Ciclic e Broto firmam parceria para levar serviço de saúde a produtores rurais

BB Seguros Ciclic Broto

A Ciclic, empresa digital de seguros e serviços da BB Seguros, firmou parceria com o Broto, plataforma de negócios que atua para facilitar o acesso do produtor rural a soluções em prol do desenvolvimento da lavoura, aumento da produtividade e gestão de riscos. 

Com a iniciativa, as empresas vão oferecer o serviço Saúde Protegida, de telemedicina 24h e agendamento de consultas médicas à distância, com condições especiais para esse público. A solução contempla desconto em medicamentos, orientação nutricional e agendamento com especialidades como Clínica Médica, Cardiologia, Psiquiatria, Endocrinologia, Nutrição e Psicologia. 

“Sabemos que a distribuição de médicos pela população nas áreas mais isoladas não é a mesma que em grandes centros urbanos. Pelos meios digitais, conseguimos maior capilaridade, levando atendimento aos produtores, com valor bem acessível. Temos previsão de outras novidades, para atender empreendedores do campo”, destaca a COO, Bruna Melo. 

Segundo o estudo Demografia Médica no Brasil 2020, a disponibilidade de profissionais de saúde é extremamente desigual ao comparar as capitais, que contam com 5,65 médicos distribuídos por mil habitantes, e as cidades do interior, que possuem taxa bem inferior, de 1,49. Nesse cenário, a telemedicina se consolida como uma solução. Criado em junho de 2020, o Saúde Protegida da Ciclic, com cobertura nacional, realizou, em seu primeiro ano no mercado, mais de 2,7 milhões de teleconsultas. 

“A parceria com a Ciclic é estratégica e muito especial para o Broto. Para gerir a fazenda com energia e plena dedicação, o produtor precisa estar com a saúde em dia e ter a tranquilidade de saber que a sua família também está sendo cuidada. Nesse sentido, o acesso a um serviço de saúde de qualidade, com a comodidade das teleconsultas, tem impacto direto no sucesso do empreendimento rural”, destaca Rogério Idino, presidente da Brasilseg, uma empresa BB Seguros. 

Com o propósito de disponibilizar no ambiente digital tudo o que o produtor rural precisa para crescer de forma segura e sustentável, o Broto atua hoje em quatro grandes frentes: loja virtual com mais de 1.700 produtos e serviços, acesso facilitado às linhas de crédito do BB e às proteções da BB Seguros, disseminação de conhecimento (cursos, artigos, boletins sonoros, relatórios e lives) e feiras virtuais periódicas, com ofertas exclusivas. Em breve, o ecossistema digital também fará recomendações personalizadas aos produtores com base em inteligência de dados. 

95% das seguradoras acreditam que mudança climática é um risco de investimento

blackrock estudo seguros

De acordo com um novo estudo da BlackRock, os principais executivos das seguradoras em todo o mundo estão cada vez mais preocupados com as implicações do risco climático. Especificamente, 95% dos gestores pesquisados ​​confirmam que as implicações do risco climático terão impacto significativo na construção de carteiras nos próximos dois anos. As conclusões surgem após um ano de desastres naturais sem precedentes e refletem a perspectiva de um setor que está diretamente exposto aos riscos físicos impostos pelas mudanças climáticas.

A BlackRock consultou 362 gerentes seniores de seguradoras em 26 mercados sobre suas intenções de investimento para o próximo ano. No total, as empresas participantes representam US$ 27 trilhões em ativos de investimento. O impacto crescente da sustentabilidade, a necessidade de diversificar as carteiras em classes de ativos de alto desempenho e o impulso para a digitalização de negócios são os temas dominantes para as seguradoras neste ano, de acordo com o estudo obtido pelo blog Sonho Seguro.

Charles Hatami, Chefe Global do Grupo Consultivo de Instituições Financeiras e Mercados Financeiros da BlackRock, comentou sobre os resultados: “Uma grande maioria das seguradoras vê o risco climático como risco de investimento e está posicionando seus portfólios para mitigar riscos e capitalizar sobre os riscos. Oportunidades transformacionais apresentado pela transição para uma economia de emissões líquidas zero. A atenção cada vez maior das seguradoras à sustentabilidade deve ser um alerta para a indústria de investimentos.”

