Alper abre inscrições para programa de aceleração de startups

alper seguros

Fonte: Alper

A Alper Consultoria em Seguros, por meio do seu braço digital, abre inscrição para a 4ª edição do programa de aceleração de startups. A Alper Digital selecionará cinco startups que irão participar de um programa de 12 meses que tem como objetivo gerar valor por meio de negócios, relacionamento e infraestrutura, sem solicitação de equity. 

A Alper é referência em soluções de seguros e está sempre na vanguarda, buscando novas maneiras de inovar e trazer tecnologia com ganho de eficiência e escalabilidade no mercado. “Lançar a 4ª edição do Alper Digital é muito importante para nós. Queremos ampliar as soluções digitais aos nossos clientes, além de incentivar a inovação no mercado. As iniciativas digitais são um importante nicho da companhia, que vem investindo fortemente em serviços e soluções, para transformar o mercado de seguros e as entregas para nossos clientes”, explica o CEO da companhia, Marcos Couto. 

Desde que foi criado, em 2019, o Alper Digital já acelerou 12 startups entre healthtechs, HR  Techs e outros. “Nós acreditamos na tecnologia como parte transformacional no cuidado com o cliente e com as pessoas, prova disso é o Dr. Alper, nossa plataforma de healthtech, que já realizou mais de 38.000 mil consultas em ambiente digital, em dois anos de funcionamento. Na plataforma é possível ter acesso, além da telemedicina, a telepsicologia e a telenutrição. Isso demonstra nosso apetite pela inovação e aceleração”, ressalta a diretora de digital da Alper, Gabriela Rosati, destacando que somente no ano passado foram lançadas iniciativas tecnológicas nas áreas de benefícios, linhas financeiras e agronegócio.

Em 2021, a companhia investiu mais de R$ 10 milhões em tecnologia e iniciativas digitais, e pretende seguir investindo em 2022, sempre com foco na entrega de soluções e serviços disruptivos que agreguem valor para a operação e, principalmente, para os clientes. 

Participam como apoiadores do projeto a Base27, a BossaNova, a Duxx Investimentos, a Fischer, a G2Capital e a Invisto. 

Para se inscrever é no programa de aceleração é só acessar: http://digitalalper.com.br/

Artigo: Dia Continental do Seguro: são inúmeras as oportunidades para os corretores no ramo de vida  

Nilton

Por Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros 

O mercado de seguros vem se consolidando nos últimos anos como um dos setores mais promissores da economia nacional, com crescimento anual consistente, quase sempre na faixa de dois dígitos. No caso de seguro de pessoas, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o volume de prêmios registrou R$ 50,8 bilhões (sem considerar VGBL) no acumulado de 2021, com alta de 12,4%. O grande destaque foi o seguro de vida individual, que registrou crescimento de 17,4% no mesmo período. 

Pela primeira vez na história do setor, em 2017, o seguro de vida (sem considerar PGBL e VGBL) ultrapassou em arrecadação o, que até então, era o maior ramo do mercado – o de automóveis, cenário este que continua acontecendo ano após ano. Pesam para isso a queda do número de veículos no país e a comoditização dos produtos, com baixa diferenciação, tornando o cliente mais sensível ao preço.  

Mas, afinal, o que isso significa? A resposta é muito simples: já estamos mais do que na hora do corretor de seguros de automóveis ampliar os seus horizontes de produtos e negócios. A tendência, no entanto, aponta para um ramo promissor e que foi impulsionado pela pandemia: o vida. Esta minha afirmação é corroborada por estudos realizados por consultorias renomadas, como a Bain & Company, que apontou crescimento da demanda por seguro de vida durante a pandemia e no pós pandemia. 

Também devemos acrescentar neste contexto os resultados de pesquisa recente encomendada pela Fenaprevi e realizada pelo Instituto Datafolha, que apontou que apenas 17% dos entrevistados afirmaram contar com um seguro de vida com cobertura de morte e apenas 9% têm proteção para o caso de invalidez.  

Apenas estes dois números já revelam o grande oceano de oportunidades que os corretores brasileiros têm à sua frente. Sobretudo, quando falamos daqueles que atuam tradicionalmente com automóveis, devo acrescentar um tesouro que eles têm nas mãos: a sua carteira de clientes, que sem dúvida poderá proporcionar ao corretor a realização de venda complementar, agora, com um novo produto e que trará ainda mais ganhos pela sua característica de recorrência. 

