Estudo da AON mostra os principais riscos que afetam as empresas na América Latina

A Aon plc (NYSE: AON), empresa líder mundial em serviços profissionais, divulgou os resultados para a América Latina de sua Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2025 (GRMS), que aponta que as empresas da região enfrentam um ambiente de risco excepcionalmente complexo, onde convergem pressões econômicas, políticas e ambientais.


Para a maioria das organizações latino-americanas, os riscos relacionados à fragilidade econômica, instabilidade política, vulnerabilidade climática e imprevisibilidade regulatória têm repercussões nos desafios operacionais imediatos, como a interrupção das atividades empresariais e da cadeia de suprimentos, mas que, a longo prazo, podem evoluir para oportunidades estratégicas e vantagens competitivas.


“O aumento do risco comercial e operacional na América Latina revela uma nova realidade: a volatilidade e a incerteza são agora constantes para as empresas. Antes, a resiliência consistia em sobreviver as ameaças e seus impactos. Agora, trata-se de aproveitá-las para fortalecer a competitividade. As organizações latino-americanas que repensarem sua gestão de riscos serão as que liderarão”, afirma Natalia Char, head de Commercial Risk para a América Latina na Aon.


Principais riscos atuais para a América Latina

  1. Interrupção dos negócios
  2. Mudanças regulatórias ou legislativas
  3. Ataque cibernético ou vazamento de dados
  4. Risco de flutuação dos preços das matérias-primas ou escassez de materiais
  5. Desaceleração econômica ou recuperação lenta
  6. Risco político
  7. Aumento da concorrência
  8. Risco de fluxo de caixa ou liquidez
  9. Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição
  10. Clima ou desastres naturais

A interrupção das atividades empresariais continua sendo o principal risco para as organizações da região devido à exposição a crises geopolíticas, eventos climáticos extremos, sua dependência das rotas comerciais globais e a vulnerabilidade da infraestrutura local. Países como Brasil, Argentina, Chile e México dependem em grande medida das exportações (desde produtos agrícolas até manufatura), o que os torna particularmente suscetíveis a interrupções na cadeia de abastecimento, que não só geram perdas financeiras diretas, mas também afetam a confiança dos clientes e tensionam as relações com os fornecedores. 


Portanto, as empresas têm se empenhado em diversificar sua base de fornecedores, investir em tecnologias de visibilidade da cadeia de suprimentos e desenvolver planos de continuidade sólidos para enfrentar e se recuperar diante de crises. Muitas empresas também estão considerando a contratação de seguros de contingência contra interrupção de negócios para se proteger contra imprevistos, melhorando assim a resiliência operacional em uma região onde a interrupção do negócio é uma ameaça constante.


As mudanças regulatórias e legislativas, consideradas o segundo risco mais importante, estão profundamente ligadas à instabilidade política na América Latina, o que gera um ambiente empresarial imprevisível. Esses acontecimentos levaram as empresas a ajustar seus planos de investimento e a operar em um ambiente regulatório mais complexo, acompanhando de perto a evolução política e geopolítica e realizando o planejamento de cenários que garantam a continuidade dos negócios. 


Os ataques cibernéticos e os vazamentos de dados ocupam o terceiro lugar na lista de riscos regionais presentes e o primeiro lugar na lista de riscos futuros, onde apenas 15% dos entrevistados quantificam sua exposição ao risco cibernético. A rápida adoção de plataformas digitais e tecnologias de inteligência artificial (IA) ampliou a superfície de ataque para os cibercriminosos. Diante do aumento dos incidentes cibernéticos potencializados pela IA, os executivos empresariais estão passando de uma postura reativa para estratégias proativas de gestão de riscos.


Os riscos futuros que preocupam os líderes empresariais na América Latina


A pesquisa da Aon também oferece uma perspectiva futura sobre os riscos que os líderes empresariais latino-americanos esperam que sejam mais críticos até 2028. No geral, eles se preparam para um futuro marcado pela digitalização, pelas mudanças climáticas e pela volatilidade do mercado. As dez ameaças mais preocupantes refletem essa mudança:


Principais riscos futuros para a América Latina

  1. Ataque cibernético ou vazamento de dados
  2. Aumento da concorrência
  3. Risco de flutuação dos preços das matérias-primas ou escassez de materiais
  4. Mudanças regulatórias ou legislativas
  5. Interrupção dos negócios
  6. Mudanças climáticas
  7. Risco político
  8. Desaceleração econômica ou recuperação lenta
  9. Risco de fluxo de caixa ou liquidez
  10. Inteligência artificial 

