Mercado revê expectativas e aponta 2026 como ano decisivo para destravar o open insurance, mostra estudo da Capgemini

O avanço do Open Insurance no Brasil perdeu ritmo em 2025 e enfrenta um ponto crítico de revisão estratégica. É o que mostra a 4ª edição do estudo Análise do Mercado Open Insurance, da Capgemini, apresentada hoje em coletiva de imprensa. O material evidencia que, apesar de avanços regulatórios recentes, o setor ainda encontra dificuldades para transformar o modelo em benefícios reais para consumidores e negócios.

Segundo os dados, 45% do mercado avalia a evolução do OPIN como “indefinida”, enquanto apenas 26% enxergam progresso. O otimismo caiu para 57%, uma redução de sete pontos percentuais em relação ao ano anterior. Já 73% dos entrevistados acreditam que os impactos reais só serão percebidos a partir de 2027 ou depois. 

A pesquisa mostra que a convergência entre Open Insurance e Open Finance é considerada praticamente um consenso. 84% afirmam que a integração ajudará seguradoras, e 80% enxergam valor direto na ampliação do conhecimento sobre o cliente. O movimento aproxima o setor da lógica de smart data adotada internacionalmente — hoje mais de 80 países já operam iniciativas de Open Banking ou Finance. 

Para Gustavo Leança, diretor de Seguros da Capgemini Brasil, o Brasil vive um momento crucial. “O setor precisa deixar de olhar o OPIN como um fardo regulatório e começar a tratá-lo como uma estratégia de negócio baseada em dados. O Open Finance mostrou que quem lidera em adoção é justamente quem cria valor para o cliente — e esse ainda é o maior espaço inexplorado do Open Insurance”, afirma.

Apesar do cenário mais cauteloso, o nível de conhecimento sobre o OPIN aumentou: a média individual subiu de 6,7 para 7,3. No entanto, o estudo identifica entraves claros que vêm travando a evolução do modelo, entre eles: falta de entendimento da sociedade, qualidade e governança dos dados insuficientes, lacunas tecnológicas, baixa participação do corretor, modelo de consentimento inadequado para a realidade do seguro, custos elevados especialmente para empresas.

Segundo Leança, há um desalinhamento entre o potencial do OPIN e o nível atual de entrega. “O Brasil criou uma infraestrutura robusta, mas ainda distante de casos de uso claros. Sem benefícios diretos percebidos, não haverá consentimento. E sem consentimento, não existe Open Insurance.”

Uma das leituras mais consistentes da pesquisa é o papel da inteligência artificial no destravamento do ecossistema. 82% dos respondentes acreditam que a IA impactará positivamente o OPIN, sobretudo para tratar dados, personalizar ofertas e acelerar a análise de riscos. 

Para Leança, a IA pode corrigir gargalos históricos. “A inteligência artificial tem capacidade de organizar dados fragmentados, melhorar modelos de risco e criar jornadas mais fluidas. É uma oportunidade imediata — e o setor não pode esperar a integração com o Open Finance para começar a capturar esse valor.”

O relatório apresenta um conjunto de recomendações práticas às seguradoras, corretores e insurtechs, agrupadas em quatro frentes:

1. Tornar o tema estratégico
Integrar o OPIN às discussões de negócio, estratégia e dados, não apenas de TI.

2. Atração de consentimentos
Benefícios tangíveis devem vir antes do pedido de compartilhamento — serviços consultivos, alertas, comparadores e agregadores são exemplos prioritários.

3. Geração de receitas
Cross-sell, up-sell e novos serviços orientados por dados já se provaram efetivos no Open Finance.

4. Eficiência operacional
Uso de dados para onboarding, prevenção a fraudes e modelos preditivos pode reduzir custos e aumentar competitividade.

Com a Susep conduzindo grupos de trabalho, revisando o escopo do modelo, as jornadas de consentimento e o papel das SPOCs, a Capgemini avalia que 2026 pode ser o ano da virada — desde que o setor avance em direção a um modelo mais racional, interoperável e alinhado ao Open Finance. 

Leança reforça que o momento exige ação coordenada. “O OPIN não avançará sem clareza regulatória, mas também não prosperará sem ambição comercial. O setor precisa assumir protagonismo e desenvolver soluções que façam sentido para o consumidor. Essas oportunidades já existem — e quem se mover agora largará na frente.”

