Ano termina com expectativa de desinflação no Brasil em 2022 e riscos associados à política monetária nos EUA, avalia CNseg

Pedro Simoes, CNseg

O ano de 2021 termina com expectativa de um nível de atividade mais fraco que o esperado, mas também com inflação um pouco mais baixa que o antecipado, destaca Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, ao analisar o último Boletim Focus do ano divulgado nesta segunda-feira, 27. “O ponto da desinflação é importante, mas o cenário externo requer muita atenção com a percepção que pode haver aperto das condições monetárias, principalmente nos EUA. Isso poderia anular algum possível alívio na intensidade do aumento dos juros por aqui. Juros mais altos no exterior também são um risco neste momento, pois muitos analistas consideram que os preços de ações e imóveis, em diversos países, estão muito altos, e poderia haver uma reversão rápida, com consequências financeiras negativas. O que vimos na China este ano no caso da Evergrande é exemplo disso”, avalia o economista da CNseg. 

Simões enumera a combinação de determinadas condições que podem promover uma “desinflação” mais forte do que o anteriormente antecipado. A primeira delas é a economia em desaceleração. A segunda é o efeito da política monetária (imediato sobre as expectativas no processo de “reancoragem” por conta da comunicação mais dura e defasada do aumento dos juros básicos). E a terceira, o arrefecimento de choques pontuais que elevaram muito a inflação este ano – como, por exemplo, o impacto da crise hídrica nos preços da energia elétrica.

O IPCA-15 de dezembro mostrou que o IPCA cheio pode fechar 2021 ligeiramente abaixo de 10%, ainda que a mediana do Focus desta semana projete 10,02% (queda em relação aos 10,04% da semana passada). Para 2022, a projeção para a inflação oficial permaneceu em 5,03%. A estimativa para o crescimento do PIB, por sua vez, caiu na mediana para este e o próximo ano, para 4,51% e 0,42%, respectivamente.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

Ricardo Fiuza assume a presidência da Assurant para a América Latina

A partir de 1º de janeiro de 2022, Ricardo Fiuza assume o cargo de presidente para a América Latina da Assurant, somando-se ao atual cargo de presidente do Brasil. Ele sucede Federico Bunge, que assumirá a liderança das regiões internacionais, reportando-se a Biju Nair, recentemente nomeado presidente global de Connected Living da Assurant. 

Ricardo Fiuza é presidente da Assurant Brasil desde 2008, com a responsabilidade de liderar o sólido crescimento da empresa no país nos últimos 13 anos. Engenheiro civil, possui mais de 30 anos de experiência no setor de serviços financeiros, tendo liderado áreas de negócios no Citibank e no CitiFinacial, no Brasil e nos Estados Unidos. 

Desde que ingressou na empresa em 2008, Fiuza lidera o crescimento dos negócios no Brasil – um dos mercados mais significativos para a empresa na região da América Latina. Os países que estarão sob seu comando no início de 2022 são Argentina, Chile, Colômbia, Peru, México e Porto Rico. 

No Brasil, a Assurant ocupa posição de destaque no setor de seguros de acordo com o ranking divulgado pela SUSEP. Atualmente, os seguros e serviços da Assurant podem ser encontrados em mais de 6.000 pontos de venda físicos em todo o país, além de grandes varejistas de e-commerce nacionais e internacionais. Operadoras de telefonia móvel, instituições financeiras, montadoras de automóveis, fabricantes de eletrodomésticos, fintechs e insurtechs somam-se à lista de parceiros da Assurant no Brasil. 

Segundo Fiuza, o sucesso da companhia vem da combinação de uma boa visão de produtos, que façam sentido para o consumidor, a capacidade de ampliar o acesso por meio de canais de massa, além do foco em gestão de pessoa. A partir de janeiro, estará à frente de um mercado forte, apoiando o desenvolvimento de negócios na região para um crescimento sustentável nos próximos anos. “Estou muito feliz e motivado em continuar a história de sucesso que Federico construiu na América Latina, junto com uma equipe talentosa e engajada. São essas pessoas que realmente fazem a diferença por isso investimos e acreditamos no talento das pessoas”, destaca o executivo. 

Em sua função de presidente para a América Latina, Fiuza continuará liderando o desenvolvimento de produtos e soluções novos e inovadores, acompanhando a rápida transformação digital do mercado regional. Ele também será responsável por garantir a diversidade e inclusão, além de promover as melhores práticas ESG. 

Ricardo Fiuza é graduado pela Universidade Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing pela ESPM, MBA no IBMEC e MBA Executivo na Washington University em St. Louis (EUA). 

