SulAmérica lança programa de acompanhamento especializado para beneficiários com sobrepeso e obesidade

Raquel Imbassahy, SulAmérica

Fonte: SulAmérica

A obesidade é um dos problemas de saúde pública mais graves da atualidade. A Organização Mundial de Saúde afirma que, em 2025, a estimativa é de que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, isto é, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 30. Além dos prejuízos para qualidade de vida, o sobrepeso e a obesidade estão diretamente ligados com o desenvolvimento de comorbidades, como diabetes, hipertensão, entre outras doenças crônicas.

Pensando nisso, no mês de dezembro, a SulAmérica lança o Cuidado na Medida, programa de saúde direcionado para clientes com necessidade de orientações sobre sobrepeso e obesidade. O novo programa tem como objetivo realizar um acompanhamento clínico individualizado em serviço de referência multidisciplinar, apoiando o protagonismo no cuidado com sua saúde física e emocional.

O programa foi lançado inicialmente para beneficiários da cidade de São Paulo, em parceria com o serviço de Atenção Primária à Saúde, DaVita Indianópolis. São elegíveis para o programa beneficiários da cidade de São Paulo, com sobrepeso ou obesidade e com mais de 18 anos de idade.

Aderindo ao programa, o cliente SulAmérica terá um acompanhamento multiprofissional e coordenado, com acesso a consultas com médico e enfermeiro especialistas em saúde da família, endocrinologista, nutricionista e psicólogo, em atendimentos que podem ser feitos de forma presencial e por telemedicina. A iniciativa conta ainda com o acompanhamento mensal por enfermeiros de coordenação de cuidado e grupo de apoio.

Cuidado Coordenado

O programa voltado para o tratamento de sobrepeso e obesidade faz parte da estratégia de Cuidado Coordenado da SulAmérica, sempre olhando para o paciente no centro. “Estamos conectando e coordenando toda a jornada do beneficiário, promovendo uma experiência diferenciada de cuidado, com foco no bem-estar do paciente e na medicina de excelência, em alinhamento com prestadores médicos, empresas clientes e outros agentes da cadeia de saúde no mesmo propósito. Contamos com o apoio de uma plataforma eletrônica que permite essa conexão, sempre respeitando a privacidade do paciente e o sigilo médico”, diz Raquel Imbassahy, diretora de gestão de Saúde Populacional da SulAmérica.

Zurich: fusão com WIT Insurance deve potencializar atuação em Campinas e região

A Zurich e a corretora EMF Insurance, com sede em Campinas (SP), especializada em seguros corporativos, registrou crescimento na emissão de apólices de seguros de quase 400% nos últimos quatro anos. “Parceira da Zurich desde que foi fundada, em dezembro de 2014, a EMF Insurance acreditou na nossa proposta de valor, oferecendo soluções em seguro para empresas nas mais diversas modalidades, como patrimonial, risco cibernético e garantia, por exemplo, com apólices na maioria das vezes desenhadas, sob medida, em parceria com a nossa área de Risk Engineering, a partir de criteriosa análise dos riscos específicos a que esses clientes estão sujeitos”, revela o diretor regional São Paulo Interior da Zurich no Brasil, João Amato.

Este cenário se desenha ainda mais próspero por conta de uma mudança recente pela qual a corretora passou: no começo de 2021, a EMF fundiu-se à WIT Insurance, uma empresa da WIT Wealth, Investments & Trust, que também é de Campinas. Segundo nota da Zurich, a WIT Insurance percebeu a necessidade de ampliar sua atuação na área de seguros corporativos. E, com a fusão com a EMF, identificou a oportunidade de potencializar sua atuação neste segmento. Com a união, além de contar com uma empresa ainda mais profissionalizada sob o ponto de vista de gestão, os clientes da EMF Insurance ganham pontos de atendimentos em novas praças, todas no interior de São Paulo, entre elas São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Araçatuba, Ribeirão Preto, Votuporanga e Piracicaba, além de Campinas.

As duas marcas caminharão juntas com o objetivo de segmentar ainda mais o foco de atuação. Haverá a criação de uma plataforma digital para explorar os seguros de varejo, inclusive com a busca de profissionais mais voltados aos seguros de afinidades, maior atuação no segmento agro, além da abertura de novos escritórios.

