Setor de seguros exibe alta média de 20% no lucro do segundo trimestre de 2022 na B3

O lucro líquido das empresas do mercado de seguros listadas na B3 avançou 20% no segundo trimestre deste ano, para R$ 2 bilhões, comparado aos R$ 1,6 bilhão do mesmo período de 2021, segundo levantamento da TradeMap, a pedido do Sonho Seguro. Das companhias listadas, apenas duas viram seus ganhos menores, Porto e IRB Brasil Re.

Segundo explicou em teleconferência com analistas, o CEO da Porto, Roberto Santos, o cenário macroeconômico é desafiador e impõe resiliência. “Hoje, no mercado de seguros como um todo, muito do que impacta os resultados de uma seguradora está na combinação entre sinistralidade, aumento de custos de reparo e inadimplência. E nós, na Porto, já tomamos todas as ações para resolver essas questões. E já pudemos observar isso nos resultados do segundo trimestre desse ano, com um crescimento agregado de 37%, quando comparado ao mesmo trimestre de 2021”.

Ao longo dos seis primeiros meses deste ano, a Porto atingiu o maior crescimento de sua receita total em mais de 10 anos. Segundo o grupo, o marco é decorrente da expansão de todas as verticais de negócios. No segundo trimestre de 2022, as áreas apresentaram expressivo crescimento em suas receitas, no comparativo com o 2T21: Porto Seguros (+32,1%), Porto Saúde (+46,2%), Porto Seguro Bank (+32,5%) e Serviços (+44,8%). “Seguimos em evolução constante para oferecer as melhores soluções e inovações para os nossos clientes. Atuamos no mercado para que mais pessoas conheçam os nossos produtos e serviços e para que o seguro seja cada vez mais inclusivo para as pessoas”, comenta.

Já o IRB Brasil Re sofre as consequências da reestruturação que vem implementando nos últimos dois anos. Quando iria respirar mais aliviado com os ajustes, veio uma seca prolongada no Sul do país, que afetou tanto a safra de inverno 2021 como a de verão de 2022, causou perdas relevantes para todos os players que atuam no segmento, comprometendo resultados.

O CEO do IRB, Raphael de Carvalho, ressaltou que o primeiro semestre foi impactado por um efeito climático atípico. “Uma estiagem dessa magnitude não ocorria no Paraná há 90 anos. No Rio Grande do Sul, o último registro tem mais de 75 anos”. O IRB acumula R$ 614 milhões de insuficiência do indicador de patrimônio líquido ajustado em relação ao capital mínimo requerido — ou seja, 64% do capital mínimo.

Além disso, está R$ 730 milhões abaixo do índice de cobertura de provisão técnica. O plano de recuperação inclui realizar uma oferta subsequente de ações (“follow-on”) ou outra operação para aumento de capital, que pode alcançar até R$ 1,2 bilhão. Um segundo passo consiste na venda de ativos imobiliários e participações societárias, informou em teleconferência. 

Na última quarta-feira, 24, o Conselho de Administração do IRB aprovou a realização da oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da companhia. A oferta restrita consistirá na distribuição pública primária de, inicialmente, 597.014.925 novas ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil, com esforços de colocação no exterior. Com base na cotação de fechamento das ações de emissão da companhia na B3 nesta quarta-feira (24) de R$ 2,01, a oferta totalizaria R$ 1,199 bilhão, segundo informou em comunicado à CVM.

Na outra ponta temos a SulAmérica, com alta de 373% no lucro, para R$ 138 milhões. Segundo a companhia, melhora do resultado vem de uma queda no impacto das indenizações e custos de tratamento para Covid-19. As indenizações no primeiro semestre de 2022 somaram R$ 77 milhões relativos a sinistros e custos médicos relacionados à doença, bem melhor em relação aos R$ 200 milhões pagos no mesmo período em 2021.

“Temos sinais de que estamos finalmente vendo o final desta crise, com números de casos, internações e óbitos ligados ao coronavírus em patamares cada vez menores”, afirmou o presidente do grupo, Ricardo Bottas, em comunicado. “Assim temos observado importante redução nos impactos com a covid-19, tanto no segmento de seguro saúde quanto no de vida, o que traz perspectivas mais positivas para gradativamente recuperarmos a sazonalidade regular da frequência e severidade de sinistros em nossas carteiras”, acrescentou.

