliciosas de obter acesso a dados confidenciais, a interrupção do controle do local do projeto e roubo associado, a interrupção da cadeia de abastecimento, a potencial corrupção dos dados de concepção do projeto, resultando em atrasos e, em última instância, em risco de reputação para as partes envolvidas.

Melhor proteção de canteiros de obras contra perigos naturais e danos causados pela água
A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa não só conduzirá a uma abordagem mais sustentável para edifícios residenciais e comerciais, bem como infraestrutura, mas também pode acelerar a tendência, à medida que a indústria busca obter eficiência e minimizar o desperdício. Os canteiros de obras também precisam dar mais atenção para mitigar o impacto de eventos impulsionados pelo clima, como incêndios florestais, enchentes e deslizamentos de terra. A análise de sinistros da AGCS mostra que os riscos naturais já são a segunda causa mais cara de perdas na construção, atrás de incêndio e explosão, respondendo por 20% do valor dos sinistros nos últimos cinco anos.

Enquanto isso, os danos causados pela água continuam a ser uma grande fonte de perdas durante a construção. A AGCS tem visto uma série de danos surpreendentemente grandes resultantes de vazamentos em sistemas de água pressurizada ou de incêndio que não são detectados ou ocorrem fora do horário comercial, nos fins de semana ou durante os períodos em que não há ninguém presente. Os sistemas de detecção e monitoramento de vazamento de água podem ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos danos causados pela água, mitigando reparos caros e atrasos de projeto.

Tempos emocionantes e desafiadores

“Nossos clientes, com uma presença importante na Espanha e na América Latina, têm raízes e experiências sólidas em ambos os continentes. Isto, aliado ao conhecimento de que contribuímos para os seus novos desafios com base na experiência adquirida a nível global, significa que somos capazes de adaptar as nossas soluções de seguros para avançarmos juntos neste futuro desafiante que nos espera ”, completa Miguel Peces, Diretor Regional de Energia e Construção para Ibero / Latam na AGCS.

Artigo: O fenômeno da longevidade exige o olhar atento ao futuro

Nilton

Por Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG 

Estamos vivendo cada vez mais, e isso não é uma novidade. Temos acompanhado há mais de meio século o aumento contínuo da expectativa de vida, de acordo com dados e estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é o caso brasileiro, mas no mundo inteiro se observa o mesmo fenômeno. 

É bem verdade que, embora estudiosos estejam considerando sobre o eventual impacto da pandemia nos indicadores de sobrevivência, é preciso entender que a pandemia é apenas um retrato, enquanto a demografia deve ser vista como um filme. Isso fica ainda mais claro quando consideramos a rápida resposta da ciência no desenvolvimento de vacinas, visto que em menos de um ano, grande parte do mundo já está vacinado. Não obstante essa discussão, se a pandemia vai alterar ou não os índices de longevidade, precisamos continuar olhando o futuro. 

Se o bônus da longevidade é viver mais, o ônus é representado pela necessidade constante de planejarmos nosso futuro financeiro. Para isso, o primeiro passo é admitir que pensa em longevidade não é coisa do futuro. Trata-se de um processo que deve permear toda nossa vida. Os valores poupados e os juros sobre essa acumulação confirmam essa tese: quanto antes começamos a poupar, mais rápido alcançaremos os nossos objetivos. 

Outro ponto importante para considerar em nossos programas de educação financeira é um olhar sobre tudo o que significa ser previdente e não apenas considerar o propósito de longo prazo, ou seja, as aposentadorias. Nesse cenário de análise não podemos desconsiderar os imprevistos que poderão acontecer durante esse longo caminho, até as aposentadorias. É nesse contexto que o mercado de seguros ganha cada vez mais relevância.  

É imprescindível que as pessoas passem a considerar todos os riscos aos quais estamos expostos: morte prematura deixando dependentes financeiros; invalidez que comprometa a capacidade de gerar renda; e bem-estar, a fim de garantir recursos para viver melhor e com saúde. 

