Ataque cibernético, lucros cessantes e desastres naturais são os principais riscos para as empresas em 2022

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Fonte: Allianz

Os riscos cibernéticos são a principal preocupação global para as empresas em 2022, de acordo com o Allianz Risk Barometer. A ameaça de ataques ransomware, vazamento de dados ou interrupções de TI preocupa as organizações mais do que disrupções nos negócios nas cadeias de abastecimento, os desastres naturais ou a pandemia de Covid-19, temas que afetaram fortemente os negócios ao redor do mundo no último ano.  

Incidentes cibernéticos estão no topo do Allianz Risk Barometer pela segunda vez em toda a história da pesquisa (44% das resposas), Lucros cessantes vêm logo na sequencia (42%) e Catástrofes naturais ficaram em terceiro (25%), depois de um sexto lugar em 2021. Mudanças climáticas sobem para sua posição mais alta até hoje no ranking (6° lugar com 17%), enquanto Surto pandêmico cai para quarto lugar (22%). A pesquisa anual da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) abrange a visão de 2.650 especialistas em 89 países e territórios, incluindo CEOs, gestores de risco, brokers e experts em seguros. Veja aqui os rankings global e por país.

“Para a maioria das empresas, o maior receio é não conseguir produzir seus produtos ou entregar seus serviços. Em 2021 testemunhanos níveis sem precedentes de interrupção, causados por vários gatilhos. Ataques cibernéticos incapacitantes, o impacto na cadeia de abastecimento decorrente de eventos relacionados às mudanças climáticas, bem como problemas de fabricação relacionados à pandemia e gargalos de transporte causaram estragos. Este ano promete apenas uma flexibilização gradual da situação, embora outros problemas relacionados à Covid-19 não possam ser descartados. Desenvolver resiliência contra as muitas causas de interrupção nos negócios está se tornando cada vez mais uma vantagem competitiva para as empresas”, comenta o CEO AGCS Joachim Mueller.

Ranking Brasil

Pelo segundo ano consecutivo os riscos cibernéticos aparecem como principal preocupação para as empresas brasileiras, de acordo com o 11º Allianz Risk Barometer. Cerca de 64% dos respondentes consideram essa a maior ameaça para os negócios, seguido das catástrofes naturais (30%) e a interrupção de negócios (29%).

Ainda no ranking brasileiro, 26% dos participantes afirmam considerar o risco de fogo/explosão, 17% de desenvolvimento macroeconômico (exemplo: aumento de preços de commodities e inflação), e 14% o de pandemia que em 2021 ocupava o terceiro lugar, mas este ano caiu para a sexta posição.

Novos riscos apareceram na lista deste ano como o de perda de reputação ou valor de marca (13%), mudanças na legislação e regulamentação (12%), e falhas em infraestrutura, como apagões elétricos (10%). A preocupação com as mudanças climáticas caiu de 7º para 8º lugar, mas continua sendo um risco considerável pelas empresas, principalmente devido ao aumento de exigências relacionadas aos critérios ESG (ambiental, social e governança, em português).

América Latina: ransomware e vazamento de dados continuam a preocupar no Brasil enquanto as empresas argentinas sentem-se mais vulneráveis a interrupções nos negócios  

Os incidentes cibernéticos estão entre os três principais riscos na maioria dos países pesquisados. Um dos principais fatores foi o aumento nos ataques de ransomware, que são confirmados como a principal ameaça cibernética para o próximo ano pelos entrevistados da pesquisa (57%). Segundo relatório da empresa de cybersegurança brasileira Apura, entre janeiro de 2020 e julho de 2021 foram identificados ataques ransomare que vitimaram 137 organizações na América Latina, no período. Deste total, 71 – ou 51% – se deram no Brasil, onde pelo menos 17 grupos de ransomware foram identifcados. Quase metade dos ataques concentraram-se nas áreas governamental, industrial e em empresas de saúde. 

