Sompo registra crescimento de 29% na área de seguros de propriedades e reforça estratégia de valor agregado

A Sompo anuncia um expressivo crescimento na área de Seguros de Propriedades. Entre janeiro e outubro de 2025, a companhia alcançou R$ 711,9 milhões em prêmios emitidos, frente aos R$ 551,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 29%.

Esse resultado inclui Seguros de Grandes Riscos no segmento de Propriedades, que abrange ramos como Riscos de Engenharia, Seguro Empresarial (para apólices acima de R$ 30 milhões) e Riscos Nomeados e Operacionais. O desempenho foi impulsionado pelo fechamento de contas de grandes empresas em setores estratégicos como Indústria de Base, Saneamento, Energia, Metalurgia, Cimentos e Varejo, entre outros.

Segundo Maria Cristina Bettencourt, Diretora de Precificação e Produto Patrimonial da Sompo, o crescimento reflete uma estratégia focada em soluções personalizadas.
“Nosso objetivo é oferecer mais do que proteção. Trabalhamos para entender profundamente o negócio do cliente e propor soluções que agreguem valor e tragam segurança operacional. A combinação entre expertise técnica, inovação e relacionamento próximo com clientes e corretores é o que sustenta esse desempenho positivo. Esse movimento fortalece nossa posição no mercado e amplia a confiança dos parceiros e segurados”, afirma a executiva.

A Sompo projeta manter o ritmo de crescimento em 2026 com investimentos contínuos em inovação tecnológica, consultoria especializada em gerenciamento de riscos e expansão do portfólio de produtos. A companhia também planeja fortalecer parcerias estratégicas e ampliar sua atuação em segmentos de alta complexidade, consolidando sua posição como referência em soluções para grandes riscos no mercado brasileiro.

“O crescimento na área de Propriedades reforça nossa capacidade de atender grandes riscos com soluções robustas e inovadoras. Estamos preparados para acompanhar a evolução do mercado e oferecer produtos que atendam às demandas mais complexas”, destaca Adailton Dias, Diretor Executivo da Sompo. “Nosso foco é alcançar crescimento, mas sempre entregando valor agregado ao segurado. A combinação entre expertise técnica, inovação e relacionamento próximo com clientes e corretores é o que sustenta esse desempenho positivo”, conclui.

Novo marco legal do seguro exige mais transparência e reduz disputas, diz Márcio Malfatti

MARCO LEGAL DE SEGUROS

“Exigir maior transparência das seguradoras é o maior avanço do novo marco legal, porque reduz a assimetria de informação e tende a diminuir a litigiosidade”, afirma o advogado Márcio Malfatti, um dos autores de “Lei de Seguros Comentada”. Para ele, embora temas complexos — como a cobertura de invalidez por doença — ainda devam gerar debate e decisões judiciais divergentes, a Lei 15.040/2024 representa um passo decisivo para a segurança jurídica no mercado de seguros.

A obra foi lançada na última segunda-feira, 8 de dezembro, com a presença da nata do setor de seguros, no restaurante Santo Colomba, em São Paulo. Escrito por Malfatti ao lado de Adilson José Campoy e Thais de Cássia Rumstain, o livro analisa artigo por artigo o novo marco jurídico, resultado de meses de estudo e reflexão após a sua sanção. A seguir, os principais destaques da entrevista exclusiva com o autor.

O novo marco legal dos seguros surge com a promessa de reduzir conflitos e dar mais segurança jurídica ao mercado. Na sua visão prática, quais eram os pontos que mais geravam litígio e como a nova lei endereça essas lacunas?

Em seguros massificados, pensamos que as principais fontes de litígio se situavam na denominada “cláusula perfil”, presente em seguros de automóvel, e na cobertura de invalidez por doença, em seguro de pessoas. Quanto a esta última, não vemos como a nova lei possa minorar os litígios, dado que se trata de cobertura complexa por sua natureza e de difícil compreensão por consumidores e até mesmo por parte do judiciário.
De toda forma, a lei exige agora uma maior transparência por parte das Seguradoras, exigência que, se atendida, tende a diminuir a assimetria informativa entre mercado segurador e consumidores, e, por consequência, a litigiosidade.

O livro aborda a lei artigo por artigo. Qual foi o dispositivo que vocês consideraram mais desafiador de interpretar — e por quê? Há algum ponto que ainda poderá gerar debate regulatório ou jurisprudencial?