O lucro da BB Seguridade no primeiro semestre de 2022 foi de R$ 2,58 bilhões, ante R$ 1,73 bilhão vistos na primeira metade do ano de 2021. “Em um cenário afetado pelo fenômeno La Niña, que elevou os sinistros do seguro agrícola a níveis recordes e causou impacto de R$ 236 mi sobre o resultado, a BB Seguridade supera as adversidades e fecha o primeiro semestre de 2022 com lucro de R$ 2,6 bi, representando crescimento de quase 50% sobre o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação 2T22 versus 2T21, o lucro líquido cresceu 87%, atingindo o nível recorde de R$ 1,4 bi”, diz a companhia.

O otimismo é grande para o fechamento de 2022 com a venda de seguros fora do balcão do Banco do Brasil. Segundo ele, até 2021, a BB Seguridade vendia menos de 1% fora do banco. Hoje, após 15 parcerias fechadas com outras instituições, as vendas por esse tipo de canal já alcançam a fatia de 5%. Entre os parceiros já fechados, estão o Banco Original, do grupo J&F, da família Batista, que vende produtos de previdência e capitalização da BB Seguridade, e o Modal, comprado pela XP, que comercializa produtos de previdência.

SulAmérica assina compromisso de equidade de gênero

Fonte: SulAmérica

Neste mês, a SulAmérica comemora a assinatura do compromisso do Movimento Elas Lideram 2030, promovido pelo Pacto Global da ONU. A iniciativa tem como objetivo reunir empresas que se preocupam com a paridade de gênero na alta liderança e desejam aumentar a participação feminina nos negócios dentro de oito anos.

Por meio da assinatura do compromisso, a SulAmérica reforça a busca por equidade de gênero na companhia e se compromete a ter 50% de mulheres em cargos de alta liderança no período. Hoje, conta com 42%.

O compromisso é parte das ações realizadas pelo programa de Inclusão e Diversidade da SulAmérica, que completa, neste mês, um ano de atuação. Ao longo desse período, a empresa estruturou e consolidou diversas ações internas para garantir que a jornada das pessoas colaboradoras seja cada vez mais inclusiva. Esse cuidado também foi colocado em prática na forma de comunicação de processos seletivos, treinamentos e com os diversos pontos de contato da SulAmérica.

“O programa de Inclusão e Diversidade atua para que a inclusão se consolide como parte do modo de agir da empresa. Por meio das ações que estão sendo trabalhadas internamente queremos reforçar a educação para os temas prioritários nessa agenda e colocar em prática iniciativas que tornem a companhia cada vez mais inclusiva e diversa”, comenta Patrícia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Sustentabilidade e Marketing da SulAmérica.

Jornada de Inclusão e Diversidade

Nos últimos anos, a SulAmérica tem colocado em prática diversas iniciativas com o objetivo de promover um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo para seus mais de 4 mil colaboradores e colaboradoras. Ações como jornada de trabalho flexível, salas de amamentação, licença familiar que vai além do programa empresa-cidadã – concedendo 180 dias para cuidadoras(es) de primeiro nível e 40 dias (20 a mais do previsto) para cuidadores(as) de segundo nível, treinamentos para as lideranças sobre variados temas da pauta de inclusão e diversidade como, por exemplo, vieses inconscientes, além de processos de atração, seleção e contratação de profissionais de grupos minorizados fazem parte das iniciativas da empresa.

O primeiro ano do programa de Inclusão e Diversidade da SulAmérica marca a estruturação de diversas outras ações para garantir que o tema seja reforçado em todas as frentes. Durante esse período, a empresa promoveu treinamentos e sensibilizações com aprofundamentos no assunto para os diversos níveis da liderança, bem como para toda sua força de trabalho. Atualmente, conta com Grupos de Polinização que atuam na Equidade de Gênero, Raça e Etnia, LGBTI+, Pessoas com Deficiência e Gerações. Esses grupos garantem a execução e ações relacionadas aos temas.

Em 2022, a SulAmérica foi reconhecida pelo comprometimento com a equidade de gênero pelo índice da Bloomberg (GEI – Bloomberg Gender Equality Index), que avalia a transparência e o desempenho da companhia em 5 pilares: liderança feminina e pipeline de talentos, ignualdade salarial e paridade de remuneração entre gêneros, cultura inclusiva, políticas contra assédio sexual e marca pró-mulher. Essa evolução foi reconhecida também pelo mercado financeiro, uma vez que a companhia foi incluída no fundo de índices ELAS11, lançado em março de 2022, ETF que moitora 350 empresas listadas na bolsa brasileira, identificando aquelas com melhores índices de presença feminina no Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Diretoria, Comitê de Auditoria, dentre outros comitês.