“Ano passado vimos um número muito alto de ataques maliciosos, orquestrados por grupos que exploraram vulnerabilidades dos mais variados sistemas, atacando-os de maneira sistemática. Esta tendência deve se manter em 2022, especialmente com a crescente especialização dos cibercrimonosos e os montantes envolvidos em suas atividades”, explica Gustavo Galrão, Diretor Regional de Linhas Financeiras AGCS Ibero/Latam. O executivo ainda comenta que, no caso do Brasil, a LGPD é um estímulo para as companhias investirem em sua resiliência cibernética e que, neste ano, o foco dos criminosos pode ser ainda maior nas pequenas e médias empresas.

Lucros cessantes (BI) aparecem como o segundo principal risco global e o primeiro na Argentina, onde teve 58% das respostas. Em um ano marcado por uma disrupção generalizada, a fragilidade das cadeias de abastecimento e de produção ficou mais óbvia do que nunca. De acordo com a pesquisa, a causa de BI mais preocupante são os incidentes cibernéticos; refletindo o aumento dos ataques de ransomware, mas também o impacto da crescente dependência das empresas na digitalização e a mudança para o trabalho remoto. Catástrofes naturais e pandemia são os outros dois gatilhos importantes para interrupção de negócio na visão dos pesquisados.

No ano passado, problemas de demanda pós-lockdown somaram-se a interrupções na produção industrial e logística, já que os surtos de Covid-19 na Ásia fecharam fábricas e causaram níveis recordes de congestionamento nos portos de transporte de contêineres. Atrasos relacionados à pandemia agravaram outros problemas da cadeia de abastecimento, como o bloqueio do Canal de Suez ou a escassez global de semicondutores após o fechamento de fábricas em Taiwan, Japão e Texas devido a eventos climáticos e incêndios. 

“A pandemia trouxe à tona questões como a interconectividade das cadeias abastecimento atuais, nas quais eventos não relacionados criam uma disrupção generalizada. Os ataques cibernéticos, problemas com disponibilidade de peças, atrasos logísticos, mudanças de hábitos dos consumidores, protestos relacionados às medidas restritivas…esse fatores tornam qualquer empresa mais suscetível a uma interrupção em suas operações”,  comenta Felipe Orsi, Diretor de Property AGCS América Latina.

De acordo com o Euler Hermes Global Trade Report, a pandemia de Covid-19 provavelmente levará a altos níveis de interrupção da cadeia de abastecimento no segundo semestre de 2022, embora os descompassos na demanda e oferta globais e na capacidade de transporte de contêineres acabem por diminuir, assumindo que não haja outros desenvolvimentos inesperados.

Empresas estão mais bem preparadas para uma pandemia

Surto pandêmico continua uma preocupação para as companhias, mas que agora caiu da segunda para a quarta posição no ranking global (embora a pesquisa seja anterior ao surgimento da variante Ômicron). Embora a crise do Covid-19 continue ofuscando as perspectivas econômicas em muitos setores, de forma encorajadora, as empresas sentem que se adaptaram bem. 

A subida dos temas Catástrofes naturais e Mudança climática para terceiro e sexto lugares respectivamente (NatCat também é nº 2 no Brasil), mostram estreita relação entre essas tendências. Os últimos anos mostraram que a frequência e a gravidade dos eventos climáticos estão aumentando devido ao aquecimento global. Em 2021, as perdas globais por catástrofes seguradas foram bem superiores a US$ 100 bilhões – o quarto ano mais alto já registrado. O furacão Ida nos EUA pode ter sido o evento mais caro, mas mais da metade das perdas vieram dos chamados perigos secundários, como inundações, chuvas fortes, tempestades, tornados e geadas. Exemplos incluem o sistema climático de baixa pressão Bernd, que desencadeou inundações catastróficas na Alemanha e Benelux, a tempestade Filomena na Espanha, e ondas de calor e incêndios florestais no Canadá e na Califórnia.  

Os respondentes do Allianz Risk Barometer estão mais preocupados com eventos climáticos relacionados às mudanças climáticas que causam dano ao patrimônio (57%), seguidos por BI e impacto na cadeia de abastecimento (41%). No entanto, eles também estão preocupados em gerenciar a transição de seus negócios para uma economia de baixo carbono (36%), cumprir com complexos requisitos de regulamentação e evitar possíveis riscos de litígio por não tomar medidas adequadas para lidar com as mudanças climáticas (34%).