O artigo 1º da lei, que inclui a figura do beneficiário como detentor de interesse. Embora nobre o propósito do legislador, ao pretender dissipar dúvidas acerca de quem detém interesse segurado, é possível que elas se multipliquem.
Do órgão regulador, espera-se que apenas atue nos limites da nova lei, sem criar regras que não tenham, nela, amparo. Muitos imaginam que a atuação do órgão regulador pode trazer soluções que a lei não trouxe. Se fizer isso, no entanto, estará esse órgão agindo para além de sua competência. Se a lei, para sua melhor aplicação, merece alteração o caminho para isto passa pelo Poder Legislativo. Sobre a jurisprudência, espera-se que ele demore a se assentar, principalmente sobre alguns temas, como, por exemplo, o exato significado de agravamento continuado. Lembremos que o Superior Tribunal de Justiça, só mais de 15 anos após o início de vigência do Código Civil, alterou a leitura que fazia do artigo 798 desse Diploma.

O mercado brasileiro tem forte presença de seguradoras estrangeiras. Como a nova lei dialoga com as práticas internacionais? Você acredita que ela aproxima o Brasil dos padrões globais ou ainda há distância a percorrer?

Nossa compreensão quanto a isto é que a lei brasileira é bem-vinda e está alinhada, de maneira geral, às práticas internacionais, embora muitos critiquem a abordagem que ela faz sobre o resseguro. É preciso compreender que o capítulo do Código Civil que trata do contrato de seguro foi escrito na década de 70, quando a figura do consumidor era praticamente ignorada para a feitura de leis. E, de resto, foi escrito por Fabio Konder Comparato, um dos maiores juristas que este país tem e profundo conhecer do contrato de seguro, mas que enxergava esse contrato sob a ótica do mercado segurador, ao qual pertencia.

Do ponto de vista dos clientes — tanto seguradoras quanto grandes empresas seguradas — quais mudanças terão efeito imediato no dia a dia dos contratos? Houve algum tema que surpreendeu positivamente na redação final da lei?

Não esperamos grandes mudanças no cotidiano seja de seguradoras, seja de grandes empresas seguradas. Claro que as seguradoras terão que rever seus contratos, mas foi assim também quando da entrada em vigor do atual Código Civil. Mas, o dia a dia das operações não deve enfrentar obstáculos merecedores de maiores considerações.
O maior avanço da lei, e já nos referimos à exigência de maior transparência por parte das seguradoras, está em colocar em relevo os interesses do consumidor de seguros.

A lei foi construída com base em anos de discussões entre reguladores, seguradoras, resseguradoras, advogados e consumidores. Depois dessa consolidação, qual você acredita ser o próximo desafio jurídico do setor de seguros no Brasil? O que ainda falta evoluir?

O avanço doutrinário sobre a matéria certamente contribuirá para a formação de uma jurisprudência que considere, para a aplicação da nova lei, os aspectos técnicos do contrato de seguro. Já dizia Fabio Konder Comparato que, desconhecendo-se a estrutura técnica do contrato de seguro, não se atinge uma interpretação jurídica adequada. Sobre a doutrina brasileira sobre seguro, e embora tenhamos ainda muito a caminhar, há uma evolução sensível e notável. Mais uma vez citando-o, há 50 anos dizia Fabio Konder Comparato que o seguro, no Brasil, era terra ignota. De fato, se na Argentina já se tinha consolidada doutrina a respeito, aqui não havia uma só obra jurídica que tratasse especificamente do contrato de seguro. Havia, sim, civilistas de estofo a tratar do tema, sendo inestimáveis, por exemplo, as contribuições de Pontes de Miranda, cujo Tratado de Direito Privado, de 1970, cuidou do contrato de seguro com profundidade, e de Pedro Alvim, cuja primeira obra publicada remonta a 1972 (Responsabilidade civil e seguro obrigatório, depois, O Contrato de Seguro, no início dos anos 80). Mas doutrina construída por especialistas no tema não tínhamos, e hoje temos. Mesmo renomados civilistas dedicam aprofundados estudos e escrevem, hoje, obras inteiras e dedicadas exclusivamente à matéria (recentemente viu-se notícia de obra a ser publicada proximamente pelo renomado jurista Bruno Miragem comentando a nova lei de seguros).

Roubo na Biblioteca Mário de Andrade reacende debate sobre seguro de arte e práticas de segurança em exposições

O roubo das gravuras de Matisse e Portinari na Biblioteca Mário de Andrade, no último domingo (7), trouxe à tona um tema pouco discutido fora do meio especializado: como funciona o seguro de obras de arte em exposições temporárias e qual é o papel das corretoras e seguradoras na proteção de acervos culturais. O caso, que mobilizou a Polícia Civil, reforça a importância dos mecanismos de transferência de risco e das exigências técnicas de segurança aplicadas pelo mercado segurador.

