B3 e Finansystech lançam plataforma para auxiliar seguradoras a aderirem ao Open Insurance

Fonte: B3

Tem início hoje a implementação da primeira fase do Open Insurance e as seguradoras já podem realizar o compartilhamento de dados públicos. Para auxiliar as empresas do mercado securitário a cumprirem a adesão ao programa, a B3 lança uma plataforma para atuar como infraestrutura do mercado e realizar o tráfego e gerenciamento de dados entre as empresas.

De acordo com definição da Susep, o Open Insurance ou Sistema de Seguros Aberto, é a possibilidade de consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes sociedades autorizadas/credenciadas pela Susep, de forma segura, ágil, precisa e conveniente.

Para aderir ao Open Insurance, as empresas credenciadas devem disponibilizar, em um primeiro momento, arquivos com as informações públicas sobre produtos e canais de atendimento. Na segunda fase, que terá início em setembro de 2022, serão compartilhados os dados mais sensíveis como informações de apólices e dados pessoais de clientes, de acordo com a autorização deles. As seguradoras deverão então realizar a gestão de dados compartilhados, integração de sistemas, além de gestão de diretório, gestão de consentimento, motor de regras de negócios, entre outros processos operacionais.

A B3 já opera o Sistema de Registro de Operações (SRO) e atua como provedor da infraestrutura para os registros das operações de seguro pelas participantes, que devem informar dados como apólices e contratos similares, endossos, fluxos financeiros, sinistros, entre outras informações.

Como parte das informações que deverão ser disponibilizadas para o Open Insurance já estão registradas na B3, no SRO, a empresa desenvolveu em conjunto com a startup Finansystech um sistema integrado, capaz de realizar o tráfego de informações entre as empresas usando a infraestrutura da B3 e a base de dados do SRO, se a seguradora quiser. Desta forma, a seguradora consegue aderir ao Open Insurance sem a necessidade de montar uma estrutura tecnológica e operacional no seu próprio ambiente.

“A nossa proposta é fornecer toda a infraestrutura para que a seguradora cumpra as normas e facilitar a gestão e a troca de informações entre as partes, de forma prática, consistente e segura. A empresa que contratar o serviço pode se conectar à plataforma e enviar as informações via arquivo ou API para que possam ser compartilhadas com outras empresas dentro do ambiente da B3, que também fica responsável pelos processos de monitoramento, consentimento e regras de negócio”, explica diz Ícaro Demarchi Araujo Leite, superintendente de Produtos de Seguros da B3.

A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Finansystech, startup que já atua no desenvolvimento de soluções para o Open Banking. “Criamos uma solução com o intuito de facilitar e agilizar o procedimento de adesão aos sistemas abertos. Usamos os modelos de segurança cibernética e padrões operacionais do Open Banking, mas com o contexto de ser adaptável a outros mercados. Estamos levando para o mercado securitário toda a experiência desenvolvida com o mercado bancário, evitando que as seguradoras passem pelas mesmas dificuldades que as instituições financeiras já passaram”, comenta Danillo Branco, CEO da Finansystech.

“Montamos um modelo de negócio para auxiliar as seguradoras no processo de onboarding do Open Insurance somando a agilidade e expertise técnica da Finansystech com a solidez e experiência da B3, que há décadas atua como infraestrutura para o mercado financeiro. Estamos à disposição para entender as necessidades das empresas e, juntos, criarmos novos produtos capazes de contribuir com a evolução e crescimento do mercado securitário”, diz Ícaro Leite.

Artigo: Há o que comemorar no mercado de seguros em 2021

marcio coriolano cnseg

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e Presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras

Faltando pouco para encerrar 2021, já é hora de alguma reflexão sobre o que ocorreu na extensa cadeia de valor agregado do setor de seguros e o que podemos esperar para 2022.

Escoimados os problemas mais agudos que afligiram o País e a nação desde a declaração da pandemia, em março de 2020, cujas repercussões ainda se fazem sentir neste ano, restou comprovada a capacidade de superação das instituições, empresas e pessoas que produzem, intermedeiam e consomem os produtos e serviços de seguros, previdência privada e capitalização.

O fato é que já vínhamos de um ano muito forte de conquistas em 2019. Mesmo com graus elevados de dificuldades herdadas de períodos de estagnação econômica, aquele exercício fechou com um volume de negócios superior a 12% sobre o antecedente, ou mais ou menos 8% de crescimento em termos reais. O que aconteceu foi uma consolidação de nova consciência da população a respeito dos riscos que quer suportar, embora alguns ainda teimem em não reconhecer. O mercado de seguros só não cresceu mais em 2019 pelas restrições de renda que caracterizam a sociedade brasileira.

