“Queda livre: a tragédia do caso Boeing” traz as investigações de perdas que já ultrapassam US$ 22,5 bilhões

Os profissionais de seguros especializados em linhas aéreas lembram do lançamento do “espetacular 737 MAX”, lançado em 2017 e que rapidamente passou a ser a aeronave mais vendida pela fabricante americana Boeing. A credibilidade da empresa era tamanha em tempos passados, que as pessoas chegavam a dizer: Se não for Boeing, eu não vôo.

Até que ocorreram dois acidentes com o 737 MAX em um período de 5 meses. Eles tiraram a vida de 346 pessoas e até hoje são investigados. Detalhes da investigação estão numa produção do Netflix: Queda livre: a tragédia do caso Boeing, do documentarista Rory Kennedy. Pouco se fala do seguro no filme e também nos bastidores do setor, com a alegação de que são contratos confidenciais. O seguro de responsabilidade civil, também o mais custoso, nunca são divulgados abertamente, pois envolvem negociações multilaterais com famílias e demais afetados.

O documentário detalha os bastidores antes, durante e depois dos acidentes. O voo 610 com a nova aeronave 737 MAX decolou de Jacarta com destino a Pangkal Pinang, com 189 passageiros, em 29 de outubro de 2018. Treze minutos depois, caiu no mar, completamente destruído. Foram levantadas questões sobre o design e, em particular, o software em uso no MAX, mas a Boeing garantiu aos clientes e passageiros que era seguro.

No entanto, foi por omissão da fabricante e das autoridades que um novo acidente nas mesmas condições aconteceu em menos de cinco meses depois, em 10 de março de 2019. O voo 302, da Ethiopian Airlines, com destino a Nairobi, no Quênia, caiu em terra cinco minutos após a decolagem com 157 pessoas a bordo. Havia semelhanças claras entre esses acidentes e, em poucos dias, um aterramento global do 737 MAX foi solicitado, afetando 387 aviões de 59 companhias aéreas.

A comunicação inicial da Boeing foi culpar as empresas aéreas e os pilotos, com lobistas atuando nos bastidores para configurar falha humana, algo que não impacta na imagem da empresa e o seguro geralmente é pago sem grandes problemas. Mas os registros das caixas pretas revelaram o esforço fenomenal dos pilotos para controlar as aeronaves. Foi quando surgiu uma sigla, MCAS, que pouquíssimas pilotos e técnicos conheciam.

Maneuvering characteristics augmentation system. Esse dispositivo corrige o ângulo do nariz da aeronave para que ela não empine demasiadamente e perca sustentação. Para não sobrecarregar os pilotos, a fabricante não deu detalhes do mecanismo deste sistema para pilotos, conta o filme. Em novembro de 2020, os aviões foram autorizados a voar novamente, após correções no projeto e treinamento dos pilotos. 

Custo total dos dois acidentes mortais são estimados em US$ 22,5 bilhões e sobem ano a ano

Os custos totais da fabricante com os dois acidentes já ultrapassam US$ 22,5 bilhões, segundo documentos judiciais divulgados pela mídia internacional, com base em dados fornecidos também no balanço da própria Boeing. Pelos números, apenas uma pequena parte destas perdas foram cobertas por seguros. O seguro serve para cobrir apenas um percentual de perdas da aeronave, tendo um limite máximo indenizável que geralmente representa até 30%, ficando o restante para outros instrumentos financeiros e garantias do segurador. Mas para contratos de Responsabilidade Civil não tem valor. Tem países que exigem valores de US$ 750 milhões em coberturas para indenizar terceiros. Depende das companhias aéreas e também do país. EUA são os mais exigentes, quanto a isso, explica o especialista em aviação, Gustavo Cunha Mello.

Os programas de seguros envolviam as maiores companhias de seguros da Europa (Allianz, Zurich, Hannover entre outras) e de resseguros (Munich Re e Swiss Re entre outras), bem como a americana AIG. Os custos da Boeing com estes dois acidentes sobem ano a ano. A maior parte das indenizações paga pelas seguradoras está nos contratos de seguros do pagamento das perdas das duas aeronaves, no acordo de responsabilidade civil de compensar os passageiros e no contrato de lucro cessante, com o fato de a frota ter ficado parada até que se compreendesse mais sobre as causas dos dois acidentes.

Reajuste das tarifas em 2020

As resseguradoras conseguiram grandes correções de preço nas renovações globais de aviação em janeiro de 2020, de acordo com a estudo da corretora Willis Re, apesar da abundância de capacidade disponível. Analistas relataram que as taxas de aviação aumentaram em média 15% para renovações sem acidentes e até 70% para renovações afetadas por perdas. Os eventos de perda da Ethiopian Airlines e da PT Lion Air resultaram em alta nas taxas de perda médias de longo prazo de 50% para entre 300% e 400%.

Acordo de US$ 2,5 bilhões

Em novembro de 2021, foi divulgado um acordo de US$ 2,5 bilhões para que a Boeing não respondesse a uma ação criminal nos EUA. O acordo inclui uma multa monetária criminal de US$ 243,6 milhões, pagamentos de compensação aos clientes da companhia aérea 737 MAX da Boeing de US$ 1,77 bilhão e o estabelecimento de um fundo de beneficiários de vítimas de acidentes de US$ 500 milhões para compensar os herdeiros, parentes e beneficiários legais dos passageiros.