O seguro de vida é a solução para amenizar todos esses riscos. Por meio dele, é possível contar com soluções sob medida, para cada tipo de necessidade, perfil e até mesmo em diferentes condições de saúde e atividades profissionais.  

A compreensão sobre a importância de planejar e preservar o próprio futuro e de suas famílias deve estar cada vez mais presente na nossa sociedade, muito impulsionada por fatores externos, como a pandemia, reforma da previdência, novos modelos sociais e a longevidade. É fundamental, no entanto, transformar consciência em ação, antes que seja tarde demais… 

CNseg: PEC dos Precatórios no Senado e PIB do 3º tri centralizam atenções do mercado

Pedro Simoes, CNseg

O Brasil tem pela frente uma semana cheia de acontecimentos que vão influenciar nas projeções dos indicadores macroeconômicos, que seguem tendência negativa nas últimas semanas, com alta das projeções de inflação e juros e queda das expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). 

Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, destaca em sua análise do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 29, a projeção de inflação em 2021, que subiu pela 34ª semana consecutiva, de 10,12% para 10,15%. Para 2022, também houve elevação, de 4,96% para 5,00%.  “Além de termos encostado pela primeira vez no teto da meta para o ano que vem, permanecem desancoradas das metas em 2023 e 2024″, diz ele. Apesar disso, o ponto-médio das expectativas para a taxa Selic foi mantido em 9,25% ao fim de 2021 e em 11,25% ao final de 2022. “A atividade já em desaceleração tende a exigir um aumento menor dos juros básicos”, afirma.

A projeção mediana para o PIB em 2021 recuou de 4,80% para 4,78%, permanecendo abaixo do crescimento do que já seria garantido pelo carregamento estatístico derivado do desempenho do PIB no primeiro semestre do ano. Isto é, a mediana do mercado embute projeções de queda do PIB no segundo semestre, cujos primeiros dados oficiais, referentes ao terceiro trimestre, serão divulgados pelo IBGE nesta semana. 

Nesta semana, além das notícias sobre a pandemia, com novas medidas restritivas como lockdown em algumas cidades e regiões, a agenda está carregada com temas importantes como a PEC dos Precatórios no Senado, MP do Auxílio Brasil e divulgação do PIB do terceiro trimestre na quinta-feira. “Continua a batalha para aprovar a PEC dos precatórios, já há duas semanas em negociações no Senado. Trata-se de matéria de extrema importância para o governo, que pode mexer com as expectativas”, comenta o economista. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

Dalve Ortolani é o novo CEO da Howden Re no Brasil

A Howden Corretora de Seguros anuncia a chegada de Dalve Orolani como CEO da Howden Re no Brasil. Com mais de 25 anos de experiência em seguros e resseguros e mais recentemente como CCO e CMO da THB Brokers – uma empresa do Grupo AmWINS – Ortolani, também, ocupou cargos de liderança na Aon e Allianz. 

Sonia Caamano, Co-CEO da Howden Latam, ao lado de Pablo Bores, diz: “Tenho o prazer de receber Dalve na Howden para liderar as operações de resseguro no Brasil, aproveitando o sucesso das nossas entregas aos clientes até o momento. Nosso foco é continuar fornecendo soluções inovadoras como alternativas confiáveis de seguros e Dalve tem ampla experiência em trazer novas possibilidades para o mercado brasileiro”, explica.

Comentando sobre a sua nomeação, Ortolani diz: “É uma grande honra juntar-se a Howden que, sem dúvida, é uma das corretoras mais proeminentes e com expressiva ascensão no mercado global de seguros e resseguros atualmente. A Howden, presente no mercado local desde 2014, quando adquiriu a Corretora Harmonia, fundada em 1981, aposta que o Brasil é um dos principais países para a consolidação da empresa na América Latina e, acima de tudo, é fundamental para o serviço de seus clientes globais, que têm operações no Brasil. Nosso plano de crescimento e expansão para os próximos anos é muito ousado e agressivo. Além do crescimento orgânico de nossa operação, sempre olharemos as oportunidades decorrentes de aquisições e parcerias estratégicas, com empresas que são culturalmente alinhadas a nossa”, finaliza.