Instituto Porto oferece cursos profissionalizantes em carreiras digitais  

Fonte: Porto

O Instituto Porto acaba de lançar mais uma iniciativa para cursos profissionalizantes em carreiras digitais, com 247 vagas disponíveis para o Brasil todo. O Acesso Tech é um projeto idealizado para dar acesso às pessoas de baixa renda à oportunidade de desenvolvimento profissional por meio detrilhas de conhecimento focadas em TI, desde o básico até carreiras específicas, como desenvolvimento de sistemas, hardware e marketing digital. A iniciativa terá parceria social com grandes players no segmento de tecnologia, como Cisco e Microsoft. Conta ainda com a Impacta e o Senac São Paulo no programa de desenvolvimento e capacitação profissional nos cursos de Desenvolvedor de Sistemas, Hardware e Sistemas Operacionais (Impacta) e Marketing Digital (Senac São Paulo). Os interessados podem se inscrever até dia 7 de outubro pelo site do Instituto Porto.  

Os alunos e alunas vão contar com ferramentas digitais (Cisco Networking Academy, Microsoft,aplicativo Instituto Porto), tutor para auxiliar no uso dos sistemas e tirar dúvidas, e para alguns cursos, serão disponibilizadas salas de aula, além de equipamentos para uso nas aulas práticas. Os cursos terão temas relacionados à tecnologia e inovação, e estarão disponíveis nos formatos de aulas híbridas e 100% digitais.  

“O Acesso Tech será o guarda-chuva do Instituto para cursos profissionalizantes em carreiras digitais. Nosso objetivo com este projeto é ampliar a nossa atuação na área de tecnologia, a nível nacional, e fomentar ainda mais o desenvolvimento de carreiras digitais de forma gratuita e acessível para alunos e alunas de qualquer lugar do País”, comenta a gerente de Sustentabilidade da Porto, Mirian Mesquita. 

As vagas de classificação nacional disponíveis serão: 80 para Introdução ao digital, onde os alunos irão aprender a usar um computador e ferramentas do Microsoft 365, 75 para Marketing digital, 20 para Desenvolvedor de Sistemas e 72 para Hardware e Sistemas Operacionais. Todos os cursos têm previsão de início para 17 de outubro. 

IRB realizará oferta restrita de ações no valor de até R$ 1,199 bilhão

IRB Brasil re

Fonte: Infomoney

O Conselho de Administração do IRB (IRBR3) aprovou na quarta-feira (24) a realização da oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da companhia.

A oferta restrita consistirá na distribuição pública primária de, inicialmente, 597.014.925 novas ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil, com esforços de colocação no exterior.

Com base na cotação de fechamento das ações de emissão da companhia na B3 nesta quarta-feira (24) de R$ 2,01, a oferta totalizaria R$ 1,199 bilhão.

O preço por ação será definido na próxima quinta-feira (1) após a realização do procedimento de bookbuilding. Já as novas ações começam a negociar em bolsa no dia 05 de setembro de 2022.

A quantidade de ações inicialmente ofertada poderá, a critério da companhia, em comum acordo com os coordenadores da oferta, ser acrescida em até 200% do total de ações inicialmente ofertadas, ou seja, em até 1.194.029.850 novas ações de emissão do ressegurador.

Considerando o limite de capital autorizado previsto no estatuto social da empresa, a emissão de ações adicionais poderá ocorrer caso haja excesso de demanda a um preço por ação inferior ao indicado no fato relevante de R$ 2,01, mas sempre de maneira que o aumento de capital social observe o limite de R$ 1,2 bilhão, destacou a empresa em comunicado. “O Preço por Ação não é indicativo do preço que prevalecerá no mercado após a conclusão da Oferta Restrita, podendo ser alterado para mais ou para menos após a conclusão do Procedimento de Bookbuilding”, destaca.

egundo comunicado, o IRB pretende utilizar os recursos líquidos da oferta restrita prioritariamente para regularização dos indicadores regulatórios estabelecidos pela SUSEP, como já tinha sido sinalizado pela companhia. “Após a referida regularização, caso haja recursos excedentes, a companhia pretende alocá-los para fins corporativos gerais, notadamente, crescimento orgânico da companhia frente a oportunidades de negócios existentes e para pagamento de passivos contingentes, incluindo aqueles que podem surgir de acordos com as autoridades norte-americanas.”