MDS Brasil amplia time de riscos corporativos com a contratação de William Becklas

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A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país nos segmentos de seguros, resseguros, consultoria de riscos e gestão de benefícios, reforça sua equipe de Riscos Corporativos com a contratação de William Becklas como Diretor Técnico de Relacionamento.

William é Engenheiro Mecânico e possui MBA em Gestão e Engenharia de Produtos e Serviços pela Poli/USP. Com mais de 15 anos de experiência, ele atuou no desenvolvimento e gestão de programas de integridade de ativos e prevenção de perdas em indústrias de grande porte nos setores químico, alimentício, siderúrgico, papel e celulose, e mineração, tanto no Brasil quanto em diversos países da América Latina.

Antes de ingressar na MDS Brasil, William esteve na FM, uma das principais seguradoras globais de propriedades e liderou serviços de engenharia para clientes estratégicos, focando em programas corporativos de gestão de riscos, relacionamento com lideranças técnicas e operacionais, e interface com o time de subscrição.

Com essa contratação, a MDS Brasil amplia sua capacidade técnica para atender melhor o mercado de Riscos Corporativos, fortalecendo sua atuação com profissionais experientes e especializados.

“É uma grande satisfação receber o William em nossa equipe. Essa é uma posição extremamente estratégica para conquista e manutenção de grandes clientes da MDS Brasil. Nos riscos complexos há a necessidade de um entendimento da operação de forma profunda, assim como uma argumentação técnica junto aos seguradores na busca dos termos e condições mais adequados aos nossos clientes, reforçando nosso compromisso em prover soluções personalizadas”, finaliza Caio Carvalho, Vice-presidente de Riscos Corporativos e Resseguros.

Zurich anuncia Sérgio Prates como superintendente comercial de vida

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A Zurich Seguros anuncia a chegada de Sérgio Prates como novo superintendente comercial de Vida da área de Distribuição. Com sólida experiência no mercado segurador e passagens por seguradoras e bancos de grande porte, o executivo chega com o objetivo estratégico de fortalecer o negócio de vida e apoiar a expansão da companhia nesse segmento em todo o território nacional. 

A movimentação marca um novo ciclo na estratégia da Zurich, que em 2025 realizou, com sucesso, um piloto de atuação comercial dedicada ao produto Vida Individual no interior de São Paulo. Com base nos aprendizados e nos bons resultados obtidos, a companhia ampliará esse modelo para outras regiões do país em 2026, reforçando sua presença no varejo e o compromisso com a diversificação do portfólio de produtos oferecidos aos parceiros de negócio. 

“A chegada do Sérgio fortalece nossa estratégia de crescimento sustentável nos negócios de Vida, incluindo o individual. Queremos apoiar nossos corretores a diversificar ainda mais seus negócios, levando soluções de proteção modernas e acessíveis para diferentes perfis de clientes. Essa movimentação reafirma nosso compromisso como companhia multiproduto, com visão de longo prazo e foco na ampliação da cultura do seguro no país”, afirma Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros. 

Com mais de 26 anos de experiência na área comercial e forte atuação nas linhas de seguro de vida, previdência privada e investimentos, Prates acumula histórico de liderança de equipes, expansão regional e desenvolvimento de parcerias estratégicas. 

Favela Seguros marca presença na Expo Favela 2025 e reforça compromisso com a inovação

A Favela Seguros, iniciativa da Favela Holding em parceria com o Grupo MAG, será uma das patrocinadoras da Expo Favela Innovation Brasil 2025, que acontece nos dias 29 e 30 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A participação da marca consolida seu papel como agente de impacto social e econômico e reforça um ciclo que começou há um pouco mais de um ano, quando a empresa foi lançada oficialmente.
 

Realizada pela InFavela, empresa da Favela Holding, com apoio social da Cufa, a Expo Favela é o maior encontro brasileiro dedicado à inovação e ao empreendedorismo periférico. Nesse ambiente, a Favela Seguros se tornou rapidamente uma referência em proteção financeira acessível, trazendo soluções pensadas a partir da realidade das favelas e oferecendo suporte essencial para empreendedores e lideranças comunitárias.
 

Para Gê Coelho, líder de Relações Institucionais da Favela Seguros, retornar como patrocinadora reafirma a força do projeto e sua conexão orgânica com o público da Expo. “A Expo Favela foi o palco onde apresentamos nossa proposta ao país. Voltar agora como apoiadores mostra a força do que construímos nesse primeiro ano: uma iniciativa que entende de verdade as necessidades da favela e trabalha para garantir proteção, dignidade e oportunidades para quem move a economia periférica”, afirma.
 

