Susep divulga plano de regulação para 2022

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou na última sexta-feira, 14, o plano de regulação para 2022. Executivos do setor esperavam um plano muito mais “parrudo” do que o divulgado. O plano traz temas ligados a simplificação regulatória como aprovação das normas de conteúdo informacional do SRO; IFRS; resseguros, seguro transporte, rural, coberturas por sobrevivência em seguros de vida e previdencia, além de revisão em medidas tomadas para assegurar a solvência das companhias.

Leia o texto divulgado no Diário Oficial.

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 17/01/2022 | Edição: 11 | Seção: 1 | Página: 41

Órgão: Ministério da Economia/Superintendência de Seguros Privados

RESOLUÇÃO SUSEP Nº 11, DE 14 DE JANEIRO DE 2022

Aprova o plano de regulação para o exercício de 2022.

O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP torna público que o CONSELHO DIRETOR desta Autarquia, em reunião ordinária realizada em 13 de janeiro de 2022, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 9º, inciso XX, do Regimento Interno anexo à Resolução CNSP nº 428, de 12 de novembro de 2021, e considerando o que consta do Processo Susep nº 15414.650499/2021-49, resolve:

Art. 1º Aprovar o plano de regulação da Susep para o exercício de 2022, nos termos do Anexo desta Resolução.

Art. 2º O Plano de Regulação de 2022 deverá ser divulgado no sítio eletrônico da Susep.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação.

ALEXANDRE MILANESE CAMILLO

ANEXO

PLANO DE REGULAÇÃO DA SUSEP – 2022

Tema (Índice)Título do TemaDescrição do TemaAnálise de Impacto Regulatório – AIREntrega prevista*Unidade Responsável
1Resseguro e retrocessãoRevisão, consolidação e simplificação da normas que tratam das operações de resseguro e retrocessão, incluindo o limite de cessão, das operações de cosseguro, das operações em moeda estrangeira e das contratações de seguro no exterior.A ser avaliadoRevisão normativa aprovada no Conselho Diretor da SusepDIR1
2Seguros do Grupo TransportesRevisão da Circular Susep nº 354, de 30 de novembro de 2007, e revisão e consolidação dos normativos relativos a seguro de Responsabilidade Civil do Transportador.A ser avaliadoRevisão normativa aprovada no Conselho Diretor da SusepDIR1
3Seguro RuralProposição de revisão do Decreto nº 5.121/2004, no que diz respeito à necessidade de análise e aprovação dos produtos de seguro rural por parte da Susep para participação no Programa de Subvenção ao Prémio do Seguro Rural .DispensadoProposta de revisão do decreto encaminhada para o ministério setorialDIR1
4Coberturas por SobrevivênciaRevisão da regulamentação sobre coberturas por sobrevivência oferecidas em planos de seguros de pessoas e planos de previdência complementar aberta, com a finalidade de fomentar o mercado de anuidades e propiciar o desenvolvimento de produtos que melhor atendam às necessidades dos consumidores.A ser avaliadoSubmissão da proposta de ato normativo à consulta públicaDIR2
5Seguro HabitacionalAtualização da regulamentação vigente sobre o seguro habitacional, objetivando maior clareza quanto às coberturas oferecidas e o seu real propósito perante os consumidores.A ser avaliadoRevisão normativa aprovada no Conselho Diretor da SusepDIR2
6Instrumentos de SupervisãoInquérito Administrativo: Edição de normas complementares ao estabelecimento do procedimento do inquérito administrativo, nos termos do art. 88, § 2 º, da Resolução CNSP nº 393/2020 e dando eficácia às normas previstas nos arts. 88 a 93 deste ato normativo.A ser avaliadoAprovação da matéria no Conselho Diretor da SusepDIR3DIR4
Medidas Prudenciais Preventivas: Regulamentação de medidas prudenciais preventivas a serem adotadas pela Susep destinadas a preservar a estabilidade e a solidez do Sistema Nacional de Seguros Privados, do Sistema Nacional de Capitalização e do Regime de Previdência Complementar e a assegurar a solvência, a liquidez e o regular funcionamento das supervisionadas.
7Instrumentos Financeiros (IFRS 9/CPC 48)Elaboração de estudos e propostas voltadas à implementação do CPC 48 – Instrumentos Financeiros (IFRS 9) e tratamento dos seus efeitos em relação à mensuração dos passivos de seguros, previdência, resseguro e capitalização.A ser avaliadoAprovação da matéria no Conselho Diretor da SusepDIR3
8Sistema de Registros de OperaçõesContinuidade das ações de implementação do registro de operações de seguros, de previdência, de capitalização e de resseguro em sistemas de registro homologados pela Susep e administrados por entidades registradoras credenciadas na Susep.A ser avaliadoAprovação das normas de conteúdo informacional do SRODIR3
9Autoavaliação de Riscos e Solvência (ORSA –Own Risk and Solvency Assessment)Elaboração de estudos e propostas voltadas à regulamentação da Autoavaliação de Riscos e Solvência (ORSA –Own Risk and Solvency Assessment), a ser realizada por parte das entidades supervisionadas.A ser avaliadoAprovação da matéria no Conselho Diretor da SusepDIR3