Acelerando a ênfase na sustentabilidade

O investimento sustentável continuou a crescer em importância entre as seguradoras globais, refletindo a mudança de longo alcance em direção ao investimento sustentável. Metade dos entrevistados no estudo indicou que a razão para realocar os ativos existentes para investimentos sustentáveis ​​é a capacidade desses investimentos de gerar um melhor retorno ajustado ao risco.

Embora o risco geopolítico continue a ser a principal preocupação das seguradoras, o risco ambiental agora é visto como uma séria ameaça à estratégia de investimento da sua empresa, com mais de um em cada três entrevistados citando-o como um potencial obstáculo.

Os resultados também destacam que as seguradoras continuam a integrar a sustentabilidade em seus processos e estratégias de investimento: quase metade dos entrevistados confirmou que recusou uma oportunidade de investimento nos últimos 12 meses devido a questões ESG.

Aumento do apetite por risco e diversificação em ativos não essenciais

Outra tendência dominante identificada no estudo da BlackRock é a necessidade de diversificar para ativos de maior rendimento, já que 60% das seguradoras esperam aumentar sua exposição ao risco de investimento nos próximos dois anos. Isso representa o nível mais alto desde que a BlackRock começou a monitorar essas informações em 2015. No entanto, esse aumento parece ser desnecessário, já que o atual regime de baixa taxa de juros continua a pressionar as seguradoras a considerarem investimentos em alternativas e ativos.

Uma área em particular onde as alocações estão mudando é nos mercados privados, dada sua diversificação e potencial para retornos superiores. Em 2023, as seguradoras acreditam que suas alocações medianas para mercados privados chegarão a 14% de sua carteira total (de ~ 11% hoje), e nenhuma seguradora espera ter uma alocação estratégica para mercados privados de menos de 5%.

No entanto, à medida que as seguradoras aumentam seu apetite pelo risco, a liquidez continua sendo uma prioridade fundamental. Consequentemente, 41% das seguradoras planejam aumentar suas alocações de caixa no próximo ano. Os ETFs também são vistos como uma ferramenta eficaz para gerenciar a liquidez e melhorar o desempenho, e 87% dos entrevistados preveem que a gestão da liquidez pode ser um fator-chave para aumentar a alocação aos ETFs nos próximos 1-2 anos.

Aceleração do investimento em tecnologia

Acelerar a transformação digital também é uma prioridade para as seguradoras, em grande parte impulsionada pelo impacto da pandemia. Quase dois terços das seguradoras planejam aumentar os gastos com tecnologia nos próximos dois anos.

Em particular, o setor está avançando em direção aos recursos de gerenciamento integrado de ativos e passivos (ALM) devido ao cenário competitivo, à complexidade regulatória e ao ambiente econômico. Nos próximos dois anos, 56% dos entrevistados planejam se concentrar na integração do gerenciamento de ativos e passivos e 45% priorizam o gerenciamento de riscos de múltiplos ativos. Isso se deve ao impulso para a diversificação de investimentos, especialmente em mercados privados, que destacou a necessidade de uma solução de tecnologia única com uma visão global do portfólio em todo o espectro de classes de ativos.

A digitalização também está desempenhando um papel importante para atingir as metas de emissões líquidas zero: 41% dos entrevistados confirmaram que buscam aumentar o investimento em tecnologia que integre risco climático e métricas, um sinal claro de que a análise para investimentos “prontos para a transição” é uma prioridade para as seguradoras nos próximos anos.

Anna Khazen, responsable del Grupo de Instituciones Financieras de BlackRock para la región de EMEA, añadió: “En la década transcurrida desde que lanzamos nuestro Informe mundial sobre seguros, se ha producido una transformación en todo el sector en cuanto a la forma en que la tecnología, la sostenibilidad y las complejidades normativas influyen conjuntamente en las prioridades de inversión de las aseguradoras. Una visión completa y transparente del riesgo dinámico de la cartera, en particular del riesgo asociado al cambio climático, no es sólo una ventaja competitiva para las aseguradoras: é uma necessidade.”

