Liberty Seguros lança Voucher Mobilidade para clientes auto

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros anuncia uma nova solução digital para os clientes do segmento de automóveis: o Voucher Mobilidade. Com o lançamento, os segurados têm mais uma opção alternativa de locomoção ao utilizar o crédito disponibilizado no aplicativo da UBER, sendo que o valor e a validade do benefício são de acordo com o plano de carro reserva contratado em apólice.

A escolha do benefício é realizada durante o aviso do sinistro de forma simples e segura. O voucher estará disponível para os seguros auto Liberty, em casos nos quais as apólices tenham a cobertura de “Carro reserva” ou “Carro reserva ou desconto na franquia”. Já o tempo de utilização varia de acordo com a contratação do automóvel reserva na apólice, por exemplo: se o contratado for por um período de 7 dias, o cliente terá direito a um voucher correspondente ao mesmo período ou até acabarem os créditos.

Os clientes que optarem pelo benefício receberão o Voucher via e-mail e podem resgatá-lo no aplicativo da UBER. Além disso, não precisarão se locomover até uma locadora para a retirada de um veículo reserva nem comprometer o limite do cartão de crédito como caução para cobrir eventuais despesas.

A oferta do Voucher vale para todo o território brasileiro, com a necessidade de validação do cliente com relação a disponibilidade do serviço da UBER em sua região. A opção da escolha do benefício estará disponível tanto no Aviso de Sinistro Web quanto na central de atendimento da Liberty Seguros.

Seguradoras vendem R$ 26 bilhões em janeiro de 2022, alta de 6,5%, informa Susep

estudos sobe desce

As receitas dos segmentos supervisionados pela Susep somaram R$ 26,05 bilhões em janeiro de 2022. Esse valor corresponde a um crescimento de 6,5% em relação a janeiro de 2021, quando as receitas totalizaram R$ 24,46 bilhões.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 20,3% na arrecadação de prêmios no primeiro mês de 2022, quando comparado com o mesmo mês de 2021. Foram movimentados R$ 8,34 bilhões em janeiro deste ano, face aos R$ 6,93 bilhões em janeiro do ano anterior.

Os seguros de pessoas foram responsáveis pela arrecadação de R$ 14,72 bilhões no primeiro mês de 2022, o que representa crescimento de 0,5% em relação a janeiro de 2021.

Nos seguros de pessoas e danos, os prêmios diretos totalizaram R$ 23,06 bilhões em janeiro de 2022, alta de 6,8% em relação a janeiro de 2021, quando totalizaram R$ 21,59 bilhões.

O segmento de seguros de pessoas apresentou um total de prêmios de R$ 14,72 bilhões em janeiro de 2022, o que representa aumento de 0,5% em relação ao mesmo período de 2021. O seguro de vida teve crescimento de 17,8% em relação a 2021, arrecadando R$ 1,92 bilhão em janeiro de 2022.

Os seguros de danos apresentaram crescimento de 20,3% na arrecadação de prêmios em janeiro de 2022, quando comparado ao mesmo período de 2021. Foram movimentados R$ 8,34 bilhões em janeiro deste ano, face aos R$ 6,93 bilhões movimentados em janeiro do ano passado.

A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 3,41 bilhões em janeiro deste ano, valor 19,4% superior ao do mesmo período em 2021, quando foram arrecadados R$ 2,86 bilhões.

Desconsiderando-se auto, o desempenho das demais linhas de negócio dos seguros de danos em janeiro de 2022 foi 21,1% superior a janeiro de 2021, crescimento de R$ 0,86 bilhão na arrecadação de prêmios.

A linha de negócio rural foi destaque, com crescimento de 95,6%. Os seguros das linhas riscos especiais patrimoniais, patrimoniais-outros e financeiros também se destacaram, com crescimento acima de 30% na arrecadação de prêmios em janeiro de 2022, em comparação a janeiro de 2021. Os prêmios arrecadados em janeiro de 2022 para o segmento atingiram o montante de R$ 0,86 bilhão, contra os R$ 0,44 bilhão em janeiro de 2021. A sinistralidade do seguro rural observou um aumento em janeiro deste ano, atingindo o valor de 342,8%.

Nos seguros de pessoas, excluindo-se o VGBL, a sinistralidade atingiu o patamar de 30,1% em janeiro de 2022. A sinistralidade do seguro de vida, individual e em grupo, atingiu o valor de 45,4% em janeiro deste ano, valor ligeiramente abaixo do observado em dezembro, quando foi de 46,1%.