D&O: US$ 237 milhões

Em novembro de 2021, os diretores da Boeing Co. concordaram com um acordo de US$ 237,5 milhões de alegações de que fecharam os olhos para questões de segurança relacionadas aos jatos 737 MAX. O acordo, pago por seguradoras que cobrem diretores e executivos da Boeing, foi entregue à empresa em vez de investidores descontentes que processaram as falhas de supervisão do conselho, de acordo com um documento no Delaware Chancery Court.

Na época do veredito, o juiz Morgan Zurn disse que os diretores perderam uma “bandeira vermelha” sobre os problemas de segurança do 737 MAX no primeiro acidente em outubro de 2018. O conselho não se moveu para obter maior supervisão sobre qualidade e segurança até que um segundo MAX mergulhou em um campo na Etiópia em março de 2019, segundo argumentação de fundos de pensão que processam a fabricante de aviões.

O acordo também exigiu que o conselho da Boeing tenha mais diretores com experiência em supervisão aeroespacial ou de segurança. A empresa concordou em adicionar um diretor com essa experiência e garantir que pelo menos três diretores tenham qualificação semelhante.

Compensação às vítimas passam a ser pedidos nos EUA

Em novembro de 2021, a Boeing chegou a um acordo com as famílias das vítimas do acidente de março de 2019. No acordo, a Boeing aceitou a responsabilidade pelo voo 302 da Ethiopian Airways perder o controle logo após a decolagem do Aeroporto Internacional de Addis Abeba Bole. Em seu acordo, a Boeing admitiu que seu software era o culpado pela perda de controle e destruição do ET 302, e que o 737-MAX estava em uma “condição insegura” para voar.

O acordo não envolve compensação monetária para as famílias, de acordo com registros do tribunal, mas permitiu que as famílias das vítimas busquem ações individuais nos tribunais dos EUA em vez de em seu país de origem, o que pode ser mais difícil. Isso significa que as indenizações podem alcançar um valor muito maior na terra do tio Sam, onde a industria de advogados consegue valores muito mais significativos do que em qualquer outra parte do mundo.

Países e regimes com o maior número de acidentes aéreos fatais de 1945 a 28 de fevereiro de 2022.

Fonte: Statista.com

Corretores de seguros se unem em nova ação social “Educação, Um Caminho Seguro”

Sincor-SP

Fonte: Sincor-SP

O projeto “Educação, Um Caminho Seguro” está sendo lançado oficialmente durante o 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros da Fenacor, que acontece de 3 a 5 de março em Campinas-SP, com o objetivo estimular as arrecadações e ajudar mais crianças e adolescentes em todo o país. 

Mais uma campanha do Família em Ação, programa social da Fenacor e Sincors de todos os estados, é coordenada pelas mulheres Simone Queiroz, Maria Filomena Branquinho, Patrícia Macedo de Paiva e Maria Helena Monteiro, e foi idealizada para amparar crianças e jovens em vulnerabilidade educacional, através da doação de kits escolares e disponibilização de curso EAD profissionalizante, em parceria com a ENS (Escola de Negócios e Seguros), visando a capacitação e criação de oportunidades de carreira para jovens do ensino médio, em busca de colocação profissional.

A ação foi destacada durante almoço com o público feminino nesta sexta-feira, 04 de março. “Vamos ajudar a fazer deste projeto mais um sucesso, como tivemos recentemente quando conseguimos fazer uma doação de 22 mil cestas básicas em todo o Brasil no período de maior crise da pandemia”, conclamou Simone Queiroz. “Queremos ver todas as mulheres se engajarem nesta campanha para angariarmos muitos kits escolares e transformarmos a vida de muitas crianças e muitos jovens através da educação”, completou Patrícia Paiva. “Que mais pessoas se integrem a esse grupo e sigam conosco pedindo doações aos nossos amigos e parceiros do mercado de seguros, pois este é um projeto muito sério e importante. As campanhas do Família em Ação têm forte impacto na vida das pessoas carentes”, ressaltou Maria Filomena Branquinho.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, também prestigiou o lançamento. “Um sonho coletivo está muito próximo de se tornar uma realidade, é transformador. Tive na minha vida algumas experiências que foram transformadoras, uma delas quando fui secretário do Trabalho no estado de Goiás e aprendi que o jovem sofre muito, temos hoje um índice de desemprego de cerca de 12% da população economicamente ativa no país”, disse. “Esse jovem está nessa situação porque não tem capacitação, e com isso o caminho se torna mais difícil para ter experiência, e acaba muitas vezes por descaminhos. Sempre me preocupei muito com isso, por isso abracei este projeto. Muitos deixam de estudar porque não têm um kit escolar, o estado não dá conta de prover isso sozinho”, frisou.