Tanto na América Latina quanto globalmente, as mudanças climáticas estão se tornando uma preocupação cada vez maior para o futuro. De fato, 80% dos entrevistados da região afirmaram ter sofrido perdas econômicas devido a um fenômeno meteorológico ou desastre natural nos 12 meses anteriores à pesquisa. A região é uma das mais vulneráveis ao risco climático no mundo, pois tem enfrentado uma sucessão de fenômenos meteorológicos sem precedentes, como furacões, inundações catastróficas e secas prolongadas que têm ameaçado economias, comunidades e indústrias importantes, causando perdas econômicas multimilionárias e o deslocamento de milhares de pessoas.


Em resposta, as empresas de toda a região estão priorizando investimentos em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta precoce, modelos climáticos para proteger seus ativos e operações, e estão adotando seguros paramétricos que oferecem indenizações rápidas após desastres. Tudo isso com o objetivo de minimizar as interrupções operacionais e acelerar a recuperação diante de fenômenos meteorológicos extremos.


“Para enfrentar o panorama de ameaças presentes e futuras na América Latina, as empresas devem adotar uma abordagem proativa e integrada na gestão de riscos. As condições voláteis e mutáveis oferecem a oportunidade de transformar o risco em resiliência. Ao repensar sua abordagem e investir em novas estratégias, elas podem proteger suas organizações e abrir novos caminhos para o crescimento”, concluiu Natalia Char.


A pesquisa GRMS analisa globalmente há 19 anos os riscos mais relevantes para líderes empresariais. Esta edição, reuniu cerca de 3.000 respostas de 63 países do mundo, destacando que apenas 14% acompanham sua exposição aos dez principais riscos e apenas 19% utilizam análise de dados para avaliar seus programas de seguros. Para acessar o relatório completo e descobrir como a Aon ajuda seus clientes a enfrentar a dinâmica disruptiva atual, visite Pesquisa Global de Gestão de Riscos.

Tokio Marine irá capacitar mais de 80% de seus Colaboradores para uso de IA até final de 2026

Atenta as constantes transformações pelas quais o mercado segurador tem passado, a Tokio Marine está investindo na capacitação de seus Colaboradores para uso de Inteligência Artificial, com a meta de que mais de 80% de sua equipe esteja plenamente apta a usar a ferramenta até o final de 2026.

De acordo com o Superintendente de Governança Digital, Inovação e IA da Tokio Marine, Gabriel Nery, a iniciativa faz parte de um projeto de três anos da Diretoria de Tecnologia, Digital e Inovação, que começou a ser implementado em 2025 com treinamentos exclusivos e parcerias para capacitação profissional. “Com essa ação, nós reafirmamos ainda mais nosso compromisso com a utilização responsável das novas tecnologias, ancorada sob fortes pilares de segurança da informação e governança, preparando cada um de nossos Colaboradores para atuar de forma estratégica e autônoma em um mercado em constante evolução”, explica. 

O Treinamento para Líderes de TI, outra ação que faz parte do projeto, é realizado em parceria com a FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e tem o objetivo de desenvolver competências estratégicas e preparar gestores para os desafios da transformação digital. “Esse programa impacta diretamente 50 profissionais que ocupam posições-chave na Companhia e foi cuidadosamente desenhado para atender as necessidades das lideranças e suas equipes, tanto para desenvolvimento individual quanto para impulsionamento da Seguradora, naturalmente beneficiada pela capacitação de seus Colaboradores”, enfatiza Nery. 

A Companhia investiu, ainda, em Trilhas de Conhecimento para Colaboradores dos times de tecnologia com fundamentos específicos para suas áreas de atuação, em parceria com a Alura, maior escola online de tecnologia do Brasil. Além disso, estabeleceu uma parceria estratégica com a AWS para impulsionar a evolução da Inteligência Artificial Generativa na Tokio Marine. Como parte dessa iniciativa, está sendo aplicado o treinamento AWS Skill Builder, voltado para cientistas de dados, profissionais de infraestrutura e segurança da informação, com foco no desenvolvimento de competências técnicas essenciais para a construção de soluções inovadoras e seguras.

“Com esse plano, queremos tornar nossos processos ainda mais eficientes, ao mesmo tempo em que redesenhamos o futuro do mercado de seguros, fortalecendo nossa posição e entregando valor real aos Clientes e Parceiros de Negócios”, finaliza Nery.