Também em 2019 já havia ficado clara a mudança de preferências dos demandantes de seguros por produtos mais importantes para a sua existência e que pudessem caber nos seus orçamentos, como os seguros de Saúde, de Vida, Residencial, Prestamista, fora a dinâmica dos seguros Rural e de Crédito e Garantias. Assim como também já estava patente um novo espaço de concorrência intrassetorial e de ajustes severos de despesas, em presença, à época, da taxa baixa de juros que remunerava menos os ativos. A par, há que se reconhecer o avanço da inovação e da tecnologia embarcada nas empresas incumbentes.

Ainda olhando pelo retrovisor, em 2020 iniciou-se uma ruptura do padrão até então conhecido da regulação governamental no tocante aos seguros. Foi naquela época que assumiu uma nova administração na Superintendência de Seguros Privados, a Susep, com promessa de modernizar e transformar o marco de normativos no sentido de maior liberdade de produtos ao tempo de maior aperto na supervisão de conduta.

As expectativas mais otimistas para o ano passado esbarraram na declaração, em março, da pandemia da Covid-19. Em menos de três meses, a taxa anualizada de crescimento dos seguros, que havia estacionado na faixa de 12%, caiu abruptamente para níveis muito baixos até o segundo semestre. Mas o pior foi evitado exatamente por todos os atributos de avanço do setor acumulados até então. A inovação e a tecnologia foram desembarcadas para dar suporte às cadeias de transmissão do setor, que são o funcionamento das equipes (desta vez remotamente), ao esforço de vendas (com plataformas automatizadas), ao atendimento aos consumidores (também remotamente), tudo isso mesmo em presença de um nível de expectativas negativas que, em determinados períodos, beirou patamares críticos. Ao fim e ao cabo, com recuperação consistente dos ramos líderes a partir de julho, 2020 assistiu a um aumento pequeno da demanda global da ordem de 1,3%, ou um decréscimo real estimado em 3,5%. Melhor, entretanto, do que os demais setores produtivos, exceto o agrícola, há muito tempo o polo dinâmico da economia brasileira.

Pois, desde então, e permanecendo em 2021, foi o mesmo quadro pandêmico que havia derrubado as expectativas no ano anterior que serviu para estimular novo ciclo de crescimento do mercado de seguros. Assim sendo, tanto a população quanto as empresas viram aumentar a sua aversão aos riscos. O risco, esta matéria-prima dos seguros, mostrou seus efeitos com uma visão dura, porém prática, para todos. Não foi por outra razão senão a busca pela proteção contra riscos agora mais sentidos, que vêm ganhando espaço progressivo na preferência agregada os seguros de Saúde (as doenças), de Vida (a formação de Pecúlios e Rendas), de Residências (a moradia como lugar além do convívio), de Prestamistas (para garantia de empréstimos e financiamentos), de Habitações (garantias de imóveis novos), entre outros.

As estatísticas estão aí para tirar a prova dos nove da tese da recuperação pela preferência da sociedade. Em 2021, em termos anualizados, saímos de 1,3% de crescimento no início do ano para chegar a 10,7% em setembro último, ou perto de uma estabilidade em termos reais. E fora aqueles ramos líderes, são dignos de nota outros ramos de seguros antes apenas encarados como promessa de desenvolvimento, como o de Responsabilidade Civil, o Cibernético.

E nada é tão trivial que deva ser julgado apenas por volumes. A maturidade de empresas e profissionais que operam os seguros e os distribuem foi posta à prova e correspondeu, muito bem. Em período crítico para a manutenção do propósito e do ânimo em setor tão grande e diverso, as várias representações institucionais deram-se as mãos para ampliar o diálogo com os Poderes da República – em suporte às centenas de empresas e aos milhares de corretores -, para responder assertivamente a toda a espécie de propostas e medidas que povoaram a agenda pública, aos olhos atentos e críticos da sociedade que sofria e ainda sofre os efeitos dos ciclos epidemiológicos, econômicos e políticos.