O mercado de vida passou por uma forte modernização nos últimos 20 anos, trazendo coberturas que estão cada vez mais aderentes às demandas da população brasileira, seus momentos de vida, renda disponível e condições de saúde. Na MAG Seguros, por exemplo, foram lançados mais de 30 produtos apenas nos últimos dois anos, sejam eles individuais ou coletivos, para proporcionar mais e melhores negócios aos nossos corretores parceiros. 

A companhia, que se orgulha de sua história de mais de 185 anos, também tem duas grandes vocações: formar profissionais e ser inovadora, características estas que, sem dúvida, contribuem para que cada vez mais novos corretores possam ingressar no ramo vida para ampliar os seus ganhos com todo suporte da mais longeva seguradora especialista, de um amplo e completo portfólio de produtos e de ferramentas digitais de suporte à venda. A expectativa para o futuro é positiva, pois também segundo a pesquisa da Fenaprevi mais da metade dos entrevistados têm a intenção de contratar um seguro de vida em 2022. Este é o momento. 

Onli vence desafio de startups promovido pela Icatu no Rio2C

Fonte: Icatu

A Onli, startup curitibana que atua como aceleradora para o mercado de seguros, foi a vencedora do Desafio Corporativo Rio2C, promovido pela seguradora Icatu. A seletiva teve como tema o Open Insurance – sistemas de seguros abertos em regulamentação no país, considerando o questionamento “Como podemos aprimorar a experiência dos nossos stakeholders e gerar novos negócios com Open Insurance?”. Apenas três startups foram classificadas para a fase final, realizada no dia 29, defendendo seu projeto junto à banca examinadora, composta por executivos da Icatu.  

O projeto vencedor trouxe como conceito a centralização da análise de dados e a gestão de decisões em uma ferramenta única, que busca facilitar a operação da seguradora com o simples acesso dos dados compartilhados e análise de produto compatível com o cliente. “Com a nossa solução, a Icatu poderá atrair clientes que estão no mercado, mas que ainda não estão na seguradora, através da oferta efetiva de produtos que atendam suas reais necessidades, seja seguro de vida, previdência ou capitalização”, afirma Bernardo Teixeira, CEO da Onli, que defendeu o projeto no pitching final realizado no Rio2C.

Ao todo, 13 startups enviaram propostas que dialogam com a transformação digital do mercado segurador. “Nosso objetivo principal com o Desafio Corporativo foi dialogar e conhecer possíveis parceiros, que podem atuar como aceleradores de desenvolvimento interno para as mais variadas soluções. E o resultado final foi positivo. A Onli se destacou pois foi a startup que trouxe a proposta de maior aderência ao ambiente do Open Insurance, pensando desde a facilitação do processo tecnológico de embarque da seguradora nessa segunda etapa, que é a de compartilhamento de dados pessoais e de dados de seguros, e em como a Icatu pode usar isso da melhor forma em seus negócios”, afirma Alexandre Vilardi, vice-presidente corporativo de Operações da Icatu, que fez parte da banca julgadora do Desafio.

Nos últimos cinco anos, a Icatu investiu mais de R$600 milhões em tecnologia, sendo que, deste montante, R$190 milhões foram em 2021, o que possibilitou a companhia desenvolver um ecossistema de parcerias, pilar estrutural de seu modelo de negócio B2B2C – a maior parte do sistema financeiro do país como bancos, fintechs, insurtechs, cooperativas e varejistas.

AXA no Brasil leva corretores para a França

Fonte: AXA

Os premiados da primeira campanha Top Club da AXA no Brasil, realizada em 2019, finalmente puderam realizar a viagem para a França. Adiada por causa da pandemia de covid-19, ela aconteceu entre os dias 30 de abril e 6 de maio, com destino para Bordeaux e Paris. 

O destino dessa primeira viagem foi escolhido por sediar a matriz do Grupo AXA, em Paris. Atualmente, a companhia é a 2ª maior seguradora europeia e a 1ª seguradora global de linhas comerciais. O grupo foi recebido por Renaud Guidée, Chief Risk Officer do Grupo AXA e presidente da Net-Zero Insurance Alliance, e por Corinne Vitrac, Head of Risk Management P&C do Grupo AXA, que falou sobre as ações globais da AXA, pautadas em sustentabilidade, entre elas, as suas políticas de Biodiversidade. A viagem para o país onde fica a sede da companhia foi muito importante para demonstrar a força da AXA no mundo aos corretores.