“A fusão teve o objetivo de desenvolver a EMF cada vez mais no nicho em que atua, potencializando a empresa com o modelo de negócio da WIT Insurance ao implementar uma gestão moderna e profissional. Nossa expectativa é duplicar o faturamento da EMF em 2022”, diz o CEO da WIT Wealth, Investments & Trust, Tomás Zakia.

“Temos uma equipe com sólida experiência no mercado que é potencializada com a soma de vários anos de cada um no segmento de seguros e benefícios, o que representa conhecimento profundo que atravessou vários ciclos e segue as melhores tendências”, acrescenta Eduardo Ramirez, que fundou a EMF há sete anos e na WIT Insurance passou a atuar como Head de Operação do Segmento de Seguros e Benefícios. “Trabalhar com gestão de riscos empresariais é algo muito importante para todas as empresas, por isso temos o maior prazer em agregar valor nos relacionamentos corporativos, identificando e mitigando riscos”.

IRB Brasil Re reduz prejuízo no acumulado de outubro de 2021

Em outubro, o IRB teve prejuízo de R$ 84,8 milhões, frente a perdas de R$ 33,9 milhões no mesmo mês do ano passado. Quando excluídos os efeitos do run-off e one-off, o resultado foi negativo em R$ 27,6 milhões. No acumulado do ano, o resultado foi negativo em R$ 396,6 milhões, frente a perdas no mesmo período de 2020 de R$ 871,1 milhões, ou seja, uma redução de 54,5%. Quando excluídos os efeitos do run-off e one-off, nos dez primeiros meses de 2021 a empresa apresenta um resultado líquido positivo de R$ 74,0 milhões.

Em outubro, o prêmio emitido totalizou R$ 543,2 milhões, um decréscimo de 21,6% em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 345,5 milhões no Brasil (queda anual de 6,6%) e R$ 197,7 milhões no exterior (-38,8%). No ano o prêmio emitido foi de R$ 7,241 bilhões, uma redução de 11,8% em relação ao período acumulado de 2020, sendo R$ 4,424 bilhões no no Brasil (+4,7%) e R$ 2,817 bilhões no exterior (-29,3%). “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, segundo nota enviada ao mercado.

Site da Mitsui Sumitomo Seguros está de cara nova

O site da Mitsui Sumitomo Seguros está de cara nova. Ficou muito mais atrativo e intuitivo para proporcionar uma jornada mais fluida para clientes, corretores e parceiros de negócios. As iniciativas fazem parte de um projeto abrangente, que tem como objetivo repensar e reestruturar a comunicação para os diversos públicos.

“Nosso site traz conceitos de experiência do usuário, termo conhecido como UX, para tornar a jornada muito mais completa e incrível aos nossos públicos. Somos parte de um grupo japonês de quase 400 anos de história e a maior seguradora da Ásia, com um site jovem e moderno, e ao mesmo tempo sério, seguro e responsável, como a tradição japonesa”, comenta o vice-presidente, Helio Kinoshita. 

O novo portal traz funcionalidades inovadoras, como inteligência artificial para auxiliar nas buscas por informações, painel interativo e customizável com informações de produtos e serviços, implementação da avatar Miti para atendimento via chat, além de ampla gama de dados para atender de forma dinâmica clientes e corretores. 

O cliente pode acompanhar o andamento da regulação do processo de indenização para pagamento do contrato de seguro. Há também notícias sobre o grupo e a história do grupo japonês presente há 55 anos no Brasil. Pelo site da companhia, o corretor tem acesso para o Portal do Corretor e às oficinas credenciadas e durante o próximo ano, novas funcionalidades deixarão o portal muito mais completo. 

“Nosso objetivo é fazer com que as informações sobre a seguradora sejam cada vez mais claras, completas e acessíveis, e que possam atender às diversas demandas dos diferentes públicos. Para fazer isso, repensamos a nossa estratégia de comunicação e usamos as melhores tecnologias disponíveis. O novo site e a intranet marcam apenas o início desta jornada de inovação que temos pela frente”, afirma Helio Kinoshita. 