“A pressão nas empresas para agir sobre as mudanças climáticas aumentou notavelmente no ano passado, com um foco crescente em contribuições net-zero”, observa Line Hestvik, Diretor de Sustentabilidade da Allianz SE. “Há uma clara tendência das empresas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa nas operações ou explorar oportunidades de negócios para tecnologias climate-friendly e produtos sustentáveis. Nos próximos anos, muitos tomadores de decisão corporativos estarão analisando ainda mais de perto o impacto dos riscos climáticos em sua cadeia de valor e tomando as devidas precauções. Muitas empresas estão desenvolvendo competências dedicadas à mitigação de riscos climáticos, reunindo especialistas em gerenciamento de riscos e sustentabilidade.”  

As empresas também precisam se tornar mais “à prova de” eventos climáticos extremos, como furacões ou inundações. “Eventos anteriores que ocorrem uma vez a cada século podem ocorrer com mais frequência no futuro e também em regiões que foram consideradas ‘seguras’ no passado. Tanto os edifícios quanto o planejamento de continuidade de negócios precisam se tornar mais robustos em resposta a essa mudança”, explica Maarten van der Zwaag, Diretor Global de Property Risk Consulting AGCS.

Outros riscos que fazem parte do ranking global do Allianz Risk Barometer deste ano são:

  • Falta de mão de obra qualificada (13%) está em nono lugar. Atrair e reter trabalhadores raramente foi tão desafiador. Os entrevistados classificam isso como um dos cinco principais riscos nos setores de engenharia, construção, imobiliário, serviço público e saúde, e como o principal risco para transporte.
  • Mudanças na legislação e regulamentação manteve-se em quinto (19%). Iniciativas regulatórias proeminentes nos radares das empresas em 2022 incluem práticas anticompetitivas voltadas para grandes tecnologias, bem como iniciativas de sustentabilidade com o esquema de taxonomia da UE.
  • Fogo e explosão (17%) são riscos perenes às empresas, ficando em 7º lugar, assim como no ano passado.  Desenvolvimentos de mercado (15%) caíram do quarto para o oitavo e os Desenvolvimentos macroeconômicos (11%) desceram duas posições, ficando em décimo lugar.

Brokerslink renova Conselho para 2022

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A Brokerslink, corretora de seguros global, nomeou quatro diretores para o Conselho de Administração neste início de ano. Jorge Manuel Arias, sócio e diretor administrativo da corretora Corporación Continental, com sede no Panamá, como diretor do Conselho. Jorge tem mais de 30 anos de experiência no setor de seguros e é o atual secretário e ex-presidente da Câmara Panameña de Empresas de Corretaje de Seguros, e diretor e ex-tesoureiro da Câmara de Comércio, Indústrias y Agricultura de Panamá (Câmara de Comércio do Panamá).

Denise Nart, chefe de contas globais, resseguros e desenvolvimento de negócios e vice-presidente do conselho executivo da NART Insurance & Reinsurance Brokerage, parceira da Brokerslink na Turquia. Anthony Lim, fundador e presidente executivo da Acclaim Insurance Brokers, parceiro da Brokerslink em Cingapura; Laure Nicaise, gerente geral da Generalia Assurances, parceira da Brokerslink em Camarões.

Os novos diretores do conselho substituem Sunny Léons, Roger Potts, Rohan Stewart e Francisco Valdes, que prestaram cinco anos de serviço ao conselho.

“Tenho o prazer de receber Jorge no conselho junto com Denise, Anthony e Laure. Jorge tem excelente experiência nos mercados panamenho, centro-americano e caribenho e traz um grande conhecimento para o cargo. Estou ansioso para trabalhar com o conselho para impulsionar os negócios em 2022. Estamos confiante neste ano, à medida que continuamos expandindo nossa presença e investindo em inovação tecnológica para apoiar parceiros e afiliados”, comentou o presidente e fundador da Brokerslink, José Manuel Fonseca, em nota.