A edição de 2025 chega com uma programação ampliada, que inclui novos espaços como a área de basquete 3×3, atividades de futmesa, esportes de mesa, espaço de samba rock, núcleo de moda Estrela da Favela, novo espaço de teatro e o ambiente Favela Agro, dedicado ao agroempreendedorismo dentro das comunidades.


Também retornam áreas já tradicionais do evento, como a Favela Literária, os palcos de conteúdo com especialistas em empreendedorismo, tecnologia, impacto social e criatividade, além da área de expositores, que reúne os finalistas estaduais e seus projetos de destaque. A programação inclui ainda pitchs, rodadas de negócios, shows, gastronomia periférica e experiências imersivas.


“É muito gratificante participar, com a Favela Seguros, da Expo Favela Innovation Brasil 2025, pois, o evento, cada vez mais, se fortalece como um ambiente de conexão, visibilidade e crescimento para empreendedores, artistas e lideranças de todo o país, impulsionando o desenvolvimento da economia das favelas e ampliando redes de impacto social”, finaliza Coelho.

Seguros Unimed inclui seguro de responsabilidade civil profissional individual no cotador Calcule+ 

São Paulo, 16 de julho de 2025 | Helton Freitas - Presidente da Seguros Unimed | Foto: Nilton Fukuda

por Seguros Unimed

A inclusão do produto na plataforma amplia as possibilidades para os corretores, oferecendo mais autonomia e liberdade na contratação. Agora, é possível realizar, direto na ferramenta, cotações com limite máximo de garantia de até R$3 milhões, contratar retroatividade de 12 meses para seguros novos e contar com uma jornada personalizada, de acordo com a atuação do profissional da saúde. Para completar, a Seguros Unimed apresenta uma novidade exclusiva: as coberturas de Chefe de Equipe e Diretor Clínico e/ou Diretor Técnico passam a ser oferecidas sem cobrança de prêmio adicional, aumentando ainda mais os benefícios para os segurados.

“Expandir a presença dos nossos produtos no Calcule+ reflete o nosso compromisso em simplificar e agilizar a jornada do corretor, oferecendo soluções inovadoras e eficientes. Com produtos mais acessíveis e personalizados, buscamos impulsionar o crescimento e a diversificação dos negócios dos parceiros, proporcionando uma experiência de contratação mais ágil e segura”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e de Produtos da Seguros Unimed. 

Por meio do Calcule+, os corretores podem realizar cotações, personalizar coberturas de forma rápida e precisa, interagir com o processo de análise de subscrição, transmitir propostas online e acompanhar o andamento de cada processo em tempo real. Além disso, a jornada de contratação foi pensada para ser intuitiva e adaptada à rotina dos corretores parceiros, centralizando todas as informações em um único ambiente digital e otimizando a gestão dos negócios de forma prática e eficiente.

Setor de seguros aponta soluções para desenvolvimento de infraestrutura para o país

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) participouda 1ª edição do Fórum Nacional de PPPs e Concessões, realizado entre os dias 24 e 25 de novembro, em Brasília (DF), pela Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência da República (SEPPI-PP-PR), em parceria com a ApexBrasil e o Banco do Brasil.

Durante o evento, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, apresentou o Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que contou com a participação da SEPPI e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Para Dyogo, a publicação é um produto importante para auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas com a participação do seguro em obras, concessões e PPPs.

“O guia permitirá que gestores de empresas, prefeituras ou governos avaliem quais riscos desejam que seus empreendimentos estejam cobertos. Estamos lidando com uma infraestrutura pública que pertence ao Estado. Estamos alocando recursos para que uma empresa privada invista, desenvolva, administre e opere esses ativos por 30 anos. Mas queremos que esse patrimônio seja devolvido em boas condições. Então, se ocorre uma enchente que leva uma ponte ou uma estrada, ou alaga uma ferrovia ou o terminal de um porto, quem deve recuperar esse ativo para devolvê-lo ao Estado? O concessionário, o Estado ou a seguradora? Acredito que o estudo vai ajudar a alinhar a tomada de decisão”, destacou.