Betterfly segue expansão pela América Latina em parceria com Chubb Seguros

Fonte: Chubb

A Betterfly, plataforma que integra soluções de bem-estar, seguro e impacto social, segue acelerada em seu plano de expansão internacional. Depois de começar o processo pelo Brasil, em setembro, a insurtech anuncia o início de suas operações em quatro novos mercados na América Latina – México, Colômbia, Equador e Argentina. Nesses países e no Chile, onde nasceu, a Betterfly escolheu a Chubb, maior seguradora de propriedade e responsabilidade civil de capital aberto do mundo, como sua provedora preferencial de seguros.

A integração do seguro digital da Chubb no ecossistema Betterfly usa os recursos de integração da plataforma global de distribuição de produtos digitais, Chubb Studio.

A maioria das pessoas na América Latina não possui cobertura de seguro de vida. De acordo com o estudo do Instituto Swiss Re, publicado em outubro de 2020, a região tinha uma lacuna de proteção de mortalidade total estimada em US$ 14 trilhõesi . A Betterfly, de forma inédita, vem tornando mais fácil e acessível para organizações e indivíduos na América Latina obter a cobertura de seguro, oferecendo às empresas uma assinatura de benefícios totalmente digital e que dá a cada colaborador um seguro de vida dinâmico, que cresce a partir da prática de hábitos saudáveis em sua rotina diária. A plataforma da Betterfly é um ecossistema que permite ao usuário não só melhorar sua qualidade de vida, mas também criar impacto social em escala.

“Anunciamos a parceria com a Chubb com muita alegria em poder, com o trabalho em conjunto, levar nosso Efeito Betterfly a todos os cantos da América Latina. Esta aliança combina a experiência global da Chubb em gestão de risco, análise de dados e excelente atenção a sinistros com nosso conhecimento sobre o comportamento do cliente baseado em inteligência artificial. Esta parceria é um grande passo para escalar nossa plataforma em toda a região e nossa visão de proteger o futuro de 100 milhões de pessoas até 2025”, disse Eduardo della Maggiora, fundador e CEO da Betterfly, em nota enviada ao Sonho Seguro.

“Estamos entusiasmados com o início desta nova parceria digital. A plataforma de bem-estar da Betterfly impactará positivamente a experiência dos nossos clientes, tornando os benefícios dos seguros mais tangíveis”, disse Marcos Gunn, vice-presidente sênior do Grupo Chubb e presidente regional para a América Latina. “Tenho o prazer de unir esforços com a Betterfly por uma América Latina mais saudável, e cada vez mais consciente da necessidade de proteger as pessoas, as famílias e as empresas”, concluiu.

 Efeito Betterfly 

Através de aplicações sincronizadas, como Google Fit, Apple Health e Stava, a plataforma rastreia e recompensa as atividades e os bons hábitos diários dos usuários, como caminhar, fazer exercícios, dormir bem e meditar, com “BetterCoins”, moeda virtual que pode ser trocada por doações a causas sociais, recursos para melhorar seu estilo de vida e coberturas de seguro que crescem diariamente. Há a opção de aumentar a cobertura ou estendê-la a outros membros da família com o “seguro de um clique” na Betterfly Store, um mercado inteligente que oferece produtos de seguros personalizados. Além disso, assim como em um jogo, os usuários podem avançar para o próximo nível, enfrentar desafios ao lado de seus colegas e competir nas tabelas de classificação da sua empresa.

Produto diferenciado

“Estamos reimaginando os produtos e a forma de distribuição no mercado global de seguros, com um modelo exclusivo de seguro B2B2C, que integra bem-estar, seguro e impacto social, uma solução completa de prevenção, proteção e propósito”, disse della Maggiora. “Por meio da mecânica de jogos e da ciência comportamental, somos pioneiros em uma nova forma de oferecer proteção financeira para todos, capacitando as pessoas a ajudar outras pessoas e a cuidar de seu próprio bem-estar físico, mental e financeiro”, concluiu.