Economia permanece desaquecida no início do último trimestre

Pedro Simoes CNseg

Os indicadores de atividade divulgados ao longo da semana passada foram unânimes em confirmar que, após a queda do PIB no segundo e no terceiro trimestre – configurando uma recessão técnica – a economia permanece desaquecida no início do último trimestre do ano, destaca o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. “A grande questão é quanto vai custar a desinflação em termos de PIB. Vários indicadores que norteiam as projeções do Boletim Focus dependem de fatores que vão desde o timing do efeito da política monetária até o volume de chuvas para dar um alívio a questão hídrica. Com isso, a cada divulgação de indicador, as projeções sofrem mudanças”, comenta. 

Nesse cenário, as projeções para o crescimento do PIB este ano continuam em queda, de 4,65% para 4,58% nesta semana. Para 2022, a projeção de crescimento se manteve em 0,5%. Já as projeções para o IPCA exibem sinais mistos: o IPCA um pouco mais baixo que o esperado em novembro – ainda que alguns analistas levantem a hipótese de que as promoções da Black Friday expliquem isso – faz com que as projeções para este ano sejam levemente corrigidas para baixo (10,05% para 10,04%), enquanto, para o ano que vem, para cima (5,02% para 5,03%). 

Simões também ressalta a aprovação da PEC dos Precatórios pelo Congresso atrelando o espaço fiscal obtido ao Auxílio Brasil e às despesas com reajustes de benefícios previdenciários. “Isso não significa, de maneira alguma, que a questão fiscal ficou para trás, pois surgem novas demandas, como aumentos salariais, especialmente em um ano eleitoral. Além disso, o Orçamento será votado sem que se saiba exatamente qual será o teto de gastos, pois a PEC alterou sua correção para o uso do IPCA acumulado em 12 meses até dezembro.” 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

MAG Seguros realiza Congresso Potencialize em janeiro em modelo híbrido

A MAG Seguros, seguradora de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, realizará no próximo ano a nova edição do Congresso Potencialize, evento direcionado a corretores de seguros com o objetivo de desenvolver e capacitar esses profissionais.

Realizado no modelo híbrido, o Potencialize contará com a participação de diversos convidados para falar sobre saúde, economia, tecnologia e planejamento financeiro. As palestras acontecerão no dia 14 de janeiro, às 8h30, com transmissão online e gratuita para os corretores previamente inscritos.

A programação tem a participação dos atletas e medalhistas olímpicos, Rebecca Andrade e Isaquias Queiroz, para falar sobre disciplina e superação como resultado de sucesso. Também estarão presentes o economista e professor da USP e Insper, Eduardo Gianetti; a médica infectologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcolmo; a fonoaudióloga e preparadora vocal, Lenny Kyrillos; o especialista em marketing digital, André Siqueira; e o palestrante internacional e corretor de seguros membro da MDRT, Eszylfie Taylor.

Além disso, Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros, será entrevistado pela jornalista e escritora Mara Luquet, e falará sobre seu novo livro “O Vendedor de Futuros”; e o CEO, Helder Molina, apresentará a palestra “A MAG conectada ao futuro do mercado”.

A participação no Congresso Potencialize é gratuita mediante inscrição no site. O evento será online, das 8h30 às 14h.

Rivaldo Leite continua como presidente pelos próximos três anos

“Os próximos anos serão muito importantes para o mercado de seguros e o Brasil. Nosso setor é fundamental para a recuperação socioeconômica do país e o Sindseg SP vai apoiar as companhias e os corretores nesse esforço. Também vamos atuar para que as pessoas conheçam mais os nossos produtos e para que o seguro seja mais inclusivo, chegando a todas as classes sociais. Temos muito a fazer e essa diretoria tem as competências e a disposição para isso”, resume Rivaldo Leite.

Confira a diretoria completa do Sindseg SP:

Diretoria

José Rivaldo Leite da Silva – Presidente (Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais)

Leonardo Pereira de Freitas – Diretor Vice-Presidente (Bradesco Seguros S.A.)