Ao lado dos principais executivos da AXA no Brasil, eles puderam desfrutar de uma programação nos principais pontos turísticos das cidades, com destaque para o jantar de encerramento que aconteceu no Museu Baccarat, em Paris.

Sobre o programa de relacionamento, Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, explicou: “Criamos o Clube de Experiências para oferecer as melhores experiências de negócio e de relacionamento aos corretores de seguros, queremos que o corretor cresça junto com a AXA. Essa viagem foi importantíssima para fortalecer e estreitar as nossas parcerias, e ainda mais para demonstrar a força da AXA no mundo”.

Vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing, Igor Di Beo, também destacou a importância da realização do evento. “Foram longos anos e algumas tentativas frustradas para que essa viagem fosse feita e finalmente, conseguimos. Nossa visão é promover cada vez melhores incentivos comerciais que valorizem o corretor na medida da sua produção e rentabilidade da carteira”.

O próximo destino já tem data marcada. A viagem da campanha Top Club da AXA no Brasil, de 2021, para o deserto do Atacama, acontecerá em outubro deste ano.  

Bradesco Seguros é finalista em três categorias do EFMA Insurance Awards 2022

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros é finalista em três categorias do prêmio EFMA Insurance Awards 2022: ‘Product & Service Innnovation’‘Re-Imagining the Customer Experience’ e ‘Global innovator’. Os cases ‘Vida Viva Bradesco’ e ‘O Grupo de Seguros pioneiro no Tiktok’ serão analisados com base em três critérios: originalidade, capacidade estratégica e retorno sobre investimento, além da capacidade de adaptação para uso em outros mercados e países. Os vencedores serão anunciados no dia 15 de junho. 

Como finalista na categoria ‘Product & Service Innnovation’, o produto ‘Vida Viva Bradesco’ tem como diferencial a customização das coberturas e assistências, de acordo com as necessidades do titular e dos dependentes do plano. Já em ‘Re-Imagining the Customer Experience’, o case ‘O Grupo de Seguros pioneiro no Tiktok’ aborda o pioneirismo e presença da maior seguradora da América Latina na rede social, uma das que mais cresce no mundo. Além disso, a companhia também concorre em ‘Global innovator’, como empresa mais inovadora do mundo.

“Colocar o segurado no centro das nossas decisões é, sem dúvidas, o caminho para alcançarmos essa grande conquista. Ao desenvolver os projetos citados no prêmio, levamos em consideração uma série de fatores alinhados às reais necessidades da população brasileira, ressaltando o nosso compromisso de tornar o grupo segurador um parceiro para todos os momentos”, destaca Fabio Dragone, diretor de Digital, CRM, CX e Inovação do Grupo Bradesco Seguros. 

Para votar, acesse o link https://innovationininsurance.efma.com/ e crie um login e senha. Na sequência, clique no botão ‘vote now’ e acesse as categorias na barra lateral. Vote em seus cases favoritos e, ao final, lembre-se de salvar o voto para garantir a contabilização. 

SulAmérica reporta lucro de R$ 24,4 milhões, redução de 54,7%

ricardo botas sulamerica

A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 24,4 milhões no primeiro trimestre de 2022, redução de 54,7% em relação ao primeiro trimestre de 2021 sob forte impacto dos efeitos da pandemia e das frequências em saúde, mas revertendo o prejuízo apresentado no quarto trimestre de 2021. O resultado financeiro da SulAmérica totalizou R$ 137,6 milhões no 1T22, melhora significativa de 762,8% em relação ao mesmo período de 2021, principalmente em função de um maior resultado de investimentos, mantendo trajetória similar à apresentada nos últimos trimestres, acompanhando os aumentos sequenciais na taxa básica de juros (Selic) ao longo dos últimos 12 meses, além da maior rentabilidade dos ativos indexados ao IPCA.

Os resultados já trazem o impacto do anunciou acordo de associação com a Rede D’Or, em fevereiro, em meio a um cenário adverso que manteve a sinistralidade elevada com a chegada da variante Ômicron da COVID-19 no início do ano, o forte impacto do retorno das frequências após picos da pandemia e a maior pressão dos custos pressionados por componentes inflacionários.