Indenizações mensais do seguro de vida saltaram de R$ 400 milhões ao mês para o pico e R$ 1,7 bilhão na pandemia

prejuízo covid

Fonte: CNseg

Os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mantido pelo Ministério do Trabalho e Previdência para controle das obrigações de empresas e empregados com vínculo celetista, é uma fonte de dados importantes sobre essa que é a mais significativa parcela do mercado de trabalho formal, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. Uma das informações presentes no CAGED é o motivo para demissão/desligamento de um funcionário. Entre essas razões, é possível distinguir o número de desligamentos pelo óbito do funcionário, dado que se vê abaixo:

Antes da pandemia, o número de desligamentos causados pela morte do funcionário flutuava entre 4 e 5 mil ao mês. No entanto, já em abril de 2020, logo no início da pandemia, esse número subiu para 6,5 mil. Houve alguma redução com o arrefecimento da primeira onda da Covid-19, mas a severidade da segunda onda, no início deste ano, fica clara no enorme salto que os desligamentos mensais por óbito informados no CAGED, chegando a um máximo de 12 mil óbitos em abril. Como se trata de empregados celetistas, muitos deles poderiam ter seguros de Vida contratados por suas empresas, como benefício para o empregado. Portanto, poderia se esperar um aumento nos sinistros dos seguros de Vida coletivos no mesmo período. É exatamente o que se verifica, como mostra o gráfico abaixo:

A correlação entre as duas séries é muito alta: os sinistros, que flutuavam entre R$ 400 e R$ 800 milhões ao mês antes da pandemia, saltaram para cerca de R$ 900 milhões na primeira onda. Na segunda onda, evidencia-se um salto como o registrado nas mortes, e, em abril deste ano, ultrapassaram R$ 1,5 bilhão, com um máximo de R$ 1,7 bilhão em maio. Desde então, os sinistros para o produto vêm caindo, ainda que não tenham voltado aos patamares anteriores.

Com o arrefecimento da pandemia, conquistada com a ampla vacinação, o número de mortes recuou fortemente, voltando quase aos patamares anteriores, com 5,4 mil mortes em setembro. Esses números são um prognóstico positivo tanto do ponto de vista da saúde pública quanto da ocorrência de sinistros para os seguros Vida.

Seguradoras são destaques em ranking de Finanças do anuário “Valor Grandes Grupos”

Seguradoras Valor Grandes Grupos

As transformações no setor segurador geradas pela pandemia, a aceleração tecnológica e a flexibilização da regulação são tema de matéria do anuário “Valor Econômico Grandes Grupos”, do Jornal Valor Econômico, divulgado nesta segunda-feira, 27.  

A matéria aponta que esse cenário permitiu que insurtechsbigtechs, bancos digitais e marketplaces “entrassem no jogo”, modificando o espaço concorrencial do setor. “Apesar dos sérios problemas, a pandemia também despertou sentimento maior de aversão a risco e as famílias estão demandando mais seguros de vida, saúde e patrimonial”, afirmou o presidente da  CNseg, Marcio Coriolano.  

O segmento de Previdência, que apresentou um aumento da demanda em 2021, teve, por outro lado, também um aumento no volume dos resgates. De acordo com o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, isso aconteceu porque “algumas pessoas estão usando parte dos resgates como benefício para recomposição de renda e outras usam para honrar compromissos de curto prazo”. 

O aumento dos resgates e sinistros em alguns ramos de seguro também participou do processo de digitalização das seguradoras, que já vem colhendo os frutos. Atualmente, os canais digitais já representam 14% das vendas da BB Seguridade e vêm crescendo mês a mês, informou a matéria.

Já a Bradesco vem firmando parcerias com bigtechs e startups para projetos voltados para seguros de auto, residencial, vida, saúde, previdência e capitalização. A Icatu, por sua vez, atenta aos efeitos do open insurance, já se aliou a bancos digitais e fintechs para comercializar seus produtos de vida e previdência, modelo semelhante ao da Zurich, que já conta com 40% do volume de prêmios oriundos dos canais digitais e de redes varejistas e bancos. “A gente aposta muito na mudança de perfil e de hábito de consumo e esta é uma tendência”, declarou o presidente da Zurich Brasil, Edson Franco, eleito recentemente Presidente da FenaPrevi para o mandato de 2022 a 2025. 

Ardonagh Group adquire a corretora MDS, por cerca de US$ 268 milhões

A Sonae e a IPLF Holding estabeleceram um acordo com o The Ardonagh Group, grupo de corretagem independente do Reino Unido, para a venda de 100% do capital social do Grupo MDS. A operação, que demonstra o valor deste ativo desenvolvido de raiz na Sonae, permite à MDS dar um importante passo estratégico na direção que tem vindo a traçar, com vista a reforçar a sua presença nacional e internacional na área dos seguros e consultoria de risco, informa comunicado do grupo. Segundo a Bloomberg, a negociação superou 200 milhões de pounds (US$ 268 milhões), segundo informou uma pessoa que pediu anonimato.