“É uma honra ser convidado para fazer parte do conselho da Brokerslink. Tornamo-nos um parceiro em 2020 e, desde então, ficamos impressionados com a colaboração e o suporte global fornecidos em toda a rede. Estou ansioso para trabalhar com o conselho para estabelecer e construir ainda mais o perfil da Brokerslink em toda a região da América Latina”, acrescentou Jorge Manuel Arias.

Jorge, Denise, Anthony e Laure juntam-se aos atuais diretores do conselho; Steve Hearn do Reino Unido, Edoardo Leusciatti da Suíça, Grégory Allard da França, Jamie Crystal dos EUA, Patrick Chan de Hong Kong, Patrick Verlinden da Bélgica, Stefan Müller da Suíça e Youness Rhallam do Marrocos.

A Brokerslink é uma Global Broking Company fundada pela MDS que gere uma rede de brokers e firmas especialistas em consultoria de riscos presente em cerca de 110 países. Por meio da Brokerslink, a MDS oferecer uma ampla gama de soluções personalizáveis de acordo com a necessidade de cada cliente. A capacidade de atuação internacional a permite disponibilizar às empresas multinacionais uma gestão global e integrada dos programas de seguros e riscos em qualquer parte do mundo.

Executivas de seguros conversam sobre “Janeiro Branco”

cnseg podcast

Já está no ar novo episódio do Seguro Cast – o podcast da Confederação Nacional das Seguradoras- CNseg – sobre a campanha “Janeiro Branco”, que tem como objetivo alertar sobre questões relativas à saúde mental.

Para ajudar os ouvintes a entenderem melhor o tema, a Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, entrevista a Presidente da Comissão de Recursos Humanos da CNseg, Patrícia Coimbra.

Icatu lança título de capitalização para garantia de aluguel parcelado em até 12 vezes

Icatu Capitalizacao


Considerando o cenário atual, em que a nova rotina de home office trazida pela pandemia alterou a relação das pessoas com suas moradias, o que fez o mercado imobiliário se reinventar com novas estratégias, é cada vez mais clara a demanda do consumidor por produtos simples e de fácil contratação, que ofereçam taxas atrativas e facilidades de pagamento.

Seguindo a linha de parcerias para potencializar seus negócios, a Icatu abre uma nova frente para levar proteção financeira aos clientes e investidores do ramo imobiliário. Trata-se do título de capitalização Icatu Garantia de Aluguel, que substitui o fiador ou seguro-caução nos contratos imobiliários de locação de imóveis. “Podemos ter muitos negócios com a cadeia imobiliária. Vamos começar por facilitar a vida de quem precisa de uma garantia para locar um imóvel”, conta o diretor de Capitalização da Icatu, Marcelo Oliveira.

A partir deste ano, o título da Icatu, antes com aporte único do valor do contrato na compra, agora conta com possibilidade de contratação em até 12 parcelas divididas no cartão de crédito. A adoção desse parcelamento integrado a uma plataforma e totalmente online é inédita no mercado e foi uma forma de ampliar o acesso da garantia para diferentes perfis de público. 

Atualmente, o título de capitalização representa aproximadamente 3% das garantias locatícias. Um dos obstáculos para o crescimento deste instrumento estava na exigência de aporte único do valor. “Algumas pessoas não têm o valor total da garantia solicitada pela imobiliária, ou até mesmo não estão dispostas a se descapitalizar,  e certamente esta iniciativa vai ajudar que muitos possam optar pelo título de capitalização”, diz Oliveira. 

Segundo o executivo, enquanto no seguro fiança o cliente paga anualmente e não há resgate no final, como no seguro de carro, por exemplo, no título de capitalização, o cliente recebe todo o valor aportado no final da vigência, sem considerar o acréscimo dos juros, se houver o parcelamento. Para o locador do imóvel, não há risco de inadimplência, a seguradora assume o valor negociado, independente do parcelamento .

“A adoção de títulos de capitalização como garantia locatícia é uma tendência que se consolida cada vez mais no mercado imobiliário brasileiro porque é uma operação segura, ágil e muito prática, tanto para as imobiliárias, quanto para os donos de imóveis e os locatários. Temos certeza de que o parcelamento irá alavancar o crescimento desta modalidade de título de capitalização”, acredita Olivieira. 