* As entregas podem envolver a realização de AIR, estudos, consulta pública ou minuta de ato normativo aprovada no Conselho Diretor da Susep. O desenvolvimento do tema pode ir além das entregas previstas no Plano de Regulação.

Zurich anuncia novo Superintendente de Subscrição

Fonte: Zurich

Leandro Cordeiro é o novo Superintendente de Subscrição da Zurich no Brasil. Com mais de 15 anos de experiência na área de seguros de vida, o executivo passa a fazer parte do time de Vida e Previdência da seguradora e chega com a missão de ampliar e fortalecer a participação da empresa nesta importante linha de negócio. Seu objetivo é promover o crescimento sustentável, buscando soluções rentáveis e inovadoras.

Formado em ciências atuariais pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Leandro possui um MBA em gestão empresarial e estratégia pela Business School São Paulo (BSP). 

Antes de ingressar na Zurich, teve passagens nas áreas de underwritting (subscrição), pricing e produtos de empresas como MetLife Brasil, MetLife Colômbia e Santander.

88i e MAPFRE Assistência firmam parceria para a oferta de serviços de assistência auto, residencial e saúde

A 88i, seguradora 100% digital, nascida com o propósito de transformar o modelo de distribuição e de consumo de soluções de seguros no Brasil, fechou uma aliança com a MAPFRE Assistência, empresa global especializada em prestação de serviços de assistência para o mercado segurador. Com a parceria estratégica, a 88i Seguradora Digital passa a diversificar as ofertas para seus clientes do ecossistema digital, com serviços de assistência auto, assistência residencial e de saúde.

A aliança começou em dezembro de 2021, quando os serviços de assistência auto da MAPFRE Assistência passaram a ser fornecidos pela 88i por meio dos canais de distribuição do ecossistema digital, fintechs, e-commerce e plataformas de mobilidade e delivery, como parte integrante das ofertas de proteção da seguradora digital. A partir deste ano, os serviços de assistência residencial e de saúde da MAPFRE Assistência também farão parte da cesta de opções da 88i. 

“A 88i Seguradora Digital combina o ‘Open Insurance’ com o modelo de afinidade digital B2B2C, além da distribuição por meio de corretores, oferecendo, assim, um portfólio de seguros massificados de maneira simples, intuitiva e digital. A partir da parceria firmada com a MAPFRE Assistência, vamos operar em conjunto tanto em serviços como em proteções. Ter soluções 100% digitais nos coloca à frente e na vanguarda deste mercado em plena transformação”, diz Rodrigo Ventura, fundador da 88i Seguradora Digital.

A parceria entre a 88i Seguradora Digital e a MAPFRE Assistência vai ao encontro da proposta de digitalização das duas empresas, que acreditam na personalização das soluções de proteção. “Oferecemos aos nossos clientes soluções e experiências únicas, o que reforça nosso compromisso com a excelência no atendimento. A parceria com a 88i está totalmente alinhada com os nossos objetivos estratégicos focados na jornada dos nossos clientes”, comenta Lucía Martinez, superintendente Comercial da MAPFRE Assistência. 