A MDS administra mais de 500 milhões de euros (US$ 566 milhões) em prêmios de seguros, gerando uma receita anual de cerca de 75 milhões de euros. A corretora que atua no Lloyd’s de Londres está presente em Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Moçambique, Suíça e Malta. No Brasil, o grupo avançou nos últimos três anos sob o comando de Ariel Couto, que soube aproveitar as oportunidades de negócios com as movimentações de fusões e aquisições no setor, como Aon com Willis, que acabou sendo descartada, e Marsh com JLT, já concluída.

Couto: “Eu e todo o nosso time executivo estamos felizes de poder agregar ainda mais diferenciais aos nossos clientes, parceiros e equipe.”

Segundo Ariel Couto, como o grupo inglês nao tem presença no Brasil, a operação local se mantém sem alterações. “Eu e todo o nosso time executivo estamos felizes de poder agregar ainda mais diferenciais aos nossos clientes, parceiros e equipe. O grupo Ardonagh traz ao grupo MDS acesso a mais conhecimento, mais capital e aumenta o nosso peso dentro do mercado global de seguros. Estamos muito felizes com esta conquista e de poder agregar ainda mais valor aos nossos clientes”, diz Couto ao blog Sonho Seguro.

Segundo nota da MDS, a atual equipe de gestão e liderança do Grupo MDS em termos globais continuará em plenas funções, dotada de novos recursos e capital, bem como dando continuidade aos planos de crescimento orgânico e inorgânico, os quais se traduzirão em claros benefícios para os seus principais stakeholders – colaboradores, clientes, parceiros e seguradoras. 

Fundada em 2017, a Ardonagh, com receitas de US$ 1,5 bilhão, atua como corretora de seguros independente com quatro unidades – internacional, especialidade, consultoria e varejo. Recentemente, tem crescido por meio de aquisições, enquanto também explora opções para sua unidade de varejo que podem incluir uma oferta pública inicial. No início deste mês, a Ardonagh foi avaliada em US$ 7,5 bilhões após levantar novos recursos de investidores, incluindo a Autoridade de Investimentos de Abu Dhabi e os patrocinadores existentes Madison Dearborn Partners e HPS Investment Partners. Emprega cerca de 8 mil pessoas nos seus mais de 100 escritórios.

Após a conclusão da operação, que dependente de autorizações regulatórias, passará a ser o único acionista do Grupo MDS, através da sua participada Ardonagh Global Partners. A expectativa é de que a operação deverá estar concluída durante o primeiro semestre de 2022.

O Grupo MDS tem consolidado a sua presença nacional e internacional através de uma estratégia de crescimento orgânico e por meio de aquisições. É líder de mercado em Portugal e detém posições de liderança destacada no Brasil e em África, nomeadamente em Angola e Moçambique, atuando igualmente à escala global através da rede Brokerslink por si fundada em 2004, a qual está atualmente presente em mais de 120 países do mundo.

“Após uma longa e bem-sucedida parceria, a Sonae e a IPLF Holding acordaram os termos desta transação com o The Ardonagh Group, o que permitirá ao Grupo MDS e à sua experiente equipa de gestão acelerar ainda mais o seu plano de crescimento e presença geográfica através da parceria com um corretor de seguros líder na Europa, com um forte historial e experiência no setor. Esta operação enquadra-se na estratégia de gestão ativa de portfólio da Sonae, por potencializar a criação de valor acionista”, informa o grupo Sonae.

Para José Manuel Fonseca (foto), CEO do Grupo MDS, esta operação representa uma oportunidade extraordinária: “Após considerar todas as alternativas, identificámos na Ardonagh e na sua equipa de liderança um alinhamento perfeito com a nossa visão e ambição de crescimento.  Não podia estar mais entusiasmado com a possibilidade de nos unirmos a um grupo independente com a cultura e com a escala global da Ardonagh. Com o acesso aos recursos e ao capital deste nosso novo acionista acreditamos que vamos poder acelerar os planos de crescimento orgânico e inorgânico do Grupo MDS.”

“É um grande privilégio poder concretizar esta parceria com um broker com as características do Grupo MDS.  O José Manuel e toda a sua equipa desenvolveram uma elevada reputação à escala global no que respeita ao serviço ao cliente, inovação e profissionalismo, entregando um extraordinário serviço aos seus clientes há mais de 30 anos.  O Grupo MDS vai continuar a acompanhar o crescimento dos mercados onde atua, nomeadamente em Portugal, Espanha, Brasil e África.  O Grupo MDS está extraordinariamente bem posicionado para continuar a apoiar os seus clientes na gestão de risco num mundo em constante mudança e, ao mesmo tempo, trazer para o Grupo outros brokers, que partilhem deste alinhamento estratégico e cultural”, comentou Des O’Connor, o CEO da Ardonagh Global Partners.