Boris Ber, presidente do Sincor-SP, entidade coanfitriã do evento, lembrou que todos nós, em algum momento, tivemos uma ajuda. “É muito fácil de se conseguir criar oportunidades quando estamos unidos no mesmo ideal, ou em torno de um desafio social. Infelizmente vivemos uma desigualdade, temos que olhar para a realidade das nossas ruas, em todos os estados brasileiros, e aqui nós temos a oportunidade de mudar vidas”, enfatizou.

As doações poderão ser feitas em qualquer valor pela chave PIX ecseguro@fenacor.org.br; ou entregas físicas de materiais nas sedes da Fenacor e Sincors de cada estado. 

Para os estudantes do ensino fundamental será doado kit básico contendo: mochila, estojo, squeeze, três cadernos brochurão (60 folhas), caixa de lápis de cor (12 cores), caixa de giz de cera (12 cores), três lápis grafite preto, borracha branca, apontador escolar, tesoura sem ponta, régua acrílica (30 cm), cola branca escolar e um livro de história infantil.

Aos alunos do ensino médio será disponibilizado gratuitamente curso técnico-profissionalizante na modalidade EAD, do Programa Amigo do Seguro, ministrado pela ENS, com carga horária de 60 horas/aula, cujo conteúdo técnico inclui teoria geral do seguro, matemática, português, educação/ética profissional e pacote office. Ao final do curso, será fornecido certificado para aqueles que concluírem os módulos com 70% de aproveitamento. Além da inclusão do aluno no Banco de Currículos do Amigo do Seguro que visa à possibilidade da conquista de uma vaga de trabalho no mercado de seguros (vagas voltadas principalmente para seguradoras, corretoras de seguros e parceiras). 

Allianz Seguros promove três diretoras

Ana Freitas assume a Diretoria de Automóvel. Já Anna Mattos passa a liderar a Diretoria Analytics, composta pelas áreas de Modelagem e Precificação. As duas executivas continuarão atuando na área de Automóvel, Massificados e Vida, liderada pelo diretor executivo David Beatham. 

Dando sequência à política de valorização dos talentos internos, também houve promoção recente na Diretoria de Recursos Humanos e Comunicação, comandada por Marco Campos. Em fevereiro, Daniella Satake (foto) assumiu a diretoria de Comunicação, Sustentabilidade, Relações Institucionais e Desenvolvimento e Treinamento.

Lideranças apontam união do mercado de seguros para retomada e novos desafios

congresso corretores 2022

Fonte: Sincor-SP

A abertura do 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, evento realizado em parceria pela Fenacor e o Sincor-SP, lotou o auditório do Royal Palm Hall, em Campinas-SP, nesta quinta-feira (03/03). Cerca de duas mil pessoas vacinadas e testadas participam do primeiro congresso da categoria após a pandemia da Covid-19, que seguiu todos os protocolos de segurança. 

Na solenidade, estiveram o presidente da Fenacor (Federal Nacional dos Corretores de Seguros), Armando Vergílio; o presidente do Sincor-SP (Sindicato da categoria em São Paulo), Boris Ber; o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Alexandre Camillo; o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Márcio Coriolano; o presidente da ENS (Escola Nacional de Seguros) e deputado federal, Lucas Vergílio; o presidente do IBRACOR (Instituto de Autorregulação da Corretagem de Seguros), Joaquim Mendanha de Ataídes; e o prefeito de Campinas, Dário Saad.

“Este é o nosso evento da retomada, do reencontro, do recomeço e da fraternidade, dois anos após o primeiro caso confirmado de Covid-19 no Brasil. Aqui, hoje, começa uma nova era, que, tenho convicção, traz muitas expectativas para todos nós. É um marco histórico!”, destacou Armando Vergílio, presidente da Fenacor. “Estamos, sim, saindo da pandemia e, creio eu, ainda mais fortalecidos, resilientes e preparados para atender e proteger a sociedade, amparar as famílias, assegurar a continuidade dos negócios, prover um futuro seguro e tranquilo para todos. Poucas categorias podem se orgulhar tanto quanto os corretores de seguros do que têm feito ao longo da mais séria e grave crise na saúde pública da nossa história. A sociedade, hoje, já nos vê e nos percebe como os agentes do bem-estar social e do desenvolvimento econômico”.

Armando também apontou que pesquisas recentes evidenciam o desejo da população pela assessoria, consultoria, conselhos, orientações e atendimento dos corretores de seguros. “As pessoas e os empresários nos procuram e nos ouvem antes das decisões, porque sabem que, dessa forma, estão garantindo a proteção de suas famílias ou dos seus negócios”. E comentou sobre o momento propício para o desenvolvimento da atividade. “A Susep, hoje, é comandada por pessoas que conhecem o mercado, que têm a exata percepção das reais necessidades de cobertura e proteção da sociedade e, sobretudo, respeitam e prezam o diálogo”.

E também a Fenacor se prepara para uma nova gestão. “A Fenacor estará pronta e preparada para iniciar um novo ciclo, reenergizada e rejuvenescida e também fortalecida, através de uma nova e modernizada gestão colegiada, participativa e descentralizada, com a necessária reestruturação do modelo de governança e da atuação nacional e regional do seu ecossistema de representação. Essa nova forma de atuação resultará ainda na formulação de uma agenda positiva. propositiva, junto ao governo, ao congresso e a sociedade civil organizada”, garantiu.