A oferta será coordenada pelo o Banco Bradesco BBI, Itaú BBA e Santander Brasil.

Por fim, o ressegurador informa que não será admitida a distribuição parcial no âmbito da oferta Restrita. Assim, caso não exista demanda para a subscrição da totalidade das ações inicialmente ofertadas até a data da conclusão do procedimento de bookbuilding, nos termos do contrato de colocação, a oferta restrita será cancelada.

Insurtech entra na disputa por seguros financeiros com aporte de US$ 6,7 milhões em pré-Seed

paola Latu insurtech

 A Latú, insurtech focada em fornecer coberturas para empresas latino-americanas, anuncia hoje (25) sua primeira rodada de investimento no valor de US$ 6,7 milhões (R$ 35 milhões), a maior já registrada na América Latina. Liderada pela monashees, pioneira na indústria de capital de risco no Brasil e na América Latina, e pela CRV (Charles River Ventures), a rodada também teve participação da ONEVC, Latitud e SVAngels.

Com a Latú, abreviação para Latin American Tech Underwriters, as empresas podem obter, em apenas alguns minutos, cobertura de até US$ 10 milhões contra ações judiciais, ataques cibernéticos, tempo de inatividade, danos à propriedade, erros de profissão e lacunas de compliance, entre outros. E, ainda, políticas mais conhecidas como responsabilidade geral, propriedade, cibernética, Erros e Omissões (E&O) e Diretores e Executivos (D&O).

A fundadora da startup, Paola Neira, liderou anteriormente a equipe responsável por construir a tecnologia de logística da Rappi. Ela concebeu a Latú enquanto fornecia capital de giro para pequenas e médias empresas de um fundo que ela administra há mais de uma década. Ajudar esses negócios a fez perceber como era difícil para as empresas obterem apólices de seguro e como eram vulneráveis a milhões de riscos.

“As operadoras tradicionais têm tentado entender e combater os riscos atuais com ferramentas antiquadas, que limitam o crescimento do mercado. A Latú quer mudar radicalmente a forma como o seguro empresarial funciona, impulsionando a inovação na indústria. Há uma verdadeira sensação de empoderamento ao apoiar as empresas da América Latina, ao oferecer acesso a produtos financeiros aos quais, de outra forma, essas organizações não teriam acesso”, explica Paola.

“A verdadeira mágica acontece quando se combina o conceito de rede de proteção, que é fundamentalmente o cerne do mercado de seguros, com tecnologia” diz Neira. “Temos uma oportunidade incrível de substituir apólices desatualizadas por parcerias vitalícias de mitigação de riscos, que funcionam melhor para resolver as necessidades de um mundo acelerado e hiperconectado. As empresas não podem mais confiar em livros de papel, mas querem e merecem alavancar uma mistura de inovação tecnológica, experiência em seguros e conhecimento local que é exatamente o que estamos usando na Latú para construir produtos”, conclui.

Fabiola Quinzaños, principal na monashees, ressalta que as empresas na América Latina são severamente mal atendidas pelo setor de seguros. “Menos de 20% delas têm pelo menos uma apólice, comparado a 70% nos mercados desenvolvidos. Paola conseguiu atrair uma equipe de ponta com habilidades complementares, colocando-a na melhor posição para reinventar a forma como o seguro é consumido na América Latina e democratizando o acesso”, afirma

Para James Green, sócio geral da CRV, há muito tempo existe um desafio para as empresas em obter seguro e a proteção necessária para permitir que cresçam. “Ironicamente, garantir o seguro é o que literalmente desbloqueia o crescimento, permitindo que elas façam negócios com grandes corporações, garantam financiamento, abram uma nova vertical e muito mais. Nós, da CRV, acreditamos que as empresas fundamentais são criadas fortalecendo dados demográficos específicos e estamos profundamente entusiasmados com a ideia de que Paola pode fazer isso dando acesso a seguros para os negócios da América Latina”.