Nos seguros de danos, observa-se que a sinistralidade, em janeiro de 2022, ficou abaixo da sinistralidade de dezembro de 2021, totalizando 63,7%. A sinistralidade no seguro auto ficou em 72,8% em janeiro de 2022, frente aos 74,1% observados em dezembro de 2021.

Lloyd’s of London recebe multa recorde por assédio sexual e intimidação no Reino Unido

Lloyd's of london

O mercado de seguros Lloyd’s of London anunciou nesta quarta-feira (16) uma multa recorde de 1,05 milhão de libras (1,9 milhão de dólares) a um de seus membros, a seguradora Atrium, por atos de assédio sexual e intimidação.

Trata-se da “multa mais elevada” jamais imposta pelo mercado londrino de seguros, anunciou em um comunicado a instituição, uma das mais antigas da praça financeira, cujas origens remontam ao século XVII.

Em sua decisão, a Lloyd’s of London descreve atos como trotes, consumo excessivo de álcool e “comentários inapropriados e sexualizados, discriminatórios e de assédio” contra funcionárias.

Esses fatos aconteceram durante saídas em grupo de colegas que foram toleradas pela Atrium durante “vários anos até 2018” e na presença de funcionários hierarquicamente superiores da empresa, segundo o documento.

A Lloyd’s também reprova a seguradora por “uma campanha sistemática de intimidação, durante anos” de um de seus funcionários contra um subordinado e pela reação da companhia quando tomou conhecimento do fato, ao abafar o caso sem proteger suficientemente a vítima.

A Atrium “não esteve à altura de seus valores e foram cometidos erros graves”, reconheceu Christopher Stooke, presidente não executivo da empresa, em uma declaração enviada à AFP, pedindo desculpas pelo “equívoco”.

Com base nas revelações explosivas feitas em 2019 sobre comportamentos machistas e assédio sexual, o Lloyd’s of London afirmou que deseja mudar sua cultura empresarial. O mercado de seguro se comprometeu, entre outras coisas, a ter 35% de mulheres em cargos de responsabilidade antes do fim de 2023 e também prometeu melhorar a representação das minorias étnicas.

Setor segurador inicia o ano com alta de 6,4%, com R$ 26 bilhões

marcio Coriolano

Fonte: Cnseg

Após encerrar o último mês do ano passado com desempenho muito positivo, no primeiro mês do ano, a contratação de Seguros foi 16,1% menor na comparação com dezembro de 2021.  A melhor base de comparação, porém, é contra o mês de janeiro do ano anterior, que registrou um crescimento importante de 6,4%, totalizando um volume de R$ 26 bilhões (sem Saúde e DPVAT), revela a nova edição da publicação Conjuntura CNseg nº. 66, da Confederação Nacional das Seguradoras.  

Segundo o editorial assinado pelo Presidente CNseg, Marcio Coriolano, o primeiro trimestre do ano, isoladamente, não terá potencial para indicar a capacidade de manutenção de taxas de evolução setorial, tendo em vista que os efeitos do processo eleitoral, da política econômica e dos conflitos geopolíticos serão fatores decisivos na composição dos cenários.

Marcio Coriolano avalia que esse efeito interanual global de 6,4% levou a que a taxa anualizada dos seguros – comparação de 12 meses móveis terminados em janeiro – superassem a já alta taxa do final do ano passado. Essa evolução anualizada passou de 11,9% para 12,1%, um ganho real de 3,4%.

O destaque do mês de janeiro foi o segmento de Danos e Responsabilidades, que teve crescimento na casa de dois dígitos, 20,2% na comparação entre os meses de janeiro de 2022 e 2021. O produto Automóveis registrou a maior alta mensal interanual desde julho de 2013 e encerrou o mês com R$ 3,4 bilhões em prêmios diretos, 19,6% acima do arrecadado em janeiro de 2021. Já o segmento de Cobertura de Pessoas acumulou quase R$16 bilhões, representando leve crescimento de 0,3% em relação ao primeiro mês de 2021.

O interesse por produtos do segmento de Capitalização manteve a tendência de alta registrada nos últimos meses do ano passado. Os Títulos de Capitalização registraram desempenho mais alto de 6,1% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado.