IBA promove o 1º Fórum de Longevidade com foco no setor de seguros, na economia e em novos mercados

por Karem Soares

O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) promoveu o 1º Fórum de Longevidade, no dia 27 de novembro, em São Paulo. As plenárias focaram nos desafios e oportunidades da longevidade na saúde, no setor de seguros, na economia e na estruturação de novos mercados. O evento reuniu atuários, professores e especialistas, promovendo aprendizado ao abordar temas essenciais para garantir um futuro longevo para a sociedade. 

Os dados do IBGE confirmam a urgência em debater a longevidade. O Brasil está vivendo uma das transições demográficas mais aceleradas do mundo. Se em 1980, a população de idosos, acima de 65 anos, representava apenas 4% do total, hoje esse índice já ultrapassa os 11%. A velocidade da mudança é dramática: em menos de 15 anos, por volta de 2040, o número de idosos vai superar o número de crianças e adolescentes. Projeções indicam que até 2050, um em cada quatro brasileiros terá mais de 60 anos. 

Durante a abertura, o presidente do IBA, Giancarlo Germany, relacionou que os desafios ao desenvolver produtos financeiros e apoiar o financiamento dos países não é um problema novo.  “Na realidade, o que enfrentamos no século XXI mantém similaridades com o passado, mas com uma complexidade ampliada, dado a velocidade com que o aumento da longevidade nos afeta. Como Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), temos o compromisso de aprofundar a compreensão sobre os problemas sociais e auxiliar no desenvolvimento de produtos financeiros para a população. No âmbito atuarial, a busca pelo equilíbrio é uma constante em nossa relação com o mercado e a sociedade”.

Germany ainda apontou a relevância da discussão transcendendo o mercado financeiro e o meio acadêmico, tornando-se central na agenda social brasileira. “Tivemos um acontecimento relevante em novembro, com o tema da redação do Enem trazendo a longevidade ao âmbito de discussão de jovens e adolescentes. O envelhecimento populacional nos impõe a necessidade de viver mais e com saúde, aproveitando a vida, mas com um custo financeiro para o qual talvez não estejamos totalmente preparados”.

O 1º Fórum de Longevidade promovido pelo IBA contou com debates  sobre “Saúde na Longevidade”, com o Dr. Luiz Roberto Ramos, professor e diretor Fundador do Centro de Estudos de Envelhecimento da Unifesp (Universidade Estadual de São Paulo), “Longevidade no Mercado Securitário”, com Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade da MAG Seguros, e Eduardo Lamers, Superintendente Geral da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), “Saúde Suplementar na Longevidade”, com Martha Oliveira, CEO do Grupo Laços, especialista em envelhecimento, e  Cátia Mantini, Gerente Geral Regulatória da Estrutura de Produtos da ANS – Agência Nacional de Saúde, “Economia e Mercado de Trabalho”, com Mórris Utvak, CEO e fundador da Maturi, e Clea Klouri, xxxx, e o “Desafio na estruturação de novos mercados”, com Hélio Zylberstajn, economista, professor da faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP) e de membros do GT de Longevidade do IBA.   

Os palestrantes destacaram os impactos na falta de planejamento para viver mais, ressaltando a necessidade de proteção em transições demográficas como o Brasil está vivenciando, revisando a visão sobre o conceito de aposentadoria e perda de renda, a educação financeira, o impacto direto sobre a saúde e o bem-estar e a equidade na longevidade. 

No final das palestras, foram anunciados os artigos vencedores do 9º Prêmio Ricardo Frischtak: “Seguros de vida inteira e análise de persistência: uma abordagem com modelos de sobrevivência com fração de cura”, das atuárias Yasmin Santana da Silva e Milena Duarte da Rocha, ficou em primeiro lugar. O segundo lugar foi para o texto sobre a “Proposta de fundo assistencial para cobertura de eventos extremos em operadoras de planos de saúde”, do atuário Luanvir Luna da Silva. E o terceiro lugar foi da atuária Beatriz Pimenta Nora, que abordou o tema “Modelos de precificação atuarial de letra de risco e seguro para catástrofe climática no Brasil”. 

A premiação visa desenvolver e promover o conhecimento do estudo atuarial no Brasil e em homenagem (in memoriam) ao professor Ricardo Frischtak. Participaram do concurso os atuários e os estudantes do Curso de Graduação em Ciências Atuariais associados ao IBA.

Temporada de furacões deste ano — silenciosa, mas com sequência recorde de ciclones categoria 5

Fonte: Intelligent Insurer

A temporada de furacões do Atlântico de 2025 pode ter passado quase despercebida devido ao número reduzido de tempestades e à escassez de impactos em terra, mas ainda assim recebeu a classificação de “acima da média”. O balanço foi divulgado pelo departamento de Pesquisa em Clima Tropical e Meteorologia da Colorado State University.