Embora normas de confidencialidade impeçam a divulgação de detalhes contratuais, o corretor de resseguro Ricardo Minc, da Howden Brasil, explica ao Sonho Seguro os princípios gerais que regem esse tipo de seguro – desde a avaliação técnica do acervo até a rotina de atuação em sinistros de grande relevância. Ele afirma que, apesar de envolver valores culturais e financeiros expressivos, o seguro de arte é historicamente um dos ramos mais acessíveis em termos de custo, o que torna a contratação ainda mais necessária diante do aumento de vulnerabilidades.

Quais critérios costumam ser priorizados ao estruturar a apólice de uma mostra?
“De forma geral, quando uma corretora especializada em arte atua na análise técnica de uma exposição, os critérios prioritários costumam incluir: a valoração adequada das obras, a definição de um escopo de cobertura compatível com riscos de roubo, furto e danos acidentais, a avaliação das condições de transporte, montagem e desmontagem, e o atendimento aos requisitos mínimos de segurança previstos pelas seguradoras e pelas melhores práticas internacionais. Esses elementos são fundamentais para que a apólice reflita tanto o valor cultural das obras quanto as particularidades operacionais da mostra.”

Por que algumas instituições seguram apenas parte das obras expostas?
“A prática do mercado — no Brasil e no exterior — é que todas as peças expostas ao público sejam seguradas, mesmo quando pertencem ao próprio acervo da instituição. Muitos museus não dispõem de orçamento para manter seguro integral e permanente de todo o acervo e, por isso, adotam políticas de risco diferenciadas: quando as obras estão na reserva técnica, sob condições controladas e segurança reforçada, o risco é reduzido; porém, quando entram em exposição ao público, o risco aumenta significativamente, tornando necessária a contratação do seguro específico para aquele período. É importante reforçar que a cobertura não se limita a roubo: danos acidentais são uma das principais causas de sinistro em museus.”

Após um sinistro como o roubo ocorrido em São Paulo, qual é o protocolo de atuação da corretora?
“Em eventos dessa gravidade, as corretoras especializadas seguem um protocolo técnico bem estabelecido. As etapas incluem: formalização do sinistro junto à seguradora, organização da documentação necessária, acompanhamento da nomeação de peritos especializados e orientação contínua à instituição e aos proprietários das obras. As obras roubadas são tratadas como perda total para fins de indenização. Já as peças danificadas passam por avaliação técnica para determinar possibilidade de restauro, custos de conservação e eventual depreciação residual — que também pode ser objeto de indenização.”

O episódio deve alterar exigências de segurança no setor cultural brasileiro?
“Casos como este naturalmente levam o setor cultural a reavaliar práticas de gestão de risco e protocolos de segurança. O mercado segurador já utiliza critérios rigorosos para análise de risco em museus, mas eventos dessa natureza normalmente estimulam o aprimoramento de controles de acesso, redundâncias operacionais, tecnologias de vigilância e requisitos mínimos de prevenção. Um ponto importante, que muitas vezes é desconhecido pelo público, é que o seguro de obras de arte está entre as linhas de seguro com menor taxa de prêmio dentro da indústria seguradora. Ou seja, o custo não deveria ser um obstáculo para instituições culturais adotarem políticas adequadas de proteção e transferência de risco.”

Porto Seguro reforça a segurança na madrugada de São Paulo com atendimento em até 15 minutos

A Porto Seguro lançou, neste domingo (7/12), sua nova campanha publicitária para dar escala a iniciativa 15min!, que garante atendimento aos segurados Porto Seguro Auto em até 15 minutos durante a madrugada na cidade de São Paulo. O filme fez sua estreia na TV Globo, durante o intervalo do Fantástico, e, na sequência, continuará sendo exibido na programação da emissora. A campanha também terá inserções na TV Band, ampliando ainda mais o alcance da ação.

Produzido pela produtora Rebolucion, o filme mostra que imprevistos com o carro podem acontecer a qualquer momento, mas que, durante a madrugada, o atendimento especializado da Porto Seguro faz toda a diferença para que os clientes cheguem em casa em segurança. Pensando nisso, a companhia se compromete a oferecer proteção e cuidado em todos os horários. A chegada antecipada da moto também destaca um atendimento humanizado, marca registrada da Porto Seguro.
 