Só no ano passado, a Icatu teve um crescimento de 13% em volume de negócios desse tipo de produto em relação a 2020. O produto Icatu Garantia de Aluguel representa 34% do faturamento de capitalização da companhia. “Dois anos após a  integração da carteira da SulAmérica, aprimoramos nosso sistema de vendas, investindo em tecnologia, solidificamos nossa relação com o canal e agora temos uma base pronta para o crescimento”, acrescenta. A seguradora acredita que as vendas parceladas no cartão irão representar mais de 20% das vendas novas desse produto ao longo do ano.

A Icatu, quinto maior grupo econômico no país em capitalização, com mais de R$ 3 bilhões em provisões, busca parcerias de longo prazo. Segundo Oliveira, o propósito é apoiar o canal imobiliário na entrega de valor ao cliente final. “Todo proprietário de imóvel declara aluguel como renda extra e paga imposto nesse momento. Se fizer um aporte em PGBL pode usufruir do benefício fiscal”, exemplifica o executivo.

“Além disso, lançamos em 2021 o Aluguel Protegido, que é um seguro complementar às garantias locatícias com foco no inquilino, visando proteger a obrigação financeira assumida (contrato de aluguel). O produto possui coberturas para os casos de perda de renda, invalidez ou morte do inquilino. A Icatu possui diversos produtos que se aplicam ao canal imobiliário e aos poucos vamos levar nossa expertise em parcerias. Nesse período, por exemplo, percebemos que algumas pessoas investem em imóveis, mas não necessariamente possuem liquidez financeira. Se acontecer alguma coisa com  essa pessoa, será que a família tem condições de arcar com as despesas do inventário? Um seguro de vida ajudaria muito nesse momento”, conclui.

Persistência da alta dos preços continua no radar dos economistas neste início de ano, avalia CNseg

As projeções para a inflação deste ano compiladas pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 17, voltaram a subir. “Depois de uma semana com alguns sinais mistos nas projeções, que demonstram a dimensão da incerteza que a economia brasileira enfrentará em 2022, a alta vem na esteira da divulgação do IPCA de dezembro que, com variação de 0,73%, ficou um pouco acima do esperado, muito por conta de reajustes em vários preços depois das promoções da Black Friday, em novembro, o que fez a inflação oficial encerrar 2021 com 10,06%”, destaca Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, no boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

De acordo com o economista, ainda que, de fato, muitos choques tenham ocorrido e sejam responsáveis por grande parte da alta da inflação no ano passado, principalmente os preços dos combustíveis e da energia elétrica, a ideia de que a inflação pós-pandemia poderia ser apenas temporária vai sendo deixada de lado. No Brasil, os juros já subiram da mínima histórica de 2% para 9,25% e, segundo a mediana do Focus desta semana, deve continuar a subir até 11,75% ao longo de 2022. 

“Com o Banco Central fazendo “o que for preciso” para trazer a inflação de volta à meta, espera-se uma forte desinflação, mas com o IPCA ainda acima da meta (3,50%, com bandas de 1,5p.p.)”, avalia. A projeção para o IPCA nesta semana subiu de 5,03% para 5,09%, ligeiramente acima, portanto, do teto da meta. Para 2023, a projeção para o IPCA subiu de 3,36% para 3,40%. 

Simões ressalta, no entanto, que a inflação mais resiliente é um fenômeno global, especialmente nos EUA, onde as sinalizações de uma política monetária bem mais restritiva do que se esperava há poucos meses ficaram ainda mais evidentes após a divulgação da inflação ao consumidor do País, também na semana passada, que fechou 2021 em 7%, maior alta em quatro décadas. “Se o Fed também fizer “o que for preciso”, a economia mundial terá que lidar com um cenário de condições monetárias bem mais apertadas, com todas as conhecidas consequências negativas, especialmente para as economias emergentes, como o Brasil”, afirma. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal da CNseg.