Com linguagem acessível e abordagem prática, o Guia detalha como o Seguro e a Capitalização podem atuar em todas as etapas de projetos de infraestrutura, desde o planejamento e a licitação até a operação, apoiando a mitigação, o compartilhamento de riscos e a promoção de maior eficiência contratual.

Para o secretário da SEPPI, Marcus Cavalcanti, o Fórum Nacional de PPPs e Concessões consolida o evento como um marco central na agenda de infraestrutura do país. Com o tema “Avanços e transformações em Concessões e Parcerias na melhoria da infraestrutura e dos serviços prestados à sociedade,” o Fórum reuniu líderes governamentais, investidores, organismos internacionais e especialistas para impulsionar a colaboração entre os setores público e privado.

“O encontro nestes dois dias serviu para a troca de experiências e a articulação de soluções concretas para melhorar os serviços essenciais, incluir temas diversos e promover o desenvolvimento sustentável do país”, ressaltou.

Infraestrutura Resiliente

Sala temática do evento debateu o tema Seguros e Garantia. Foto: Divulgação/CNseg

Um dos painéis de maior relevância tratou do desenvolvimento de infraestrutura resiliente às mudanças climáticas e da inovação em projetos ambientais, incluindo seguros e garantias.

Durante as discussões, o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Esteves Colnago, ressaltou a urgência global de adaptar o planejamento de projetos públicos de longo prazo, diante do aumento dos riscos climáticos e da necessidade de incorporar seguros aos empreendimentos.
 

“O setor segurador quer fazer parte do conjunto de atores responsáveis por aprimorar as obras no país. A seguradora deve ser parceira do poder público, atuando também na fiscalização. Quanto mais clareza houver na legislação, nos editais e nas normativas sobre as exigências das obras e as responsabilidades de cada parte — do ente público e da seguradora — melhor. Este debate busca justamente esclarecer esses pontos e colocar o setor segurador à disposição para contribuir com o desenvolvimento da infraestrutura nacional”, destacou.

Para o secretário adjunto de infraestrutura da Presidência da República, Milton Carvalho, os seguros para obras públicas devem ter cláusulas detalhadas, estabelecendo suas obrigações. Para ele, incluir a modalidade securitária nos empreendimentos públicos faz parte de uma gestão moderna e amplia a previsibilidade de eventuais riscos, o que resulta em menos prejuízo ao erário.

A diretora de Assuntos Econômicos no Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Helena Venceslau, e o subsecretário para Acompanhamento Econômico e Regulação do Ministério da Fazenda, Gustavo Ferreira, concordam que a inclusão de seguros em PPPs pode ser um mecanismo que auxiliará no desenvolvimento econômico do país.

Porto Seguro lança cobertura para roubo de celular no seguro residencial 

Jarbas Medeiros Fenseg

 A Porto Seguro acaba de lançar a cobertura para roubo de celular no Seguro Residencial, via contratação totalmente digital, o que permite ao cliente proteger a casa e o celular em uma única apólice. Com essa novidade, a companhia reforça sua proposta de simplificar o acesso à proteção, oferecendo mais praticidade e conveniência para o dia a dia.
 

Voltado para clientes que valorizam mobilidade e tecnologia, a proteção combinada de residência e celular garante cobertura contra diversos imprevistos na residência e proteção do smartphone contra roubo e furto mediante arrombamento, com indenização em dinheiro. A novidade conta com limite de indenização de até R$ 1.500 para o celular, pode ser contratada para aparelhos com até três anos de uso e está disponível no Seguro Residencial Essencial por apenas R$10 adicionais por mês, sem carência, sem necessidade de vistoria e com cobrança unificada. Ao contratar outras modalidades do Seguro Residencial com um corretor, o segurado possui opções extras de indenização para o celular, variando de R$1.000 a R$3.000.
 

“O conceito de proteção combinada traduz nossa proposta de cuidar das pessoas e de seus sonhos de forma integral. Queremos simplificar o acesso à proteção e oferecer soluções que se adaptem ao estilo de vida de cada cliente. Considerando que apenas 17% das residências e 3,8% dos celulares no Brasil possuem seguro, segundo levantamentos da FenSeg, há uma oportunidade significativa de ampliar a conscientização sobre a importância da proteção patrimonial. Nosso objetivo é tornar o seguro mais acessível e relevante, promovendo uma cultura de prevenção e segurança para todos”, destaca Jarbas Medeiros, Diretor de Ramos Elementares e Vida da Porto Seguro.
 