“Com a iniciativa 15min!, estamos unindo o cuidado que sempre nos guiou com a força da nossa rede e tecnologia para trazer ainda mais valor e segurança aos nossos clientes. Completamos um mês de atuação em São Paulo e o retorno tem sido extremamente positivo. Nossa expectativa é em breve expandir o atendimento para outras cidades”, pontua Oliver Haider, superintendente de Marketing da Porto.
 

Além das exibições em TV, a campanha terá forte presença em OOH pela capital paulista, ocupando relógios digitais e estáticos.


Projeto “15min!”

Lançado em 1 de novembro, o serviço está disponível, nesta primeira fase, para segurados Porto Seguro Auto na cidade de São Paulo. Durante o período da madrugada, das 22h às 5h, o atendimento é priorizado com tempo máximo de chegada de 15 minutos após a abertura do chamado. Caso o atendimento ultrapasse os 15 minutos, o cliente terá 15% de desconto na renovação do seguro da Porto Seguro.
 

Entre os serviços contemplados estão as assistências mais frequentes nesse horário, como troca de bateria, pane elétrica, troca de pneus, envio de combustível e abertura do veículo em caso de chave trancada. A operação é conduzida pela Porto Serviço, garantindo qualidade técnica e rastreamento em tempo real.

O lançamento segue um movimento contínuo de busca por inovação em prestação de serviço. Com 80 anos de história, a Porto é reconhecida no mercado de seguros por antecipar tendências e criar soluções que unem tecnologia, agilidade e proximidade.
 

Ao longo dessa história, a companhia se destacou com a campanha “Trânsito Mais Gentil”, que promoveu uma direção mais consciente e segura. Além disso, foi a primeira a contar com uma frota própria de guinchos e a introduzir no Brasil, ainda na década de 80, a tecnologia “Brake Light”, que acende automaticamente a terceira luz de freio quando acionado o pedal, aumentando a segurança no trânsito.

Afeto e conexão marcam a campanha de fim de ano do Grupo Bradesco Seguros

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O Grupo Bradesco Seguros apresenta sua nova campanha de fim de ano, intitulada “A Descoberta”, que traz uma reflexão sensível sobre o papel da amizade e das conexões humanas. Criado pela AlmapBBDO, o filme acompanha a história de uma menina tímida que encontra um lápis mágico e passa a desenhar pequenos seres que ganham vida, tornando-se companhia para ela e para outras pessoas. A narrativa ilustra, de forma simbólica, como o cuidado e a empatia podem transformar realidades. 

A campanha reforça o posicionamento da companhia como parceira em todos os momentos, por meio de uma abordagem emocional, acessível e próxima às pessoas, além de ser embalada por “You’ve got a friend”, icônica música de James Taylor. A trilha sonora mostra como a amizade é uma grande fonte de inspiração e tem como objetivo mostrar à audiência que é no sentimento de união e fraternidade que ela é encontrada. A música alcançou o 1º lugar na Billboard Hot 100 e figurou posições de destaque na ocasião do lançamento, sendo um grande sucesso de público.

“Acreditamos que campanhas humanizadas têm o poder de sensibilizar de forma leve e verdadeira. ‘A Descoberta’ é um convite à reflexão sobre a importância da empatia e amizade, de estar presente na vida do outro, algo que o Grupo Bradesco Seguros faz todos os dias com seus clientes. Queremos que esse filme gere identificação, toque corações e seja compartilhado como um gesto de afeto nesse momento especial do ano”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. “Como temos ressaltado ao longo dos últimos anos em nossas campanhas, o seguro é aquele amigo que pode te amparar em momentos inesperados”, finaliza o executivo.

Com uma proposta visual lúdica, a produção exigiu um trabalho técnico detalhado para dar vida aos personagens e ambientações, resultando em uma peça que combina inovação e sensibilidade. A campanha terá exibição nacional em diversos meios, integrando os principais canais de comunicação com foco em alcance e fortalecimento da percepção de marca.

Tokio Marine e DENSO firmam parceria estratégica para elevar a experiência do Cliente em casos de sinistro

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 Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do país, anuncia parceria estratégica com a DENSO, líder global na fabricação de autopeças, com o objetivo de oferecer aos Corretores e Clientes mais agilidade, qualidade e confiança no atendimento em casos de sinistro.

A iniciativa reforça o compromisso da Tokio Marine em garantir que seus Segurados tenham acesso a peças originais, com garantia de fábrica e toda a confiabilidade de um serviço de qualidade superior. A DENSO disponibilizou ao mercado reparador um kit completo composto por radiador, condensador e eletroventilador, que assegura um reparo mais rápido, seguro e econômico para os veículos.