Segundo ele, a troca de experiências, deixará os corretores aptos para enfrentar juntos os grandes desafios de uma sociedade em permanente evolução. “Temos que ter determinação, audácia e principalmente coragem para mudar. Quero, então, concitar e conclamar todos os corretores e corretoras de seguros para entoarem com coragem e orgulho o mantra que deve pautar nossa visão e atuação: ‘Eu cuido, eu amparo, eu protejo. Eu sou o melhor, mais eficaz e mais eficiente meio e modelo de distribuição de seguros que existe!”, enfatizou.

O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, ressaltou a satisfação de, após 23 anos, ter de volta o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros no estado de São Paulo – o último foi realizado na capital em 1999. “E agora temos a oportunidade de prestigiar de maneira inédita o nosso interior, que também tem uma força muito grande na produção de seguros do Estado e, consequentemente, do Brasil”, disse. 

Representando a entidade coanfitriã, Boris comentou que fazer este evento em parceria com a Fenacor também reforça a importante fase de bom relacionamento com todas as instituições do mercado. E que a retomada dos eventos presenciais traz grande emoção. “O congresso nesse momento tem um significado especial. É um congresso maduro, muito bem pensado, desafiador de todos os ventos que vinham em sentido contrário, mas nós estamos aqui. Nós, corretores de seguros, somos resilientes, provamos isso mais uma vez durante essa pandemia cumprindo o nosso dever de levar proteção à sociedade no momento em que mais precisou”.

Para Boris, é muito importante a qualificação para acompanhar o mundo em aceleradas mudanças. “E estamos a postos. Nós não temos medo de desafios, não temos medo de adversidades, tanto é que nós estamos aqui, preparados para mais um congresso. Um grande congresso”.

O presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha corroborou que este momento de retorno é uma mistura de alegria, emoção, respeito pelas perdas que todos tiveram, mas também é momento de aprender. “Não tenham dúvidas que nós, corretores de seguros, mostramos cada vez mais a nossa importância na proteção, o mercado de seguros se apresentou à sociedade durante a pandemia, isso é o mais importante. Vamos sim celebrar a vida e os novos desafios que virão”. E destacou o trabalho para garantir a segurança de todos. “Já estive na organização de um congresso e sei que não é fácil, mas um primeiro congresso de corretores de seguros pós Covid não é para qualquer um. Parabéns à diretoria da Fenacor por nos dar a oportunidade de estamos aqui juntos”.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, destacou que já estamos no último mês do primeiro trimestre, e vislumbramos agora os imensos desafios do país e do mercado de seguros neste ano, mas com muita confiança, determinação e esperança. “Os dois últimos anos nos colocaram todos à prova. E entendo que respondemos adequadamente e tivemos muitos avanços – tomo a liberdade de falar aqui sempre no plural: corretores e seguradores”, disse.

 “Depois de um crescimento nominal de atividades de 1,3% em 2020, fomos para um crescimento de 11,9% em 2021. ou um crescimento real de 3,3%. Ainda muito aquém do que a sociedade merece, é verdade, porém melhor do que outros setores da economia. Porque assim quis a sociedade, enxergando a proteção dos seguros como um abraço solidário e eficaz em todo esse período”.

“Vamos, de novo no plural, olhar para a frente, como sempre fazemos. Somos um setor dinâmico, solvente e moderno. Temos união das lideranças e equipes de primeira linha, podemos, sim, incorporar mais gente para a proteção dos seguros, é a nossa missão. E nos anima que temos neste ano um novo superintendente da Susep, Alexandre Camillo, que tem toda a liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos para a sua missão. Ele terá a sua já declarada diretriz de cooperação de todos os elos da cadeia de valor do nosso mercado como elemento fundamental a favor do fomento e da sustentabilidade, que também declarou, e de aproveitar e revisar o legado que recebe no mesmo sentido, olhando, de novo, para a frente”, disse o representante das seguradoras.

Alexandre Camillo, superintendente da Susep, disse que o tema do evento “O setor de seguros e o corretor, realidade e perspectivas” representa momento de boas mudanças ter ele, um corretor de seguros (agora licenciado), à frente da Susep. “Isso se traduz em uma conquista para o setor, relevante para todos os participantes, mas especialmente para os corretores de seguros. Se traduz em interlocução, essa é minha característica, minha vocação: conversar, ouvir, desenvolver ações frutos desses entendimentos, com o despojamento de jamais ser o dono da razão. O dialogo está estabelecido e considero uma conquista para o setor. Além disso, a experiência de 41 anos que acumulei no setor de seguros também é uma conquista por termos alguém nesta posição que entenda nossas dores, necessidades, anseios, desejos e saiba quem é o ‘rei’ disso tudo, que é o consumidor”.