“A distribuição digital de produtos e serviços de seguro personalizados, através de canais digitais e corretores digitais, tem como foco absoluto o cliente.  Juntos, a MAPFRE Assistência e a 88i Seguradora Digital vão ofertar as melhores soluções ao mercado”, conclui Moreira. Focada em alta tecnologia, a 88i estuda cada canal de distribuição, identificando oportunidades para oferecer produtos específicos ao cliente final. A estratégia de inovação da 88i prevê o uso de computação em nuvem, IoT, inteligência artificial e blockchain.

Artigo: Oportunidades de 2022 exigem participação dos corretores de seguros

boris ber sincor sp

por Boris Ber, presidente do Sincor-SP

niciamos o ano cheio de esperanças de tempos melhores, com o avanço da vacinação para controle da pandemia e novidades que devem evoluir o setor de seguros. A evolução virá, mas, como toda mudança, é preciso acompanhar para não perder espaço.

Os corretores de seguros agora têm a chance de uma interlocução mais próxima com a Susep para participação ativa nos rumos da profissão, com um líder da categoria à frente da autarquia. Mesmo cientes de que o órgão regulador atua em prol de todo o setor, é reconfortante saber que há conhecimento técnico sobre o funcionamento de um modelo que vem dando certo.

O mercado de seguros brasileiro seguiu crescendo mesmo na pandemia tendo a população apoiada pelo modelo de distribuição e consultoria dos corretores de seguros. Nosso país, de dimensões continentais, conta com corretores em todos os seus municípios, e quem levou até agora o seguro em todos esses locais foi o corretor de seguros, profissional preparado para conversar com o cliente sobre qualquer risco. 

Algumas inovações nos foram colocadas no último ano sem a importante participação daqueles profissionais que atuam na ponta com o cliente contribuindo diretamente para o crescimento do setor. O open insurance é um grande exemplo, foi aplicado como cópia do modelo do open banking sem adaptação ao nosso setor ou à realidade do Brasil. 

O modelo é cópia, mas os setores são bastante distintos. Enquanto no bancário trata-se de uma relação direta entre banco e correntista, em seguros há a figura técnica do corretor entre a seguradora e o segurado, atuando como consultor pela necessidade de conhecimento para análise de riscos e coberturas de acordo com cada caso.

Pela definição, “o open insurance aplica as práticas de inovação aberta, por meio do fornecimento de serviços e dados a parceiros, comunidades e startups, a fim de criar novos serviços, aplicativos e modelos de negócios inovadores”. No entanto, com o corretor de seguros, nosso mercado já é “open”. Sendo um profissional de confiança do segurado, o corretor já faz o trabalho de levantar e cruzar suas informações para encontrar as melhores condições, taxas, franquias etc. Como transferir esta confiança para uma simples transação de cotação, sem qualquer análise ou esclarecimento ao segurado? Isso não pode ser perdido ou simplesmente estigmatizado como algo mecânico, em que se envia as condições e recebe de volta uma proposta. Não somos contra a evolução, mas em um setor sensível e fundamental para a sociedade na preservação de empregos, continuidade da vida, não se pode desumanizar o atendimento.

As próprias SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro, criadas no âmbito do Sistema de Seguros Aberto/ Open Insurance) foram colocadas no mercado ainda sem a definição sobre a participação dos corretores de seguros. As Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. Com isso cria-se um novo ente e alguém terá que pagar esta conta, porque precisará de profissionais altamente gabaritados para fazer esse trabalho que já vem sendo realizado pelo corretor de seguros. Ou seja, mais uma vez digo que o open insurance já existe, que é o trabalho feito pelo profissional corretor de seguros, com todo o seu conhecimento técnico e do cliente. 

Outra novidade, que entra em vigor em março, é a Circular 621, que acaba com os seguros padronizados e o processo de aprovação da autarquia para cada produto criado, dando liberdade às seguradoras para oferecer seguros personalizados de acordo com as necessidades dos clientes. A Circular 621 pode ser benéfica ao proporcionar modernização e simplificação na contratação de seguros, mas traz desafios na medida em que os consumidores vão precisar de uma venda ainda mais consultiva por parte dos corretores, pela gama de possibilidades de combos e coberturas que podem ser agregados em uma única apólice.