Confira o vídeo-release com os comentários do Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Seguro Educacional é o tema da 3ª edição do “Que seguro é esse?”

CNseg Solange Beatriz

Fonte: CNseg

Na terceira edição do Programa “Que seguro é esse?”, do Canal da CNseg no YouTube, a diretora-Executiva da CNseg Solange Beatriz Palheiro Mendes recebeu a presidente da Comissão de Produtos de Risco da FenaPrevi, Ana Flavia Ferraz, para falar sobre o Seguro Educacional. Seguro, como lembrou Solange Beatriz, que ainda não é muito conhecido pela maioria dos brasileiros, mas que pode ser um importante aliado contra a evasão escolar, principalmente em tempos de pandemia, quando mais de 4 milhões de brasileiros entre 6 e 34 anos já abandonaram os estudos. 

Ana Flavia explicou que o Seguro Educacional é uma modalidade de Seguro de Vida e garante a continuidade dos estudos em caso de perda de emprego ou renda do segurado ou de seu responsável financeiro, sendo contratado, em regra, no momento da matrícula ou da renovação do período escolar. Apesar de ser normalmente oferecido pelas instituições de ensino, o interessado também pode contratá-lo diretamente junto a uma seguradora, optando, inclusive por coberturas adicionais como contra acidentes pessoais. Outro ponto bastante interessante lembrado por Ana Flavia é que esse seguro pode, oferecer benefícios como a possibilidade de participar de intercâmbios e outros programas acadêmicos. 

Entretanto, lembrou Solange Beatriz, é muito importante que o segurado conheça bem as suas necessidades, para adquirir o produto mais adequado, e leia atentamente o contrato para saber exatamente o que está sendo coberto. Em complemento, Ana Flavia disse que também é importante que ele saiba quais as restrições e os canais de acionamento da seguradora em caso de sinistro.  

Munich Re deixa Rússia em seguros e em investimentos

Joachim Wenning munich re

Nesta quarta-feira, foi a vez da Munich Re anunciou informar que está se retirando da Rússia por causa da guerra na Ucrânia. “Os contratos existentes na Rússia e na Bielorrússia não serão renovados”, informou a empresa com sede em Munique em seu site na quarta-feira. O mesmo se aplica aos investimentos da Munich Re na região.

Exceções só serão feitas se encerrar os negócios “afetar negativamente pessoas ou empresas dignas de proteção” e desde que isso seja permitido sob as sanções atuais, explicou a empresa.

“Os eventos dos últimos dias nos perturbaram profundamente”, afirmou o presidente-executivo da Munich Re, Joachim Wenning, em comunicado. “A invasão da Rússia constitui uma violação do direito internacional.”

A Munich Re também expressou seu apoio às sanções impostas a Moscou pelas nações ocidentais, “também sabendo que elas não ficarão sem consequências para nossas economias nacionais”.

SulAmérica anuncia a chegada de três novos superintendentes na gestora de Investimentos

A SulAmérica Investimentos anuncia a chegada de três novos integrantes ao time. A partir deste mês, a asset passará a contar com Natalie Victal, como Economista Chefe da SulAmérica Investimentos, Paulo Castro, CFA, como Superintendente de Imobiliário e Gilberto Nagai, CFA, como Superintendente de Renda Variável e Long Biased.

Natalie Victal é mestre em Economia pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro e graduada em Economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Com grande experiência no mercado financeiro, a economista tem passagens por gestoras como Kyros Investimentos, Kondor Invest e Garde Asset, onde atuou nos últimos três anos, com instituições financeiras globais de grande porte nos mercados financeiros e de capitais.

Natalie substitui Newton Rosa, que, a partir de agora, assume a posição de economista-chefe do Grupo SulAmérica. A nova economista-chefe reportará diretamente ao CIO da SulAmérica Investimentos, Luis Garcia.

Para fortalecer ainda mais o time de Investimentos da SulAmérica, a asset também traz Paulo Castro, como Superintendente de Imobiliário e Gilberto Nagai, como Superintendente de Renda Variável e Long Biased. Paulo é bacharel em Engenharia de Produção pela PUC do Rio de Janeiro e possui as certificações CFA (Chartered Financial Analyst), CAIA (Chartered Alternative Investiment Analyst) e CGE (Certificação de Gestores para Fundos Estruturados da Anbima). Ele acumula passagens pela CR2 Empreendimentos Imobiliários, PDG Realty, Bozano Realty e Alianza Investimentos, onde atuava como gestor da estratégia de Fundos Imobiliários desde 2015. O superintendente reportará à Head de Crédito Privado, Daniela Gamboa. 