“Dou as boas-vindas ao José Manuel e a toda a equipa, com a expetativa de podermos ajudar a trazer mais produtos, serviços, escala e capacidade a todos os clientes do Grupo MDS”, acrescentou Connor. O Grupo MDS é hoje uma multinacional de referência na consultoria de riscos e seguros, o que só foi possível pelo apoio incondicional dos grupos acionistas Sonae e IPLF Holding. Juntos inovámos e criámos valor para todos os stakeholders, promovendo a importância e relevância dos seguros e da gestão de riscos. Vamos continuar a fazê-lo no futuro, cooperando como fizemos até aqui, pois as nossas relações com os clientes são de longo prazo”.

Conservadorismo garante resultados, diversificação é palavra de ordem e a instabilidade o grande desafio em 2022

previdencia privada Valor Econômico

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Especial Guia de Previdência do Valor Econômico conta que o ano de 2021 atingiu em cheio uma das indústrias de investimentos mais resilientes do país, a da previdência. De forma incisiva, o volume de resgates bateu em R$ 85 bilhões de janeiro a outubro, 25% maior do que em igual período de 2020, que já havia apresentado alta de quase 15% em relação ao ano anterior. O movimento, além de espelhar o momento de crise com a pandemia e alta do desemprego, mostrou que a reserva de longo prazo assumiu também a finalidade de socorro de emergência. As que mais sentiram o baque foram as mega seguradoras, que têm carteiras de ativos acima de R$ 100 bilhões.

“Por mais antagônico que pareça, se por um lado houve aumento dos resgates para recompor renda e honrar compromissos de quem perdeu emprego, por outro houve o fenômeno da pandemia com a classe média alta fazendo reserva de poupança por estar gastando menos porque não estava viajando”, afirma Jorge Pohlmann Nasser, presidente da Fenaprevi e do Bradesco Vida e Previdência. Nas contas do Itaú, uma das três maiores carteiras de previdência do país, com R$ 176 bilhões, o impacto da elevação dos resgates trará resultado líquido negativo na captação deste ano de R$ 5 bilhões. 

Diversificação – A diversificação de portfólio é um denominador comum entre as gestoras que se destacaram pelo desempenho dos fundos de previdência nos períodos de 1 e 3 anos no “Guia de Previdência Valor/FGV”. Gestores chamam atenção para a flexibilidade na legislação dos produtos de previdência privada que permitiu um avanço na grade de oferta, sobretudo a partir de 20 19. Por outro lado, esse movimento acirrou a concorrência no mercado de fundos de previdência, que tende a se tornar tão competitivo quanto a indústria de fundos de investimento, regulada pela Instrução CVM nº 555. No posto de melhor gestora nos períodos de 1 e 3 anos, a Bradesco Asset Management (Bram) conjuga experiência do time especializado em macroeconomia e microeconomia para aprimorar a análise fundamentalista, com binada à tecnologia. “A análise fundamentalista está cada vez mais robusta em função da ciência de dados e de ferramentas matemáticas, quantitativas”, diz Philipe Biolchini, diretor da Bram.

Nos últimos três anos, a indústria de fundos de previdência vem apresentando maior diversificação de ativos graças à diminuição de restrições regulatórias, um movimento iniciado com a Resolução 4.444 do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 13 de novembro de 2015. Essa diversidade de estratégias e ativos vem se refletindo na rentabilidade. Com rentabilidade acumulada de 59,4% nos últimos 12 meses, o Trígono Icatu 100 FIA Prev, lançado em julho de 2020, é um fundo de previdência com 100% de renda variável que se diferencia dos demais produtos pela natureza dos ativos. Werner Roger, gestor e sócio cofundador da Trígono Capital, diz que apenas 2% do Trígono Icatu 100 FIA Prev são investidos em empresas com valor acima de R$ 30 bilhões. O foco da estratégia do fundo são as “small caps”, ações de empresas com valor de mercado de até US$ 2 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões.

A SulAmérica foi ainda mais ousada ao incorporar no produto previdência outros serviços relacionados à saúde e ao crédito para que o cliente tenha possibilidade de ir além dos investimentos. Aumentou também sua presença nas plataformas de investimentos. “Queremos ampliar os canais de distribuição e tornar o conceito de saúde integral tangível para os clientes. Por isso lançamos o SOS Prev, que é um empréstimo que os clientes podem tomar em 120 meses utilizando como garantia as reservas, com taxas competitivas”, conta Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica. Outro serviço lançado este ano foi o Médico na Tela, onde o cliente de previdência pode fazer consultas on-line.