Além de já contar com a opção de turbinar o Seguro Residencial Essencial com um serviço de Linha Branca, por mais R$ 10,00 por mês, o cliente também já pode turbinar o Seguro Residencial com a cobertura de celular pelo site da Porto ou com o apoio de um corretor.

Allianz Commercial irá inaugurar hub para América Latina em Miami em 2026

Allianz Commercial anuncia o lançamento do seu hub para a América Latina em Miami, com inauguração prevista em fevereiro de 2026. O escritório apoiará o desenvolvimento de negócios em toda a América Latina, capitalizando a posição de Miami como centro líder e banco de talentos para o setor de (re)seguros da América Latina e Caribe. Ele centralizará recursos e conhecimento técnico para melhor interação com corretores, clientes e outros parceiros em toda a região, além de criar uma presença adicional nas Américas.

O novo escritório consolidará as operações existentes do negócio da Allianz Commercial em mercados-chave como Brasil, México, Argentina e Colômbia, expandindo simultaneamente o negócio de resseguro facultativo em Propriedade, Construção e Recursos Naturais, Linhas Financeiras (incluindo Cyber), Transportes e Serviços Multinacionais para outros mercados da América Latina, incluindo Chile, Peru, Equador e Panamá.

“O hub de Miami representa um investimento estratégico em nossas operações na América Latina. Este escritório irá aumentar nossa capacidade regional, além de nos permitir oferecer melhores serviços e conhecimento técnico a nossos corretores e clientes na região”, comentou David Colmenares, Managing Director para a América Latina da Allianz Commercial, em nota.

Shanil Williams, Presidente Allianz Commercial para as Américas, acrescentou: “Miami é um dos maiores e mais consolidados centros internacionais de seguros e resseguros corporativos, e estamos muito entusiasmados em estabelecer uma nova presença lá. A abertura deste hub reflete nossa estratégia de impulsionar o crescimento diversificado na América Latina, aperfeiçoar a excelência técnica e integrar ainda mais a região das Américas. Miami complementará nossas operações locais, apoiando seu próprio crescimento e possibilitar o acesso a novos clientes em outros mercados.”

Seguro PIX consolida proteção ao meio de pagamento mais utilizado no país

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Desde novembro de 2020 quando começou a operar, o PIX caiu nas graças dos brasileiros. Dados do Banco Central indicam que o sistema de pagamentos instantâneos alcança 93% da população adulta do país, superando o contingente daqueles que possuem cartões de crédito. Do total de 213,4 milhões de habitantes estimados no país pelo IBGE, mais de 170 milhões usam o PIX, enquanto cerca de 153,4 milhões possuem cartão.

Diante do uso crescente, também crescem as opções de seguro para esse tipo de transação financeira. O Seguro PIX, que funciona desde 2021, garante o reembolso de transações não autorizadas, seja PIX, DOC ou TED. Às vésperas da Black Friday, o seguro é uma opção para quem deseja efetuar suas compras com segurança.

O produto pode ser acionado em caso de roubo, subtração ou coação que resultem em transferências não autorizadas. Nesse caso, o segurado é reembolsado do valor de acordo com o capital contratado. O Seguro PIX pode ser contratado como uma cobertura adicional, por exemplo, no Seguro Bolsa Protegida, Seguro Perda e Roubo de Cartão ou Seguro Proteção de Eletrônicos. Os valores destas opções podem ser contratados, em alguns casos, a partir de R$ 9,99.

Crescente em todo o país, a adesão ao Seguro PIX garante cobertura para transferências logo após a contratação, sem período de carência. Para o risco de perda ou extravio do cartão segurado, há carência de 72 horas a partir do início de vigência do seguro.

“Embora o prazo regulamentar da Superintendência de Seguros Privados (Susep) seja de até 30 dias corridos, muitas as seguradoras procuram concluir o pagamento em menos de dez dias, garantindo uma experiência mais rápida e eficiente para o cliente”, explica Alexandre Muniz, diretor do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES).

Às vésperas da Black Friday, o executivo ressalta que cartões de crédito ou números de PIX furtados podem ser utilizados por golpistas. No entanto, Alexandre Muniz esclarece que o consumidor precisa ter atenção com relação às transações. “O Seguro PIX não cobre golpes e fraudes. Ele cobre o PIX feito para números equivocados ou transações realizadas mediante coação.”