O compartilhamento dos dados tende a ampliar a concorrência tanto para corretores quanto para seguradoras, com a entrada de novos players interessados na versatilidade dos produtos. Os corretores de seguros precisam ser mais proativos em sua profissão, para manter e ampliar o protagonismo no setor. Precisam encarar os problemas, olhar de perto o que está acontecendo em seu espaço.

Nessa oportunidade de uma interlocução mais próxima com a Susep, é fundamental que os corretores estejam mais atuantes em sua entidade representativa – o Sincor-SP, no caso de São Paulo – para nos fortalecermos e defendermos a verdade posição dos profissionais responsáveis pela distribuição de seguros no Brasil. Como exemplo, o Sincor-SP realiza no fim de janeiro um debate com o superintendente da Susep, quando iremos discutir todos estes pontos. Com união e o olhar atento de nossa categoria, os novos tempos serão de boas oportunidades.

Dyogo de Oliveira assumirá como presidente executivo da CNseg a partir de 30 de abril

Diogo Oliveira CNseg

Em 14 de janeiro, a Assembleia Geral da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg (formada pelas quatro Federações associadas) aprovou a indicação do Conselho de Gestão, após processo seletivo, para contratar o economista e ex-Ministro Dyogo Henrique de Oliveira como o próximo diretor presidente executivo a partir de 30 de abril.

Dyogo sucederá Marcio Serôa de Araujo Coriolano, que havia formalizado antecipadamente a sua decisão de não prosseguir à frente da Diretoria Executiva.

O próximo diretor presidente será contratado, a partir de 1º de fevereiro próximo, como Assessor Especial de Marcio Coriolano na sua condição, cumulativa até 30 de abril, de presidente do Conselho Diretor. Tudo com o propósito de uma transição tranquila, rápida e planejada.

O economista Dyogo Henrique de Oliveira tem extenso currículo e experiência de gestão nas áreas pública e privada, incluindo amplo conhecimento do sistema de seguros privados.

Parado não vou ficar, sou seguromaníaco”, disse Marcio Coriolano ao blog Sonho Seguro

Com o anúncio de sua saída da CNseg em abril, Marcio Coriolano só surpreendeu quem não o conhece bem. A notícia vinha circulando, mas ele fez tudo de forma silenciosa, antecipada, planejada, sem barulhos, como é do seu jeito e caráter. Falando com ele, me disse que, agora aos 70 anos, “nunca quis ficar para semente” depois de dois mandatos na FenaSaúde e dois na Confederação. “O nosso planejamento deu certo. A CNseg está perto de se consolidar profissionalmente, um exemplo associativo”. Senti sinceridade na fala. Todos o consideram um abnegado de causas. Coriolano se esquivou de dizer os seus planos pós-CNseg: “Cada coisa ao seu tempo. Parado não vou ficar, sou seguromaníaco”, disse.

Sorte para ele.

Indagado sobre o seu sucessor Dyogo, ele disse que “quando surgiu o nome dele em meio a muitos, eu pensei – caramba, como eu não tinha lembrado!; interagimos muito quando ele foi secretário executivo e Ministro do Planejamento, presidente do CNSP e presidente do BNDES. Um grande gestor. Ele está pronto para a função.”

Eduardo Giannetti ressalta a qualificação profissional como um dos desafios de 2022 em evento da MAG Seguros

O economista Eduardo Giannetti citou 3 certezas para o mundo pós pandemia no evento Potencialize, realizado pela MAG Seguros nesta sexta-feira, 14: o crescimento do endividamento do mundo, a redução de globalização, e que vamos viver num mundo digitalizado. “O crescimento no pós pandemia exige estagnação das dividas de governos, empresas e famílias. Também aprendemos que a globalização deixa todos muito suscetíveis, com 85% dos insumos médicos fornecidos por China e Índia. E a digitalização, era um caminho já vinha sendo percorrido, mas foi acelerado de 20 anos para 2 anos. Todos nos passamos por um curso intensivo das ferramentas de digitalização”, disse. 

Depois das 3 certezas, Giannetti citou 3 incertezas. O Omicron é o inicio do fim ou o fim do início?, questiona. Como saem as economias depois de passar pela UTI? A dúvida é como atravessa a convalescência. Vai ter recaídas depois deste grande período de anormalidade, com crescimento das dívidas? 