A etiqueta de “acima da média” se deve basicamente a dois fatores: o número de furacões de grande intensidade e o impacto deles na métrica de energia ciclônica acumulada (ACE), que considera duração, frequência e severidade das tempestades.

Das quatro grandes tempestades formadas, três atingiram a categoria 5 (Erin, Humberto e Melissa), o segundo maior número registrado em uma única temporada. Esses quatro sistemas foram responsáveis por 85% de toda a energia ciclônica do período; os três categoria 5 responderam por 70%; apenas Melissa e Erin, juntas, representaram mais da metade do ACE da temporada.

Outro fator que impulsionou o ACE foi a trajetória incomum das tempestades: praticamente todas desviaram para o mar aberto, evitando atingir o continente, o que permitiu que os grandes furacões se mantivessem por longos períodos sem interrupções.

A única exceção relevante foi o furacão Melissa — formado no Caribe — que deixou um rastro devastador na Jamaica, em Cuba e em partes das Bahamas. Os estágios iniciais de Gabrielle e duas tempestades costeiras também perderam força ao tocar terra.

Por outras métricas, a temporada pode parecer fraca. O total de 13 tempestades ficou 10% abaixo da média de 30 anos, de 14,4. E com apenas um furacão de menor intensidade, o número total de furacões — cinco — foi o mais baixo desde 2015, cerca de 30% abaixo da média histórica.

Fraca ou forte, a temporada entra para a história como altamente volátil e um tanto imprevisível. Quatro tempestades (Erin, Gabrielle, Humberto e Melissa) apresentaram “intensificação extremamente rápida”, com aumento de mais de 50 nós em 24 horas — número que empata o recorde histórico.

Na média da temporada, os pesquisadores afirmam que os fatores climáticos acabaram favorecendo a formação de furacões, embora menos do que se esperava ou do que ocorreu em anos recentes.

“O Atlântico quente combinado com o ENSO neutro frio/La Niña fraca levou a condições relativamente favoráveis à formação de furacões em 2025, apesar de uma notável redução de atividade no pico da estação”, escreveram os analistas no relatório.

De forma geral, as condições do ENSO recuaram de forma inesperada em direção a uma leve La Niña, fenômeno conhecido por criar cisalhamento de vento capaz de desorganizar tempestades antes mesmo de se formarem.

Leia a matéria completa no portal da Intelligent Insurer

Integração entre ciência, tecnologia e mercado para enfrentar eventos extremos

por Thais Ruco

O I Fórum de Previsão de Riscos Climáticos, realizado em 25 de novembro no Hub Green Sampa, em São Paulo, consolidou-se como um marco na discussão nacional sobre como ciência, dados e tecnologia podem transformar a gestão de riscos climáticos. Organizado pela MeteoIA, com o apoio da ADESAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento) e da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos), o evento reuniu pesquisadores, gestores públicos, executivos, especialistas em infraestrutura e representantes do mercado de seguros para debater caminhos que permitam antecipar, mitigar e responder aos impactos crescentes dos eventos extremos.

Logo na abertura, a MeteoIA reforçou o caráter simbólico de realizar o encontro no espaço onde começou sua trajetória em 2017, então uma incubada do programa Green Sampa. “Este evento foi idealizado para estimular a reflexão sobre a resiliência climática e apresentar estudos científicos que buscam antecipar e mensurar os impactos financeiros e sociais dos eventos climáticos severos”, destacou o diretor Comercial da MeteoIA, Daniel Protasio.

A diretora da ADESAMPA, Musa Miranda, reforçou a relevância do espaço para o ecossistema de inovação da cidade. “É um tema tão importante que hoje é uma necessidade. Para nós, é uma grande honra receber vocês em um espaço tão simbólico para o empreendedorismo sustentável”, afirmou.

Durante a contextualização inicial, Protasio reforçou que eventos extremos deixaram de ser exceções. O mundo perdeu US$ 202 milhões por dia entre 1970 e 2019 em desastres climáticos; o número de desastres aumentou mais de 80% em vinte anos, afetando mais de 100 milhões de pessoas por ano; e, no Brasil, entre 2014 e 2023, foram R$ 421 bilhões em danos materiais.