De acordo com o Diretor de Sinistros da Tokio Marine, Laur Diuri, a parceria proporciona benefícios para a cadeia de atendimento. “Além de garantir peças originais e serviços de alta qualidade, essa iniciativa representa um ganho real para Corretores e Clientes. Ao utilizar distribuidores autorizados da DENSO, asseguramos a aplicação de componentes confiáveis e, nos casos possíveis, a adoção do kit completo, que reduz a chance de erros na montagem, agiliza o reparo e oferece um custo mais competitivo em relação à compra dos itens separadamente”, afirma.

Com essa parceria, Tokio Marine e DENSO unem forças para transformar um momento delicado – o sinistro – em uma experiência mais simples e segura. A iniciativa reforça a visão das duas empresas de oferecer soluções inovadoras que agreguem valor, confiança e tranquilidade para Segurados.

Terceirizar a função-chave do risco: quando o seguro deixa de ser custo e vira governança

Ter um programa de seguros robusto não significa estar protegido. Em muitas empresas brasileiras, o seguro ainda é tratado apenas como custo ou ato de compra — sem vínculo direto com estratégia, governança ou continuidade do negócio. Nesse cenário, lacunas de cobertura, processos reativos e sinistros negados continuam sendo uma realidade, mesmo em grandes companhias com operações complexas.

A boa notícia é que já existe um caminho para mudar esse jogo — e ele vem de mercados mais maduros como Estados Unidos e Europa: o Risk Manager as a Service (RMaaS). Trata-se de terceirizar a gestão de riscos e seguros com profundidade técnica e independência, garantindo disciplina, governança e alinhamento entre todos os atores do ecossistema (áreas internas, corretores e seguradoras). Um modelo que está ganhando espaço no Brasil e pode elevar a maturidade do setor sem demandar estruturas internas caras e difíceis de formar.

A consultora Izabela Dias é uma das vozes pioneiras desse movimento. Sócia-proprietária da Izabela Dias Consultoria Empresarial, formada em Administração com pós-graduação em Finanças pela Fundação Dom Cabral e Seguros & Resseguros pela ENS, ela acumula mais de 25 anos de experiência em áreas financeiras de grandes grupos e passou 15 anos como Risk Manager do Grupo Cosan — um dos maiores conglomerados do país. Na entrevista a seguir, Izabela explica como funciona o RMaaS, para quem faz mais sentido, os ganhos imediatos e os desafios de adoção no mercado brasileiro.

O que exatamente significa “Risk Manager as a Service” — e em que ele difere de um gestor interno ou de uma corretora de seguros?

O Risk Manager as a Service é um modelo em que a empresa passa a contar com um gestor de riscos experiente — de forma contínua ou sob demanda — sem precisar arcar com a estrutura e o custo fixo de um departamento interno. Em mercados mais maduros, como EUA e Europa, já é comum trabalhar com gestores independentes. No Brasil, o modelo ainda está ganhando espaço, impulsionado pela crescente compreensão de que seguro não é só compra de produto, mas parte central da governança corporativa. As corretoras têm papel essencial na intermediação, na estruturação comercial e na colocação das apólices. O RMaaS é complementar: atua na estratégia de riscos, conectando necessidades operacionais, regulatórias e financeiras ao desenho do programa de seguros. O papel não é substituir ninguém, mas harmonizar as visões — quando todos estão alinhados, o cliente e o mercado ganham.

Quais atividades estão incluídas nesse modelo e como isso se compara ao trabalho de um gestor interno?
O escopo contempla atividades semelhantes às exercidas por um Risk Manager empregado: construção ou revisão do framework de riscos, mapeamento e priorização de exposições críticas, revisão técnica de apólices, identificação de gaps, apoio em renovações, interação com corretores, preparação de relatórios executivos e monitoramento contínuo.
A diferença está no formato. O RM interno é fundamental em operações maiores e mais complexas. Já o RMaaS traz a mesma senioridade de forma flexível e economicamente viável — podendo complementar o gestor interno em projetos específicos, demandas extraordinárias ou aprofundamento técnico em temas mais complexos.

Quais são os principais ganhos para uma empresa que adota esse modelo — especialmente no Brasil?

O modelo entrega profissionalização instantânea, com método, governança e visão estratégica — essenciais para evitar lacunas de cobertura e sinistros negados. Além do ganho técnico, há redução de custos com estrutura interna e contratações mais inteligentes, baseadas em coberturas adequadas. A independência técnica amplia a segurança das decisões e fortalece a governança. Outro benefício é a agilidade: renovações mais previsíveis, sinistros mais eficientes e decisões baseadas em dados e benchmark. Em resumo: RMaaS eleva a maturidade, otimiza custos e fortalece a resiliência da empresa.