Instabilidade – A instabilidade política e macroeconômica do Brasil, mesmo tendo melhorado nos últimos 20 anos, ainda tira o sono de muitos gestores que buscam com base em estimativas de cenário montar portfólios que maximizem ganhos e minimizem riscos. Na previdência com produtos voltados para o longo prazo, esse desafio é ainda maior. Nas gestoras de melhor desempenho em cenários de cinco e sete anos no ranking Valor/FGV de previdência, o ponto em comum é a aderência rígida a estratégias desenhadas para o longo prazo com um controle da volatilidade de curto prazo, que ainda assusta muitos investidores. Eleita novamente como a gestora de maior rentabilidade em fundos de previdência nos dois cenários (cinco e sete anos), a Brasilprev utiliza a análise de cenário macroeconômico de médio e longo prazos na montagem da parcela e strutural de alocação dos fundos, sem perder de vista as oscilações de curto prazo. “É interessante ter uma estratégia estrutural de longo prazo, mas sabemos que o investidor de previdência se preocupa com o desempenho de curto prazo e em alguns momentos procuramos nos proteger”, explica Jorge Ricca, CIO da Brasilprev.

Gap de proteção – A falta de proteção para enfrentar a velhice é uma preocupação mundial. No Brasil, o tema está em pauta há décadas, mas ganha relevância com o avanço do envelhecimento da população. O clichê de que o país vai envelhecer antes de enriquecer pode ser traduzido em termos reais a partir de números. Um estudo do Swiss Re Institute mostra dados preocupantes. A diferença entre os ativos previdenciários e a necessidade de renda para a aposentadoria é de US$ 514 bilhões ao ano na América Latina. E o Brasil, que sempre é citado como o maior país da região, aqui também recebe esse status, com um gap de US$ 180 bilhões por ano. Fred Knapp, responsável por resseguros no Brasil e Cone Sul da Swiss Re, ressalta que o Brasil possui a maior lacuna por trabalhador na América Latina. A boa notícia é que tem uma força de trabalho relativamente jovem e idade de aposentadoria tardia. “Mas essas vantagens atuais precisam de atitudes firmes para não se transformarem em perdas. Este gap de proteção impacta os governos por meio de maior risco de pobreza, saúde precária e pressão sobre as gerações mais jovens”. 

Parcerias – O movimento de parcerias coincide com o aumento da competição no setor, a maior representatividade de gestoras independentes e a vantagem de os investidores portarem os recursos sem a perda dos benefícios fiscais. No ranking deste ano, Kinea, Verde Asset, Capitânia Investimentos, Icatu Vanguarda e XP compõem o Top 10 das melhores gestoras. “Em termos de redução de custos, a competição tem o seu papel. A reforma da previdência social também colocou os fundos privados em evidência e abriu a chance de as plataformas de diversas casas entrarem nessa disputa. Isso ampliou o leque de produtos e os tornou mais competitivos”, afirma Claudia Yoshinaga, da FGV.

Seguro de vida – “Seguros são cada vez mais uma solução completa para financiamento patrimonial e financeiro. Sempre penso na proteção do cliente numa curva que começa no início da acumulação de recursos até blindar o patrimônio que ele quer atingir. O capital segurado começa com um valor elevado e vai caindo ao longo dos anos. Se algum imprevisto acontece, o investidor tem a indenização da apólice para suprir uma fatalidade que não é só a morte, mas também doenças graves, acidentes, perda de renda entre outros”, diz Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguros.

Eugênio Guerim, diretor de previdência complementar da MAG Seguros, afirma que a maior demanda pelo seguro vem das pessoas que estão constituindo família ou acumulando recursos para proteger a crescente longevidade. “Hoje nossa experiência junto ao segmento de fundos instituídos nos diz que as coberturas de risco são muito importantes, e se levarmos em conta o perfil etário e composição familiar, em média, 75% dos participantes utilizam o seguro como proteção”, informa. No entanto, a pandemia aumentou a demanda por seguro de vida de forma geral. “A calamidade que passamos afetou a relação dos mais jovens com o seguro de vida. Registramos um aumento de 36% na contratação de seguros por jovens de até 30 anos”.

CNseg projeta crescimento da arrecadação de seguros entre 2,6% e 9% nos cenários pessimista e otimista em 2022

Fonte: CNseg

A economia brasileira poderá crescer até 1,5% no próximo ano ou, do contrário, ter queda de 0,5% no cenário negativo. As projeções constam no artigo da nova Conjuntura CNseg nº 61, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras- CNseg. Três conjuntos de fatores poderão definir o movimento final da economia do País em 2022. O primeiro bloco diz respeito ao comportamento da economia mundial e riscos de a pandemia se agravar. O segundo tem relação com a trajetória da inflação brasileira e a resposta do Banco Central (via taxa Selic) à escalada dos preços. A terceira variável: a volatilidade e incertezas associadas à eleição presidencial de outubro. 