Além disso, destacou o caráter econômico da adaptação: “Cada R$ 1 não investido hoje em adaptação custará de R$ 4 a R$ 7 nos próximos anos. O alerta baseado em dados é claro: o clima já mudou e o custo da inação é alto”, afirmou.

Observações de desastres e cálculos de riscos

O primeiro painel abordou como transformar dados em métricas e modelos que orientam prevenção, resposta e políticas públicas. Dr. Thomas Martin, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências Atmosféricas, mediou o painel e ressaltou o simbolismo do local: “É realmente muito emblemático estar aqui, porque este edifício era um antigo lixão. Hoje, ele representa inovação e soluções para problemas que antes agravava”, afirmou.

Francinelli Francisco, doutoranda em Ciências Ambientais e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), apresentou a Plataforma AdaptaBrasil, mostrando a estrutura de indicadores de risco e sua aplicação no planejamento público. Em sua fala, destacou: “A capacidade adaptativa é o único fator inverso ao risco. Quanto maior ela é, menor tende a ser o risco e é por aí que começa qualquer processo de adaptação”. Ela reforçou a urgência do tema: “Os eventos estão cada vez mais frequentes e mais intensos. O primeiro passo é entender esses riscos e onde eles ocorrem para planejarmos ações eficazes”.

Gustavo Bourdot Back, especialista em Engenharia Geotécnica e Defesa Civil do CEPED/UFSC (Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil da Universidade Federal de Santa Catarina), enfatizou desafios estruturais no registro de desastres, ao apresentar o Atlas de Desastres. “Uma concessionária registra um evento de um jeito, outra registra de outro. Falta padronização e isso afeta tudo: modelagem, prevenção e planejamento territorial”, apontou. Ele reforçou que a qualidade dos dados é a base de qualquer estratégia: “Se o registro não é uniforme, a decisão também não será”.

Ao fechar o painel, Thomás Martin sintetizou a mensagem central: “Sem dados de qualidade, não há cálculo de risco confiável. A integração entre academia, municípios e sistemas de defesa civil é urgente para reduzir vulnerabilidades”.

Inteligência artificial aplicada na previsão de riscos climáticos

O segundo painel apresentou como algoritmos avançados elevam a precisão dos modelos e ampliam a capacidade de antecipação. O painel foi mediado por Dr. Gabriel Perez, cofundador da MeteoIA e PhD em Ciências do Clima, que relembrou a evolução tecnológica: “Quando comecei meu mestrado em 2016, o uso de IA para previsão ainda era desacreditado. Hoje, treinamos modelos que prevêem ameaças climáticas de curto e longo prazo com precisão inédita”.

Paola Bueno, doutoranda em Ciências Atmosféricas, pesquisadora do Grupo de Estudos Climáticos (GrEC) do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), especialista em previsões sazonais e sub-sazonais, apresentou ganhos recentes no uso de machine learning. “A IA consegue aprender padrões que antes eram impossíveis de captar nos modelos tradicionais. Isso amplia a previsibilidade e melhora a tomada de decisão meses à frente”, declarou.

O pesquisador Elton Escobar, pós-doutorando do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), trouxe a perspectiva operacional do monitoramento em tempo real. “O grande desafio agora é a previsão contínua, com um único sistema capaz de capturar desde as próximas horas até as tendências de longo prazo”, explicou. Elton também destacou a dificuldade dos eventos inéditos: “Precisamos prever fenômenos fora do domínio histórico. Esse é o limite atual e onde a IA tem enorme potencial”.

Os três convergiram ao lembrar episódios recentes de São Sebastião e Rio Grande do Sul: “Nenhum modelo físico ou algorítmico conseguiu antecipar a magnitude total do que aconteceu. Isso mostra como precisamos evoluir para prever o imprevisível”, resumiu Gabriel Perez.

Previsão para ação: inteligência preditiva contra mudanças climáticas

O terceiro e último painel mostrou como setores estratégicos já utilizam dados climáticos para reduzir riscos, proteger ativos e tomar decisões. Mediado por Márcia Ribeiro, diretora de Riscos e Empreendedorismo da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos), o painel reuniu infraestrutura, construção civil e seguros. Ao abrir o debate, Márcia afirmou: “Aqui é a prática. Estamos falando de quem usa esses dados para proteger vidas, ativos e operações”.

Mariana Bosso, gerente de Capex (investimentos) e Ativos do Grupo Arteris, apresentou o uso intensivo das previsões da MeteoIA: “Nossos ativos rodoviários precisam funcionar independentemente do tempo. As previsões nos permitem agir antes: fechar faixas, emitir alertas, planejar obras e priorizar os taludes mais sensíveis”, explicou.