As fortalezas digitais e tecnológicas da Chubb fornecem uma experiência ‘seamless’ aos nossos parceiros e clientes globais. Esses recursos não são usados apenas na América Latina com parceiros como a Betterfly, mas também em outras regiões do mundo, incluindo Ásia e Europa. Especificamente, a plataforma Chubb Studio permite que os parceiros de negócios adicionem seguro facilmente aos seus ecossistemas digitais, com grande velocidade de lançamento no mercado. Além disso, oferece uma plataforma segura e escalável com várias APIs para simplificar o processo de integração de produtos e serviços de seguros a qualquer plataforma de comércio eletrônico. Além disso, os parceiros de negócios podem oferecer a seus clientes a capacidade de fazer reclamações de forma 100% digital.

Claro faz parceria com Liberty e expande oferta de seguro de celular para clientes pré-pagos

Beatriz Protasio

Fonte: Claro

A Claro e a sua parceira Liberty Seguros estão expandindo a oferta de contratação do seguro Proteção Móvel para a base de clientes pré-pagos da operadora. A partir de agora, por valores a partir de R﹩ 2,99 por semana, os clientes do Prezão da Claro que possuírem celulares de valor superior a R﹩ 300 poderão aderir ao seguro Proteção Móvel para protegerr seus aparelhos em caso de roubo ou furto qualificado pela destruição ou rompimento de obstáculo. 

“O cliente pré-pago da Claro já possui a internet móvel mais rápida do Brasil e serviços financeiros digitais, como o SOS Recarga, adiantamento de crédito recarga, e o Claro pay, conta digital gratuita com vantagens, como recarga e bônus nos pacotes Prezão semanal e mensal em dobro. Agora ampliamos estes serviços com o Proteção Móvel, seguro de celular com cobertura, franquia e preço aderentes aos aparelhos utilizados pelos clientes pré-pagos, para lhes dar a tranquilidade de sempre estarem conectados”, diz Maurício Santos, Diretor Executivo de Serviços Financeiros da Claro, em nota enviada ao Sonho Seguro.

“Os aparelhos móveis hoje têm um papel indispensável no dia a dia das pessoas e, com um seguro, clientes da Claro podem aproveitar todos os momentos sem se preocupar com roubos e furtos qualificados dos celulares. Com o novo Proteção Móvel para clientes pré-pagos, a Liberty Seguros garante essa proteção e reforça o compromisso de oferecer as melhores soluções para atender os consumidores”, afirma Beatriz Protasio, Country Manager da Divisão de Riscos Especiais da Liberty Seguros. 

Ao contratar o seguro Proteção Móvel, os clientes da Claro são poupados de pagar o preço total para substituir seu celular em caso de roubo ou furto qualificado pela destruição ou rompimento de obstáculo. Pagam uma franquia com base no valor do aparelho, sendo que para aparelhos acima de R﹩ 1.000,00 a franquia será de, no máximo, R﹩ 200. Assim que o sinistro for aprovado e a franquia paga, o cliente receberá um aparelho de reposição que será enviado de forma rápida e conveniente para a sua casa. 

Icatu inclui cobertura de Diária por Internação Hospitalar nos produtos de vida individual Essencial e Horizonte

Fonte: Icatu

A partir de 1º de dezembro, os produtos de vida individual Essencial e Horizonte passaram a contar com a cobertura de Diária por Internação Hospitalar (DIH). Com ela, o segurado, em casos de acidente ou doença, receberá uma indenização correspondente ao valor da diária contratada, de acordo com o total de dias de internação. Para cada dia em UTI, o valor da diária será dobrado, sendo essa opção adicional na contratação do seguro. A novidade faz parte das contínuas melhorias que a Icatu vem promovendo em seu portfólio de Produtos Vida. 

“A Diária por Internação Hospitalar (DIH) é uma cobertura que possibilita que o segurado não tenha custos com internação que podem comprometer o planejamento financeiro familiar, reforçando a importância do seguro frente a momentos inesperados que acontecem em vida. Ela supre custos extras que não são cobertos pelo plano de saúde, a contratação de um profissional para acompanhar o segurado durante a recuperação de uma doença, uma segunda opinião médica, além de ajudar na manutenção da renda em caso de afastamento das atividades laborativas por conta de internação”, afirma Luciana Bastos, diretora de Produtos de Vida da Icatu. 