Já Gilberto, bacharel em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), também possui certificação CFA, tem ampla experiência na indústria de fundos e passagens por ABN Amro Bank, Fundação CESP, Fortis Investments Brasil, BNP Paribas Asset Management e Itaú Asset Management, onde atuou como Head de Brazil Equity por oito anos. Mais recentemente, foi sócio da CL4 Capital, à frente da estratégia de Long Biased. Nagai se reportará ao diretor de Investimentos Luis Garcia e será responsável pelas estratégias de Long Biased e Renda Variável da asset.

“A chegada desses profissionais tem foco no crescimento dos times de gestão e das equipes operacionais, para que o nosso compromisso com os investidores fique cada vez mais sólido. Desejamos as boas vindas a eles”, finaliza Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica.

Carlos Alberto de Paula deixa FenaPrevi e quer contribuir com educação de jovens e empreendedorismo feminino

carlos alberto de paula

Depois de pouco mais de dois anos como diretor da Federação Nacional das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi) e 45 anos de trabalho, dos quais 30 dedicados ao ambiente securitário e previdenciário, Carlos Alberto de Paula segue para um período sabático. “Acredito que a experiência das últimas quatro décadas poderá ser útil em outros espaços, sobretudo em setores voltados para educação de jovens e empreendedorismo feminino. Recebi muito da sociedade e sinto que é hora de retribuir de forma mais abrangente de modo a estimular e, se possível, inspirar as próximas gerações”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Leia a entrevista completa abaixo:

Como vê o futuro da previdência complementar, aberta e fechada? 

Os sistemas de proteção social constituem um desafio para todas as nações, desenvolvidas ou em desenvolvimento, e, quanto ao Brasil, não poderia ser diferente. Sempre houve muita discussão em relação à evolução dos dois sistemas. 

Entretanto, acredito que, no nosso caso, precisamos acelerar o processo, sobretudo no que diz respeito a uma melhor articulação do Estado com a sociedade civil. Essa é uma agenda que deve compreender a proteção daquilo que foi acumulado até aqui, isto é, o estoque, por meio da estabilidade de regras e segurança jurídica, e o oferecimento de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento dos negócios.  A despeito da condição socioeconômica, estou certo de que há muito espaço para crescimento, em vários segmentos e, particularmente quando se trata de vida e previdência, precisamos dar maior tração para essa agenda.

A população envelhece rapidamente e não resta dúvida entre os especialistas e executivos de que o Regime Geral, embora seja uma referência inclusive junto à comunidade internacional, não conseguirá se manter com base no atual modelo.  

Não fizemos o grande ajuste nos anos 80, que foi a década mais propícia para realização da transição do sistema de repartição para o capitalizado. A questão é que fatores políticos acabaram retardando as decisões estruturais e ao longo do tempo os ajustes têm sido muito pontuais. Essa leitura vale inclusive para a última reforma. Acredito que por aqui estejamos caminhando rapidamente para um quadro mais agudo e precisaremos de uma articulação mais consistente por parte do Estado Brasileiro.

Nesse sentido, tanto a previdência aberta quanto a fechada se apresentam como partes importantes da solução com vistas a inibir um eventual colapso do sistema nas próximas duas décadas. Embora tecnicamente a reflexão não seja novidade, como mencionei, é um tema indigesto sob o ponto de vista político e, por isso, ficamos presos numa armadilha. É preciso desatar esse nó.

Estritamente em relação aos dois sistemas, precisamos de maior sinergia entre os reguladores, CNSP e CNPC, e entre os supervisores, SUSEP e PREVIC. O marco regulatório, que já completou 20 anos, promoveu condições gerais para um bom avanço do setor em relação às décadas anteriores. No entanto, nos últimos 10 anos houve uma significativa mudança de cenário, sobretudo em relação ao mercado de trabalho. É importante que o Estado tenha clareza acerca das dores que os operadores enfrentam, de lado a lado, e que promova ações no sentido de viabilizar uma maior interação entre as entidades (Susep e Previc) de modo a atender às novas demandas da sociedade. Vale lembrar que nesse processo a “joia da coroa” é o cidadão e porque não dizer também o empregador.