Eduardo Galeskas, gerente de Sustentabilidade da incorporadora Mitre Realty, trouxe os riscos da construção em altura: “Cair um material de um prédio de 40 andares vira uma arma. Com previsões de vento e chuva, conseguimos planejar fases críticas da obra e reduzir riscos para trabalhadores e para a cidade”, afirmou.

Raidel Báez Prieto, especialista em Riscos Climáticos e Seguros Paramétricos da Howden Re Brasil, destacou o desafio técnico do setor: “Paramétricos exigem simplicidade para o cliente final e complexidade suficiente para resseguradoras internacionais auditarem. Isso só é possível com dados sólidos, inteligência artificial e rigor estatístico”, explicou.

Ciência, mercado e gestão pública em um mesmo caminho

No encerramento, Gabriel Perez reforçou a missão da MeteoIA:

“Estamos tentando construir uma ponte entre academia e mercado. Sem essa conexão, soluções não chegam onde precisam chegar”, afirmou.

Thomas Martin agradeceu aos parceiros e lembrou a trajetória da empresa: “Criar tecnologia brasileira, fomentar ecossistemas de adaptação e prevenção… esse sempre foi o sonho. E hoje vemos isso ganhando forma”.

A conclusão dos sócios sintetizou o espírito do evento: “O Brasil já tem ciência, tecnologia e especialistas. Agora precisa usar. A integração entre academia e mercado é indispensável e começou a se fortalecer aqui”.

O encontro terminou com um convite coletivo: transformar conhecimento em ação e acelerar a construção de uma sociedade mais segura, resiliente e preparada para os eventos extremos que já fazem parte do nosso cotidiano.

Alper Seguros leva acolhimento emocional no Festival Nova Brasil FM em São Paulo

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Festival Nova Brasil FM retorna ao cenário musical de São Paulo com uma causa social em destaque: o bem-estar mental. A Alper Seguros, consultoria de seguros que oferece soluções em gestão de saúde, é a patrocinadora oficial das Tendas de Acolhimento Emocional no evento, que acontece no sábado, dia 29/11, no Parque Villa Lobos, localizado na zona oeste da capital paulista. 

Enquanto nomes consagrados da MPB como Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Alceu Valença, Alcione e Xande de Pilares, entre outros, cantam e encantam, a Alper reforça seu compromisso com a saúde integral do público.

Posicionadas logo na entrada do Parque Villa Lobos, as três Tendas de Acolhimento da Alper têm como foco oferecer suporte emocional e descompressão, com atenção especial a públicos vulneráveis:

  • Pessoas que necessitem de descompressão emocional;
  • Pessoas com autismo e espaço de descompressão;
  • Pessoas com deficiência;

Para garantir um atendimento humanizado e de excelência, a consultoria contará com uma psicóloga líder e uma equipe de especialistas treinada para o suporte imediato aos participantes.

“Nosso posicionamento como consultoria de saúde não se limita à gestão de apólices. É fundamental estarmos em eventos como o Festival Nova Brasil FM, cuidando da saúde mental das pessoas e promovendo a importância desta pauta no dia a dia. Acreditamos que o bem-estar do indivíduo é o foco de toda nossa atuação”, afirma Paula Galo, diretora de Gestão de Saúde e Riscos da Alper Consultoria em Benefícios e Seguros. 

Paula também explica que locais com grandes aglomerações de pessoas podem desencadear alguns sintomas de ansiedade síndrome do pânico e alguns surtos, reforçando a necessidade da ação.

“A maioria dos grandes eventos hoje em dia já possuem espaços estruturados de acolhimento com profissionais preparados para acolher o público nesses casos. A Alper, em parceria com a Rádio Nova BR, estará neste sábado pronta para atender a todos, caso necessário”.

A ação no festival reforça a visão da Alper de atuar ativamente na promoção da saúde, e no cuidado com o indivíduo, integrando a expertise em gestão de benefícios e seguros com iniciativas que impactam diretamente a qualidade de vida da população – não somente em eventos, mas também nas empresas

Serviço:
Festival Nova Brasil FM 
Sábado, dia 29/11, das 14h15 às 21h30.
Parque Villa Lobos (Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001)
Ação Alper Seguros: Tendas de Acolhimento localizadas na entrada do evento

AXA no Brasil patrocina o Festival de Cinema Francês do Brasil 

A AXA no Brasil, seguradora de origem francesa e pertencente a um dos maiores grupos seguradores do mundo, confirma, pelo segundo ano consecutivo, o patrocínio ao Festival de Cinema Francês do Brasil (anteriormente conhecido como Festival Varilux). O evento acontece de 27 de novembro a 10 de dezembro em cinemas de todo o território nacional e traz Isabelle Huppert e Pierre Richard como convidados na edição de 2025. 