TEx lança podcast sobre empreendedorismo, tecnologia e inovação para o mercado segurador

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Fonte: TEx

Buscando ampliar a série de conteúdos a TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador e criadora do TELEPORT, acaba de estrear seu próprio podcast semanal. A cada episódio do TExTalk, Emir Zanatto, CEO da insuretch, irá receber convidados que irão tratar de temas relevantes para o mercado.

“Temos como propósito potencializar o mercado de seguros e, certamente, a produção de conteúdo é uma ferramenta importantíssima para atingir esse objetivo. Por isso, no TExTalk o profissional de seguros vai conhecer uma gama de especialistas que vão dividir experiências e aprendizados que vão acelerar a transformação na corretora de seguros”, revela Emir Zanatto.

O podcast para mentes inquietas vai debater temas como empreendedorismo, tecnologia e inovação. O lançamento será em 20 de janeiro de 2022 e poderá ser acessado no Youtube, Spotify e Apple Music.

Ausência de Novak Djokovic não deve afetar programa de seguro do Australian Open 2022, liderado pela seguradora Chubb

Apesar da confusão criada pelo tenista Novak Djokovic, que ontem definitivamente foi banido do Aberto da Austrália, o seguro do torneio não deve ser afetado, segundo executivos. O tenista sérvio ficará com seu visto cancelado e, portanto, impossibilitado de disputar a competição de tênis e buscar o recorde de 21 títulos no Grand Slam. O atual campeão do torneio foi deportado e ainda terá que arcar com os custos do julgamento, que durou quase nove horas.

O seguro segue o contrato como previsto. Pelo terceiro ano consecutivo, a Chubb, maior seguradora de propriedade e de responsabilidade civil de capital aberto do mundo, é a companhia de seguros oficial do torneio. Programado para o período de 17 a 30 de janeiro, o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano, vai reunir boa parte dos principais tenistas da atualidade nas quadras do Melbourne Park, instalado na capital do estado de Victoria.

O torneio deve atrair até 30 mil visitantes por dia, o que representa a metade do público registado antes da pandemia, por conta dos protocolos de segurança adotados pelos organizadores, a fim de garantir o bem-estar de atletas e dos fãs.

“O tênis é um esporte apaixonante e talvez um dos motivos de despertar tanto interesse seja o fato de que a superação do adversário em cada lance se dá nos detalhes”, afirma Leandro Martinez, presidente da Chubb Brasil. “Essa busca pela excelência também é o que nos move na Chubb. Por isso, fico muito satisfeito e orgulhoso por ver nossa marca lado a lado com a de um dos maiores torneios de tênis profissional do mundo”, completa.

O apoio ao Australian Open vem na esteira de outras iniciativas similares da seguradora. Desde 2020, a Chubb é a seguradora oficial do US Open, após a assinatura de acordo plurianual com a USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos). “Este patrocínio proporciona uma plataforma global de primeira linha para ampliar a visibilidade da marca Chubb e sua reputação de serviço excepcional”, afirmou à época o Chairman e Chief Executive Officer da Chubb, Evan G. Greenberg.

Por conta do fuso horário, para os brasileiros que vão acompanhar a distância os jogos, o Australian Open já começou na noite de domingo (16), com rodadas a partir das 21 horas no horário de Brasília.

FenSeg cria Subcomissão de Danos Estruturais

Fenseg Seguro Habitacional


A Comissão de Riscos de Engenharia da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) amplia seu escopo de atuação em 2022. Foi criada a Subcomissão de Danos Estruturais, a partir das mudanças introduzidas no âmbito do programa habitacional Casa Verde e Amarela, do Governo federal. Em outubro do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) baixou a Instrução Normativa 42/2021, que exige a contratação do Seguro de Danos Estruturais (SDE) nas operações de aquisição subsidiada de imóveis em áreas urbanas.

 O Programa Casa Verde e Amarela financia imóveis a juros mais baixos para o público com renda mensal entre R$ 2 mil e R$ 7 mil. Este mês, a exigência do seguro passa a valer também para as operações de financiamento habitacional com recursos do FGTS. O Governo pretende, assim, ampliar o subsídio do FGTS concedido às famílias de baixa renda, além de adequar métricas ao cenário atual para atrair o mercado da construção civil e imobiliário para novas contratações.