Por exemplo, hoje, por incrível que possa parecer, é absolutamente impossível a realização de uma simples transferência de gerenciamento de um plano ocupacional fechado para um aberto e vice-versa. Outra situação, apenas para ficarmos na base da discussão, diz respeito ao fomento do setor. O Estado e os operadores sabem que a próxima onda de crescimento da previdência privada passa, inexoravelmente, pelos planos de médio e pequeno portes. Essa questão ainda é tratada como se estivéssemos no século XX.  Basta olhar para a atuação da comunidade internacional, nos sistemas de referência, para alavancarmos a indústria e aumentarmos a cobertura e a proteção dos cidadãos.

Esses apontamentos têm a ver com o cerne da discussão sobre a evolução da política pública em relação aos setores e certamente vão ao encontro da provável redução do teto do Regime Geral, que ocorrerá nos próximos 20 anos. Boa parte da sociedade sequer tem clareza disso, sobretudo por conta da baixa penetração da educação financeira. 

Você vê a tendência “ESG” se consolidar neste segmento que administra mais de R$ 2 trilhões no Brasil?

Os recados enviados por alguns agentes importantes, como por exemplo a BlackRock, por meio da Carta Anual aos CEOs 2022, demonstram o engajamento do mercado de capitais nessa pauta. será preciso avançar, sem dúvida. 

Os dois setores, fundos de pensão e seguradoras estão dando os primeiros passos nessa nova agenda.  Entendo que a exemplo do que vem fazendo a Previc e recentemente a Susep, haverá uma forte dose de recomendações por parte dos atores da Administração Pública, provavelmente alinhada no âmbito do COREMEC, comitê que congrega os quatro supervisores, BCB, CVM, SUSEP e PREVIC. 

Acredito que o próximo passo seja a edição de normas indutoras de comportamento em que a adoção de determinadas medidas pelos supervisionados propiciem benefícios nas questões relacionadas à fiscalização. Esse é um caminho sem volta e os nossos segmentos têm uma importante contribuição a oferecer para a humanidade.

As seguradoras já avançaram muito em despertar no brasileiro a preocupação de garantir renda para o futuro. Quais foram as principais mudanças de dentro para fora em sua opinião? 

Sou participante de um fundo de pensão desde 1988 e de planos abertos desde 2003, portanto, muito cedo passei a ter contato com essa pauta. Entretanto, lembro que quando comecei a atuar na área comercial, a partir de 1992, havia muita desconfiança em função de agendas mal-sucedidas no passado, muito desconhecimento sobre as estruturas e uma forte confusão entre o pilar público e o privado. Amadurecemos com a sociedade.

Hoje, posso dizer que a evolução normativa e dos processos e a própria educação financeira foram fatores importantes para promoção de alguma mudança na postura de parcela da sociedade. A questão é que a transição demográfica segue numa velocidade significativa. É como se tratássemos um paciente com pressão alta, se eu puder me apropriar da linguagem médica. Trata-se de uma agenda silenciosa e que carece de ações assertivas para que possamos amenizar o custo social dos programas de proteção. Essa conta, de certa forma, voltará para toda a sociedade, se negligenciada.

Nesse contexto, as seguradoras e os fundos de pensão têm oferecido uma importante contribuição. Começamos a reconhecer um número interessante de pessoas que recebem benefícios das entidades, sobretudo dos planos ocupacionais. Esse é um fato que em si demonstra que essa relação de 30, 40 ou 50 anos tem funcionado com algum sucesso no Brasil, embora ainda não tenhamos um mercado de anuidades estruturado; a propósito sobre esse ponto a SUSEP recebeu uma contribuição do mercado (ciclo de rendas) e, de acordo com informações, essa deverá ser a próxima novidade para as indústrias. Por fim, vale destacar a figura dos resseguradores. A lei complementar 126/07, inaugurou um ciclo importante diante da abertura do mercado de resseguros e o segmento local poderá ter um papel relevante para o desenvolvimento do mercado de anuidades no Brasil. 

Acha que o crescimento do setor agora está refém apenas do crescimento da economia?

O crescimento da economia é um item fundamental e abarca outras questões como, por exemplo, em que tipo de sociedade queremos viver e o que ofereceremos para as próximas gerações à luz do Artigo 5º da Constituição Federal e correlatos. Há questões políticas estruturais que extrapolam em muito o nosso ecossistema. Diante disso, até que as estrelas se alinhem, precisaremos continuar fazendo a nossa parte. 