Um exemplo paradigmático dessa maturidade e capacidade de adaptação tem sido, particularmente, a persistência da mesma visão e valores das representações institucionais de seguradores e corretores diante do modismo das “techs” e da sua postura ativa para empreender propostas que coloquem no caminho correto e sustentável o que se passou a chamar de “open”, no nosso caso o “open insurance”. Comprovado, por esse breve histórico acima alinhado, a natureza inovadora do setor de seguros, fruto de experiência, empreendedorismo, investimento, capacidade de gestão, confiança e respeito ao consumidor, as lideranças sabem reconhecer os evidentes avanços transformadores da regulação estatal, ao mesmo tempo em que têm o conhecimento teórico e prático e credibilidade para postular as mudanças inadiáveis no “open insurance”, para que este não ameace todo o edifício que foi construído por elas e pelos cidadãos e empresas em tempos tão complexos quanto os por todos vividos recentemente.

Sabemos o quanto difícil é fazer previsões para 2022. Na média, os especialistas não são otimistas sobre o desempenho econômico do Brasil, em presença de tantas incógnitas nos ambientes interno e externo. Embora, no nosso setor, a confiança possa ser medida não apenas pelos números ainda positivos que se sucedem. Vemos também com alegria a progressiva adesão, e mesmo protagonismo, a temas como o da diversidade, o da participação equânime de mulheres em todos os postos de direção das seguradoras, o da alavancagem prática da tríade ASG – Ambiente, Social e Gestão. O compromisso com os seguros é, por natureza, o compromisso com o futuro sustentável. Portanto, nada mais natural que esses temas devam fazer parte da agenda permanente do setor de seguros. E assim pretendemos caminhar em 2022: com o mesmo espírito de superação que nos guiou em 2020 e em 2021.

Generali Brasil lança Cobertura PIX para indenizar transações não autorizadas

Fonte: Generali

A Generali Brasil lança a Cobertura PIX, que contempla cobertura para roubo, subtração com evidência ou coação em transferências de dinheiro não autorizadas. A Cobertura PIX vale para até três eventos durante a vigência anual do certificado e garante o reembolso (limitado ao capital segurado) de uma transação não autorizada (PIX, PIX Poupança, DOC e TED).

“As pessoas ficam expostas diariamente ao ter os apps de bancos em seus celulares – e, assim, estão sujeitas a roubos. Por isso, a Generali Brasil criou um produto fácil e prático para cobrir esses riscos”, explica Claudia Lopes, diretora comercial e de marketing da Generali Brasil. “A apólice cobre eventos ocorridos nas 24 horas anteriores à comunicação formal, que pode ser um simples boletim de ocorrência”, finaliza.

Segundo Conrado Gordon, Chief Insurance Officer da Generali, “a Cobertura PIX é uma vantagem que pode também ser incluída em contratos como o Seguro Bolsa Protegida, Seguro Perda e Roubo de Cartão ou Seguro Proteção de Eletrônicos”. Essas apólices estão disponíveis com valores mensais que vão de R$ 9,99 a R$ 49,99 (a depender do plano – básico, standard, plus ou premium). Além disso, é possível combinar a Cobertura PIX com outros serviços (assistência medicamentos, assistência para vítimas de crimes, telemedicina e monitoramento digital).

Bradesco Seguros prevê investimentos parrudos em tecnologia em 2022, diz o CEO Ivan Gontijo

A Bradesco Seguros prevê investimentos parrudos em tecnologia em 2022. “Certamente serão bem maiores do que o meio bilhão de reais que aportamos em 2021”, afirmou Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros, em coletiva realizada na terça-feira. 

A prioridade em tecnologia tem como foco atender melhor o cliente. E isso envolve toda a organização e seus parceiros de negócios. Desde a criação de produtos até o atendimento no front, passando pela especialização do corretor para atendê-lo. Para se ter uma ideia, são quase 30 milhões de clientes contabilizados até setembro de 2021. O alvo é sempre pagar mais rápido indenizações, customizar produtos, dar um atendimento mais ágil. “Pagamos R$ 31 bilhões em indenizações no acumulado deste ano até setembro. Esse valor retornou à sociedade. Deste total, mais de R$ 4,5 bilhões foram destinados à Covid-19, em contratos de saúde, vida e habitacional. Olha a importância do seguro. Isso falando só da Bradesco”, disse ele. 

Outro viés da tecnologia vem para atender a regulamentação. A partir do dia 15 de dezembro entra em vigor a primeira fase do open insurance, que faz parte da quarta fase do open banking. Nesta fase, que vai até março de 2022, as instituições participantes devem iniciar processo de certificação funcional das APIs dos produtos que serão compartilhados, com objetivo de garantir a qualidade e aderência às especificações. 