O Seguro de Danos Estruturais visa evitar a incidência de anomalias, defeitos ou imperfeições no imóvel, aparentes ou ocultas, no prazo de até cinco anos após a entrega das obras. A cobertura garante ressarcimento de possíveis danos à infraestrutura em uma determinada obra, ocorridos durante a vigência da apólice.

“A exigência do Seguro de Danos Estruturais abre um novo horizonte para as empresas seguradoras, além de fortalecer o próprio mercado de construção civil. O normativo garante mais transparência e segurança aos empreendimentos imobiliários. Com essa ferramenta de proteção, será possível segurar imóveis construídos com mais qualidade, supervisão e compliance. Por isso a necessidade de criar uma subcomissão na FenSeg, voltada justamente para esse novo cenário de oportunidades”, afirma Fábio Silva, presidente da Comissão de Riscos de Engenharia.

Emerson Bueno assume a diretoria comercial de negócios corporativos da Sompo Seguros

Emerson Bueno Sompo Seguros

Emerson Bueno assume a diretoria Comercial de Negócios Corporativos e Paulo Sequeira, a gerência de Gestão Comercial A Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo, acaba de contratar Emerson Bueno como diretor Comercial de Negócios Corporativos e Canais e Paulo Pires Sequeira como gerente de Gestão Comercial. A chegada dos executivos faz parte da estratégia da companhia de fortalecimento da estrutura comercial, por meio da qual tanto o trabalho de relacionamento quanto o de fomento de negócios são feitos por equipes dedicadas segundo as características de negócios e demandas de produtos para cada perfil de corretor de seguros parceiro da companhia.

Emerson Bueno, diretor Comercial de Negócios Corporativos e Canais da Sompo Seguros, chega à companhia para liderar as áreas se Negócios Corporativos, Licitações, Bancassurance, entre outros. O profissional está há quase 30 anos na indústria de Seguros, com atuação em companhias seguradoras brasileiras e multinacionais e experiência nas áreas de gestão, vendas e liderança de equipes. Nesse período, esteve à frente de áreas de Negócios e relacionamento com corretores de seguros, bem como pelas estratégias de distribuição de produtos em diferentes regiões brasileiras. É formado em Administração de Empresas, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e University California Irvine (UCI), além de concluir o Programa de Negociação Estratégica e Liderança pela Harvard Business School.

Paulo Pires Sequeira, Gerente de Gestão Comercial da Sompo Seguros, conta com mais de 25 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais de grande porte nos segmentos de Seguros, Financeiro e Tecnologia. Atuou na criação e gestão de áreas de estratégia, planejamento e suporte para atender às estratégias de vendas nos mercados de Varejo e Corporate. Além da vivência em planejamento e estratégia da área Comercial e Novos Negócios, participou da liderança de grandes projetos de vendas, fusões e aquisições. O executivo é graduado e pós-graduado em Análise de Sistemas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduado em Administração de Sistemas pela Faculdade Associadas de São Paulo, e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV – Fundação Getúlio Vargas. 

“Iniciamos no ano passado uma nova abordagem na área comercial, por meio da qual buscamos ainda mais proximidade com os parceiros corretores, assessorias e plataformas de seguros. O Emerson e Paulo chegam para agregar suas experiências à estratégia da companhia de trabalhar com assertividade para conquistar share de mercado por meio do fomento de negócios e pela entrega de produtos e serviços simples, que atendam às necessidades dos clientes”, considera Fernando Grossi, diretor Executivo Comercial e de Marketing da Sompo Seguros.

Europ Assistance oferece cerca de 30 coberturas no seguro-viagem para livrar clientes de aborrecimentos

Luciana Volante, gerente executiva de Produtos e Marketing da Europ Assistance Brasil

O seguro-viagem é um grande aliado para garantir o sucesso do tão esperado período de férias. Com o avanço da vacinação e mantendo os protocolos de segurança determinados pelas autoridades, o planejamento de viagens é uma realidade para muitos neste início de 2022. 