Outra incerteza diz respeito ao comportamento humano. Os estudiosos, depois de uma grande adversidade, mostram que há duas tendências que se contrapõem. A primeira é que diante da incerteza, o reforço do comportamento prudencial, como aversão a risco, não assumir compromissos de longo prazo. 

A outra incerteza é que o ser humano demanda, num período pós crise, algum tipo de revanche para aproveitar a vida quando volta a normalidade. “Isso aconteceu depois da gripe espanhola. Queriam desfrutar a vida. Sabendo que ela é tão incerta, passam a viver o momento e agarrar os prazeres que estão ao nosso alcance”, citou Giannetti. 

A situação no Brasil, afirma o economista, tem duas coisas que se combinam e que demandam atenção. Estamos numa economia com inflação alta, acima de 10%, e ao mesmo tempo uma economia em desaceleração e estagnação, com PIB negativo. Isso é chamado de estagflação. Aliado a isso, o desemprego segue com dados dramáticos. O emprego voltou para quem tem maior escolaridade, mas não voltou para a população com menor escolaridade, o que traz um agravamento do quadro social do Brasil. 

Giannetti reforça que o mercado de trabalho será cada vez mais exigente de qualificação. “As pessoas qualificadas já retomaram ao emprego. Isso não acontece para quem não tem qualificação. Vamos ter políticas para tentar reduzir esse fosso que se tornou mais largo em quem tem e não uma situação de emprego, com direitos protegidos. Quase metade da população vive a margem da economia formal. Vamos incorporar esses brasileiros à economia. Não podem ser privados deste direito. No Brasil é um privilégio ter carteira assinada e um emprego formal e isso precisa mudar”, afirmou. 

Também temos uma valorização das commodities, mas que veio acompanhada de uma forte desvalorização do real, com perda de 30% do valor em relação ao dólar, durante a pandemia. Turquia e Argentina nos superam. A resultante disso é a inflação. Para conter a inflação, o BC aumenta os juros. Só que como a dívida brasileira cresceu durante a pandemia, é muito grave o aumento dos juros. Esta situação não é sustentável por muito tempo. O grande desafio é como garantir que esta dívida se estabilize e passe a cair, e que reconquistemos o ciclo de queda de juros. 

Entre as incertezas para o Brasil em 2022, Giannetti citou que será um ano de grande volatilidade. “A nossa incerteza pelo ponto de vista fiscal e uma eleição muito disputada mexem com os humores dos agentes econômicos. Outra certeza é a herança a ser recebida pelo novo governo, que é muito complicada, com inflação acima da meta, juros elevados e desemprego”, disse. 

O lado positivo é que se houver um bom encaminhamento de um governo para outro teremos um choque de credibilidade. Investidores já se posicionam com novo governo responsável e com um programa de recomposição podemos ter recuperação expressiva em 2023. 

“Por tudo que sabemos, podemos argumentar que o primeiro ano do mandato será decisivo para a sequência dos outros anos. Pois é na lua de mel que um governo tem condições de dar início a reformas importantes que o país demanda. Se não usar este período inicial, dificilmente conseguirá fazer adiante com a depreciação do capital político, um quadro que vem se repetindo há anos”, alertou. “É fundamental que não o Brasil perca esta janela de oportunidades que depois se fecha”. 

Osmar Navarini passa o comando da diretoria comercial da MAG Seguros para Nuno David

mag seguros

A MAG Seguros anunciou agora há pouco, na abertura do Congresso Potencialize, que a diretoria comercial sai do comando de Osmar Navarini para Nuno David. “Tenho certeza de que será um novo capítulo importante para a história da Mag. Para mim é um desafio dar continuidade ao trabalho do Osmar. Mas sei que seguiremos no nosso propósito de levar proteção para a população brasileira. Capacitar e treinar nossos parceiros é a coisa mais importante que podemos fazer para trazer crescimento ao mercado de seguros de vida para o Brasil”, disse Nuno. 

Osmar passa a ser o mais novo membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros e vai auxiliar o presidente e CEO Helder Molina em projetos especiais da MAG. “Não me afasto da MAG, contínuo de portas aberta para todos, sem interferir no trabalho de Nuno”, comentou.