“Em relação à pandemia, que tão severamente afetou nossos resultados em 2021 e ainda trouxe impactos negativos relevantes na sinistralidade no primeiro trimestre de 2022, podemos olhar o cenário atual a partir do segundo trimestre com mais otimismo, ao menos no que se refere aos impactos diretos da pandemia”, descreve o CEO Ricardo Bottas, para quem a variante Ômicron trouxe aumento de custos assistenciais no segmento de Saúde em relação ao observado no 4T21, mas em patamar aquém ao verificado em períodos mais agudos da pandemia em 2021.

Destaques:

  • Receitas totais de R$5,4 bilhões (+5%)
  • Receitas de saúde e odonto de R$5,1 bilhões (+6%)
  • Beneficiários de planos coletivos de saúde e odonto crescem 6% (+239 mil vidas)
  • Sinistralidade consolidada de 85,2%, ainda impactada pela pandemia da COVID-19
  • Resultado financeiro de R$137,6 milhões (+763%)
  • Lucro líquido de R$24,4 milhões

Segundo o executivo, “permanecemos atentos aos indicadores da pandemia, mas os dados recentes estão em patamares mais baixos e controlados. Entretanto, seguimos atentos e atuantes sobre as demais frequências normais de utilização (ex-Covid) que ainda denotam preocupação de todo o mercado”. O grupo alcançou 4,5 milhões de beneficiários em Saúde e Odonto, crescimento de 5,3%, na comparação com igual período de 2021 e apresentou sinistralidade de 85,2%, pior que os índices registrados em períodos normais, principalmente em função da pandemia, mas melhor em 3,2 pontos percentuais na comparação com o quarto trimestre de 2021.

A associação entre SulAmérica e Rede D’Or, que envolve dois líderes do mercado de saúde do Brasil, foi um marco no trimestre. A operação, após aprovação pelos Conselhos de Administração das duas companhias em fevereiro, foi também aprovada em abril pelos respectivos acionistas e, na sequência, foi submetida à aprovação dos órgãos reguladores competentes. “A operação histórica para o setor de saúde do Brasil certamente trará muitos ganhos para ambas as companhias, seus acionistas e para a sociedade, unindo duas empresas de larga escala, reconhecidas pela qualidade de seus serviços e capacidade de crescimento sustentável, com elevado grau de alinhamento e com diversas sinergias e oportunidades a serem desenvolvidas”, acredita Bottas.

No trimestre, as ferramentas digitais da SulAmérica foram fundamentais e permitiram ampliar o acesso à saúde com efetividade, conveniência e qualidade, garantindo assistência para os beneficiários. A Companhia alcançou mais de 438 mil atendimentos digitais neste trimestre, aumento superior a 40% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Desde o início de 2020, a seguradora atingiu cerca de 2,5 milhões de atendimentos remotos por meio da telemedicina no Saúde na Tela, que conta com médicos plantonistas e especialistas (+50 especialidades), além de terapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e a orientação médica telefônica.

A carteira de planos coletivos de Saúde e Odonto da SulAmérica alcançou 4,4 milhões de beneficiários, crescimento de 5,7% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A estratégia midticket seguiu evoluindo e vem mantendo um ritmo de crescimento consistente. No fechamento trimestral, este nicho de atuação já alcançava 195 mil beneficiários (65% a mais do que em igual período de 2021), influenciado pelo bom desempenho da Paraná Clínicas e seu modelo semi-verticalizado com mais de 114 mil vidas, pela incorporação da carteira da Santa Casa de Ponta Grossa com 23 mil vidas e pela evolução dos produtos da linha SulAmérica Direto, que em 11 regiões já somam 60 mil vidas (128% de crescimento em 12 meses).

Na carteira de Seguros de Vida, a SulAmérica conquistou 217 mil novos segurados e teve receitas operacionais totalizando R$122,3 milhões no 1T22, aumento de 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionadas tanto pela retomada de vendas no seguro viagem, acompanhando o retorno das viagens nacionais e internacionais com o maior controle da pandemia, quanto pelo melhor desempenho das carteiras prestamista e coletivo. Neste segmento, o índice de sinistralidade atingiu 42,4%, reduções significativas de 38,7 pontos percentuais em relação ao 1T21 e de 11,7 p.p. na comparação com o 4T21, também acompanhando a melhora da pandemia e consistente retorno aos patamares pré-pandemia.