Segundo a análise, apesar das incertezas, um ano melhor em 2022 é esperado pela maioria dos analistas internacionais, ao avaliar a economia mundial. O cenário base mais positivo pressupõe uma retomada global ainda robusta e mais equilibrada no flanco da oferta e demanda, algo que contribuirá para a inflação permanecer mais comportada. Nem a retirada dos estímulos fiscais e monetários excepcionais deve arrefecer a trajetória positiva da economia global. O quadro, contudo, é mais delicado para os países emergentes. Tudo porque a retomada do ciclo de alta dos juros nas economias centrais afetará os fluxos de recursos internacionais endereçados aos emergentes, gerando impactos negativos, como desvalorizações cambiais e pressões inflacionárias. 

O Brasil, no ranking elaborado pela Bloomberg Economics, é o terceiro país emergente com maior vulnerabilidade nesse cenário projetado, superado apenas pela Argentina e pela Turquia. O entendimento dos especialistas é de que um novo repique da inflação trará desafios ainda maiores para essas economias controlá-las, afetando as expectativas de longo prazo. 

Após enfrentar a chamada recessão técnica neste ano- dois trimestres de queda do PIB- o Brasil caminha para uma recuperação apenas parcial no ano das perdas ocorridas em 2020. Os reflexos disso avançam para o ano seguinte, dificultando uma recuperação mais vistosa, segundo a publicação.

O texto da Conjuntura CNseg afirma que, apesar do quadro inicialmente positivo da economia global no próximo ano, o risco de avanço da variante Ômicron e o comportamento da inflação mundial podem provocar desvios nas projeções dos indicadores globais e dos brasileiros.

Dois outros artigos – um de projeções das variáveis macroeconômicas e o comportamento da arrecadação do setor de seguros em 2022; outro, sobre a receita já realizada no ano- também estão disponíveis nesta edição da Conjuntura CNseg.

No texto sobre projeções da arrecadação do setor, é lembrado que 2022 passa a ser ainda mais desafiador, já que, além da incerteza trazida pela nova variante Ômicron, no Brasil, será um ano de eleições presidenciais, fato que acaba resultando em aumento da volatidade e adiamento de decisões de investimento. Razão pela qual a projeção para a atividade econômica para o ano foi revista para um intervalo entre -0,45% e 1,50% nos cenários pessimista e otimista, respectivamente, pela Superintendência de Estudos e Projetos da CNseg.

Nesse cenário, projeta-se um crescimento da arrecadação de seguros em 2022 entre 2,6% e 9% nos cenários pessimista e otimista, respectivamente. No segmento de Danos e Responsabilidades (sem DPVAT), a projeção de 2022 é de alta de prêmios entre 3,1% e 12,8%. No segmento de Cobertura de Pessoas, é esperado que os Planos de Riscos, em 2022, tenham uma evolução de receita de 5,1% a 9,2%. Para os Planos de Acumulação, a taxa previsão é de 1,6% e 5,2%. Nos Títulos de Capitalização, a projeção oscila de 1,4% a 15,8% no próximo ano. Para Saúde Suplementar, o crescimento projetado é de algo entre 5,2% e 12,2%.

Por fim, um artigo se dedica a avaliar o desempenho do setor no acumulado do ano, indicando as razões do crescimento, ainda heterogêneo, entre ramos e modalidades, os destaques nos segmentos de Danos e Responsabilidades e seguros de Pessoas. Anualizada até outubro, a receita do setor cresceu 12,6% e busca permanecer na casa de dois dígitos até o fechamento do ano, segundo a Conjuntura CNseg.

Previdência privada tem benefício fiscal subutilizado pela maioria dos contribuintes

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Fonte: Zurich

Conforme dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em novembro, 34% dos brasileiros tinham a intenção de poupar, economizar ou investir as parcelas do 13° salário que receberiam este ano.

Com o dinheiro “extra” no orçamento de muitos brasileiros, a previdência privada é uma opção de investimento que costuma estar aquecida no final no ano. E as vantagens fiscais estão entre uma série de aspectos que devem ser analisados na hora de optar por um investimento – mas para uma parte dos brasileiros, essa pode não estar sendo a realidade.

De acordo com o documento “Grandes Números IRPF”, da Receita Federal, R$ 118 bilhões deixaram de ser deduzidos na Declaração de Imposto de Renda (IR) – Ano-Calendário 2020/Exercício 2021 pelos contribuintes que utilizaram o modelo Completo de Declaração do Imposto de Renda.