Em que tipos de empresas ou setores o RMaaS faz mais sentido?

A demanda está mais ligada à complexidade do negócio do que ao porte. Vejo maior necessidade em empresas de médio e grande porte, especialmente acima de R$ 300 milhões em faturamento anual. Muitas têm demandas relevantes de seguros, mas não contam com um Risk Manager interno. Na consultoria, atendo empresas de vários perfis — listadas ou não, de serviços, infraestrutura e indústrias em geral. Algumas precisam de acompanhamento contínuo; outras, de projetos pontuais como revisão de apólices críticas, análise de riscos em contratos ou suporte em governança.

Como funciona, na prática, a prestação desse serviço?

Adoto uma metodologia estruturada, mas sempre customizada. Começa com um diagnóstico detalhado para avaliar maturidade, apetite de risco e exposições críticas. A partir daí, o trabalho pode assumir diferentes formatos: construção de um framework completo, revisão do programa de seguros, mapeamento e priorização de riscos, definição de controles, apoio em renovações ou suporte regulatório e operacional. O método é consistente — diagnóstico, apetite, identificação e priorização de riscos, desenho de controles, monitoramento contínuo e revisões periódicas — mas o escopo se ajusta totalmente ao estágio de evolução da empresa.

Quais são os desafios para implementar esse modelo no Brasil — tanto para quem oferece quanto para quem contrata?

O principal obstáculo nas empresas é a falta de visão estratégica sobre risco e seguro. Ainda se trata esses temas como custo e não como governança, o que leva a decisões tardias e reativas. Além disso, processos pouco integrados e baixa disponibilidade de dados exigem um trabalho inicial mais profundo. Do lado do provedor, o desafio é disseminar o conceito. Como o papel estratégico do Risk Manager ainda não é amplamente entendido, o modelo “as a Service” naturalmente gera dúvidas. Por isso, parte do trabalho envolve educar o mercado — mostrando que não é uma consultoria pontual, mas uma função contínua que fortalece finanças, operação e governança.

Você pode citar exemplos ou cenários em que o RMaaS evita perdas ou garante maior resiliência?

Um caso frequente é o de empresas com programa robusto, mas sem gestor dedicado. Nessas situações, avalio riscos seguráveis, identifico lacunas ou excessos, recomendo coberturas e proponho estratégias de mitigação. Muitas vezes encontro inconsistências em apólices já contratadas, custos que podem ser otimizados ou cláusulas obrigatórias ausentes. Também gero valor ao apoiar a definição do modelo de atuação com corretores — ajudando a alinhar expectativas e fortalecer a concorrência saudável. Há ainda projetos em processos de bid ou licitação, garantindo que apólices e garantias sejam estruturadas corretamente e não corram risco de impugnação — algo crítico para evitar atrasos, penalidades e perda de contratos. No fim das contas, o RMaaS funciona como um catalisador: acelera processos, reduz riscos e traz clareza técnica para decisões que têm impacto direto no caixa e na continuidade do negócio.

Obras de Portinari e Matisse são roubadas e contam com seguro, informa secretária da cultura

Dois homens armados invadiram a biblioteca municipal Mário de Andrade, na região central de São Paulo, na manhã deste domingo (7). De acordo com a Polícia Militar, obras de arte foram levadas e os bandidos fugiram. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), responsável pela biblioteca, informou que foram roubadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”, pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, “as obras expostas contam com apólice de seguro vigente”.

Este domingo era o último dia da mostra que reúne livros raros e obras das décadas de 1940 e 1950 e fotografias que retratam a produção moderna no país, que conta com seguro para apenas parte da exposição, subscrito pela seguradora Ezze Seguros e conduzido pela corretora Howden, segundo fontes que pediram anonimato.

Um dos criminosos teria anunciado o roubo ao mostrar a arma debaixo da blusa para uma das seguranças da biblioteca, que não portava arma. Ela foi levada para uma sala onde foi obrigada a entregar o rádio de comunicação e o celular. Enquanto isso, o outro suspeito retirou os oito quadros da parede. Não houve vítimas nem relatos de tiros disparados.

PicPay firma compromisso com o INSS e irá devolver cerca de R$ 1 milhão cobrados a título de seguro prestamista

FONTE: INSS

PicPay assinou termo de compromisso com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), comprometendo-se a adequar os procedimentos relacionados às operações de empréstimo consignado. A instituição financeira se comprometeu a devolver, imediatamente, cerca de 1 milhão de reais cobrados a título de seguro prestamista.