O Horizonte é um dos produtos mais flexíveis do mercado de Vida Individual e alia proteção e planejamento financeiro aos mais diversos perfis e realidades, se destacando por ser um produto de prêmio nivelado com formação de reserva que oferece possibilidade de resgate. Já o Essencial é uma solução completa, de acordo com cada perfil e necessidades de proteção, com opções de coberturas com valores de indenização independentes e três benefícios já inclusos. 

A cobertura de Diária por Internação Hospitalar está disponível para contratação nesses produtos pela Casa do Corretor, ambiente virtual destinado exclusivamente para os corretores parceiros da Icatu.

Modal amplia o seu ecossistema com a aquisição de infratech de seguros

Fonte: Modal

O Modal anuncia a aquisição de 100% da W2 Digital, uma referência de Insurance as a Service (IaaS) no mercado brasileiro. A empresa é especializada em ofertar seguros com simplicidade e eficiência, conectando provedores, insurtechs e seguradoras a clientes e parceiros por meio de canais digitais como apps, sites e plataformas no formato white label. A iniciativa se insere no contexto estratégico de fortalecimento do ecossistema Modal
e acontece em meio a um mercado de seguros em expansão, com um alto potencial de receita e impulsionado pelo Open Finance.

Com essa transação, o banco lança o Modal as a Service, que é a oferta do seu ecossistema para terceiros, que oferece o Credit as a Service (CaaS) e Banking as a Service (BaaS) desde a sua recente aquisição da LiveOn e, agora, o Insurance as a Service (IaaS) com a W2 Digital.

“Com a aquisição, nossos clientes e parceiros passam a ter as melhores soluções de seguros. É mais um passo em direção ao caminho de crescimento acelerado com rentabilidade que traçamos em nosso IPO”, explica Cristiano Ayres, CEO do Modal. “A W2 traz em sua carteira clientes como Dotz, Itapemirim e Rappi que agora fazem parte do Modal as a Service. Com essa parceria estratégica, faremos com que milhões de brasileiros tenham acesso a uma experiência única na contratação de seguros e serviços financeiros, trazendo mais facilidades e otimização para a vida das pessoas”, diz Filipe Seixas, cofundador e CPO da W2 Digital.

A operação foi capitaneada por André Lauzana, CFO do Modal. Com vasta experiência no segmento de seguros, o executivo assume também a frente Modal as a Service. “O objetivo do Modal é expandir sua capacidade de atração e engajamento de clientes criando mais pontos de contato por meio da oferta de produtos e serviços financeiros, de seguros e de investimentos. Este movimento reforça o melhor e o mais completo ecossistema de bem-estar financeiro do Modal”, afirma Lauzana.

A efetivação da aquisição está sujeita ao cumprimento das condições precedentes no contrato de compra e venda, inclusive a aprovação do Banco Central do Brasil.

Regras mais flexíveis do Seguro Auto tendem a expandir carteiras

Antonio Trindade

Fonte: Revista de Seguros, da CNseg

O mercado do seguro de automóveis deve sofrer uma guinada com o início da vigência da Circular 639 da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O conjunto de normas representa o advento de um novo marco regulatório para esse produto que passam a ser mais flexível, simplificado e acessível para o consumidor. A previsão é de que o mercado dobre de tamanho nos próximos anos, alcançando uma proporção em relação ao PIB próxima da média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Uma das principais motivações para a edição da nova circular foi a constatação de que havia um excesso de regulação no mercado. Esse diagnóstico ficou ainda mais evidente a partir da publicação do Relatório do Fórum Econômico Mundial de 2019, que colocou o Brasil em último lugar no indicador que mede o peso desse fator para a competitividade entre 141 países. No seguro auto, o resultado é a concentração do mercado e a baixa penetração em relação à frota de veículos.