Pela análise de John Liu, Diretor de Investimentos da Zurich no Brasil, apenas R$ 16,4 bilhões de um total de R$ 134,8 bilhões de toda a base compensável foi aproveitada pelos participantes do sistema de previdência complementar aberta. Ou seja, 87% do que poderia ser utilizado legalmente como benefício fiscal – este é o mesmo percentual observado no levantamento da empresa, feito no final de 2020.

“Os investidores em planos de previdência na modalidade PGBL [Plano Gerador Benefício Livre] têm por direito deduzir até 12% da renda bruta anual tributável, mas precisam indicar isso em suas Declarações. O fato de que apenas 13% do montante total foi declarado, mostra que ainda há muito o que caminhar na educação financeira”, avalia John.

Segundo o executivo, não é um problema que R$ 118 bilhões tenham ficado com a Receita, já que o Tesouro Nacional destina os recursos do IR em prol da sociedade. “Mas denota que as pessoas, inclusive as de maior renda, que são as que geralmente que possuem planos PGBL, não estão aproveitando o benefício fiscal que esse tipo de investimento de longo prazo proporciona”, pondera.

O executivo lembra que até o próximo dia 31 de dezembro é possível aproveitar a possibilidade de investir nesse tipo de plano e deduzir 12% da renda bruta anual tributável para quem realiza a declaração no modelo completo. 

“No ano passado, a Zurich lançou nove diferentes fundos e, em 2021, mais dois, todos com foco em diferentes perfis de investidor – do mais conservador ao mais agressivo – e com variados benchmarkings, que são índices de referência de rentabilidade. Pretendemos atender a demanda de todos os investidores, inclusive o que quiserem fazer portabilidade para a Zurich nestes tempos de retomada de crescimento da taxa Selic”, alerta o executivo.

Previdência ofertada pelas empresas pode contribuir para o futuro das novas gerações

O mercado brasileiro de previdência privada aberta ultrapassou em 2021 a marca histórica de R$ 1 trilhão de ativos sob gestão, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Deste total, 10,9% são de planos coletivos; a maior parte ainda vem dos planos individuais, que respondem por 87,7% daquele total; o restante, 1,4%, vem dos planos do segmento menor.

Embora os números impressionem, a penetração da previdência privada é considerada pequena pelos especialistas: cerca de 25% do PIB, conforme dados de 2020 da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que figuram no documento Pension Markets in Focus 2021. Em países desenvolvidos, nos quais a cultura da poupança é mais arraigada, passa de 100%. É o caso da Dinamarca (229%), Holanda (213%) e Islândia (207%).

Nesse cenário, a diferença entre a realidade brasileira e a de nações desenvolvidas pode ser minimizada pela adesão das empresas à previdência privada, ao oferecer planos para seus funcionários – resultando num fenômeno semelhante ao que aconteceu com o seguro saúde há alguns anos. No Brasil, embora 60% das empresas, a maioria de grande porte, ofereçam planos de previdência aos seus funcionários, no total estes representam apenas 8% dos trabalhadores formais. A título de comparação, nos EUA, a proporção é de 52%.

Há dois tipos de planos que as companhias brasileiras podem oferecer aos seus funcionários: instituído e averbado. No primeiro, a cada R$ 1 que eles investem, a empresa aporta o mesmo valor. Já o segundo, apenas o funcionário faz a contribuição, mas ainda assim tem o benefício de acessar planos com condições diferenciadas para a empresa.

“Independentemente do modelo que a empresa adotar, entre tantos benefícios, há um que é importante no país: ajuda a incutir no funcionário e, indiretamente, em seus dependentes, a cultura da poupança no longo prazo”, destaca o Diretor Executivo de Investimentos da Zurich no Brasil, John Liu.

Com a reforma da Previdência Social, que tornou a possibilidade de se aposentar pelo teto (R$ 6,5 mil) cada vez mais distante, a previdência complementar é, como diz o nome, o melhor meio de as pessoas manterem a renda que tinham na ativa após o período laboral.

“De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média da população ativa é de R$ 2.507,00, ao passo que o valor médio da aposentadoria é de R$ 1.450,00. Se as gerações Y, Z e até Alpha não tiverem consciência de que é preciso pensar agora no futuro, a situação financeira deles na maturidade poderá ser bem complicada. Os planos de previdência podem ajudar a mudar esse cenário”, finaliza John Liu.

Zurich reforça rede de atendimento para atender aumento de chamados durante o verão

A Zurich e a Tempo Assist – parceira da seguradora na prestação de serviços para esses dois tipos de proteções – atuarão em conjunto para dar suporte para os clientes dos produtos Zurich Automóvel e Zurich Seguro Residência.