“Estamos dentro do cronograma. Temos dois vieses: governança, para garantir aos nossos clientes a reserva dos dados. Isso é fundamental. Segundo ponto é verificar quais são as oportunidades que o mercado nos apresenta para desfrutarmos e surfar neste novo modelo de negócio que é novo. Ninguém conhece bem os resultados, mas acreditamos que seja positivo e salutar para o mercado ao dar poder de escolha ao consumidor”. 

Neste ano, o grupo lançou diversos produtos com coberturas mais aderentes, contratação simples e preços acessíveis por conta da otimização de custos proporcionada pela tecnologia. O executivo citou o seguro Auto Lar, com uma apólice para os dois produtos; o auto light, com coberturas, mas flexíveis, proporcionando que o seguro automóvel possa ser contrato tanto por um proprietário de uma Ferrari como de um Fusca.  Também inovarem em saúde, com produtos regionalizados e vida, com o Top Club entre outros.

Um clima de otimismo reina na Bradesco Seguros, principal grupo segurador do Brasil quando consideramos todos os ramos de atuação – danos, vida e previdência, capitalização e saúde. “Fizemos um orçamento ousado e vamos cumprir. Sabemos que tão importante como conquistarmos novos clientes, é superar o desafio de reter os atuais. E para isso estamos trabalhando e inovando em todas as frentes, todos os dias”, finalizou. 

Hub de Soluções do PASI reúne ferramentas que consolidam a jornada de vendas do corretor 100% on-line

Fonte: Pasi

O Seguro PASI tem investido cada vez mais em ferramentas e funcionalidades tecnológicas para oferecer ao corretor autonomia na realização de suas vendas e consequentemente o crescimento dos seus negócios. Alinhado a essas inovações, mais de 3 mil corretores parceiros do seguro contam com acesso direto ao hub de soluções digitais disponível no Portal PASI, onde é possível cotar, compartilhar e concluir a contratação de diversos produtos totalmente on-line, alguns deles com a opção de pagamento imediato por PIX.  

De acordo com Rodrigo César Figueiredo, CIO do Seguro PASI, os investimentos do seguro na automação de processos operacionais têm gerado mais agilidade e eficiência para os corretores. “Executamos hoje mais 130 automações de processos que anteriormente eram tratadas de forma manual. Desde o início das automações já foram contabilizadas mais de 120.000 operações de forma automática. Esses números representam mais agilidade e um atendimento cada vez mais focado e personalizado para nossos corretores, clientes e segurados”, destaca o executivo.

Dentre as principais ferramentas disponíveis para o corretor no Portal PASI estão a Cotação Express e os Seguros de Contratação Imediata. Só no portal do corretor já foram realizadas mais de 22.000 cotações através da ferramenta Cotação Express, sendo dessas, 20% de contratações concluídas totalmente on-line pelo corretor e cliente. 

A Cotação Express permite ao corretor a realização de cotações instantâneas dos seguros convencionais padronizados conforme as exigências das principais Convenções Coletivas de Trabalho – CCT espalhadas por todo o país. O que antes era feito de forma manual e no papel, atualmente, em apenas alguns cliques a proposta é gerada e o corretor tem acesso a ela digitalmente para compartilhar com os seus clientes via whatsapp, sms ou e-mail. Hoje, de cada 10 propostas, 6 já são emitidas diretamente pelos corretores através da ferramenta Cotação Express no Portal PASI”, afirma Rodrigo.

Já através da ferramenta dos Seguros de Contratação Imediata foram realizadas mais de 46 mil operações, sendo dessas, 82% de vendas concretizadas e finalizadas 100% on-line na plataforma. A ferramentadisponibiliza para comercialização o Seguro Estagiários – um seguro que cumpre na íntegra a legislação; o AP Temporário – um seguro para períodos curtos; o Seguro Funeral (voltado para empresas) e o Amparo Funeral (contratação individual) – produtos que vão muito além dos serviços básicos oferecidos para a realização do sepultamento. 

Os seguros de contratação imediata possuem diferenciais exclusivos e recentemente passaram a aceitar a opção de pagamento via PIX, possibilitando a efetivação da compra em feriados e finais de semana para atender as demandas dos clientes que necessitam da garantia de uma proteção imediata e que já precisam ter acesso ao certificado do seguro. “Oferecemos também para os corretores, um link exclusivo que são as lojas virtuais para venda dos seguros imediatos. Esse link pode ser inserido direto em seu site para venda ou compartilhado com os seus clientes. Até o momento já foram ativadas mais de 600 lojas personalizadas para os nossos corretores”, pontuou o CIO. De acordo com Rodrigo, os seguros possuem uma venda simplificada e a gestão da carteira é toda feita através dos dashboards disponíveis no Portal PASI para que os corretores possam acompanhar suas negociações e criarem suas estratégias. 