Segundo estimativas da Susep, da frota de 49,1 milhões de veículos com até 10 anos de uso em circulação no País, apenas 33,3% têm seguro. Estudos também mostram o baixo montante de prêmios dessa modalidade em relação ao PIB no País (0,53%), abaixo da Argentina (1,03%) e do Uruguai (0,58%).

“A expectativa é que a penetração do seguro auto aumente com o desenvolvimento de novos produtos mais flexíveis. Esse mercado tem potencial para dobrar de tamanho nos próximos anos, convergindo para a média da OCDE”, informou a Susep.

A adoção de medidas que favorecem o crescimento do mercado, com a contratação mais ajustada às necessidades e ao bolso dos consumidores, não representa apenas o ajustamento a princípios econômicos. Segundo Péricles Gonçalves, pesquisador da FGV Direito Rio e professor associado ao Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros da FGV, a Susep vem procurando adaptar o mundo dos seguros à mesma tendência de disrupção já observada em outros segmentos.

“As novas tecnologias vêm causando verdadeira ruptura com os padrões tecnológicos estabelecidos no mercado, modificando os modelos de negócios existentes e possibilitando a criação de novos produtos. São consequências da utilização de Big Data e Inteligência Artificial, principalmente. As medidas adotadas pela Susep procuram tornar o ambiente regulatório amigável a essa nova realidade”, explica o professor.

Essa lógica já foi responsável por mudanças anteriores, como a instituição do seguro com vigência reduzida e de período intermitente, a partir da Circular 592, de 2019. A tecnologia permite uma avaliação mais precisa do perfil e dos hábitos dos motoristas, facilitando o cálculo dos riscos de contratações conforme a preferência do consumidor.

SEGURO DO CONDUTOR

A tecnologia também explica uma alteração da nova circular, que permite a venda de seguros vinculados ao motorista, independentemente de que veículo esteja guiando. A contratação de coberturas de responsabilidade civil facultativa, para proteção contra acidentes pessoais de passageiros, “Há um estímulo para o consumidor negociar melhor e ter mais responsabilidade com o veículo. É também esperado que as seguradoras adotem cada vez mais boas práticas em seus negócios. Péricles Gonçalves, FGV também pode agora ser vinculada ao condutor. São adaptações que vão não só ao encontro do fenômeno dos aplicativos de transporte, mas atende também atende a quem aluga veículos.

Como forma de estimular o lançamento de produtos mais baratos e de maior aceitação no mercado, a Susep deu mais clareza para o uso de peças usadas, que passou a vigorar de forma expressa. A nova circular permite, por outro lado, que as seguradoras utilizem redes referenciadas, reduzindo custos e valor das franquias.

O barateamento dos seguros também pode ser favorecido pela possibilidade de o consumidor optar por coberturas parciais de casco – por proteção apenas por acidente, por exemplo, ou em combinação com furto e roubo. O texto diz que as partes podem acordar qual será o percentual de reembolso em relação à tabela referenciada, em geral a Fipe, permitindo o pagamento de prêmios menores e com indenização proporcional em caso de sinistro.

Segundo a Susep, as seguradoras podem também adotar a modalidade de valor fixo ou determinado ou outro critério objetivo e transparente. Em todos os casos, o valor apurado precisa ser o da data da ocorrência do sinistro e não mais o da liquidação.

Segundo Péricles Gonçalves, é importante observar que as novas regras também estimulam a responsabilidade do consumidor, criando a possibilidade de se cobrar franquia em casos de indenização total por incêndio. “Há um estímulo para o consumidor negociar melhor e ter mais responsabilidade com o veículo. É também esperado que as seguradoras adotem cada vez mais boas práticas em seus negócios”, avalia.

As mudanças passaram a vigorar em 1º de setembro, mas não alteram os contratos em vigor. Segundo a Susep, nada impede que o segurado procure a seguradora caso queira negociar alguma flexibilidade trazida pela nova regulamentação, observadas as condições previstas no contrato em vigor.