Nessa conquista, ele agradeceu a articulação do deputado federal Lucas Vergílio. “Em um estado democrático que felizmente vivemos, tudo se faz através da política, isso não é ruim. É a mobilização politica que faz com que as pessoas sejam indicadas, escolhidas e nomeadas dentro de suas características e do que aquele momento exige. Se vivemos um momento de conquistas elencadas por mim, esse momento é graças à mobilização política desse jovem e brilhante deputado que, ao entender as necessidades que tínhamos em nossos anseios, se mobilizou junto a outras forças políticas para que eu hoje aqui estivesse como superintendente da Susep e trazendo toda essa expectativa do mercado na minha pessoa”.

O deputado federal e presidente da ENS, Lucas Vergílio, declarou ter muito orgulho de ser político no momento em que muitas pessoas desacreditam nesta ciência. “Somos um time, e através dessa união de esforços estamos hoje em São Paulo realizando o nosso congresso brasileiro no maior mercado do país. Sabemos que São Paulo tem um grande evento, o Conec, e aqui damos um sinal de união, é isso que estamos construindo nos quatro cantos do país: união de corretores de seguros”, disse. “Nós, junto com nossos seguradores, sofremos muito, formos duramente perseguidos, e estivemos durante um grande período com um órgão regulador que estava extremamente míope, não enxergava a realidade do setor, distorcia números para tentar justificar as suas atitudes, os seus posicionamentos. Infelizmente tínhamos um órgão regulador comandado por pessoas incompetentes e que não tinham a mínima condição de estar regulando um setor que representa mais de 6% do PIB nacional e que tanto contribui com as reservas e desenvolvimento do nosso país, que deveria ser muito mais respeitado pelo poder público, mas que agora corrige voltando ao órgão regulador uma pessoa extremamente comprometida com todo o setor de seguros, em fazer crescer ainda mais este setor que vem crescendo exponencialmente”, declarou.

“Temos aqui na mesa lideranças do setor que vêm liderando essa nossa união de corretores de seguros. Se não fosse por esse objetivo do presidente Armando Vergílio não estaríamos aqui hoje com tanta união e boas perceptivas, pois nós sabemos que teremos um ambiente regulatório muito mais saudável, que vai possibilitar o crescimento para o setor e nosso país”, enfatizou o deputado.

O prefeito de Campinas, Dário Saad, destacou a honra da cidade em receber o evento. “Esse congresso tem valor muito grande, é o primeiro grande evento que Campinas recebe depois desse período tão difícil. Como todas as cidades, Campinas sofreu muito com a pandemia, mas tem uma boa perspectiva nesse futuro próximo”. E mostrou sua visão como corretor. “Sempre tive muitos seguros e proximidade com corretor. O corretor de seguros é um verdadeiro consultor, alguém que vende o produto e dá assistência durante todo o período de proteção. E é esse atendimento que fez o setor crescer e ter a importância de hoje”.

Presidente da CNseg destaca a força e resiliência do mercado segurador na abertura do 22º Congresso dos Corretores

Fonte: CNseg

Destacando a união cooperativa de corretores e seguradores no enfrentamento das dificuldades em comum no ciclo da pandemia e da economia, o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, foi uma das autoridades que compôs a mesa de abertura do 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros na noite de 3 de março, no Royal Palm Hall, na cidade de Campinas (SP). Junto com ele estavam o Presidente da Fenacor, Armando Vergílio; o Superintendente da Susep, Alexandre Camillo; o Deputado Federal e Presidente da ENS, Lucas Vergílio; o Presidente do Sincor-SP, Boris Ber; o Presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha de Ataídes; e o Prefeito de Campinas, Dário Saad.  O Congresso, que vai até o dia 5, organizado pela Fenacor, em parceria com o Sincor SP, contará com 10 painéis e acontece paralelamente à 21ª Exposeg. 

Em sua fala, o Presidente da CNseg também destacou a “rápida resposta do mercado segurador às demandas da sociedade no momento de restrições de mobilidade e de dificuldades causadas pelo aperto no orçamento da população, desemprego, e por expectativas exacerbadas”. Coriolano também destacou a importância do papel dos corretores, “que ajudam os segurados e os que precisam de seguros em todos os rincões para fazerem as suas melhores escolhas”. 

A liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos do novo Superintendente da Susep, Alexandre Camillo, também foram citadas pelo Presidente da CNseg, afirmando que ele contará com a colaboração de todos os elos da cadeia de valor do mercado. 

Lembrando que o setor segurador apresentou um desempenho melhor que o de outros setores da economia durante a pandemia, informou que o setor passou de um crescimento nominal de 1,3% em 2021 para 11,9% em 2021, representando um crescimento real de 3,3%, mas “ainda muito aquém do que a sociedade merece”. 

Coriolano concluiu sua participação declarando que “somos os braços da proteção econômica e social da sociedade”, sendo também “o maior formador da poupança nacional, desonerando o Estado brasileiro para fazer aquilo que ele precisa fazer”. 

Em seguida, o Presidente do Sincor agradeceu a oportunidade de poder compartilhar a organização do evento com a Fenacor, informando que os corretores estão preparados para “enfrentar os tempos desafiadores que virão”. 

O Superintendente da Susep, empossado recentemente, afirmou que sua presença na autarquia é uma conquista para o mercado e para todos os corretores. Disse, ainda, que retomará o diálogo com todos os atores do mercado segurador que, segundo ele, havia sido interrompido na gestão anterior, lembrando, porém, que “há uma equação entre o que se deseja, o que é possível e o que é necessário”, mas que não faltará esforços para colocar esses três pontos o mais alinhados possível. 