Rodrigo ressalta que, a contratação digital desobrigou o corretor de se deslocar até o cliente simplesmente para colher assinaturas. O corretor realiza a cotação pelo Portal PASI e envia para o seu cliente um link para validação e assinatura do contrato. Essa facilidade teve uma grande aceitação por parte dos corretores e dos clientes em pouco tempo após a sua disponibilização. “Isso além de resolver um problema que surgiu com a pandemia, trouxe agilidade para as negociações do corretor com os seus clientes que recebem sua proposta até pelo Whatsapp, tudo em segundos”, destacou.

Pix, mais facilidade no pagamento

Ainda na linha de inovações, a partir deste mês, o PASI passa a disponibilizar o pagamento através do PIX para todos os seguros imediatos: Seguro Estagiários PASI, AP Temporário, Seguro Funeral e o Amparo Funeral. Devido à alta aceitação e forte demanda, o PASI já iniciou um projeto para levar essa solução de pagamento também para suas outras linhas de produtos.

De acordo com Rodrigo, o pagamento por PIX significa ainda mais agilidade nos seguros imediatos. O pagamento é confirmado em poucos segundos e o Certificado do Seguro estará disponível no momento da contratação.

Para o corretor, o processo fica mais simplificado. “O pagamento via PIX simplifica o processo, pois elimina o envio do boleto por e-mail e confirma de imediato o pagamento, liberando imediatamente o Certificado do Seguro. É mais um diferencial dos nossos seguros e uma demanda atendida dos consumidores, o que certamente irá gerar mais vendas com menos inadimplência para os nossos corretores. O novo meio de pagamento está disponível sem grandes alterações no fluxo de contratação”, finaliza Rodrigo.

CNseg prevê crescimento entre 9,4% e 14,1% para o setor de seguros em 2021; até outubro chegou a 13,5%, para R$ 249,7 bi

O setor de seguros avançou para vendas e captação de recursos de R$ 303 bilhões em 12 meses móveis até outubro de 2021, 12,6% sobre os R$ 273 bilhões do mesmo período de 2020, sem saúde e sem DPVAT. Nos dez primeiros meses do ano, o crescimento foi de 13,5%, para R$ 249,7 bilhões.

A arrecadação acumulada em dez meses atingiu R$ 249,7 bilhões, alta de 13,5% sobre o mesmo período de 2020. Todos os ramos aumentaram a sua arrecadação nesse período de comparação, mostrando um dinamismo equilibrado entre os Segmentos de Danos e Responsabilidade e de Pessoas. Em Danos, acumula-se alta de 13,8% e, em Pessoas, a evolução dos prêmios é de 14,4%. Os títulos de Capitalização registraram alta de 5,9% no acumulado do ano até outubro. “É um crescimento maior do que o próprio PIB, com alta de 3,9%. Já verificamos uma recuperação forte da saúde suplementar e de outros ramos”, destaca Marcio Coriolano, presidente da CNseg, em coletiva de imprensa nesta tarde.

Os dados ainda vão ser revistos para acrescentar dados de novembro a dezembro. No cenário pessimista, a CNseg prevê crescimento 9,4% neste ano e no otimista de 14,1%, sem os dados de saúde e dpvat. “Bem provável o crescimento do setor como um todo encerre o ano em dois dígitos em 2021”, comentou.

Segundo ele, a Susep deixa um legado muito importante e que atende interesses do consumidor, bem como reduziu custos operacionais de todo o sistema. “Verificamos que neste mais de um ano, a gestão de Solange Vieira, trouxe ganhos para todos. Somos a favor do Open Insurance, mas temos apenas algumas questões que precisam ser endereçadas para ajustes”, disse. Segundo Coriolano, com a entrada de Alexandre Camillo, que toma posse no dia 16, quinta-feira, no comando da Susep, a única questão do setor é “reabrir questões que precisamos discutir mais sobre open insurance, para que fiquem mais claras”, disse. “O ineditismo da iniciativa é um complicador a mais. Sequer estamos tendo tempo de aprender com os erros e acertos do open banking”, acrescentou.

Agronegócios impulsionou o crescimento de seguro rural em 45%

Antônio Trindade, presidente da FenSeg, que congrega apólices do segmento de danos, afirma que 2021 foi um ano de grande aprendizado. “Passamos por transformações intensas, como ambiente regulatório, novos produtos e serviços e desenvolvimento de novas tecnologias. “Dois anos de homeoffice, muitas coisas passaram a ser via aplicativos e web, servindo nossos clientes com qualidade”, comenta.