Graças ao avanço da vacinação tem muita gente viajando pelo Brasil e pelo mundo. O Brasil é um dos países destacados no ranking mundial, com cerca de 67,7% da população totalmente vacinada até janeiro de 2022, contra 49,8% do mundo, segundo o portal Our World in Data. Com isso, a demanda por viagens cresce a cada dia, como podemos observar nos números divulgados por entidades do segmento como nas fotos de amigos e familiares que inundam nossas redes sociais com paisagens paradisíacas e muita diversão. Ainda sem ter os dados finais de 2021, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) reforça que a expectativa é que as agências fechem 2021 com faturamento próximo de 70% do que houve em 2019, antes da pandemia. O que é uma notícia e tanto para quase 18 meses de isolamento para conter o avanço da Covid-19.

E claro, o seguro faz parte deste cenário promissor do segmento de viagens por ser um relevante instrumento financeiro de proteção para a realização de sonhos ao mitigar riscos imprevisíveis. A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) afirma que, no 3º trimestre de 2021, o seguro-viagem alcançou vendas de R$ 78,1 milhões, aumento de 36,8% em relação ao trimestre anterior e uma alta de 116,4% na comparação com igual período de 2020.

A Europ Assistance Brasil (EABR), multinacional líder em soluções de serviços e assistências presente em mais de 200 países, oferece em seu portfólio o seguro e assistência viagem, serviço que vem ganhando cada vez mais relevância pelo custo-benefício e a segurança que traz ao turista, ainda mais no atual contexto. Entre as principais vantagens oferecidas, estão as coberturas de despesas médicas hospitalares e odontológicas, consultas e cirurgias não estéticas, sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e psicoterapia, traslado médico, despesas farmacêuticas, regresso sanitário, serviço de concierge e auxílio na localização de bagagem, além de coberturas para situações delicadas, como regresso antecipado, traslado de corpo, retorno de familiares em caso de falecimento do segurado, entre outras. Os segurados, independentemente da categoria, têm cobertura mínima de três meses por ano em viagens, no Brasil e no exterior.

“A prevenção e o cuidado com a saúde, aliados a serviços que facilitam a vida do passageiro durante uma viagem, são os principais diferenciais do nosso produto. Sabemos que a expectativa para viajar e aproveitar os momentos de lazer está maior do que nunca, e o seguro que ofertamos visa exatamente proteger esse momento de imprevistos. Idealizamos um produto completo para que o passageiro, mesmo longe de casa, se sinta protegido”, destaca Luciana Volante, gerente executiva de Produtos e Marketing da Europ Assistance Brasil. 

Os destinos mais procurados pelos viajantes que contrataram serviços com a Europ Assistance são os destinos nacionais representando aproximadamente 70%, seguido por Estados Unidos e Europa respectivamente. A contratação de seguro viagem pelo Brasil segue a tendência de alta, representando aproximadamente 30% do total de vendas em 2021, no entanto vale ressaltar que para os cruzeiros nacionais, foi exigência dos orgãos que regem o segmento que a contratação do seguro viagem para embarque fosse obrigatória.  

Novas parcerias em 2021

A meta da Europ Assistance Brasil no triênio 2022-2024 é mais que dobrar a operação no segmento de seguro-viagem, alcançando 20% desse market share, e estar entre os três maiores players desse mercado no Brasil. Para isso, o grupo realiza ações para prestar um melhor serviço aos seus clientes. 

Em 2021, fechou parcerias importantes para a oferta do seguro-viagem, reforçando seus investimentos nesta carteira. Em outubro, foi fechado contrato com uma empresa do segmento de saúde com aproximadamente 400 mil vidas elegíveis e, em novembro, foi anunciada parceria com a MSC Cruzeiros para a oferta de seguro-viagem completo, que inclui cobertura para a covid-19, e que pode ser adquirido junto com a reserva do cruzeiro, com preços a partir de R$ 79,00, por pessoa, para cruzeiros de três noites. 

O novo seguro-viagem também cobre 29 motivos mais comuns de cancelamento como, por exemplo, devido à covid-19 antes do embarque, intimação judicial do segurado, internação e/ou morte de um parente próximo (1º grau), doença grave ou acidente pessoal do segurado.