Esta iniciativa integra a estratégia de marca da companhia de continuar ampliando o alcance, proporcionando experiências – nesse caso,  o acesso à cultura. A empresa vem seguindo esse caminho desde 2022, quando iniciou o patrocínio da Roda Rico, em São Paulo. 

“Renovar o apoio ao Festival de Cinema Francês está alinhado à visão da AXA de estar próxima da sociedade e da cultura. Ao longo de dez anos no Brasil, seguimos focados em oferecer segurança e confiança para o maior número de pessoas. Patrocinar um evento como o Festival de Cinema Francês, coloca a marca em local de diálogo com público e praças diversas, reforçando a intenção da AXA de proporcionar cada vez mais experiências para o cliente final.”, afirma Luciano Calheiros, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil.”

Destaques da Edição 2025

A 16ª edição do evento marca um novo momento com a mudança de nome para Festival de Cinema Francês do Brasil e exibirá 20 longas-metragens recentes e um clássico, que será A Cabra, de 1981, um comédia que traz um dos atores franceses mais conhecido pelo grande público, Gérard Depardieu. Entre os destaques, está a presença de uma delegação artística de peso em São Paulo e no Rio de Janeiro, incluindo a estrela Isabelle Huppert, convidada de honra, e o icônico Pierre Richard, que será o grande homenageado deste ano.

O público poderá conferir também obras premiadas como Mãos à Obra, vencedor de Melhor Roteiro em Veneza, e O Estrangeiro, de François Ozon. Outro destaque é O Segredo da Chef, que foi exibido na abertura do Festival de Cannes 2025 e tem no elenco Bastien Bouillon, ator convidado pelo festival para vir ao Brasil nesta edição. 

Campanha da MAG Seguros valoriza profissionais do setor de seguros 

Márcio Batistuti MAG Seguros

A MAG Seguros, especialista em vida e previdência com 190 anos de atuação ininterrupta, segue com a edição atual da Campanha Arrebenta, que reconhece os profissionais de destaque em proteção financeira e lideranças comerciais. 


A Campanha Arrebenta proporcionará aos participantes experiências voltadas para Agentes e Novos Especialistas, com objetivo de aprendizado, crescimento e ascensão profissional; Capacitação para Lideranças, com foco em inovação e tecnologia aplicada à performance; e, também, o MDRT (Million Dollar Round Table 2026), uma experiência da campanha de vendas concedida aos Especialistas em Proteção Financeira no maior encontro mundial de corretores, que reúne participantes de mais de 80 países. 


“Nós da MAG acreditamos que o papel fundamental das campanhas de vendas é incentivar e valorizar nossos corretores, que têm reforçado a cada campanha, nossa missão de levar proteção financeira para o máximo de famílias brasileiras. A premiação destes profissionais, com a participação em eventos tão importantes e exclusivos, destaca ainda mais o nosso compromisso em prover um ambiente propício para o aprendizado e a troca de experiências, fortalecendo as convicções e o propósito da empresa,”, comenta Márcio Batistuti, diretor comercial de varejo do Grupo MAG.

MetLife firma parceria com Fundo de Educação FIFA Global Citizen

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Fundo de Educação FIFA Global Citizen, uma iniciativa que visa arrecadar US$ 100 milhões para oferecer acesso à educação de qualidade e ao esporte para crianças em todo o mundo, abriu seu período de inscrição para concessão de subsídios. Organizações sem fins lucrativos comprometidas em melhorar as oportunidades educacionais para crianças do ensino fundamental e médio (K-12) em todo o mundo, incluindo no Brasil, podem enviar suas candidaturas para financiamento até 31 de dezembro de 2025.

O Fundo de Educação FIFA Global Citizen tem como objetivo ampliar o acesso à educação de qualidade, à alfabetização e ao esporte, oferecendo subsídios para programas comunitários em mais de 200 localidades ao redor do mundo. Para iniciar os esforços rumo à meta de arrecadar US$ 100 milhões, a MetLife Foundation foi reconhecida como doadora fundadora após sua contribuição de US$ 9 milhões para o fundo. Além da MetLife Foundation, o Bank of America é o outro parceiro oficial do projeto.