Estamos saindo da maior crise sanitária da história; um pouco antes disso passamos por sérias turbulências políticas; e, por enquanto, ainda não temos clareza de quais serão os desdobramentos, inclusive econômicos, em função dos acontecimentos que envolvem nações como Ucrânia e Rússia. 

Outro ponto a ser destacado é que, quando observamos a história, constatamos que as nações desenvolvidas enriqueceram e depois envelheceram; portanto, conseguiram buscar formas para amenizar os impactos da transição demográfica. Parece não ser o nosso caso e esse é um desafio adicional.

Diante disso, do que pude experienciar desde a década de 1980 no Brasil, acredito que, a despeito da conjuntura, precisamos continuar avançando com aperfeiçoamento da visão e da estratégia em relação a essa agenda.  O processo de envelhecimento não aguardará o mundo perfeito e todo avanço será determinante nesse caso.

Acredita que a pandemia ajudou a solidificar a importância da poupança de longo prazo no Brasil?

Sim, acredito que esse evento sem precedentes ajudou a demonstrar como as linhas gerais da política de proteção social desenvolvida em nosso país tem sido assertiva. Entre as indústrias, considerando inclusive seguros de pessoas, foram mais de 200 mil eventos decorrentes exclusivamente de Covid-19.  Nessa circunstância, os setores atenderam aos familiares por meio das indenizações e do pagamento de rendas. A resposta foi célere; o processo de regulação de sinistros, por exemplo, considerando o tempo entre a comunicação do evento e a efetivação do pagamento, girou em torno de até 40 dias. Também tivemos um ponto alto, particularmente em relação aos planos abertos; aqui, refiro-me às solicitações de resgates parciais. Por meio desse instituto, milhares de pessoas obtiveram algum socorro financeiro, além da forte injeção de recursos na economia. Falamos de algo que se aproxima de R$ 90 bilhões em resgates parciais considerando apenas os anos de 2020 e 2021, além dos valores das indenizações. Nesse sentido, estou convicto de que esse processo contribuiu para a conscientização de parte da sociedade. 

Em sua opinião, o que precisa ser feito para tornar a previdência um tema mais informal para a sociedade?

A intensificação da educação financeira é o ponto chave. Na minha avaliação, os esforços realizados até aqui são louváveis, no âmbito do FBEF, mas ainda estão muito aquém da necessidade da população. O Poder Executivo deveria assumir o protagonismo dessa agenda e trazer com ele a sociedade civil. Basicamente os agentes do sistema se encontram em datas comemorativas, como por exemplo, a Global Money Week. No Brasil, a despeito da condição econômica da população, estou certo de que um número bem maior de famílias estariam protegidas em função dos impactos da Covid-19, da tragédia de Brumadinho ou do recente desastre em Petrópolis, caso houvesse um trabalho de educação mais amplo de modo a  efetivamente alcançar outras camadas da população.  Os jovens e os trabalhadores precisam ser alertados de forma mais incisiva e adequada sobre as oportunidades e os riscos que envolvem o ciclo da vida.

No Congresso Nacional, por exemplo, há quase um total desconhecimento desse tema fundamental para a sociedade. São agendas visitadas apenas em época de eleição ou em função de projetos de última hora decorrentes de certas conjunturas. A educação financeira deve também alcançar o Parlamento, pois lá estão os representantes do povo e dos estados. 

Acredito que, se houver vontade política e forte atuação da sociedade civil, poderemos amenizar os impactos para uma parte da geração X e para boa parte da geração Y em relação às próximas décadas.

Finalmente, vale ressaltar que as médias e pequenas empresas são responsáveis pela geração da maioria dos empregos formais e aí pode estar a maior oportunidade de crescimento. Em relação aos produtos previdenciários (PGBL e Planos Fechados), por exemplo, uma ação estratégica que poderá destravar a agenda será permitir que participantes e empresas possam deduzir as contribuições para previdência privada das suas respectivas bases de cálculo, a despeito do tipo de declaração ou regime tributário.  Esse é um movimento que fará toda diferença para o ingresso de milhões de brasileiros nos dois sistemas. Essa é uma pauta que não pode parar na tecnocracia, se quisermos avançar.