Mesmo com a crise sanitária o seguro, o setor deu mostra de resiliência. O seguro de danos cresceu 15% até outubro deste ano. O seguro rural avançou 45%. “O setor agrícola é uma parte importante da nossa economia e evidentemente com as projeções de safra para 2022 vai crescer ainda mais”, citou.

O seguro residencial ganhou importância, com alta de 16%. O seguro de riscos de engenharia avançou 25%. O seguro auto vive um momento de recuperação e cresce 7%. Seguros de responsabilidade, com novos riscos como o cibernético, cresceu 165%, e ainda é pequeno em termos de faturamento e com grande potencial para os próximos anos.

Trindade citou várias normas publicadas em 2020, que trouxeram inovação para diversos seguros, que devem estar no ar em 2022. “A possibilidade de ter arcabouço legal mais próximo da realidade do setor é musica para nossos ouvidos”, citou ele, referindo-se ao seguro garantia, que tem uma audiência pública no ar para melhorar o que a Lei de Licitações traz neste em relação a este assunto, com aprimoramentos que devem entrar em vigor também em 2022.

Antonio Trindade, destaca os conceitos ASG no setor de danos. Ele lembra que as conversas nos países do hemisfério norte também estão bem adiantadas, em razão dos impactos maiores das mudanças climáticas. “Muitas seguradoras com atuação internacional já não fazem seguros para empresas com ramo de atividade poluente.  Esse é um movimento que veio para ficar. O mercado de crédito de carbono deve dar um impulso a esse tipo de atividade, trazendo consequências positivas na preservação do meio ambiente”, prevê Trindade.

Saúde enfrenta custos de R$ 26 bi não previstos e precificados

João Alceu, presidente da FenaSaúde, citou os 19 meses de pandemia. “Tivemos meio milhão de internações por Covid e 6 milhões de exames. “O custo apenas destes dois procedimentos citados foi de R$ 26 bilhões. Ressalto que este custo não estava previsto e também não foi precificado. Portanto, é um impacto na veia das operadoras de planos de saúde”, citou ele durante coletiva de imprensa realizada pela CNseg.

Apesar da tragédia de mais de 600 mil mortes, com famílias destruídas, o setor entregou o serviço e estão solventes, destacou o presidente da FenaSaúde. “Acredito que os números do quarto trimestre trarão resultados melhores, depois de trimestres seguidos de resultados ruins”, acredita.

Em termos de beneficiários, o setor de saúde suplementar cresce consistentemente, com 1,9 milhão de vidas novas desde junho de 2020. A telemedicina, citou, é a grande vitoriosa. “As empresas já vinham praticando isso, mas o sistema recebeu uma grande dose de tecnologia e aprimoramento.”

Em 2022, João Alceu prevê melhores resultados. “Estamos otimistas que conquistaremos mais beneficiários, voltando ao patamar de 2014, quando atingimos 50 milhões. A sequela da Covid desafiará o sistema a montar um atendimento especializado para pacientes crônicos. E as discussões para uma revisão no arcabouço regulatório do segmento de saúde também é um desafio na pauta da saúde. Quanto a volume de faturamento, o executivo está otimisma, mas afirma que isso dependerá da retomada do emprego e da renda da população.

Seguro de vida já indenizou 148 mil famílias, num total de R$ 5,4 bilhões

Jorge Nasser, presidente da Fenaprevi, citou durante coletiva de imprensa realizada pela CNseg, dados relevantes do segmento de vida. As seguradoras já desembolsaram R$ 5,4 bilhões em sinistros decorrentes de covid-19 entre abril de 2020 a outubro de 2021. Apenas neste ano, em nove meses, as companhias pagaram R$ 4,3 bilhões em indenizações às famílias de vítimas da pandemia. Isso significa quase 148 mil indenizações pagas.

Isso, sem contar as devoluções de reservas por morte dos participantes dos planos de previdência privada aberta ou os valores de resgates dos planos previdenciários. “Por tanto, nós podemos dizer que estamos enfrentando, aprendendo e crescendo na adversidade”.

“Com certeza, a história vai trazer inúmeros fatos e acontecimentos desse período dramático que testemunhamos durante esse enfrentamento da pandemia da Convid-19, de como foi urgente salvaguardarmos a saúde de nossos familiares, amigos e profissionais, e de como aceleramos, de forma exponencial, nossos processos e serviços por meios digitais, e como aprendemos fazendo”, afirmou.