  O produto também oferece cobertura em casos de roubo do celular do cliente, que deixam seus dados expostos. Nestas situações, os criminosos conseguem realizar transações imediatas. Já o seguro de cartão reembolsa o consumidor em caso de perda ou roubo qualificado de seu cartão de crédito.  “Outra opção que disponibilizamos é uma proteção adicional contra saques forçados de valores em dinheiro, como, por exemplo, em um assalto”, acrescenta o diretor do SindSeg RJ/ES, alertando que cartões bancários e de crédito, assim como a aproximação em pagamento pelo celular, são alvos comuns de ações criminosas.

Porto apresenta case para cálculo de emissões seguradas e reforça a inclusão securitária

A Porto foi a empoderadora de destaque da Casa do Seguro na COP30 na última semana, conduzindo uma manhã de debates que colocaram o setor de seguros no centro da agenda de adaptação climática. A companhia apresentou dois painéis que reuniram especialistas nacionais e internacionais e trouxeram avanços concretos sobre a contabilização de emissões, a construção de estratégias de mitigação e o papel do mercado financeiro no enfrentamento da crise climática. O primeiro painel abordou o processo de contabilização e mitigação das emissões de gases de efeito estufa no setor de seguros, destacando a jornada da Porto, em parceria com a WayCarbon, para desenvolver o primeiro levantamento de emissões do segmento no Brasil com base na metodologia PCAF.

Mediado por Claudia Trindade, diretora de Sustentabilidade da CNSeg, o debate reuniu representantes da Porto, CNSeg, UNEP-FI e WayCarbon, que detalharam os desafios técnicos da mensuração, a importância da padronização dos dados e como esse trabalho tem orientado o plano de descarbonização da companhia. Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto, contextualizou como a companhia vem estruturando sua estratégia de sustentabilidade e reforçou que esse movimento não é um trabalho apenas da área de sustentabilidade, mas de toda a empresa, com foco nos negócios. “Mensurar nossas emissões foi fundamental para enxergarmos a dimensão de toda a cadeia de valor. Quando olhamos nossa complexidade, estamos falando de 46 mil corretores, mais de 13 mil prestadores e 13 mil colaboradores. Sem o engajamento de todos, a transição não acontece”. 

 Bruna Araújo, gerente de Finanças Sustentáveis da WayCarbon, trouxe em sua fala os desafios enfrentados pelas seguradoras na adoção da metodologia PCAF. Ela destacou que, embora o setor esteja avançando, ainda há uma certa cautela entre as companhias, já que a metodologia é recente e vem sendo desenvolvida e aplicada simultaneamente. Já Butch Bacani, Líder Global de Seguros da UNEP-FI, enfatizou que, até 2030, será fundamental que todas as seguradoras adotem medidas concretas para avançar na contabilização e redução das emissões, contribuindo para uma transição climática justa e inclusiva. 

Já o segundo painel ampliou a discussão ao abordar o papel do mercado financeiro na adaptação climática e as oportunidades para que instituições financeiras e seguradoras se tornem pilares na construção de uma economia mais resiliente. Mediado por Denise Hills, membro do comitê de Sustentabilidade da Porto, o debate destacou a necessidade de incorporar dados climáticos nos processos de decisão e a importância de desenvolver instrumentos que ampliem o acesso à proteção e incentivem práticas sustentáveis em toda a cadeia econômica. 

 A discussão reforçou a ideia de que um mundo em que apenas parte da população consegue se recuperar de uma catástrofe não é justo, trazendo contribuições de Patricia Chacon, COO da Porto Seguro; Luciana Nicola, diretora de Sustentabilidade do Itaú; e Inamara Santos Mélo, diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima. Durante o painel, Patricia Chacon detalhou a estratégia da Porto na agenda de seguros e valorizou a importância da inclusão securitária.

Ela ressaltou ainda que o mercado segurador dispõe de uma base de dados essencial para apoiar políticas de adaptação: “Ao longo de 80 anos de atuação, acumulamos informações valiosas sobre onde estão os maiores potenciais de risco e onde um próximo evento pode ocorrer. Nosso papel é colocar esse conhecimento à disposição, para que possamos não apenas mitigar e reconstruir, mas reconstruir melhor”. Como empoderadora da Casa do Seguro, a companhia reafirmou seu compromisso em liderar discussões técnicas, compartilhar conhecimento e avançar em iniciativas que promovam uma transição mais justa, sustentável e resiliente.