Em novembro de 2019, quando assumiu a diretoria da FenaPrevi, quais foram seus principais desafios?

Em primeiro lugar, foi uma honra encerrar esse ciclo de três décadas interagindo com os executivos da FenaPrevi. Assumimos a diretoria num contexto de reposicionamento da Federação. Várias ações foram iniciadas, como por exemplo a revisão da estrutura de governança de modo que os executivos pudessem ter uma atuação mais voltada para o ambiente estratégico. Na esteira dessa visão, procuramos intensificar os relacionamentos com os stakeholders, dentre eles Susep, Previc, Subsecretaria de Previdência Complementar e Secretaria de Política Econômica. Firmamos algumas parcerias e posso destacar o importante convênio de cooperação técnica assinado com a Abrapp; esse foi um casamento de gigantes. Também firmamos convênio com o instituto ILMA; e o convênio com o IBA foi uma outra ação estratégica em que compartilhamos pelo menos 120 anos de conhecimento técnico entre as duas entidades. Ainda, contratamos o professor Marcelo Neri, que realizou uma profunda pesquisa sobre o potencial de mercado para o setor. Ou seja, em outras palavras, além dos ajustes estruturais que estão em curso, estendemos os braços institucionais e com isso a Federação ganhou maior musculatura. Essas agendas deverão florescer a seu tempo nos próximos períodos como resultante da adequada visão da direção da Federação e de muito trabalho em equipe, tanto do corpo interno como das comissões técnicas e dos grupos de trabalho.

Um ponto importante para equilibrar as contas do Brasil é atrair os jovens para a previdência. Em sua experiência, qual a fórmula para obter este sonho?

Falamos um pouco sobre isso numa das perguntas anteriores, mas gostaria aqui de destacar um dos mais importantes programas de educação promovidos pela FenaPrevi, na gestão do Presidente Nasser. O “Vem de ZAP”. Esse é um programa inédito que poderá ser utilizado por professores como material extracurricular, pelos pais junto aos filhos, pelas áreas de RH das empresas e pelas próprias seguradoras por se tratar de um programa sem bandeira, portanto de utilidade pública, transversal e impactante. O “Vem de ZAP” decorre de uma profícua parceria firmada com a Escola Nacional de Seguros. Quando levamos a ideia para a Direção da ENS o projeto foi imediatamente absorvido e começamos um trabalho a quatro mãos entre as equipes técnicas. O projeto encerra exatamente essa visão de buscar proximidade com o público jovem falando o seu idioma. Tenho esperança de que as instituições acessem o material no site da Federação. 

E qual o seu sonho para o Brasil?

Pergunta desafiadora! Muito cedo, por razões peculiares, aprendi a necessariamente ter uma perspectiva positiva diante de desafios pessoais ou profissionais. Aprendi também com os meus líderes e pessoas que continuam me apoiando, e porque não dizer orientando, a ser como a água, sempre buscando os espaços disponíveis para atingir os objetivos, sem perder a essência.

Sonho com um Brasil onde as pessoas possam viver com dignidade e que a cidadania seja exercida na sua plenitude a despeito de qualquer outro fator. Tive a oportunidade de passar por 22 países, em boa parte deles, a trabalho. Conheci cidades como Moscou, Paris, Filadelfia, Johanesburgo, Rabatt, Madri, Santo Domingo, Montevidéu, Acra, Luanda, Praia, Basileia, etc. Foi uma experiência profissional muito rica e em cada viagem fiquei mais preocupado com o tamanho da minha ignorância acerca do mundo de oportunidades à disposição da humanidade. Por outro lado, não encontrei um país com o potencial do Brasil, esse país fantástico e de dimensão continental. Espero que acordemos como sociedade para esse fato. Até lá cada um deve continuar fazendo sua parte para a promoção de um país melhor e mais justo socialmente.

Você chegou aos 53 anos. Mas é cedo demais para se aposentar. Quais são os seus planos para o futuro?

Entre os previdencialistas já incorporamos a ideia de que os sistemas privados de previdência nos ajudarão a obter algum grau de independência financeira para escolhermos que tipo de atividade desejaremos abraçar em outras fases da vida. No meu caso, após 45 anos de trabalho sou grato por esses intensos 30 anos vividos nas indústrias (seguros, previdencia aberta e fechada e resseguros) e no Governo Federal ( SPC, PREVIC e SUSEP). Fiz o melhor que pude. 