Segundo ele, é motivo de grande orgulho dizer do mercado geral, seguradoras e demais profissionais, atenderam a tempo e a hora o chamamento da sociedade. “É notória a velocidade com que estruturamos as nossas operações para responder uma demanda muito maior de atendimento e pagamento de benefícios”.

Capitalização cresce com grade maior de produtos

Marcelo Farinha, presidente da FenaCap, ressaltou o quanto a capitalização beneficia a sociedade e até em lugares em que o Estado não se faz presente. “As famílias que foram fazendo a sua reserva de poupança tiveram de volta R$ 17 bilhões para utilizarem em um momento de dificuldade,  poupança que foi arrecadada ao longo do tempo e que vai voltando para a sociedade”.

Nos nove primeiros meses deste ano, o mercado de capitalização cresceu 5,65% em relação ao mesmo período de 2020, somando R$ 18 bilhões. “Fecharemos o ano com R$ 33 bilhões em reservas e com um faturamento de cerca de R$ 25 bilhões. A nossa indústria, de maneira geral, é uma segunda camada de proteção à sociedade, a primeira é o Estado, mas há lugares em que ele não chega e ali estamos nós para cumprir esse papel”.

IPCA abaixo do esperado e Copom provocam recuo nas projeções

Pedro Simoes CNseg

A inflação de novembro mais baixa que o esperado – ainda que dezembro possa trazer surpresas – e a comunicação mais dura do Banco Central provocaram os primeiros recuos nas projeções do Focus para o IPCA em quase 10 meses. “O trabalho de “reancoragem” por parte da autoridade monetária depois dos efeitos adversos do furo do Teto de Gastos, definitivamente, começou.  O IPCA, divulgado na sexta-feira, desacelerou de 1,25% em outubro para 0,95% em novembro, ficando abaixo das expectativas do mercado. A pressão permanece nos combustíveis, enquanto as surpresas baixistas se concentraram nos grupos Saúde e cuidados pessoais e Alimentação e bebidas, influenciados pelas reduções de preços que, segundo alguns analistas, podem ser atribuídas aos descontos da Black Friday, criando um risco de efeito de recomposição desses preços em dezembro”, avalia Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Segundo Simões, o tom mais duro em relação à inflação (hawkish, na linguagem do mercado) ficou claro em trechos do comunicado que acompanhou a decisão. O economista cita que o Copom considera que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista. O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. 

“Como comentamos na Conjuntura CNseg n. 58, há uma chance significativa de que os efeitos da atividade em desaceleração, política monetária contracionista e redução da bandeira hídrica impactem o IPCA ao longo do primeiro semestre, fazendo com que a inflação ceda de maneira mais fácil ao longo do ano que vem”, aposta.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

IRB Brasil e projeto “Sem barreiras” entregam 1,5 tonelada de alimentos

raphael de carvalho IRB

O IRB Brasil RE e a medalhista olímpica Adriana Samuel entregam, nesta quarta-feira (15/12), 180 cestas básicas aos alunos, professores e funcionários do projeto Sem Barreiras, que oferece judô, atletismo e vôlei a crianças e jovens que moram na comunidade de São Carlos, no Estácio, e em bairros próximos à Cidade Nova, base da iniciativa. Ao todo, será doada 1,5 tonelada de alimentos. 

As cestas contêm arroz, feijão, açúcar, óleo de soja, macarrão, farinha de mandioca, café, fubá, biscoito, sal, salsicha, molho de tomate e suco. “Sabemos das dificuldades enfrentadas ao longo de todo ano pelas famílias dos nossos alunos e ações como essa garantem um fim de ano melhor”, afirma Adriana Samuel, que lidera o projeto Sem Barreiras. 

“A companhia tem um histórico de promover ações sociais, inclusive com grande engajamento dos colaboradores. Em momentos de incertezas como este, diante da pandemia e todas as dificuldades impostas por ela às pessoas, é importante contribuir para minimizar a vulnerabilidade dessas famílias no fim de ano”, diz Raphael de Carvalho, CEO do IRB Brasil RE. Além de doar as cestas básicas, o ressegurador é patrocinador do projeto. 

Murilo Riedel será CEO de Seguros do Santander

Murilo Riedel deixa a seguradora alemã HDI depois de 5 anos no comando do grupo para assumir uma nova função criada no banco espanhol Santander: CEO de Seguros. “Será um desafio dar corpo a uma estrutura de muita força e que já gera bilhões em resultados. Um momento muito especial em minha carreira”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Ao contrário de outros bancos, que contam com um CEO geral para seguridade, o Santander tem executivos responsáveis por diversas iniciativas, que agora ficam sob o chapéu de Murilo.