Outro destaque foi o excelente desempenho da SulAmérica Investimentos, que encerrou março de 2022 com praticamente R$ 50 bilhões de ativos sob gestão, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, resultado do aumento em ativos próprios (+12,3%) e em recursos de terceiros (+15,5%), estes positivamente impactados por um maior volume de captações, sobretudo em fundos de crédito, que apresentam crescimento consistente nos últimos meses.

“Neste ano que iremos completar 127 anos, seguimos confirmando nossa resiliência e a força e qualidade de nossa operação, que vem consistentemente colocando a  SulAmérica em posição de destaque no mercado, mesmo neste momento ainda tão desafiador. E neste aspecto, sempre enfatizo o alto nível de engajamento que vemos em nossos colaboradores e a confiança, dedicação e parceria dos corretores de seguros, prestadores, parceiros de negócios, acionistas e demais stakeholders”, finaliza Bottas.

Dyogo Oliveira prevê expansão contínua do setor de seguros nos próximos anos

CNseg Dyogo Oliveira

Fonte: CNseg

O novo diretor-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou que o setor de seguros está entre as atividades credenciadas a crescer de forma contínua nos próximos anos, tendo em vista as profundas mudanças que resultam em uso crescente de novas tecnologias, produtos inovadores, regras regulatórias mais flexíveis e menos onerosas. Este ano, em meio a um cenário de incertezas, a arrecadação do setor deve crescer na casa de dois dígitos, oscilando entre 13% e 15%. As declarações de Dyogo Oliveira foram dadas durante a live “A nova administração da CNseg”, transmitida pela Apólice TV, canal da Revista Apólice no YouTube, nesta terça-feira, 10. A nova expansão projetada será suficiente para o setor segurador ampliar sua participação em proporção ao PIB, hoje perto de 6,5%.

Sobre o open insurance, Dyogo Oliveira afirmou que o projeto precisa de ajustes em termos de prazos de implementação e em relação a produtos que devem ter os dados abertos, para atingir seus objetivos, como o de ampliar a concorrência das empresas e o nível de proteção das mais variadas faixas de públicos. “Dependemos de pequenos ajustes, que não são protelatórios, mas necessários para alcançar os objetivos pretendidos e evitar gastos desnecessários”, assinalou Oliveira. Os investimentos na estruturação do open insurance, considerando-se um universo de 65 empresas participantes, deverão totalizar cerca de R$ 650 milhões, pelas estimativas do diretor-presidente da CNseg.

Um dos desafios históricos do mercado segurador, o de ter sua real importância reconhecida pelo governo e a sociedade, já é uma causa abraçada pelo novo dirigente da CNseg. “Já somos um setor relevante, mas a percepção de nossa grandeza ainda é muito pequena, quer seja no governo, quer no conjunto da sociedade. Respondemos por uma participação de 6,5% do PIB e detemos cerca de 25% da dívida pública em mercado”, assinalou. 

Para reforçar a ideia da importância do setor que passa despercebida, Dyogo destacou outros números que tornam as pessoas e seus negócios mais resilientes. Na Saúde Suplementar, as despesas pagas pelas operadoras superaram R$ 200 bilhões no ano passado, quase o dobro do orçamento do Ministério da Saúde na fase pré-pandemia. Na carteira de automóvel, as indenizações somaram R$ 22 bilhões, o suficiente para a compra de 380 mil veículos populares, ou seja, 20% da produção nacional. Desde a eclosão da pandemia, as seguradoras, de forma voluntária, pagaram quase R$ 7 bilhões por mortes decorrentes da Covid.

O presidente da CNseg informou que intensificará a interlocução com governo, órgãos de supervisão do mercado e o conjunto da sociedade, aperfeiçoando a comunicação institucional, de forma a ratificar que o setor segurador é estratégico para o desenvolvimento do país e vital para reduzir as vulnerabilidades de pessoas e empresas diante dos riscos, devendo, em razão disso, ser uma atividade fomentada para retroalimentar o próprio crescimento econômico, seja ao assumir riscos de diversas naturezas, seja na condição de investidor institucional. Segundo Dyogo Oliveira, uma interlocução de nível superior planeja estabelecer “uma relação ganha-ganha para todos” – sociedade, governo e o mercado segurador.