O Prefeito de Campinasexpressou a honra que a cidade tem de receber o congresso dos corretores, que é o primeiro grande evento na cidade depois da pandemia.  

O Deputado Federal e Presidente da ENS destacou o fundamental papel dos corretores no delicado momento da pandemia, afirmando que a nova gestão da Susep propiciará “um ambiente regulatório muito mais previsível, contribuindo para que os corretores possam gerar empregos e renda para o nosso país”. Ele também saudou o futuro Presidente da CNseg, Dyogo de Oliveira, presente na plateia, “que se une, com sua força política e institucional, ao setor segurador”. 

A última fala da noite coube ao Presidente da Fenacor, que disse que “poucos setores podem se orgulhar tanto do que têm feito ao longo da maior crise de saúde pública da história” e que “estamos saindo da pandemia ainda mais fortalecidos e preparados para proteger a sociedade, amparar as famílias e garantir a continuidade dos negócios”. Armando Vergílio afirmou ainda que alguns atos da administração anterior da Susep precisariam ser revistos, citando as sociedades iniciadoras de serviços de seguro no âmbito do open insurance que, segundo ele, foram criadas sem uma necessária Lei Complementar. Ele também defendeu a necessidade de se avançar no projeto de uma autorregulação plena do mercado segurador, com supervisão do estado, para desonerar o governo e aumentar a sua eficácia.  

Leia abaixo a íntegra do discurso do Presidente da CNseg, Marcio Coriolano: 

O tempo passa rápido. Já estamos no último mês do primeiro trimestre do ano e vislumbramos os imensos desafios do país, da nação e do mercado de seguros neste ano. Mas, com muita confiança, determinação e esperança. 

Os dois últimos anos nos colocaram todos à prova. E entendo que respondemos adequadamente e tivemos muitos avanços. Apenas pontuarei alguns que me parecem relevantes. E tomo a liberdade de falar aqui sempre no plural: corretores e seguradores. 

Primeiro: a união cooperativa de corretores e seguradores para enfrentar as comuns dificuldades do ciclo da pandemia e da economia. 

Segundo: a nossa rápida resposta às demandas da sociedade nos momentos de restrições de mobilidade e de dificuldades causadas pelo aperto de orçamentos da população, desemprego, e expectativas exacerbadas. 

Terceiro: houve a demonstração cabal de que somos um setor solidário, moderno e progressista. E que a tecnologia que detemos foi e é uma ferramenta que deve ser utilizada. E que tem suas limitações pela necessária presença dos agentes da distribuição. Aqueles que ajudam os segurados e os que precisam de seguros de todos os rincões para fazer as suas melhores escolhas. 

Quarto: e, pela nossa resiliência a mudanças recentes do marco legal, nossas contribuições sempre foram insistentes e claras para que essas mudanças devam se fazer e prosseguir com nossa participação, como protagonistas colaboradores. Conservar o que é justo e mudar o que é preciso. 

Quinto: a sociedade confiou na nossa resposta a esse cenário. Os resultados estão aí para todos verem. 

Então, depois de um crescimento nominal de atividades de 1,3% em 2020, fomos para um crescimento de 11,9% em 2021. Ou um crescimento real de 3,3%. Ainda muito aquém do que a sociedade merece, é verdade. Porém melhor do que outros setores da economia. 

Porque assim quis a sociedade. Enxergando a proteção dos seguros como um abraço solidário e eficaz em todo esse período. 

Vamos, de novo no plural, olhar para a frente, como sempre fazemos. Somos um setor dinâmico, solvente e moderno. Temos união das lideranças. E equipes de primeira linha. Podemos, sim, incorporar mais gente para a proteção dos seguros. É a nossa missão. 

E nos anima que temos neste ano um novo superintendente da Susep, o Alexandre Camillo, que tem toda a liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos para a sua missão. 

Ele terá a sua já declarada diretriz de cooperação de todos os elos da cadeia de valor do nosso mercado como elemento fundamental a favor do fomento e da sustentabilidade, que também declarou. E de aproveitar e revisar o legado que recebe no mesmo sentido. Olhando, de novo, para a frente. 

Estaremos todos da CNseg a serviço desses propósitos que estamos construindo juntos com os corretores há décadas. Desejamos tornar realidade o mantra de estarmos no centro das políticas públicas e dos programas privados. Não por vaidade ou por corporativismo.  

É porque temos, no plural, a convicção de que somos os braços da proteção econômica e social da cidadania. E porque somos o maior formador da poupança nacional. Desonerando o estado brasileiro para fazer aquilo que ele precisa fazer. 

Que tenhamos todos um excelente evento. 

Muito obrigado! 

Sancionada lei que amplia cobertura de tratamentos em planos de saúde

custo da saude

Fonte: Agência Brasil

Regras para a incorporação de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde, administrados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), estão publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (4).