Artigo: sinistralidade acima de 99,9% – pode isso Arnaldo?

por Roberto Parenzi, diretor do grupo Capitolio

Recentemente, a equipe da Capitolio produziu o Relatório sobre a Sinistralidade na Saúde Suplementar, relativo ao 1° Trimestre de 2022.

O percentual médio deste indicador, neste trimestre analisado, foi da ordem de 86% enquanto que no mesmo período de 2021 o indicador foi de 81%, ou seja, segue em ascensão.

Sim, considero preocupante, não encontrando muitas razões para que este percentual caia, ou, se cair, será levemente, mantendo-se contudo, elevado.

Mas deste trabalho, resolvi pinçar um número que chama mais a atenção ainda.

Aquelas empresas cuja taxa de sinistralidade se situa na casa de 100% ou acima.

Considerando as 632 empresas da amostra analisada, (excetuadas as empresas Administradoras de Benefícios, Odontologia de Grupo e Cooperativa Odontológica que não fizeram parte da análise) chegou-se ao número de 52 empresas ou 8,23%.

É muito, considerando que estas empresas estão gastando com a Despesa Assistencial mais do que recebem de contraprestações.  A conta não fecha e não se sustentarão.

O problema é que neste risco estão 2.041.637 beneficiários com uma contribuição per capta mensal com média superior a R$ 480,00.

Neste número cabe destacar por porte das operadoras, com sinistralidade acima de 99,9%:

Grande PorteMédio Porte          Pequeno Porte
05 empresas12 empresas35 empresas
9,6%23,1%67,3%

Já em relação à modalidade destas operadoras, encontramos a seguinte distribuição:

AutogestãoCoop. MédicaFilantropiaMed. de GrupoSeguradora Especializada
1809012301
34,6%17,3%1,9%44,3%1,9%

Só para esclarecer, a questão dos números serem tão alarmantes, é válido ressaltar que o percentual ideal de sinistralidade deveria se situar na casa de 70 a 75% no máximo, para que do restante possa haver um resultado mais razoável após a retirada das despesas administrativas, comerciais, não operacionais e impostos.

Finalizando, é preocupante o fato de que está prestes a ser votado no Congresso a questão do Rol, com grandes chances de que seja considerado exemplificativo. Aí sim as torneiras serão abertas e este número de empresas pode crescer potencialmente. 

Federação de corretores pede explicações para seguradoras sobre alta do seguro de carro

Fonte: Fenacor

O Grupo de trabalho inicialmente criado para tratar dos problemas enfrentados na assistência 24 horas, integrado por representantes da Fenacor e da FenSeg, está ampliando sua atuação para buscar, em conjunto, soluções referentes a outras questões relevantes, como o aumento do preço médio do seguro de automóveis em diversas regiões do País e a terceirização, pelas seguradoras, dos serviços de vistoria prévia e regulação de sinistros.

Especificamente sobre o aumento dos preços do seguro, após solicitação dos representantes da Fenacor no grupo de trabalho, a FenSeg apresentou as razões que justificam tais reajustes. 

A federação lembrou que a variação de preços atinge os mais diversos setores na economia brasileira, incluindo o mercado de seguros. “A precificação do Seguro Auto é pautada em bases técnicas atuariais, tendo como princípio o mutualismo. Além disso, ela sofre forte interferência das oscilações de valores dos bens segurados, dos custos de reparação e dos valores de mão de obra especializada, ou seja, de toda uma cadeia na qual o automóvel está inserido”, informou a FenSeg. 

A Federação acrescentou que, no Seguro Auto, como nos demais segmentos, a prática da livre concorrência oferece ao cliente a liberdade de decidir o melhor preço de acordo com a sua necessidade. 

Mas, a despeito da precificação ser livre, as seguradoras devem observar as normas da Susep, além de respeitar o Código de Defesa do Consumidor e, principalmente, das legislações e regulamentações especificas do setor. 

Nesse contexto, a FenSeg citou a Circular 639/21 da Susep, em vigor desde 09 de agosto do ano passado, que dispõe sobre as regras e os critérios para operação de seguros do grupo automóvel. Essa publicação flexibilizou a norma ao permitir a comercialização de novos produtos, além da manutenção e evolução dos existentes.

De acordo com a FenSeg, outros fatores que também têm impactado na variação do preço do seguro auto são os seguintes: 

Redução de preços na pandemia – nesse período, a redução de risco levou à queda no preço do seguro. Já com a volta à dinâmica anterior, a tendência foi um retorno ao patamar de valores cobrados antes. 