Há 22 anos na seguradora e cinco como CEO, Murilo foi responsável por fazer da HDI uma empresa Humana, Digital e Inovadora. O executivo liderou um dos mais extensos projetos de transformação digital do mercado segurador. Durante sua gestão, reformulou processos e produtos com o uso de inteligência artificial e desenvolveu novos modelos de negócios. 

Inovou ao fazer parcerias relevantes, como com o Santander, em 2018, e Icatu em vida, em 2019. A Santander Auto tem 50% de participação da Sancap Investimentos e Participações S.A., sociedade controlada pelo Santander Brasil, e 50% pela HDI Seguros. Trata-se de um ecossistema formado por mais de 15 mil lojas e concessionárias que oferecem financiamento de veículos pelo banco espanhol e suas parceiras. Em um ano de vida já contava com mais de 30 mil contratos e R$ 50 milhões em prêmios.

Em fevereiro de 2019, com o objetivo de ampliar o portfólio no segmento e estimular a cultura do seguro no País, HDI Seguros e Icatu Seguros anunciam parceria para oferecer seguros de vida e de acidentes pessoais. Os resultados são divididos via cosseguro em uma natureza de sociedade de 50% a 50%. Em agosto de 2020, lançaram o HDI Vida PME, para empresas com 3 até 1.000 vidas. O produto, voltado para micro e pequenas empresas, oferece coberturas básicas, adicionais e assistências que, somadas, contemplam até 14 opções de benefícios extras. 

Um dos “orgulhos” de Murilo é o Go Digital! “Foram 5 anos de muito trabalho e investimentos de mais de 450 milhões de reais para transformar a HDI em uma nova seguradora não só traduzida pelo ganho de 20 pontos de NPS, mas também uma empresa mais humana, mais digital e mais inovadora”, afirma.

Com o apoio e engajamento de todos os nossos colaboradores , a HDI hoje reflete a vontade de transformar, de criar e de ser um espaço para as pessoas realizarem seus sonhos, afirma. “Uma empresa que respeita e prioriza seus segurados, seus parceiros corretores, seus acionistas , a diversidade, a liberdade e a livre escolha. Uma empresa que tem o seu compromisso claro com a sociedade protegendo e patrocinando o empreendedorismo. Agora sigo para um novo desafio”.

Além da Santander Auto com a HDI, o banco espanhol tem parceria com a Zurich. Há um ano, no meio da pandemia, o grupo anunciou investimentos de R$ 90 milhões de julho de 2020 a 2023 para reformular a área de seguros, operada no país e na América Latina via uma joint venture com a seguradora suíça. A estratégia é que a plataforma digital ajude a elevar e penetração de seguros no banco, estimada em 5%, e depois disso passe a buscar clientes em mar aberto.

Fitch vê perspectiva neutra para setor de seguros na América Latina

A Fitch Ratings tem uma perspectiva neutra para o setor de seguros da América Latina em 2022 na maioria dos mercados. A perspectiva neutra é baseada em um perfil da indústria e ambiente operacional (IPOE) estáveis, crescimento de prêmios alinhado com a recuperação econômica e uma normalização das taxas de sinistros de saúde e vida, que se beneficiam de uma maior cobertura da população totalmente vacinada.

A Fitch espera que o setor de seguros do Brasil, Costa Rica e El Salvador se deteriore em linha com a Perspectiva Negativa sobre os ratings soberanos e o potencial impacto em seus respectivos IPOEs e carteiras de investimento, que estão altamente concentrados em títulos soberanos. As seguradoras continuam altamente influenciadas pelo governo soberano devido à sua exposição significativa a títulos do governo e à concentração de suas operações nas economias domésticas.

O desempenho do segmento de vida e saúde deve melhorar em 2022 graças a uma tendência de queda nos índices de sinistros (principalmente relacionados à vida e saúde da Covid), preços de renovação crescentes e taxas de juros mais altas, o que compensará o aumento nos custos de cuidados médicos, consultas e tratamento. A lucratividade do setor Não Vida, ou seguro de danos, estará exposta aos efeitos negativos das flutuações cambiais e subsequente aumento da inflação, restrições da cadeia de suprimentos e aumento dos custos de resseguro. Um cenário de baixa seria influenciado por tensões sociais e políticas devido a eleições em alguns países e maior volatilidade da carteira de investimentos.

O relatório completo “Perspectivas 2022: Setor de Seguros da América Latina” está disponível em www.fitchratings.com.