Helder Molina afirmou que Navarini estará agora ao seu lado, ajudando-o a desenvolver o grupo. “Tenho certeza que esta dupla vai ter muito sucesso. Meu muito obrigado a você, que há 42 viveu com metas nas cotas. Agora nossa primeira missão é aumentar a meta do Nuno”, brincou Helder. “Agradeço a honra de participar do Conselho. Pode contar comigo para tudo, principalmente com a minha amizade e lealdade”.

MDS contrata Marjorye Hoejenbos como diretora de resseguros

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anuncia uma mudança importante em sua diretoria. A executiva Marjorye Hoejenbos, que está há três anos na empresa e, atualmente, é superintendente de resseguros, atuando também na Administração e Recuperação de Sinistros Vultuosos e na Estratégia de Transferência de Riscos, muda de função a partir deste mês. 

 
Marjorye assume o cargo de diretora de resseguros da MDS Brasil, uma área que acumula cerca de R$ 700 milhões em volume de prêmios e representa, em média, 20% do share do P&C. À frente da nova função, a executiva concentrará seus esforços em ampliar ainda mais a atuação da MDS no setor de Resseguros, que vem crescendo a cada ano.  Em 2021, a área apresentou alta de aproximadamente 250% no faturamento em comparação com o mesmo período do ano passado, logo, para 2022, o objetivo é seguir um crescimento sustentável.  

“Assumir esse papel tão estratégico dentro da MDS é um reconhecimento muito importante do trabalho que venho desenvolvendo aqui nos últimos anos. A MDS tem planos ambiciosos para esta área no Brasil e um dos meus desafios será liderar esse movimento”, afirma a executiva. 

Graduada em relações internacionais pela Faculdade Anhembi Morumbi, Marjorye conta com uma bagagem de seis anos de experiência como broker de resseguro facultativo, sendo responsável pela colocação de riscos complexos de Key Clients dos segmentos de Energy & Power, Papel & Celulose e Finanças. 

Ela também conta com uma grande vivência internacional, o que inclui um intercâmbio, em Paris (na França), na École Supérieure du Commerce Éxterieur (ESCE), e o curso de Extensão e Desenvolvimento Profissional em Washington, nos Estados Unidos. 

Artigo: Capitalização deve ter mais vigor na retomada do crescimento em 2022

Marcelo Farinha - presidente da Fenacap

por Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização

A Capitalização ingressa em 2022 completando uma trajetória de 93 anos de atuação ininterruptas no mercado, em que a resiliência tem sido a sua marca. Nesta longa jornada, o setor enfrentou os mais diferentes desafios. Aliás, a atividade chegou ao Brasil no período dramático de crise mundial provocada pela quebra da Bolsa de Valores de Nova York – que afetou os rumos dos negócios com café e abriu caminho para o algodão, por exemplo. Portanto, é um segmento que tem convivido com mudanças de hábitos, no estilo de vida e na atividade econômica ao longo do tempo.  

E estamos passando por mais um grande desafio: a pandemia da Covid-19. O setor, como todo o processo produtivo, também teve impactos negativos, mas acelerou os processos de inovação realizando pesados investimentos para garantir o atendimento on-line. Nesse processo de migração para o digital, foi fundamental o engajamento das equipes das empresas para a implementação de uma contínua mudança de processos capazes, por sua vez, de oferecer transparência e segurança nas operações.

Tudo isso constituiu um grande aprendizado e os resultados foram importantes para termos a confiança de que o setor encerra o ano de 2021 mais forte, mais estruturado e pronto para retomar o vigor dos anos anteriores. As equipes envolvidas nessa rápida transformação tecnológica também saem mais fortalecidas e aptas ao atendimento das novas demandas, entre as quais figuram, além das pessoas, os pequenos e microempresários que acabaram por ser os mais afetados justamente pela ausência, muitas vezes, de um planejamento financeiro e reserva de valor para períodos de crise.