Luciano Macedo de Lima – Diretor Vice-Presidente – (Sul América Cia. Nacional de Seguros)

Hamilton Torres Carneiro Sobrinho – Diretor Vice-Presidente (Mapfre Seguros S.A.)

Celso Luiz Dobarrio de Paiva – Diretor Vice-Presidente (Alfa Seguradora S.A.)

Marco Antonio Messere Gonçalves – Direto (Mongeral Aegon Seguros e Previdência)

Walter Eduardo Pereira – Diretor (Zurich Minas Brasil Seguros S.A.)

João Luiz de Lima – Diretor (Tokio Marine Seguradora S.A.)

Fernando Antonio Grossi Cavalcante – Diretor (Sompo Seguros S.A.)

Adilson José Cardoso Pereira – Diretor (Brasilseg Companhia de Seguros)

Alexandre de Mattos Malho – Diretor – Icatu Seguros S.A.

Conselho Fiscal

Efetivos

Andreas Markus Kerl – Allianz Seguros S.A.;

Euclides Gerenutti Naliato – HDI Seguros S.A.;

Paulo de Oliveira Medeiros – American Life Cia Seguros

Suplentes

Francisco Alvarez Filho – Liberty Seguros S.A.

Helio Hiroshi Kinoshita – Mitsui Sumitomo Seguros S.A.

Felipe Votto Ferreira – Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A. 

Delegados Representantes junto à Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta – Fenaseg

Efetivo: José Rivaldo Leite da Silva – Porto Seguros Cia de Seguros Gerais;

Suplente: Leonardo Pereira de Freitas – Bradesco Seguros S.A.

AVLA emite apólice seguro de recebíveis imobiliários

Fonte: AVLA

Apesar do recente crescimento, o mercado de crédito imobiliário brasileiro ainda é incipiente em comparação com economias desenvolvidas. O Brasil possui aproximadamente 10% de penetração do PIB em crédito imobiliário, enquanto os EUA, por exemplo, chegam a 60% do mesmo indicador. Uma das principais diferenças entre os dois mercados é a presença do Seguro de Recebíveis Imobiliários (ou Mortgage Insurance), que é obrigatório para qualquer financiamento de imóveis com Loan to Value acima de 80% nos EUA. Inexistente no mercado brasileiro, o seguro chega pela insurtech AVLA, única seguradora a operar o produto na América Latina. A primeira apólice emitida foi feita em parceria com a Creditú, fintech parte do Grupo AVLA e a expectativa é que a modalidade atinja R$300 milhões de capital segurado já no ano que vem.

O Seguro de Recebíveis Imobiliários é um produto que resguarda os investidores de  instrumentos de dívida com garantia imobiliária, Pessoas Físicas ou Jurídicas, como CRIs e FIDCs, por exemplo. O seguro protege o investidor em caso de inadimplência do cliente financiado, permitindo que os créditos sejam originados com condições mais atrativas para os clientes financiados (taxas de juros, prazo, LTV…) e com uma melhor percepção de risco pelo investidor. 

“O nosso seguro é voltado para os investidores, onde garantimos o risco de crédito das operações. Caso o cliente pessoa física não consiga pagar as mensalidades do financiamento a AVLA fica responsável por liquidar essa dívida sem ônus para o investidor”, explica Thiago Neme, Gerente de Mercado de Capitais da AVLA. 

O CEO da AVLA no Brasil, Felippe Astrachan, explica que o objetivo é dar luz à relevância dessa modalidade para um novo mercado, já com a experiência e liderança tanto no Peru quanto no Chile. “Nossa meta é apoiar o desenvolvimento do mercado imobiliário brasileiro  e permitir que cada vez mais pessoas tenham acesso a opções de financiamento imobiliário com melhores condições. Conseguimos em apenas 2 meses desenhar e originar a primeira apólice do produto no Brasil, o que mostra a aderência e necessidade latente por uma solução como essa”.

Presente no Chile, Peru, México e Brasil, a AVLA oferece suporte para mais de 50 mil empresas com os serviços de seguro de recebíveis imobiliários, de garantia, de crédito, garantia judicial com forte presença na América Latina. 