A iniciativa consiste em diversas ações combinadas, como no aumento da capacidade da Central de Atendimento. No caso do seguro auto, especificamente, houve incremento da escala de prestadores de serviços, além do deslocamento de guinchos para prestar socorro nas cidades litorâneas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A estrutura contempla, ainda, reforço no número de caminhões-cegonha para transporte de veículos. 

Já para o seguro residencial, a Tempo Assist também promoveu aumento de escala da rede para as ocorrências que envolvem serviços básicos e de reparo em produtos da linha branca (geladeira e fogões, por exemplo), bem como a substituição de vidro quebrado ou o atendimento emergencial de um chaveiro, por exemplo. Especificamente para este tipo de proteção, foram elencados aqueles municípios que, historicamente, têm mais demandas nesta época do ano. São eles: Unaí, em Minas Gerais; Pindamonhangaba, Junqueirópolis, Louveira, Itanhaém e Taubaté, em São Paulo; Viamão e Rio Grande, no Rio Grande do Sul; e São Francisco do Sul e Palhoça, em Santa Catarina.

“Toda essa movimentação extraordinária tem um único objetivo: oferecer a melhor experiência ao segurado. Nosso desejo é que, aqueles que se deslocarem em viagens de automóvel para aproveitar bons momentos com suas famílias, não tenham contratempos. O mesmo quando estiverem em suas residências. Mas, se for preciso acionar nossos seguros, terão como contrapartida – como sempre – o nosso melhor para atenuar a situação”, comenta o Diretor Executivo de Personal Lines da Zurich no Brasil, Rafael Ramalho.

Estrutura de atendimento reforçada

Denominada Projeto Integrado de Verão (PIV), a operação, que se iniciou no dia 17 de dezembro de 2021, durará 27 dias – período que envolve o hiato que antecede o Natal e ultrapassa o Réveillon –, até chegar ao dia 12 de janeiro, considerando, portanto, os picos de deslocamentos.

Empresa líder do mercado nacional de serviços emergenciais e de conveniências, nos segmentos de veículos, imóveis e pessoas, a Tempo Assist estima um aumento considerável no volume de assistências prestadas, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Por isso, a empresa montou o PIV para suprir a demanda e garantir o atendimento aos usuários dos serviços.

“A estrutura cuidadosamente concebida contempla todas as etapas de atendimento ao cliente: do momento em que ele aciona até a prestação do serviço que ele necessita e que é coberta pelo seguro, tudo para proporcionar a melhor experiência possível. São cerca de 450 prestadores de serviços que reforçam a estrutura atual de parceiros em todo o país, que ficarão a postos para essa missão”, conclui João Carlos Armesto, Diretor Executivo Comercial da Tempo Assist.

Antonio Trindade permanece na presidência da FenSeg no triênio 2022-2025

Antonio Trindade - Presidente FenSeg (2)

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) realizou Assembleia Geral Ordinária com as associadas, no último dia 16, e elegeu seus dirigentes para o triênio 2022–2025. A Diretoria foi eleita em chapa única. Antonio Trindade, CEO da Chubb, terá novo mandato na presidência da Federação, que representa as seguradoras atuantes nos segmentos de Danos e Responsabilidades.

A posse da nova Diretoria eleita está marcada para fevereiro de 2022.  A FenSeg será representada pelos seguintes dirigentes:

Presidente:  Antonio Trindade (Chubb)

Vice-presidentes: Bruno Campos Garfinkel (Porto Seguro), Eduard Folch Rue (Allianz), Roberto Junior de Antoni (Mapfre) e Ney Ferraz Dias (Bradesco Auto/RE).

Diretores: Alfredo Lalia Neto (Sompo), Luciano Calabró Calheiros (Berkley), Fabio Henrique Ferreira de Pinho (Essor), Rogerio Aparecido Idino (Brasilseg), Thisiani Gisele Matsumura Martins (AXA XL), Gustavo Henrich (Junto), Hélio Hiroshi Kinoshita (Mitsui Sumitomo), Luciano Santos (Chubb), Eduardo Nogueira Domeque (Itaú Seguros), Marcelo Goldman (Tokio Marine), Murilo Setti Riedel (HDI), Marcos Machini (Liberty) e Rafael de Gouveia Ramalho (Zurich Minas Brasil).

Membros titulares do Conselho Fiscal: Emmanuel Pelege (Cardif), Roberto de Souza Santos (Porto Seguro) e Wady José Mourão Cury (Sancor).

Suplentes: Caio Cézar Valli Júnior (Alfa), Gleice Coelho Ferreira (Chubb) e Gustavo Genovez (Mitsui Sumitomo).