 “A Circular traz benefícios significativos para o consumidor e para o mercado de seguros como um todo, estimulando a criação de novos produtos, com claro ganho de eficiência. O resultado é o aumento da competitividade e da inovação no segmento”, afirma Antonio Trindade (foto), presidente da FenSeg.

Walter Pereira, presidente da Comissão de Automóvel da FenSeg, acredita que a Circular propiciará a criação de um ambiente mais favorável para seguradoras, corretores e consumidores, na medida em que cria um caminho para a ampliação da base de segurados, incrementa o portfólio de produtos, atende melhor às necessidades dos motoristas e estimula a eficiência, a inovação e a competitividade.

“Embora a circular conceda prazo de 180 dias para adequação, acredito que a partir de 1º de setembro deveremos ter novidades em um curto espaço de tempo”, diz Pereira.

Escritório de advocacia HFW contrata Margo Black como consultora

A HFW, escritório de advocacia na América Latina, impulsiona sua prática de Seguro e Resseguro, com a contratação de Margo Black como consultora. Margo trabalha no setor há mais de quatro décadas e liderou as operações dos maiores resseguradores mundiais, incluindo seu trabalho como Presidente da Swiss Re Brasil, CEO do Grupo Willis, Diretora-Executiva da Allianz Seguros, COO do Grupo JLT na América Latina e Diretora Presidente da SCOR Brasil. “Estou muito feliz por ingressar em tão prestigiada firma global de Seguro e Resseguro e, naturalmente, ansiosa para trabalhar com a Equipe e aumentar ainda mais a presença da HFW nos mercados latino-americanos, incluindo obviamente o Brasil.”

Thinkseg faz parceria com Swiss Re, Mapfre, Kakau e Qualicorp

thinkseg insurtech andre gregori

A Thinkseg encerra 2021 com um grande avanço na estratégia traçada pelo CEO Andre Gregori. Fechou contrato de resseguro com a Swiss Re, algo dificil por explorar um ramo com riscos ainda desconhecidos. Virou a fornecedora do seguro de carro Pay per use (PPU), ou pague pelo uso) com a seguradora espanhola Mapfre, que tem exclusividade sobre o produto. Fez parceria com a corretora de seguros Qualicorp para ofertar aos clientes da corretora os seguros diversos que visa lançar. Fez acordo com a plataforma de distribuição de seguros Kakau, onde garante todos os seguros digitais ofertados pela insurtech. E foi uma das escolhidas para a primeira edição do Sandbox da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Tivemos a consolidação de importantes parcerias e contratos para a Thinkseg. Em 2022 teremos também muitas novidades”, comenta Gregori em entrevista ao blog Sonho Seguro.

O contrato com a Swiss Re inova ao trazer uma resseguradora mundial a um novo tipo de risco, intrínseco de produtos inovadores e totalmente digitais. O executivo explica que a resseguradora aceitou indenizar os danos, na medida que aconteçam, calculados por algoritmo e inteligência artificial, de todos os produtos da seguradora digital Thinkseg, dentro do projeto Sandbox. Dessa forma, haverá o acesso da Thinkseg ao capital da Swiss Re para crescimento, escalabilidade e know how mundial.

No Brasil, Gregori afirma que é a primeira cobertura da Swiss Re para um produto 100% digital, com aplicação de inteligência artificial. “Isso impõem novos riscos e uma cobertura atrelada ao novo formato. Na Ásia, a Swiss Re fechou parceria com a Baidu, o Google chinês, para oferta de seguros a carros inteligentes. No Brasil, é uma solução de seguro diferenciada que a Swiss Re topou aceitar junto a Thinkseg”.

“Não é qualquer insurtech que consegue “comprar” resseguro, pois não é produto de balcão. Tanto que outras Insurtechs tentaram e não conseguiram. Isso está pautado em experiência e credibilidade, coisa que empresas novas de tecnologia precisam provar que tem”, ressalta.