BS2, ex banco Bonsucesso, abre seguradora

  • Fonte: BS2

O Banco BS2 acaba de anunciar a criação de uma seguradora própria voltada para o segmento PJ. Fundada em parceria com o grupo sul-africano Traficc, a seguradora vai atuar no mercado B2B2C nos ramos de Vida e Elementares e pretende ganhar mercado rapidamente por meio da oferta de soluções ágeis e personalizadas, especialmente para o público das PMEs. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 1 bilhão em cinco anos.

A iniciativa converge com a estratégia do BS2, de ser um banco referência para empresas. “Nossos movimentos recentes vão todos nessa direção. Ampliamos nossa oferta de crédito com a aquisição da plataforma Weel. Já tínhamos soluções de banking, cambio, investimentos e toda uma estrutura de APIs à disposição dos clientes. Faltava seguros”, diz Marcos Magalhães, CEO do BS2.

A personalização da oferta é uma das principais apostas da nova seguradora para ganhar mercado. Para Adriano Romano, executivo escolhido para comandar a JV, a ideia é subverter a lógica de como o mercado opera. “Hoje não existe seguradora focada em PMEs no Brasil. O que existe são produtos adaptados, criados originalmente para as grandes empresas, que não resolvem, nem de longe, os problemas e as necessidades delas. As seguradoras sempre pensam no produto primeiro, o cliente que dê um jeito de se encaixar depois. Queremos quebrar esse modo de operação”, comenta.

O negócio foi estruturado para atender não somente os clientes do BS2, mas o mercado em geral. “Chegamos fortes para fazer a diferença nos nichos onde decidimos atuar. Apostamos em uma operação enxuta, ágil, criativa e comercialmente agressiva”, explica Romano. Ele conta que o alvo são exatamente aquelas empresas que ficaram à margem da atuação das grandes seguradoras.

Romano, além de assumir a posição de CEO e sócio da nova seguradora, é também o representante do Grupo Traficc na operação. Formado em administração de empresas e atuária, com mestrados pelo IE da Espanha, Université Sorbonne e London Business School, possui larga experiência no ramo. Foi diretor de Tecnologia e Operações da Cigna na Espanha e CEO da Chubb no Equador. No Brasil, comandou a Luiza Seg, além de ser presidente e CEO da Cardif (BNP Paribas) instituição que liderou por mais de 10 anos. Nos últimos 3 anos foi o CEO da Sugaree Insurance Company (Bermuda) para a América Latina.

A operação está sob análise da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Austral Re lança Austral Insights

Fonte: Austral

Um dos principais players do setor, a Austral Resseguradora lança o Austral Insights, um relatório de inteligência de mercado que traz informações atuais e relevantes para contribuir com o desenvolvimento e informação de todo o mercado. O material chega em sintonia com as demandas do setor, com formato inovador no estilo dashboard e construído a partir de data analytics, em que os dados e a evolução dos números estão apresentados de forma intuitiva e de fácil entendimento, para melhorar a experiência de consumo de informação sobre os mercados segurador e ressegurador do Brasil.

Nesta primeira edição, os especialistas da Austral Re abordam “O impacto da pandemia no mercado de seguros”, discutindo sobretudo os ramos de Vida e Auto. Além de trazer análises de números do mercado segurador e ressegurador, o estudo ratifica – no caso de Auto – que a sinistralidade sofreu grande variação durante a pandemia e forte sazonalidade com ciclos bem definidos, inclusive impactados pela drástica redução na mobilidade urbana. 

Em Vida, mostra o estudo, a pandemia ocasionou instabilidade no volume de prêmio emitido, mas, apesar da volatilidade, a tendência de crescimento a longo prazo se mantém. Para o CEO da Austral Re, Bruno Freire, o Austral Insights foi organizado de forma mais simples e dinâmica, para trazer um recorte analítico do setor.

“Queremos que o projeto seja centrado nas necessidades do mercado, para facilitar e melhorar as experiências. É um formato totalmente inédito no setor. Criamos um documento intuitivo e visualmente mais moderno para que a consulta pela informação seja algo estimulante e de fácil compreensão. Conseguimos sintetizar os dados e torná-los mais atraentes ao público.”, explica Bruno Freire. 