Seguradora Argo e corretora MDS oferecem seguro de RC Profissional para advogados da Caixa de Assistência

Fonte: Argo

Em parceria com a corretora MDS Brasil, a seguradora Argo Seguros está ofertando seu produto de Responsabilidade Civil Profissional para todos advogados da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP). O órgão tem o objetivo de servir assistência social aos advogados e estagiários paulistas regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e seus dependentes.

Esse seguro protege a carreira, imagem e patrimônio desses profissionais contra eventuais erros cometidos na execução do seu serviço, como falhas na tese de defesa, perda de prazo, quebra de sigilo profissional do cliente, e indenização por perda e danos à imagem. 

Entre as principais coberturas que o seguro da Argo oferece estão custos judiciais de defesa e honorários advocatícios, danos materiais morais e corporais, erros e omissões, gerenciamento de crises e perda de prazos legais. O produto conta ainda com até seis opções de limites de cobertura – entre R$ 50 mil e R$ 500 mil – e pode ser adquirido tanto por pessoas físicas como por pessoas jurídicas.

“Desenvolvemos um seguro bem completo para a Advocacia Paulista, através dessa parceria com a MDS Brasil. Ele abrange as despesas de defesa, indenizações, acordos e demais pedidos de reparação de danos envolvendo todos os advogados e seus dependentes ligados a OAB no estado de São Paulo”, afirma Mariana Miranda, Corporate Sales da Argo Seguros.

Segundo Rogério Lemes, diretor de Retail da MDS Brasil, entre as principais vantagens que esse produto oferece estão a segurança financeira e econômica, a proteção ao patrimônio e à reputação do profissional, menos burocracia no momento da indenização, tranquilidade para o desenvolvimento do negócio e a garantia de indenização. “É importante frisar também que não há necessidade de ação judicial para acionar o seguro. Caso um terceiro alegue que sofreu um dano por erro profissional, o segurado já pode nos acionar”, completa.

CNseg: ranking de seguradoras em fevereiro de 2022

O ranking das empresas do setor de seguros, até fevereiro de 2022, elaborado pela CNseg, está disponível para consultas no portal da entidade. O levantamento reúne dados da média móvel de 12 meses até fevereiro e toma como base a receita nas operações em cada segmento do setor segurador (Danos e Responsabilidades, Vida e Previdência, Capitalização e Saúde Suplementar). A exceção ao período são as operações de Saúde Suplementar, que considera os 12 meses encerrados em dezembro de 2021, em virtude do calendário de divulgação dos dados pela ANS.

O ranking utiliza dois critérios para o posicionamento das companhias: i) por grupo econômico ou empresa, este último no caso das singulares; e ii) por empresas dentro dos quatro segmentos e das suas principais linhas de produtos, seguindo os agrupamentos adotados. Para fins de cálculo, considera o prêmio direto para seguradoras, contribuições para entidades de previdência; faturamento para companhias de capitalização; e contraprestações pecuniárias para a saúde.

Em Danos e Responsabilidades, a evolução em 12 meses móveis registrou alta de 16,5% até fevereiro, atingindo R$ 93,0 bilhões no período. Os cinco maiores resultados dos grupos econômicos em arrecadação e, em consequência, em participação de mercado em 12 meses até fevereiro ficaram a cargo da Porto Seguro (R$ 14,0 bilhões e 15,0%); Mapfre (R$ 7,8 bi e 8,4); Tokio Marine (R$ 7,4 bi e 7,9%); BB Seguros (R$ 6,8 bi e 7,3%) e Allianz (R$ 6,8 bi e 7,3%).

O segmento de Coberturas de Pessoas experimentou crescimento de 12,7% nos 12 meses até fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 194,8 bilhões. Considerando-se de novo o critério de grupo econômico e tamanho de market share – respectivamente -, os cinco primeiros do ranking nesse segmento foram BB Seguros (R$ 52,6 bi e 27,0); Bradesco (R$ 39,0 bi e 20,0%); Caixa Seguros (R$ 37,5 bi e 19,2%); Zurich (R$ 17,4 bi e 8,9%); e Itaú (R$ 13,7 bi e 7,1%).