Abastecimento de peças – com a crise internacional, associada primeiramente à pandemia de Covid-19 e, desde março de 2022, à Guerra na Ucrânia, tem faltado insumos para os fabricantes produzirem as peças de reposição. Essa situação causou aumento no preço das peças, por causa da falta de muitas delas, variação que é repassada para o preço do seguro.

Aumento do roubo e do furto – veículos estão sendo roubados e furtados, com frequência crescente, com o objetivo do desmanche para revenda de peças, por canais irregulares.

Índice de recuperação de veículos – por se tornarem alvos dos desmanches para venda de peças, a recuperação de automóveis tem se revelado um desafio cada dia maior.

Outros fatores – assim como no roubo e furto, outras frequências (colisão, assistência etc.) também retornaram a índices iguais ou superiores a 2019 (pré-pandemia).

Por fim, a FenSeg enfatizou que todos esses fatores podem influenciar, de alguma forma, “no aumento ou mesmo na redução dos preços do seguro auto praticados pelas seguradoras”.

Prudential do Brasil anuncia Juliana Capuchinho como diretora de parcerias comerciais

Fonte: Prudential

Com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros, Juliana Capuchinho é a nova Diretora de Parcerias Comerciais da seguradora Prudential do Brasil. Formada em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com especializações em Administração de Negócios pelo Insper e pela Fundação Dom Cabral, a executiva já passou por seguradoras como Unibanco AIG, Zurich e AXA. 

Por meio de sua visão estratégica de mercado, Juliana Capuchinho vai fortalecer a atuação da Prudential com Itaú, parceiro estratégico da seguradora, focando em novas oportunidades e aumentando a representatividade da companhia na oferta de seguros de vida nos principais segmentos do banco.

Insurtech Coover traz Francisco Vidigal, ou Kiko, como conselheiro consultivo

francisco Vidigal coover

A Coover, uma das insurtech autorizadas a operar no sandbox regulatório da Susep (Superintendência de Seguros Privados), anuncia a chegada de Francisco Caiuby Vidigal Filho, conhecido no mercado como Kiko, como conselheiro consultivo, que adiciona à seguradora sua bagagem de mais de duas décadas no mercado de seguros, tendo sido CEO de empresas como a Sompo Seguros. Desde que deixou o cargo, o executivo tem se dedicado a diversos empreendimentos como consultor e como membro de conselhos, que vão desde este na Coover até a ONG Plan Intenation.

“A pandemia acentuou não só em mim, mas em todos, a necessidade da diversidade de conhecimento na vida profissional e também nos beneficiou com o convivência familiar”, disse em conversa com o Sonho Seguro o executivo de 50 anos, pai de quatro filhos. “O meu maior tem 24 anos e a menor 3. Poder participar mais da vida deles foi um dos sentimentos que me motivou a buscar novas qualificações e interesses profissionais. A mudança dos hábitos de consumo e da tecnologia revolucionaram a relação das pessoas com as marcas e isso também me agrada, pois me traz novidades e negócios no meu dia a dia como investidor anjo”, comentou.

Sua participação na Coover vem da aposta no mercado segurador. “A flexibilização das regras para que a tecnologia pudesse estar inserida nas seguradoras abriu novas frentes de negócios. Muitas vezes uma seguradora tradicional tem de manter o foco em seu negócio e perde algumas oportunidades. A entrada das insurtechs veio para agregar valor, uma vez que elas se dedicam a trazer soluções inovadoras para que novos produtos cheguem com mais agilidade aos consumidores. E isso tem impulsionado o crescimento do setor em muitas frentes e em muitos negócios. Assim como a entrada de fintechs no mercado financeiro revolucionou bancos e diversos produtos financeiros, o mesmo tem acontecido em seguros com a entrada das insurtechs”.

“A entrada das insurtechs veio para agregar valor, uma vez que elas se dedicam a trazer soluções inovadoras para que novos produtos cheguem com mais agilidade aos consumidores”, diz vidigal

A Coover está no Sandbox da Susep, com previsão de sair nos próximos meses. Até o momento, apenas duas insurtechs deixaram o do ambiente protegido do órgão regulador, de um total de 32 projetos. As empresas que recebem a autorização podem atuar, por até três anos, com menor custo regulatório e mais flexibilidade para inovar.