As análises contemplam períodos diferenciados, de acordo com a área, até junho de 2021. O documento demonstra que, na comparação entre os primeiros semestres dos dois últimos anos, o mercado de seguros do Brasil movimentou R$ 125 bilhões com crescimento de 12,6%. Já em resseguros, o prêmio líquido emitido (líquido de comissão) alcançou R$ 14,1 bilhões com alta de 17,2%. 

Na mesma comparação, as resseguradoras locais trabalharam com 74% de marketshare, ampliando sua participação sobre o ano anterior, que foi de 68%. A sinistralidade manteve-se em 86% em média, com prêmio retido de R$ 7 bilhões. Reflexo da pandemia e seu impacto nos negócios, o lucro foi negativo em R$ 18,5 milhões. 

Automóvel: lockdown afetando a sinistralidade 

Em 2020, o ramo sofreu queda de 10 pontos devido à pandemia de Covid-19 em seus prêmios em junho. Após esse período, corrigindo o movimento, registrou-se alta de 20 pontos em dezembro. Em 18 meses (até junho de 2021), considerando todo o período da pandemia contra o anterior, o pico de aumento de prêmio em dezembro de 2020 corrigiu a queda verificada durante o lockdown. Os níveis de comparação de volume de prêmio no período chegam a 99% do total antes da pandemia. 

Quanto à sinistralidade, a média no período dos 18 meses anteriores a junho de 2021 foi de menos 8%, o que reforça a conclusão de que as políticas de lockdown que reduziram a mobilidade urbana impactam diretamente os sinistros de automóveis. A sinistralidade aceita e cedida se mantém abaixo do histórico.

“A pandemia alterou significativamente o comportamento da sinistralidade. Um exemplo aferido pelo Austral Insightsmostra a redução de 18 pontos percentuais entre fevereiro e abril de 2020 provocado pela drástica redução da mobilidade. Na retomada, a sinistralidade já retomou a patamares normais acompanhando o aumento da mobilidade urbana ao final de junho de 2021”, exemplifica o CEO.

Vida: Alta correlação da sinistralidade com o aumento de óbitos por Covid

Neste ramo, a pandemia impactou na queda de 4 pontos percentuais em junho de 2020, se comparado com o início do lockdown em março, agravando a curva de baixa de prêmio esperado para o período. Em seguida, apresentou um pico de 16 pontos percentuais, se comparado com o início da crise. Mesmo com alguma volatilidade, a tendência de crescimento de longo prazo se manteve e a média do mercado foi de R$ 6 bilhões. Pelo estudo, os prêmios seguem tendência de alta nos 18 meses compreendidos até junho de 2021.

A carteira de Vida vinha apresentando sinais de redução de sinistralidade desde 2018. A pandemia reverteu essa tendência no mercado de seguro, o que traz uma oportunidade para o setor. Em resseguro, por sua vez, o cenário já era de alta, também acentuada por conta da pandemia. Na análise de 18 meses, a sinistralidade aceita foi de 44% e a cedida 124%. 

O estudo concluiu que há uma correlação de 82,3% entre o número de óbitos gerais e a taxa de sinistralidade, num cruzamento de dados da Susep e da Secretaria de Vigilância em Saúde. Quando comparada com as mortes por Covid-19, essa correlação chega a 94,8%. Esses dados compararam a média móvel de 12 meses até junho de 2021. Em Vida, o aumento no número de óbitos por Covid causou impacto de 32 pontos percentuais na sinistralidade no segundo trimestre de 2021 com o impacto de mais de 196 mil mortes.

Austral Insights será divulgado semestralmente. Para o CEO da Austral Re, a expectativa é que o levantamento produzido pelas áreas de inteligência da companhia possa contribuir para o desenvolvimento estratégico e as oportunidades da indústria. “A Austral Re tem um time bastante qualificado de especialistas e aproveitamos nosso DNA de inovação para criar este recurso. A ideia é que nossos levantamentos possam abastecer o mercado com a nossa expertise”, afirma Bruno Freire.