“O acesso a recursos educacionais pode realmente transformar vidas. O Fundo de Educação FIFA Global Citizen aproveita tanto a linguagem universal do esporte quanto o impacto transformador da educação para oferecer às crianças um futuro mais confiante”, disse Denise Coelho, diretora de marketing e comunicação da MetLife Brasil. 

As inscrições estão abertas até 31 de dezembro de 2025 para organizações comunitárias que trabalham para melhorar a qualidade e o acesso à educação e ao esporte para crianças. Aproximadamente 150 organizações, atendendo entre 500 e 10.000 jovens, receberão subsídios que variam de US$ 50.000 a US$ 250.000. A primeira rodada de beneficiários será anunciada no início de 2026.

Grupo HDI intensifica relacionamento com corretores com eventos, campanhas e ações especiais em todo o país

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O Grupo HDI – segundo maior conglomerado segurador do país – promoveu, ao longo de novembro, uma agenda intensa de relacionamento com corretores e parceiros em diferentes regiões do Brasil, combinando encontros presenciais, iniciativas de conscientização, campanhas comerciais e novos conteúdos dedicados à força de vendas. 

O mês começou com o tradicional Café com Presidente, realizado no dia 04/11 em Cascavel, no Paraná, reunindo corretores e parceiros locais para um bate-papo direto com o CEO Eduardo Dal Ri e lideranças da companhia. Em 13/11, o Grupo HDI também recebeu os representantes da Sicredi no prédio Matriz, em São Paulo, que foram recepcionados pelo CEO Eduardo Dal Ri, pelo Vice-Presidente Comercial Marcos Machini, pelo Diretor de Operações e Sinistros Marcio Probst e pelo Diretor de Afinidades Eduardo Sallum, reforçando o alinhamento entre as instituições e o avanço de iniciativas conjuntas de distribuição e atendimento.

A agenda seguiu em Chapecó, em Santa Catarina, no dia 12/11, com o Encontro de Vida, que trouxe atualizações, oportunidades e debates conduzidos por Alexandre Vicente e pelo time comercial da região – encontro que voltou a ocorrer em 26/11 na cidade de Uberlândia, Minas Gerais. O movimento reforça o compromisso da companhia em levar conteúdo e estratégia aos parceiros de forma regionalizada e alinhada com cada mercado.

Em novembro, houve ainda uma nova campanha de conscientização do Cresça com o Vida, desta vez focada no combate ao câncer de próstata, como parte da ação extra de Novembro Azul. Entre as ações que o Grupo promoveu estão, em 19/11, o treinamento especial sobre Doenças Graves no Seguro de Vida – que contou com mais de 300 participantes – e a campanha de pontuação em dobro, entre 01 e 30/11, para corretores que comercializassem o produto Yelum Vida Perfil. Esse seguro, voltado à proteção individual e familiar, inclui opções de cobertura para Doenças Graves (10 a 30 doenças), telemedicina 24h, telepsicologia, assistência nutricional, personal fitness e outros benefícios focados no cuidado e bem-estar.

Já nas últimas semanas do mês, a companhia buscou incentivar as vendas dos produtos Yelum Residência, Yelum Affinity Residência e HDI Em Casa com a Black Week Residência, uma ação do Cresça Corretor. A iniciativa, vigente no período de 17 a 28/11, oferece descontos de até 15% para o cliente final, além de vouchers de até R$500 para corretores que apresentassem maior crescimento nas vendas durante esse período. Lives e webinars sobre Residência, Assistências e Sinistros complementaram a ação, reforçando o compromisso da seguradora com capacitação e atualização contínua.

Para fechar o período, em 27/11, foi lançado o segundo episódio da segunda temporada do Cresça Cast, o podcast do Cresça Corretor, com a participação da Gerente de Marca e Comunicação Externa do Grupo HDI, Renata Camargo. O conteúdo aborda a estratégia das marcas Yelum, HDI e Aliro para os corretores, as campanhas de mídia lançadas recentemente, os reconhecimentos recebidos no trade de seguros e a presença da empresa no Salão do Automóvel.

“Novembro foi um mês de intensa proximidade com os corretores. São eles que levam os produtos e nossa proposta de valor aos clientes em todo o país, e por isso investimos continuamente em capacitação, diálogo e reconhecimento”, destaca Marcos Machini, Vice-Presidente Comercial do Grupo HDI. “As ações realizadas reforçam nossa estratégia de estar cada vez mais presentes, seja no digital ou no presencial, com iniciativas que apoiem o desenvolvimento do corretor e ampliem suas oportunidades de negócio”, completa o executivo.