Segundo a Lei 14.307/ 22 sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, os planos de saúde ficam obrigados a fornecer medicamentos contra o câncer, de uso oral e domiciliar, em conformidade com a prescrição médica, desde que estejam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com uso terapêutico aprovado. A medida também possibilita aos pacientes a continuidade terapêutica domiciliar, sem necessidade de internação hospitalar para o tratamento.

Outra novidade é criação da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar, que tem como objetivo assessorar a ANS na tomada de decisões sobre novas tecnologias e medicamentos, inclusive transplantes e procedimentos de alta complexidade. O grupo deverá apresentar um relatório que considere as evidências científicas sobre a eficácia, acurácia, efetividade e segurança do medicamento, produto ou procedimento analisado.

Vigência

A atualização do rol de procedimentos e eventos em saúde deverá ocorrer em até 180 dias, prorrogáveis por mais 90, quando necessário. O processo deve ser realizado por meio de uma consulta pública no prazo de 20 dias, com a divulgação de relatório preliminar da comissão, e audiência pública no caso de matéria relevante ou quando houver recomendação preliminar de não incorporação por, no mínimo, um terço dos membros da comissão.

Thinkseg é a mais nova parceira da TEx Tecnologia, no produto Teleport

Andre_Gregori Thinkseg

A Thinkseg, presente no 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, organizada pela Fenacor e pelo Sincor-SP, anuncia parceria com a Insurtech TEx, empresa com expertise em soluções online para o setor, detentora da plataforma TELEPORT. Todos os corretores que utilizam o TELEPORT terão acesso aos seguros da Thinkseg. A integração que está em etapa de desenvolvimento, deve ser disponibilizada nos próximos meses. A novidade será detalhada pelo CEO da Thinkseg, Andre Gregori, durante o painel “Inovação e Tecnologia”, junto com outros congressistas, que acontece neste sábado (05/03), das 11h15 às 12h20. 

“É o primeiro grande evento do mercado segurador, com corretores, que a Thinkseg participa desde sua criação, há seis anos. Hoje, observamos que, mesmo sendo 100% digital, inovador, a participação do corretor ainda é fundamental para o esclarecimento das dúvidas dos clientes. Temos certeza de que, com a parceria da TEx, por meio do Teleport, alcançaremos corretores de seguros de todo País, que poderão ofertar a seus clientes produtos do marketplace Bidu, pertencente à Thinkseg”, afirma o CEO da Thinkseg, Andre Gregori. 

Fitch afirma que guerra desafia linguagem das apólices de seguro cibernético

guerra seguros

A invasão russa da Ucrânia elevou globalmente o risco de ataques cibernéticos e possíveis custos de sinistros para seguradoras de propriedades e de acidentes, que oferecem cobertura cibernética – a maioria contratada na América do Norte, informa a empresa de ranking de risco de crédito Fitch Ratings. Segundo ela, esses ataques também poderão testar a eficácia das expressões “exclusão de guerra” e “exclusão de ato hostil”, que estão em discussão no mundo inteiro depois que uma decisão judicial considerou a seguradora Ace American responsável por perdas da Merck decorrentes do ataque de malware NotPetya em 2017. 

As grandes seguradoras adotaram nos últimos anos ações significativas de precificação e subscrição em resposta ao aumento de sinistros cibernéticos, incluindo uma linguagem contratual mais rígida, o que deve ajudar a mitigar as perdas de contratação no atual ambiente, diz a Fitch Ratings. Segundo a empresa, o ataque do NotPetya foi amplamente atribuído a hackers ligados à Rússia, com efeitos colaterais de curto e longo prazo e bilhões de dólares em perdas para empresas globais. A Merck sofreu perdas notáveis ​​de US$ 1,4 bilhão; no entanto, o pedido de indenização foi negado, com a seguradora citando a linguagem de “todos os riscos” da apólice. As políticas cibernéticas para seguradoras dos EUA normalmente incluem linguagem de “exclusão de guerra” ou “exclusão de ato hostil”, semelhante à linguagem de exclusão encontrada em outras linhas de negócios de propriedade, estipulando que as seguradoras não podem se defender contra atos de guerra. 

No entanto, a decisão de um juiz do Tribunal Superior do Condado de Union em Nova Jersey concluiu que a Merck tinha direito a um julgamento sumário porque a linguagem de exclusão de guerra não era aplicável. A decisão indicou que a linguagem contratual da apólice de seguro permaneceu praticamente inalterada por muitos anos, apesar da ameaça crescente e cada vez mais comum de ataques cibernéticos, que podem emanar não apenas de estados-nação, mas também de fontes privadas secretas e nefastas.

Para agravar o problema, está a incapacidade de identificar adequadamente o autor de um ataque, pois os criminosos cibernéticos têm experiência em ocultar suas identidades. Muitas vezes, as primeiras indicações das origens do ataque são falsas. A análise forense digital pode levar anos para ser concluída e ainda assim permanecer ambígua.

O tribunal decidiu que, como a seguradora não mudou a linguagem da apólice, a Merck tinha todo o direito de prever que a exclusão se aplicava apenas às formas tradicionais de guerra. A seguradora foi culpada por não alterar o idioma ou notificar o segurado de que as perdas decorrentes de ataques cibernéticos não foram cobertas.