 A confiança da Capitalização com o futuro é sinalizada desde já pelo resultado positivo: R$ 20 bilhões de arrecadação entre janeiro e outubro de 2021, crescimento na casa dos 6%, e um crescente volume de reservas que ultrapassa os R$ 33 bilhões. É claro que ainda existe um longo caminho a ser trilhado. A crise provocada pela pandemia reforçou a importância da Capitalização como instrumento de reserva de valor, disciplina financeira e mecanismo de garantia, seja para os momentos de emergência, ações sociais e comerciais, ou para transformar sonhos em realidade.

É importante ressaltar que um dos diferenciais competitivos da Capitalização é a sua diversidade e a sua capacidade de se reinventar. Com os avanços regulatórios, o setor deixou de ter praticamente uma única opção de produto para se transformar em um segmento capaz de criar outros modelos de negócios, com atuação de produtos em garantia de aluguel, filantropia, ações de marketing voltadas à retenção de clientes, só para citar alguns exemplos.

É uma atividade com grande capacidade de se acoplar a outros produtos e mercados. Ao longo dos anos, a Capitalização se desenvolveu a partir das necessidades dos públicos de interesse e passou a oferecer soluções simples que, combinadas com sorteios, são capazes de atender de maneira diferenciada a novas e crescentes demandas da sociedade. 

Essa característica abriu uma nova perspectiva de mercado, inclusive para corretores de seguros. Somos capazes de atender às demandas de praticamente todos os segmentos de negócios. Com produtos voltados para pessoa física ou jurídica e com valores acessíveis, para qualquer tamanho de bolso, extremamente inclusivo e de simples contratação, a Capitalização demonstra toda a sua versatilidade e aderência às necessidades dos consumidores.

O marco regulatório trouxe ainda novas possibilidades de negócios. A modalidade de Incentivo, que aproxima empresas de seus clientes, ou ainda a modalidade Instrumento de Garantia, que se vale os títulos para a viabilização de muitos contratos, devem dar impulso para uma retomada sustentável do segmento. 

A modalidade Filantropia Premiável têm apresentado desempenho altamente promissor. Os acordos com organizações sociais emprestam ao mercado grande credibilidade que é devolvida a esses projetos na forma de investimentos significativos. De janeiro a outubro de 2021, os produtos contribuíram com um aporte mais de R$ 1 bilhão às entidades que realizam ações voltadas ao trabalho social. Foi o setor que mais direcionou recursos à filantropia em 2021.

Por fim, os próximos anos serão de valorização da experiência do cliente, ou seja, pensar essa jornada é mais importante do que a simples venda dos produtos. Aprimorar os mecanismos de relacionamento com o consumidor e oferecer soluções mais ágeis e completas serão determinantes para a sustentabilidade do mercado de Capitalização. Transformar os clientes em fãs é o desafio da Capitalização no Brasil. Que venham os próximos anos!

MAPFRE registra aumento de 77% nos serviços de assistência no período entre Natal e Ano Novo

mapfre brasil

Fonte: Mapfre

Com a maior flexibilização das medidas restritivas em comparação ao final do ano de 2020, já se era esperado um volume maior de veículos nas estradas brasileiras entre dezembro e janeiro — assim como uma maior procura por serviços de reboque, troca de pneus e baterias. Prova disso é o aumento de 77% registrado pela MAPFRE na média diária de serviços de assistência 24 horas durante os feriados de Natal e Ano Novo no comparativo com o mesmo período no ano passado. 

Os dados fazem parte do projeto NACAPA, promovido pela rede de provedores da seguradora e com o objetivo de reforçar as estruturas de atendimento em grandes feriados, onde a demanda de serviços aumenta. Neste ano, a primeira etapa da ação — realizada entre Festas de final de ano — englobou 200 cidades, que correspondem a 65% do volume total do Brasil. No total, a MAPFRE realizou 11.627 serviços, sendo 61% de reboques de veículos, 26% de SOS, que inclui recarga de baterias e troca de pneus, e 13% de outras atividades como chaveiro, táxi e reboque de caminhões. 

“Realizamos estudos de logística e estruturamos nossa atuação em cidades estratégicas para garantir que os clientes MAPFRE continuassem com um atendimento de qualidade. O resultado foi muito positivo e já estamos nos preparando para as próximas campanhas, que vão ocorrer no Carnaval e na Páscoa.”, conta Roberto De Antoni, Chefe de Operações da MAPFRE Brasil.