Em Capitalização, o faturamento de 12 meses acumulou R$ 24,8 bilhões, alta de 7,6%. Os cinco grupos econômicos que mais contribuíram para o resultado foram Bradesco (R$ 5,7 bi e 22,8); BB Seguros (R$ 4,5 bi e 18,0%); Santander (R$ 3,8 bi e 15,5%); Itaú (R$ 2,7 bi e 11,0%); e Icatu (R$ 2,2 bi e 9,0%) 

No segmento de Saúde Suplementar, as maiores receitas em 12 meses encerrados em dezembro de 2021 (último dado divulgado pela ANS) foram os seguintes grupos econômicos: 

Bradesco (R$ 31,4 bi e 12,7%); Sulamérica (R$ 22,1 bi e 8,9%); Amil (R$ 19,9 bi e e 8,0%); Notredame Intermédica (R$ 9,9 bi e 4,0%); e Hapvida (R$ 7,6 bi e 3,1%).

O ranking do setor de seguros da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg está disponível em ‘Análises e Estatísticas’, no menu de navegação do seu portal.    

Artigo: Seguros, mobilidade urbana e infraestrutura de transportes

Dyogo Oliveira CNseg

por Dyogo Oliveira, economista e diretor-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Mobilidade urbana e infraestrutura de transportes dependem cada vez mais da boa interação entre o setor público e o setor privado. No caso de projetos de infraestrutura, o segurador tem a função de garantir os riscos envolvidos na elaboração dos projetos e na sua execução. Isso reduz o custo de capital do projeto com maior oferta de financiamento e aumenta o interesse de investidores do exterior, que veem com bons olhos a ação dos atores locais de peso. Ainda mais quando sabemos das restrições orçamentárias do setor público e da necessidade cada vez maior de se atrair investimentos privados para o setor.

Apostar em obras de longo prazo, aumentar a segurança viária, melhorar a fluidez do tráfego e incorporar tecnologias que beneficiem os motoristas são ações que podem contar com os seguros para torná-las mais viáveis e eficientes do ponto de vista financeiro e social.

 Um transporte público eficiente aproxima as pessoas, mas estamos longe do modelo que está sendo aplicado em outras metrópoles do mundo, onde as pessoas podem acessar tudo que precisam em 15 minutos de onde moram.

Pensar em mobilidade urbana é pensar nas desigualdades sociais. Historicamente, o padrão de ocupação do território nas metrópoles afastou a moradia dos brasileiros para a periferia, deixando seus postos de trabalho e as oportunidades urbanas na educação, saúde e lazer mais distantes.

Sustentabilidade se aplica também ao deslocamento, resultando na redução de emissões de CO2 no meio ambiente. O que nos leva a outro tópico: o uso de energia mais limpa nos transportes, como carros elétricos no lugar dos de combustível fóssil, que poderia diminuir em muito o número dos acidentes. Ainda há poucos benefícios para veículos desse tipo.

 A pandemia exigiu evitar aglomerações, gerando novos hábitos. Quase 50% dos brasileiros alteraram sua forma de se deslocar. Cerca de 10% adotaram o uso da bicicleta, mas 40% passaram a usar mais o carro particular. 

Neste novo normal podemos incluir o maior uso de aplicativos de entregas e de carona. Diversas startups de compartilhamento de carros também se desenvolveram. O mundo quer mais acesso e menos posse.

Os seguros podem dinamizar esse movimento. Há uma demanda crescente de oportunidades com as inovações. Só como exemplo, as empresas digitais que prestam serviços de entrega vêm solicitando uma rede de seguro social para apoiá-las em caso de lesões no trabalho e perda de receita. Já para os carros com sensores, pode-se oferecer seguro de responsabilidade civil que recompense os segurados com base nos dados que coletam.

Há uma estimativa de que 40% da população brasileira ainda se movimenta exclusivamente a pé. Quais as condições que oferecemos ao pedestre, em termos de praticidade e acessibilidade? Legislações como o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), revisado em 1998, a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), de 2012, e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), de 2015, são iniciativas que visam priorizar os pedestres. Mas em São Paulo, por exemplo, quase metade das calçadas não têm a largura mínima prevista em lei.

É urgente fortalecer uma agenda de investimento público e privado na pauta da mobilidade e dissolver as fronteiras que separam e segregam as cidades e as pessoas. Compartilhamos a mesma rota na direção de um país mais seguro. Podemos e devemos contribuir com um justo e inclusivo acesso à cidade, o que impacta na qualidade de vida do cidadão, garantindo que ele possa ter melhor moradia, mais saúde, educação, e que trabalhe mais descansado, produtivo, e tenha tempo para lazer.