Devido ao aumento de reclamações relacionadas a cibernéticos, à recente decisão e pressão da Autoridade Reguladora, as seguradoras começaram a esclarecer ainda mais a linguagem da política cibernética em 2019 para a cobertura “cibernética silenciosa”, onde a apólice não inclui ou exclui explicitamente o risco cibernético em uma apólice. As empresas abordaram questões cibernéticas silenciosas adotando uma linguagem que exclui ou afirma especificamente a cobertura, ou adotando sublimites de cobertura, o que reduz os benefícios das apólices. O crescimento da cobertura autônoma continuará a ser alimentado pelo interesse do segurado e da seguradora em reduzir a ambiguidade da cobertura.

O crescimento contínuo de invasões cibernéticas e eventos de ransomware pode pressionar a lucratividade de longo prazo do mercado de seguros cibernéticos e o gerenciamento interno de ameaças cibernéticas das seguradoras. No entanto, ações de rating negativas vinculadas a perdas de subscrição cibernética permanecem improváveis. Os prêmios cibernéticos representam menos de 5% do mix de negócios da maioria das empresas, com participação de mercado mantida por seguradoras maiores e bem capitalizadas que cedem partes importantes do negócio para resseguradoras.

Reino Unido decide banir empresas russas do mercado de seguros aeronáuticos e espaciais

Lloyd's of london

Fonte: Reuters

O Reino Unido vai banir empresas russas do multibilionário mercado de seguros aeronáuticos e espaciais em Londres, o maior centro de seguros comerciais e especializados do mundo, disse o Ministério das Finanças nesta quinta-feira.

As empresas russas da indústria aeronáutica ou espacial serão impedidas de acessar os serviços de seguros ou resseguros baseados na Grã-Bretanha direta ou indiretamente, disse o ministério.

“O Reino Unido. O governo adotará uma legislação para proibir os provedores de seguros e resseguros do Reino Unido de realizar transações financeiras relacionadas a uma entidade russa ou para uso na Rússia”, disse o Departamento do Tesouro.

“Mais detalhes da legislação estarão disponíveis oportunamente.”

A medida deixará as companhias aéreas comerciais russas lutando para obter cobertura em outros lugares. Fontes do setor dizem que isso pode incluir resseguradoras chinesas, enquanto outras seguradoras ocidentais provavelmente se absterão dos negócios, temendo que outros países imponham restrições semelhantes.

Empresas de todo o mundo usam o Lloyd’s of London e outras empresas que operam em Londres para seguro e resseguro de aviação.

“Estamos em comunicação regular com o Reino Unido. reguladores governamentais e internacionais, e estamos trabalhando em estreita colaboração com o mercado do Lloyd’s para manter a implementação, em ritmo acelerado, de sanções aplicadas por governos em todo o mundo”, disse Patrick Tiernan, chefe de mercados do Lloyd’s.

A aviação é um dos maiores setores do Lloyd’s, juntamente com os seguros marítimos e energéticos.

As linhas de seguro marítimo, de aviação e de transporte do Lloyd’s relataram um prêmio bruto emitido de £ 3 bilhões (US$ 4,01 bilhões) em seguros e £ 1,5 bilhão em resseguros em 2020.

A International Underwriting Association, que representa as seguradoras comerciais de Londres fora do Lloyd’s, aguarda mais detalhes sobre a legislação, disse em comunicado.

Generali deixa Rússia após invasão da Ucrânia por Moscou

generali deixa russia

Reuters

A principal seguradora italiana Generali disse nesta quinta-feira que está se retirando da Rússia após a invasão da Ucrânia por Moscou, enquanto o Intesa Sanpaolo, o maior banco da Itália, está revisando sua presença no país.

A Generali disse que fecharia seu escritório em Moscou e encerraria seus negócios da Europ Assistance na Rússia, confirmando um relatório anterior da Reuters.

O Intesa Sanpaolo, o maior banco da Itália, está realizando uma revisão estratégica de sua presença na Rússia, enquanto ajuda funcionários na Ucrânia a deixar o país, disse um porta-voz.

Anteriormente, o Société Générale alertou para a possibilidade de que a Rússia pudesse retirar do banco suas operações locais, em uma das advertências mais duras já feitas por uma empresa ocidental sobre o potencial impacto da crise na Ucrânia.

O banco francês, cuja exposição de US$ 20 bilhões à Rússia é uma das maiores entre os credores estrangeiros, disse que está trabalhando para reduzir os riscos no país.

A Generali disse em comunicado que também abrirá mão de seus assentos no conselho da Ingosstrakh, uma das maiores seguradoras da Rússia, na qual detém uma participação de 38,5%.

“Não há planos imediatos para vender a participação no curto prazo, mas o grupo está avaliando suas opções”, disse uma fonte próxima ao assunto à Reuters sobre a decisão da Generali.

A seguradora número 3 da Europa disse que sua exposição ao mercado russo em termos de investimentos e negócios de seguros está sob constante avaliação.

As medidas ocorrem quando os países ocidentais procuram se distanciar dos negócios russos depois que o presidente Vladimir Putin ordenou que suas tropas entrassem na vizinha Ucrânia.