Planos de saúde para pets é a aposta da Coover, com a criação de uma plataforma digital que também vai oferecer assistências para os bichinhos. Trata-se de um segmento que aguça investidores diante do potencial de crescimento. A estimativa é de ter mais de 150 milhões de pets no país, cujos tutores não possuem opções de produtos securitários que os atendam plenamente. O setor de produtos, serviços e o comércio de animais de estimação projeta um crescimento de 14% em 2022 e um faturamento de R$ 58,9 bilhões – estimativas do Instituto Pet Brasil (IPB).

Em celular, a Coover atua como uma plataforma digital em parceria com a seguradora Zurich. “A aliança com a Coover é outro exemplo relacionado à transformação digital promovida pela companhia”, informou o diretor executivo de parcerias da Zurich, Luis Reis, em recente entrevista. “Aliás, com as novas alianças, a seguradora projeta um crescimento de 30% nos negócios do segmento de Bancassurance, impulsionado pelas vendas de seguros de auto, vida, residencial e acidentes pessoais (com serviços de telemedicina e proteção financeira, dentre outros)”, acrescentou.

Coover insurtech
Beduschi: “A Coover evidencia ainda mais o que nós acreditamos: a soma de conhecimentos é fundamental, sendo nossa maior força e diferencial”

Jó Beduschi, CEO da Coover, afirma ter sido a primeira startup do país a oferecer um seguro para smartphones com tecnologia própria de autovistoria, permitindo ao usuário realizar a contratação de qualquer lugar, usando apenas seu smartphone e tendo acesso à internet. Agora, a insurtech pretende aplicar aquilo que já funciona no seguro Coover para smartphones – também – aos seguros de saúde Pet. 

Além de Kiko e – após sua última rodada de investimentos e novas alianças com stakeholders – a Coover ampliou seu quadro de dirigentes. “A Coover evidencia ainda mais o que nós acreditamos: a soma de conhecimentos é fundamental, sendo nossa maior força e diferencial. Por isso, buscamos absorver novas inteligências e experiências pensando no futuro”, afirma o CEO da Coover.

Kiko é formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), certificado pela Universidade da Pensilvânia (EUA) no Wharton Advanced Management Program e Conselheiro de Administração pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

MAPFRE e Instituto Blindar criam programa para assegurar profissionais da área da Saúde  

Fonte: MAPFRE

A MAPFRE e o Instituto Blindar, de serviços de proteção ao exercício das profissões, firmaram uma parceria para a distribuição de um programa de proteção às carreiras de profissionais da Saúde. O Blindagem PRO é o único serviço do mercado com o conceito de prevenção e o segurado tem acesso 24h a uma equipe multidisciplinar que irá atuar na proteção de sua imagem, prestando todas as orientações necessárias para minimizar ou evitar qualquer impacto relacionado a conduta do profissional.

Patricia Siequeroli, diretora de seguros gerais da MAPFRE, explica que o seguro de responsabilidade civil faz parte do programa e garante a segurança e os direitos em caso de incidentes com pacientes. “O profissional da Saúde se prepara durante anos para exercer a sua profissão com a máxima precisão e responsabilidade, mas, por vezes, em condições adversas, podem estar sujeitos a eventualidades. Uma particularidade do seguro RC Profissional é que ele pode ser contratado tendo como base a reclamação de terceiros e o profissional será reembolsado sempre que for responsabilizado judicialmente por algum dano, podendo ainda decidir se a sua apólice terá ou não franquia”, detalha. 

“O Blindagem Pro protege, apoia e faz a gestão de riscos das carreiras de profissionais nas áreas médica e odontológica e a união da capacidade financeira e solidez da MAPFRE com a expertise do Instituto Blindar viabilizou a criação do programa, que está disponível na plataforma da seguradora e pode ser acessado por toda a rede de corretores da companhia”, acrescenta Nereu Passaia, diretor-executivo do Instituto Blindar.
 

De acordo com Talita Wigg, superintendente comercial de Retail e Utilities da MAPFRE, por ser um produto com caraterísticas consultivas, sua distribuição será feita sob o ramo massificados. “O produto está disponível para distribuição em associações, conselhos e sociedades médicas, entre outras entidades, e por ter como característica principal a venda em larga escala, com coberturas simples, importantes, diferenciadas e acessíveis a qualquer profissional da saúde, ele pode ser personalizado de acordo com as necessidades dos interessados”, informa.