O resseguro é uma das 3 vias de capitalização de uma insurtech. O mais tradicional, usado por diversas unicórnios, é através de investidores em rodadas de investimento e crescimento de clientes. Esse modelo infla o valuation das empresas, mas não visa lucro operacional. O segundo mais comum é através de geração de caixa pura e agora começa a crescer a capitalização também por resseguro, algo comum no mundo das seguradoras tradicionais. Esse modelo cresce bem menos e tem valuation menor, pois não tem a referência de investidores e rodadas. A diferença fundamental entre eles é a análise de risco. “Seguro é basicamente um contrato que será acionado no futuro caso o cliente venha a ter algum tipo de problema. Para isso vc tem que fazer prêmio e provisionamento para fazer frente ao risco assumido. Ora, o reflexo disso é o preço do seguro : quanto mais conservador é a análise de risco, em tese maior é o preço do seguro. E vice versa. Em contra partida, mais sólido é o o portfólio. Obviamente, fica mais difícil de vender, uma vez que seguro é vendido por preço, principalmente”.

A parceria da Thinkseg com a Qualicorp representa o início da distribuição digital do seguro PPU em um marketplace que reúne seguros e serviços financeiros. “Esse modelo de plataforma tem sintonia com a nossa estratégia de crescimento de escalabilidade nas vendas, avalia o CEO da Thinkseg. Para o CEO da Qualicorp, Bruno Blatt, a presença do seguro intermitente de auto no marketplace representa o esforço da Qualicorp em levar aos clientes um produto diferenciado, com facilidade de contratação. A expectativa é de que o seguro auto seja visualizado por mais de 2 milhões de clientes da Qualicorp.

Gregori faz questão de ressaltar que são parcerias personalizadas, em que a Thinkseg adapta sua tecnologia, rapidamente, às necessidades do parceiro. “Enquanto as instruções e orientação de códigos da API da Thinkseg estão descritas em 5 páginas online, empresas tradicionais apresentam um manual de 100 páginas em PDF para a integração e, assim, o processo delas ultrapassa um ano”, explica. Segundo Gregori, o apetite dos investidores por insurtechs brasileiras está aguçado. “Somos procurados quase todos os dias”, finaliza.


Boletim IRB+Mercado: vendas no ano somam R$ 104,1 bilhões, avanço de 15,1%

irb inteligencia mercado

Fonte: IRB

A 13ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, do IRB Brasil RE, aponta que o setor de seguros registrou, em setembro, R$ 12,2 bilhões em prêmios emitidos, alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2020. Já no acumulado de 2021, considerando os nove primeiros meses do ano (9M21), o faturamento atingiu R$ 104,1 bilhões, avanço de 15,1%, ou R$ 13,7 bilhões a mais, frente a igual período do ano passado. O percentual de alta é bem melhor do que os 3,6% de crescimento ocorrido no comparativo 9M20 vs. 9M19.   

O segmento Rural foi o que alcançou o melhor desempenho em setembro: avanço de 48,9%, com faturamento de R$ 1,1 bilhão. No somatório de janeiro a setembro, o segmento atingiu a marca de R$ 7,5 bilhões, avanço de 44,4% e aumento de quase R$ 579 milhões em relação ao ano de 2020. Por outro lado, a sinistralidade subiu de 67,5% para 77,7% no comparativo 9M21 vs. 9M20. 

Detentor do maior faturamento do setor, Vida emitiu R$ 4,4 bilhões em setembro, crescimento de 4,6% em relação ao mesmo mês em 2020. No acumulado do ano, a alta é de 13,9%. Já o segmento Crédito e Garantia registrou faturamento de R$ 359 milhões em setembro, recuando 15,2% na comparação com o mesmo mês de 2020. Esse recuo no mês, no entanto, não foi suficiente para reverter a trajetória de crescimento anual, com alta de 3,3% no comparativo 9M21 vs. 9M20.  

Em setembro, o índice de sinistralidade do setor de seguros voltou a crescer, com alta de 2,7 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo mês do ano anterior, fechando o trimestre (3T21) em 53,1%, o que equivale a um incremento de 8,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (3T20). No acumulado até setembro, o índice aumentou 7,2 p.p. em relação à taxa dos 9M20 e fechou em 50,6% nos 9M21. 

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 17/11, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise está disponível, na íntegra, no site do IRB Brasil RE. No mesmo endereço, o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações de todo o setor.