Agora, desejo ser o senhor do meu tempo por um período. Vou para um sabático em 2022 e aproveitar essa fase para estudar temas novos e visitar algumas instituições pelo Brasil. Acredito que a experiência das últimas quatro décadas poderá ser útil em outros espaços, sobretudo em setores voltados para educação de jovens e empreendedorismo feminino. Recebi muito da sociedade e sinto que é hora de retribuir de forma mais abrangente de modo a estimular e, se possível, inspirar as próximas gerações.

MP cria novas regras de securitização e a Letra de Riscos de Seguros

ícones seguros

Fonte: Agência Senado

O Congresso Nacional vai começar a analisar o Novo Marco da Securitização. As novas regras, até então dispersas em várias leis, estão contidas na Medida Provisória (MP) 1.103/2022, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16).

A securitização é um processo que permite a transformação de dívidas em títulos de créditos negociáveis. Entre as inovações da MP, está a criação da Letra de Risco de Seguro (LRS), um título de crédito, transferível e de livre negociação, representativo de promessa de pagamento em dinheiro.

A LRS está vinculada a riscos de seguros e resseguros e poderá ser emitida exclusivamente por meio das Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE), que são empresas que atuam no mercado de riscos de seguros, de previdência complementar, de saúde complementar, de resseguro (seguro para seguradoras) ou de retrocessão (desapropriação efetuada pelo Poder Público).

A MP também altera regras para a emissão de certificados de recebíveis. Trata-se de títulos de crédito, de livre negociação, emitidos de forma escritural exclusivamente por companhias securitizadoras. Tais certificados constituem promessa de pagamento em dinheiro e título executivo extrajudicial. 

Outro ponto abordado pela medida flexibiliza a atual exigência de prestação exclusiva, por instituição financeira, do serviço de escrituração e de custódia de valores mobiliários. Conforme o governo, que editou essa medida provisória, a flexibilização vai incentivar o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. 

Produtores rurais

A MP 1.103/2022 foi assinada na terça-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto, juntamente com outra medida provisória, a MP 1.104/2022, que cria o Fundo Garantidor Solidário (FGS), para garantir operações financeiras vinculadas à atividade empresarial rural. 

Segundo o governo, o objetivo é facilitar o crédito para o agronegócio, diminuir a burocracia no fornecimento de garantias para operações financeiras e reduzir o risco na conversão de dívidas em títulos privados. 

Swiss Re, Allianz, Zurich e Hannover deixam de aceitar novos negócios com clientes russos e bielorrussos

guerra russia ucrania seguros

Fonte: Reuters

A Swiss Re, Allianz, Zurich e Hannover disseram que não estão aceitando novos negócios com clientes russos e bielorrussos e não renovam negócios existentes com clientes russos, já que as instituições financeiras europeias dão as costas à Rússia. A alemã Allianz disse que parou de segurar novos negócios na Rússia e não estava mais investindo no país para seu próprio portfólio.

Swiss Re e Allianz juntam-se a bancos como Deutsche, Goldman Sachs e JPMorgan Chase que deixaram a Rússia após a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro e subsequentes sanções do governo ocidental.

Em um comunicado, a Swiss Re disse que estava revisando suas atuais relações comerciais na Rússia e na Bielorrússia. A decisão segue ação semelhante das principais seguradoras e resseguradoras europeias, que oferecem cobertura para grandes projetos, como instalações de energia.

“Nossas entidades operacionais não estão mais subscrevendo novos negócios de seguros na Rússia e estão reduzindo decisivamente a exposição de maneira ordenada”, acrescentou a Allianz. Até agora, a Allianz opera várias linhas de negócios na Rússia.

A seguradora Zurich não aceita mais novos clientes na Rússia e não renovará os negócios existentes, disse um porta-voz à Reuters na segunda-feira. A Hannover Re disse na semana passada que novos negócios e renovações para clientes na Rússia e na Bielorrússia estavam suspensos, enquanto a seguradora italiana Generali disse no início deste mês que sairia da Rússia.

A corretora de seguros Willis Towers Watson também disse no domingo que se retiraria da Rússia, seguindo medidas semelhantes das rivais Marsh e Aon.

O JPMorgan diz que a maior parte do risco previsto para os bancos europeus do choque na Rússia virá de commodities e efeitos econômicos, com o setor caindo 16% desde o final de fevereiro.