Além disso, o PicPay assumiu o compromisso de não comercializar seguro prestamista ou outros produtos e serviços com descontos nos benefícios. O banco também se comprometeu a não condicionar a contratação ou o depósito do crédito consignado à aquisição de qualquer modalidade de seguro, título de capitalização, plano assistencial ou serviço de natureza análoga (venda casada).

Restituição de valores cobrados

Em iniciativa voluntária, o PicPay manifestou interesse em cancelar o seguro prestamista vendido a clientes e restituir os valores cobrados a título de seguro prestamista ou de qualquer outro produto ou serviço vinculado aos empréstimos consignados que tenham sido descontados dos benefícios.

A restituição dos valores deverá ocorrer em até 60 (sessenta) dias, contados da assinatura do termo de compromisso.

As formas de restituição disponíveis incluem:
• pré-pagamento dos empréstimos vigentes, com abatimento do saldo devedor a partir da última parcela a vencer;
• crédito na conta em que o valor do empréstimo foi depositado;
• via PIX, mediante confirmação do número de CPF do beneficiário;
• disponibilização via SVR (Sistema de Valores a Receber) do Banco Central do Brasil.

O PicPay só não precisará fazer o ressarcimento nos casos em que os beneficiários já tiverem recebido o valor segurado ou quando houver sinistro passível de acionamento da cobertura do seguro.

Riscos econômicos e sociais dominam as preocupações de líderes empresariais brasileiros em 2025

Foi lançada a Executive Opinion Survey 2025, pesquisa realizada anualmente pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Zurich Insurance Group e a Marsh McLennan (NYSE: MMC), líder global em risco, estratégia e pessoas, e que identifica os principais riscos de curto prazo para empresas e economias no mundo.

O estudo reúne percepções de mais de 11 mil líderes empresariais de 116 países, antecedendo a publicação do tradicional Relatório de Riscos Globais (Global Risks Report – GRR), com destaque para as percepções dos líderes dos países que compõem o G20.

No Brasil, o cenário da pesquisa é marcado por pressões econômicas e sociais. A recessão econômica aparece em primeiro lugar. Em segundo, estão os serviços públicos e as proteções sociais insuficientes, que abrangem educação, infraestrutura e previdência. O endividamento (público, corporativo e doméstico) figura na terceira posição, seguido por crime e atividade econômica ilícita, e pela inflação em quinto lugar.

De acordo com Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil, os resultados reforçam a urgência de fortalecer os mecanismos de estabilidade financeira das famílias. “A pesquisa mostra que a seguridade volta a ocupar um espaço central nas preocupações dos líderes brasileiros. Essas fragilidades tornam a previdência complementar e os produtos de proteção de longo prazo ainda mais relevantes em um país que envelhece rapidamente”, pontua o executivo.

Segundo ele, as questões de seguridade, bem-estar e saúde pública influenciam a estabilidade das empresas, a capacidade de planejamento das pessoas e o bem-estar das comunidades, exigindo ações coordenadas e conjuntas entre diferentes setores e governos e sociedade para aumentar a resiliência da sociedade brasileira.

Franco ainda chamou a atenção para o fato de que os eventos climáticos extremos, que estiveram presentes no Top 5 da pesquisa do ano passado, desta vez ficaram de fora dos cinco principais riscos apontados. Segundo ele, um cenário que entra em conflito com a presença constante do tema na agenda do país ao longo de todo ano de 2025, em função da COP30.

“Em pleno ano de COP30, mesmo após episódios cada vez mais frequentes, os riscos climáticos não apareceram este ano. Isso é preocupante, pois revela como as questões econômicas e sociais mais imediatas acabam ganhando prioridade. Não podemos esquecer a importância da agenda climática para a resiliência das empresas e de toda a sociedade. Essa não é uma preocupação que deve estar em um futuro distante, é parte do presente e exige uma colaboração de todos os setores, o que só vai acontecer se esta agenda se manter prioritária”, defende Franco.

Para Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, o relatório evidencia uma transição crucial na agenda de risco das empresas: as ameaças sociais e tecnológicas, que ganharam um lugar de destaque ao lado das preocupações econômicas imediatas. Isso demonstra uma visão mais ampla e integrada dos líderes, ao entenderem que a estabilidade dos negócios está intrinsecamente ligada ao bem-estar social e à confiança digital.

“No entanto, é fundamental que esse olhar estratégico seja amplo. A ausência dos eventos climáticos extremos no ranking de preocupações de curto prazo não significa que o risco tenha diminuído. Pelo contrário, significa que sua materialização é considerada certa e sua gestão não pode mais ser adiada. A construção de resiliência climática é um imperativo de longo prazo que demanda ação imediata”, afirma. “Empresas, governos e a sociedade precisam unir forças agora para adaptar infraestruturas, repensar modelos de negócio e proteger comunidades, transformando esse desafio global em uma oportunidade de inovação e desenvolvimento sustentável”, complementa.

Cenário Global e América Latina

Na América Latina (incluindo Argentina e México, que também compõem o G20), os principais riscos enfrentados por empresas e sociedades incluem a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais, a falta de oportunidades econômicas e o desemprego, além da crescente atividade criminosa e econômica ilícita. Além disso, a região é afetada pela incerteza econômica decorrente de possíveis recessões e pela polarização social, fatores que juntos representam desafios significativos para a estabilidade e o desenvolvimento sustentável no curto e médio prazo.

Para Carlos A. Rivera, CEO da Marsh McLennan para América Latina e Caribe, os desafios sociais e econômicos estão profundamente entrelaçados, com riscos como a insuficiência de serviços públicos e a falta de oportunidades econômicas impactando diretamente a estabilidade da América Latina. É importante que as organizações enfrentem esses riscos com uma abordagem integrada, que combine resiliência financeira, inovação na gestão de riscos e colaboração multissetorial para proteger as comunidades e promover um desenvolvimento sustentável e equitativo.

Laurence Maurice, CEO da Zurich na América Latina, afirma que os resultados reforçam desafios comuns nos países latino-americanos. “Os riscos relacionados às proteções sociais aparecem com força em toda a região. Ampliar o acesso à proteção financeira e investir em educação e formação profissional são caminhos essenciais para fortalecer a resiliência das comunidades”. Segundo ela, os resultados dialogam diretamente com iniciativas conduzidas regionalmente pela Zurich, como a capacitação técnica, desenvolvimento de competências socioemocionais e inclusão produtiva de jovens, ampliando oportunidades de empregabilidade e contribuindo para a resiliência social.

Já entre os países do G20, os dois primeiros lugares do ranking seguem a mesma linha do ranking brasileiro, com a recessão econômica permanecendo como o principal risco pelo terceiro ano consecutivo, e ocupando o primeiro lugar em seis economias do G20, incluindo Reino Unido e Estados Unidos. Ele é seguido pela preocupação com a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais – a situação fica evidente especialmente na Europa, onde o envelhecimento da população tem avançado com velocidade.

“Desafios como previdência e saúde pública não são mais apenas questões governamentais – são prioridades dos conselhos de administração. É alarmante ver que, hoje, na Europa, há menos de três adultos em idade ativa para cada aposentado, e mais de um terço dos cidadãos da UE não está economizando o suficiente para a aposentadoria. Essas lacunas ameaçam tanto o bem-estar da força de trabalho quanto a estabilidade social mais ampla. O momento de agir é agora; ao unir forças entre setores, podemos ajudar as pessoas a construir resiliência financeira e garantir um futuro melhor para todos”, afirma Alison Martin, CEO EMEA & Bank Distribution do Grupo Zurich.

Em terceiro e quarto, respectivamente, aparecem a falta de oportunidades econômicas ou desemprego e a inflação. O quinto risco é composto por ameaças tecnológicas relacionadas à desinformação, que entram pela primeira vez no Top 5 do G20. A presença inédita deste risco se deve ao avanço das ferramentas de inteligência artificial e ao receio de que a propagação de conteúdos falsos afete eleições, mercados, infraestrutura e segurança digital.

“Com o avanço da inteligência artificial, a proliferação da desinformação e da informação incorreta está permitindo que agentes mal-intencionados atuem de forma mais ampla. Por isso, os desafios trazidos pela rápida adoção da IA e pelas ameaças cibernéticas associadas agora ocupam o topo das agendas dos conselhos de administração”, pontua Andrew George, presidente da Marsh Specialty.

Os eventos climáticos extremos, que estiveram no Top 5 do G20 em 2024, também não aparecem entre os principais riscos de 2025, levantando questões sobre como o grau de polarização social e política está moldando a aceitação atual em relação às mudanças climáticas.

“Embora fatores econômicos e geopolíticos tenham desviado parte da atenção dos compromissos de mudança no curto prazo, as empresas devem manter o foco em seus objetivos ambientais para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas no longo prazo”, complementa George.

Para Zurich e Marsh, o estudo oferece subsídios estratégicos para empresas, governos e lideranças compreenderem tendências e desenvolverem soluções que fortaleçam a segurança e a sustentabilidade das sociedades.